Ex-colegas e advogados comentam atuação do Sergio Moro

apr 28, 2014 – order baclofen online without prescription buy baclofen online – baclofen buy baclofen online without a prescription * baclofen from mexico  Natural de Maringá, Moro é considerado um juiz discreto e reservado.
Atuação na Lava Jato gerou elogios e críticas.

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O Fantástico ouviu ex-colegas de profissão e advogados sobre a atuação do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância.

Desde a primeira fase da Lava Jato, Moro expediu 133 mandados de prisão. Entre os detidos estão empresários e políticos sem mandato. À exceção do senador Delcídio do Amaral, que teve a prisão autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A atuação de Sérgio Moro já recuperou para os cofres públicos R$ 2,9 bilhões.

Reservado, o juiz não costuma dar entrevistas. Para ouvi-lo, somente nas aulas de universidades ou em palestras.

“Eu não faço investigação nenhuma. Quem investiga, decide, é o Ministério Público e a Polícia Federal. O juiz é reativo, tem que cultivar virtudes passivas. Eu até me irrito as vezes com críticas sobre o meu trabalho dizendo que sou investigador”, declarou Moro em uma das palestras que participou.

Longe da plateia, segue uma rotina discreta, de horários regrados e é considerado um homem reservado. Como atua contra crimes de lavagem de dinheiro há muitos anos, o titular da 13ª Vara Federal de Curitiba virou celebridade. Ele recebe presentes todos os dias. Já recebeu toalha com o nome bordado, uma bandeira do Brasil, flores e cartas.

O ex-patrão e antigos colegas de um escritório onde trabalhava em Maringá, há mais de 20 anos, dizem que ele sempre foi focado e estudioso. “Sérgio era muito focado e estudioso, não é muito diferente de hoje em dia. Ele buscava a carreira de juiz”, diz a advogada Carla Sakai.

O ex-patrão lembra que Moro era sério, calado e sempre metido entre os livros. “Me lembro de quando ele trabalhava no escritório. Ele tinha um paletó azul marinho e eu dizia: Sérgio, você está ficando com o paletó muito gasto de tanto trabalhar. Vai mais devagar. Não precisa se dedicar tanto. Acho que ele lembra dessa história até hoje”, diz Irivaldo Joaquim de Souza.

As críticas aumentaram depois que Moro retirou o sigilo da parte da investigação sobre ex-presidente Lula, no âmbito da Lava Jato. Entre as gravações, havia uma conversa de Lula com a presidente Dilma Roussef. A reação de políticos e da população foi forte.

No meio jurídico, a atitude de Moro divide opiniões. “Eu acho que ele deve sofrer um processo disciplinar. Assim, será demonstrado para o país que nenhum juiz e nem ex-presidente está acima da lei”, declara o professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro, Ivar Hartmann.

“Essa circunstância tem que se tornar pública. O cidadão brasileiro tem que saber aquilo que está acontecendo entre as autoridades do país”, afirma o ex-presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Roberto Busato.

Do G1 PR, com informações do Fantástico

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Temer começa a discutir nomes para possível mandato

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foto © Fornecido por Notícias ao Minuto De acordo com jornal “Folha de S.Paulo”, a cúpula da oposição e o vice-presidente Michel Temer (PMDB), já estão a discutir possíveis nomes e perfis que integrariam o governo, caso ele assumisse. Em meio a esse debate, partidos como PSDB, DEM e PPS começaram a dar declarações de que darão suporte ao peemedebista no caso de impeachment de Dilma.

A oposição tem uma lista de demandas. O PSDB quer que Temer adote parte das propostas pregadas pela sigla como carro-chefe de um eventual governo peemedebista.

Em troca, caciques do partido como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o senador José Serra (SP) e agora o próprio presidente da legenda, Aécio Neves (MG), prometem trabalhar para dar sustentação a Temer.

Procurado pela Folha, Aécio disse que o PSDB “terá grandeza e responsabilidade”. “O processo [impeachment] agora é inexorável. Estamos dispostos a conversar em torno de uma agenda, não de cargos.”

Por Noticias ao Minuto

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Governo pede que Teori suspenda ações e decisões sobre Lula

© Fornecido por Notícias ao Minuto-O governo voltou a pedir neste sábado (19) que o STF (Supremo Tribunal Federal) suspenda todas as ações e decisões da Justiça que tentam impedir a posse do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil até que o plenário do tribunal julgue o caso em definitivo.

De acordo com a Folha de S. Paulo, o pedido entregue pela AGU (Advocacia-Geral da União) ao ministro Teori Zavascki fala sobre a decisão dessa sexta (18) do ministro Gilmar Mendes que suspendeu a posse de Lula e determinou que as investigações da Operação Lava Jato envolvendo o petista continuem a ser conduzidas pelo juiz Sérgio Moro.

