Mega da Virada: cuidado com o golpe do bilhete premiado

O golpe tem um roteiro clássico, geralmente executado por pelo menos duas pessoas. | Tomaz Silva/Agência Brasil

Esquema centenário continua enganando pessoas, que chegam a perder milhões; entenda como funciona.

Ganhar na loteria é o sonho de muitos brasileiros. A perspectiva de mudar de vida, realizar projetos há muito planejados e conquistar estabilidade financeira faz com que a expectativa pelo prêmio seja enorme, especialmente no Mega da Virada, quando os valores podem transformar completamente a rotina de quem acerta os números.

Contudo, esse desejo também torna essas pessoas mais fácil de atrair golpistas. Entre os esquemas mais antigos e conhecidos está o golpe do bilhete premiado, uma fraude que existe há mais de 100 anos no Brasil e continua fazendo vítimas por todo o Brasil, principalmente idosos. Nele, os criminosos se aproveitam da confiança e da emoção das pessoas para aplicar golpes milionários.

Como funciona o golpe?

O esquema segue um roteiro clássico, geralmente executado por pelo menos duas pessoas. Um dos criminosos se apresenta como dono de um bilhete premiado que não pode receber o prêmio por motivos religiosos. O cúmplice, fingindo não conhecer a situação, se oferece para ajudar a vítima e simula uma ligação para uma falsa gerente da Caixa Econômica Federal, que “confirma” o prêmio.

Recentemente, câmeras de segurança em São Paulo registraram a ação dos irmãos Luiz Cláudio dos Santos e Paulo Cézar dos Santos contra um idoso de 88 anos de idade. Paulo apresentou o bilhete e alegou não poder receber o prêmio por conta da religião. Logo depois, Luiz Cláudio apareceu como “ajudante”, simulou uma ligação com a Caixa e convenceu a vítima a entregar R$ 70 mil em troca de um envelope que, na verdade, estava cheio de papel picado.

Outros casos recentes mostram a sofisticação do golpe. Uma vítima fez um empréstimo de R$ 100 mil após ser abordada por duas mulheres que fingiam dividir um prêmio de R$ 13 milhões. Em São José dos Campos, uma idosa perdeu R$ 3,25 milhões em 14 depósitos ao longo de um mês, esgotando todas as economias e ainda assumindo empréstimos bancários antes de perceber a fraude.

Fraude centenária ainda faz vítimas

Documentos históricos indicam que o golpe já existia em 1900, mas, mesmo sendo amplamente divulgado, continua eficaz. Os estelionatários escolhem locais próximos a bancos, se apresentam com boa aparência e utilizam técnicas de persuasão e pressão emocional para abaixar a resistência das vítimas. Psicólogos alertam que o sentimento de vergonha após o prejuízo dificulta que muitos denunciem os casos à polícia.

A Polícia Civil identifica uma família especializada nesta prática desde 2009. Atualmente, os irmãos Luiz Cláudio e Paulo Cézar estão presos, enquanto Viviany Araújo Estaninslau, esposa de Paulo, segue foragida e com prisão decretada. Até dezembro de 2025, somente em São Paulo, o Deic registrou 382 casos do golpe. Contudo, acredita-se que o número real seja maior, já que muitas vítimas permanecem em silêncio.

A Caixa Econômica reforça que a conferência de bilhetes premiados só é feita presencialmente nas agência. Já Federação Brasileira de Bancos (Febraban) orienta que os cidadãos nunca entreguem dinheiro a desconhecidos e sempre registrem boletim de ocorrência em caso de fraude.

Fonte: Agência Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 29/12/2025/06:49:29

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