Documentos mostram novos nomes da delação premiada

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Ricardo Pessoa detalhou ao Ministério Público nomes e valores. Entre os citados aparecem políticos de vários partidos

Documentos obtidos pelo Jornal Nacional mostram que o dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, deu uma extensa lista de nomes de políticos que podem ter recebido doações de campanha com dinheiro ilícito.

São casos de caixa dois e também de doações legais e contabilizadas. Os documentos fazem parte da delação premiada que o empresário celebrou com a Justiça.

Ricardo Pessoa é apontado pelas investigações da Operação Lava Jato como o chefe do clube de empreiteiras que fraudava negócios com a Petrobras.

Segundo o delator Júlio Camargo, cabia a Pessoa realizar encontros entre donos e diretores das empresas. Nessas reuniões, de acordo com os investigadores, eles combinavam preços superfaturados para apresentar em licitações da estatal.

As doações feitas por Ricardo Pessoa constam em tabelas, na quais ele controlava as doações feitas a políticos. As tabelas mostram nomes de políticos de vários partidos. Não há como separar quais foram legais e quais eram de caixa dois. Ricardo Pessoa falou ao Ministério Público Federal que as doações lhe davam destaque e poder.

As quantias destinadas aos políticos tinham diversos propósitos, todos com um objetivo comum: manter os negócios da UTC funcionando.

A delação de Ricardo Pessoa já foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, a investigação vai apurar se as denúncias do empreiteiro têm fundamento e se ele poderá ter direito aos benefícios da delação. Preso em 2014, na sétima fase da Lava Jato, o empreiteiro cumpre prisão domiciliar desde que se propôs a contar o que sabia.

José Dirceu

Em alguns casos, Ricardo Pessoa detalhou como e por que fez os pagamentos aos políticos. No caso de Zeca Dirceu, por exemplo, o empreiteiro disse que fez uma doação legal à campanha dele, em 2010, no valor de R$ 100 mil. Segundo Pessoa, a quantia foi pedida por José Dirceu.

Nos depoimentos, o empreiteiro disse ainda que fez pagamentos à empresa de Dirceu, a JD Consultoria, “Apenas e tão somente em razão de se tratar de José Dirceu e da sua grande influência no Partido dos Trabalhadores”. Pessoa disse que saber o ex-ministro não tinha como trabalhar nos contratos firmados entre a UTC e a Petrobras, já que estava preso na época em que destinou cerca de R$ 3 milhões à JD.

A defesa do ex-ministro José Dirceu negou que ele tenha recebido pagamentos ilícitos. Disse que prestou serviços para a UTC e que as cópias dos contratos e das notas fiscais foram encaminhados à Justiça Federal do Paraná em janeiro deste ano.

PT e Edinho Silva
Em uma das tabelas, estão detalhados os pagamentos feitos ao PT. Segundo o empresário, o partido recebeu, entre 2006 e 2014, R$ 16,6 milhões da UTC.

Esse valor não conta dos repasses feitos a campanhas presidenciais do partido. Em um dos documentos, aparece o contato de Manoel Araújo, chefe de gabinete do ministro das Comunicações Edinho Silva, responsável pela arrecadação da campanha da presidente Dilma Roussef à reeleição.

O ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, afirmou que todas as doações foram feitas de acordo com a legislação eleitoral. Ele lembrou que o chefe de gabinete, Manoel Araújo, foi responsável pela parte burocrática das doações recebidas em 2014.

Lula
Sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o documento cita que foram repassados R$ 2,4 milhões para a campanha dele.

Pessoa afirmou ainda que encontrou o ex-presidente em sete oportunidades. Contudo, não afirmou com certeza se Lula sabia da origem ilícita do dinheiro.

A assessoria do ex-presidente Lula declarou que não tem conhecimento dos documentos citados na reportagem e alega que houve um vazamento seletivo e talvez ilegal do conteúdo da delação. Por essa razão, o ex-presidente prefere não se manifestar.

PT e João Vaccari Neto
Ricardo Pessoa ainda falou da relação que mantinha com o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Em uma tabela específica, ele disse que encaminhou R$ 16,6 milhões ao partido, a pedido de Vaccari. No documento ele explica que os pagamentos foram feitos “diretamente na conta do partido, desvinculado da época de campanha e que igualmente tinha relação com os pagamentos da Petrobras.

