Lista da Odebrecht pode atingir Judiciário, militares e Ministério Público

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operação lava jatoA fonte da coluna, que tem acesso direto à cúpula da construtora, informou que não se trataria de uma ameaça, mas sim de um aviso de que a força-tarefa da Operação Lava Jato chegou ao coração do caixa dois da empreiteira.

De acordo com a coluna, a lista “seria apenas um leve aperitivo do que os arquivos da Odebrecht podem conter”. Por abranger tantas frentes, há uma aposta ainda de que a Operação Lava Jato pode virar uma operação “abafa”.

Fonte: Jornal do Brasil

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Defesa de Lula entra com recurso no STF contra decisão

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A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou com recurso na noite de quinta-feira (24) no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes, que proíbe o petista de tomar posse como ministro da Casa Civil.

Os advogados Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins protocolaram recursos contra a liminar concedida nos mandados de segurança 34.070 e 34.071.

As decisões de Gilmar Mendes suspenderam a posse de Lula e determinaram o retorno das investigações envolvendo o ex-presidente ao juiz Sérgio Moro, que conduz a Operação Lava Jato.

A defesa argumenta que “o ex-presidente preenche todos os requisitos do art. 87 da Constituição Federal para assumir o cargo de Ministro de Estado e sua nomeação tem por objetivo ajudar o País e a Presidenta da Republica a retomar o desenvolvimento social e econômico”.

Os advogados alegam ainda que o mandado de segurança coletivo, usado por PPS e PSDB no pedido aceito por Mendes, “não serve para essa finalidade, conforme a jurisprudência do próprio STF”.

Lula não foi nomeado para obter o foro privilegiado, diz a defesa, e, por isso, “não é possível presumir desvio de finalidade na nomeação de Lula”.

No “agravo regimental” enviado ao STF, os advogados afirmam que o foro privilegiado não é sinônimo de “impunidade ou de obstáculos para a continuidade das investigações”.

“Não se pode aceitar a tese de que este STF seria menos capacitado para conduzir as investigações do que uma Vara Federal Criminal de Curitiba”, diz o documento.

A defesa afirma ainda que Lula “não é réu” em qualquer ação penal e que não foi condenado por crime.

Lula dentro, Lula fora: cronologia da posse de Lula

Na sexta-feira (18), Mendes suspendeu a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cargo de ministro-chefe da Casa Civil. O ministro atendeu a um pedido liminar do PPS e do PSDB.

No domingo (20), a petição da defesa do ex-presidente Lula foi endereçada ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski. No entanto, na manhã de segunda-feira (21), Lewandowski decidiu distribuir o habeas corpus eletronicamente, por entender que o assunto não é de competência da presidência do tribunal.

Na tarde de segunda, Edson Fachin havia sido designado para julgar o recurso, mas o ministro alegou ser suspeito para julgar o recurso por ter relação pessoal com uma das pessoas que assinaram a ação. Desta forma, a ação caiu nas mãos da ministra Rosa Weber.

Nesta terça, a ministra do STF arquivou o recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com a assessoria de imprensa do Supremo, a ministra não chegou a analisar o caso e proferir uma decisão, ela apenas arquivou o recurso de Lula que pedia a anulação do ministro Gilmar Mendes, que impediu o ex-presidente de assumir o ministério.

Com isso, o petista segue sem poder assumir o cargo de ministro-chefe da Casa Civil. Além disso, as investigações contra Lula na Operação Lava Jato continuarão nas mãos do juiz federal Sergio Moro, em Curitiba, e Lula não terá foro privilegiado.
Por VG Web – Agência Digital –

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Comandante-geral do Exército diz que obedecerá a Constituição

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Foto Fornecido por Notícias ao Minuto-Sem falar sobre golpe ou impeachment, o comandante-geral do Exército, Eduardo Villas Bôas, divulgou um vídeo nas redes sociais declarando que o Brasil atravessa uma crise econômica, ética e política.

