Joesley Batista atuou como emissário informal de Trump e propôs asilo a Maduro na Turquia

Foto: Ayrton Vignola / Estadão Conteúdo | Bilionário se encontrou com Maduro e Cília Flores em novembro na capital Caracas para propôr acordo com garantia de não extradição para os Estados Unidos.

O bilionário Joesley Batista atuou como emissário informal da administração de Donald Trump durante viagem à Venezuela em novembro quando propôs asilo diplomático a Nicolás Maduro e Cília Flores na Turquia. Fontes do alto escalão da Casa Branca relataram ao Washington Post o papel do magnata da JBS na tentativa de negociação para saída de Maduro da presidência.

A reportagem expõe as articulações estrangeiras que articularam uma rota de fuga para Maduro, possibilitando que ele evitasse a captura pelos Estados Unidos como ocorreu no último dia 3. O cardeal Pietro Parolin, segundo na hierarquia papal, teria oferecido ao então presidente da Venezuela e à primeira-dama asilo na Rússia com garantias dadas pelo presidente Vladimir Putin. Parolin, conforme o Post, teria procurado o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio para pedir tempo para convencer Maduro a aceitar a proposta.

Batista agiu em outra frente de negociação. O bilionário com negócios nos Estados Unidos e na Venezuela embarcou em novembro para Caracas com reunião marcada com Maduro e Cília Flores. A missão do empresário era convencer o venezuelano a deixar o poder. Batista chegou ao país com uma lista de pontos de interesse dos Estados Unidos, incluindo o acesso às terras raras e ao petróleo e o rompimento das relações da Venezuela com Cuba. Trump também exigia a saída de Maduro do país.

Fontes relataram ao Washington Post que Joesley detalhou o encontro ao governo Trump. “Ele não estava trabalhando a mando dos Estados Unidos”, disse um oficial do alto escalão, mas, as conclusões do brasileiro foram consideradas. A reportagem ainda classifica Joesley como um dos emissários não-oficiais da Casa Branca.

Recentemente, o proprietário da JBS também apareceu em destaque no noticiário internacional. Joesley Batista era um dos empresários brasileiros que contribuíram na articulação para a derrubada das sobretaxas aplicadas por Donald Trump às exportações brasileiras. Ele intermediou a aproximação entre o norte-americano e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/01/2026/10:30:03

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Levado à “prisão infernal”, Maduro é esperado em 1ª audiência nesta segunda (5)

Maduro é acusado pelo Departamento de Justiça dos crimes de tráfico de cocaína e narcoterrorismo (Foto: Reprodução/Casa Branca)

A audiência está marcada para o meio-dia (horário local, 14h de Brasília), no Tribunal Distrital Federal de Manhattan.

Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, devem comparecer pela primeira vez a um tribunal federal americano nesta segunda-feira (5). A audiência ocorre dois dias após o casal ser capturado na Venezuela em uma operação militar dos Estados Unidos, quando ouvirão formalmente as acusações contra eles.

A sessão está marcada para o meio-dia (horário local, 14h de Brasília), no Tribunal Distrital Federal de Manhattan. O juiz irá notificá-los sobre as acusações, informar seus direitos e questionar como se declaram: culpados ou inocentes.

O juiz Alvin K. Hellerstein, veterano com quase três décadas de experiência e nomeado pelo ex-presidente Bill Clinton, deve decretar a prisão preventiva. O julgamento do casal, acusado pelo Departamento de Justiça dos EUA, está previsto para ocorrer apenas daqui a mais de um ano.

Acusações e prisão

Maduro, Cilia Flores e outros quatro homens são acusados de tráfico de cocaína e narcoterrorismo. Entre os indiciados está um filho de Maduro, cujo paradeiro permanece desconhecido pelas autoridades.

As acusações são baseadas em uma investigação conduzida pela Administração de Combate às Drogas dos Estados Unidos (DEA). Até o julgamento, o ex-ditador venezuelano ficará detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, conhecido como MDC.

