Motorista morre prensado após trator esmagar cabine de caminhão
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Um homem de 59 anos, identificado como Claudomiro Rodrigues de Alomeida, morreu nesta quarta-feira (24), esmagado por um trator na rodovia MT-020, em Canarana.
De acordo com as informações apuradas, a vítima estava transportando a máquina em um caminhão Iveco, quando por um algum motivo tenha frado bruscamente o veículo, fazendo com que o trato se projetasse para cima da cabine, esmagando-a.
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Claudomiro ficou preso às ferragens e apenas foi retirado na manhã desta quinta-feira (25). O resgate durou toda a noite.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve no local e removeu o corpo ao Instituto Médico Legal (IML) para realização dos exames de necropsias. Em seguida será liberado aos familiares para os procedimentos de velório e sepultamento.
Redação Nortão Noticias
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Polícia desbarata quadrilha de assaltantes de bancos
Cearazinho, líder da quadrilha, estava hospedado em um hotel de Santarém
Cearazinho, líder da quadrilha, estava hospedado em um hotel de Santarém
Uma investigação minuciosa da Superintendência de Polícia Civil do Baixo e Médio Amazonas, que tem à frente o delegado Gilberto Aguiar, identificou que pelo menos quatro membros da quadrilha que assaltou as agências do Banco do Brasil (BB) e do Banco da Amazônia (Basa), no início deste mês, na Cidade de Uruará, na rodovia Transamazônica (BR-230), têm passagem pela região da comunidade de Corta-Corda, em Santarém.
Na tarde do dia 10 deste mês, os dois bancos foram assaltados ao mesmo tempo, na mesma rua, em Uruará. Sete assaltantes chegaram à sede da cidade em duas caminhonetes, seguiram em direção aos bancos, situados na mesma rua, e invadiram os estabelecimentos a tiros.
Em seguida, os bandidos saíram com funcionários e clientes como reféns, fazendo uma espécie de escudo com as pessoas em frente aos bancos. Aos tiros, os bandidos teriam roubado, na fuga, um terceiro veículo, que também foi usado para levar um grupo de reféns. A ação dos bandidos foi rápida. Logo após a comunicação do assalto, barreiras da Polícia Militar foram montadas nas saídas principais da cidade.
Em uma delas, houve troca de tiros com bandidos, que seguiram pela Rodovia Transamazônica (BR-230), no sentido do município de Placas para Santarém. Na troca de tiros, uma viatura da PM foi atingida por disparos. Um dos veículos roubados foi encontrado horas depois, queimado próximo ao uma ponte do Município.
Segundo o delegado Rodrigo Leão, policiais civis do Núcleo de Apoio à Investigação de Santarém e da superintendência da Polícia no Xingu estão em Uruará. O helicóptero Gavião 8, do Graesp de Altamira, sobrevoa a cidade para auxiliar as buscas. Policiais civis da Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos e do Grupo de Pronto-Emprego (GPE), equipe tática da Polícia Civil, foram deslocados de Belém para ajudar nas investigações.
Na madrugada de quarta-feira, 24, famílias de Uruará acordaram assustadas com barulhos de tiro. Minutos depois, a Polícia confirmou que houve troca de tiros entre homens do Graesp e os assaltantes dos bancos em Uruará. A troca de tiros ocorreu a 10 quilômetros da Cidade de Uruará, mas os tiros evacuaram na área urbana. A Polícia não informou se houve feridos.
No dia 21 deste mês, a Polícia prendeu um homem acusado de envolvimento no assalto as agências bancárias de Uruará. Rubens César da Silva, 49 anos, natural de Santarém, foi preso no quilômetro 201 da Transamazônica. Segundo a Polícia Civil, ele foi deixar uma caminhonete L-200, para os assaltantes empreender fuga.
Os investigadores informaram que Rubens fez todo o levantamento das agências em Uruará, passando vários dias na cidade e repassando as informações para o líder do grupo identificado por José Hamilton da Silva, o “Cearazinho”, que estava hospedado em um hotel em Santarém. Rubens contou a Polícia Civil que receberia a quantia de R$ 10 mil, para levar caminhonete até o local combinado, onde ele deixaria o carro com o pisca – alerta ligado, para que a quadrilha identificasse o veículo.
