Cidade Fede-População reclama de mau cheiro na rede de esgoto de Novo Progresso
O mau cheiro da rede de esgoto na cidade de Novo Progresso tem incomodado a população do Bairro Santa Luzia e Jardim Planalto. Nas quadras mais afetadas, próximo ao lago Municipal , Posto do Feio e região, os moradores reclamam que o odor é insuportável. Já os comerciantes destacam que o problema existe desde o fim de 2013, também prejudica as vendas. Para quem passa pela rodovia Br-163 na entrada da cidade já começa sentir odor.
O comerciante proprietário de um restaurante nas proximidades destaca que os gases liberados pela rede de esgoto também estariam comprometendo o seu negócio, clientes se sentem mal e acabam por não voltar ao estabelecimento.
“Basta olhar para o córrego e ver a mancha preta que fica dos dejetos jogados nele, vergonha pura”, lamentou.
O Fedor em certas horas do dia é tanto que fica insuportável.
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Ilustrativa
“Outro comerciante reclama com nojo de políticos, segundo o comerciante que preferiu não se identificar temendo retaliação, a situação piorou, não dá para suportar”, reclama. Dono de um comércio de vendas de acessórios para automóveis, ele conta que as vendas caíram bastante.“Os clientes não aguentam ficar dentro dos estabelecimentos por muito tempo”, afirma.
A prefeitura já conhece o problema, a imprensa cobra diariamente, pessoa entendida do assunto explica que falta de manutenção e assistência com pessoas especializada para manter o sistema funcionando é uma das causas, outra seria manter constantemente o filtro limpo e trocar, com estas medidas resolveria o problema, disse.
Para os moradores o descaso é publico é o maior problema, entra e sai prefeito a situação não muda, a prefeitura deveria de ter tomado medidas para acabar com este fedor, ou então trocar a sede da prefeitura para próximo do local onde sai o cheiro ruim, quem sabe eles resolveriam o problema, ou para ver se aguentam o mau cheiro diariamente, relatam
Crônica
Novo Progresso não aprende nunca e repete os mesmos errosbuy dapoxetine online in uk to cure premature ejaculation. take dapoxetine to delay ejaculation. buy dapoxetine with free online consultation at buy viagra for women online. on this page, you can buy female viagra pills
O Novo Progresso não aprende com o Progresso. Se aprendesse, erros não se repetiriam. O Novo Progresso entra e sai prefeito que não aprende com o Novo Progresso , acha que a corrupção é o único de seus males. A roubalheira admita-se, é um dos males mais que lesam os cofres públicos. Mas há outros; A falta de competência para cargos públicos, pessoas despreparadas diante do poder como secretários municipais os cargos de confiança, escolha de seu vereador até o próprio gestor, que infelizmente se preocupam com sua imagem e esquecem-se de fazer a obrigação de casa que seria de resolver os problemas corriqueiros, que atormenta a vida do cidadão que paga seus impostos e não recebem nada em troca. Incompetência Pura.!
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981171217 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) (093) 35281839 E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br
De onde vieram os Índios Brasileiros?- O mistério dos índios brasileiros
Tribos amazônicas e do Cerrado e nativos da Oceania compartilham genes de população ‘fantasma’ que teria saído da Melanésia há milhares de anos
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Menino em uma aldeia xavante no Leste do Mato Grosso: descoberta de ancestral com ligações genéticas com populações da Oceania surpreendeu cientistas Foto: Fabio Rossi / Fabio Rossi
RIO – Há cerca de 20 mil anos, as Américas eram a última fronteira para a ocupação do planeta pelos humanos modernos (Homo sapiens). Então, uma ponte de gelo e terra uniu o Nordeste da Ásia ao Alasca, na região do atual Estreito de Bering, criando um caminho que permitiu aos primeiros colonizadores chegarem ao nosso continente. A cronologia desta migração e a identidade destas populações pioneiras, no entanto, ainda são objeto de muitos debates e dúvidas entre os cientistas. Nos últimos anos, diversos estudos morfológicos, genéticos, arqueológicos e linguísticos reforçam a tese de que este processo se deu em três grandes ondas, encontrando ligações entre os índios nativos americanos com grupos que habitavam e ainda habitam áreas que hoje compreendem a Sibéria, a Mongólia e o Leste da Ásia, no que ficou conhecido entre os especialistas como o “modelo paleoamericano”.
Mas duas novas pesquisas divulgadas em adiantamento nesta terça-feira pelas prestigiadas revistas científicas “Nature” e “Science” vêm complicar ainda mais este cenário do povoamento das Américas. Embora o estudo na “Science” corrobore em grande parte o chamado “modelo paleoamericano”, ele fornece uma cronologia mais precisa e indica uma importância maior da corrente migratória inicial dos siberianos na formação dos povos indígenas das Américas. Já o estudo na “Nature”, que contou com a participação de cientistas brasileiros, porém, identificou pela primeira vez uma contribuição genética significativa de uma população “fantasma”, desconhecida, mas relacionada aos atuais aborígenes australianos e nativos da Nova Guiné e das Ilhas de Andamã, ou seja, entre o Sudeste Asiático e a Oceania, na formação de pelo menos três tribos brasileiras: suruí e karitiana, da Amazônia e de língua tupi; e xavante, do Cerrado e de língua jê. Para piorar ainda mais a situação, esta contribuição parece estar misteriosa e praticamente ausente nos demais grupos nativos americanos analisados até agora tanto no Norte quanto no Centro e no Sul do continente.