A defesa do ex-tesoureiro disse que fazia parte das atribuições de Vaccari pedir dinheiro para o partido. Contudo, eles alegam que as doações recebidas por João Vaccari eram legais e foram informadas às autoridades.

PP

O empreiteiro também relatou repasses feitos ao PP, a pedido do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato. Conforme o empresário, os valores eram pagos para evitar problemas nos contratos que mantinha com a estatal.

O PP diz que as doações recebidas pelo partido foram legais e declaradas à Justiça Eleitoral. O senador Ciro Nogueira, do PP, disse que não recebeu doações da UTC e que confia na Justiça para que a verdade seja revelada.

Valdemar Costa Neto

Pessoa afirmou ainda aos procuradores que pagou R$ 500 mil ao ex-deputado Valdemar Costa Neto (PR), condenado no mensalão. Os valores foram para manter boas relações com o Ministério dos Transportes, controlado pelo PR à época dos pagamentos.

Segundo o empresário, parte do valor, R$ 200 mil, foram entregues a Costa Neto em dinheiro vivo, sem contabilidade oficial. O restante foi pago como doação de campanha. Pessoa disse também que nunca houve contra-prestação por parte do ministério. O ex-deputado foi procurado, mas não quis comentar as denúncias.
Por: G1
Foto: Marcos Bezerra / AE

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Senado prorroga para 2018 o prazo para fim dos lixões no Brasil

Em retrocesso para o meio ambiente, Senado dá mais prazo para fim dos lixões –
Uma péssima notícia passou quase batida na última quarta-feira (1º): o Senado aumentou de forma escalonada prazos para cidades brasileiras desativarem seus lixões e passarem a destinar seus resíduos a aterros sanitários. Já estava lento esse processo de erradicação. Agora, pode ficar ainda pior. O texto segue para a Câmara.

O fim dos lixões, previsto na Política Nacional dos Resíduos Sólidos, para agosto de 2014, era um fator de pressão para que os municípios fizessem a sua lição de casa: construção de planos de gestão de resíduos, organização e implantação da coleta seletiva, do tratamento do lixo orgânico, absorção e capacitação de catadores e da mão de obra egressa dos lixões à coleta e por fim a destinação correta dos rejeitos aos aterros sanitários.

Segundo o novo texto, capitais e municípios de região metropolitana terão até 31 de julho de 2018 para o acabarem com os lixões. Municípios de fronteira e os que têm mais de 100 mil habitantes terão um ano a mais (julho de 2019) e cidades que têm entre 50 e 100 mil habitantes, dois anos a mais (julho de 2020). Para os municípios com menos de 50 mil habitantes –a maior parte dos municípios brasileiros– o prazo foi para 31 de julho de 2021.

Ainda segundo a emenda aprovada, a União vai normatizar o acesso a recursos federais para a implementação dos aterros sanitários, obras caras e complexas, com a necessidade de grandes áreas impermeabilizadas, sistemas de medição de gases e de escoamento de chorume.

A maior parte –60%– das cidades do país descarta inadequadamente os resíduos. De acordo com dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) de agosto de 2014, 2.507 dos 5.564 municípios ainda destinam o lixo coletado nos domicílios e aquele proveniente do sistema de limpeza pública a lixões (45%), 815 municípios enviam para os aterros controlados, que são lixões reformados (14,6%) e 2.243 enviam para aterros sanitários (40,4%).

O adiamento do prazo para 2018 atende a pressão de prefeitos organizados na Associação Brasileira de Municípios (ABM) e na Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que alegam falta de recursos. A relatora da proposta, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), argumentou que a maior parte dos municípios não conseguiu cumprir a determinação legal por falta de quadros técnicos e verbas. Segundo ela, o prazo da lei (que era agosto de 2014) era exíguo para que os municípios menores e mais carentes assumissem a responsabilidade por essa tarefa complexa e dispendiosa.

Especialistas em gestão de resíduos e ativistas defendem a manutenção do prazo original da lei por diversas vezes, apontando que houve tempo hábil e verbas para que as cidades se organizassem para atingir a meta proposta. Depositar resíduos em lixões é crime ambiental desde 1998. Com o fim do prazo da PNRS, as gestões municipais ficaram sujeitas a multas e ajustes de conduta pelo Ministério Público.

