Exército abre vagas no Colégio Militar de Belém

Exército abre vagas no Colégio Militar de Belém (Foto: Reprodução Exército Brasileiro)

Os alunos interessados em cursar o 6º ano do Ensino Fundamental no Colégio Militar de Belém (CMBel), a partir de 2016, poderão se inscrever para as 42 (quarenta e duas) vagas abertas, conforme informação divulgada pelo Exército Brasileiro.

As inscrições acontecerão, presencialmente, no período de 10 de agosto e 11 de setembro do corrente ano, na Escola de Governo do Estado do Pará (EGPA), sede do CMBel, situada na Avenida Almirante Barroso, nº 4348 – Souza, em frente ao quartel do 2º Batalhão de Infantaria de Selva, das 9h às 11h e das 14h às 16h.

Para a inscrição, o candidato deve preencher os seguintes requisitos: ser brasileiro nato e; completar 10 (dez) anos até 31 de dezembro de 2016 ou ter menos de 13 (treze) anos em 1º de janeiro de 2016. As inscrições devem ser efetuadas pelo responsável legal do candidato e a taxa terá o valor de R$ 90,00 (noventa reais).

O Exame Intelectual de Matemática será realizado no dia 11 de outubro e o de Português, no dia 8 de novembro do corrente ano. Informações adicionais e outros documentos referentes ao Concurso de Admissão poderão ser obtidos no Manual do Candidato no site do Comando Militar do Norte. A cota mensal escolar do CMBel será em torno de R$ 200,00 (duzentos reais).

Sobre o CMBel

O Colégio Militar de Belém (CMBel) será o 13º Estabelecimento de Ensino do Sistema Colégio Militar do Brasil (SCMB), que atende a 15 mil jovens em todo o País. A inauguração do Colégio será no dia 12 de janeiro de 2016, durante as comemorações dos 400 anos da Capital Paraense.

A partir de 2017, está previsto um crescimento gradativo do número de alunos. Em sua plenitude, o Colégio Militar de Belém oferecerá vagas do 6º Ano do Ensino Fundamental ao 3º Ano do Ensino Médio, com um total de aproximadamente mil discentes. Tradição e qualidade de ensinoA instalação do CMBel em Belém é prioridade para o Exército Brasileiro na região da Amazônia Oriental, área do território brasileiro com elevada importância estratégica.

(com informações do Exército)

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Cientistas políticos discutem saídas para a crise

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Da pauta-bomba no Congresso, passando pelas contas que o TCU julgará, veja os pontos que andam sufocando o governo

RIO e SÃO PAULO – A prisão de José Dirceu feriu o PT. Com novas delações, a Polícia Federal se aproxima de Lula e do Planalto. A provável denúncia à Justiça do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, deixará o ambiente ainda mais tumultuado no Congresso. Desde que foi acusado, Cunha patrocinou a votação da chamada “pauta-bomba”, conjunto de medidas que ameaça desfigurar o ajuste fiscal e aprofundar a crise econômica que o país atravessa. A crise se acentuou, com dados que mostram piora no emprego, renda e inflação, afetando o poder de compra. O país corre o risco de perder o grau de investimento, o que provocaria fuga de investidores e aprofundaria a crise. Para piorar, o TCU julgará as contas de Dilma de 2014 e a tendência é a rejeição em razão das chamadas “pedaladas fiscais”, quando o governo melhora artificialmente as contas. As contas serão votadas no Congresso, o que pode dar argumento para o impeachment.

Insatisfeitos com o governo, PDT e PTB, que somam 44 deputados, anunciaram o desembarque da base aliada na Câmara. Sem eles, a sustentação política fica ameaçada, e o governo tende a sofrer mais derrotas. Rompido com o governo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, arquivou quatro pedidos de impeachment apresentados na Casa contra a presidente Dilma Rousseff. Agora, nove pedidos estão na Câmara. No dia 15 de março, houve manifestação contra o governo Dilma. No dia 12 de abril, a adesão foi menor. Agora, os grupos críticos à gestão petista convocam novo protesto para este mês. O governo e o PT sofrem com panelaços e o Datafolha mostrou que Dilma tem 71% de reprovação. Diante da crise política e econômica que assola o governo, O GLOBO ouviu seis cientistas políticos que discutiram saídas para o momento conturbado que vive o país.

Veja, abaixo, o diagnóstico de cada especialista:

Roberto Romano, cientista político da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp):

— A saída é a saída de emergência. Com o atual nível de popularidade da presidente Dilma Rousseff (71% da população desaprovam o governo, segundo a última pesquisa do Instituto Datafolha), não há engenharia política que possa resolver este problema. A saída seria um pacto político de todos os partidos representados no Congresso Nacional com a sociedade, no sentido de garantir o funcionamento normal das instituições. Fora esse pacto de governabilidade, não vejo o que fazer. Tudo indica que estamos caminhando para um processo de impeachment da presidente Dilma, mas isso não é uma saída. O impeachment trará divisões gravíssimas na sociedade brasileira e não garantirá o próximo governo, possivelmente liderado por Michel Temer. Não seria uma situação diferente da de hoje. E o Temer representa só uma parcela do PMDB, sobretudo o PMDB paulista. A pauta que se instalou no Congresso Nacional vai continuar em curso, dada a fraqueza da economia atual e também a fraqueza da União. Um presidente que assuma sem ter sido eleito (como cabeça de chapa), nessas condições, pode piorar, e muito, a crise atual. A situação ficaria ainda mais grave.

