Carro invade portaria e quebra vidros em sede do Ministério da Fazenda

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Um motorista invadiu a sede do Ministério da Fazenda, em Brasília, com uma picape na manhã desta segunda-feira (4). O veículo ficou “estacionado” na recepção do prédio depois de destruir os vidros da portaria. Ninguém ficou ferido.

A Polícia Militar afirmou à TV Globo que o motorista foi identificado como auditor da Receita Federal. Ele foi preso em flagrante e encaminhado à Polícia Federal.

Detalhes do vidro estilhaçado e da porta quebrada em sede do Ministério da Fazenda, em Brasília, após invasão de carro (Foto: TV Globo/Reprodução)
Detalhes do vidro estilhaçado e da porta quebrada em sede do Ministério da Fazenda, em Brasília, após invasão de carro (Foto: TV Globo/Reprodução)

No local, o condutor afirmou a policiais militares que tinha “problemas mentais” e disse ter acelerado em direção ao prédio. Cerca de uma hora depois, a PM informou que ele também alegou “motivações políticas” e disse que invadiu o ministério porque “não gosta do PT”.

Por volta das 6h, o motorista ainda prestava depoimento à corporação. O G1 e a TV Globo tentaram contato com o Ministério da Fazenda para saber se o funcionamento do prédio está mantido, mas não receberam retorno até a publicação desta reportagem.
G1
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Denunciada – Lidiane Leite volta a ostentar nas redes sociais

Há algumas semanas, a moça, de 25 anos, voltou a publicar fotos nas redes sociais

A recente prisão e a denúncia do Ministério Público Federal por desvios de recursos federais, fraude licitatória e associação criminosa parecem não ter abalado Lidiane Leite, ex-prefeita da cidade de Bom Jardim. Há algumas semanas, a moça, de 25 anos, voltou a publicar fotos nas redes sociais – com direito a propaganda de sapatos e a um registro da visita a um salão de beleza.

Durante a Operação Éden, da Polícia Federal, que investigou denúncias de desvios de verbas da educação de Bom Jardim e teve início em agosto, Lidiane evitou publicar fotos nas redes sociais, onde antes ostentava uma vida de luxo. Chegou a apagar todas as suas fotos do Instagram, onde coleciona mais de 13 mil seguidores.

A primeira foto que publicou na rede após o escândalo foi há cinco semanas, junto com o filho. A postagem rendeu mais de 800 curtidas. Uma semana depois, compartilhou uma declaração com uma mulher que seria sua irmã. “Os melhores momentos com minha irmã. Te amo, Luh”, escreveu. A foto também fez sucesso, e teve mais de 840 curtidas.

Após duas semanas sem novas postagens, ressurgiu com uma foto que ilustra a ida a um salão de beleza para retocar as madeixas loiras. Lidiane recebeu uma enxurrada de elogios – “Linda”, “Top” e “Perfeita” foram alguns dos comentários dos seguidores, aparentemente indiferentes às investigações.

A noite de Natal também rendeu um registro na rede. Na foto, aparece bastante maquiada e bem arrumada, junto com uma amiga. Neste sábado, Lidiane teve seu momento de garota propaganda: compartilhou uma imagem junto de um designer de sapatos e escreveu que seus pés “exigem” os produtos da marca. No início da tarde, ainda publicou foto com uma amiga.

A “prefeita ostentação’ também mandou um recado para aqueles que criticam suas postagens. “Eu sou mulher, tenho direito de me maquiar, de ir ao salão, eu tenho direito de comemorar o nascimento de Jesus, direito de ver familiares e amigos, de tirar fotos e publicar, direito de viver, vocês estão querendo me jogar numa cova, vocês são cruéis e sem temor a Deus, peço que todos orem por essas pessoas porque isso não vem de Deus. Agradeço todo dia a Deus por eu ter tanta gente que me ama, que me faz bem. Obrigado senhor por me fazer feliz, porque em nem um momento deixei de confiar nos teus planos. Te amo, pai”.