— Realmente não esperávamos ver estes resultados — conta Tábita Hünemeier, professora do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva da USP e uma das coautoras do estudo publicado da “Nature”. — Esta contribuição dos melanésios (nome dado a um grande conjunto de povos da atual Oceania) nunca tinha sido aceita nos modelos sobre o povoamento das Américas e chegamos a duvidar do que estávamos vendo, mas, conforme fomos refinando nossas análises genéticas, os sinais ficaram cada vez mais fortes. Uma população não pode simplesmente desaparecer sem deixar uma marca genética nas subsequentes, e nosso estudo é o primeiro a mostrar isso.
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CONTRIBUIÇÃO DE UMA POPULAÇÃO DESCONHECIDA
Segundo os pesquisadores, suruís, karitianas e xavantes apresentam ao menos 2% de seu genoma vindos desta misteriosa e já extinta população de origem melanésia, provisoriamente batizada de “ypykuéra”, palavra tupi para “ancestral”. Esta proporção indica que a contribuição é muito antiga e que estes migrantes provavelmente chegaram às Américas, se não juntos, pouco antes ou depois dos “primeiros americanos” vindos da Sibéria. Eles teriam se mesclado durante o longo isolamento na chamada Beríngia, as terras em torno do atual Estreito de Bering, até que o derretimento das geleiras que tomavam o Norte do Canadá permitiu que se deslocassem cada vez mais para o Sul, chegando então à América do Sul e ao Brasil. Além disso, o fato de a sua contribuição genética estar presente tanto em povos de idioma tupi quanto jê, troncos linguísticos que se separaram há mais de seis mil anos, sugere que os ypykuéras ou seus descendentes miscigenados já estavam aqui antes disso.
— Montamos este cenário em cima de um resultado que outros pesquisadores não conseguiam explicar dentro do que era conhecido sobre o povoamento das Américas — explica Maria Cátira Bortolini, professora do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) e também coautora do estudo divulgado na “Nature”. — Sabíamos que os nativos americanos tinham esta herança siberiana clássica, mas mostramos que houve um estoque genético diferente, que também teria contribuído para a formação destes povos, de origem da Melanésia, que veio do Sul da Ásia e chegou à Beríngia talvez junto com os siberianos. Não estamos dizendo que houve uma conexão direta Austrália-América do Sul, mas que as populações que aqui chegaram eram muito mais diversas tanto morfologicamente quanto geneticamente do que se pensava. Minha expectativa é que estes povos eram uma mistura dos siberianos/beringianos clássicos com os ypykuéras, numa contribuição que pode ter sido pequena, mas importante nas populações indígenas de hoje da Amazônia e do Cerrado.
Agora, o grande desafio dos cientistas é descobrir mais detalhes sobre quem seriam os misteriosos ypykuéras, já que, levando em conta o cenário de miscigenação com os “primeiros americanos” siberianos na Beríngia, a contribuição genética total desta mistura na formação dos povos indígenas brasileiros pode chegar a 85%. E já existem fortes suspeitos: os parentes de Luzia, um dos mais antigos fósseis de humanos modernos já encontrados nas Américas. Datados em cerca de 11 mil anos, os restos de Luzia foram achados na região de Lagoa Santa, em Minas Gerais, em 1975. Desde então, diversos outros fósseis de antigos habitantes da área foram desencavados, muitos dos quais com traços morfológicos considerados por alguns cientistas similares aos hoje vistos nos aborígenes australianos e em outras populações melanésias. A esperança é que futuras análises genéticas destes restos, assim como de outros povos indígenas brasileiros e da América do Sul atuais e antigos, reforcem a tese de que o povoamento de nosso continente recebeu uma contribuição significativa dos ypykuéras.
— Se eu fosse indicar um ancestral comum para os povos indígenas brasileiros, seria na população de Luzia que eu pensaria em primeiro lugar — aposta Tábita. — Ela é a melhor candidata para esclarecer quem foi essa misteriosa população ypykuéras.
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por O GLOBO
por Cesar Baima
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Idoso volta a enxergar com olho biônico
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Nova prótese recupera visão de paciente que sofria de um problema incurável
Óculos que capta imagens e as envia para retina Foto: Divulgação/Second Sight
MANCHESTER, REINO UNIDO – Ela lembra óculos de realidade virtual, mas tem uma função crucial para a saúde. Cientistas desenvolveram uma prótese que atua como uma espécie de olho biônico e que já foi capaz de recuperar a visão comprometida de um idoso. O escolhido foi o britânico Ray Flynn, de 80 anos, que, durante uma cirurgia de quatro horas, recebeu o dispositivo. Ele funciona a partir de um implante em sua retina, que decodifica as imagens captadas por uma minicâmera de vídeo.
Com essa tecnologia, médicos conseguiram reverter, talvez pela primeira vez, um caso avançado de degeneração macular relacionada à idade (DMRI), uma doença incurável, mas bastante comum, que afeta cerca de 500 mil pessoas apenas no Reino Unido. No Brasil, o quadro é ainda mais acentuado: segundo dados da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, são quase três milhões com o problema no país. Trata-se de uma das principais causas de perda de visão, que compromete a independência do indivíduo em suas tarefas diárias.