Francisco de Azevedo, cientista político da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar):

— O governo está totalmente encurralado no Congresso, com baixa popularidade e com a base partidária completamente esgarçada. Uma das possíveis saídas seria reunificar a base no Congresso Nacional, ainda que isso resulte em ter a minoria na Casa. A crise é muito ampla e extrapola as possibilidades de reação do Executivo, envolve várias forças políticas. À esta altura, é impraticável a proposta de diálogo nacional, nos termos que tentou sugerir o governo, porque a possibilidade de diálogo com a oposição está totalmente inviabilizada. Talvez o caminho passe pelas forças políticas, independentemente do governo, para assegurar a governabilidade. É mais nesse sentido do que na ideia de a oposição sustentar o governo, depois de um acordo, através de pauta comum. É uma crise complicada, que vai demandar muita conversa no intuito de assegurar a governabilidade, de impedir que se extrapole a crise política e tenhamos uma crise institucional. Isso seria muito mais grave. A saída passa pelo Legislativo, não pelo Executivo, que está emparedado e totalmente sem capacidade de tomar iniciativas políticas.

Paulo Baía, cientista político da UFRJ:

“Tem de haver disposição de todos os setores para conversar. A fala de (Michel) Temer ontem (anteontem), pedindo união, foi muito prudente e muito lúcida. É preciso prudência, porque tudo que não queremos é que a crise política se torne uma crise institucional, senão é mudar a crise de patamar e colocar a democracia em risco. O Legislativo tem tido um ativismo belicoso em relação aos outros Poderes. Quando as bancadas não obedecem mais a seus líderes (na Câmara), você pode esperar qualquer coisa. Mas o Senado tem tido um papel de poder moderador: recebe as polêmicas da Câmara, guarda e esfria. Tem de haver essa disposição para conversar, senão fica todo mundo falando, e ninguém escuta ninguém, que é o que está acontecendo hoje. E com um elemento a mais: fora dos Poderes, há grupos na sociedade que têm tido função importante, têm sido microlideranças pelas redes sociais, na organização de manifestações. Esses grupos e a sociedade também precisam ser escutados e ter diálogo. E escutados em todos os seus desejos: na área econômica, por exemplo, o governo precisa tomar medidas que mostrem que está ouvindo também nessa área, como diminuir o tamanho (da máquina) do governo, um dos pontos que têm sido mais criticados.

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Ricardo Ismael, cientista político da PUC-Rio:

— O problema vem desde o início do ano, quando o governo lançou outro candidato à presidência da Câmara, contra (Eduardo) Cunha; a partir disso, só evoluiu. Ontem (anteontem), na votação da PEC 443 na Câmara, viu-se que não há mais controle da base. A questão nem é a pessoa na articulação política, mas como o modelo funciona. O governo Dilma toma decisões num grupo fechado, ensimesmado, formado ali pelo (ministro Aloizio) Mercadante, pelo (ministro Miguel) Rossetto… É preciso chamar a base também para decidir. Os deputados se sentem apenas cobrados, mas não se sentem participando das decisões. Eles têm o ônus, sem o bônus. É um problema de origem: o PT tem aliados, mas não quer se misturar a eles. Por que (Eduardo) Cunha não fica isolado? Porque o que expressa em relação ao governo é compartilhado por outros. Agora, para o governo sair da crise, precisa também buscar apoio na sociedade, e, para isso, precisa assumir sua responsabilidade. Até agora, o que fala é que fez tudo certo; a crise internacional e a Lava-Jato é que afetaram a economia. Tem de explicar melhor, senão mina a confiança da população. O problema não são as pessoas que não votaram na Dilma, mas as que votaram e acreditaram nela.

Fábio Wanderley Reis, cientista político e professor emérito da UFMG:

— Na verdade, a crise vai se consolidando. Havia uma expectativa de que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, tomasse algumas medidas, elas estão acontecendo agora, como podemos observar. A tendência é a crise se agravar e se atualizar. Há motivos reais para preocupação, não vejo truque capaz de resolvê-la. O que vejo de positivo é uma manifestação mais conciliadora, ainda que com reservas, por parte do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Lula acenou com uma conversa, que bem ou mal, apesar da reserva, Fernando Henrique respondeu positivamente. É fundamental conversar com ele para descapitalizar a crise. A materialização do ódio que resultou da última eleição é muito negativa para o país. Uma boa parcela do PSDB está agindo de maneira totalmente irresponsável e oportunista. Hoje, não acredito que haja base jurídica para o início de um processo de impeachment contra a presidente da República. Mas sabemos que existe um pedido da oposição em análise pelo Congresso, que conta com o apoio da base aliada do governo, que é uma base de araque. É possível que se acabe encontrando um tecnicismo jurídico que justifique isso. O resultado seria catastrófico para o país.

Emil Sobottka, professor de Ciência Política da PUC-RS:

— O mais viável agora para o governo é fazer a combinação de dois elementos. O primeiro é que acho que ele não escapa de uma reforma ministerial. Precisa abrir para outros nomes, isso se ainda encontrar gente que aceite ser governo neste momento. O outro elemento é negociar emendas parlamentares com os aliados. Essa combinação não é o ideal; o ideal seria reformar o que está na estrutura dos problemas ligados à corrupção, como o financiamento dos partidos, uma gestão profissional das estatais… Mas isso, neste momento, não é nem um pouco viável. Se o governo conseguir negociar ministérios e emendas, acredito que é possível uma saída. As ameaças de impeachment devem perder força: pelo lado do TCU (que analisa as contas de governo de Dilma), a tradição tem sido aprovar, no máximo, com ressalvas, e não reprovar; pelo lado das contas de campanha de Dilma (que podem ter recebido dinheiro de propina, segundo as denúncias na Lava-Jato), reprovar essas contas é um risco elevadíssimo para os outros partidos assumirem, podem ser atingidos também. E os problemas vindos de (Eduardo) Cunha também tendem a amenizar: com as denúncias contra ele, quem estava a seu lado para atacar o governo passa a se afastar; não vai querer ter a imagem contaminada pelas acusações.