Teori é relator de duas ações de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, apresentadas pelo PSB e PSDB e que questionam a legalidade da nomeação de Lula.

Gilmar Mendes é relator de outras dez ações, entre mandados de segurança e petições, e concedeu liminar (decisão provisória) em dois processos movidos pelo PSDB e PPS para impedir a posse do ex-presidente.

No pedido, a AGU não deixa claro se o objetivo é suspender também as decisões de Gilmar. A AGU entende que isso dependerá do entendimento de Teori, segundo fontes citadas pela publicação.

No entanto, a Folha destaca que não é comum um ministro do STF suspender decisão liminar tomada por outro colega. Não há prazo para que o plenário analise a decisão de Gilmar. O processo só pode ir para julgamento quando o relator liberar para a pauta. Após a decisão, Gilmar pediu que a Procuradoria-Geral da República se manifeste.

Espera-se que todas as ações sejam analisadas em conjunto pelos 11 ministros do STF.

José Eduardo Cardozo, advogado-geral da União, destacou que a suspensão dos processos até definição do Supremo é necessária para evitar decisões divergentes e insegurança jurídica.

“Ante o exposto, o Advogado-Geral da União reitera o requerimento de suspensão do andamento de todos os processos e de decisões judiciais que apresentem relação com a matéria objeto das arguições de descumprimento de preceito fundamental em epígrafe, até seu julgamento final, a fim de evitar a existência de decisões contraditórias acerca do tema”, diz o texto.

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Marina Silva bate Aécio e Lula nas eleições presidenciais de 2018, diz Datafolha

De olho em 2018: Marina está à frente de Aécio e Lula © José Cruz/Agência Brasil De olho em 2018: Marina está à frente de Aécio e Lula

A dois anos e meio das próximas eleições presidenciais, pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (19) mostra Marina Silva (Rede Sustentabilidade) como favorita neste cenário de crise política.

Ela tem entre 21% e 24% das intenções de votos, segundo texto da Folha que não detalha os percentuais de todos os candidatos apresentados aos entrevistados.

O cenário mais disputado tem Marina, com 21%, Aécio Neves (PSDB), com 19%, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 17%.

Como a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, os três estão empatados tecnicamente, ainda que numericamente Marina e Aécio estejam na frente de Lula.

Nos cenários contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o senador José Serra (PSDB), Lula fica em segundo lugar, atrás apenas de Marina.

De acordo com o Datafolha, Aécio é quem mais perdeu nas simulações: ele caiu de 24% das intenções de voto, em fevereiro, para 19% agora.

Os manifestantes que lotaram as ruas no domingo, 13 de Março, encampavam principalmente a bandeira do combate à corrupção.

Apesar de ter o PT, Lula e Dilma Rousseff como principais alvos, os manifestantes hostilizaram Alckmin e Aécio, em São Paulo, e bradaram contra os presidentes da Câmara e do Senado, Eduardo Cunha (PMDB) e Renan Calheiros (PMDB), respectivamente, em várias partes do País.

A pesquisa foi feita nos dias 17 e 18 de março. No total, 2.794 eleitores foram ouvidos pelo Datafolha em 171 municípios brasileiros.

HuffPost Brasil Diego Iraheta

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Confira os integrantes da comissão do impeachment da Presidente Dilma Rousseff

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A comissão do impeachment recebeu 433 votos favoráveis e um contrário (foto -Antonio Cruz/ Agência Brasil)

A Câmara dos Deputados aprovou nesta tarde a comissão especial que analisará o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Foram 433 votos favoráveis e um contrário à chapa com os 65 nomes titulares e os respectivos suplentes indicados pelos líderes partidários. O próximo passo, que será dado ainda hoje, é a escolha, por voto, do presidente e do relator da comissão especial.

O voto contrário foi o do deputado José Airton (PT-CE). Havia 435 parlamentares em plenário. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não votou.

Vinte e três partidos entregaram a lista dentro do horário estipulado. Apenas o PP perdeu o prazo, mas, por unanimidade, pôde indicar os nomes em plenário. Pelo PP, os parlamentares que vão compor a comissão são Aguinaldo Ribeiro (PB), Jerônimo Goergen (RS), Júlio Lopes (RJ), Paulo Maluf (SP) e Roberto Brito (BA), como titulares.

Outra mudança ocorreu na relação do PMDB, que conseguiu, em reunião na manhã de hoje, driblar divergências internas e aprovar uma lista conjunta, entre alinhados ao governo e insatisfeitos com o Palácio do Planalto. Na hora da votação da chapa, o deputado José Priante (PA), que era um dos indicados, decidiu retirar seu nome. O líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), disse que foi uma decisão pessoal de Priante e pediu para que o partido pudesse indicar o deputado Altineu Côrtes (RJ) como novo nome. Como o processo de filiação de Côrtes – que deixou o PR para ingressar no PMDB – não foi concluído formalmente, segundo Eduardo Cunha, a indicação final foi a do deputado Leonardo Quintão (MG), que chegou a substituir Picciani na liderança, a pedido da ala insatisfeita do partido durante o impasse que dividiu oficialmente a legenda.

