Mais de 122 mil se deslocam na Região Metropolitana de Belém

Cerca de 129,2 mil pessoas se deslocam diariamente ou semanalmente de um município para outro dentro do Estado do Pará por motivos de trabalho e ou d

Cerca de 129,2 mil pessoas se deslocam diariamente ou semanalmente de um município para outro dentro do Estado do Pará por motivos de trabalho e ou de estudo. Desse total, 95% ou 122.649 trabalhadores e estudantes residem na Grande Belém. É o que revela a pesquisa Arranjos Populacionais e Concentrações Urbanas do Brasil, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo Demográfico 2010. É a primeira vez que o IBGE realiza esse cruzamento de informações.

Conforme o estudo, a capital paraense é o maior arranjo populacional (conjunto de dois ou mais municípios com deslocamento constante de moradores para trabalho ou estudo) do Estado, da região Norte e o 11º do País. Com 2.025.276 moradores, sendo 97,5% em situação urbana, esse arranjo é composto pelos municípios de Benevides, Ananindeua, Marituba e Belém. Em 2010, o Produto Interno Bruto (PIB) do arranjo somou R$ 22,889 bilhões, sendo o setor de serviços o mais relevante, com 68,5% de participação nesse valor. Em 2011, o número de empresas no arranjo chegou a 21.060 e 23.944 de unidades locais (filiais de empresas localizadas no município).

O Pará ainda possui outras 4 regiões com cidades integradas e sete médias concentrações urbanas formadas pelos municípios isolados de Abaetetuba, Bragança, Cametá, Castanhal, Marabá, Parauapebas e Santarém. Os arranjos populacionais restantes são Laranjal do Jari (AP)-Almeirim, Nhamundá (AM)-Faro, São Geraldo do Araguaia e Soure-Salvaterra. Os arranjos de Laranjal do Jari-Almeirim, Nhamundá e São Geraldo do Araguaia são formados com municípios do Amapá, Amazonas e Tocantins, respectivamente. Por convenção, o arranjo é denominado de acordo com a unidade político-administrativa de maior população, caso esta não supere o dobro da população dos demais municípios.

Foto: Ary Souza/O Liberal

O arranjo Soure-Salvaterra é composto pelos municípios que dão nome ao arranjo. A população total é de 43.184 pessoas, sendo 78% em situação urbana. O número de pessoas que se deslocam entre os municípios do arranjo para trabalho e estudo engloba 343 pessoas. Ainda de acordo com o estudo, o PIB em 2010 alcançou a cifra de R$ 174,235 milhões, sendo o setor de serviços o que se destaca, com 71,7% de participação.

Já o arranjo São Geraldo do Araguaia é composto pelo município de mesmo nome e por Xambioá, no Estado do Tocantins. O arranjo possui uma população total de 37.071 pessoas, com proporção de 62,9% vivendo em áreas urbanas. Além disso, o fluxo de pessoas entre esses dois municípios do arranjo totaliza 240 pessoas que se deslocam para trabalho e estudo. Em 2010, o PIB alcançou o valor de R$ 332,421 milhões, sendo o setor de serviços o mais notório, com 44% de participação nesse valor.

Laranjal do Jari-Almeirim é outro arranjo formado por municípios de dois Estados: Laranjal do Jari e Vitória do Jari, no Amapá, e Almeirim, no Estado do Pará. Esses municípios integrados constituem um total de 85.984 habitantes, na maioria (79,3%) residindo em área urbana. No que se refere aos deslocamentos para trabalho  e estudo, o número de pessoas que se deslocam entre os municípios totaliza 5.639. Por fim, o arranjo entre os municípios de Nhamundá (AM) e Faro, no Baixo Amazonas, com população total de 26.455, têm 328 moradores que migram diariamente ou semanalmente de uma cidade para outra por causa do emprego ou educação.

Das médias concentrações urbanas do Estado, destaca-se Santarém e Marabá, que possuem população total de 294.580 e 233.669, respectivamente. Além disso, ambos os municípios apresentam significativo número de empresas, que ultrapassam 3 mil. O PIB, em 2010, de cada um desses municípios era de R$ 2,051 bilhões em Santarém e de R$ 3,601 bilhões em Marabá.

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Brasil

Em todo o País, 7,4 milhões de pessoas se deslocavam entre os municípios dos arranjos populacionais para estudar ou trabalhar em 2010. Mais da metade da população (55,9%) naquele ano morava nos municípios que estão dentro desses arranjos. São 106,8 milhões de pessoas em 294 arranjos, formados por 938 municípios.