“Estamos participando, vivendo e sofrendo as consequências dessa crise, que tem três componentes importantes: o componente político, o componente econômico e um componente ético-moral, e os três estão interligados”, afirmou Villas Bôas.

Segundo informações da Folha de S.Paulo, durante as manifestações, alguns grupos pediram a deposição da presidente Dilma Rousseff com o apoio dos militares.

Na entrevista, Villas Bôas elencou a manutenção da estabilidade, a legalidade e a legitimidade como os três pilares que norteiam o papel do Exército, como “instituição do Estado”.

“Toda e qualquer atitude nossa será absolutamente respaldada no que os dispositivos legais estabelecem, desde a Constituição até as leis complementares[…], e sempre condicionado ao acionamento de um dos poderes da República”, afirmou o comandante.

Por Notícias ao Minuto

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Temer cancela ida a Portugal para presidir reunião do PMDB na terça

O vice-presidente da República, Michel Temer, presidente nacional do PMDB, cancelou a viagem que faria a Portugal na próxima segunda-feira (28) para poder participar da reunião do diretório nacional do partido que definirá se a sigla romperá com o governo Dilma Rousseff.

O encontro do PMDB está marcado para a terça-feira (29) e será presidido por Temer, segundo informou a assessoria de imprensa da Vice-presidência.

Em convenção nacional neste mês, o partido definiu que se reuniria em até 30 dias – ou seja, até 12 de abril – para decidir se deixará o governo.

Na ocasião, a legenda também decidiu que não assumiria ministérios até definir se romperá ou não com o Planalto.

Temer viajaria para Portugal na segunda-feira a fim de participar de evento coordenado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

O seminário é organizado pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (EDB/IDP), do qual Gilmar Mendes é um dos sócios, e pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL).

Desembarque
Embora as críticas do PMDB ao governo tenham aumentado nas últimas semanas, ainda não há unidade em relação ao fim da aliança com o Palácio do Planalto.

Ministros peemedebistas, como Marcelo Castro (Saúde) e Celso Pansera (Ciência e Tecnologia), defendem publicamente a permanência no governo – o partido detém sete ministérios.

Diante da falta de consenso, alguns querem que o diretório espere até a data-limite, 12 de abril, para tomar uma decisão, na expectativa de se chegar a um acordo.

A ala mais rebelde da legenda, porém, sustenta que o desembarque do governo deve ocorrer o quanto antes e defende a manutenção do dia 29 para o encontro.

Defensor ferrenho do rompimento do PMDB com o governo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou ao G1 que a presença de Temer na reunião de terça-feira vai dar “mais força” ao encontro.

Ele também se posicionou contra uma eventual mudança da data porque, na opinião dele, isso não resolverá as divergências.

Cunha rebateu os argumentos de que o partido chegará fracionado para a votação de terça-feira, como avalia o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE). “A maioria que decida. É da democracia”, disse o presidente da Câmara.

Sobre a eventual ausência dos peemedebistas que discordam da realização da reunião no dia 29, Cunha foi direto: “Se se ausentarem, é porque a maioria já está consolidada e vão evitar a derrota”.

Favorável ao encontro no dia 12, Eunício Oliveira ainda não decidiu se vai ao encontro. “Se for pra fazer confronto no partido, eu não irei”, afirmou.

Eunício Oliveira disse que a legenda já tem “briga demais para fora” e que não deveria “brigar para dentro”.

“Não consigo entender, depois de uma luta tremenda para trazer unidade, por que dividir o PMDB ao antecipar mais ou menos 10 dias”, ponderou.