Os policiais civis relataram que ao ver o carro com o pisca ligado e um homem com uma garrafa de água na mão, questionou o que ele estava fazendo naquele local. Rubens relatou à Polícia que o motor da caminhonete tinha esquentado muito. Após verificar o motor do veículo totalmente frio houve a suspeita de que Rubens estava envolvido com a quadrilha. Ele foi preso e encaminhado para a Delegacia de Polícia de Uruará, onde confessou o crime. Segundo a Polícia Civil, será apenas questão de horas ou dias para que a quadrilha seja presa.
VIDA NO CRIME: José Hamilton da Silva, o “Cearazinho”, de acordo com a Polícia Civil, é conhecido por assaltar bancos no estilo ‘novo cangaço’. Há mais de 14 dias, uma Força Tarefa composta por policiais civis e militares tenta prender “Cearazinho” em uma mata, próximo ao quilômetro 205, em Uruará. Apontado como um dos maiores assaltantes de bancos da região Norte e preso em outubro do ano passado em Belém do Pará, por policiais do Pará e Rondônia, “Cearazinho” fugiu na madrugada do dia 27 de janeiro deste ano, do presídio Urso Branco, da cela 1, em Porto Velho, Rondônia. Durante a fuga, a grade foi serrada e “Cearazinho” pulou o muro com a ajuda de comparsas, que estavam do lado de fora da Penitenciária.
O bando de “Cearazinho’ invadiu o quartel da PM no distrito de Jacy, em Rondônia, rendeu os policiais, arrombou caixas naquela localidade e matou o sargento da PM, Silvério, em 2012, além de roubos em Lábrea (Amazonas) e Humaitá, também no Amazonas. Ele também é suspeito dos assaltos na modalidade ‘Novo Cangaço’ ou ‘Vapor’, ocorridos na cidade de Uruará, no Pará, no dia 05 de fevereiro de 2013 e 31 de março de 2014 e na cidade de Placas, também no Pará, no dia 08 de julho de 2014.
“Cearazinho” é suspeito de liderar a quadrilha que assaltou os dois bancos de Uruará no dia 10 de junho deste ano, além de ter participado de uma troca de tiros com policiais da cidade de Itaituba, no Pará, no dia 24 de fevereiro de 2014, ocasião em que policiais saíram feridos.
Francisco de Aguiar foi encontrado morto em uma rede, com várias pauladas na cabeça. Foto – Elias Júnior
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IDOSO ASSASSINADO A PAULADAS: Mais um crime com requinte de crueldade aconteceu em Santarém. Francisco Ferreira de Aguiar foi encontrado morto dentro de uma rede, em sua residência no bairro Caranazal, na manhã de quinta-feira (25). Segundo informações da Polícia, militar ele teria sido morto a pauladas por elementos ainda não identificados. O idoso morava sozinho e seu corpo foi encontrado por um homem, que imediatamente ligou para a Polícia. O corpo foi levado pêra o IML e a Polícia está à procura do autor ou autores do bárbaro assassinato.
CRIME EM BELTERRA: O corpo de um homem, identificado pelo nome de Vicente de Aquino, de aproximadamente 50 anos, foi encontrado em avançado estado de decomposição no Km 140 da BR 163 (Santarém-Cuiabá) no município de Belterra, na quarta-feira (24). A Polícia está investigando mais esse assassinato.
MACONHA APREENDIDA EM JURUTI: A Polícia Federal e a Receita Federal, por meio da operação Sentinela, apreenderam na manhã de domingo (21), duas malas contendo aproximadamente 50 quilos de maconha em uma embarcação no porto de Juruti, no oeste do Pará. O dono da droga não foi localizado, mas a Polícia Federal informou que o “material” veio de Manaus (AM) e tinha como possível destino o município de Santarém. Segundo a PF, os traficantes agem desta forma com a intenção de que a droga seja transportada em embarcações pequenas para não serem percebidas. A apreensão ocorreu durante uma abordagem de rotina. A droga foi enviada para a cidade de Óbidos, onde funciona a base da operação e depois encaminhada para Santarém.