Com o alargamento do prazo, a pressão das multas e da ficha suja fica postergada. Nada garante que os gestores atuem nesse intervalo para investir em capacitação técnica de suas equipes, educação ambiental, coleta seletiva e na construção dos aterros.

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Em Parauapebas,15 vereadores são suspeitos de corrupção

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Vereador Josineto Feitosa (SDD) foi preso nesta quarta-feira, na sua casa.
Prisão e apreensões são resultado da segunda fase da operação Filisteus.

Quinze vereadores de Parauapebas, no sudeste do Pará, estão sendo investigados pelo Ministério Público do Estado (MPE) por suspeita de corrupção na Câmara Municipal. O vereador e ex-presidente do órgão, Josineto Feitosa (SDD), foi preso na sua residência nesta quarta-feira (1°) pelo Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (GAECO), ligado ao MPE, durante a segunda fase da operação Filisteus. Ele é suspeito de fraudar licitações na prefeitura do município. O cunhado e assessor de Josineto, Herbert Herland Matias de Gomes, teve a prisão decretada, mas ainda não foi localizado. O advogado de Herbert informou ao MPE que ele vai se apresentar, mas, para os promotores, ele é considerado foragido da Justiça.

“Nós apreendemos uma quantidade bem grande de documentos que vão permitir que a gente saiba a extenção dessa cadeia criminosa, quem participa efetivamente dela, quem se beneficiou do dinheiro público”, afirmou o promotor Hélio Rubens.

Ainda de acordo com Rubens, a acusação contra o vereador Feitosa seria porque ele forneceu uma certidão falsa atestando a aptidão técnica de uma empresa, e com base nesse documento, a empresa conseguiu participar de um certame licitatório realizado pela prefeitura. “A licitação foi organizada por Josineto, por meio de Herbert. Averiguamos ainda denúncias de intimidação contra testemunhas desses casos de fraude”. Josineto foi levado para a sede do MPE para ser ouvido. O depoimento durou toda a manhã.

Com a notícia da prisão do vereador, um grupo de pessoas passou a manhã na frente do prédio do Ministério Público. “O que a gente espera, não só da Polícia Federal como do Ministério Público, é que seja feito um limpa, que a gente colocou eles para nos defender, mas são os primeiros que vão lá e sacam o dinheiro do povo”, reclamou a comerciante Charliar Maria da Silva.

Filisteu
A operação teve início em maio deste ano. As prisões desta quarta são desmembramentos da das investigações, realizadas pelo MPE em parceria com a Polícia Federal, e que resultaram na prisão de Odilon Rocha (SDD), também verador de Parauapebas. Ele foi detido no dia 26 de maio, suspeito de participar de um esquema de fraudes em licitações entre os anos de 2013 e 2014, quando exerceu o cargo de primeiro secretário da câmara do município. Além dele, também foram presos o vereador José Arenes (PT) e o empresário Edimar Cavalcante.

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Do G1 PA
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Oriximiná é o 1º do Brasil a se habilitar para recurso de florestas federais

Recurso é referente a produção de madeira sustentável.
Nos próximos cinco anos, o município poderá receber R$ 5 milhões.

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Árvore antiga é vista na Floresta Nacional do Tapajós; estudo da Nasa conclui que floresta amazônica absorve mais CO2 do que emite (Foto: NASA/JPL-Caltech)
Foi o primeiro município brasileiro a se habilitar
para receber o ecurso(Foto: NASA/JPL-Caltech)

O município de Oriximiná, no oeste do Pará, recebeu do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) um repasse de R$ 753 mil, referente a produção de madeira sustentável na Floresta Nacional (Flona) de Saracá-Taquera. Foi o primeiro município brasileiro a se habilitar para receber recursos gerados pelo uso econômico das florestas públicas federais.

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O repasse é previsto pelo artigo 39 da Lei de Gestão de Florestas Públicas, N° 11.284/2006, que determina que parte do valor pago ao SFB pelo manejo das florestas federais seja distribuído entre o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF) e os estados e municípios que abrigam as florestas concedidas.

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De acordo com o secretário de meio ambiente de Oriximiná, Cláudio Navarro, o recurso será utilizado seguindo o plano de aplicação aprovado pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente. Deve viabilizar as políticas ambientais do município e possibilitar a realização de ações de recuperação de áreas degradadas, fiscalização e educação ambiental.