O IBGE diz que o objetivo do estudo é fornecer subsídios para a elaboração de políticas públicas e estimular a parceria entre os municípios envolvidos. “A importância do estudo está em definir o quadro sintético da urbanização brasileira e as novas formas urbanas que surgiram”, diz Monica O’Neil, pesquisadora da coordenação de geografia da Diretoria de Geociências do IBGE. “A gente percebeu o papel estratégico de determinados centros”.

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Sudeste e Sul possuíam, respectivamente, 112 e 85 arranjos. No Nordeste, havia 56, na região Centro-Oeste, 24, e no Norte, 17 – cinco deles envolvendo municípios paraenses. No Sudeste, os arranjos acompanham os grandes centros urbanos e eixos econômicos articulados por rodovias, como a Presidente Dutra. No Sul, os maiores estão associados a Porto Alegre e Curitiba. No Nordeste, a maioria está em regiões litorâneas, enquanto no Norte e Centro-Oeste, os arranjos estão ligados principalmente aos grandes núcleos urbanos.

Ainda segundo o IBGE, a maioria dos arranjos tem até 100 mil habitantes (63,6% têm essa característica), e 75,9% deles são formados por apenas dois municípios.O IBGE agrupou esses arranjos pelo tamanho da população. Assim, o Brasil possui 26 grandes concentrações urbanas ou grupos que incluem arranjos populacionais com mais de 750 mil habitantes somados a municípios isolados, que não formam arranjos, mas de mesma faixa populacional. A população nessas 26 grandes concentrações soma pouco mais de 79 milhões de pessoas ou 41,4% da população brasileira.
Por: O Liberal

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Família do peão morto em rodeio pode ser indenizada em mais de R$ 127 mil

Organizadores afirmam que o evento estava dentro das regras legais.
Touro que se envolveu no acidente vai continuar competindo nos rodeios.

A família do peão que morreu após ser pisoteado por um touro durante um rodeio em Capelinha (MG), no último sábado (21), poderá receber uma indenização entre R$ 127 mil a R$ 150 mil, informou a organização do evento. Os valores estão estipulados em um seguro de vida assinado por todos os 15 profissionais que participaram do rodeio, ainda segundo a organização.

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A morte ocorreu quando o peão profissional Marcos Silva de Souza, de 42 anos, entrou na arena montado no touro e, minutos após os primeiros pulos, se desequilibrou e caiu no chão. O touro pisou no peão, que foi atingido no tórax. Souza chegou a ser socorrido e encaminhado ao hospital, mas não resistiu.

Ao longo da carreira, Souza recebeu vários prêmios e chegou a participar da novela da Rede Globo “América”, em 2005, quando foi o dublê do ator Murilo Benício, nas cenas com o touro “Bandido”. Marcos, mais conhecido como Marcos Paraguai, era casado e deixa três filhos. Ele foi enterrado nessa segunda-feira (23), por volta das 15h, em Governador Valadares.
De acordo com a empresa, que organiza rodeios há mais de 10 anos, essa foi a primeira vez que aconteceu um acidente com essa gravidade. Eles ressaltaram que todo o processo de segurança, que envolve alvará, ambulâncias, enfermeiros e bombeiros, foi respeitado.

O acidente está sendo investigado pela Polícia Civil de Capelinha. O delegado responsável, Marcos Eduardo Cruz Valverde, afirma que o caso está sendo tratado como morte acidental e que o inquérito deverá ser concluído em até 30 dias.

O G1 procurou por familiares do peão, mas ninguém foi encontrado para comentar o assunto. Uma amiga que acompanhava a carreira dele há mais de 15 anos disse que o peão já fazia planos para o futuro.

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“Uma semana antes do acidente ele me falou que ia montar para ganhar na Expoagro, em Governador Valadares, que será realizada em julho deste ano”, relatou Adriana Oliveira Gonçalves, de 37 anos.

Adriana disse ainda que admirava o peão pela alegria e coragem. “Nunca vi ele triste, tinha um sorriso bonito e era muito dedicado. Poderia estar caindo tempestade que ele não deixava de montar”, enfatiza.