Por: Manoel Cardoso
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Corpo de homem é encontrado em ramal próximo a BR-163
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O corpo de um homem foi encontrado na noite de quarta-feira (24), próximo a uma casa no km 10 de um ramal da comunidade Nova Canaã, localizada às margens do km 140 da rodovia federal BR-163, no município de Belterra, oeste do Pará. De acordo com a Polícia Civil, ainda não é possível saber a causa da morte.
Ainda segundo a polícia, inicialmente a vítima foi identificada por populares pelo nome de Antônio Aquino e aparenta ter cerca de 50 anos.
Os policiais foram informados sobre o caso por um popular que vinha da comunidade. A equipe do Centro de Perícias Científicas de Santarém (CPC) foi chamada e fez a remoção do corpo na manhã desta quinta-feira (25).
Por: G1 Santarém
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Lei dos supermercados entrará em vigor em Belém
Lei dos supermercados entrará em vigor em Belém (Foto: Tânia Rêgo/ABr)
(Foto: Tânia Rêgo/ABr)
O vereador Victor Cunha (PTB) formalizou nesta quarta-feira (24) o processo relativo ao projeto de lei que permite que os supermercados funcionem aos finais de semana, feriados e horários especiais em Belém. O documento seguirá imediatamente para publicação no Diário Oficial, quando passará a ter força de lei.
O projeto foi aprovado no dia 19 de maio. Para o vereador, a proibição do funcionamento dos supermercados em horários especiais resultou em 1.300 demissões no setor. Os números são resultado de uma pesquisa encomendada pelo parlamentar. A pesquisa indica que 66% da população é a favor da abertura dos supermercados à noite, domingos e feriados.
“Se vários segmentos podem trabalhar em horários diferenciados, por que somente os funcionários de supermercados não podem?”, disse o primeiro Secretário da CMB à época da votação em plenário.
No mesmo período, o presidente da Federação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços do Pará e Amapá, Zé Francisco, considerou a lei “um absurdo, uma precarização dos serviços, ignorando a convenção coletiva de trabalho recentemente celebrada entre os sindicatos dos trabalhadores e laboral”.
Também na época, o Sindicato dos Trabalhadores no Comércio Varejista e Atacadista de Gêneros Alimentícios e Similares do Pará (Sintcvapa) publicou uma nota na qual sugere ao vereador Victor Cunha fazer o mesmo projeto para a Câmara Municipal. “Gostaríamos de ver o expediente dos Vereadores de domingo a domingo, com uma folga durante a semana. Afinal de contas, existem pilhas e pilhas de projetos a serem discutidos, novas leis a serem aprovadas, problemas a serem solucionados”.
(DOL com informações da CMB)
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MT-justiça mantém presas duas mulheres que doparam agentes para 27 presos fugirem
A justiça estadual negou mais dois pedidos de liberade e mantém presas, em Cuiabá, Nayara Mendes Pereira de Souza, 25 anos, e Isis Kevilin Ojeda, 21, acusadas de doparem agentes prisionais em Nova Mutum, em fevereiro, e darem chaves para detentos abrirem as celas (27 escaparam e a maior parte foi capturada). Habeas corpus foram negados, por unanimidade pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
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A juíza Helícia Vitti Lourenço, da 1ª Vara Criminal de Nova Mutum, local onde tramita a ação penal contra 7 réus envolvidos na fuga, indeferiu, há poucos dias, pedido de revogação da prisão preventiva pleiteada pelas acusadas e destacou a necessidade de mantê-las presas. O Ministério Público Estadual também emitiu parecer contrário ao pedido de soltura. As duas, que chegaram a debochar dos agentes -ao serem presas, dizendo que a fuga foi ‘mamão com açúcar- permanecem presas por tempo indeterminado.
Os agentes penitenciários, Fabian Carlos Rodrigues da Silva (Fabi) e Luiz Mauro Romão da Silva presos por facilitação de fuga, tiveram fiança de 5 salários mínimos (R$ 3.9 mil). Fabian ficou algumas semanas preso, pagou e saiu. Não foi confirmado se Luiz foi solto.
