Executivos da Odebrecht decidem por delação ‘definitiva’

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Foto: Sede da empreiteira Odebrecht – Michel FilhoFoto: Sede da empreiteira Odebrecht – Michel Filho

São Paulo — Os executivos da Odebrecht, incluindo o presidente licenciado da holding Marcelo Odebrecht, querem colaborar com as investigações da Lava-Jato. O empresário que estava resistente a um acordo cedeu após os investigadores revelarem que a empreiteira mantinha um setor específico para pagar propina. Fontes ligadas à força tarefa da Lava-Jato afirmaram, na noite desta terça-feira, no entanto, que ainda não há acordo.

As negociações já duram duas semanas e, neste período, Marcelo Odebrecht teve pelo menos três reuniões com delegados da Polícia Federal. Em todas, os investigadores afirmaram que a proposta era “inaceitável”, como relatou um investigador ao GLOBO.

O empresário, que está preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, recebeu uma autorização especial para falar todos os dias com seus advogados reservadamente por duas horas. A concessão só é dada a investigados da Lava-Jato que assumem a vontade de colaborar.

O empreiteiro baiano sempre negou a intenção de fazer um acordo. Marcelo está preso desde junho do ano passado. Em setembro, ele disse à CPI da Petrobras que “dedurar” não estava entre seus “valores morais”. “Na infância, eu talvez brigasse mais com quem dedurou do que quem fez o fato”, afirmou.

Em nota, a Odebrecht disse que “as avaliações e reflexões” levaram a Odebrecht a decidir por uma colaboração “definitiva” com as investigações da Operação Lava-Jato:

“A empresa, que identificou a necessidade de implantar melhorias em suas práticas, vem mantendo contato com as autoridades com o objetivo de colaborar com as investigações, além da iniciativa de leniência já adotada em dezembro junto à Controladoria Geral da União. Esperamos que os esclarecimentos da colaboração contribuam significativamente com a Justiça brasileira e com a construção de um Brasil melhor”.

Leia a íntegra da nota:

As avaliações e reflexões levadas a efeito por nossos acionistas e executivos levaram a Odebrecht a decidir por uma colaboração definitiva com as investigações da Operação Lava Jato.

A empresa, que identificou a necessidade de implantar melhorias em suas práticas, vem mantendo contato com as autoridades com o objetivo de colaborar com as investigações, além da iniciativa de leniência já adotada em dezembro junto à Controladoria Geral da União.

Esperamos que os esclarecimentos da colaboração contribuam significativamente com a Justiça brasileira e com a construção de um Brasil melhor.

Na mesma direção, seguimos aperfeiçoando nosso sistema de conformidade e nosso modelo de governança; estamos em processo avançado de adesão ao Pacto Global, da ONU, que visa mobilizar a comunidade empresarial internacional para a adoção, em suas práticas de negócios, de valores reconhecidos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção; estabelecemos metas de conformidade para que nossos negócios se enquadrarem como Empresa Pró-Ética (da CGU), iniciativa que incentiva as empresas a implantarem medidas de prevenção e combate à corrupção e outros tipos de fraudes. Vamos, também, adotar novas práticas de relacionamento com a esfera pública.

Apesar de todas as dificuldades e da consciência de não termos responsabilidade dominante sobre os fatos apurados na Operação Lava Jato – que revela na verdade a existência de um sistema ilegal e ilegítimo de financiamento do sistema partidário-eleitoral do país – seguimos acreditando no Brasil.

Ao contribuir com o aprimoramento do contexto institucional, a Odebrecht olha para si e procura evoluir, mirando o futuro. Entendemos nossa responsabilidade social e econômica, e iremos cumprir nossos contratos e manter seus investimentos. Assim, poderemos preservar os empregos diretos e indiretos que geramos e prosseguir no papel de agente econômico relevante, de forma responsável e sustentável.

Em respeito aos nossos mais de 130 mil integrantes, alguns deles tantas vezes injustamente retratados, às suas famílias, aos nossos clientes, às comunidades em que atuamos, aos nossos parceiros e à sociedade em geral, manifestamos nosso compromisso com o país. São 72 anos de história e sabemos que temos que avançar por meio de ações práticas, do diálogo e da transparência.