Relembre o caso

A ex-prefeita da cidade de Bom Jardim se entregou à Polícia Federal no fim de setembro, após 39 dias foragida. Lidiane era investigada por desvios de verbas na área de educação de Bom Jardim, cidade de 40 mil habitantes. No dia 17 de setembro, a Polícia Federal entregou ao Ministério Público Federal o relatório final do inquérito sobre Lidiane. A prisão da loira ocorreu no dia 28 de setembro. Porém, foi solta 11 dias depois, após o juiz José Magno Linhares Moraes, titular da 2ª Vara da Justiça Federal no Maranhão, revogar sua prisão preventiva.

No início de dezembro, o MPF ajuizou na Justiça uma ação criminal contra a ex-prefeita de Bom Jardim, Lidiane Leite por desvios de recursos federais de merenda escolar, fraude licitatória e associação criminosa. Segundo o MPF, foram desviados R$ 292.324 do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE/2013). Além dela, foram denunciados seu ex-marido, Humberto Dantas dos Santos, conhecido como Beto Rocha, e o ex-secretário municipal de agricultura da cidade, Antônio Gomes da Silva.

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Decisão do STF sobre impeachment não gera dúvidas, diz Lewandowski

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, disse nesta quarta-feira (23) ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em audiência aberta, que, na opinião dele, a decisão da Corte que definiu o rito do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff não deixa “margem” para dúvidas.

Na semana passada, o plenário do Supremo barrou o rito de impeachment definido por Eduardo Cunha. Nas duas sessões nas quais trataram do assunto, os ministros decidiram, entre outros pontos, anular a eleição, em votação secreta, de chapa alternativa, formada por deputados da oposição e dissidentes da base; e dar mais poder ao Senado, sob o entendimento de que a Casa não precisa seguir eventual decisão da Câmara de dar sequência ao processo de impeachment.

Ricardo Lewandowski
Ricardo Lewandowski

Na reunião aberta que teve com Cunha no gabinete da presidência do STF, Lewandowski também afirmou que, se a Câmara apresentar recurso antes da publicação do acórdão (resumo das decisões tomadas no julgamento), poderá ser recusado, de antemão, por ter sido protocolado antes do prazo.

O peemedebista solicitou a audiência a Lewandowski para pedir rapidez na publicação do acórdão e para apresentar dúvidas que ele alega terem surgido na Câmara em torno da decisão do tribunal sobre o rito do impeachment. O peemedebista também aproveitou o encontro para anunciar que entrará com embargos de declaração, que são recursos destinados a esclarecer pontos considerados contraditórios ou inconsistentes em um julgamento.

Durante todo o encontro, que foi aberto à imprensa por determinação do ministro, Lewandowski pontuou não enxergar espaço para questionamentos e não quis a responder a perguntas específicas sobre os efeitos da decisão do impeachment.

O G1 apurou que Cunha inicialmente não queria que a reunião fosse aberta, mas o presidente do STF insistiu. Lewandowski explicou que reuniões administrativas dos ministros são abertas à imprensa e disse que já havia uma expectativa de que jornalistas teriam acesso ao gabinete.

“Tenho voto do ministro Roberto Barroso e a maioria seguiu o voto de Barroso, fizeram questão de acompanhar. A meu ver não há margem de dúvida pela minudência como foi decidido. Claro que vou fazer o possível para pautar o mais rapidamente possível qualquer eventual embargo interposto”, afirmou Lewandowski.

O ministro ressaltou ainda que não pode modificar os prazos previstos na legislação e no regimento para a publicação do acórdão e destacou que cada ministro precisa liberar o próprio voto dado no julgamento para a elaboração do resumo que será publicado no “Diário de Justiça”. Cunha quer rapidez na publicação do acórdão, para poder contestar com os embargos de declaração a decisão do Supremo.