Por Laís Alegretti e Fernanda CalgaroDo G1, em Brasília

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Odebrecht cita repasses eleitorais a políticos que não se candidataram

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Em registros de contabilidade apreendidos pela Polícia Federal na Operação Acarajé e divulgados nesta quarta-feira (23), a construtora Odebrecht cita repasses eleitorais de 2012 a políticos que não se candidataram àquele pleito. As informações foram analisadas por “Aos Fatos”, que cruzou os dados da lista, em parceria com o UOL, com registros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

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Uma das tabelas de Benedicto Barbosa Jr, o BJ, da Odebrecht
Uma das tabelas de Benedicto Barbosa Jr, o BJ, da Odebrecht

As planilhas revelam que parte significativa da contabilidade se refere à campanha de 2012, quando foram eleitos prefeitos e vereadores. Nesses documentos, aparecem registros de valores de até R$ 500 mil em nome de políticos como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ministro Armando Monteiro (Desenvolvimento), o ex-senador José Sarney (PMDB-AP) e até o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, que não se candidata a cargos eletivos há quase 15 anos. Nenhum deles disputou as eleições para as quais esses valores seriam destinados.

As investigações da Polícia Federal apuram se essas quantias de fato existiram e se foram embolsadas pelas campanhas por meio de doação oficial ou propina. O fato de haver políticos que não se candidataram em registros eleitorais, entretanto, levanta suspeitas sobre a versão de que eram apenas doações regulares de campanha.

Os documentos foram revelados pelo blog de Fernando Rodrigues, do UOL, e listam possíveis repasses da Odebrecht para mais de 200 políticos de 24 partidos. As planilhas estavam com Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, e conhecido no mundo empresarial como “BJ”.

No meio da tarde desta quarta-feira, o juiz Sérgio Moro determinou que esse material fosse colocado sob sigilo. O UOL e o “Aos Fatos” tiveram acesso às informações quando os dados estavam públicos e acessíveis.
Políticos listados

O nome mais eloquente é o do ex-presidente da Transpetro Sergio Machado, que não se candidatou a prefeito nas últimas eleições –nem concorreu a cargo eletivo em qualquer época.

Em uma das planilhas, ele é relacionado à quantia de R$ 500 mil em 12 de setembro de 2012, auge da campanha municipal. Investigado na Lava Jato, teve a casa devassada pela PF em dezembro do ano passado.

Os peemedebistas José Sarney (AP), Eduardo Cunha (RJ), Jorge Picciani (RJ), Sérgio Cabral (RJ) e Romero Jucá (RR) também são citados em uma lista de candidatos a prefeituras em 2012. Nenhum deles disputou aquela eleição. Na relação da Odebrecht, Sarney, Cunha, Picciani e Cabral são chamados de “históricos”.

Eduardo Cunha é identificado como “caranguejo” e, ao lado do seu nome, há o registro de R$ 500 mil. Cunha não disputou eleição em 2012 e foi reeleito deputado federal em 2014. Ele afirmou só ter recebido “doações de caixa 1”. Outros políticos negaram qualquer tipo de doação ilegal e disseram que as verbas estão declaradas à Justiça Eleitoral.

Com Picciani, o “grego”, também há a anotação de R$ 500 mil. Ele foi eleito deputado estadual pelo PMDB do Rio em 2014. Antes disso, havia disputado uma cadeira no Senado em 2010, mas não conseguiu se eleger.

A Sarney, que aparece com o codinome “escritor” na planilha da construtora, são destinados R$ 100 mil, conforme a planilha. Ele disputou sua última eleição em 2006, quando conquistou uma cadeira no Senado pelo Estado do Amapá. Seu mandato terminou em 2015; um ano antes, ele anunciou sua aposentadoria da vida política.

Já o “proximus” Sérgio Cabral, atualmente sem mandato, foi governador do Rio de Janeiro de 2006 a 2014. As planilhas da Odebrecht mostram registro de R$ 500 mil ao lado de seu nome.