O Globo por Alessandra Duarte, Thiago Herdy e Julianna Granjeia

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Exclusão do Pará em exportação de carne é tema de audiência

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Para deputado não há justificativas plausíveis para deixar o Pará e demais Estados de fora do acordo comercial

A Comissão da Amazônia e Integração Regional da Câmara Federal aprovou, na última quarta-feira, requerimento do deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA) no qual a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, será chamada para, em audiência pública, esclarecer os motivos do Pará não estar relacionado na lista de Estados que participarão do processo de exportação de carne bovina para os Estados Unidos.

O deputado se baseou em notícia no site do ministério, que deia 26 de junho último, informou que a ministra, reunida com representantes do governo norte-americano, relacionou apenas 14 unidades da Federação que estariam livres de febre aftosa e aptos para exportar carne bovina in natura àquele país. O Estado do Pará não constou da relação, no qual estão: Tocantins, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo e Sergipe.

Para Jordy não há justificativas plausíveis para deixar o Pará e demais Estados de fora do acordo comercial, já que estão cumprindo todos os protocolos sanitários exigidos. “Temos o terceiro maior rebanho bovino do país e é inaceitável que o Pará não participe deste importante processo de exportação”, afirmou o parlamentar, que afirmou ainda, que a não inclusão do Pará nas negociações, deixou a comunidade perplexa, sendo prejudicial ao País.

De acordo com o requerimento apresentado, o Pará recebeu em maio de 2014, o reconhecimento oficial de área 100% livre da febre aftosa, durante a programação da 82ª Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Paris, na França. Além do Pará, também alcançaram a certificação os estados de Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte.

Segundo informações da Gerência do Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa, o reconhecimento internacional do Pará por meio OIE, que concedeu a Certificação de Área Livre de Febre Aftosa, é decorrente de vacinação nas áreas que antes não tinham esse status sanitário – mais especificamente as regiões nordeste paraense, Baixo Amazonas e Ilha do Marajó (Áreas II e III).

Os 100 municípios que integram as regiões das Áreas II e III que receberam a certificação, e que juntos possuem 25% do total do rebanho paraense, ofertaram ao mercado mais de cinco milhões de cabeças aptas a serem comercializadas. Esse número, somado ao rebanho das regiões da Área I, que integra outros 44 municípios do sul e sudeste do Estado – que juntos detêm 75% da produção pecuária do Estado –, totalizam 20.893.720 milhões de cabeças distribuídas entre as 111.397 propriedades cadastradas no Pará.

A expectativa do Ministério da Agricultura é que em cinco anos, o Brasil consiga atingir 100 mil toneladas de carne bovina enviada para os Estados Unidos. Nos últimos 15 anos, os norte-americanos não compraram carne bovina in natura do Brasil, por conta de restrições sanitárias.

Por: O Liberal

Foto: Kátia Abreu/ Agência Brasi
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STF confirma poder da Guarda Municipal de multar motoristas

Ministros consideraram que fiscalização pode ser delegada pelos estados aos municípios

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por seis votos a cinco que as guardas municipais podem fiscalizar e multar os motoristas que forem flagrados cometendo alguma irregularidade no trânsito. O Ministério Público de Minas Gerais ingressou com ação para contestar essa autorização concedida pela justiça do estado aos municípios de Belo Horizonte. Para o MP, apenas o estado, por meio da Polícia Militar, pode sancionar os infratores. Contudo, a maioria dos ministros entendeu que o código de trânsito permite essa prática também pelos guardas.

Quando o julgamento no plenário da corte foi suspenso, o placar estava empatado, resultado que voltou a se repetir nesta quinta-feira, com metade dos ministros a favor do relator, ministro Marco Aurélio Mello. Ele defendeu que a ação das guardas municipais deveria ser limitado para os casos em que o patrimônio do município estivesse em risco, como em flagrantes de excesso de velocidade e veículos estacionados em local proibido.

Mas, Roberto Barroso considerou que poder fiscalização de trânsito pode ser delegado pelos estados aos municípios e que portanto poderia ser exercida por agentes que não são policiais, como os guardas. Ele teve o apoio de outros cinco ministros. Por isso, coube ao ministro Gilmar Mendes definir a votação acompanhando o voto de Barroso. Ele destacou a necessidade de articular a guarda municipal à polícia militar.

Outros 24 municípios também foram alvo desse mesmo tipo de ação. Essa determinação do Supremo também valerá para esses casos em que a guarda estiver impedida pela justiça de multar os motoristas.
Por: O Globo
Foto: Tarso Sarraf
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Eduardo Cunha arquiva 4 pedidos de processo para impeachment

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Arquivamento foi motivado por falta de requisitos formais, informou Câmara. Há ainda outros dez pedidos de afastamento à espera de análise

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), arquivou na madrugada desta quinta-feira (6) quatro pedidos de abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff que não cumpriam requisitos formais.

