Trump publica imagem em que aparece como ‘presidente interino da Venezuela’
(Foto:Reprodução)- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou neste domingo nas redes sociais uma imagem que o apresenta como “presidente interino da Venezuela”, em um layout semelhante ao de uma ficha biográfica digital. O material inclui foto oficial, datas e cargos atribuídos ao republicano, associando-o simbolicamente ao comando do país sul-americano.
A postagem foi feita mais de uma semana após os EUA realizarem uma intervenção militar que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Também ocorre enquanto Trump concilia outras declarações polêmicas sobre o futuro político e econômico de Cuba. Neste domingo, o líder americano afirmou que a ilha deixará de receber petróleo e recursos financeiros venezuelanos e defendeu que a perda desse apoio pode levar à queda do regime cubano.
A imagem compartilhada por Trump não foi acompanhada de explicações adicionais. O gesto, porém, foi feito poucos dias após o republicano declarar, em entrevista ao New York Times, que seu poder como comandante-em-chefe é limitado apenas por sua “própria moralidade”, ignorando o direito internacional e outros mecanismos de controle sobre sua capacidade de usar a força militar para atacar, invadir ou coagir nações ao redor do mundo.
— Minha própria moralidade. Minha própria mente. É a única coisa que pode me impedir — declarou o presidente. — Não preciso do direito internacional. Não quero ferir ninguém.
A avaliação de Trump sobre sua própria liberdade de usar qualquer instrumento de poder militar, econômico ou político para consolidar a supremacia americana foi o reconhecimento mais direto até o momento de sua visão de mundo. O republicano também deixou claro que usa sua reputação de imprevisibilidade e sua disposição para recorrer à ação militar, muitas vezes a serviço da coerção de outras nações.
Plano em três etapas
Ainda ao NYT, Trump afirmou que espera que os EUA administrem a Venezuela e extraiam petróleo de suas vastas reservas por anos. Ele disse que o governo interino venezuelano, formado inteiramente por aliados de Maduro, está cooperando com Washington. Ao ser perguntado por quanto tempo sua administração exigirá supervisão direta sobre o país sul-americano, porém, o líder republicano evitou estabelecer prazos:
— Só o tempo dirá — disse, acrescentando que a política dos EUA ocorre sob a ameaça permanente de uma ação militar. — Nós vamos reconstruí-la de uma forma muito lucrativa. Vamos usar petróleo, e vamos tirar petróleo. Estamos baixando os preços do petróleo, e vamos dar dinheiro à Venezuela, algo que eles precisam desesperadamente.
As declarações foram feitas pouco após integrantes do governo americano afirmarem que os EUA planejam assumir o controle da venda do petróleo venezuelano por tempo indeterminado. A medida faz parte de um plano em três fases apresentado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, a membros do Congresso. Embora parlamentares republicanos tenham apoiado em grande parte as ações do governo, democratas reiteraram na quarta-feira seus alertas de que o país caminha para uma intervenção internacional prolongada sem uma base legal clara.
Durante a entrevista, Trump foi questionado mais uma vez sobre por quanto tempo os EUA deveriam permanecer como tutores políticos da Venezuela. Indagado se o período seria de três meses, seis meses, um ano ou mais, ele respondeu: “Eu diria que muito mais tempo”.
Trump não assumiu compromissos sobre quando eleições seriam realizadas na Venezuela, que teve uma longa tradição democrática do fim dos anos 1950 até Hugo Chávez chegar ao poder em 1999. Ele também não respondeu o motivo de ter reconhecido Delcy Rodríguez, vice-presidente de Maduro, como líder da Venezuela, em vez de apoiar María Corina, líder opositora cujo partido conduziu uma campanha eleitoral bem-sucedida contra Maduro em 2024 e que recebeu o Nobel da Paz. Questionado se havia falado com Delcy, ele se recusou a comentar.
— Mas o Marco fala com ela o tempo todo — disse, referindo-se ao secretário de Estado Marco Rubio. — Posso dizer que estamos em comunicação constante com ela e com o governo.
O americano também evitou responder por que não instalou Edmundo González Urrutia, o diplomata aposentado reconhecido pelos EUA e outros governos internacionais como vencedor da eleição presidencial venezuelana de 2024. González Urrutia era considerado um candidato de consenso da oposição, ligado a María Corina Machado. Trump reiterou que aliados de Maduro seguem cooperando com Washington.
Fonte:New York Times e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/12/2025/10:07:03
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