Também aparecem nas listas de contabilidade de 2012 sem não terem se candidatado para prefeito ou vereador o ministro Armando Monteiro (PTB-PE), o senador Romero Jucá (PMDB-RR), o deputado Geraldo Simões (PT-BA), o senador Randolfe Rodrigues (Rede, eleito senador pelo PSOL-AP), o ex-governador Silval Barbosa (PMDB-MT), o ex-governador Renato Casagrande (PSB-ES), ex-ministra Maria do Rosário (PT-RS) e o ex-líder da oposição na Câmara Bruno Araújo (PSDB-PE).
Dados do TSE

Os valores que constam das planilhas da Odebrecht totalizam mais de R$ 70 milhões. “Aos Fatos” cruzou essa informação com as quantias declaradas como doações da empresa às campanhas de 2010, 2012 e 2014. O levantamento constatou que o grupo contribuiu com quase R$ 40 milhões no mesmo período, segundo as bases do Tribunal Superior Eleitoral.

No caso das eleições de 2012, a construtora doou R$ 25,5 milhões para partidos e comitês de campanha e apenas R$ 50 mil para uma candidatura em particular: a de Luiz Marinho, candidato do PT à Prefeitura de São Bernardo do Campo (SP). Segundo ele, as doações foram feitas legalmente e aprovadas pela Justiça Eleitoral.

“Aos Fatos” também cruzou as doações atribuídas individualmente a cada um dos mais de 300 políticos citados nos registros de contabilidade. Assim como indicam as planilhas, a maior parte das doações é direcionada aos diretórios nacional, estadual e municipal dos partidos –prática comum e legal, mas que diminui o controle do doador sobre o real propósito da verba. Nesse caso, as siglas não são obrigadas a repassar a totalidade da doação para funções preestabelecidas.

É o caso de José Serra (PSDB-SP) nas eleições de 2012. A planilha cita, ao lado de seu nome, a quantia de R$ 3,2 milhões. No TSE, sua prestação de contas não dá mais detalhes. São públicas apenas transferências originárias da direção nacional do PSDB. O mesmo se aplica a demais candidatos citados nos documentos.

Outro lado

O presidente da Câmara Eduardo Cunha afirmou que é “normal” fazer pedidos em nome do partido para que a doação seja distribuída entre candidatos. “Várias empresas fizeram doações, certamente para minha campanha não foi e, se eu pedi, foi para o PMDB. Não sei o que é, mas é normal, a Odebrecht doou para o PMDB. Em alguns momentos, eu pedi para campanha do Henrique (Eduardo Alves) para o PMDB e o PMDB distribuiu”, disse Cunha.

Procurada, a ex-ministra Maria do Rosário disse que a planilha se refere a uma doação feita em 2012 feita sob sua indicação para o PT Nacional, com o objetivo de contemplar a então candidata a vereadora de Porto Alegre, Ariane Leitão. “A prestação de contas da candidata demonstra o devido registro ao TRE em 19 de setembro daquele ano”, disse.

O ex-governador Renato Casagrande afirmou que recebeu recursos da Odebrecht apenas durante sua campanha. “Por enquanto, o que se tem é uma listagem confusa, com informações imprecisas e não apuradas, cuja divulgação já foi, inclusive, suspensa pela Justiça Federal, justamente com o objetivo de evitar que aqueles que receberam recursos oficiais sejam confundidos com beneficiários ilegais”, disse.

O deputado Bruno Araújo disse que os valores em questão foram recebidos em 2012 pelo PSDB e repassados oficialmente a candidaturas a prefeito em Pernambuco naquele ano “com o devido registro na Justiça Eleitoral”.

O senador Randolfe Rodrigues nega ter recebido doações da Odebrecht nem ter trabalhado junto à construtora para que outros fossem beneficiados. Disse se tratar de uma campanha para “sujar” seu nome e afirmou que recorrerá ao Ministério da Justiça e à Procuradoria Geral da República para esclarecer o caso.

Até o momento, Sérgio Machado, Jorge Picciani, Sérgio Cabral e Silval Barbosa não foram encontrados para comentar o assunto.