O touro
Segundo o proprietário da empresa organizadora dos rodeios, Micael Alex Moreira, o animal que se envolveu no acidente possui quatro anos e faz parte dos espetáculos há dois. O organizador afirma que o boi, chamado de ‘Fogo e Mel’, nunca foi agressivo e essa é a primeira vez que ele fere alguém.

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“Ele foi adestrado apenas para rodeio, e recebe um cuidado diferente para a sua saúde. Além disso, é muito bem tratado e alimentado. Ele é um boi manso, porque não usamos animais bravos”, diz Micael.

O proprietário esclarece que o boi vai continuar participando de competições porque ele não teve maldade, e foi um acidente de trabalho. “Foi um segundo que deu errado, mas a culpa não é de nenhum dos dois, foi uma fatalidade mesmo”.

Regulamentação
O advogado Davi Isaac, especialista em Direito Ambiental, explica que em 2002 foi sancionada a Lei 10.519, que dispõe sobre a realização de rodeios no Brasil.

Segundo ele, a necessidade de se criar uma regulamentação surgiu com a popularização do esporte norte-americano, que começou a ser praticado no Brasil há cerca de 50 anos. “Os rodeios se disseminaram pelo país sem regulamentação própria. Alguns eram promovidos de forma legítima, respeitando-se o animal e o atleta. Mas outros não tinham comprometimento com os envolvidos nas competições, por isso a necessidade de uma legislação especifica”, comenta o advogado.

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Davi Isaac destaca que as evoluções legais que regulamentam os rodeios estão relacionadas principalmente à saúde dos animais e atletas. No caso dos bichos, eles não podem ser vítimas de maus tratos, não podem ser utilizados neles, por exemplo, aparelhos de choque e botas com esporas. Para os atletas, é necessário o uso de equipamentos de proteção e um seguro de vida, para garantir indenização no caso de acidente que resulte em invalidez temporária ou permanente.

Sobre a indenização, o advogado explica que a lei não especifica valores, que eles são calculados com base nos rendimentos do atleta. “Se todas as prescrições legais foram respeitadas, em relação ao animal, ao atleta e à organização, o caso pode ser tratado como um acidente. Situações como essa são incomuns”, complementa Davi Isaac.
Fonte: G1.
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Padre é liberado após pagar fiança de R$ 5 mil

O padre Jeorge Miranda Gomes, 37 anos, acusado de dirigir alcoolizado e matar uma pessoa atropelada nessa segunda-feira (23), foi liberado após pagar fiança de aproximadamente R$ 5.500,00. Ele responderá o processo em liberdade.

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Segundo informações da Polícia Civil, o padre foi autuado por homicídio culposo, omissão de socorro e alcoolemia ao volante na Delegacia de Castanhal.

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Ele seria encaminhado ao centro de detenção do município, mas a juíza de plantão em Castanhal atendeu ao pedido da defesa e emitiu alvará de soltura em favor do acusado (considerando elementos como o fato dele ser réu primário, ter residência fixa, dentre outros) mediante o pagamento de fiança.

Após o pagamento, realizado ainda na noite de ontem, Jeorge Gomes foi liberado para responder ao processo em liberdade. Ele retornou à Diocese de São Miguel do Guamá e permanecerá à disposição do judiciário.
Fonte: DOL.
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Vereadores derrubam Projeto de Lei aonde uma rua do município seria negociada

A sessão ordinária da Câmara Municipal desta terça ,24, foi marcada pelas cobranças exercidas pelos vereadores em seus discursos no plenário e pela atitude do vereador Chico Souza (PMDB) , em cobrar veementemente a iluminação pública prometida pelo Prefeito.

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Segundo o edil, a atual gestão sabe mesmo é prometer porque  resolver que é bom nada, a cidade continua no escuro, lamentou.

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Entre outros trabalhos debatidos no legislativo , teve mais acirrado no PL (Projeto de Lei ) do prefeito municipal Osvaldo Romanholi (PR) , que pretendia fazer uma permuta de uma rua , com o ponto comercial (Prédio) onde funciona a COMINPRO em Novo Progresso.

O primeiro a falar foi o vereador Bueno (PT),que achou um absurdo atitude do atual gestor, no passado ele mesmo entrou com uma ação na justiça embargando a doação desta rua para o empresário Castanha, junto com o processo vereadores acabaram se envolvendo  e até hoje respondem por está denuncia feita pelo prefeito Romanholi, agora ele mesmo quer fazer a mesma coisa, não, isto não está certo, concluiu Bueno.

