Desrespeito no trânsito é rotina na rodovia Arthur Bernardes, em Belém, dizem moradores
Foto | Redes Sociais – Moradores e usuários da rodovia Arthur Bernardes, em Belém, denunciam um problema crônico e diário: o desrespeito à ciclofaixa e às faixas de pedestres. Um desses trechos fica em frente à Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Ainda segundo os entrevistados, veículos de diferentes portes – incluindo carros particulares, motos e até veículos pesados – utilizam a ciclofaixa com frequência. Eles também afirmam que não há fiscalização. A situação se agrava às terças-feiras, quando o fluxo de veículos aumenta por causa da tradicional novena realizada na igreja.
Na manhã desta terça-feira (13), e no momento em que passava na ciclofaixa em frente à igreja, o sapateiro Gerson Brito, conhecido como Bragança, de 49 anos, contou que o desrespeito é constante. “Todo dia é uma dificuldade pra gente trafegar. É moto, é carro metendo na ciclovia, não respeita os pedestres, não respeita os velhos”, disse ele, que usa a bicicleta para ir para o trabalho, no bairro de São Brás. Questionado sobre a estratégia que utiliza para evitar acidentes, ele afirmou: “Quando tá muito cheio (de veículos), vou pela calçada”.
Para Gerson, uma alternativa é colocar agentes de trânsito para fiscalizar e, assim, coibir as irregularidades no trânsito. “Tem que botar guarda de trânsito aqui pra conter essa ‘invasão’ na ciclofaixa”, disse. O sapateiro relatou uma situação grave que viveu: “O carro freou em cima de mim”. Ainda segundo ele, esse episódio ocorreu recentemente. “Não faz muito tempo não. E foi aqui na ciclofaixa”, afirmou. “Só deu tempo de me jogar pra calçada”, afirmou. Apesar do susto, ele não se feriu. Mesmo assim, reforçou o sentimento diário de insegurança: “É arriscado. Todo dia.”
Gerson Brito: “Todo dia é uma dificuldade pra gente trafegar. É moto, é carro metendo na ciclovia, não respeita os pedestres, não respeita os velhos”” Gerson Brito: “Todo dia é uma dificuldade pra gente trafegar. É moto, é carro metendo na ciclovia, não respeita os pedestres, não respeita os velhos”” (Foto: Ivan Duarte O Liberal | O Liberal)
“Dificuldade muito grande”, diz aposentada
A aposentada Maria de Souza Pereira, de 72 anos, também enfrenta dificuldades para atravessar a faixa de pedestres em frente à igreja. Segundo ela, o problema envolve tanto a falta de respeito dos condutores quanto o mau funcionamento do sinal. “É uma dificuldade muito grande, porque o sinal às vezes não funciona. Eles não respeitam a faixa, principalmente os motoqueiros”, afirmou. Na manhã desta terça-feira ela, mais uma vez, teve dificuldade para atravessar a faixa de pedestres. E só conseguiu porque um condutor de moto fez sinal, com as mãos, para que os motoristas de carro parassem. “Eu já estava aí um bom tempo pra atravessar pra ir para a igreja”, contou.
Mesmo na faixa de pedestres, o medo é constante. Questionada sobre o que poderia melhorar a segurança, ela aponta:
“Ah, principalmente que o sinal funcionasse. E que tivesse alguém aí pra, principalmente dia de novena. Uma fiscalização”. Ela lembrou do que ocorreu na terça-feira da semana passada: “Meu pai do céu. Foi um sacrifício aqui”. Ela contou que, ao cruzar a faixa de pedestres, olha para um lado e para o outro e também vai na companhia de outras pessoas. “Pra ter mais gente que atravessar”, contou.
Atravessar em grupo é mais seguro
Outra situação crítica ocorre em frente à Unidade Básica de Saúde da Pratinha. Aqui, uma das principais dificuldades dos pedestres é atravessar a faixa de pedestres. O pedreiro Raimundo Miranda Melo, de 66 anos, fala sobre a dificuldade de atravessar a faixa de pedestres no local. “É muito difícil, porque aqui não tem sinal”, disse. Segundo ele, acidentes são frequentes: “Constantemente aqui, de vez em quando, bate as pessoas e também até mata pessoas aqui. O carro bate e mata pessoas aqui, nessa faixa aqui”, contou. Os motoristas não respeitam os pedestres.
Uma das estratégias adotadas pelos pedestres, para que tenham mais segurança, é atravessar em um grupo de 5, 6 pessoas. “Se não for assim, eles não param”, contou. “Todo cuidado é pouco”, disse. Para Raimundo, a solução passa por sinalização e fiscalização: “Então, se tivesse, por exemplo, o sinal aqui, ele abriria, fechava, e dava para nós atravessar, né? Dava tempo de nós atravessar, para eles poderem passar também”. Ele afirmou ainda que não há fiscalização nesse trecho da rodovia. “Você pode ver que não tem fiscalização. É o que nós estamos esperando mais do nosso prefeito”, disse.
Em nota, a Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade de Belém (SEGBEL) informa que realiza fiscalização contínua na avenida Arthur Bernardes. A fiscalização é realizada por meio de ações rotineiras e operações específicas, com agentes de trânsito atuando de forma ostensiva e preventiva, além de abordagens educativas e aplicação das penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Entre as principais infrações registradas nesses trechos estão o desrespeito à ciclofaixa e o estacionamento irregular sobre áreas destinadas à circulação de ciclistas.
De acordo com o CTB, o condutor flagrado transitando com veículo motorizado pela ciclofaixa ou ciclovia comete infração gravíssima, conforme o artigo 193, sujeita a 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e multa de R$ 293,47 triplicada, totalizando R$ 880,41. Já estacionar sobre a ciclofaixa ou ciclovia configura infração grave, conforme o artigo 181, com multa de R$ 195,23 e 5 pontos na CNH. A SEGBEL reforça a importância do respeito às normas de trânsito para garantir a segurança viária e seguirá intensificando as ações de fiscalização e orientação.
Fonte: O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 14/12/2025/08:11:17
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