O ex-diretor da cadeia de Nova Mutum, Henrique Francisco de Paula Neto, também foi solto após pagar fiança. No habeas corpus que deu liberdade aos ainda servidores públicos, também foi determinado o afastamento deles das funções, mas com a manutenção dos salários recebidos.
O trio foi preso no dia 4 de fevereiro após a fuga, pela porta da frente, depois que os agentes foram dopados ao participarem de uma “festinha íntima” com as garotas. Fabian e Luiz Romão foram encontrados desacordados e nus.
Fonte: Só Notícias/Gazeta Digital
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Ex-diretor da Odebrecht tinha linha de celular exclusiva
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Na sala da empresa, Alexandrino Alencar mantinha pequenas estátuas dele mesmo
Até a semana passada, quem visitasse o ex-diretor da Odebrecht Alexandrino Alencar em sua sala na sede da empresa seria recebido pelo executivo e por alguns bustos com o rosto dele mesmo. Foi desse cenário narcisista que Alexandrino teria comandado o pagamento de propinas da empreiteira ao doleiro Alberto Youssef, em contas no exterior, e repassado a Rafael Ângulo, funcionário de Youssef, os comprovantes dos depósitos. Os encontros de Alexandrino com o emissário do doleiro aconteceriam todos os meses.
Foi o próprio Rafael Ângulo quem contou sobre o papel de Alexandrino no esquema de corrupção e sobre as reuniões entre eles ao Ministério Público Federal, há três meses. O depoimento de Ângulo foi um dos principais motivos para que a Justiça Federal decidisse, nesta quarta-feira, decretar a prisão preventiva de Alexandrino. O executivo permanecerá na carceragem da Polícia Federal onde está desde a última sexta-feira, quando foi preso na 14ª fase da Operação Lava-Jato.
Alexandrino, de 67 anos, foi apelidado de “Barba” por Youssef e Ângulo. Quando as negociações entre eles não era feita pessoalmente, na sede da própria empresa ou em algum restaurante, Youssef e Alexandrino se falavam por uma linha de telefone celular exclusiva, trocada periodicamente. De acordo com Ângulo, em dois anos, ele levou a Alexandrino quatro ou cinco telefones diferentes, por ordem de Youssef. Nos aparelhos entregues a Alexandrino, havia apenas um número registrado, em nome de “Primo”, o codinome adotado pelo doleiro. Para despistar possíveis investigações, as linhas eram registradas com números de CPFs de desconhecidos, que Ângulo encontrava no Diário Oficial.
Em seu depoimento à Polícia Federal há alguns dias, Alexandrino negou relações com Youssef e Ângulo, com quem diz ter se encontrado no máximo quatro vezes. Segundo o executivo, Ângulo lhe trazia documentos do ex-deputado José Janene e, certa vez, entregou a ele o currículo de sua filha. De acordo com o executivo, a moça não foi contratada.
Alexandrino trabalhou na Odebrecht durante 23 anos. Pediu demissão na segunda-feira passada, de dentro da cela, para se dedicar à própria defesa. Entre 2002 e 2007, ele chegou a ser vice-presidente da Braskem, empresa petroquímica controlada pela Odebrecht. Foi nesse período que, segundo o próprio Alexandrino disse à Polícia Federal, ele conheceu o ex-deputado José Janene (PP), que presidia a Comissão de Minas e Energia da Câmara, e o doleiro Alberto Youssef, ligado ao político. Responsável pela expansão da Braskem em vários estados,
Alexandrino temia que questões políticas pudessem atrapalhar os negócios e passou a se aproximar de parlamentares, como Janene, e outros políticos. Suas relações com o poder ficaram tão estreitas que, em janeiro de 2013, Alexandrino acompanhou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma viagem por Cuba, República Dominicana e Estados Unidos. A viagem, revelada pelo GLOBO, foi paga pela Odebrecht e, oficialmente, não tinha relação com atividades da empresa nesses países.