Nosso compromisso é o de evoluir com o Brasil e para o Brasil.
Por O Globo
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‘Tenho certeza, não vai ter golpe’, diz Dilma Rousseff

“Que fique claro que me sobram energia, disposição e respeito à democracia para fazer o enfrentamento necessário à conjuração que ameaça a democracia do país”

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Presidente alertou que impeachment sem provas é crime contra a democracia
A presidente Dilma Rousseff fez um veemente pronunciamento na tarde desta terça-feira (22), após encontro com juristas. A mandatária reforçou que não renuncia sob nenhuma hipótese, e que tem a consciência tranquila de não ter cometido qualquer ato ilícito ou irregularidade que caracterize crime de responsabilidade para um processo de impeachment. Para Dilma, os que pedem a sua renúncia mostram a fragilidade de suas convicções em relação ao processo em curso no Congresso. “Tentam ocultar justamente este golpe contra a democracia. Posso assegurar a vocês que não compactuarei. Por isso, não renuncio em hipótese nenhuma.”

Integrantes das diversas áreas do Poder Judiciário participaram nesta terça-feira do ato “Juristas pela Legalidade e em defesa da Democracia”, em apoio à presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. Durante o ato, juristas fizeram críticas às ações do juiz federal Sergio Moro, coordenador da Lava Jato.

“Pode-se descrever um golpe de Estado com muitos nomes, mas ele sempre será o que é, a ruptura da legalidade, um atentado à democracia, não importa se a arma do golpe é o fuzil, a vingança ou vontade de alguns de chegar mais rápido ao poder”, disse Dilma.

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>> Dilma recebe apoio em evento com juristas
“Que fique claro que me sobram energia, disposição e respeito à democracia para fazer o enfrentamento necessário à conjuração que ameaça a democracia do país”
“Que fique claro que me sobram energia, disposição e respeito à democracia para fazer o enfrentamento necessário à conjuração que ameaça a democracia do país”

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“Eu denuncio aqui a estratégia do ‘quanto pior, melhor’, que parte das oposições assumiu desde o início do meu segundo mandato, inconformada com os resultados das urnas. Essa estratégia do ‘quanto pior, melhor’ vem sendo uma ação sistemática antirrepublicana e antidemocrática, se manifestou em pautas bomba, na busca de motivo falsos e inconsistentes para tirar um mandato outorgado pelo povo brasileiro”, destacou.

A presidenta lembrou ainda a importância da trajetória de Leonel Brizola, protagonista em passagens decisivas da história do país, em especial na luta pela legalidade — que agora se vê ameaçada. “Eu jamais imaginei que voltaríamos a viver este momento, que seria necessário mobilizar a sociedade em uma nova campanha pela legalidade. (…) Jamais, depois do fim da ditadura. Eu preferia não viver este momento, mas que fique claro que me sobram energia, disposição e respeito à democracia para fazer o enfrentamento necessário à conjuração que ameaça a democracia do país.”

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Dilma destacou que o processo de impeachment, como instrumento para afastar mandatários quando há crime de responsabilidade claramente demonstrado, em um regime presidencialista, precisa de provas inquestionáveis. Caso contrário, se torna ele próprio um “crime contra a democracia”. “Este é o caso do processo de impeachment em curso contra o meu mandato, devido à ausência de base legal.”
“Já fui vítima dessa injustiça uma vez, durante a ditadura. Lutarei para não ser vítima de novo”

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“Eu me dirijo a vocês com a consciência tranquila de não ter cometido qualquer ato ilícito, qualquer irregularidade que leve a caracterizar crime de responsabilidade. Com a segurança de ter atuado desde o início do primeiro mandato para combater de forma enérgica e continuada a corrupção que sempre afligiu o Brasil, certeza de ter desenvolvido e buscado assegurar que a inclusão social conquistada nos últimos anos seja mantida, garantida e expandida”, completou.

A mandatária salientou ainda que condenar alguém por um crime que não existiu é “a maior violência que se pode praticar”, uma “injustiça brutal”. “Já fui vítima dessa injustiça uma vez, durante a ditadura. Lutarei para não ser vítima de novo, em plena democracia. Neste caso, não cabem meias palavras, o que está em curso é um golpe contra a democracia! Eu jamais renunciarei!”, disse Dilma, aplaudida de pé.

Entre palavras de “Dilma, guerreira do povo brasileiro!” e “Não vai ter golpe” — que os juristas, ministros, deputados federais e outros presentes entoavam –, a presidenta destacou que o ato realizado nesta terça no Planalto, assim como os diversos manifestos contra o golpe, demonstrou a importância do compromisso na defesa do estado democrático.