Segundo o diretor de Concessão Florestal e Monitoramento do SFB, Marcus Vinicius Alves, o repasse marca mais um momento em que a produção das florestas federais gera benefícios diretos para a população do entorno das áreas sob concessão.

Atividades que o plano prevê
No caso de Oriximiná, o plano aprovado prevê atividades para a estruturação da gestão ambiental do município, como a aquisição de uma sede para o conselho de meio ambiente e a compra de equipamentos e veículos para a prefeitura. Pelas projeções do SFB, o município poderá receber cerca de R$ 5 milhões nos próximos cinco anos. Os repasses são regulares e irão variar de acordo com a produção de cada unidade de manejo da Flona de Saracá-Taquera.

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Faro e Terra Santa
Além de Oriximiná, os municípios paraenses de Faro e Terra Santa também serão beneficiados. Para estarem aptos a receber o repasse, os municípios devem instituir um conselho municipal de meio ambiente e elaborar e aprovar junto ao conselho um plano de ação para a aplicação do recurso.
Do G1 Santarém

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Índios denunciam desaparecimentos durante conflito em fazenda de MS

Segundo boletim de ocorrência, eles estão sumidos desde 24 de junho.
Força Nacional de Segurança está na região desde sábado (27).

Índios denunciaram à polícia o sumiço de um adolescente de 14 anos e de uma criança de 12, durante conflito na fazenda Madama, em Coronel Sapucaia, a 377 quilômetros de Campo Grande, no dia 24 de junho.

Segundo informações do boletim de ocorrência registrado dia 30 como desaparecimento de pessoa, os dois indígenas não são mais vistos desde a data do conflito entre índios e fazendeiros. Ambos são nascidos na aldeia Taquaperi.

Em nota divulgada semana passada pela Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), o presidente Nilton Pickler disse que a instituição vem trabalhando para buscar a pacificação e a integração social entre índios e produtores. “A federação tem atuado no sentido de orientar os produtores a buscar a justiça e sempre evitar a violência”, declarou.

Conforme o registro policial, após os relatos de desaparecimento, uma equipe da Fundação Nacional do Índio (Funai), Força Nacional de Segurança Pública, o proprietário da fazenda e outros pecuaristas da região procuraram pelos indígenas na propriedade rural e também nas pastagens ao fundo do local e nas proximidades de uma lagoa.

Consta no documento policial que diante do “estado de comoção do grupo indígena”, a Funai decidiu levar a denúncia dos índios ao conhecimento da Polícia Civil. Diante disso, foi registrado o boletim de ocorrência.

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Conflito
Cerca de 50 guarani kaiowá entraram na fazenda Madama na segunda-feira (22). Na quarta-feira (24), produtores rurais entraram no local com caminhonetes e fizeram buzinaço e manobras perigosas. Os índios reagiram com paus e flechas.
Produtores rurais e índios entram em confronto após ocupação em MS (Foto: Reprodução/TV Morena)

De longe, era possível ver fogo no acampamento dos índios. Foram ouvidos disparos de arma de fogo,

Depois disso, os índios saíram do local. A Polícia Rodoviária Federal (PRF), Funai, Ministério Público Federal (MPF) e o presidente da Comissão de Direitos Humanos, da Câmara Federal, deputado Paulo Pimenta (PT) estiveram na fazenda e conversaram com os dois lados envolvidos no conflito.

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) pediu a Força Nacional de Segurança Pública na região por conta dos conflitos. Os policiais chegaram sábado (27) e desde então reforçam a segurança.

Do G1 MS

Produtores rurais e índios entram em confronto após ocupação em MS (Foto: Reprodução/TV Morena)
Produtores rurais e índios entram em confronto após ocupação em MS (Foto: Reprodução/TV Morena)

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Transexual ‘crucificada’ na Parada Gay abre oito processos na Justiça

Ela pede identificação de pessoas que a hostilizaram na internet.
E quer que políticos e artistas paguem R$ 800 mil de indenização.