No setor petroquímico, Alexandrino é conhecido como um executivo hábil e bem relacionado. Nas palavras de Ângulo, Alexandrino era um homem “que falava grosso”.
— Ele (Alexandrino) é muito inteligente, e tinha todos os contatos políticos com o Executivo. Por isso o Emílio (Odebrecht) o levava a todas as reuniões, para todos os lugares — afirmou um executivo que não quis se identificar.
Outro executivo afirmou que Alexandrino conquistou inimizades no meio porque queria ditar as regras até nos negócios nos quais o grupo tinha participação minoritária.
O advogado de Alexandrino, Augusto Botelho, afirmou em nota que “causa espanto a decisão do juiz Sérgio Moro de converter a prisão temporária em prisão preventiva. Trata-se de medida ilegal e arbitrária.”
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Por: O Globo
Foto: RAFAEL ARBEX
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Governo destina terras da Amazônia para reforma agrária
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Governo não informou quantas famílias deverão ser assentadas
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, anunciou nesta quarta-feira (24) que o governo federal irá destinar 12,2 milhões de hectares de terras federais da chamada Amazônia Legal, que engloba nove estados, para regularização fundiária e reforma agrária.
Na última segunda, a presidente Dilma Rousseff informou ter encomendado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário a elaboração de um novo plano de reforma agrária. A retomada da reforma é mais um dos pontos da chamada “agenda positiva” do governo, iniciada neste mês para tentar recuperar a aprovação da gestão petista.
Conforme o anúncio desta quarta-feira, as áreas cedidas pelo governo federal estão localizadas nos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. O ministro não informou, no entanto, qual será a área cedida por unidade da federação e nem quantas famílias devem ser assentadas.
De acordo com Patrus, também serão cedidos 503,6 mil hectares para criação de unidades de conservação ambiental e 2,2 mil hectares para a criação de uma reserva indígena no município de Porto Moz, no Pará.
O ministro informou que a regularização fundiária na Amazônia é considerada “prioritária” para buscar o “equilíbrio” da região e evitar a “insegurança” em terras devolutas, áreas que que pertencem ao governo, mas que estão vazias ou ocupadas ilegalmente.
“A regularização fundiária na Amazônia é prioritária porque a região é muito grande, uma região que durante séculos foi habitada muito aquuém das suas possibilidades, e isso cria uma insegurança, principalmente, nas chamadas terras devolutas, que pertecem ao governo, e do outro lado pessoas mais agressivas, para não dizer oportunistas que aproveitam disso para se tornar proprietários dessas terras vazias que a rigor pertencem a sociedade brasileira”, afirmou.
O ministro afirmou também que a Amazônia não pode se transformar em um “santuário intocável” e que a é possível compatibilizar a “questão ambiental com o desenvolvimento econômico e social”.
“A Amazônia é parte integrante do Brasil e nós devemos buscar compatibilizar as diferentes vocações da região. Não podemos fazer também de uma região tão vasta e rica como a Amazônia um santuário intocável. Eu acho que é possivel compatibilizarmos a questao ambiental com o desenvolvimento econômico e social”, concluiu.
Por: G1 Brasília
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Camargo Corrêa negociou propina com PMDB em Belo Monte
Dalton Avancini relatou que construtora se comprometeu a pagar R$ 20 mi
Um dos delatores da Operação Lava Jato, o ex-presidente da construtora Camargo Corrêa Dalton Avancini relatou em um dos depoimentos de sua delação premiada que a empreiteira se comprometeu a pagar ao PMDB propina correspondente a R$ 20 milhões para atuar na construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. O empreendimento federal, previsto para ser concluído em janeiro de 2019, tem um investimento estimado em R$ 28,9 bilhões.
O consórcio que constrói a usina é formado por empresas investigadas na Lava Jato: Camargo Corrêa, Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS, Queiroz Galvão e Galvão Engenharia.
Preso em regime domiciliar desde que fechou, em março, o acordo de delação premiada com a Justiça Federal do Paraná, Avancini contou à Polícia Federal (PF) que, depois de ter sido formado o consórcio de dez empresas que ergueria Belo Monte, o então diretor de Energia da Camargo Corrêa, Luiz Carlos Martins, o informou sobre uma “contribuição” ao PMDB. O depoimento estava sob sigilo desde 14 de março.