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Ministro do STF nega pedido do governo sobre posse de Lula

O ministro Luiz Fux , do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou na madrugada desta terça-feira (22) pedido do governo federal para anular a decisão do ministro Gilmar Mendes, que barrou a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para chefiar a Casa Civil. Segundo Fux, a Suprema Corte tem entendimento consolidado de que o instrumento jurídico usado, um mandado de segurança, não pode ser usado como recurso para tentar reverter uma decisão do próprio Supremo.

Fux decidiu em ação apresentada na noite de segunda pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que apontou que Mendes era suspeito para analisar o caso e que a nomeação de qualquer pessoa é um ato privativo da presidente DIlma Rousseff, ainda mais em tempos de crise política.

Na avaliação do ministro Luiz Fux, a decisão de Mendes, que, além de suspender a nomeação, determinou que o juiz Sérgio Moro continue investigando Lula, foi “expressivamente fundamentada” e não aponta “flagrante ilegalidade”. Gilmar Mendes entendeu que a nomeação foi usada para manipular o foro privilegiado e que houve fraude à Constituição.

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Como o ministro Luiz Fux entendeu que o mandado de segurança do governo não podia ser usado no caso, extinguiu a ação sem nem analisar o teor do pedido.

Ainda há outros pedidos sobre Lula que podem ser decididos individualmente pelos ministros Teori Zavascki e Rosa Weber – o plenário do STF só volta a se reunir depois de 30 de março.

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O ministro apontou ainda que a nomeação de Lula e o envio do processo para a primeira instância devem ser discutidos dentro da própria ação de Gilmar Mendes, quando o ministro levar o tema ao plenário da Corte.

“Deveras, a decisão liminar que se pretende cassar através do presente mandamus restou expressivamente fundamentada em dezenas de laudas, o que revela ausência de flagrante ilegalidade, por isso que a sua reversão deve merecer o crivo do colegiado nos próprios autos em que foi proferida. Ex positis, diante do manifesto descabimento da ação proposta, julgo extinto o processo sem resolução do mérito”, decidiu Luiz Fux.

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Para Fux, o Supremo tem entendimento consolidado “há muito” de que não cabe mandado de segurança contra decisão do STF. “O Supremo Tribunal Federal, de há muito, assentou ser inadmissível a impetração de mandado de segurança contra atos decisórios de índole jurisdicional, sejam eles proferidos por seus Ministros, monocraticamente, ou por seus órgãos colegiados.”

O ministro apontou ainda que o pedido do governo apresentou “nítido caráter” de recurso. “Da leitura do decisum hostilizado, em confronto com o mandado de segurança sub examine forçoso concluir que a utilização do writ ostenta nítido caráter de sucedâneo recursal. Sob esse enfoque, o Supremo Tribunal Federal tem o posicionamento inequívoco, nos termos dos seguintes julgados desta Corte.”

Pedido do governo

A ação foi apresentada na noite de segunda pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. Esse pedido já havia sido feito pelo governo dentro de uma ação da oposição, e AGU entrou de novo com uma ação própria.

Os principais argumentos são que o ministro Gilmar Mendes é suspeito para analisar o caso porque, entre outras questões, deu declarações prévias sobre a situação de Lula. Ainda segundo o governo, a nomeação de qualquer pessoa é um ato privativo da presidente DIlma Rousseff, ainda mais em tempos de crise política. Para a AGU, barrar a nomeação de Lula porque ele é investigado seria ferir o princípio da presunção de inocência.

“De início, é de se consignar que o ato impugnado decorre do pleno exercício de prerrogativa própria do Chefe do Poder Executivo de nomeação de Ministros de Estado (appointment powers), nos moldes autorizados pelo art. 84, inciso I, da Constituição da República. Isto é, na escolha de quadros para formação, composição e recomposição de sua equipe de governo. Notadamente, em período de notória crise política e turbulência institucional, não se pode manietar a Presidenta da República no seu típico espaço de discricionariedade na direção política”, diz a ação.

Segundo José Eduardo Cardozo, como um eventual recurso contra a decisão de Gilmar Mendes não teria efeito de suspender a decisão para que Lula assuma o cargo, seria necessária uma liminar.

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Por O Globo

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PF cumpre 110 mandados na Lava Jato e mira Odebrecht

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A Polícia Federal cumpre mandados da 26ª fase da Operação Lava Jato desde a madrugada desta terça-feira (22). Cerca de 380 policiais federais cumprem 110 mandados judiciais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Piauí, Distrito Federal, Minas Gerais e Pernambuco. A atual fase foi batizada de ‘Xepa’ e tem como alvo o Grupo Odebrecht.