NÃO ERA POSSÍVEL DISTINGUIR PESSOAS
Antes do procedimento, Flynn enxergava uma enorme mancha preta na parte central da visão, restando apenas a periférica para se comunicar com o mundo visível. Por causa disso, ele conta que já não conseguia distinguir pessoas. A operação foi realizada no Hospital Manchester Royal Eye, em junho. Desde então, o britânico vinha se recuperando e reaprendendo enxergar de uma nova maneira. Em entrevista, nesta terça-feira, ao jornal britânico “Telegraph”, ele garantiu que já consegue distinguir as feições diante de si.
— Consigo enxergar o rosto do meu irmão. E assistir ao jogo do Manchester United na televisão é mais fácil agora — comemorou o engenheiro aposentado. — Recuperei a visão central, coisa que não sabia o que era há oito anos. Nossos olhos são a coisa mais preciosa que temos.
O idoso acrescenta que, apesar da melhora, ainda precisa se readequar ao novo mecanismo.
— Meu cérebro ainda está se acostumando com o que está acontecendo, mas me disseram que vou melhorar cada vez mais com o treino — comentou.
Uma minicâmera de vídeo, que fica no meio das lentes dos óculos biônicos, capta a cena na frente do indivíduo. Essa imagem é encaminhada, através de um fio, a um equipamento decodificador, que fica em sua cintura. Ali, ela é convertida em sinais elétricos, que voltam ao dispositivo e são transmitidos, sem fio, a um implante acoplado na retina. Esses sinais são recebidos e encaminhados ao cérebro, que precisa reaprender a interpretar os padrões de cores e luz, num processo de treinamento.
CAUSA COMUM DE PERDA DE VISÃO
Existem duas formas de DMRI: úmida e seca. Essa segunda é responsável por 90% dos casos, e foi a que afetou o britânico. Nela, há o acúmulo de proteína e gordura na retina, levando o indivíduo a perder a visão central, mas manter a periférica. As causas desse processo ainda são desconhecidas, embora a idade e causas familiares estejam entre os fatores de risco.
— No mundo ocidental, a DMRI seca é principal causa de perda de visão. Infelizmente, com o envelhecimento da população, ela se tornará ainda mais frequente — destacou o oftalmologista Paulo Stanga, professor da Universidade de Manchester, responsável pela operação em Flynn.
Desenvolvido pela empresa americana Second Sight, o olho biônico já foi usado para restaurar a visão de indivíduos que sofriam de uma doença rara, conhecida como retinite pigmentosa. Mas ainda não havia sido testado em casos de degeneração macular. Paulo Stanga comemorou os resultados bem-sucedidos.
— O progresso de Flynn é realmente notável, ele está enxergando o contorno de pessoas e objetos de maneira muito eficaz — afirmou Stanga. — Acredito que pode ser uma nova era para pacientes com perda de visão.
por O GLOBO
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Bolsa Família chega para 872 mil famílias paraenses
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MDS enviou ao Pará R$ 163,003 milhões para complementar a renda das famílias
Os beneficiários do Bolsa Família do Pará começaram a sacar na última segunda-feira, 20, o pagamento referente ao mês de julho. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) destinou ao Estado, neste mês, R$ 163.033.414,00 para complementar a renda de 872.964 famílias – era 870.897 no mês passado. O pagamento segue até o dia 30 deste mês.
O benefício é pago nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. Para saber em que dia sacar o dinheiro, a família deve observar o último dígito do Número de Identificação Social (NIS) impresso no cartão. Para cada final do NIS, há uma data correspondente por mês que indica o primeiro dia em que a família pode fazer o saque. Os recursos ficam disponíveis para saque durante 90 dias.
No geral, o Pará é o sétimo Estado com o maior número de beneficiários (872,96 mil), atrás da Bahia (1,78 milhão), São Paulo (1,41 milhão), Minas Gerais (1,12 milhão), Pernambuco (1,11 milhão), Ceará (1,06 milhão) e Maranhão (968,87 mil). Em todo o País, serão pagos R$ 2,3 bilhões em julho para complementar a renda de 13,82 milhões de famílias.
Proporcionalmente, o valor médio pago a cada família beneficiária no País é de R$ 167,15. No Pará esse valor chega a ser bem mais alto: R$ 186,76 – sétima maior média dentre os Estados, sendo superado apenas pelos valores alcançados no Acre (R$ 239,88), Amazonas (R$ 205,75), Amapá (R$ 200,51), Maranhão (R$ 193,00), Piauí (R$ 189,22) e Roraima (187,99).
No entanto, na comparação com o mês anterior, o valor médio por família no Estado registrou uma pequena redução. Em junho, o valor por família no Pará era de R$ 187,17, resultante do repasse de R$ 163.008.176,00 para 870.897 famílias. Dentre os municípios paraenses, Belém responde pela maior parcela de famílias beneficiárias. São 99.761 famílias que dividirão esse mês uma fatia de R$ 14,85 milhões – média de R$ 148,88 por família. Na sequência aparecem Ananindeua (35.777 famílias e R$ 5,14 milhões), Santarém (27.919 e R$ 4,82 milhões), Cametá (18.643 e R$ 3,66 milhões), Castanhal (18.502 e R$ 2,54 milhões), Marabá (17.734 e R$ 3,12 milhões) e Bragança (15.097 e R$ 2,81 milhões).