De acordo com o delator, Martins lhe disse que “houve um compromisso de que haveria uma contribuição na ordem de 1% do valor do empreendimento para o PMDB”. Avancini não detalha quem firmou o acordo de pagamento da propina, mas destaca que foi comunicado de que o suborno seria “proporcional à participação de cada empresa” na obra.
“A Camargo [Corrêa] detinha 15% da participação junto a obra, o que resultaria em uma contribuição de R$ 20 milhões, o que deveria ser pago ao longo do empreendimento”, contou o ex-presidente da construtora, que se desligou do comando da empresa por conta de seu envolvimento no esquema de corrupção que atuava na Petrobras.
Avancini também não mencionou nomes de políticos do PMDB que possam ter sido beneficiados com a propina. Ele afirmou que não se lembrava de nomes de parlamentares, funcionários públicos ou integrantes do governo que estivessem envolvidos no suposto esquema de corrupção montado para garantir às empreiteiras o contrato de construção da hidrelétrica da Região Norte, que terá potência de 11.233 MW e deve gerar 4.571 MW médios.
O delator, entretanto, observou aos policiais federais, sem citar nomes, que ouviu falar que um operador recebia os valores em nome do PMDB. No fim do depoimento, Avancini foi questionado pela PF sobre se as “contribuições” da Camargo Corrêa ao PMDB foram “espontâneas”. Ele respondeu que, na opinião dele, as propinas eram uma “espécie de exigência indevida a fim de que os interesses da empresa não fossem prejudicados”.
À TV Globo, o PMDB negou, por meio de sua assessoria, todas as acusações de Dalton Avancini e afirmou que a legenda “jamais participou desse tipo de acordo”. “O PMDB não autorizou quem quer que seja a utilizar o nome do partido nesse tipo de transação”, ressaltou a assessoria da sigla. A TV Globo não conseguiu localizar Luiz Carlos Martins ou a assessoria da Camargo Corrêa.
Foto: Folha do Bico
Nesta quarta (24), o Tribunal de Contas da União (TCU) acolheu um pedido do Ministério Público para investigar possíveis irregularidades no uso de recursos federais na implantação da usina de Belo Monte. Os procuradores da República querem averiguar se a prática de formação de cartel de empreiteiras e pagamento de propinas já identificadas na na Petrobras também se estendeu às empresas estatais do setor elétrico.
Consórcio
Em meio ao depoimento à Polícia Federal, Dalton Avancini relatou uma suposta manobra do governo federal para escantear grandes construtoras brasileiras do leilão que selecionou as empresas que iriam erguer o empreendimento hidrelétrico. Conforme o delator, a intervenção do Palácio do Planalto permitiu a vitória no leilão de um consórcio formado por empresas de pequeno porte que, segundo ele, não teriam tradição no setor de energia.
Na delação, o ex-presidente da empreiteira afirmou que a Camargo Corrêa havia desistido de participar do leilão de Belo Monte porque verificou que o negócio não era economicamente viável. No entanto, destacou Avancini, depois de comunicar que não concorreria ao contrato da usina do Pará, “houve uma reação por parte do governo, o qual tomou a iniciativa de formar um outro grupo”.
Segundo ele, a movimentação do Executivo federal “soou estranha ao mercado”, em razão de o projeto de Belo Monte ser considerado, tecnicamente, bastante complexo. Ainda conforme o delator, o consórcio integrado pela construtora Andrade Gutierrez ofereceu menor preço e acabou vencendo o leilão. Avancini destacou aos policiais que o resultado do processo gerou no mercado “a impressão de que o governo pretendia dar uma lição em algumas grandes empresas”, como Camargo Corrêa e Odebrecht”.
Concluído o leilão, contou o delator, tiveram início, por parte do consórcio vencedor, negociações para que Camargo Corrêa, Odebrecht e Andrade Gutierrez atuassem na fase de execução da usina hidrelétrica.