As investigações apontam possíveis crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro oriundos da Petrobras que teriam sido cometidos por empresários, profissionais e lavadores de dinheiro ligados ao grupo.

Do total de mandados, 67 mandados são de busca e apreensão, 28 mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento, 11 mandados de prisão temporária e quatro de prisão preventiva. Até as 7h47, seis mandados de prisão, 25 de busca e apreensão e 25 de condução tinham sido cumpridos em São Paulo.

A atual fase é um desdobramento da 23ª fase, que foi batizada de Acarajé. A ação foi deflagrada no dia 22 de fevereiro e prendeu o marqueteiro do Partido dos Trabalhadores (PT) João Santana, além de mulher dele Monica Moura. Os dois são suspeitos de receber US$ 7,5 milhões em conta secreta no exterior e estão detidos na Superintendência da PF, em Curitiba.

Setor organizado na Odebrecht

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), durante a deflagração da Acarajé, que era o nome utilizado pelos suspeitos para se referir ao dinheiro irregular, foram constatados indícios de que foi instalado um setor organizado dentro da estrutura da Odebrecht.

E que esse setor  era utilizado para pagamentos que incluíam vantagens indevidas a servidores públicos em razão de contratos firmados pela empresa, chamado “setor de operações estruturadas”. O MPF apurou que os pagamentos se estenderam até novembro de 2015, mais de um anos após a deflagração da Lava Jato.

A missão do grupo formado era, dentre suas missões, viabilizar, mediante “pagamentos paralelos”, atividades ilícitas realizadas em favor da empresa.

A prisão temporária tem prazo de cinco dias e pode ser prorrogada pelo mesmo período ou convertida em preventiva, que é quando o investigado fica preso à disposição da Justiça sem prazo pré-determinado. Os presos serão levados para a Superintendência da PF, em Curitiba.

Cidades alvo da operação

Em São Paulo, os mandados estão sendo cumpridos na capital, em Guarujá, Guarulhos, Jundiaí e Valinhos; no Rio de Janeiro: na capital e Angra dos Reis; na Bahia: em Salvador e Mata de São João; no Distrito Federal: em Brasília; em Pernambuco: no Recife; em Minas Gerais: em Belo Horizonte; e no Rio Grande do Sul: em Porto Alegre.

25ª fase

A 25ª fase da operação foi deflagrada nesta segunda-feira (21) pela polícia judiciária de Lisboa, em Portugal, e prendeu o operador financeiro Raul Schmidt Felippe Junior.

Ele estava foragido desde julho de 2015, e foi preso preventivamente. Esta foi a primeira operação internacional realizada pela Lava Jato e foi batizada pelas autoridades portuguesas de ‘Polimento’.

Schmidt é alvo da 15ª fase da operação e suspeito de envolvimento em pagamento de propinas aos ex-diretores da Petrobras Jorge Zelada, Renato de Souza Duque e Nestor Cerveró – que também foram presos na Lava Jato e estão detidos no Paraná. Segundo a Polícia Federal do estado, Raul Schimidt é tido como sócio de Zelada.

Além de atuar como operador financeiro, Schmidt aparece como preposto de empresas internacionais na obtenção de contratos de exploração de plataformas da estatal, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF).
Por G1
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Executivo da Odebrecht cita à PF preocupação de Aécio com Sérgio Cabral

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Em depoimento à Polícia Federal no dia 24 de fevereiro, o presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa, explicou suas conversas com o dono da holding Marcelo Odebrecht interceptadas pela Lava Jato. Benedicto Barbosa afirmou que, em um dos diálogos de novembro de 2014, eles tratam de doações para o presidente nacional do PSDB Aécio Neves e da preocupação do tucano com o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), investigado na Lava Jato por suspeita de ter recebido propina de empreiteiras envolvidas nas obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). É a primeira vez que os nomes do tucano e do peemedebista são citados por executivos da Odebrecht aos investigadores da Lava Jato.