23/12/2015 15h00 - Atualizado em 23/12/2015 15h43 Decisão do STF sobre impeachment não gera dúvidas, diz Lewandowski Presidente do STF fez a afirmação a Eduardo Cunha em audiência aberta. Magistrado disse que não poderia esclarecer questões de maneira 'informal'. Nathalia Passarinho e Mariana OliveiraDo G1 e da TV Globo, em Brasília Facebook o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, no Supremo Tribunal Federal (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil) Eduardo Cunha foi ao Supremo nesta quarta para falar com o ministro Ricardo Lewandowski sobre o rito de impeachment (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)
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Eduardo Cunha foi ao Supremo nesta quarta para falar com o ministro Ricardo Lewandowski sobre o rito de impeachment (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

Conforme Lewandowski, o STF tem 60 dias para publicar o acórdão após o julgamento e esse prazo fica suspenso durante o recesso, que termina em fevereiro. O prazo terminará, portanto, em 19 de fevereiro, conforme o ministro.

“A sessão tem que montar, organizar esse material todo, e publicar a ementa. A partir disso, também pelo regimento, o senhor teria cinco dias para interpor os embargos. Não podemos antecipar alguma dúvida, não podemos responder em tese, hipoteticamente, dúvidas acerca do acórdão”, disse o presidente do STF, que ainda sugeriu que Cunha procure os ministros individualmente se quiser a liberação dos votos antes do prazo.

Cunha perguntou se poderia, então, apresentar os embargos antes da publicação do acórdão, ao que Lewandowski respondeu dizendo que seria um “exercício de futurologia”.

“Quem entrar antes da publicação estaria fazendo exercício de futurologia. Entrar com embargos antes do acórdão  não está pacificado. Pode ser considerado intempestivo. Mas os senhores fiquem a vontade, estamos aqui para analisar”, disse o presidente do Supremo.

Nathalia Passarinho e Mariana OliveiraDo G1 e da TV Globo, em Brasília

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Dilma volta a rejeitar impeachment: “tenho vida ilibada”

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A presidente Dilma Rousseff voltou a comentar nesta terça-feira, 22, sobre o processo de impeachment contra ela. Dilma destacou que a Constituição Federal é clara ao prever o impeachment em caso de crime de responsabilidade do chefe de Estado. “Não há fundamento legal porque eu tenho uma vida ilibada. No meu passado e no meu presente, não há nenhuma acusação fundada contra mim”, disse durante a entrega da Estação Pirajá e do trecho Bom Juá-Pirajá, do Sistema Metroviário de Salvador (BA).

Dilma também criticou os adversários políticos. “Não gostar do presidente, querer encurtar o tempo para chegar a ser presidente e perder eleições sistematicamente não são alegações previstas na Constituição”, afirmou. A presidente voltou a dizer que os defensores do impeachment trabalham com a tese do “quanto pior, melhor”. “É pior para o povo brasileiro e melhor para uns poucos. O que nós temos de garantir é que o Brasil volte a crescer, a gerar empregos e isso nós somos capazes de fazer”. Ainda na capital baiana, Dilma fez um apelo para que os parlamentares diretamente envolvidos no processo de impeachment coloquem os “interesses do Brasil” acima de “interesses partidários”.

Mais cedo em conversa com jornalistas no Palácio do Planalto, o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, disse acreditar que, na volta do recesso parlamentar, em fevereiro, o governo terá votos suficientes para arquivar o pedido ainda na Câmara dos Deputados, já que, segundo ele, não houve crime de responsabilidade.

Oposição

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) criticou as declarações da presidente que, segundo o senador, levam os brasileiros “a acreditarem na ilusão de que temos um governo responsável e de que a grave recessão que vivemos é resultado de fatores outros que não a má condução da economia nos últimos anos, do descumprimento pelo governo das metas acordadas e dos compromissos assumidos e, sobretudo, da ausência de diálogo sincero com os setores produtivos e com a sociedade em geral”.

Para o senador da oposição, o governo precisa reconhecer os erros cometidos para superar as atuais dificuldades.