Avancini comentou que, na opinião dele, a proposta de adesão das grandes empreiteiras ao projeto se deu pela incerteza de que o grupo de empresas montado pelo governo conseguiria construir o empreendimento bilionário no meio da Amazônia. Para ele, as empresas que venceram o leilão não estudaram o projeto como haviam feito a Camargo Corrêa e a Odebrecht.
O ex-presidente da Camargo Corrêa, entretanto, disse aos policiais federais desconhecer qualquer acerto na licitação da obra da usina de Belo Monte.
A reportagem procurou a assessoria do Palácio do Planalto para falar sobre as acusações do ex-dirigente da empreiteira, mas até a última atualização desta reportagem não havia obtido resposta.
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A TV Globo não conseguiu contato com as construtoras Andrade Gutierrez e Odebrecht, nem com o consórcio responsável pelas obras de Belo Monte.
No momento em que explicava aos delegados da PF quem havia intermediado o pagamento do suborno ao PMDB, Dalton Avancini ressaltou que o diretor de Planejamento e Engenharia da Eletronorte, Adhemar Palocci, teria “algum envolvimento com o recebimento das propinas” de Belo Monte. Conhecido como “Paloccinho”, Adhemar é irmão do ex-chefe da Casa Civil Antonio Palocci.
De acordo com Avancini, o ex-diretor de energia da Camargo Corrêa, Luiz Carlos Martins, poderia dar detalhes sobre o suposto envolvimento de Adhemar Palocci com a propina prometida ao PMDB.
O ex-presidente da empreiteira investigada na Lava Jato, contudo, disse que não tinha “conhecimento” de envolvimento do ex-ministro da Casa Civil com “o pagamento de propinas ou contribuições” ao PMDB.
A TV Globo não conseguiu localizar Adhemar Palocci ou a assessoria da Eletronorte.
Por: O Globo
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Amazônia tem 12,7 milhões de hectares para reforma agrária
Do total, 503,6 mil hectares são para unidades de conservação e 2,2 mil para a criação de uma reserva indígena
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O governo federal destinou 12,7 milhões de hectares de terras federais na Amazônia Legal para regularização fundiária, reforma agrária e criação de unidades de conservação ambiental e reserva indígena. O ato de formalização ocorreu na tarde de ontem, no Palácio do Desenvolvimento, em Brasília.
Do total, 12,2 milhões de hectares foram destinados para regularização fundiária e reforma agrária, 503,6 mil hectares para unidades de conservação ambiental e 2,2 mil hectares para a criação de uma reserva indígena.
“Estamos buscando uma situação de equilíbrio entre economia, meio ambiente e populações tradicionais”, afirmou o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Patrus Ananias, durante cerimônia do quarto ato de destinação de terras públicas federais.
Patrus acrescentou que o objetivo do MDA é garantir terra para a produção, com preservação ambiental. Ele lembrou que no ato foram destinadas terras para questão ambiental e para povos tradicionais, no caso da etnia Juruna, localizada no município de Porto de Moz (PA).
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que também participou da cerimônia, destacou a parceria estratégica com o MDA, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Secretaria de Patrimônio da União na destinação das terras.
“A intenção do governo é deixar a Amazônia mais visível, não por seus problemas, mas por suas soluções”, observou. Ela acredita que uma Amazônia regularizada vai por fim aos conflitos sociais.
Ainda segundo a ministra, é importante que se consiga conciliar no Brasil a regularização fundiária para pequenos e médios agricultores, com a proteção ambiental. “Com a ação de hoje, demos um passo significativo em estados importantes para a área ambiental: o Pará e o Mato Grosso”, acrescentou.
O presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), João Pedro Gonçalves da Costa, ressaltou que, com o processo de destinação da terra, o governo está tratando de forma transparente as demandas e os conflitos da região.
A iniciativa faz parte do Programa Terra Legal Amazônia, da Secretaria Extraordinária de Regularização Fundiária na Amazônia Legal. As áreas estão nos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.