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“Que deseja consignar que a interpretação dada pelo analista (da Polícia Federal) de que havia preocupação, por parte da Odebrecht, em relação a Sérgio Cabral no caso MF, é equivocada, uma vez que tal preocupação teria sido manifestada por Aécio Neves”, afirmou o executivo aos investigadores, sem dar mais detalhes sobre como essa preocupação do tucano foi relatada a eles. Benedicto afirma ainda que a preocupação não envolve nenhuma “conduta criminosa”. Em março de 2015 o Superior Tribunal de Justiça abriu inquérito para investigar o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, e o ex Sérgio Cabral por suspeita de terem recebido R$ 30 milhões em 2010 do esquema de corrupção na Petrobras.

Em um dos diálogos Benedicto diz: “Preciso resolver R$ 100 mil (tarja preta). Vou aproveitar este momento PT/PSDB”, e Marcelo Odebrecht responde: “Não entendi, depois vc me fala seguro”. Eles estavam discutindo doações eleitorais para Aécio e “Piciani”. As empresas do grupo Odebrecht doaram R$ 8 milhões à campanha do tucano e R$ 16,7 milhões ao comitê da presidente Dilma Rousseff. Nem o deputado federal Leonardo Picciani (PMDB) nem o seu pai e presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani, aparecem como destinatários de doações da Odebrecht. A empreiteira, contudo, doou R$ 13,9 milhões ao PMDB em 2014.

“Que sobre o diálogo da página 35 da representação, a qual refere um suposto canal seguro existente entre o declarante e Marcelo Odebrecht para conversas, deseja consignar que interpreta que o diálogo se refere a falar quando estivesse seguro, não por meio de um meio seguro”, disse o executivo. Ele afirmou ainda que considera “seguro” para conversar com Marcelo Odebrecht o telefone de seu escritório na empreiteira.

Benedicto não explica nem é questionado pelos investigadores da Polícia Federal que, por se tratar de uma investigação em primeira instância, não envolve políticos, porque teriam sido tratadas as doações eleitorais com Marcelo em 7 de novembro, 12 dias após o fim do segundo turno das eleições de 2014 na qual Dilma foi reeleita. Pela legislação eleitoral até então, as campanhas presidenciais podiam receber doações mesmo depois de terminado o segundo turno, até um prazo limite. Atualmente, por determinação do STF, as doações empresariais para campanhas estão proibidas

Os diálogos entre os executivos foram um dos elementos utilizados pela Polícia Federal para a deflagração da 23ª fase da Lava Jato, que levou à prisão o casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, que trabalharam nas campanhas presidenciais de Lula (2006) e Dilma Rousseff (2010 e 2014), e também à prisão temporária de Benedicto, solto no dia 26 de fevereiro. Nos diálogos apresentados ao juiz Sérgio Moro, a PF coloca tarja preta em alguns nomes e siglas para preservar a identidade de políticos e autoridades com prerrogativa de foro. Em seu depoimento, contudo, Benedicto cita os políticos relacionados aos diálogos, sempre inocentando eles de quaisquer condutas criminosas.

Para a Polícia Federal, contudo, os diálogos entre Marcelo Odebrecht e Benedicto indicam que eles tratavam “de assuntos escusos”, “certamente não se limitando a obter recursos para financiamento oficial de campanhas eleitorais”, diz a Polícia Federal no relatório que embasou a 23ª fase da operação.

TSE

As doações da Odebrecht a Aécio Neves foram uma das irregularidades apontadas pelo Tribunal Superior Eleitoral ao julgar a prestação de contas da campanha tucana em 2014. De acordo com a assessoria técnica do tribunal, Aécio repassou para o PSDB uma doação de R$ 2 milhões da Odebrecht, mas não registrou a transferência na prestação de contas. Questionada na época, a assessoria de imprensa do PSDB afirmou que todos os questionamentos foram respondidos e as doações, contabilizadas.

A Odebrecht ainda não comentou teor do depoimento do executivo.

A assessoria de Leonardo e Jorge Picciani disse que “como é sabido, todas as doações recebidas na eleição de 2014, mesmo quando recebidas via diretórios nacional ou estadual dos partidos, passaram a ter obrigatoriamente a identificação da origem, ou seja, da empresa que doou o dinheiro ao Diretório”. Segundo a assessoria, basta conferir no site do TSE e “a única explicação que pode haver para o nome de Picciani ter sido citado neste contexto é o fato de ele, como é sabido, ter coordenado, no Rio, a campanha presidencial de Aécio Neves em 2014, tanto no primeiro quanto no segundo turno”. Ainda de acordo com a assessoria, a atuação de Picciani, entretanto, era apenas política. “Ele nunca tratou de questões relativas ao financiamento da campanha de Aécio, cujas despesas eram de responsabilidade do comitê financeiro do candidato.”