* “Aos Fatos” é uma plataforma multimídia para checagem de fatos e do discurso público.
Por UOL
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Manifestantes protestam em frente ao STF contra decisão de Teori sobre Lula

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Brasília – Manifestantes contrários ao governo fazem ato em frente ao Supremo Tribunal Federal (Wilson Dias/Agência Brasil) © Wilson Dias/Agência Brasil Brasília – Manifestantes contrários ao governo fazem ato em frente ao Supremo Tribunal Federal (Wilson Dias/Agência Brasil)

Cerca de 300 manifestantes se reuniram no início da noite de hoje (23) em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para defender o impeachment da presidenta Dilma Rousseff e criticar o ministro Teori Zavascki, que proferiu ontem (22) decisão para paralisar as investigações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que estavam nas mãos do juiz federal Sérgio Moro.

Além de levarem faixas, bandeiras do Brasil e buzinas para defender Moro e saída da presidenta, os manifestantes fizeram um caixão para simbolizar o enterro do STF, do PT e de Zavascki. O barulho dos manifestantes não foi ouvido pelos ministros da Corte, porque hoje começou o feriado de Páscoa na Suprema Corte e a sede do tribunal está fechada.

A manifestação ocorreu de forma pacífica, mas foi acompanhada pelo batalhão de choque da Polícia Militar.

Segurança

Mais cedo, o Ministério da Justiça informou que ofereceu reforço na segurança dos ministros do Supremo. Em nota divulgada à imprensa, o ministério também confirmou que mandou investigar ameaças aos integrantes da Corte feitas em redes sociais. Os ministros já contam com segurança pessoal oferecida pelo tribunal.

Ontem, após a decisão de Teori, houve manifestações na porta da casa do ministro em Porto Alegre, segundo o deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

Segundo Pimenta, também houve protestos nas proximidades das casas de familiares de Zavascki, tanto em Brasília quanto no Rio Grande do Sul. Pimenta disse que as manifestações ganharam força após a divulgação dos endereços nas redes sociais.
Por André Richter – Repórter da Agência Brasil-
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Juíza nega recurso para manter pedido de prisão de Lula em SP

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 Foto- Ex-presidente Lula realiza discurso em caminhão de som, durante protesto a favor do governo, na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), na noite desta sexta-feira (18)

A juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga Oliveira, da 4ª Vara Criminal da capital paulista, negou nesta terça-feira um recurso para que a denúncia e o pedido de prisão preventiva do ex-presidente Lula, formulados pelo Ministério Público de São Paulo, fossem decididos na Justiça estadual.

No último dia 14, a magistrada havia declinado da competência para o juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), responsável pelos processos da Operação Lava Jato. Ela entendeu que a investigação dos promotores paulistas sobre a posse do tríplex reformado pela construtora OAS em Guarujá (SP) tem conexão com a Lava Jato e crimes de âmbito federal – Lula é acusado de ocultar patrimônio (lavagem de dinheiro) e falsidade ideológica.

Tanto o Ministério Público quanto a defesa de Lula argumentavam que o processo deveria ser julgado na esfera de São Paulo e sugeriram que o inquérito é um desdobramento da investigação sobre desvios na Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), cuja ação penal corre na 5ª Vara Criminal. Eles agora deverão recorrer ao Tribunal de Justiça de São Paulo, conforme a juíza. Os promotores e a defesa do ex-tesoureiro petista e ex-diretor da Bancoop João Vaccari Neto, preso na Lava Jato e reú na 5ª Vara Criminal paulistana, já interpuseram recursos em sentido estrito.

“Os argumentos utilizados nos presentes embargos pelos embargantes se mostram como irresignação com o decidido pela decisão que declinou da competência para a 13ª Vara Federal de Curitiba, e devem ser objeto de recurso à superior instância, sendo os embargos meramente infringentes”, decidiu a juíza. “Com relação à alegada competência da 5ª Vara local para julgamento do feito, considerando que esta magistrada não possui acesso à investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal e às provas do processo da Lava Jato, esta será analisada caso o juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba determine eventual desmembramento e/ou devolução dos autos.”