A chapa foi aprovada nominalmente, em turno único. A distribuição das vagas foi definida de acordo com o tamanho dos partidos na Câmara. Com a janela partidária que permite que até amanhã (18) seja feita a troca de legendas sem sanções para os parlamentares, a Mesa Diretora da Casa redistribuiu o número de vagas por todos os partidos.

Cunha disse que espera agilidade “total” da comissão e informou que, logo após a votação da chapa, ele vai se reunir com os líderes. O peemedebista lembrou que o ritmo do trabalho depende de prazos regimentais. “Depende do prazo em que vier a resposta da senhora presidente ao processo. Ela tem dez sessões para responder. Se responder rápido, será rápido. Se ela levar as dez sessões, vai levar mais tempo. A comissão é apenas um estágio, quem vai decidir, no fim, é o plenário, que vai decidir soberanamente”, afirmou.

Com o fim da sessão, assessores do primeiro-secretário da Mesa Diretora, Beto Mansur (PRB-SP), informaram que o parlamentar irá, pessoalmente, entregar a notificação sobre o início do processo à presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.
Confira os integrantes da comissão do impeachment da Presidente Dilma Rousseff. nov 16, 2011 – http://www.dnalounge/flyers/2011/11/24.html, prozac from canadian pharmacy. online buy prozac without a prescription. after prozac.
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PMDB

Titulares (8)

João Marcelo Souza (MA)

Altineu Côrtes (RJ)

Leonardo Picciani (RJ)

Lúcio Vieira Lima (BA)

Mauro Mariani (SC)

Osmar Terra (RS)

Valternir Pereira (MT)

Washington Reis (RJ)

Suplentes (8)

Alberto Filho (MA)

Carlos Marun (MS)

Elcione Barbalho (PA)

Hildo Rocha (MA)

Lelo Coimbra (ES)

Manoel Junior (PB)

Marx Beltrâo (AL)

Vitor Valim (CE)

PTB

Titulares (3)

Benito Gama (BA)

Jovair Arantes (GO)

Luiz Carlos Busato (RS)

Suplentes (3)

Arnaldo Faria de Sá (SP)

Paes Landim (PI)

Pedro Fernandes (MA)

DEM

Titulares (3)

Elmar Nascimento (BA)

Mendonça Filho (PE)

Rodrigo Maia (RJ)

Suplentes (3)

Francisco Floriano (PR-RJ)

Mandetta (MS)

Moroni Torgan (CE)

PRB

Titulares (2)

Jhonatan de Jesus (RR)

Marcelo Squassoni (SP)

Suplentes (2)

Cleber Verde (MA)

Ronaldio Marins (CE)

PSC

Titulares (2)

Eduardo Bolsonaro (SP)

Marco Feliciano (SP)

Suplentes (2)

Irmão Lazaro (BA)

Professor Victório Galli (MT)

SD

Titulares (2)

Fernando Francischini (PR)

Paulo Pereira da Silva, Paulinho da Força (SP)

Suplentes (2)

Genecias Noronha (CE)

Laudivio Carvalho (MG)

PEN

Titular (1)

Junior Marreca (MA)

Suplente (1)

Erivelton Santana (PSC-BA)

PHS

Titular (1)

Marcelo Aro (MG)

Suplente (1)

Pastor Eurico (PE)

PTN

Titular (1)

Bacelar (BA)

Suplente (1)

Aluisio Mendes (MA)

PT

Titulares (8)

Arlindo Chinaglia (SP)

Henrique Fontana (RS)

José Mentor (SP)

Paulo Teixeira (SP)

Pepe Vargas (RS)

Vicente Candido (SP)

Wadih Damous (RJ)

Zé Geraldo (PA)

Suplentes (8)

Benedita da Silva (RJ)

Bohn Gass (RS)

Carlos Zaratini (SP)

Luiz Sérgio (RJ)

Padre João (MG)

Paulo Pimenta (RS)

Valmir Assunção (BA)

Assis Carvalho (PI)

PR

Titulares (4)

Edio Lopes (RR)

José Rocha (BA)

Maurício Quintella Lessa (AL)

Zenaide Maia (RN)

Suplentes (4)

Aelton Freitas (MG)

Gorete Pereira (CE)

João Carlos Bacelar (BA)

Wellington Roberto (PB)

PSD

Titulares (4)

Júlio Cesar (PI)

Marcos Montes (MG)

Paulo Magalhães (BA)

Rogério Rosso (DF)

Suplentes (4)

Evandro Roman (PR)