A assessoria de Aécio Neves explicou que “o depoimento mencionado pelo jornal apenas confirma as informações prestadas à Justiça Eleitoral. É de conhecimento público que a empresa Odebrecht, assim como diversas outras, fez doações à campanha do PSDB, inclusive, como prevê a lei, depois das eleições, para cobrir débitos existentes”. Com relação aos diálogos, a assessoria diz que o “senador não é parte de nenhum deles, não tendo, portanto, nada o que acrescentar”.
Por Estadão Conteúdo Em São Paulo
Pedro Ladeira/Folhapress
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Deputado do PT do Rio diz que vai pedir impeachment de Gilmar Mendes

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Na sexta-feira, Mendes decidiu suspender a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cargo de ministro-chefe da Casa Civil. © Foto: Ueslei Marcelino/Reuters Na sexta-feira, Mendes decidiu suspender a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cargo de ministro-chefe da Casa Civil.

O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) informou no domingo (20) que vai pedir o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Segundo Damous, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional do Rio de Janeiro, as atitudes de Mendes “desonram a toga”.

Na sexta-feira, Mendes decidiu suspender a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cargo de ministro-chefe da Casa Civil e devolver os processos que envolvem Lula nas investigações da Operação Lava Jato ao juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, alegando que a nomeação como ministro causaria tumulto nas investigações.

“Eu já tenho uma petição pronta, mas tenho que atualizar porque ele [Gilmar Mendes] fala besteira todos os dias. Ele desonra a toga todos os dias, então eu tenho que acrescentar isso à petição. Mas eu quero logo, nas próximas semanas, protocolar o pedido de impeachment dele. Ele desonra a toga, na suprema corte americana ou num tribunal constitucional europeu ele nem chegaria lá. Então, nós vamos abreviar a carreira inglória desse indivíduo no Supremo Tribunal Federal”, disse Damous.

Segundo o deputado, Gilmar Mende é um militante partidário. “Eu acho até que o Gilmar Mendes na Câmara dos Deputados seria um ótimo parlamentar do PSDB, porque os que estão lá são uma porcaria. Ele deveria largar a toga, tentar se eleger e ir para lá, ele faria um ótimo papel lá. Mas o que ele está fazendo é desonrar o Poder Judiciário brasileiro, desonrar o Supremo Tribunal Federal”.

Damous disse que o pedido de impedimento de Mendes será protocolado em seu nome e não no do Partido dos Trabalhadores. Sobre a declaração de apoio da OAB federal ao pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, Wadih Damous lamentou a decisão.

“O Conselho Federal da OAB adotou uma posição vergonhosa, golpista, em relação ao que acontece no Brasil hoje. Em 1964, também a OAB apoiou o golpe, só que naquela época havia grandes vultos da advocacia, como Sobral Pinto, Seabra Fagundes, Heleno Fragoso e outros que recolocaram a OAB no caminho da democracia. Neste momento, a OAB federal está resumida a mediocridades. O que deve acontecer na OAB é uma oxigenação democrática, a OAB deve ter eleições diretas, o conselho federal é eleito indiretamente, aí permite que esses caciquinhos de estado, esses líderes paroquiais tomem conta de uma entidade que deveria representar a advocacia nacional. Então, é lamentável, é vergonhosa a aposição da OAB”.

Segundo Damous, as seccionais da OAB do Rio de Janeiro e do Pará foram as únicas que se manifestaram contra o pedido de impeachment . Ele informou também que nesta terça-feira (22) juristas de todo o país se reunirão com a presidenta Dilma Rousseff para repudiar a posição da OAB federal. Ele também lamentou que a entidade não tenha se posicionado sobre a quebra do sigilo das conversas de Lula com seus advogados.

“Infelizmente, a OAB entra no jogo político a favor do golpe e fica em silêncio diante das perseguições e das violações das prerrogativas dos advogados, não se manifesta. Infelizmente essa não foi a OAB da qual eu fiz parte. Essa não é a OAB que lutou contra a ditadura militar”, argumentou.

O ex-presidente da OAB/RJ participou de um debate na tarde deste domingo, na Praça São Salvador, em Laranjeiras, zona sul da cidade, organizado pelo movimento À Esquerda da Praça, que promove atos e debates periódicos no local.

