Redenção e Santarém lideram interdições de postos no Pará em 2025, diz ANP
Foto: Reprodução | Pará é o oitavo estado com maior número de interdições no país, e especialista alerta para os riscos de panes causadas pelo uso de gasolina adulterada.
Redenção e Santarém são os municípios com maior número de interdições de postos de combustíveis no Pará em 2025, com seis interdições cada, segundo dados do painel dinâmico de fiscalização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O levantamento, realizado entre 1º de janeiro e 18 de dezembro de 2025, mostra que o Pará lidera o ranking de interdições na Região Norte e ocupa a oitava posição no cenário nacional, o que acende um alerta aos consumidores quanto à qualidade do combustível comercializado no estado.
Além de Redenção e Santarém, outros municípios paraenses também registraram números relevantes de interdições. Itaituba, Melgaço e Ananindeua tiveram três interdições cada. Já Cumaru do Norte, Jacareacanga, Mojuí dos Campos, Belterra, Marabá, Capanema, Salinópolis, Marapanim, Curuçá, Marituba e Barcarena contabilizaram uma interdição no período analisado.
No ranking nacional, o Pará aparece atrás de Rio de Janeiro (185 interdições), São Paulo (170), Bahia (58), Rio Grande do Sul (55), Minas Gerais (48), Ceará (47) e Goiás (43).
Ranking nacional de interdições da ANP
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Rio de Janeiro
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São Paulo
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Bahia
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Rio Grande do Sul
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Minas Gerais
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Ceará
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Goiás
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Pará
Por que os postos são interditados
Dados da ANP apontam que 74% das interdições no Pará estão relacionadas ao descumprimento de notificações anteriores, o que indica reincidência de irregularidades. A agência explica que a interdição é uma medida cautelar, adotada quando há risco ao consumidor ou quando o estabelecimento insiste em operar fora das normas.
Entre 1º de janeiro e 30 de novembro de 2025, a ANP aplicou 43 autos de interdição no estado. Desses, 12 interdições (28%) ocorreram porque os postos exerciam atividade regulada sem autorização. Outras motivações incluem o não cumprimento de normas de segurança (10 casos) e a comercialização de combustível com vício de quantidade (8 casos).
Mesmo após a desinterdição, o posto continua respondendo a processo administrativo, que pode resultar em multas e outras penalidades.
Fiscalizações no Pará
O balanço da ANP indica que, ao longo de 2025, foram realizadas 306 fiscalizações no Pará, resultando em 116 autos de infração, 20 autos de apreensão e 43 interdições.
O estado aparece como o oitavo com maior número de interdições do país e ocupa a primeira colocação na Região Norte, tanto em fiscalizações quanto em medidas de interdição.
Prejuízos para o consumidor podem ultrapassar R$ 10 mil
Para quem depende do carro no dia a dia, as irregularidades representam um risco direto ao bolso. O motorista de aplicativo Caio Vinícius afirma que os gastos com combustível consomem mais de 60% da renda mensal, o que torna a escolha do posto ainda mais criteriosa.
“Sempre abasteço em locais onde já confio. O barato pode sair caro”, resume.
Segundo o mecânico João Guedes, que atua na Grande Belém, o abastecimento com combustível adulterado pode causar desde falhas simples até danos graves ao motor.
“Os motores mais novos percebem o problema quase imediatamente, porque exigem uma queima perfeita. Quando o combustível está fora do padrão, o carro começa a falhar”, explica.
Nos casos menos graves, quando o problema é identificado rapidamente, o reparo costuma envolver a drenagem do combustível, troca do filtro e limpeza da linha, com custo médio de R$ 250. Já em situações mais severas, quando há comprometimento do motor, a manutenção corretiva pode ultrapassar R$ 10 mil.
Guedes relata um caso recente em que um motorista teve prejuízo de R$ 11 mil após insistir em rodar com combustível adulterado, o que provocou o derretimento dos pistões do motor.
“Sem o cupom fiscal, não há como comprovar onde ocorreu o problema”, alerta.
Como denunciar irregularidades em postos
A ANP orienta que os consumidores denunciem qualquer suspeita de irregularidade no mercado de combustíveis. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 0800 970 0267, com ligação gratuita, ou pela plataforma FalaBR, da Controladoria-Geral da União (CGU).
Fonte: Estadão Conteúdo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/01/2026/07:36:26
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