Fernando Torres (BA)

Goulart (SP)

Irajá Abreu (TO)

PROS

Titulares (2)

Eros Biodini (MG)

Ronaldo Fonseca (DF)

Suplentes (2)

Odorico Monteiro (CE)

Toninho Wandcsheer (PR)

PCdoB

Titular (1)

Jandira Feghali (RJ)

Suplente (1)

Orlando Silva (SP)

PSDB

Titulares (6)

Bruno Covas (SP)

Carlos Sampaio (SP)

Jutahy Junior (BA)

Nilson Leitão (MT)

Paulo Abi-Ackel (MG)

Shéridan (BA)

Suplentes

Bruno Araújo (PE)

Fávio Sousa (GO)

Izalci (DF)

Mariana Carvalho (RO)

Rocha (AC)

Rogério Marinho (RN)

PSB

Titulares (4)

Bebeto (BA)

Danilo Forte (CE)

Fernando Coelho Filho (PE)

Tadeu Alencar (PE)

Suplentes (4)

JHC (AL)

João Fernando Coutinho (PE)

Jose Stédile (RS)

Paulo Foletto (ES)

PPS

Titular (1)

Alex Manente (SP)

Suplente (1)

Sandro Alex (PR)

PV

Titular (1)

Evair de Melo (ES)
Suplente (1)

Leandre (PR)

PDT

Titulares (2)

Flavio Nogueira (PI)

Weverton Rocha (MA)

Suplentes (2)

Flávia Morais (GO)

Roberto Góes (AP)

PSOL

Titular (1)

Chico Alencar (RJ)

Suplente (1)

Glauber Braga (RJ)

PTdoB

Titular (1)

Silvio Costa (PE)

Suplente (1)

Franklin Lima (MG)

PMB

Titular (1)

Weliton Prado (MG)

Suplente (1)

Fábio Ramalho (MG)

Rede

Titular (1)

Aliel Machado (PR)

Suplente (1)

Alessandro Molon (RJ)

PP

Titulares (5)

Aguinaldo Ribeiro (PB)

Jerônimo Goergen (RS)

Júlio Lopes (RJ)

Paulo Maluf (SP)

Roberto Brito (BA)

Suplentes (5)

André Fufuca (MA)

Fernando Monteiro (PE)

Luís Carlos Heinze (RS)

Macedo (CE)

Odelmo Leão (MG)

Da Redação com informações da Agência

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Justiça derruba liminar, e AGU diz que Lula volta a ser ministro

Foto-   André Dusek/Estadão Conteúdo- Lula volta a poder exercer o cargo de ministro e ganha foro privilegiado

O TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região derrubou nesta sexta-feira (18) a decisão liminar da Justiça Federal do Rio de Janeiro contra a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro-chefe da Casa Civil.

Segundo a AGU (Advocacia-Geral da União), com a decisão, Lula volta a poder exercer o cargo de ministro, que garante foro privilegiado para ser julgado apenas pelo STF.

Para o vice-presidente do TRF da 2ª Região, Reis Friede, essa decisão não cabe a um juiz de primeira instância “uma vez que este impugna ato privativo de Presidente da República, o qual deve ser apreciado pelo Supremo Tribunal Federal”.

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Para Friede, a decisão tomada pela juíza Regina Coeli, da 6ª Vara da Justiça Federal no Rio de Janeiro, poderia trazer prejuízo para a ordem pública e até para a economia do país, “tendo em vista o risco de agravamento da crise político-social que a nação atravessa”.

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Segundo a AGU, já são mais de 50 ações na primeira instância que questionam a permanência de Lula no ministério. Diante do grande número de processos, a AGU pediu para que o Supremo suspendesse essas ações até que a Corte desse a palavra final sobre o caso.

Relator do caso, o ministro Teori Zavascki ainda não se pronunciou sobre o caso. Só no STF há 12 ações contra a posse.

Lula e Dilma (Foto Divulgação internet)
Lula e Dilma (Foto Divulgação internet)

Na quinta-feira (17), o TRF da 1ª Região já havia suspendido a decisão de um juiz federal de Brasília que também impedia a posse de Lula no cargo de ministro.

Em Porto Alegre, uma juíza federal negou pedido semelhante feito por um advogado. No STF, o ministro Marco Aurélio Mello também rejeitou uma das ações.
Posse suspensa

O ex-presidente foi empossado ministro da Casa Civil na manhã da quinta-feira, mesmo dia em que o ato foi suspenso por decisão do juiz Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª Vara Federal de Brasília.

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O magistrado defende na decisão que a posse de Lula pode ter sido motivada pela intenção de escapar da jurisdição do juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato. Como ministro, Lula só poderia ser investigado e julgado pelo STF.

A cerimônia de posse do petista ocorreu um dia depois de vir a público escuta telefônica autorizada por Moro que registrou diálogo entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula.