Estrutura e detentos famosos

O MDC é uma instalação de grande porte que, durante décadas, abrigou alguns dos criminosos mais notórios dos Estados Unidos. O local recebe detentos que aguardam julgamento ou que já cumprem pena, sendo também conhecido pelas péssimas condições de funcionamento.

Entre os detidos famosos está o rapper e produtor musical Sean Combs, conhecido como P. Diddy, acusado de tráfico sexual. Ele já esteve sob custódia na unidade.

Outro caso é o de Luigi Mangione, que aguarda julgamento pelo assassinato do CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson. Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Jeffrey Epstein, também passou pelo MDC.

Maxwell foi presa por participar do esquema de exploração sexual do financista antes de ser transferida para outra unidade. O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, é mais um nome conhecido que esteve no local.

Marin foi detido antes de começar a cumprir pena por corrupção. De acordo com o MDC, a unidade abriga atualmente 1.336 detentos. Embora alguns respondam por crimes graves, como tráfico internacional de drogas ou terrorismo, a maioria enfrenta acusações de menor gravidade.

O centro penitenciário funciona como um ponto de passagem, onde os presos permanecem enquanto aguardam julgamento ou a definição de suas sentenças. A população carcerária tem diminuído ao longo dos anos, segundo dados oficiais.

Condições críticas e incidentes

Em 2024, o Departamento de Prisões dos Estados Unidos anunciou a suspensão temporária do envio de detentos para o MDC. Naquele ano, diferentes juízes se recusaram a encaminhar presos à unidade devido às péssimas condições do local.

A decisão ocorreu após ao menos dois detentos terem sido mortos dentro da prisão, o que gerou grande preocupação. O advogado de um dos mortos classificou o MDC como um “inferno na terra”, ao afirmar que a morte era evitável.

Em 2019, um apagão de energia durante o inverno deixou a unidade sem eletricidade por uma semana inteira. Nesse período, os presos ficaram em celas congelantes, sem aquecimento adequado.

Uma investigação do The New York Times apontou o episódio como mais um caso de negligência e brutalidade. Segundo a reportagem, a prisão é considerada uma das piores do sistema federal americano.

Ao longo dos anos, foram registrados casos de espancamentos, abusos sexuais e detentos mantidos sob condições desumanas. Um ex-funcionário do MDC afirmou ao jornal que a unidade era “uma das mais problemáticas do sistema federal de prisões dos EUA”.

Um relatório do Departamento de Justiça concluiu que as autoridades lidaram de forma extremamente inadequada com a crise. As condições do local seguem sendo alvo constante de críticas.

Detalhes da operação de captura

O caminho até a prisão no Brooklyn foi longo para Maduro e Cilia Flores. O ex-líder venezuelano foi capturado por forças dos Estados Unidos na chamada Operação Resolução Absoluta.

Ele foi encontrado por volta das 2h da madrugada (3h de Brasília), no Forte Tiuna, uma extensa base militar no centro de Caracas que abriga a cúpula do governo venezuelano e estava sob vigilância.

Após a captura, Maduro foi levado ao porta-aviões americano USS Iwo Jima, no Mar do Caribe. O casal foi transferido para os Estados Unidos após uma parada estratégica na base naval americana da Baía de Guantánamo.

No local, o FBI mantinha um avião governamental Boeing 757 à espera. A aeronave levou o casal até a Base Aérea da Guarda Nacional Stewart, no estado de Nova York.

De lá, os dois foram transportados de helicóptero até Manhattan e, em seguida, levados de carro à sede da DEA. Um vídeo que circulou nas redes sociais mostra Maduro chegando ao departamento.

Segundo relatos, ele teria cumprimentado os agentes com um “boa noite” e desejado feliz ano-novo. Por fim, o casal foi transferido de helicóptero para o Brooklyn e levado de carro até a prisão, onde aguarda os próximos desdobramentos do caso.