Chico Souza (PMDB), Juarez Civieiro (PSDB), também rebateram a questão da atitude do prefeito em ter a coragem de fazer está permuta com a mesma rua que ele denunciou no passado de ser ato ilegal, os mesmos também votaram contra o PL.

No PL o Prefeito pretendia fazer a permuta incluindo a rua , mais outros imóveis(lotes) do município e a importância de R$ 380.000,00 (trezentos e oitenta mil reais) , pelo prédio da Cominpro, totalizando 1.070.000,00 (hum milhão e setenta mil reais). Algumas secretarias já estão funcionando naquele local. O Prefeito e a outra parte senhor Agamenom Menezes estavam contanto como certa,  a aprovação do PL pelo Legislativo.

(Presidnete da Camara Municipal de Novo Progresso Vereador Ubiraci Soares (Macarrão -PT)
(Presidente da Camara Municipal de Novo Progresso Vereador Ubiraci Soares (Macarrão -PT)

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A recusa do Projeto de Lei do Executivo apelidado como “Rua Do Castanha” se deu por sete votos a zero (7 x0), entre os vereadores presentes, estava ausente na sessão o Vereador Luizão (PMDB) , e Nego do Bento(PROS).

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O Presidente da Câmara vereador Macarrão (PT) aproveitou para esclarecer que a casa o qual representa , sempre estará aberta para ouvir a população e que os vereadores estão na espera de dias melhores na gestão do atual prefeito Osvaldo Romanholi (PR), segundo ele a população não aguenta mais tanto descaso com a coisa pública, é preciso que o prefeito tome atitudes e faça alguma coisa para a cidade, finalizou.

A próxima reunião ordinária acontece no dia 31/03/2015, às 19h30min.

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Chuvas devem castigar interior do Pará, aponta monitoramento

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Rurópolis, Itaituba e Capitão Poço enfrentam problemas como alagamentos e destruição de estradas

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Capitão Poço é um dos municípios que tem sofrido com as fortes chuvas nas últimas semanas (Foto: ORM News)

Por causa das fortes chuvas nas últimas semanas, três municípios do interior do Pará têm enfrentado problemas que vão desde estradas destruídas até alagamentos que ocasionaram em desocupação de diversas casas. Itaituba e Rurópolis, no oeste paraense, tiveram trechos da BR-230 destruídos. Já Capitão Poço, no nordeste do Estado, tem quatro bairros alagados e cerca de 100 famílias precisaram sair de suas casas.
Técnicos da Defesa Civil foram enviados a Rurópolis para avaliar a situação do local. Já em Itaituba, uma equipe do 7º Grupamento Bombeiro Militar e representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) fazem as primeiras avaliações no local.
Uma equipe da Defesa Civil está em Capitão Poço desde a última terça-feira (24) e já contabilizou vários danos na cidade: quatro bairros foram atingidos, 20 famílias estão desabrigadas e foram levadas para o ginásio da cidade. Outras 80 famílias foram desalojadas e estão na casa de parentes ou amigos. Ao todo, duas pontes estão destruídas e seis foram danificadas pela força das águas dos rios e canais.

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Meteorologia
Nos três municípios, os índicas de chuva foram além da média, conforme informações meteorológicas da Sala de Situação e Monitoramento instalada na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). A média considerada normal fica entre 30 e 60 milímetros de água, porém o número registrado na região de Rurópolis e Itaituba no dia 21 de março foi de 110 milímetros em apenas oito horas. Em Capitão Poço, o registro feito no dia 22 de março foi de um total de 150 milímetros em 24 horas.
Até a próxima quinta-feira (26) a previsão em Rurópolis e Itaituba é de céu nublado com possibilidade de chuvas durante a noite. Em Capitão Poço, a previsão também é de céu nublado, mas com possibilidade de pancadas de chuva durante toda a tarde e a noite.
Por: Redação ORM News

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Comissão do TJPA se reúne para discutir grilagem

Comissão do TJPA se reúne para discutir grilagem

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Com o objetivo de discutir a questão agrária no Pará e o combate a crimes sobre a posse de terras, o Tribunal de Justiça do Estado (TJPA) realizou nesta terça-feira (24) a primeira reunião do novo corpo diretivo da Comissão Permanente de Monitoramento, Estudo e Assessoramento das Questões Ligadas à Grilagem (CPMEAQLG).