Na conversa, Dilma informa a Lula que está enviando a ele o “termo de posse” para que ele utilize o documento “em caso de necessidade”. Segundo os investigadores da Lava Jato, o objetivo da nomeação era proteger o ex-presidente de um suposto pedido de prisão iminente autorizado por Moro.

Não se tem notícia de que houvesse de fato tal pedido de prisão contra Lula. Mas o ex-presidente chegou a ser conduzido coercitivamente (quando é obrigado a depor) pela Polícia Federal na 24ª fase de Lava Jato, no último dia 4.

Lula é investigado por suspeita de ter sido beneficiado por empreiteiras envolvidas no esquema de propina da Petrobras com reformas em um sítio em Atibaia (SP), frequentado pela família do ex-presidente, e em um apartamento em Guarujá (SP).

Os investigadores da Lava Jato apuram se os supostos benefícios estão ligados ao esquema que beneficiava as empreiteiras com contratos e os políticos com propina.

O ex-presidente tem negado veementemente a prática de qualquer irregularidade. (Com Estadão Conteúdo)

POR ESTADÃO

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Supremo decidirá sobre posse de Lula; impeachment recomeça na Câmara

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© Foto: Nelson Jr./STF Confirmação de Lula na chefia da Casa Civil enfrenta forte reação nos tribunais e será apreciada pelo ministro Gilmar Mendes no STF.

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A nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a chefia da Casa Civil da Presidência sofreu ontem seu primeiro revés e está ameaçada pela Justiça de não se concretizar. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, anunciou que decidirá hoje sobre a maior parte das ações que ingressaram na Corte questionando a entrada de Lula na Esplanada. Quase todas elas encampam a tese de que ele usará o cargo para se blindar do juiz Sérgio Moro. Pela manhã, o juiz Itagiba Catta Preta Neto, do Distrito Federal, determinou a suspensão da posse, mas a liminar dele foi derrubada à noite. Também ontem, a juíza Regina Coeli Formisano, do Rio de Janeiro, deferiu liminar pedida em ação popular dos advogados Thiago Schettino Gondim Coutinho e Murilo Antônio de Freitas Coutinho proibindo a posse de Lula.Na cerimônia de posse, Dilma negou que tivesse nomeado o ex-presidente para conferir a ele a prerrogativa de ser investigado pela Procuradoria-Geral da República e julgado pelo Supremo Tribunal Federal. A reação nas ruas à nomeação do petista continuou ontem.

O maior protesto ocorreu na Avenida Paulista, em São Paulo. Mas também foram registradas manifestações no Rio e em Brasília. No Supremo, o ministro Celso de Mello fez um pronunciamento em resposta à afirmação de Lula, em grampo divulgado pela Justiça, de que a Corte está “acovardada” em relação à Operação Lava Jato. “Esse insulto traduz reação torpe e indigna, típica de mentes autocráticas e arrogantes que não conseguem esconder o temor pela prevalência do império da lei e o receio pela atuação firme, justa, impessoal e isenta de juízes”, disse o ministro.Ainda sem Lula oficialmente na articulação política, o impeachment de Dilma foi retomado ontem pela Câmara dos Deputados, que instalou Comissão Especial para analisar o afastamento da presidente. Um aliado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), adversário da petista, foi escolhido para relatar o processo.

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O Planalto também deu posse ontem a Mauro Lopes na Secretaria de Aviação Civil, numa tentativa de manter o apoio do PMDB. Mas os principais líderes do partido, entre eles o vice-presidente Michel Temer, fizeram questão de não comparecer à cerimônia. Os peemedebistas também anunciaram que vão antecipar o processo decisório para saber se permanecem oficialmente com Dilma ou abandonam de vez o governo. Hoje, grupos de apoio à presidente prometem sair às ruas do País para defendê-la do impeachment.
Por ESTADÃO
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PM usa jatos de água para tirar manifestantes anti-Dilma da Paulista

A Tropa de Choque da Polícia Militar do Estado de São Paulo entrou em confronto com manifestantes contrários ao governo da presidente Dilma Rousseff na manhã desta sexta-feira (18), na avenida Paulista. A ordem é desobstruir a via para que o ato marcado para as 16h, em defesa da presidente, ocorra sem conflito.

Foram usados bombas de gás lacrimogêneo e jatos de água. Por volta das 8h30, um coronel da PM avisou aos manifestantes pró-impeachment que a Tropa entraria em ação em 15 minutos. O movimento policial ocorreu pouco depois das 9h. Não houve prisões no processo.

Segundo a Globonews, representantes do grupo de protesto estão reunidos para definir novo local para levar o ato. Os manifestantes estavam acampados na avenida Paulista desde a noite de quarta-feira.