Da Agência Brasil

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Comissão da Câmara adia decisão sobre recurso em processo contra Cunha no Conselho de Ética

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) adiou, por falta de quórum, a análise que ocorreria nesta terça-feira do recurso contra a decisão do Conselho de Ética da Casa de dar prosseguimento ao processo que pede a cassação do mandato do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Apenas 13 deputados marcaram presença na CCJ, o que acabou derrubando a sessão, já que seriam necessários 34 parlamentares para que a votação acontecesse.

Mais cedo, o relator do processo contra Cunha no Conselho de Ética, deputado Marcos Rogério (PDT-RO), já havia dito que a sessão não deveria ocorrer nesta terça, seja por falta de quórum ou por um pedido de vista.

Como o recesso parlamentar começa na quarta-feira, há poucos deputados na Câmara nesta terça.

A decisão sobre o recurso fica agora para fevereiro do ano que vem, após o recesso.

O recurso que estava pautado para esta terça é o do deputado Carlos Marun (PMDB-MS), que tem como objetivo cancelar a votação do relatório preliminar de Marcos Rogério, que foi favorável ao seguimento do processo. O argumento usado por Marun é o de que o Conselho desrespeitou o regimento ao negar a possibilidade de pedido de vista ao parecer de Rogério.

Além deste recurso, o próprio Cunha apresentou na segunda-feira um novo pedido à CCJ, segundo Rogério, solicitando também a nulidade do sorteio que levou à escolha do novo relator do processo.

Antes de Rogério, o tema estava sendo relatado pelo deputado Fausto Pinato (PRB-SP), que acabou tendo de ser trocado por determinação da Mesa Diretora da Câmara, a pedido de aliados de Cunha.

Cunha, que está rompido com o governo, é acusado de quebra de decoro parlamentar, pois teria mentido à CPI da Petrobras ao negar possuir contas bancárias no exterior.

Documentos dos Ministérios Públicos do Brasil e da Suíça apontaram a existência de contas nos nomes de Cunha e de familiares no país europeu.

O presidente da Câmara nega as irregularidades.
Por Reuters/(Reportagem de Leonardo Goy)

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Baiano envolve Renan e Jader

O lobista Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, envolveu, em sua delação premiada, dois ex-ministros argentinos no esquema de corrupção da Petrobras. Em depoimento à Procuradoria-Geral da República, o delator afirmou que ele e o ex-diretor da área Internacional da estatal Nestor Cerveró receberam US$ 300 mil cada para que a transportadora de eletricidade Transener fosse vendida a um grupo argentino, entre 2006 e 2007.

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Baiano disse que também “estavam envolvidos na negociação” os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Jader Barbalho (PMDB-PA), o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE) e o então ministro de Minas e Energia Silas Rondeau (governo Lula).

Segundo Fernando Baiano, em 2006 ou 2007, ele foi procurado pelo lobista Jorge Luz, que representava o grupo argentino Eletroengenharia. O delator relatou que a empresa estava interessada na compra da Transener.

“Procurou Nestor Cerveró para falar sobre o assunto, tendo sido informado que o negócio já estava fechado com um grupo norte-americano, com parte do pagamento já realizado, restando apenas a aprovação do governo argentino”, afirmou.

O delator contou que, diante da informação, Jorge Luz, ele próprio e o ex-ministro argentino Roberto Dromi (governo Carlos Menem) traçaram uma estratégia para a não aprovação da venda pelo governo argentino pelo ministro Julio de Vido (2003-2015/governos Néstor Kirchner e Cristina Kirchner).

“Para acertar dentro da Petrobras a venda da empresa para o grupo argentino pelo mesmo valor do negócio que seria levado a efeito pelo grupo norte-americano, o colaborador recebeu US$ 300 mil. Nestor Cerveró recebeu igual quantia. Jorge Luz fez os acertos e pagamentos aos políticos, não sabendo informar os valores pagos”, informou Fernando Baiano.