No final de julho, Cunha deu dez dias para que os autores adequassem os pedidos às regras exigidas pela Casa. De acordo com a Secretaria-Geral da Câmara, após o término desse prazo, quatro requerimentos de impeachment permaneceram sem os documentos necessários. Por isso, Cunha os arquivou – cabe ao presidente da Câmara analisar e, dependendo do caso, arquivar ou dar continuidade aos processos de impeachment do presidente da República.

Segundo a Secretaria-Geral, os pedidos arquivados não apresentavam requisitos como cópia do CPF do autor e autenticação do documento em cartório.

Ainda permanecem sob análise outros dez pedidos de investigação e afastamento da presidente, entre os quais o apresentado pelo Movimento Brasil Livre (MBL), que protocolou em maio um requerimento com 3 mil páginas e 2 milhões de assinaturas.

Se esses pedidos atenderem aos requisitos formais, Cunha vai analisar se os requerimentos reúnem os requisitos jurídicos para ser aceito, como apontamento de um crime de responsabilidade e apresentação de elementos e fatos para justificar a acusação.

Se o presidente da Câmara considerar que os requisitos jurídicos foram cumpridos, poderá “aceitar” os pedidos e encaminhá-los para análise de uma comissão. O colegiado precisa ser formado por ao menos um integrante de cada partido com representação na Casa. Essa comissão produzirá um relatório recomendando a abertura ou não do procedimento de impeachment.

Esse relatório, então, segue para o plenário da Câmara, ao qual caberá decidir se abre ou não o processo. Para instaurar o procedimento são necessários os votos três quintos da Casa (308 deputados).

Depois de aberto pela Câmara, o processo segue para o Senado, responsável por fazer o julgamento político do presidente da República. Eventual afastamento do chefe do Executivo exigiria os votos de três quintos (49) dos senadores.

PSDB

Em resposta ao apelo do vice-presidente Michel Temer por união nacional diante da crise política e econômica, os líderes do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), e na Câmara, Carlos Sampaio (SP), convocaram uma entrevista coletiva nesta quinta para dizer que defendem a realização de novas eleições presidenciais.

Nesta quarta (5), Temer afirmou que a situação do Brasil é “grave” e solicitou que “todos se dediquem a resolver os problemas do país”.

Para Cunha Lima e Sampaio, o julgamento das contas de campanha da presidente Dilma Rousseff pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é uma possibilidade para viabilizar a convocação de novas eleições antes de 2018, quando se encerra o mandato da presidente.

Em dezembro, o PSDB pediu ao TSE a cassação do registro eleitoral de Dilma. O principal argumento utilizado pelo partido é que a campanha petista teria sido financiada com dinheiro de corrupção, o que, segundo os tucanos, tornaria a eleição de Dilma “ilegítima”.

“Em razão da gravidade do problema que enfrentamos, só mesmo com novas eleições, em que o novo presidente fosse legitimado pelo voto, teríamos condições de transpor e construir um projeto nacional”, declarou Sampaio. “Não vamos construir solução para o país apenas nos muros do Congresso. Não será com com acordos e conchavos que acharemos saída para a crise”, afirmou o senador.

A Constituição Federal não prevê uma nova eleição direta para a substituição de um presidente eleito, cujo afastamento necessitaria de autorização do Supremo Tribunal Federal, mediante constatação de prática de ilícitos.

Indústria

As duas principais federações de indústrias do país – Fiesp, de São Paulo, e Fierj, do Rio de Janeiro – divulgaram nesta quinta uma nota de apoio ao apelo de união nacional do vice-presidente Michel Temer.

As entidades classificam a situação política e econômica como “a mais aguda dos últimos 20 anos”.

Sem mencionar a votação pela Câmara de projetos que elevam as despesas públicas, as duas federações afirmam na nota que o momento “é de responsabilidade, diálogo e ação para preservar a estabilidade institucional”.

“O Brasil não pode se permitir mais irresponsabilidades fiscais, tributárias ou administrativas, e deve agir para manter o grau de investimento tão duramente conquistado, sob pena de colocar em risco a sobrevivência de milhares e milhares de empresas e milhões de empregos”, diz o texto.

Senadores
No Senado, parlamentares fizeram apelos por responsabilidade e mencionaram projetos da chamada “pauta-bomba” aprovados na Câmara.

“A questão é de realidade: é que não há recursos para isso. Esse é o fato. Essa circunstância, devo dizer, também afeta expectativas a respeito da economia porque chega à área privada a ideia da desorganização total das finanças públicas, e isso leva os investidores para a retranca. E isso aprofunda o desemprego porque o não investimento compromete o crescimento futuro e compromete o emprego hoje. Porque investimento implica demanda de bens e serviços. Então, a situação é extremamente crítica”, afirmou o senador José Serra (PSDB-SP).

Para o senador Blairo Maggi (PR-MT), a economia será “muito mais” afetada se, em razão da crise política, o Brasil perder a nota das agências internacionais de avaliação de risco que colocam o país na categoria dos que são confiáveis para investimento.

“Uma das coisas que mais me preocupam neste momento, (…) na questão empresarial, na questão econômica do País, é o fato de que as ações que a Câmara toma hoje criam um ambiente muito ruim para os negócios do Brasil, o que significa uma redução na sua avaliação, na sua capacidade de pagamento, no grau de investimento, na nota que nós temos. Isso vai afetar muito mais a economia brasileira existente hoje”, afirmou o

A senadora Ana Amélia (PP-RS) criticou uma suposta tentativa de se levar ao agravamento da crise.