EXTRATO
Ao sacar o Bolsa Família, o beneficiário deve ficar atento ao extrato de pagamento. Por meio dele, o governo federal envia mensagens importantes com recomendações para as famílias, como a necessidade de atualizar o cadastro ou o eventual descumprimento de condicionalidades do programa, que exige frequência às aulas e a manutenção das cadernetas de vacinação em dia, por exemplo.
Para entrar no programa, a família precisa ter seus dados registrados no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. O cadastramento é feito somente pelas prefeituras, que também devem orientar as famílias. Podem ser selecionadas para participar do benefício as famílias com renda mensal por pessoa de até R$ 77, mesmo que não tenham gestantes, crianças ou adolescentes na família; e famílias com renda familiar mensal por pessoa entre R$ 77,01 e R$ 154 e que tenham gestantes, crianças ou adolescentes em sua composição.
A prioridade na seleção de beneficiárias é dada a partir das informações de renda mensal por pessoa e pela quantidade de crianças e jovens com idade de 0 a 17 anos na família. A inscrição da família no Cadastro Único não garante a entrada automática no Bolsa Família.
Mas ao se inscreverem no Cadastro Único, elas podem ter acesso a outros programas sociais, como o Pronatec (cursos para qualificação profissional); a Tarifa Social de Energia Elétrica; o Minha Casa Minha Vida; a Carteira do Idoso; as Cisternas; entre outros. E, se a família estiver dentro das regras, ela pode fazer parte de mais de um programa — por exemplo, ser do Bolsa Família e ter uma pessoa matriculada em cursos do Pronatec.
Por: O Liberal
Foto: Divulgação
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Dilma, agora, dá aval à redução da meta fiscal, que pode cair a 0,15% do PIB
Presidente pretendia esperar mais um pouco antes de rever os valores
BRASÍLIA – A contragosto, a presidente Dilma Rousseff deu o sinal verde para que a equipe econômica reduza imediatamente a meta de superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública), o que deve ser anunciado nesta quarta-feira, quando será divulgado o relatório de receitas e despesas do terceiro bimestre.
A presidente Dilma Rousseff – Jorge William / Agência O Globo
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Nos últimos dois dias, a presidente analisou com os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, o desempenho da arrecadação tributária até agora. Concluiu que um esforço fiscal de R$ 66,3 bilhões, ou 1,13% do PIB em 2015, não é mais possível. As reuniões para tratar do assunto se estenderam até tarde da noite desta terça e, segundo fontes, os cálculos apontavam para um superávit primário de 0,15% do PIB, com um corte adicional de gastos.
Segundo interlocutores, Dilma resistiu e estava alinhada com Levy, que queria esperar um pouco mais antes de rever a meta. No entanto, a presidente mudou de posição após ouvir de técnicos da equipe econômica que a manutenção de um superávit primário de 1,13% do PIB não seria viabilizada apenas com uma estimativa maior de receitas extraordinárias.
Seria preciso também fazer um forte contingenciamento adicional de despesas. Esses gastos já receberam uma tesourada de quase R$ 70 bilhões em 2015. Diante disso, o novo relatório bimestral de receitas e despesas deve trazer estimativas já considerando uma meta de superávit primário mais baixa. Também é possível que seja enviado logo ao Congresso o próximo passo: um novo projeto de lei propondo a diminuição do esforço fiscal para o ano.
Segundo um auxiliar, a presidente Dilma demonstrou preocupação em contar com um valor excessivo de receitas extraordinárias que, no futuro, poderiam levar o governo a ser acionado por manobras fiscais, como já está ocorrendo no Tribunal de Contas da União (TCU) em relação às contas de 2014, por causa das “pedaladas”.
Com isso, prevaleceu no Palácio do Planalto o argumento defendido pelo Ministério do Planejamento de que era preciso sinalizar o mais rapidamente possível ao mercado que o resultado de 1,13% do PIB não será atingido. Levy não se opunha à redução, mas queria que esta ocorresse mais à frente, para dar ao governo tempo de buscar receitas. Assim, o resultado do ano ficaria o mais próximo possível da meta, de acordo com essa visão.
LEVY INDICA QUE HÁ ESPAÇO PARA CORTAR DESPESAS
Para evitar a leitura de que a redução da meta representaria sua derrota, Levy desceu nesta terça-feira ao comitê de imprensa para uma conversa de quase meia hora com os jornalistas, quando tentou justificar sua posição, sinalizando nas entrelinhas que a meta seria ajustada, mas sem descontinuidade da atual política econômica. Sem confirmar se o esforço fiscal seria reduzido, disse que uma mudança de meta não significa o fim do ajuste e ressaltou que os números precisam ser tratados com realismo.
Segundo Levy, o cenário econômico mudou, e o governo estaria avaliando todos os indicadores para conduzir a política econômica com “vigor e realismo”. O ministro reiterou que é ilusão acreditar que a redução da meta levará ao fim do ajuste fiscal e destacou que o assunto estava sendo tratado pelo governo “com responsabilidade, transparência e harmonia”.