Retrato de Viviany Beleboni, que desfilou crucificada na Parada Gay no último domingo (7) em São Paulo (Foto: Victor Moriyama/G1)

Criticada após ser “crucificada” durante a 19ª Parada Gay, a atriz e transexual Viviany Beleboni entrou na Justiça de São Paulo com processo contra o Facebook para obrigar a rede social a identificar usuários que, após o desfile, publicaram montagens de fotos dela em meio a imagens de sexo explicíto. Ela também abriu sete processos em que reivindica indenização por danos morais no valor total de R$ 800 mil.

Entre os alvos estão o senador Magno Malta (PR-ES), acusado por ela de ofender sua honra durante discurso, e o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), apontado por supostamente ter usado montagens de fotos do desfile com imagens de sexo explícito.

A advogada de Beleboni, Cristiane Leandro de Novais, diz que, por causa das imagens após a Parada, sua cliente tem sido reconhecida e sofrido agressões verbais ao frequentar lojas.

Em um dos processos, a transexual afirma que recebeu ameaças de morte por rede social e ligações, “já tendo sido inclusive agredida em frente à sua casa”. “Ela está com síndrome do pânico, não sai mais de casa por causa disso”, afirmou.

A advogada representa a organização não-governamental ABCDS, responsável pelo trio elétrico em que a transexual desfilou.

O senador Magno Malta afirmou, por meio de sua assessoria, que recebeu com naturalidade a informação sobre a ação judicial por entender que é direito de Beleboni entrar na Justiça, assim como também é direito dele, senador, falar.

O senador acrescentou que não retira nenhum ponto do que falou e que entrou com uma queixa-crime na Procuradoria Geral da República contra a transexual por crime de vilipêndio, escárnio e intolerância religiosa. O G1 entrou em contato com a assessoria do deputado Marco Feliciano, que ainda não se manifestou. O Facebook disse que não foi notificado.

Ações
Na ação de Beleboni contra Malta, o juiz Marcos Roberto de Souza Bernicchi indeferiu o pedido antecipação da decisão. “Claramente o objetivo da pessoa que se dispõe a se postar em uma cruz em uma manifestação popular é de chamar a atenção por meio [de] atitude controversa e chocante. E o objetivo da artista foi alcançado, já que o choque gerou a controvérsia. Não poderia a autora esperar reação outra que não fosse a intolerância de quem assumiu o risco de ofender”, disse o juiz, no despacho.

“As manifestações do réu, que constam da petição inicial, não foram exacerbadas contra a autora, já que não atingiram sua pessoa e sim o ato por ela praticado. O conteúdo das críticas manifestadas pelo réu tem cunho político e social, que são inerentes ao cargos que exerce, e, repita-se, em nenhum momento voltou-se contra a pessoa da autora. Indefiro, pois, a tutela requerida”, afirmou.

Manifestação
Beleboni, de 26 anos, é transexual, espírita e chocou parte dos participantes da 19ª Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).  Ela se prendeu à cruz, encenando o sofrimento de Jesus, para “representar a agressão e a dor que a comunidade LGBT tem passado”. “Nunca tive a intenção de atacar a igreja. A ideia era, mesmo, protestar contra a homofobia”, explicou.

Uma imagem da cruz foi capturada pelo fotógrafo João Castellano, da agência Reuters. A atriz disse que recebeu milhares de ameaças desde a publicação da foto. “Teve gente dizendo que ano que vem vão colocar fogo na parada”, contou.

Dias após a Parada Gay,  deputados evangélicos e católicos fizeram uma manifestação no plenário da Câmara contra a parada gay, a “marcha das vadias” e a “marcha da maconha”. Com cartazes que traziam fotos do desfile, eles subiram à tribuna e pediram que atos públicos que “ferem a família” e a liberdade religiosa sejam transformados em “crime hediondo”. Eles criticaram, sobretudo, o fato de Beleboni ter se prendido na cruz, durante a parada gay, para representar o sofrimento dos homossexuais no Brasil

Manifestação contra a homofobia na 19ª Parada do Orgulho LGBT na Avenida Paulista, neste domingo (7) (Foto: Reuters/Joao Castellano)

Viviany explica que, nos últimos tempos, duas conhecidas foram agredidas. Uma delas teria sido morta com quatro tiros em Porto Alegre. “Eu vejo a Parada como um protesto, não como uma festa”, disse. “Usei as marcas de Jesus, que foi humilhado, agredido e morto. Justamente o que tem acontecido com muita gente no meio GLS, mas com isso ninguém se choca.”