O encontro serviu para apresentar os novos componentes, além de expor planos, projetos e ações da comissão. Foram ainda encaminhadas as primeiras demandas do grupo, assim como informações sobre registros de imóveis urbanos e rurais, matrículas bloqueadas e desbloqueadas e ajustes de questões agrárias no Pará.

As corregedorias de Justiça da Região Metropolitana de Belém e das Comarcas do Interior disponibilizaram, cada uma, juízes para fazer a intermediação junto aos cartórios do Estado, com o objetivo de angariar os dados para o trabalho da comissão.

(DOL com informações do TJPA)

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70% das florestas remanescentes do planeta estão ameaçadas

Novo estudo divulgado pela revista Science Advances revela que a fragmentação das florestas coloca em risco a sobrevivência de animais e plantas do mundo. As atividades humanas são uma das principais responsáveis pela degradação e a Mata Atlântica, no Brasil, é citada como um bioma em via de extinção.
Em artigo publicado recentemente (20/03), 24 pesquisadores internacionais retratam um cenário alarmante das florestas remanescentes do planeta: 70% delas correm sério risco. A maioria delas localiza-se, em média, a um quilômetro de sua borda, dentro de uma faixa onde existem atividades humanas (áreas de agropecuária ou centros urbanos) e ameaças naturais, que podem degradar seus ecossistemas.

“Habitat fragmentation and its lasting impact on Earth’s ecosystems” (Fragmentação de habitat e seu derradeiro impacto sobre os ecossistemas terrestres, em tradução livre)* resulta de 35 anos de estudos, realizados em biomas dos cinco continentes. O pesquisador Clinton Jenkins, da organização brasileira IPÊ, é um dos envolvidos na pesquisa.

Com a ajuda de imagens de satélites e coleta de informações, foi possível elaborar o primeiro mapa global em alta resolução da fragmentação das florestas no mundo. A fragmentação ocorre quando há alteração no habitat original e este é dividido em áreas separadas, muitas vezes distantes uma das outras. O novo levantamento internacional aponta que esta divisão da vegetação reduz a biodiversidade de 13 a 75% e prejudica funções-chave do ecossistema, como a alteração dos ciclos de nutrientes e a quantidade de carbono sequestrado.

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Os efeitos são maiores nos fragmentos menores e mais isolados e tendem a se ampliar com a passagem do tempo. De acordo com os pesquisadores, os resultados mostram, por exemplo, uma redução de 50% ou mais de espécies vegetais e animais durante uma média de apenas 20 anos.

O artigo destaca dois biomas brasileiros: a Amazônia e a Mata Atlântica. Numa análise detalhada, que utilizou dados históricos, os cientistas traçaram um paralelo entre as duas florestas e sua fragmentação nos últimos séculos.

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Na Amazônica, a proporção de floresta distante um quilômetro da borda diminuiu de 90% para 75%. Já na Mata Atlântica, este índice despencou de 90% para menos de 9%. Segundo o estudo, o desmatamento, provocado pela agricultura e o comércio ilegal de madeira, é o principal responsável por esta trágica situação.

“O Brasil detém dois dos exemplos mais extremos para as florestas. De um lado do país, a Amazônia, a maior floresta tropical e a menos fragmentada do mundo, um bioma que ainda pode ser considerado bem conservado, mas que vive sob grande ameaça. Do outro lado do país é a Mata Atlântica, uma das florestas mais devastadas e fragmentadas do planeta, que, para sobrevier, precisa salvar suas pequenas partes e tentar reconstruir um ecossistema maciçamente danificado”, afirma Clinton Jenkins. “O que vemos, entretanto, é que a Amazônia está seguindo o mesmo caminho da Mata Atlântica, caso não houver medidas eficazes de combate ao desmatamento”.

Mais de um terço de toda a cobertura florestal do planeta já desapareceu. Os autores do artigo defendem que só será possível reduzir a fragmentação da vegetação do planeta se houver um esforço de conservação e manutenção de áreas maiores de habitat; utilização de corredores que conectam fragmentos e aumento da eficiência da agricultura para reduzir as demandas por mais terras.

“Nós sabemos o que é necessário para recuperar os ecossistemas. Proteger habitats remanescentes e conectá-los com corredores é uma maneira cientificamente válida para reduzir os efeitos negativos da fragmentação”, conclui Jenkins.