“Eu chamo a atenção exatamente para essa responsabilidade. Não adianta fustigar ou tentar provocar ainda mais, ou agravar ainda mais a situação que estamos vivendo. Nós precisamos assumir aqui uma responsabilidade enorme. […] Quanto mais cautela tivermos, melhor será para o país. Temos que tratar dessas questões com a responsabilidade que temos”, afirmou a senadora Ana Amélia (PP-RS).
Por: G1
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Panelaço é registrado em 21 estados e DF durante programa do PT na televisão

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Protesto foi ouvido em 21 capitais do Brasil; houve convocação em massa nas redes sociais

RIO – Veiculado na noite desta quinta-feira, o programa partidário do PT — que mostrou a presidente Dilma Rousseff dizendo que “sabe suportar pressões e injustiças” —, foi alvo de protestos em todas as regiões do país. Apesar de o fim da inserção, que durou 10 minutos, ironizar os panelaços, moradores de diversas cidades brasileiras bateram panelas ao mesmo tempo em que a propaganda do partido era exibida na TV.

Logo no início do programa, já se ouvia um forte panelaço em Copacabana e Botafogo, bairros da Zona Sul do Rio. Também na Zona Sul, o barulho foi forte na Gávea, Leblon, Lagoa, Jardim Botânico e Ipanema. No Humaitá, panelaço e buzinaços, com mais intensidade no momento da aparição da presidente Dilma, além de gritos contra a petista. Na Praça São Salvador, em Laranjeiras, houve panelaço e discussão entre críticos e defensores do governo Dilma. Também houve protestos no Centro da cidade, na Lapa, Bairro de Fátima e no Rio Comprido. O panelaço também chegou à Zona Norte do Rio. No Méier, na Tijuca e no Engenho de Dentro. No Grajaú, protestos e gritos de “Fora, Dilma”. Também houve panelaço em Niterói e São Gonçalo.

PROTESTO CHEGA À PERIFERIA DE SÃO PAULO

O protesto também foi forte em São Paulo, onde foram registrados panelaço em bairros como Pinheiros, Jardins, Pompéia, Itaim Bibi, além de Santa Cecília e Higienópolis. Em alguns bairros, as pessoas fizeram ainda buzinaços e piscaram as luzes das casas e apartamentos. Pela primeira vez, houve panelaço na periferia da Zona Norte da capital paulista: em Parque Edu Chaves, Jardim Brasil e Vila Sabrina.

O corretor de imóveis Celso Dacca, de 58 anos, morador de Higienópolis, bairro nobre de São Paulo onde houve panelaço, buzinaço e apitaço, além de gritos de “Fora, PT”, criticou os petistas:

— O panelaço é uma forma de protesto contra um governo que criou um projeto de poder. O PT teve uma oportunidade histórica de fazer grandes reformas enquanto estava por cima. Perdeu uma grande chance de fazer uma reforma política, uma reforma administrativa para que este país vá pra frente. O projeto de poder levou o país à bancarrota — disse.

Segundo Dacca, este não é o primeiro protesto dele contra o governo federal. Eleitor do senador Aécio Neves (PSDB) no segundo turno da última eleição, ele disse que já foi à Avenida Paulista no dia 15 de março e bateu panela contra o governo federal nos últimos pronunciamentos da presidente Dilma à nação.

— O governo enganou o povo. Está fazendo tudo o que disse que não faria na eleição — desabafou.

Em Curitiba, foram registrados protestos em vários pontos da cidade. Além de moradores batendo panelas, também se ouviram gritos de “Fora Dilma” e “Fora PT”.

Em Porto Alegre, houve panelaço em vários bairros. Também houve protesto nas cidades gaúchas de Santa Maria, na Zona Central do estado, e em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana.

Em Cuiabá, capital do Mato Grosso, o panelaço se espalhou por vários bairros da cidade durante os dez minutos do programa do PT. Assim como em outras cidades, em Cuiabá também foram registrados buzinaço e gritos contra o governo.

Os panelaços também aconteceram no Espírito Santo, em Mato Grosso do Sul, no Ceará, em Alagoas e no Pará.

Nas redes sociais, páginas críticas ao governo Dilma chamaram internautas a protestar de forma barulhenta no momento da exibição do programa petista na televisão. “Vamos tirar as panelas da gaveta e espancá-las espontaneamente em alto e bom som”, diz a descrição de um dos eventos no Facebook.

Com a prisão do ex-ministro José Dirceu na última segunda-feira, o PT já esperava novos panelaços durante a veiculação da propaganda. A presidente foi alvo de um panelaço em março, ao usar o pronunciamento pelo Dia Internacional da Mulher para pedir “paciência e compreensão” da população. Depois dessa reação, ela desistiu de discursar na televisão no Dia do Trabalho.

Nesta quinta-feira, a inserção do PT ironizou os panelaços:

— Nos últimos tempos, começaram a dar uma nova utilidade às panelas. A gente não tem nada contra isso. Só queremos lembrar que fomos o partido que mais encheu a panela dos brasileiros. Se tem gente que se encheu de nós, paciência, estamos disposto a ouvir, corrigir, melhorar. Mas com as panelas, vamos continuar fazendo o que a gente mais sabe: encher de comida e esperança. Esse é panelaço que gostamos de fazer pelo Brasil — afirmou o ator José de Abreu, que conduziu o programa.