— O que a gente tem que fazer, agora, é trabalhar para retomar o crescimento. (…) Qualquer coisa que a gente faça tem que ser no contexto de continuar construindo as condições para o crescimento. Mudar a meta não significa que acabou o ajuste. Vai ter que continuar fazendo o ajuste e acelerar as medidas de crescimento — afirmou Levy. — A gente tem que continuar trabalhando na economia. Se a meta é A, B, C ou D, ela é o que a gente acha que é realista, factível.
O ministro da Fazenda disse que o governo continuará perseguindo novas fontes de receita e também indicou que ainda há algum espaço para cortar despesas. Nos bastidores, a negociação em torno do novo relatório considerou cortes entre R$ 10 bilhões e R$ 20 bilhões. Segundo ele, “com discricionalidade”, há margem para enxugar gastos.
— Tem de fazer um trabalhinho de contingenciamento. Tem de fazer o que tem de fazer. Talvez tenha de cortar um pouquinho de despesa e pronto. Eu não sei se vai ser expressivo. A situação não está tranquila. Tenho sinalizado isso com meu jeitinho. Vamos tomar as medidas que achamos que são cabíveis. Sem muito drama — disse o ministro.
‘ALGUÉM ESTÁ ACHANDO FÁCIL?’
Perguntado se defendia a manutenção da meta em 1,13% do PIB, Levy afirmou que nunca se expressou sobre esse assunto. E quando questionaram se reduzir esse objetivo não seria uma sinalização negativa para o mercado, o ministro respondeu:
— Depende da estratégia do que você está construindo. Fácil, a situação não é. Alguém está achando fácil? A gente já disse que é fácil? (…) A gente está fazendo tudo direitinho. A gente explica por que caiu a receita. A gente vai conduzindo as coisas de forma bem transparente.
Levy frisou que o relatório refletirá a realidade, ou seja, o que aconteceu com as receitas. O governo perdeu mais arrecadação que o esperado por causa da recessão econômica. Só no último bimestre, a diferença entre a arrecadação prevista no Orçamento e a efetiva chega a R$ 13 bilhões.
O ministro disse ainda que o relatório considerará “alguma coisinha” dos bilhões que devem entrar nos cofres públicos por causa da abertura de capital da Caixa Seguradora e do IRB (ex-Instituto de Resseguros do Brasil). Os recursos representam parte das receitas extraordinárias que o governo espera arrecadar para fechar as contas.
— A mensagem é que a gente continua tendo uma estratégia fiscal que responde a circunstâncias, mas garante os nossos objetivos, tá certo? É uma composição, como sempre. A economia desacelerou não tanto por causa do ajuste, mas por coisas que já haviam (ocorrido). E agora a gente está tomando as medidas cabíveis para fazer a travessia. Estamos fazendo tudo que é necessário para esta meta — disse Levy, ao se referir ao objetivo de 1,1% do PIB.
Os ministros Nelson Barbosa, do Planejamento, e Joaquim Levy, da Fazenda, durante cerimônia em comemoração aos 50 anos do Conselho Monetário Nacional – Fabio Rossi / Agência O Globo/10-4-2015
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O Globo-por Martha Beck, Gabriela Valente, Geralda Doca e Simone Iglesias
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Após estimar perdas de US$ 2 bilhões, procurador pede suspensão de novos financiamentos do BNDES
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Em representação entregue ao TCU, Marinus Marsico pede investigação sobre eventual gestão temerária no banco
BRASÍLIA – O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) — uma divisão especial do Ministério Público da União — pediu a suspensão de novos financiamentos do BNDES para obras realizadas por empreiteiras brasileiras no exterior. Em representação entregue ao tribunal, o órgão estimou potenciais perdas de US$ 2 bilhões com esses financiamentos — as operações somam, ao todo, US$ 12 bilhões.
O Ministério Público pede que o TCU apure se os gestores do BNDES praticaram gestão temerária. Também solicita que seja investigado se agiram de acordo com a lei ao negarem a acesso aos contratos, alegando a existência de sigilo.
— É uma estimativa (o valor das perdas). Pode ser mais, pode ser menos, dependendo do que está nesses contratos. Até o momento, o BNDES não nos fornece os detalhes — explicou o procurador Marinus Marsico.
Segundo o Ministério Público junto ao TCU, houve irregularidades, por exemplo, nos juros cobrados em financiamentos feitos com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). As taxas aplicadas, informa a representação, estão abaixo da inflação e não preservam o valor dos recursos emprestados, contrariando a Constituição.
Outro ponto questionado é que os serviços financiados podem ter sido classificados indevidamente como exportações de serviços, de forma a permitir os empréstimos. Além disso, entende que faltam critérios ao BNDES para a concessão dos financiamentos.
Prédio do BNDES, no Centro do Rio – Mônica Imbuzeiro / Mônica Imbuzeiro
A representação também diz que 11 países sem grau de investimento – uma espécie de selo de bom pagador — receberam empréstimos. Quatro deles — Angola, Argentina, República Dominicana e Venezuela — representam 81,6% dos valores financiados, segundo estimativas do Ministério Público feitas a partir de dados públicos do BNDES. Isso significa, na avaliação do procurador, que os cofres públicos estão expostos a elevado risco de crédito.