O lobista foi preso em dezembro de 2014. O juiz federal Sérgio Moro, que mandou prendê-lo, o condenou a 16 anos, um mês e dez dias de reclusão, por corrupção e lavagem de dinheiro em uma ação da Lava Jato. Segundo a sentença, o operador teria intermediado propina de US$ 15 milhões sobre contratos de navios-sonda. Os valores teriam sido repassados à diretoria da Área Internacional da Petrobras, ocupada na época por Cerveró – também preso e condenado na Lava Jato. Renan e Rondeau negam taxativamente o recebimento de valores ilícitos.

CERVERÓ

Há cinco dias, foram divulgados detalhes do depoimento do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, que disse aos investigadores da Operação Lava Jato que apurassem o pagamento de propina aos senadores aos senadores Renan Calheiros, Jader Barbalho e Delcídio do Amaral (PT-MS). Cerveró negociou sua delação com a Procuradoria-Geral da República, em troca de redução de penas nos processos a que responde na Lava Jato.

Cerveró disse que se comprometeu a repassar US$ 2,5 milhões ao senador Delcídio do Amaral, por diversos contratos firmados na área internacional da Petrobras. Ele também afirmou que ajudou a destinar US$ 6 milhões de propina para Renan Calheiros e Jader Barbalho. Entre os contratos suspeitos está a construção de navios-sonda e a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ex-diretor da Petrobras disse que, em um jantar na casa de Jader Barbalho, em Brasília, teria assumido o compromisso de repassar US$ 6 milhões para o PMDB, com a contratação de dois navios-sonda pela estatal. Na ocasião, o também senador Renan Calheiros estava presente. Segundo o delator, o dinheiro chegou a ser repassado e ajudou o partido na campanha de 2006.

No depoimento, Cerveró diz que em 2007 o cargo ficou ameaçado por manobras políticas de membros do PMDB para destitui-lo. Após procurar Rondeau, Jader e Renan, obteve apenas negativas, pois todos estavam politicamente fragilizados, em virtude de escândalos de corrupção envolvendo os nomes deles. Ao receber a notícia da exoneração, feita pessoalmente pelo então ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ainda em 2007, disse que ele seria indicado para a diretoria financeira da BR Distribuidora – uma subsidiária da Petrobras –, em virtude do reconhecimento dos esforços para ajudar a angariar os recursos que o PMDB. Cerveró comandou a diretoria até 2014, quando a presidente Dilma Rousseff o exonerou, devido às descobertas de irregularidades na compra da refinaria de Pasadena.
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Por OLiberal
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Lewandowski marca para amanhã reunião com Cunha e oposição

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Brasília – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, deve receber amanhã, às 14h, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e líderes da oposição para uma audiência.

Cunha pretende esclarecer pontos sobre a decisão da Corte a respeito do rito de tramitação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A decisão de ir ao Supremo foi definida ontem (21) após reunião de líderes.

O principal ponto a ser questionado pelos parlamentares diz respeito à impossibilidade de formação de uma chapa avulsa para eleger a comissão especial do impeachment.

Na semana passada, por 6 votos a 5, a Corte entendeu que a comissão deve ser formada por representantes indicados pelos líderes dos partidos, escolhidos por meio de chapa única.

Para Cunha, se a chapa única não for eleita, a tramitação do impeachment fica impossibilitada de prosseguir.

Ontem (21), Cunha também adiantou que, independentemente da publicação do acórdão do STF sobre o processo, no dia 1º de fevereiro de 2016, a Câmara vai entrar com recurso para que as dúvidas surgidas após a decisão do tribunal sejam esclarecidas.
| EXAME.com
André Richter

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Datafolha: 42% dos deputados são a favor do impeachment e 31% contra

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Pesquisa Datafolha realizada com deputados federais entre os dias 7 e 18 de dezembro mostrou que 42% dos parlamentares votariam a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Os que votariam contra representam 31%. Já os indecisos ou que não responderam à pesquisa somam 27%.