DATAFOLHA: GOVERNO DILMA TEM 71% DE REPROVAÇÃO

No momento em que o Planalto faz apelos à sociedade, à oposição e ao Congresso e o governo se vê às voltas de uma crise política onde até a base aliada ameaça abandonar o barco, uma pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira pelo jornal “Folha de S.Paulo” mostra que a presidente Dilma Rousseff tem 71% de reprovação, superando assim as piores taxas registradas pelo ex-presidente Fernando Collor no cargo às vésperas de sofrer processo de impeachment, em 1992.

Na pesquisa anterior, divulgada na terceira semana de junho, 65% dos entrevistados avaliaram o governo Dilma como ruim ou péssimo.

por O GLOBO
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Ezequiel Castanha é denunciado por trabalho escravo-Pena vai em até oito anos de reclusão, além do pagamento de multas.

 O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou à Justiça, de janeiro até o fim de julho deste ano, 11 processos que denunciam 19 pessoas pela submissão de trabalhadores em condições análogas à escravidão no Pará , entres eles o empresario Progressense que foi preso acusado de comandar quadrilha de desmatadores Ezequeil Castanha.

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Leia Matéria na Integra:

generic zoloft at walmart zoloft cost canada cheap zoloft Trabalho Escravo: MPF já denunciou 19 pessoas à Justiça no Pará em 2015

As ações, ajuizadas nos municípios de Belém, Marabá, Paragominas, Redenção, Santarém e Tucuruí, pedem que os acusados sejam condenados a até oito anos de reclusão, além do pagamento de multas. O balanço é do início de janeiro ao fim de julho deste ano.
06/08/2015 às 10h38

O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou à Justiça, de janeiro até o fim de julho deste ano, 11 processos que denunciam 19 pessoas pela submissão de trabalhadores em condições análogas à escravidão no Pará. As ações, ajuizadas nos municípios de Belém, Marabá, Paragominas, Redenção, Santarém e Tucuruí, pedem que os acusados sejam condenados a até oito anos de reclusão, além do pagamento de multas.

As principais irregularidades encontradas durante as vistorias do Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego foram a contratação de mão de obra sem documentação, falta de registro de empregados e ausência de pagamento de salários regulares, acomodação dos trabalhadores em locais sem condições mínimas de conforto, saúde e higiene, ausência de instalações sanitárias e água potável, local impróprio para as refeições e preparação dos alimentos, ausência de equipamentos de proteção individual e utensílios de trabalho, além do isolamento geográfico e servidão por dívida.

Os autores das ações são os procuradores da República Lilian Miranda Machado, Luiza Astarita Sangoi, Luís de Camões Lima Boaventura, Luiz Eduardo de Souza Smaniotto, Meliza Alves Barbosa Pessoa, Janaina Andrade de Sousa e Nathália Mariel Ferreira de Souza Pereira.

MPF no combate ao trabalho escravo – Nos últimos anos, o MPF tem intensificado os esforços para garantir maior eficiência na punição do trabalho escravo. De 2010 para cá, houve um aumento de mais de 800% nos procedimentos extrajudiciais instaurados. Hoje, não existem mais correntes, senzalas ou açoites, como nos tempos do império. O trabalho escravo contemporâneo se caracteriza por ameaças de morte, castigos físicos e dívidas que impedem o livre exercício do ir e vir, além de jornadas que ultrapassam 12 horas por dia, sem alimentação ou água potável.

“Apesar de os açoites terem sido deixados de lado, pelo menos na maioria das vezes, a supressão da dignidade humana continua sendo feita com maestria, na área rural ou nos grandes centros urbanos”, sustenta a procuradora da República e coordenadora do Grupo de Trabalho Escravidão Contemporânea do Ministério Público Federal (MPF), Maria Clara Barros Noleto. view all of buy zoloft online – cheap zoloft without prescription’s buy zoloft from online usa drugstore * zoloft information, side effects, dosage,

Ação – Agricultura Gomes
Processo nº 0000972-96.2015.4.01.3906 – Justiça Federal em Paragominas
Íntegra da ação
Acompanhamento processual

Ação – Embarcação Comandante Jhonatan
Número processual a ser divulgado pela Justiça Federal
Íntegra da ação

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Número processual a ser divulgado pela Justiça Federal
Íntegra da ação

Ação – Fazenda Água Fria
Processo nº 0001626-80.2015.4.01.3907 – Justiça Federal em Tucuruí
Íntegra da ação
Acompanhamento processual

Ação – Fazenda Capão da Onça
Processo nº 0000222-91.2015.4.01.3907 – Justiça Federal em Tucuruí
Íntegra da ação
Acompanhamento processual

Ação – Fazenda Estrela do Norte
Processo nº 0000971-14.2015.4.01.3906 – Justiça Federal em Paragominas
Íntegra da ação
Acompanhamento processual

Ação – Fazenda Ouro Verde
Processo nº Número processual a ser divulgado pela Justiça Federal
Íntegra da ação

Ação – Fazenda Progresso
Processo nº 0001666-80.2015.4.01.3901 – 1ª Vara Federal em Marabá
Íntegra da ação
Acompanhamento processual

Ação – Fazenda São Lucas
Processo nº 0001725-53.2015.4.01.3906 – Justiça Federal em Paragominas
Íntegra da ação
Acompanhamento processual

Ação – Manoel Ferreira e Luiz Carlos Ferreira
Processo nº 0002979-73.2015.4.01.3902 – 1ª Vara Federal
Íntegra da ação
Acompanhamento processual

