Pará registra mais de 1,2 mil novos casos de hanseníase em 2025
(Foto: Reprodução) – De janeiro até 2 de dezembro de 2025, o Pará registrou 1.283 novos casos de hanseníase, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa). Do total, 64 ocorrências foram identificadas em menores de 15 anos, um indicador considerado alarmante por evidenciar transmissão ativa da bactéria. Até o momento, não há registros de casos em 2026.
Em comparação com 2015, quando foram contabilizados 2.967 casos, o Pará apresentou uma queda de 56,75% em dez anos. Apesar da redução expressiva no número de casos ao longo da última década, a hanseníase segue como um importante desafio de saúde pública no Pará, especialmente em municípios com alta densidade populacional e vulnerabilidade social, como Belém e Marituba, de acordo com alerta da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) – Regional Pará.
Segundo a médica dermatologista Heliana Góes, presidente da SBD Regional Pará, a hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. “É considerada uma doença negligenciada, pois atinge majoritariamente populações em situação de vulnerabilidade social e econômica, recebendo menos atenção e investimento, apesar do seu alto potencial incapacitante”, explica.
Entre os sinais mais comuns estão manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou acastanhadas na pele, acompanhadas de perda ou diminuição da sensibilidade ao calor, à dor ou ao tato. Também podem ocorrer formigamento ou dormência nas mãos e pés, perda de força muscular, nódulos pelo corpo e áreas de pele ressecadas ou com queda de pelos, especialmente nas sobrancelhas.
O diagnóstico precoce é fundamental no controle da doença. De acordo com a especialista, identificar a hanseníase nas fases iniciais permite a cura sem sequelas, evitando danos permanentes aos nervos, e interrompe a transmissão, já que o paciente deixa de transmitir a bactéria logo após iniciar o tratamento com a poliquimioterapia. No Brasil, o diagnóstico e o tratamento são gratuitos e oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A ocorrência da doença em crianças chama ainda mais atenção. “Quando uma criança adoece, significa que ela foi infectada muito cedo, geralmente por um adulto próximo que não sabe que está doente ou não está em tratamento. Isso mostra que o bacilo está circulando livremente na comunidade”, alerta Heliana Góes.
O Brasil ocupa atualmente a segunda posição mundial em número de casos de hanseníase, atrás apenas da Índia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Fatores como desigualdade social, condições precárias de saneamento, longo período de incubação da doença e o estigma histórico associado à hanseníase contribuem para a manutenção da endemia.
Janeiro Roxo
O dia 26 de janeiro é o Dia Mundial Contra a Hanseníase. Por isso, o mês de janeiro ganhou a cor roxa para alertar e conscientizar a sociedade sobre o combate à hanseníase. Nesse contexto, a campanha Janeiro Roxo busca tirar a doença da invisibilidade, combater o preconceito e reforçar a importância da informação. “A hanseníase tem cura, o tratamento é eficaz e não há necessidade de isolamento. O conhecimento é a melhor ferramenta contra o medo e a discriminação”, destaca a dermatologista.
A especialista recomenda que, ao identificar manchas na pele com alteração de sensibilidade ou outros sintomas suspeitos, a população procure uma Unidade Básica de Saúde ou um médico dermatologista. “Não espere a mancha crescer ou perder a força nas mãos. Quanto mais cedo o tratamento começa, maiores são as chances de recuperação completa e sem sequelas”, orienta Heliana Góes.
Ações
Para enfrentar a doença, a Sespa informa que vem intensificando ações de vigilância em saúde nos municípios, além de estimular campanhas educativas, capacitar profissionais da rede pública e realizar reuniões técnicas com gestores e equipes para a elaboração de planos estratégicos de vigilância e assistência.
Em 2026, o órgão também participará da campanha Janeiro Roxo, com atendimentos por meio do programa Saúde Digital, atividades educativas na Universidade Estadual do Pará (Uepa) e ações do Dia D nos municípios, com oferta de atendimentos e orientações à população.
Fonte:O liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 07/01/2026/07:30:46
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