Em cima da cruz, uma placa foi colocada com o texto: “Basta de homofobia”. “As pessoas não sabem ler? Coloquei a placa justamente para ficar claro que era um protesto. E mais: tudo bem encenar a paixão de cristo, mas quando é um travesti não pode, não é?”.

O deputado federal Marco Feliciano publicou um texto no Facebook no dia seguinte da Parada falando sobre a manifestação de Viviany: “Imagens que chocam, agridem e machucam. Isto pode? É liberdade de expressão, dizem eles. Debochar da fé na porta denuda igreja pode? Colocar Jesus num beijo gay pode? Enfiar um crucifixo no ânus pode? Despedaçar símbolos religiosos pode? Usar símbolos católicos como tapa sexo pode? Diizer que sou contra tudo isso NÃO PODE? Sou intolerante, né?”.
Deputado Federal Marco Feliciano critica Parada Gay nas redes sociais (Foto: Reprodução/Facebook)
Do G1 São Paulo

 Retrato de Viviany Beleboni, que desfilou crucificada na Parada Gay no último domingo (7) em São Paulo (Foto: Victor Moriyama/G1)
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Retrato de Viviany Beleboni, que desfilou crucificada na Parada Gay no último domingo (7) em São Paulo (Foto: Victor Moriyama/G1)

Deputado Federal Marco Feliciano critica Parada Gay nas redes sociais (Foto: Reprodução/Facebook)
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STF determina que ex-presidente da Assembleia do Mato Grosso José Riva seja solto

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O ex-deputado estadual José Riva (PSD) conseguiu liberdade no Supremo Tribunal Federal (STF), no início da noite, em decisão liminar é do ministro Gilmar Mendes, que  suspendeu a ordem de prisão decretada pela juíza Selma Rosane Santos Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá. A defesa recorreu com uma petição protocolada no mesmo habeas corpus impetrado anteriormente e julgado no dia 23 de junho (mérito). Os documentos foram juntados após a prisão dele ser cumprida nas primeiras horas do dia.

Entre os argumentos que motivaram a decisão favorável, está o fato de que quando os advogados pediram a revogação da prisão junto ao STF, o MPE já informou a Supremo Tribunal Federal sobre o novo pedido de prisão que seria formulado no bojo da Operação Ventríloquo. Por sua vez, o Supremo já tinha avaliado que não teria necessidade de uma nova prisão do ex-parlamentar.

Esta é a terceira prisão de José Riva desde maio de 2014, quando foi preso na 5ª fase da Operação Aratath, da Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF). À época, ele ainda tinha mandato de deputado e ficou preso por 3 dias. Foi preso sob acusação de integrar um complexo esquema de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro operado pelo ex-secretário de Fazenda Eder Moraes (PHS) e “financiado” pelo empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, dono de factorings e empresas que operavam como “bancos piratas” emprestando dinheiro para os envolvidos, entre outras coisas, financiar campanhas políticas.

A segunda prisão do social-democrata foi preso foi cumprida no dia 21 de fevereiro deste ano, numa tarde de sábado, determinada pela juíza Selma Rosante Santos Arruda e durou 123 dias. As acusações imputadas a ele, de chefiar um esquema que desviou R$ 62 milhões da Assembleia Legislativa entre 2005 e 2009, são investigados na Operação Imperador. Na semana passada, o Supremo concedeu habeas corpus e colocou Riva em liberdade.

Agora, 6 dias depois, ele voltou a ser preso, novamente a pedido do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e por ordem da mesma juíza. No entanto, num intervalo de apenas 13 horas a defesa conseguiu decisão favorável no Supremo Tribunal Federal. Dessa vez, o Gaeco acusa Riva de liderar outro esquema que teria funcionado na Assembleia Legislativa entre 2013 e 2014, últimos anos de mandato do ex-deputado. Nesse caso, é apontado um prejuízo da ordem de R$ 10 milhões.

A defesa de Riva comemora a decisão favorável. “O STF novamente fez justiça e respondeu de prontidão às arbitrariedades perpetradas em primeira instância”, disse Valber Mello, um dos advogados que integra a banca de defesa do ex-deputado.