A porcentagem dos deputados que são a favor do impedimento da presidente equivale a 215 votos. Para que o processo seja aprovado na Câmara, são necessários pelo menos 342 votos ou dois terços do total.

Os parlamentares que são contra equivalem a 159 votantes a favor de Dilma. A presidente precisa de 171 votos para permancer no cargo. A decisão, portanto, depende dos 27% indecisos e que não responderam. Eles representam cerca de 138 deputados.

A pesquisa também mostrou falta de apoio na base do governo. Segundo o levantamento, 26% dos deputados das legendas governistas pretendem votar a favor do impeachment. No PMDB, a taxa é de 33%.

Comparado ao primeiro levantamento com os deputados, a presidente perdeu apoio. Na primeira pesquisa, em outubro deste ano, o grupo favorável ao impedimento era de 39% e os defensores 32%. Os indecisos ou que não se posicionaram eram 29%.

Agência O Globo –
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Documentos apreendidos reforçam suspeita contra Cunha

Acusado de entregar propina prestou serviços a concessionária no Rio, mostram notas.

Documentos achados pela Operação Lava-Jato na casa de Altair Alves Pinto, apontado como braço-direito do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), revelam que duas empresas de sua família forneceram mármores para a concessionária Porto Novo, responsável pela execução do projeto de revitalização do porto do Rio. A descoberta reforça as suspeitas da ligação de Cunha com o empreendimento.

Investigações em andamento indicam que o deputado fluminense teria cobrado propina, em 36 prestações, para liberar financiamento da Caixa Econômica Federal para as obras, executadas pelo consórcio composto por OAS, Odebrecht e Carioca Engenharia.

No cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa de Altair, na terça-feira, na fase Catilinárias, equipe da Lava-Jato encontrou dois pedidos de fornecimento de mármore feitos pela Porto Novo. O primeiro, no valor de R$ 91 mil, é endereçado à Guarujá Mármores e Granitos. A empresa pertence a Marilene Porcari Alves e a Danielle Porcari Alves, respectivamente mulher e filha de Altair.

O segundo, em torno de R$ 500 mil, foi feito à APMP Exploração, Beneficiamento, Venda, Exportação e Importação de Rochas, nome de fantasia Indústria Aladim, cujos sócios são o próprio Altair e outra filha, Camille Porcari Alves. As duas empresas funcionam no mesmo endereço, na Fazenda Portal do Guaruja s/n, Muqui, município capixaba a 174 quilômetros de Vitória.

Os responsáveis pela busca encontraram os papéis na Rua Conselheiro Olegário, no Maracanã. De acordo com o cadastro da Receita Federal, a Guarujá faz “aparelhamento de placas e execução de trabalhos em mármore, granito, ardósia e outras pedras”. Na Junta Comercial do Rio, também constam em nome de Altair as empresas APMP Assessoria, Promoções e Representações, APMP Construtora e APMP Promoções, Vendas e Representações.

Na mesma fase Catilinárias, outra equipe encontrou dentro da casa de Cunha, na Barra da Tijuca, um táxi de Nilópolis placa LSM 1530. O carro, um Touareg modelo 2014, está registrado em nome de Altair.

BAIANO: ALTAIR É OPERADOR DE CUNHA

As investigações da Lava-Jato tiraram Altair da sombra. Apontado na delação premiada do lobista Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, como a pessoa indicada por Cunha para receber o dinheiro da propina de contratos da Petrobras, Altair Alves Pinto, de 67 anos, seria o principal operador do deputado no pagamento e distribuição de dinheiro do presidente da Câmara a parlamentares.

Em delação, Baiano disse que entregou entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão em espécie no escritório de Cunha, no Centro do Rio, em outubro de 2011, a um homem identificado por ele como Altair. O dinheiro seria parte de propina de US$ 40 milhões que Julio Camargo, outro delator, confessou ter pago a Cunha e a outros investigados em troca da compra de dois navios-sondas da Samsung Heavy Industries pela Petrobras.