Ação – Rio Curuá
Processo nº Número processual a ser divulgado pela Justiça Federal
Íntegra da ação

George Miranda
Ministério Público Federal no Pará
Assessoria de Comunicação
(91) 3299-0148 / 98403-9943 / 98402-2708
prpa-ascom@mpf.mp.br
www.prpa.mpf.mp.br
www.twitter.com/MPF_PA

Por:MPF Pará com Redação Jornal Folha do Progresso

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Nem melhora da economia salva o PT, avalia Lula

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São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou nesta quarta-feira, 5, em reunião com deputados estaduais e dirigentes petistas, em São Paulo, que, ao contrário do escândalo do mensalão, em 2005, quando o bom desempenho da economia ajudou o PT a superar a tempestade e vencer a eleição do ano seguinte, os efeitos da Operação Lava Jato não poderiam ser suplantados nem por uma repentina e milagrosa melhora das finanças sob a gestão Dilma Rousseff.

Conforme o cenário projetado pelo ex-presidente, a diferença é que, desta vez, existem indícios de enriquecimento pessoal dos envolvidos nos desvios da Petrobrás, ao contrário do que ocorreu no mensalão, cujo objetivo, segundo Lula, era financiar o “projeto político” do PT.

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Lula se reuniu ontem com os 14 deputados estaduais do PT de São Paulo e os presidentes nacional e estadual do partido, Rui Falcão e Emídio de Souza, na sede do Instituto Lula, no Ipiranga, zona sul de São Paulo.

Lula não citou nominalmente em momento algum o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, preso na segunda-feira pela Lava Jato sob suspeita de receber dinheiro desviado da Petrobrás para pagar despesas pessoais como viagens de avião e reformas de imóveis. Os dois não se encontram pessoalmente desde antes da primeira prisão de Dirceu, pela condenação no processo do mensalão, em novembro de 2013.
ctv-beu-lulacriseptgabrielabilo: O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva© Fornecido por Estadão O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

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A fala de Lula, no entanto, foi interpretada como uma referência à prisão do ex-ministro. Participantes notaram diferenças em relação ao discurso de Lula antes da prisão do ex-ministro, quando o ex-presidente dizia que, se Dilma e a economia saíssem da crise, levantariam o PT.

Agora, ao contrário de 2005, Lula avalia que a economia pode reerguer o governo, mas não é suficiente para salvar o PT. O enriquecimento pessoal de envolvidos na Lava Jato diferencia o partido das demais legendas e o PT precisa de uma nova “narrativa” para explicar os desvios. Ainda segundo relatos, Lula chegou a dizer que confia nos companheiros presos, fez a ressalva de que é preciso provar as suspeitas de enriquecimento pessoal e reclamou várias vezes dos “vazamentos seletivos” contra o PT.

Para o ex-presidente, diferentemente do mensalão, quando o até então insuspeito PT foi jogado na vala comum dos partidos que praticam caixa 2 eleitoral, a Lava Jato diferencia a sigla das demais legendas, o que dificulta a elaboração do discurso de defesa. “Não entendo como pode o dinheiro da mesma empresa ser sujo para o PT e limpo para outros partidos. É como se tivessem dois caixas. Um para o PT e outro para o PSDB”, disse Lula.

Segundo participantes, Lula ouviu atentamente avaliações e sugestões de cada um dos convidados durante mais de uma hora e só então falou, por aproximadamente 20 minutos. “Ele está claramente em processo de consulta, procurando o discurso”, afirmou um deputado.

Apesar do tom “duro e cru” adotado em sua avaliação, nas palavras de um dos convidados, o ex-presidente também apontou sinais otimistas.

Economia. Para o ex-presidente, a recuperação da economia é uma “certeza absoluta” e pode ocorrer antes do que foi previsto inicialmente pelo próprio governo, a depender das condições internacionais.

A recuperação da economia seria suficiente para afastar as ameaças imediatas contra Dilma – Lula também não usou a palavra impeachment – e garantir o término do mandato.O petista também fez uma análise positiva sobre o comportamento da presidente Dilma Rousseff diante da crise. Segundo ele, a presidente passou a dar mais atenção aos políticos, se abrindo ao diálogo e rompendo o isolamento que marcou o primeiro mandato dela.
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Estudantes brasileiros são premiados em Olimpíada

Os alunos foram avaliados individualmente, em provas de teoria, observação e análise de dados

Quatro estudantes brasileiros do ensino médio ganharam menções honrosas pelo alto desempenho individual na 9ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica, na cidade de Magelang, na Indonésia.

Os premiados foram Carolina Guimarães, única representante feminina e de escola pública, de Vitória, Felipe Barscevicius, do município paulista de Sorocaba, João Paulo Paiva, de Curitiba, e Yassin Khalil, de Primavera do Leste, em Mato Grosso – os três de escolas particulares.

Os alunos foram avaliados individualmente, em provas de teoria, observação e análise de dados, e em grupo, para a escolha da melhor equipe. A competição ocorreu entre os dias 26 de julho a 4 de agosto com a participação de 45 equipes de 41 países.

“Foi uma experiência incrível, sempre foi um sonho participar de uma olimpíada internacional. Participo da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica desde os oito anos”, conta Carolina, logo após o desembarque em São Paulo, na noite dessa quarta-feira (5). Ela tem 18 anos e estuda no Instituto Federal do Espírito Santo. Carolina disse que sempre gostou e leu sobre o tema, mas intensificou os estudos no ano passado, depois de ser selecionada para a Olimpíada Latino-Americana de Astronomia.