PORTO DE MARIEL ERA FOCO DA INVESTIGAÇÃO
A investigação começou em novembro passado e tinha como foco o Porto de Mariel, em Cuba, obra realizada pela empreiteira brasileira Odebrecht. Depois, a investigação foi estendida a outros contratos. Ainda não foi escolhido um ministro no TCU para relatar o caso. O cálculo das perdas estimadas pelo MP foram feitos a partir de dois contratos na República Dominicana. Com os dados dessas obras, foram feitas estimativas para outros 539 contratos de financiamento à exportação de serviços de engenharia.
O BNDES diz que não foi notificado e que, por isso, não faria comentários sobre o assunto. Em nota, o banco frisa que o uso do FAT Cambial como funding das operações de apoio à exportação foi definido pela lei 9365, de 16 de dezembro de 1996. “É essa construção institucional do Estado brasileiro que tem permitido ao BNDES oferecer às nossas empresas taxas de juros nos seus créditos à exportação que estão em linha com aquelas praticadas por outras agências de crédito à exportação de países concorrentes”, diz a nota. “O retorno dos empréstimos permite que o BNDES reaplique os recursos em novos financiamentos, gerando emprego e renda no Brasil”.
O Globo/por André de Souza
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STF confirma veto de Dilma ao reajuste dos servidores do Judiciário
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O reajuste foi aprovado no mês passado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. O governo afirma que não há recursos para pagar a recomposição. Segundo estimativas do Ministério do Planejamento, o reajuste acarretaria impacto superior a R$ 25 bilhões em quatro anos, nas contas públicas.
O anúncio de que o reajuste seria vetado devido à atual crise econômica provocou várias manifestações de servidores do Judiciário em frente ao Palácio do Planalto. Hoje, por volta das 10h, os manifestantes iniciaram um buzinaço e usaram cornetas para pressionar presidenta para sancionar o reajuste da categoria, cujo prazo terminou nesta terça-feira (21).
Agência Brasil
Editor Jorge Wamburg
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Brasil leva a prata no vôlei de praia masculino, com Álvaro e Vitor
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Dupla paraibana perde para os mexicanos Juan Virgen e Rodolfo Ontiveros por 2 sets a 1
A dupla brasileira no pódio com a medalha de prata, ao lado dos mexicanos que conquistaram o ouro e dos cubanos que ficaram com o bronze – Matt Detrich / USA Today Sports
TORONTO — Álvaro Filho e Vitor Felipe tinham perdido apenas um set nos Jogos Pan-Americanos (para a Venezuela). Tirando isso, dominavam a competição. Mas a dupla número 22 do mundo parou na força dos mexicanos Juan Virgen e Rodolfo Ontiveros, com rodagem em Circuito Mundial (19º da listagem da Federação Internacional). Apesar de muito esforço, saíram derrotados pelo placar de 2 a 1, parciais de 21/18, 13/21 e 8/15, em sua primeira edição do Pan. Assim, levaram a medalha de prata.
Dessa forma, o Brasil não conseguiu manter a rotina de ouros no vôlei de praia masculino nessa competição. Em 2011, foi primeiro lugar com Alison “Mamute” e Emanuel. Na edição anterior, no Rio de Janeiro, os vencedores foram Ricardo e Emanuel. Em 2003, o país teve a prata, com Luizão e Paulo Emílio, e o mesmo aconteceu em 1999, primeira com o vôlei de praia, com Adriano Dias e Luis Barbosa da Silva. Franco e Roberto Lopes foram bronze em Winnipeg.
A segunda colocação no Pan foi inédita na carreira da dupla, e se junta aos dois vice-campeonatos mundiais sub-21, em 2009 e 2010, e ao tricampeonato brasileiro na mesma categoria, em 2008, 2009 e 2010. Com o medalhista de ouro de Atenas 2004, o baiano Ricardo, Álvaro foi vice-campeão do Mundial na Polônia, em 2013, e eleito melhor jogador. Foi a revelação daquele ano no Circuito Mundial.
Vitor tem como principais conquistas, além das que conseguiu com Álvaro, os Grand Slams de Berlim, na Alemanha, com Alison “Mamute”, e de Xiamen, na China, com Evandro.
por Globoesporte.com
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Cunha muda o tom, segue Temer e diz que há apenas uma ‘crisezinha política’
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Presidente da Câmara comentou pesquisa sobre queda de popularidade de Dilma e citou necessidade de haver mudanças
BRASÍLIA – Em uma das declarações mais amenas em relação ao governo após ser citado na delação premiada do empresário Júlio Camargo, o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) concordou com o termo “crisezinha política”, usado pelo vice-presidente da República, Michel Temer, para definir o clima entre o presidente da Casa e o Palácio do Planalto. Ele endossou as palavras do vice de que não existe uma crise institucional no Brasil:
— A palavra crise institucional é muito forte, muito dura. Ele (Michel Temer) tem razão. Ele não está diminuindo o papel de nenhuma situação — disse.