Fonte: Com agências internacionais. Informações do jornal O Estado de S. Paulo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/01/2026/07:36:26

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Presidente Lula é criticado pelo jornal francês Libération: decepção para o ocidente

Libération colocou Lula em sua capa: decepção (Foto: Fac-símile)

Convite feito a Nicolás Maduro para participar de uma reunião de presidentes da América do Sul em Brasília também foi recebido com desaprovação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi destaque na capa da edição desta sexta-feira (23 de junho de 2023) do jornal francês Libération, com o título “Lula, a decepção”, no qual são feitas alegações de que o mandatário seria um “falso amigo do ocidente”. A crítica principal se deve aos posicionamentos do presidente brasileiro em relação à guerra na Ucrânia. O jornal afirma que Lula não se mostrou o aliado precioso que se imaginava, especialmente quando se trata de isolar a Rússia, considerada culpada por uma invasão intolerável na Ucrânia.

Além disso, o convite feito a Nicolás Maduro para participar de uma reunião de presidentes da América do Sul em Brasília também foi recebido com desaprovação. A publicação questiona se Lula não está ciente dos abusos cometidos na “República Bolivariana do Autoritarismo”.

O Libération destaca que, no âmbito internacional, Lula era esperado como um “messias”, mas revela que essa expectativa se mostrou uma miragem ou uma imagem embaçada. As dificuldades enfrentadas pelo presidente brasileiro com o Congresso também não passaram despercebidas pelo jornal.
Lula encontra-se com as “mãos atadas pelo Congresso”

De acordo com o Libération, Lula encontra-se com as “mãos atadas pelo Congresso”. O articulista Thomas Traumann, do Poder360, entrevistado pelo jornal, afirmou que a verdadeira batalha que Lula enfrenta ocorre no Congresso, e não em Bakhmut, na Ucrânia.
Apesar das críticas, o Libération reconhece que a postura de Lula é melhor do que a de seu antecessor, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Fonte:O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/06/2023/20:36:19

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Maduro chega a Brasília para reunião com Lula e encontro de presidentes sul-americanos

Maduro chegou a Brasília com a primeira-dama Cilia Flores; é a 1ª vez que o chefe venezuelano vem ao Brasil desde 2015. (foto>Reprodução Internet)

É a primeira vez que Maduro visita o Brasil desde julho de 2015, quando esteve no país para uma cúpula do Mercosul realizada em Brasília, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi proibido de entrar no país pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou a Brasília na noite deste domingo (28) para a reunião de líderes sul-americanos convocada pelo governo brasileiro.

Maduro desembarcou acompanhado de sua esposa Cilia Flores, ex-presidente da Assembleia Nacional, e foi recebido na Base Aérea pela embaixadora Gisela Padovan, secretária de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores.

É a primeira vez que Maduro visita o Brasil desde julho de 2015, quando esteve no país para uma cúpula do Mercosul realizada em Brasília, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

O venezuelano deverá encontrar-se nesta segunda-feira (29), no Palácio do Planalto, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na terça (30), um grupo de 11 presidentes da América do Sul se reúne no Palácio do Itamaraty para discutir a integração regional.

Maduro foi proibido de entrar no país pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida havia sido editada em 2019, quando Bolsonaro rompeu com o país vizinho e retirou diplomatas de Caracas, mas foi revertida em 30 de dezembro de 2022.

Uma das preocupações do Itamaraty, nas últimas semanas, foi garantir o abastecimento de combustível à aeronave presidencial venezuelana. Em janeiro, na posse de Lula, distribuidoras de querosene de aviação se negaram a fornecer o produto por receio das sanções internacionais aplicadas ao regime de Maduro.
maduro v
Com exceção da peruana Dina Boluarte, que tem uma vedação constitucional para sair do país, todos os demais chefes de Estado da América do Sul estarão em Brasília nesta semana. Entre eles o argentino Alberto Fernández, o chileno Gabriel Boric, o colombiano Gustavo Petro e o uruguaio Luis Lacalle Pou.

O formato do encontro será bastante restrito. Apenas os presidentes, acompanhados dos respectivos chanceleres e mais dois assessores, vão dialogar em duas sessões fechadas no Palácio do Itamaraty.

Fonte: e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 29/05/2023/05:59:40

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