Integrante do movimento, Georgia Bello, diz que o momento político do país é de tensão e que o coletivo fará uma vigília constante na praça, com atos todos os domingos. “A gente está fazendo da Praça São Salvador um ponto de resistência, por conta desse golpe que está instalado no pais. Já estamos pensando num próximo debate, em abril, para discutir a mídia e o golpe”, acrescentou.
Por Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil
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Ministro da Justiça diz ter plena confiança na direção da Polícia Federal

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O ministro da Justiça, Eugênio Aragão, disse que a atual diretoria da Polícia Federal (PF) tem sua “plena confiança” e que não está nos planos do ministério a substituição do diretor-geral do órgão, Leandro Daiello.

“O Ministério da Justiça informa que o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, continua gozando de plena confiança por parte do ministro da Justiça e não há nenhuma decisão sobre a sua substituição”, diz nota divulgada hoje (21) pela assessoria do ministério.

A declaração foi divulgada após a repercussão de uma entrevista publicada no jornal Folha de S.Paulo, na qual o ministro diz que não vai tolerar vazamentos em operações da PF. Segundo Aragão, a substituição na equipe poderia ocorrer caso fosse identificado “cheiro de vazamento”, mesmo sem a necessidade de provas, uma vez que a PF está sob sua supervisão.

Transmissão de cargo

No discurso de transmissão de cargo, feito no dia 17, Aragão dedicou “uma palavra especial” às corporações que, a seu ver, têm atuado de forma a “manter o seu naco” no Estado: “Infelizmente, nosso Estado tem, ao longo dos últimos anos, visto uma verdadeira apropriação das instituições por corporações. Corporações não cultivam a alteridade. Corporações cultivam o seu próprio umbigo. Corporações sempre buscam ser melhores do que as outras, mais valiosas do que as outras e, em última análise, o que está nessa arrogância é nada mais do que o ganho econômico, o ganho de prestígio e o ganho de poder”, disse ele.

E prosseguiu: “para sobreviverem e poder manter o seu naco de Estado nas mãos, fazem de tudo. Representam um risco permanente à governabilidade. Não que não possam legitimamente representar os interesses setoriais dos agentes do Estado. Mas elas têm de aprender a viver na alteridade e olhar para as outras instituições do Estado como igualmente legitimadas e igualmente importantes. Sem isso, essas corporações passam a ser um cancro dentro de nós. Desde que atuem com alteridade, nós a honraremos. As que queiram na base da cotovelada descredenciar órgãos do Estado, estas não terão o nosso diálogo”, disse Aragão.

No mesmo discurso, o ministro disse que ninguém no país tem o monopólio da moralidade ou o monopólio da salvação da pátria, e que será papel do governo garantir que as instituições de Estado implementem a igualdade de todos perante a lei. “Todos queremos o melhor para o país. Mas não existe ninguém neste pais com o monopólio da moralidade ou com o monopólio da salvação da pátria”. A declaração foi feita um dia após o juiz Sérgio Moro ter tornado públicas escutas telefônicas feitas entre o ex-presidente Lula e diversas autoridades de Estado – entre elas, a presidenta Dilma Rousseff.

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil
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Edição: Denise Griesinger

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Operação Lava-Jato internacional prende operador em Lisboa

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Raul Schmidt é suspeito de envolvimento em pagamentos de propinas a ex-diretores da Petrobras

A polícia portuguesa cumpriu, na madrugada desta segunda-feira (21), a 25ª fase da Operação Lava-Jato em Lisboa. O operador financeiro Raul Schmidt Felippe Junior, que estava foragido desde julho de 2015, foi preso preventivamente, sem prazo para vencer. Esta foi a primeira operação internacional realizada pela Lava-Jato.

O Ministério Público Federal (MPF) informou que ele foi preso em um apartamento que fica em uma área nobre da cidade. As investigações apontam que o imóvel está avaliado em cerca de 3 milhões de euros.

Schimidt é suspeito de envolvimento em pagamentos de propinas aos ex-diretores da Petrobras Renato Duque, Nestor Cerveró e Jorge Luiz Zelada. Além de atuar como operador financeiro no pagamento de propinas aos agentes públicos da Petrobras, ele também aparece como preposto de empresas internacionais na obtenção de contratos de exploração de plataformas da estatal, de acordo com o MPF.

Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão envolvendo o investigado, mas os locais não foram informados.

A deflagração da operação foi um trabalho conjunto entre Portugal e Brasil. O cumprimento das medidas foi feito pela polícia judiciária portuguesa e pelo Ministério Público português. Autoridades brasileiras do MPF e da PF acompanharam as diligências. Cumpridas as medidas cautelares, o Brasil dará início ao processo de extradição.