Altair estava lotado no gabinete do deputado estadual do Rio, Fábio Silva (PMDB), aliado de Cunha, com um salário líquido de R$ 7,5 mil por mês. Ele foi nomeado, em 12 de fevereiro de 2003, como consultor Especial para Assuntos Parlamentares. Antes de assumir o posto, ele trabalhou no gabinete do próprio Cunha na Assembleia Legislativa na época em que o peemedebista era deputado estadual. Entre junho de 2014 e outubro deste ano, Danielle, sua filha, foi assessora política do Gabinete Civil da Prefeitura Carioca, ganhando R$ 1,3 mil mensais. Foi exonerada assim que o nome do seu pai apareceu nas investigações.

UMA ENTRE VÁRIAS EMPRESAS, DIZ NOTA

Em nota, a concessionária informou ao GLOBO que “as obras do Porto Maravilha demandam a utilização de diversos tipos e dimensões de granito, para serem aplicados em diferentes finalidades (ex.: piso, meio fio etc.)”. A empresa citada, segundo a nota, é uma dentre as várias fornecedoras de granito das obras do porto, tendo iniciado o fornecimento em novembro de 2014. “A quantidade total de granito fornecida pela empresa citada corresponde a aproximadamente 10% do valor total de granito adquirido até o momento pela concessionária para as obras do Porto Maravilha. O valor dos diversos fornecimentos efetuados por essa empresa até esta data corresponde a cerca de R$ 2 milhões”, informou. A nota informou ainda: “Vale ressaltar que todos os pedidos de fornecimento realizados pela concessionária são precedidos de, no mínimo, três cotações formais de preço que são avaliadas e selecionadas de acordo com critérios técnicos e comerciais”.

A concessionária informou ainda não ter conhecimento dos assuntos investigados pela Lava-Jato. “A Concessionária declara que cumpre rigorosamente com as suas obrigações legais e contratuais, na Operação Urbana Consorciada, no âmbito do Contrato de Parceria Público-Privada (PPP) firmado, exclusivamente, com a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, em 2010”.

Foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo

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Teori deixa para fevereiro análise de afastamento de Cunha

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki decidiu deixar para fevereiro a análise do pedido de afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do cargo e do comando da Casa, feito pela Procuradoria-Geral da República.

Cunha é alvo de investigação no Supremo por suposta ligação com o esquema de corrupção da Petrobras e acusado de usar o cargo indevidamente.

A solicitação da Procuradoria foi entregue no fim da tarde desta quarta (16) no Supremo e, como o Judiciário entra em recesso a partir da próxima semana, Teori avaliou que não teria tempo hábil para analisar as questões técnicas apresentadas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, até esta sexta.

O Supremo retoma as atividades a partir do dia 1 de fevereiro. Relator da Lava Jato no Supremo, Teori pode avaliar individualmente o pedido de afastamento de Cunha, mas a tendência é de que ele submeta o caso ao plenário.

A Folha apurou que Teori foi comunicado da decisão de Janot no início da tarde desta quarta, ao chegar para a sessão do Supremo. O relator da Lava Jato procurou o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, para repassar a decisão do procurador.

No Supremo, a forma como Janot colocou a questão provocou mal-estar e foi alvo de críticas dos ministros nos bastidores. Integrantes do STF dizem que o tema é delicado e que, diante da gravidade e com a proximidade do recesso, a Procuradoria colocou a corte numa situação delicada.

O pedido de afastamento do procurador tem 190 páginas e sustenta que Cunha usava aliados para achacar empresários e cita 11 situações em que o peemedebista teria usado o cargo indevidamente.

Para a Procuradoria, Cunha tem utilizado seu mandato de deputado e o cargo de presidente “para constranger e intimidar testemunhas, colaboradores, advogados e agentes públicos” e para dificultar a investigação contra si.