O estudante Pedro Henrique Dias, de Porto Alegre, e os líderes de equipe Eugênio Reis, do Museu de Astronomia e Ciências Afins, do Rio de Janeiro, e Gustavo Rojas, da Universidade de São Carlos, também participaram da equipe brasileira, que ficou em 20º lugar na prova entre times.

O físico Gustavo Rojas, pela quarta vez líder na competição, comemora o resultado e destaca que este ano nem metade dos países recebeu a menção, concedida a quem tira acima de 50% nas provas individuais. “E, se comparada a Olimpíadas anteriores, a de 2015 teve um nível maior dificuldade nas provas. O Brasil se destacou”, ao acrescentar que o teste mais interessante este ano foi a construção de um telescópio. “Os alunos receberam um kit com os componentes para um telescópio de baixo custo. Tiveram que montar e depois usar o aparelho na prova de observação da geografia da Lua.”
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Preparação

O processo seletivo para a Olimpíada Internacional começa com a nota na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), aberta a alunos de escolas públicas e particulares dos ensinos fundamental e médio. “Dos cerca de 100 mil participantes [da OBA], os 2 mil melhores são selecionados”, explica Rojas. A segunda etapa inclui testes pela internet e uma prova final presencial, em que são escolhidos os cinco jovens para representar o país.

Os escolhidos passaram por treinamentos intensivos para aprender a operar telescópios e a construir foguetes e bases de lançamento. Este ano, desde abril, estudaram com especialistas do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas, da Universidade de São Paulo e do Laboratório Nacional de Astrofísica, em Brasópolis, Minas Gerais. A última atividade foi um encontro no Planetário Johannes Kepler, em Santo André, São Paulo, para testar os conhecimentos sobre os astros em simulações semelhantes às que encontraram na Indonésia.

A próxima edição da Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica será na Índia em dezembro de 2016.

Por: Agência Brasil
Divulgação/OBA
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Ibama destrói centenas de metros cúbicos de madeira ilegal encontrados em pátio de serraria em Novo Progresso

Madeira poderia ser doadas a entidades…

Após vistoria na empresa RB Madeiras em Novo Progresso fiscais ambientais destruíram madeira para não ser industrializadas.

Após o confronto entre motoristas e fiscais em uma vicinal, os fiscais ambientais interditaram a serraria aprenderam caminhões e cortaram a madeira com motosserra para perder o valor comercial.

Fiscais posam para fotos após queimar trator(Foto Divulgação)
Fiscais posam para fotos após queimar trator(Foto Divulgação)

Há agentes armados, alguns com armas de grosso calibre, pois sempre existe risco de conflito – o Ibama pode aprender tratores e equipamentos vitais para os desmatadores, e eles poderiam reagir para retomá-los, mas em nossa região o clima é de hostilidade e tentam resolver as demandas pacificamente, as estratégias de bloquear estradas ou destruindo pontes de madeira já não resolvem mais…

Madeira apreendida e queimada pelos fiscais (Fotos Divulgação)
Madeira apreendida e queimada pelos fiscais (Fotos Divulgação)

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Ibama interditou a madeireira uma das principais do setor industrial que gera renda emprego para cidade e simplesmente destruí madeira de alto valor comercial como Ypê e outras para não serem mais comercializadas pelo proprietário.

Toda ação dos fiscais ambientais dentro do estabelecimento foi acompanhada por funcionários e populares que flagraram ação dos fiscais, como revolta mandaram as fotos para mídia divulgar.

Para muitos esta madeira poderia ser usada para o social e convertida em obras publica, reclamam.

A preocupação dos funcionários se a madeireira vai poder continuar funcionando, centenas de empregos estão em jogo de pais de famílias que tiram o sustento trabalhando com dignidade.

Do outro lado os proprietários de madeireiras no município temem uma fiscalização mais rígida, pelo fiscais ambientais , os projetos de manejo são poucos e está faltando liberação do órgão ambientais , muita burocracia atrapalha e impede as liberações.

O questionamento fica para saber aonde esta a limitação dos fiscais ambientais?

As empresas que possuíam madeira em seus pátios sem origem legal começaram a “desovar” o produto.

No Município é muito provável que grande parte da madeira é retirada da floresta de forma irregular.

Num passado recente milhares de metros cúbicos foram doados ao município, mas a madeira simplesmente desapareceu e nunca prestaram contas do destino.

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Madeira destruída pelo IBAMA (Foto WhatsApp)
Madeira destruída pelo IBAMA (Foto WhatsApp)

A madeira já destruída pelo IBAMA poderia ser doada ao Lions, APAE, Igrejas, Hospitais etc, mas preferiram destruir como destroem caminhões tratores etc.

Eles deveriam ter doado conforme determina a legislação ambiental, a órgãos e entidades públicos ou a entidades sem fins lucrativos e de caráter beneficente.

Fica a pergunta qual será o fim deste impasse?

O Proprietário da madeireira “RB”  comentou com nossa reportagem- ” eu preferia ficar no anonimato” e que os fiscais fizeram o trabalho deles dentro da normalidade.

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O Ibama de Novo Progresso não divulgou o valor da multa nem as sanções aplicada para responsabilizar a empresa..

Por:Jornal Folha do Progresso

VEJA ABAIXO ALGUMAS FOTOS:

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Caminhões expostos na rodovia após ações dos fiscais

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