Fonte: Só Notícias/Gazeta Digital

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Aprovado no Congresso-Dilma vetará aumento do Judiciário pelo ajuste e por “justiça social”

Governo vetará aumento do Judiciário por afetar ajuste e ‘justiça social’ –

De São Francisco (EUA), onde integra comitiva da presidente Dilma Rousseff em viagem oficial aos Estados Unidos, o ministro Nelson Barbosa (Planejamento) disse à Folha considerar o aumento do Judiciário aprovado nesta terça-feira (30) pelo Congresso incompatível com o ajuste fiscal e injusto socialmente e que, por isso, “não resta outra alternativa ao governo a não ser vetar” o projeto.

O Senado aprovou projeto que dá aos servidores do Judiciário um reajuste médio de 59,5% nos próximos quatro anos, elevando os gastos públicos em R$ 25,7 bilhões. Até o início da tarde desta terça, havia um acordo para adiar a votação do projeto em troca de uma negociação de proposta alternativa, mas ele acabou não sendo cumprido.

Nelson Barbosa afirmou que o aumento é “incompatível com a atual situação econômica do Brasil, é insustentável do ponto de vista fiscal e injusto do ponto de vista social”.

Por isso, avisou, momentos antes de se juntar à comitiva brasileira para uma visita à Google, que “não resta alternativa ao governo a não ser vetar isto e continuar tentando construir uma solução”.

Segundo ele, no momento em que a “sociedade brasileira está passando por ajustes, em que várias empresas estão passando por dificuldades e o desemprego sobe, não é razoável propor um aumento entre 55% a 78% para os servidores do Judiciário”.

Ele alertou ainda que, por enquanto, os problemas fiscais do Brasil “são administráveis”, sinalizando que, se o Congresso continuar aprovando aumento de despesas e reduzindo receitas do governo, a situação pode ficar mais complicada neste ano.

O ministro afirmou que, no seu retorno ao Brasil, vai retomar as negociações com o Poder Judiciário e com o Congresso e que será possível chegar a uma proposta de consenso que não prejudique as contas públicas brasileiras.

“Este é um problema que não é só do governo federal, é de todos. Se as contas fiscais ficarem prejudicadas, a inflação vai subir, o poder aquisitivo da população vai ser afetado”, disse Nelson Barbosa.

‘COCHILO’

O Palácio do Planalto reconheceu “cochilo” e “erros conjuntos” na articulação política do governo sobre o tema. Um dia após a votação, auxiliares da presidente Dilma Rousseff falavam em “total falta de coordenação” e reclamavam que os senadores da base aliada não cumpriram o que foi combinado com o vice-presidente Michel Temer, articulador político do governo, de negociar uma alternativa à proposta e adiar a apreciação do projeto em plenário.

A proposta elaborada pela equipe econômica do governo previa aumento de 21,3% dividido em três anos, a partir de 2016. A alternativa, porém, não agradou à categoria.

Em maio, como mostrou a Folha, Dilma havia sido surpreendida ao saber que o projeto estava prestes a ser votado –e aprovado– e pediu que o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), adiasse a votação.

Nos bastidores, assessores de Dilma também reclamavam da atuação do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowsky, que enviou ofício ao Senado para falar sobre a proposta alternativa, mas não foi enfático quanto ao adiamento da votação.

Para eles, o presidente do STF “deixou o barco correr sem grandes esforços”.

‘INADEQUADO’

Também nesta quarta (1º), ministros do STF admitiram que, diante do cenário econômico, o momento não foi adequado para a aprovação do reajuste, mas ressaltaram que os funcionários não podem representar o “bode expiatório” do ajuste fiscal.

Segundo o ministro Marco Aurélio Mello, a proposta não representa um aumento, mas uma recomposição, sendo que a categoria afirma estar sem reajuste – -apenas com recomposições que não incidiram sobre a totalidade de seus vencimentos- desde 2006.

Para o ministro, é lastimável que “ficou aí um espaço de tempo muito grande entre a última reposição e a atual e se tenha apenas deliberado agora, no pico de uma crise econômico-financeira, quando se exige em relação à máquina administrativa uma tomada de providências”.

O ministro Luiz Edson Fachin defendeu cautela nesta discussão. “O momento é um momento de mais cautela e obviamente de contenção. Naquilo que percebo é preciso que haja de todos os segmentos nesse momento uma compreensão da situação que as receitas públicas e os cofres estão. De modo que é preciso devagar com esse andor para não se quebrar no meio do caminho”, disse.