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*Habitat fragmentation and its lasting impact on Earth’s ecosystems
Suzana Camargo – Planeta Sustentável – 23/03/2015

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Três anos após derrota no plebiscito, segue luta pelo estado do Tapajós

Encontro foi realizado na sexta-feira (20), com lideranças da região.
Em votação unânime, ficou decidido que trabalho do Icpet continua.
Icpet deve retomar coleta de assinaturas em  todo oeste do Pará (Foto: Reprodução/TV Tapajós)

Após votação realizada na última sexta-feira (20), em Santarém, oeste do Pará, durante um encontro promovido pelo Instituto Cidadão Pró Estado do Tapajós (Icpet), ficou definido que a luta pela emancipação da região oeste do Pará continuará. De acordo com a coordenação do Instituto, a decisão foi tomada de forma unânime por todos os mais de 80 presentes na reunião, entre representantes das prefeituras e câmaras dos municípios e de entidades de Santarém e região.

A partir desta decisão, a reunião discutiu as ferramentas e o apoio que o Icpet precisa para dar sequência aos trabalhos. De acordo com o presidente do Instituto, Edvaldo Bernardo, existem três projetos já em andamento em prol da emancipação: a luta para a aprovação do Projeto de Emenda à Constituição (PEC) 327/2013 que propõe que novos plebiscitos sejam realizados apenas na área que quer se emancipar, a coleta de assinaturas para a aprovação dessa PEC em toda a região e outro projeto que diminuiria a exigência da quantidade de assinaturas exigidas para que a votação seja realizada.

Segundo Bernardo, as ações nessas três diretrizes devem ser retomadas pelo Icpet com o apoio dos municípios e de lideranças. “Recebemos o apoio de todos os presentes para que possamos das continuidade aos projetos existentes. Tem a PEC que está em Brasília, que muda a redação do artigo 18 da Constituição Federal para que a consulta do novo plebiscito seja realizada apenas na área emancipanda, e a continuidade com o clipping, que são as assinaturas para que a gente possa também ter outro caminho. Temos também outro projeto que diminuiria o número de assinaturas e que está na Câmara Federal”, explica.

De acordo com a direção do Instituto, em 2015 a luta pela criação do novo estado completa 191 anos de existência, levando em conta a data da promulgação da primeira Constituição do Brasil, em 1824. Segundo o Icpet, foi naquele ano a primeira menção da criação de uma província na região, que abrangeria inicialmente os municípios de Parintins (AM), Santarém e Óbidos.

Em 2011, o Instituto conseguiu a aprovação de um Projeto de Emenda à Constituição (PEC) para a realização de um plebiscito em todo o estado que perguntou se os paraenses eram a favor ou contra a criação do Tapajós e do Carajás, outra unidade federativa que compreenderia a região sudeste do Pará. Realizada no dia 11 de dezembro daquele ano, a votação apontou que 78% dos votos foram contrários à redivisão territorial do estado.

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Do G1 Santarém

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Sem papel higiênico, servidores de prefeitura apelam para rascunhos

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Também falta papel sulfite na Prefeitura de Ouro Preto do Oeste, RO.
Compra do material já está em fase final, afirma o assessor da Semplaf.

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Rascunhos ocupam suporte para papel higiênico no banheiro masculino (Foto: Gazeta Central/Reprodução)
Rascunhos ocupam suporte para papel higiênico no banheiro masculino (Foto: Gazeta Central/Reprodução)

Funcionários públicos da Prefeitura de Ouro Preto do Oeste (RO), cidade a cerca de 340 quilômetros de Porto Velho, estão reclamando da ausência de alguns materiais básicos no prédio do órgão. Folhas sulfite e produtos de higiene pessoal estão em falta no local. No banheiro masculino, rascunhos ocupam o lugar no suporte para papel higiênico. A Secretaria de Planejamento e Fazenda (Semplaf) afirmou que o problema estará solucionado em até 15 dias.

saiba maisConcurso público da Prefeitura de Ouro Preto do Oeste, RO, é suspenso
MP-RO recomenda anulação do concurso da Prefeitura de Ouro Preto
Preso por fraude, prefeito de Ouro Preto é afastado e vice toma posse

Servidores, que não quiseram se identificar, contaram que há dias não há papel higiênico na prefeitura. Uma funcionária informou que no banheiro feminino, as mulheres levam o produto de casa.