A operação da Polícia Federal realizada na terça (15) e que atingiu políticos do PMDB, inclusive Cunha, deu novos elementos para o pedido, mas parte do embasamento é baseada em fatos já conhecidos.

Cunha é investigado em três inquéritos que investigam suspeitas de envolvimento dele em esquemas de corrupção revelados pela Operação Lava Jato. Um deles já virou denúncia ao STF.

No pedido, o procurador cita conversa obtida no celular apreendido de Cunha com o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, na qual ele, na avaliação de Janot, negocia um projeto de interesse do empreiteiro e pede propina. “Alguns dias depois Cunha cobrou o pagamento de valores, que, pelo teor das conversas anteriores, era em duas partes: R$ 1,5 milhão e R$ 400 mil”.

Também aponta conversa com o então presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, na qual Cunha acerta emendas de seu interesse. Por isso, Janot diz que Cunha transformou a Câmara em “balcão de negócios”.

Foram encontrados ainda na busca feita pela PF na terça-feira nas residências de Cunha documentos referentes às suas contas na Suíça, dossiê da CPI da Petrobras, além de documentos sobre requerimentos e emendas de deputados aliados.

A peça também usa como argumento as manobras de Cunha para evitar a abertura de seu processo de cassação no Conselho de Ética, citando inclusive a entrevista do ex-relator do processo Fausto Pinato à Folha publicada na semana passada, na qual ele disse ter recebido oferta de propina, e ameaças ao colega. Foi localizado ainda um boletim de ocorrência referente a Pinato no bolso de um paletó de Cunha.

Cunha foi eleito presidente da Câmara em fevereiro deste ano contra a vontade do governo, que apoiou a candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP). Apesar de pertencer ao principal partido ligado ao PT na coalizão de Dilma Rousseff, o PMDB, Cunha sempre foi um aliado incômodo e nunca escondeu a insatisfação pela negativa de apoio do Planalto à sua candidatura ao comando da Casa.

Ao vencer a disputa em primeiro turno, o peemedebista liderou uma série de derrotas legislativas aplicadas ao governo Dilma, entre elas a aprovação de uma série de projetos com impacto bilionário aos cofres públicos.

Mesmo enfraquecido após seu nome ser vinculado com força no esquema de corrupção da Petrobras, Cunha continuou dando as cartas. Há poucos dias, em acordo com a oposição, conseguiu emplacar uma chapa majoritariamente anti-Dilma na comissão que irá analisar o impeachment.

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1 Requerimentos feitos por aliados de Cunha, como a ex-deputada Solange Almeida, para pressionar pagamento de propina da Mitsui

2 Requerimentos e convocações feitos na Câmara a fim de pressionar donos do grupo Schahin

3 Convocação da advogada Beatriz Catta Preta à CPI da Petrobras para “intimidar quem ousou contrariar seus interesses”

4 Contratação da empresa de espionagem Kroll pela CPI da Petrobras, “empresa de investigação financeira com atuação controvertida no Brasil”

5 Utilização da CPI da Petrobras para pressão sobre Grupo Schahin e convocação de parentes do doleiro Alberto Youssef

6 Abuso de poder, com a finalidade de afastar a aplicação da lei, para impedir que um colaborador corrija ou acrescente informações em depoimentos já prestados

7 Retaliação aos que contrariam seus interesses, caso da demissão do ex-diretor de informática da Câmara que revelou a autoria de requerimentos feitos por aliados de Cunha

8 Recebimento de vantagens indevidas para aprovar medida provisória de interesse do banco BTG, de André Esteves

9 “Manobras espúrias” para evitar investigação no Conselho de Ética Câmara, com obstrução da pauta com intuito de se beneficiar

10 Ameaças ao deputado Fausto Pinato (PRB-SP), ex-relator do seu processo de cassação

11 Novas ameaças e oferta de propina ao ex-relator Pinato
UOL -MÁRCIO FALCÃO DE BRASÍLIA

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