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Pará só tem 44 municípios aptos aos recursos do Suas

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Segundo o CNM, 33 não tiveram planos aprovados e 67 não preencheram dados

Somente 44 municípios do Pará (30,5%) preencheram até ontem, último dia do prazo, o Plano de Ação 2015 do Sistema Único de Assistência Social (Suas). Segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM), com base no Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), dos 5.595 municípios brasileiros que recebem recursos federais para programas sociais, 3.429 (61,3%) estavam com os planos concluídos e aprovados horas antes do encerramento do prazo. Outras 1.091 prefeituras (19,5%) ainda não tinham preenchido os dados, 67 delas do Pará. Outros 1.075 municípios não obtiveram a aprovação do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS). Nesse rol, há 33 municípios paraenses.

Já Altamira, Anajás, Aveiro, Bannach, Barcarena, Belém, Bom Jesus do Tocantins, Bragança, Brejo Grande do Araguaia, Breu Branco, Breves, Bujaru, Conceição do Araguaia, Cumaru do Norte, Eldorado dos Carajás, Faro, Floresta do Araguaia, Garrafão do Norte, Inhangapi, Melgaço, Monte Alegre, Ourilândia do Norte, Pau d’Arco, Peixe-Boi, Ponta de Pedras, Prainha, Primavera, Redenção, Rio Maria, Rurópolis, Salinópolis, Santa Luzia do Pará, Santa Maria das Barreiras, Santarém, São Domingos do Capim, São Félix do Xingu, São Francisco do Pará, São Geraldo do Araguaia, Tailândia, Trairão, Ulianópolis, Uruará e Vitória do Xingu são municípios cujos seus gestores e conselheiros da assistência social entregaram os dados solicitados dentro do prazo.

Por: O Liberal
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Vereador e repórter se desentendem após sessão da Câmara de Vereadores

O repórter do Jornal Dia Dia Progresso Edson Luiz dos Santos registrou um B.O em desfavor do vereador Francisco Gomes de Sousa (PMDB), sobre o desentendimento que houve entre os dois após o término da sessão ordinária realizada ontem.

Edson Santos relata que estava indo embora em direção ao seu veículo quando o vereador o indagou sobre o por que de ter publicado a sua imagem, o repórter respondeu que publicou não só a dele como dos demais vereadores citados na matéria e após isso acusou o vereador de tê-lo agredido com uma tijolada e a briga foi apartada por outras pessoas que estavam no local.

OUTRO LADO

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A redação do Jornal Folha do Progresso entrou em contato com o vereador Francisco Gomes de Sousa (PMDB) que relatou o seguinte:

Simplesmente fui conversar com o Jovem Repórter em nenhum momento fui com intenção de agredi–lo, ao chegar próximo senti que o repórter estava alterado, me afastei e ao conversar com ele me direcionou as mãos eu tenho costume de conversar apontando o dedo para a pessoa, foi onde o repórter bateu na minha mão e mandou me afastar, neste momento a máquina fotográfica veio a bater no rosto do repórter.

Com este movimento os colegas presentes chegaram e afastaram o repórter Edson Santos, o vereador Edemar Onetta também me afastou, colocando um ponto final da discussão.

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Nota da APIM – Associação Progressense de Imprensa

A liberdade de expressão e de imprensa são bens essenciais para o pleno funcionamento da democracia. Nesse sentido vereador Chico Sousa (PMDB), o trabalho dos profissionais de imprensa deve ser entendido como parte integrante do sistema de direitos que o estado tem o direito de proteger. Quando uma força tenta impedir por meios violentos a livre divulgação da informação, nós da APIM consideramos uma prática de censura.

E infelizmente a sociedade tem testemunhado uma série de agressões e ameaças aos jornalistas em seu trabalho cotidiano, fato como o ocorrido entre o vereador e o nobre colega de imprensa, é repudiado totalmente pela APIM.

Por: Redação Jornal Folha do Progresso clomid 40 year old woman buy clomid online 17 oct 2013 … buy female viagra online uk, australia. cheap female viagra. viagra professional online can buy viagra buy female cialis online no scriptbuy …

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