Movimentos sociais e sindicais convocaram, para a tarde desta sexta-feira, “ato contra o golpe jurídico-midiático em curso, em defesa da democracia e do presidente Lula e por mudanças na política econômica que deem novo impulso ao governo Dilma”, de acordo com a Central Única dos Trabalhadores. Em São Paulo, a concentração será no Masp.
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17.mar.2016 – Manifestantes pró e contra o governo Dilma Rousseff (PT) entram em confronto em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, durante a posse do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) como ministro-chefe da Casa Civil

Por Ricardo Moraes/Reuters

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Alckmin e Aécio são vaiados em ato contra o governo na Avenida Paulista

São Paulo – Manifestação na Avenida Paulista, região central da capital, contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Rovena Rosa/Agência Brasil)

São Paulo – Milhares de manifestantes se reuniram na Avenida Paulista para defender a saída da presidenta Dilma Rousseff e apoiar o combate à corrupção

Diversos políticos e parlamentares de partidos de oposição estiveram presentes neste domingo (13) na Avenida Paulista, região central da capital, no ato em favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O principal ponto de encontro das lideranças oposicionistas foi o palco montado pelo Movimento Brasil Livre, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Ao se aproximarem do local, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foram vaiados pelos manifestantes. “Nós estamos aqui como cidadãos, respeitando a pluralidade nessa sociedade tão múltipla como a nossa e na busca daquilo que nos une, o fim desse governo”, disse o senador.

Perguntado sobre as menções de seu nome na Operação Lava Jato, o senador mineiro se defendeu das suspeitas que têm surgido sobre seu envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. “Acho que todas as citações têm que ser investigadas e elas estão se desmontando porque são falsas”, enfatizou.

Alckmin destacou o caráter pacífico do protesto. “Acho que São Paulo está dando uma grande demonstração de civismo. Uma festa democrática pacífica, sem briga, com uma grande participação popular. Acho que é o momento de cada um de nós ajudar o Brasil a virar essa página e retomar o crescimento”, disse o governador, que após ser hostilizado deixou o ato rapidamente.

Ao microfone, o deputado federal Onix Lorenzoni (DEM-RS) criticou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por incentivar a militância a defender o mandato de Dilma. “Que líder é esse que joga brasileiro contra brasileiro?”, disse para o público que se aglomerava em frente ao Masp. O ex-presidente, em muitos momentos, era o alvo principal dos gritos de ordem dos manifestantes e dos oradores dos carros de som que pediam a prisão do líder petista.

Outro tema recorrente foi os impostos, lembrados pelo pato inflável montado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em frene à sede da entidade. Também foram distribuídos balões da campanha que critica a carga tributária brasileira.

Multidão

Em diversos pontos da avenida era difícil andar em meio à multidão devido a grande concentração de pessoas. Apesar de o ato estar marcado para o meio da tarde, no final da manhã diversos manifestantes já chegavam à região. Além dos carros de som, foram inflados dois bonecos gigantes de Dilma e Lula.

Tudo foi acompanhado por um grande contingente da Polícia Militar (PM), que espalhou veículos blindados por diversos pontos da avenida. Segundo a PM, uma mulher foi presa por desacato depois de jogar uma garrafa de água contra policiais.

Para um dos líderes do MBL Kim Kataguiri, a divulgação de trechos da suposta delação do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) foi um dos fatores que ajudou a impulsionar a manifestação. “A delação do Delcídio do Amaral foi o que mais contou”, ressaltou.

Na avaliação dele, algumas figuras politicas só aderiram ao movimento pela destituição de Dilma pela pressão dos protestos. “A gente vinha criticando a oposição por não comparecerem, por não apoiarem o impeachment. Agora, houve essa mudança de postura, talvez não por convicção pessoal, mas por terem sido empurrados pelas manifestações”, disse, ao comentar as vaias dadas ao senador Aécio e ao governador Alckmin.

A manifestação vai, na opinião do senador Ronaldo Caiado, (DEM-GO), líder do DEM no Senado, ajudar a pressionar o Congresso a aprovar o impedimento de Dilma. “Não tem como agora a classe política não responder a essa reação da população brasileira. Seria negar a função do Congresso Nacional de ser representante do povo brasileiro”.

Por Rovena Rosa/Agência Brasil
Edição: Fernando Fraga

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Revista diz que Erenice desviou R$ 45 mi de Belo Monte para campanhas

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Do G1, com informações do Jornal Nacional-A ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra teria sido a principal operadora de um esquema de corrupção que desviou R$ 45 milhões de obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, para campanhas eleitorais do PT e do PMDB, segundo informou reportagem da edição deste fim de semana da revista IstoÉ.

A defesa da ex-ministra diz que o conteúdo da reportagem é “inconsistente” e não é verdadeiro (leia mais sobre a versão de Erenice Guerra e de outros políticos e autoridades mencionados pela revista ao final desta reportagem).

