Pastor é removido da Assembleia de Deus após denunciar aluguel de R$ 2 milhões para COP30
Pastor Marcelo Campelo e a mulher, Luana (Instagram @prmarcelocampelo/Reprodução)
Conflito interno expõe tensão sobre transparência e gestão financeira da igreja.
A Assembleia de Deus em Belém enfrenta uma crise administrativa nesta semana após o pastor Samuel Câmara, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CADB), remover o pastor Marcelo Campelo da liderança da AD Doca. A decisão ocorre após Campelo denunciar, publicamente, o aluguel do Centro de Convenções Centenário por R$ 2 milhões durante a COP30, evento climático da ONU realizado na capital paraense.
Marcelo Campelo utilizou suas redes sociais para questionar a transparência da igreja na negociação do espaço, destacando que o valor exorbitante para apenas cinco dias de uso não havia sido detalhado aos membros. Em vídeo publicado no Instagram, Campelo afirmou ter sido “surpreendido nas férias” com a remoção e classificou a decisão como uma perseguição política interna, ressaltando que não cometeu faltas éticas ou morais.
A tentativa de empossar um novo líder gerou tensão dentro do templo. Fiéis presentes relataram que a maioria abandonou o santuário no momento da posse, realizando um protesto silencioso e solidário ao pastor destituído. Durante o culto, bancos permaneceram vazios, e dezenas de membros se reuniram do lado de fora em vigília, com orações e louvores em apoio a Campelo.
Os membros também exigem uma auditoria completa nos contratos firmados para a COP30, questionando não apenas o valor do aluguel, mas a gestão de outros ativos da igreja no contexto do grande evento internacional.
A COP30 transformou Belém em um epicentro de investimentos globais e logísticos. A igreja, detentora de grandes infraestruturas na cidade, passou a ser peça estratégica na realização do evento. O conflito interno evidencia como pressões econômicas externas podem refletir na governança das instituições religiosas, ampliando tensões internas e questionamentos sobre transparência administrativa.
Enquanto Samuel Câmara argumenta que a troca administrativa visa “ajuste de diretrizes”, os fiéis continuam pressionando por respostas detalhadas. O espaço segue aberto para manifestação das partes, e a comunidade acompanha atentamente os próximos passos da CADB.
Especialistas em governança religiosa apontam que conflitos desse tipo, quando associados a grandes eventos econômicos ou logísticos, podem gerar crises de confiança entre líderes e fiéis, impactando diretamente a credibilidade das instituições religiosas. A situação da AD Doca demonstra que transparência financeira e comunicação clara são essenciais para evitar divisões internas e manter a coesão da comunidade.
O episódio também serve como alerta para outras congregações, mostrando que decisões administrativas controversas podem gerar não apenas insatisfação interna, mas também repercussão pública e mídia intensiva.
Fonte: Portal Veja e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 08/01/2026/17:04:12
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