O assessor especial da Semplaf, Sebastião Pereira, confirma o problema e garante que a compra de papéis higiênico e sulfite já estão em fase final.

Pereira afirma que a falta do material ocorreu devido aos processos burocráticos, além das transições que a administração da prefeitura passou no fim do ano passado. “Utilizamos o modelo de pregão eletrônico para a compra do papel higiênico. É um processo lento que já está em fase final. Como os fornecedores são de outro estado, demora a chegar. Acreditamos que nos próximos dias já estará disponível”, explica.
Pâmela FernandesDo G1 RO

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JBS comprou gado da família do maior desmatador da Amazônia

Reportagem: André Campos

Cirineide Castanha, mãe de Ezequiel Castanha, vendeu gado para a JBS. Antes disso, ela recebera mil cabeças da fazenda do marido, acusado de ser parte da quadrilha que grilava e desmatava terras.

A JBS Friboi, maior processadora de carne bovina do mundo, adquiriu centenas de cabeças de gado de Cirineide Bianchi Castanha, mãe de Ezequiel Antônio Castanha, preso pela Polícia Federal sob acusação de ser “o maior desmatador da Amazônia de todos os tempos”. Documentos obtidos pela Repórter Brasil revelam que os animais eram provenientes de Nova Bandeirantes, Mato Grosso, região onde a família controla diversas propriedades. Antes dessas vendas, em fevereiro de 2013, o pai de Ezequiel, Onério Castanha, transferiu mil cabeças de gado que estavam em seu nome para Cirineide – esposa de Onério e mãe de Ezequiel.

Pai e filho são réus de ação penal movida pelo Ministério Público Federal do Pará (MPF-PA). A ação descreve Ezequiel como o chefe de uma quadrilha responsável por grilagem de terras, invasão de áreas públicas e desmatamento ilegal no entorno da BR-163, rodovia que atravessa milhares de quilômetros de floresta amazônica. O fazendeiro Onério Castanha, pai de Ezequiel, é apontado como membro dessa quadrilha. Além de coautor de vários crimes ambientais para a implantação clandestina de pastagens, ele seria um dos principais “laranjas” do grupo visando esconder o patrimônio obtido por meio da atividade criminosa.

O histórico de ilegalidades associado a Ezequiel e Onério é um obstáculo para que ambos comercializem gado com alguns frigoríficos. Nesse contexto, as novas informações sugerem que a família Castanha pode ter contado com mais um membro da família para fazer a produção chegar ao abate – a chamada “lavagem” dos bois.

A JBS afirmou que, a partir das informações disponibilizadas pela Repórter Brasil, bloqueou qualquer tipo de comercialização de gado proveniente de Cirineide. Segundo a empresa, Onério já estava bloqueado no cadastro de fornecedores diretos da empresa desde fevereiro de 2012, por constar na lista de áreas embargadas do Ibama, na “lista suja” do trabalho escravo e também por detecção de desmatamento via satélite em 2010 e 2011.

Situações como esta exemplificam os riscos de envolvimento com produtores associados a crimes socioambientais aos quais os frigoríficos estão sujeitos, em suas cadeias produtivas, por conta dos chamados “fornecedores indiretos” – aqueles que encaminham animais para outros fazendeiros, que, por sua vez, vendem bois à indústria. É uma prática comum na pecuária, onde muitas fazendas não se dedicam a todas as etapas da criação de bois – cria, recria e engorda – antes do abate.

Esse tipo de comércio facilita o escoamento da produção de fazendeiros inseridos em “listas sujas” do governo federal, como, por exemplo, o cadastro de empregadores flagrados usando mão de obra escrava pelo Ministério do Trabalho e Emprego ou de produtores embargados por crimes ambientais identificados pelo Ibama. Importantes frigoríficos, entre eles a JBS, já assumiram compromissos públicos de monitorar e restringir negócios com pecuaristas inseridos em tais cadastros.

Embargos ambientais e trabalho escravo

Ezequiel e Onério Castanha possuem diversas multas e embargos lavrados pelo Ibama em Nova Bandeirantes e nos municípios paraenses de Novo Progresso, Altamira e Itajubá. Boa parte dos casos está relacionado ao desmatamento e à instalação de pastagens ilegais na Flona Jamanxim, Unidade de Conservação no sudoeste do Pará. O local concentra, de acordo com o MPF-PA, grande parte das atividades criminosas da quadrilha.