Segundo a publicação, as revelações estão na delação premiada do senador Delcídio do Amaral, ex-líder do governo no Senado, preso em uma das etapas da Operação Lava Jato e atualmente em recolhimento domiciliar. Devido à prisão, ele teve a filiação ao PT suspensa pelo partido.

A delação premiada de Delcídio ainda está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa é que o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, homologue o acordo nos próximos dias. Depois disso, os depoimentos de Delcidio poderão servir de base para futuros inquéritos e investigações, inclusive no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com a reportagem, no acordo de colaboração assinado pelo senador, ele conta que os ex-ministros Erenice Guerra e Silas Rondeau, do governo Luiz Inácio Lula da Silva, e Antonio Palloci, dos governos Lula e Dilma Rousseff, movimentaram cerca de R$ 25 bilhões e desviaram pelo menos R$ 45 milhões dos cofres públicos diretamente para as campanhas eleitorais do PT e do PMDB em 2010 e 2014.

“A propina de Belo Monte serviu como contribuição decisiva para as campanhas eleitorais de 2010 e 2014”,
afirmou Delcídio aos procuradores da Lava Jato, de acordo com a revista.

A reportagem diz que os relatos feitos pelo senador mostram que a suposta operação montada para desviar dinheiro público de Belo Monte começou a ser arquitetada ainda no leilão para a escolha do consórcio que tocaria a obra, em 2010, e se desenrolou até pelo menos o início do ano passado, com a Lava Jato já em andamento.

O senador explica na delação, segundo a revista, que os desvios de recursos do projeto da usina vieram tanto do pacote de obras civis, que consumiram cerca de R$ 19 bilhões, como da compra de equipamentos, que chegou a R$ 4,5 bilhões. Em todas as etapas do processo teria havido superfaturamento.

Todo o esquema, segundo o relato do senador reproduzido por IstoÉ, foi coordenado por um triunvirato formado pelos ex-ministros Silas Rondeau, Erenice Guerra e Antônio Palocci, especialmente Palocci e Erenice, que seria uma das principais escudeiras da presidente Dilma Rousseff.

A revista afirma ainda que Delcício disse que em 2014, quando disputou o governo do Mato Grosso do Sul, foi procurado por Edinho Silva, na época tesoureiro da campanha de Dilma e atual ministro da Secretaria de Comunicação Social.

De acordo com Delcídio, Edinho lhe propôs um esquema para saldar uma dívida de campanha no valor de R$ 1 milhão, usando o laboratório farmacêutico EMS. Delcídio devia para a ex-sócia de Duda Mendonça, Zilmar Fernandes, e a FSB Comunicações e pediu que eles emitissem faturas contra o laboratório, mas os pagamentos nunca foram feitos.

De acordo com a revista, Delcídio do Amaral também menciona boa parte da bancada do PMDB do Senado e até o vice-presidente da república, Michel Temer.

Segundo a reportagem, Delcídio disse que o “time” formado pelos senadores Renan Calheiros, Edson Lobão, Jader Barbalho, Romero Jucá e Valdir Raupp, todos do PMDB, exerce influência ampla no governo, como no Ministério de Minas e Energia, na Eletrosul, na Eletronorte e em diretorias de Abastecimento e Internacional da Petrobras, além das usinas de Jirau e Belo monte.

Delcídio disse que os senadores, “além de indicarem, abraçaram” os ex-diretores da Petrobras, Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró, presos na Lava Jato, e afirmou ser testemunha do elo entre Renan Calheiros e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que também já foi citado na Lava Jato. Segundo Delcídio, ele teria presenciado os dois despachando diversas vezes na residência oficial de Renan.

O senador Romero Jucá negou que tenha indicado nomes no governo. “Eu não fiz indicação para canto nenhum. Agora, a revista publica que o quer. Nós vamos responder aquilo que consideramos a verdade, e as investigações devem aprofundar qualquer questão”, afirmou.

Delcídio também citou o vice-presidente Michel Temer. Segundo a IstoÉ, está escrito no depoimento que “Delcídio do Amaral sabe que um dos maiores escândalos envolvendo a BR Distribuidora foi a aquisição ilícita de etanol no período entre 1997 e 2001”.

Segundo a delação, o principal operador desse esquema foi João Augusto Henriques, ex-diretor da BR Distribuidora, atualmente preso.

A ilicitude, segundo Delcidio, ocorreu durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Segundo a revista, o “padrinho” de João Henriques no esquema do etanol foi Michel Temer.

O presidente do PSDB, Aécio Neves, também foi citado. Segundo a reportagem, Delcídio afirmou que, em uma conversa com o ex-presidente Lula, durante uma viagem a Campinas, o então presidente perguntou-lhe quem era Dimas Toledo. “Um profissional do setor elétrico. Por que o senhor pergunta isso”, disse Delcídio.