Foto-INCRA
COMEMORAÇÃO
Presente à cerimônia, a prefeita do município de Cachoeira do Piriá (PA), Maria Bernadete Bessa do Nascimento, recebeu o título de 64,42 hectares de área urbana. “Agora podemos regularizar o título de moradores de dez mil casas”, comemorou.
A região inclui três assentamentos, e era uma área de conflito. O casal de agricultores, Leonardo Aguiar Fernandes e Kélcya Fernanda Carvalho dos Santos, moradores de Miracema doTocantins, também comemorou o título de 189 hectares de área rural. “Com o título posso ter crédito e iniciar a plantação de abacaxi com 100 mil mudas”, disse Leonardo. A mulher completou: “É um sonho realizado que significa qualidade de vida”.
O Programa Terra Legal regulariza a situação de áreas e imóveis localizados em terras públicas federais, desde que não sejam reservas indígenas, florestas públicas, unidades de conservação, marinha ou reservadas à administração militar.
Criado em 2009, o programa é coordenado pelo MDA e executado em parceria com outros órgãos e ministérios. Agricultores familiares e comunidades locais têm prioridade no atendimento.
O ministro Patrus Ananias informou que a regularização fundiária na Amazônia é considerada “prioritária” para buscar o “equilíbrio” da região e evitar a “insegurança” em terras devolutas, áreas que que pertencem ao governo, mas que estão vazias ou ocupadas ilegalmente.
“A regularização fundiária na Amazônia é prioritária porque a região é muito grande, uma região que durante séculos foi habitada muito aquém das suas possibilidades, e isso cria uma insegurança, principalmente, nas chamadas terras devolutas, que pertecem ao governo, e do outro lado pessoas mais agressivas, para não dizer oportunistas, que aproveitam disso para se tornar proprietários dessas terras vazias que a rigor pertencem à sociedade brasileira”, afirmou.
O ministro afirmou também que a Amazônia não pode se transformar em um “santuário intocável” e que é possível compatibilizar a “questão ambiental com o desenvolvimento econômico e social”.
Por: O Liberal
Foto: Incra/Divulgação
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Papa considera que a separação do casal em alguns casos é necessária
Ontem, foi apresentado o documento que guiará o sínodo dos bispos e que propõe “acompanhar os divorciados e as famílias com filhos gays”
A reflexão faz parte dos intensos debates que os bispos mantêm há mais de um ano sobre como encarar os desafios da família contemporânea. Foto: AFP
O papa Francisco reconheceu nesta quarta-feira (24) que a separação do casal em alguns casos é inevitável e até “moralmente necessária”, principalmente quando reina a violência no lar, em uma clara mensagem de abertura ante os desafios da família moderna.
“Existem casos em que a separação é inevitável, inclusive moralmente necessária, para tirar os filhos da violência e da exploração e até da indiferença e estranhamento”, afirmou o papa ante milhares de peregrinos reunidos na audiência-gerla de quarta-feira na praça de São Pedro.
“Peçamos ao Senhor uma grande fé para ver a realidade com o olhar do Senhor”, enfatizou.
A mensagem do papa foi lançada um dia depois da apresentação no Vaticano do documento que guiará em outubro o sínodo dos bispos de todo mundo dedicado à família e no qual propõe “acompanhar os divorciados e as famílias com filhos gays”.
O papa falou das “feridas profundas” que provoca a separação aos filos e rejeitou o termo “casais irregulares”.
“Não estaremos anestesiados em relação às feridas da alma dos filhos? Quando mais se tenta compensar com presentes, mais se perde o sentido das feridas da alma”, afirmou.
“Como acompanhar os casais em dificuldades”, questionou ainda.
A reflexão faz parte dos intensos debates que os bispos mantêm há mais de um ano sobre como encarar os desafios da família contemporânea, em particular a delicada questão de autorizar a comunhão para os divorciados que voltaram a casas, argumento que gera divisões.
A Santa Sé revelou que conseguiu um “acordo comum” para propor um “caminho penitencial”, sob a autoridade dos bispos, para reintegrar à Igreja católica os divorciados que voltaram a se casar, algo que foi considerado um sinal de abertura.
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Por:AFP
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