Além de autuado por crimes ambientais, Onério Castanha também foi incluído na “lista suja” do trabalho escravo em julho de 2012. Fiscais do Ministério do Trabalho libertaram 19 trabalhadores que faziam manutenção de pasto na Fazenda Serrinha, arrendada pelo produtor em Nova Bandeirantes. Onério permaneceu na “lista suja” até dezembro de 2014, quando uma liminar do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, determinou a suspensão desse cadastro.

A JBS e os outros frigoríficos signatários do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo comprometem-se a restringir negócios, em suas cadeias produtivas, com empregadores inseridos na “lista suja”. A empresa chegou a ser suspensa do Pacto em 2012, por descumprir obrigações previstas no monitoramento da cadeia de fornecedores. Em janeiro de 2014, no entanto, foi readmitida entre os signatários.

“Visto que a JBS apresentou propostas e metodologias que visam controlar o sistema de compras da empresa, mas não lida diretamente com o problema central da pecuária brasileira, à saber a triangulação do gado,  a empresa irá liderar e apoiar a criação de Grupo de Trabalho específico do setor de pecuária, que tem como objetivo mapear os problemas setoriais apresentando possíveis soluções“, informou à época uma nota do Comitê de Coordenação e Monitoramento do Pacto. 

Conter o desmatamento associado a essa triangulação com fornecedores indiretos é outro compromisso assumido pela JBS, num acordo firmado com a ONG Greenpeace para a adoção de critérios míminos de compra de gado na Amazônia. Os frigoríficos Marfrig e Minerva também assumiram a mesma meta, mas os resultados, segundo o Greenpeace, ainda são tímidos. “Para além de alguns projetos pilotos, ainda não existem mecanismos sistemáticos para o monitoramento de fornecedores indiretos. Isso nos preocupa”, diz Adriana Charoux, da campanha Amazônia da ONG.

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Posição da JBS

Depois de bloquear a comercialização de gado proveniente de Cirineide, a JBS afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a única propriedade fornecedora cadastrada em nome dela era a Fazenda Marajoara e que essa propriedade não está presente nas listas do MTE e do Ibama. A empresa afirma que, segundo o sistema de monitoramento socioambiental da empresa, não há irregularidades na propriedade.

A JBS informa ainda que existem atualmente 2.232 fazendas fornecedoras de gado bloqueadas pela empresa para qualquer transação comercial, resultado das ações de monitoramento socioambiental da empresa. “Processos de auditoria independente, promovidos pelo Ministério Público Federal e no âmbito do compromisso público com o Greenpeace, sobre as compras de gado da JBS e o funcionamento do sistema de monitoramento socioambiental da companhia, revelaram mais de 99% de conformidade com nossos compromissos em favor de uma cadeia de produção mais sustentável”, coloca a JBS.

A Repórter Brasil também tentou contato com Onério e Cirineide Castanha, e com o advogado que representa, além dos dois, o filho do casal, Ezequiel Antônio Castanha. Não obteve retorno até o fechamento dessa reportagem.

GTA-Verde: controle adiado

A JBS e os outros dois maiores frigoríficos brasileiros – Marfrig e Minerva – encampam atualmente o Plano GTA-Verde, que visa desenvolver, em parceria com o governo federal, um novo procedimento para emissão das Guias de Transito Animal (GTAs). As GTAs são documentos obrigatórios da vigilância sanitária que devem acompanhar qualquer transporte de animais pelo país. Permitem, portanto, rastrear o deslocamento de bois entre fazendas e de fazendas até as unidades industriais. A ideia é que a emissão das GTAs leve em conta a lista de áreas embargadas pelo Ibama e a “lista suja” do trabalho escravo, impedindo assim a entrada de propriedades e produtores irregulares no mercado de gado.

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A meta inicial era implementar a GTA-Verde até dezembro de 2013, mas, de acordo com a JBS, esse processo ainda está em construção. “Atualmente, há cosenso em torno da ideia como solução prática para questão dos fornecedores indiretos entre as três maiores empresas frigoríficas do país. O próximo passo é a criação de consenso entre os demais membros da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec)”, afirma a companhia.
Fotos: Divulgação/Ibama e
CarneOsso/ Repórter Brasil

 

* Essa página foi atualizada às 20h do dia 9 de março para substituição da palavra “mãe” por “família” no título e para a troca de uma foto
Fonte: http://da-floresta-a-mesa.webflow.com/

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