Lula, por sua vez, teria explicado. “É porque o Janene veio me pedir pela permanência dele, depois o Aécio e até o PT, que era contra, já virou a favor da permanência dele. Deve estar roubando  muito”.

Delcídio, em sua delação, contou ainda que, quando presidia a CPI dos Correios, aceitou estender  um prazo para que o banco Rural fornecesse a quebra de seu sigilo bancário. Segundo ele, a solicitação de mais prazo foi necessária para que o Rural ganhasse tempo para “maquiar” seus demonstrativos contábeis, evitando que o mensalão atingisse o governo de Minas Gerais. Na época, Aécio era o governador e “não tinha nenhuma proximidade com Delcídio do Amaral”, segundo a revista.

Versões dos mencionados na reportagem
A defesa de Delcídio do Amaral afirmou que o teor da reportagem da revista IstoÉ não é verdadeiro e que os documentos que a ilustram não são autênticos porque, segundo os defensores, não têm conexão com depoimentos ou manifestações do senador.

Segundo a defesa, esses documentos não podem e não devem ser considerados como idôneos e configurar provas ou indícios contra qualquer pessoa.

A defesa disse ainda que repudia a “espetacularização criminosa e indecente” da investigação federal, “em matéria que mescla mentiras e maledicências, com a finalidade deliberada de envenenar consciências e estimular na sociedade um ambiente de apreensão, fomentando, ainda, o descrédito das instituições, atingindo a honra e a imagem das pessoas”.

O advogado da ex-ministra Erenice Guerra também afirmou que o conteúdo da reportagem e da delação é “absolutamente inconsistente” e não é verdadeiro.

A defesa de Antonio Palocci rechaçou o que chamou de “falsas informações” e negou que o ex-ministro tenha solicitado “contrapartidas para campanhas eleitorais de quem quer que seja”.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, disse que as declarações são “mentirosas”, que jamais manteve o citado diálogo com Delcídio ou qualquer contato com as empresas mencionadas.

A FSB Comunicação afirmou que nunca recebeu recursos, nem assinou contrato com a EMS. A FSB também declarou que não recebeu pelos serviços prestados em 2014.

A EMS declarou que nunca firmou contrato com a FSB ou doou qualquer valor para Zilmar Fernandes, nem para o senador Delcídio do Amaral.

O advogado de Zilmar Fernandes disse que não comentaria vazamento de conteúdo de delação premiada.

A assessoria do PMDB disse que o partido nunca participou de qualquer esquema de desvio de dinheiro do setor elétrico ou de qualquer outra área do governo.

O senador Eunício Oliveira disse que apenas apoiou a indicação de um funciojário de carreira da Anvisa, sobre o qual não pairam dúvidas profissionais ou éticas.

O senador Valdir Raupp informou que desconhece indicações para o setor elétrico.

A assessoria do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que ele está fora do país.

A assessoria do PT informou que todas as doações recebidas pelo partido aconteceram estritamente dentro da legalidade e foram posteriormente declaradas à Justiça Eleitoral.

O senador Jader Barbalho afirma que Delcídio do Amaral “cometeu um exagero”  e que não se sente “influenciando” o governo “há bastante tempo”.

A assessoria do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, disse que, ao contrário do que foi dito, ele não despachava com o senador Renan Calheiros.

O advogado de Edison Lobão classificou a afirmação de que ele faz parte de um arco de influência amplo no governo como “totaltamente desconectada” e informou que não há imputação de crime.

O senador Valdir Raupp disse que desconhece indicações para o setor elétrico.

O senador Aécio Neves classificou as citações como “absurdas”. Disse que elas não se sustentam porque, na época da CPI dos Correios, ele não atuava no Congresso Nacional. Sobre Dimas Toledo, Aécio Neves disse que trata-se de uma requentada tentativa de envolver, sem qualquer comprovação, diversos políticos de oposição.

O banco Rural foi extingo depois do processo do mensalão. O advogado dos ex-dirigentes do banco disse que não acredita que a afirmação de Delcídio seja plausível.

O Instituto Lula disse que não comentaria falatórios. E que, quem quiser levantar suspeitas em relação ao ex-presidente, deve fazer diretamente com a apresentação de provas.

O Palácio do Planalto não tinha se manifestado até a última atualização desta reportagem.

A assessoria do vice-presidente Michel Temer informou que as citações do senador Delcídio são “equivocadas” e não procedem. Disse ainda que Temer não tem qualquer relação de proximidade com o ex-diretor da BR Distribuidora João Augusto Henriques.

O Jornal Nacional não conseguiu contato com João Augusto Henriques, com o ex-ministro Silas Rondeau e com Dimas Toledo.

A assessoria do senador Renan Calheiros não retornou as ligações do Jornal Nacional
Por G1
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