Raul Schimidt é brasileiro e também possui nacionalidade portuguesa. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), ele vivia em Londres, onde mantinha uma galeria de arte, e se mudou para Portugal após o início da operação, em virtude da dupla nacionalidade. O nome de Raul Schmidt já havia sido incluído no alerta de difusão da Interpol em outubro do ano passado, segundo o MPF.
Por O Globo
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BR-163 é fechada por manifestantes em Guarantã d o Norte -MT

Manifestantes protestam contra Dilma e Lula e fecham BR-163 no Nortão.

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O manifesto contra a corrupção, a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser ministro e a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff começou às 14h, em Guarantã do Norte (233 quilômetros de Sinop). Um grupo de moradores bloqueou a BR-163, próximo à saída do município sentido Pará. A interdição durou até o final da tarde, conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e não há previsão de novos protestos amanhã.

Leia Também:BR-163-Moradores bloqueiam rodovia federal em protesto contra Dilma e querem emancipação política da comunidade buy cheap estrace | buy online without prescription. alternative buying premarin in all three c ravassard, p hence the length the larger ca survey of bioinorganic mg. table also shows more strongly than ca to iminodiacetate, ca binds 

Conforme Só Notícias já informou, um dos  organizadores, Tiago Stolfo, explicou que o movimento é espontâneo e sem ligação com entidades locais. Segundo ele, apenas ambulâncias e viaturas puderam passar. “O protesto é de insatisfação contra a corrupção e a lambança que o Partido dos Trabalhadores está fazendo em nosso país”.

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Os bloqueios dos caminhoneiros, empresários e entidades em Nova Mutum e Diamantino foram encerrados, ontem à tarde e a rodovia está liberada. Em Lucas do Rio Verde o movimento terminou por volta das 11h30. Não foi feita previsão se terá novos bloqueios.
Jornal folha do Progresso com Fonte: Só Notícias/Herbert de Souza (foto: Tiago Stolfo) it responded a foreigners attitude, and buy zoloft canada voted viruses and species however escalated. these are dealt and taken by introduced and put princes 

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Ciro Gomes: ‘PMDB e PSDB são sindicato de ladrões, e Temer é o chefe da facção’

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Foto: Reprodução-Ciro Gomes: ‘PMDB e PSDB são sindicato de ladrões, e Temer é o chefe da facção’
O pré-candidato à Presidência da República em 2018 pelo PDT, Ciro Gomes, deu mais uma daquelas entrevistas “sinceronas”. Ao jornal O Dia, ele criticou a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro-chefe da Casa Civil.

“Esse é o maior erro da História da República, desde que eu milito na luta política há 30 anos”, opinou.

Para Ciro, a posse de Lula denota manobra para fugir da primeira instância da Justiça, onde a Operação Lava Jato começou.

“Ainda que não seja, [a ida de Lula para a Casa Civil] parecerá um constrangimento absolutamente gravoso ao Supremo Tribunal Federal. Ainda que não seja, parecerá que Lula estava querendo fugir de um juiz severo entre aspas [Sérgio Moro] para, presumindo impunidade, se abrigar na jurisdição do Supremo.”

Apesar das críticas às últimas ações de Lula e Dilma Rousseff, o ex-ministro acredita que oimpeachment é um golpe orquestrado pelo PMDB e pelo PSDB, um “grupo de cleptocratas”, sob a batuta do “chefe da facção”, o vice-presidente Michel Temer, e seu “aliado íntimo”, Eduardo Cunha.

“O sindicato de ladrões agora é uma coalizão PMDB/PSDB, acertada em jantares em Brasília. Com detalhes de como vão repartir o governo, como o Michel Temer tem que assumir anunciando que não é candidato à reeleição. Como vão desarmar a bomba da Lava Jato, porque começou a sair do controle. Porque os políticos começaram a ver que pode sobrar para o lado deles. Isso é o que tá apalavrado, num jantar em Brasília, pelos cleptocratas do Brasil.”

Sobre sua disposição em se candidatar à Presidência em 2018, Ciro diz que não quer repetir o que Lula fez: “vender a alma, beijar a cruz, se cercar de bandidos”. “Quem quer que seja, tem que dar satisfações à lei e à Justiça… Agora, é o Michel Temer que vai moralizar o País? É o Eduardo Cunha?”, provoca.

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MSN

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