Com outro comportamento em relação às investigações da Operação Lava-Jato, esta foi a primeira vez que Eduardo Cunha evitou falar das denúncias relacionadas a ele. Quando questionado, se limitou a dizer que, agora, só responde a perguntas sobre política. Os assuntos relacionados às investigações da Operação Lava-Jato serão tratados por seus advogados.
— Eu só falo de política. Eu não falo sobre esse assunto mais. Se quiserem mais informações procurem o Dr. Fernando (se referindo a seu advogado Antonio Fernando de Souza) . Ele está à disposição.
Mesmo sem ser questionado sobre o levantamento realizado pela CNT/MDA, que identificou que 62,8% dos entrevistados são favoráveis ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, Cunha citou a pesquisa e adiantou que o tom da conversa com o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), em um almoço realizado nesta segunda-feira, foi para avaliar o novo cenário exposto e trilhar o caminho a ser traçado pelo PMDB no próximo semestre, mas excluiu sua vontade pessoal, afirmando estar pensando no bem do partido:
— A minha militância pessoal não tem nada a ver com a minha militância dentro da Câmara. Com a divulgação dessa pesquisa a gente vê que realmente alguma coisa tem que ser mudada. É mais uma constatação que as coisas não estão caminhando bem — enfatizou.
Depois de cancelar a viagem que faria na manhã desta terça-feira a São Paulo para se reunir com o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), Eduardo Cunha esteve na Casa para tratar de assuntos internos e administrativos. A Câmara dos Deputados passa por reformas e adaptações de espaços internos. De acordo com ele, a mudança na programação foi por questões particulares, mas afirmou que pretende remarcar o encontro para a próxima segunda-feira, quando estará na capital paulista para um almoço do Grupo de Líderes Empresariais (LIDE).
Cunha pretende encontrar com Alckmin para conversar sobre o pacto federativo e o ICMS:
— Eu queria ouvi-lo porquê ele tem essas notas qualitativas que foram feitas no fim do ano. E eu estou estudando o pacto federativo e a proposta que tem de ICMS para poder tomar uma posição — explicou.
Sobre as pautas que devem ser tratadas na primeira semana de agosto, no retorno do recesso parlamentar, estão discussões sobre o pacto federativo; FGTS, a finalização da PEC da reforma política, o segundo turno da maioridade penal e as Contas do governo.
por Patrícia Cagni**(estagiária sob supervisão de Evandro Éboli)
O Globo
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Prestação de contas rejeitada pode barrar ex-prefeita Madalena Hoffman
Veterana na política, primeira dama por duas vezes e prefeita por um mandato, a ex-prefeita Madalena Hoffman (PSDB) corre o risco de ficar de fora da disputa no próximo ano, após decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que barrou candidatos que tiveram as contas da campanha rejeitadas. Madalena não pode concorrer uma vaga na Assembleia Legislativa do Pará por falta da certidão eleitoral. A decisão não inclui o companheiro de chapa candidato a vice pelo (PMDB) o Radialista Edio Rosa.
As contas de foram rejeitadas pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) ano passado. Ele recorreu ao TSE. Conforme a legislação vigente e advogados especializado em Legislação Eleitoral, hoje, Madalena teria sua candidatura impugnada.
O TSE diz ter pelo menos 21 mil políticos na mesma situação de Madalena Hoffman (PSDB) no País. “É dez vezes mais gente que os atingidos pela Lei da Ficha Limpa”.
Rejeição
Processo nº. 351-75.2012.6.14.0091
Prestação de Contas de Campanha – Eleições 2012.
Candidato (a): MADALENA HOFFMANN
Candidato (a) ao Cargo de PREFEITA (A)
S E N T E N Ç A
Tratam-se os presentes autos de prestação de contas apresentada pela Senhora Madalena Hoffmann – Candidato (a) ao Cargo de PREFEITA (A) nas eleições municipais de 2012 de Novo Progresso/PA, pelo PARTIDO PSDB, com a finalidade de demonstrar como ocorreu a arrecadação e aplicação dos recursos em sua Campanha Eleitoral/2012.
Em seu relatório conclusivo (fls. 376/380), a unidade técnica manifestou-se pela NÃO PRESTAÇÃO DAS CONTAS, pois as mesmas estão desacompanhadas de documentos que possibilitem a análise dos recursos arrecadados e dos gastos de campanha.
Instado a se manifestar, o Representante do Ministério Público Eleitoral, através do parecer de fls. 381, posicionou-se pela NÃO PRESTAÇÃO DAS CONTAS apresentadas.
É o relatório. Passo a decidir.
A Resolução TSE nº 23.376/2012 preconiza que candidatos a cargos eletivos, Partidos Políticos e Comitês Financeiros deverão prestar contas alusivas à arrecadação e aplicação de recursos na campanha eleitoral. Ressalta-se que a referida Resolução foi alterada pela Resolução TSE nº 23.382/2012, conforme decidido na Instrução nº. 154264 (Inst) – DF, RES. De 28/06/2012, Relator Min. Arnaldo Versiani Leite Soares, a qual exclui do art. 52 o § 2º, transformando o § 1º em parágrafo único.
Compulsando os autos, infere-se que o (a) candidato (a) NÃO JUNTOU OS DOCUMENTOS QUE POSSIBILITEM A ANÁLISE DOS RECURSOS ARRECADADOS E DOS GASTOS DE CAMPANHA, de acordo com o disposto no § 1º do art. 51 da Res. do TSE 23.376/2012.
