Sargento da Marinha espanca a ex e é preso: “amava demais”
(Foto: Reprodução) – A violência travestida de “amor” terminou em prisão. Um 2º sargento da Marinha do Brasil, de 37 anos, foi preso em flagrante na madrugada desta sexta-feira (2/1), em Cuiabá, após submeter a ex-mulher a uma sequência brutal de agressões físicas, ameaças e violência psicológica. À polícia, tentou justificar os ataques dizendo que bateu porque “amava demais” — versão prontamente rejeitada pelas autoridades.
O caso ocorreu em uma residência no bairro Jardim Presidente 2. A vítima, de 38 anos, havia deixado Mato Grosso meses antes para tentar recomeçar a vida em São Paulo, após o fim do relacionamento. Segundo a investigação, o militar usou a filha do casal como pretexto para trazê-la de volta ao estado, alegando falsamente que a criança estaria doente.
No dia em que a mulher se preparava para retornar a São Paulo, o sargento passou a agir para impedir sua saída, escondendo documentos pessoais dela e da criança. O que começou como intimidação rapidamente escalou para um episódio de violência extrema.
De acordo com o boletim de ocorrência, o militar passou a ofender a vítima e, em seguida, desferiu socos, chutes, puxões de cabelo e mordidas. Em determinado momento, utilizou um objeto de madeira para golpeá-la. A fúria também se voltou contra o imóvel: móveis e eletrodomésticos foram quebrados durante o ataque.
Em um gesto adicional de intimidação, o agressor gravou vídeos da casa destruída e enviou as imagens a pessoas ligadas à mulher, tentando transferir a responsabilidade pelos danos a terceiros.
A vítima relatou que nunca havia denunciado formalmente as agressões por medo, dependência financeira e receio de represálias. Segundo ela, ao longo dos anos, foi alvo de tentativas constantes de isolamento, controle e desqualificação pessoal — um padrão clássico de violência doméstica.
Prisão e versão desmontada
A Polícia Militar foi acionada durante a madrugada e encontrou o sargento ainda no local, com escoriações compatíveis com luta corporal. Em depoimento à Polícia Civil, ele afirmou ter “perdido o controle” por ainda “amar demais” a ex-companheira e não aceitar o fim do relacionamento.
A justificativa foi descartada pelo delegado responsável. Diante dos relatos consistentes da vítima, do cenário de destruição e das provas materiais, a prisão em flagrante foi ratificada pelos crimes de lesão corporal qualificada, injúria e dano, sem direito a fiança.
O militar permanece detido e à disposição da Justiça.
Desculpa absurda
A alegação de que a violência seria fruto de “amor demais” não é apenas absurda — é perigosa. Trata-se de uma narrativa antiga, frequentemente usada para tentar romantizar o controle, a posse e a agressão. Amor não agride, não aprisiona, não esconde documentos, não espanca e não humilha.
Quando a violência aparece, o que existe não é afeto, mas a recusa em aceitar a autonomia do outro. A rejeição dessa versão pela polícia é um sinal necessário de que esse discurso não pode mais servir como atenuante moral para crimes de violência doméstica.
Fonte: ver o fato e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 03/01/2026/08:11:46
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