Ante o exposto, acolhendo o parecer do Ilustre Representante do Ministério Público Eleitoral, com fundamento no artigo 45, § 2º c/c 51, inciso IV da Resolução TSE nº 23.376/2012, DECIDO PELA NÃO PRESTAÇÃO DAS CONTAS EM TESTILHA.
Dê-se ciência ao Ministério Público Eleitoral.
Publique-se em Cartório. Registre-se.
Após o trânsito em julgado, ARQUIVE-SE.
Novo Progresso/PA, 30 de Julho de 2013.
IRAN FERREIRA SAMPAIO
Juiz Eleitoral da 91ª ZE-PA
A decisão do meritíssimo juiz eleitoral de Novo Progresso DR. Iran Ferreira Sampaioem condenar por não prestar contas em 2012 a ex-prefeita Madalena foi amparada em decisões do TSE. “A não apresentação da documentação exigida (…) é falha grave e compromete a análise das contas, uma vez que impede o efetivo controle da Justiça Eleitoral sobre as doações estimadas recebidas.
Dr. Iran Ferreira Sampaio
“Pela decisão , quem teve contas reprovadas perde a quitação eleitoral, mesmo com recurso pendente”. “O Direito Eleitoral tem uma particularidade –nele, os recursos não têm efeito suspensivo, ou seja, a decisão segue valendo até que haja julgamento em instância superior.”
A condenação deveu-se a um esquecimento. “As prestações de contas da campanha eleitoral de 2012 foi apresentada sem documentos para analise , fato considerado sem prestação Pela justiça.
Registros
Em 2014 a ex-prefeita Madalena Hoffman tentou disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Pará e teve sua candidatura indeferida pela ausência da certidão eleitoral.
O Ministério Público Eleitoral pediu a cassação da candidatura de Madalena ao TRE e, depois, ao TSE. Para não ser sentenciada sobre o caso em Brasília, as eleições foram realizadas, e Madalena saiu da disputa.
O julgamento pela não prestação ocorreria quando não apresentadas as contas após a notificação a que se refere o art. 27, § 4º, e implicava o impedimento de o candidato obter a certidão eleitoral até o final da legislatura ou até a efetiva apresentação.
As resoluções que regeram as eleições de 2010 (Res.-TSE nº 23.217) e 2012 (Res.-TSE nº 23.376) repetiram a sistemática adotada pela Res.-TSE nº 22.715/2008 no tocante aos prazos. Assim, para o pleito de 2012, os candidatos tiveram de prestar contas até 6.11.2012 (ou 27.11.2012 para os que concorreram ao segundo turno). Não observado esse prazo, deveriam ser notificados para prestarem em até 72 horas, sob pena de terem as contas julgadas não prestadas e ficarem sem quitação eleitoral.
A Res.-TSE nº 23.376/20123, que disciplinou a prestação de contas nas eleições de 2012, trouxe como principal inovação a “exigência de aprovação das contas eleitorais para a obtenção de certidão e, consequentemente, do próprio registro de candidatura”, consoante ensinam Diana Câmara e Virgínia Pimentel4.
Entretanto, a Res.-TSE nº 23.382/2012 alterou a Res.-TSE nº 23.376/2012 com a exclusão do § 2º do art. 52, o qual disciplinava que o candidato que tivesse suas contas desaprovadas pela Justiça Eleitoral estaria impedido de obter certidão de quitação eleitoral, e com a transformação do § 1º em parágrafo único.
Dessa forma, com essa decisão, a desaprovação de contas de campanha não impede a obtenção de certidão de quitação eleitoral. Entretanto, ressalta-se que o entendimento não está sedimentado, podendo ser alterado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Megalle (Chefe da casa civil) ex -prefeita Madalena Hoffman.em vista recente a Novo Progresso
Após o julgamento das contas como não prestadas, o candidato omisso ficará pos quatro anos sem poder obter quitação eleitoral (art. 58, II, da Res. TSE nº 23.406), o que lhe imporá restrições no exercício de alguns direitos, incluindo a impossibilidade de concorrer nos pleitos eleitorais de 2016 e 2018, já que a quitação eleitoral está englobada como uma das condições exigidas para o registro de candidaturas. Caso nos quatro anos da sanção o candidato não venha a prestar contas, a sanção perdurará até que ele venha a apresentá-las.
Já os partidos políticos omissos, perderão o direito ao recebimento de quotas do Fundo Partidário, aplicando-se a perda à instância partidária (nacional ou regional) que deixou de prestar contas.
Madalena teve o processo tramitado e julgado e perdeu prazo para recurso, tenta traves de seu advogado um recurso especial, conforme consta no processo junto ao TRE-PA, mas não se sabe o desfecho final. Se a situação persistir Madalena ficara inelegível ate para próxima eleição.
Além deste problema eleitoral a ex-prefeita ainda enfrenta outros processos por improbidade junto ao TCM E MPF/PA, que também poderá atrapalhar um futuro pelito eleitoral, caso as decisões ocorra antes da eleição de 2016.
Madalena ocupa o cargo de assessora especial junto ao governo do estado do Pará.
Por: Jornal Folha do Progresso com informações do TRE-PA