Maria Priscilla também afirmou que os autos ainda não devem ser enviados ao Supremo Tribunal Federal porque a posse de Lula como ministro da Casa Civil (para blindá-lo do pedido de prisão) foi suspensa.

“Cabe ressaltar que não há se falar em envio dos autos, neste momento, ao Supremo Tribunal Federal, tendo em vista que a posse de Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil foi suspensa por ordem do Ministro Gilmar Mendes da Suprema Corte, em decisão liminar vigente, nos autos do processo nº MS 34.070-DF. Caso o denunciado tome posse efetivamente do cargo no ínterim entre esta decisão e eventual recurso à Segunda Instância, os autos serão remetidos ao C. STF por determinação da Constituição Federal”, escreveu.

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Por VEJA.com

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Moro coloca sob sigilo lista que apontaria pagamentos da Odebrecht a políticos

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Moro afirmou que a lista “aparentemente” aponta pagamentos feitos pela empreiteira a agentes políticos. © Foto: Reuters Moro afirmou que a lista “aparentemente” aponta pagamentos feitos pela empreiteira a agentes políticos.

O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná, colocou sob sigilo nesta quarta-feira o processo em que foi anexada uma lista que apontaria pagamentos da Odebrecht a políticos e determinou que o Ministério Público Federal (MPF) se manifeste sobre a possibilidade de enviar esses documentos ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Em seu despacho, Moro afirmou que a lista, apreendida pela Polícia Federal na casa de Benedicto Barbosa da Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, “aparentemente” aponta pagamentos feitos pela empreiteira a agentes políticos.

O documento havia sido anexado ao processo referente à 23ª fase da Lava Jato, na qual foram presos o marqueteiro João Santana e sua mulher Mônica Moura.

“Prematura conclusão quanto à natureza d­esses pagamentos. Não se trata de apreen­são no Setor de Operações Estruturadas d­a Odebrecht e o referido Grupo Odebrecht­ realizou, notoriamente, diversas doaçõe­s eleitorais registradas nos últimos ano­s”, escreveu Moro na decisão.

Como a lista cita autoridades com prerrogativa de foro junto ao Supremo, Moro pediu que o MPF se manifeste com urgência sobre o envio desses autos ao STF.

De acordo com veículos de imprensa que tiveram acesso à lista antes de ela se tornar sigilosa, o documento cita mais de 200 políticos de 18 partidos. Entre os citados, ainda de acordo com a mídia, estão o chefe do gabinete pessoal da presidente Dilma Rousseff, Jaques Wagner; o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG); e os presidentes da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Reuters
(Por Eduardo Simões)

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Documentos da Odebrecht listam mais de 200 políticos e valores recebidos

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Papéis foram apreendidos na “Acarajé” e liberados ontem (22.mar)

Planilhas listam nomes, valores e apelidos de cada político

Material é de Benedicto Barbosa, alto executivo do grupo

Informações de tabela são incompatíveis com doações declaradas

Acesse todo o material apreendido no fim deste post

Agentes da PF na sede de São Paulo da Odebrecht, na fase Acarajé

Documentos apreendidos pela Polícia Federal listam possíveis repasses da Odebrecht para mais de 200 políticos de 18 partidos políticos. É o mais completo acervo do que pode ser a contabilidade paralela descoberta e revelada ontem (22.mar.2016) pela força-tarefa da Operação Lava Jato.

As planilhas estavam com Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, e conhecido no mundo empresarial como “BJ”. Foram apreendidas na 23ª fase da operação Lava Jato, batizada de “Acarajé”, realizada no dia 22.fev.2016.

Como eram de uma operação de 1 mês atrás e só foram divulgados públicos ontem (22.mar) pelo juiz federal Sérgio Moro, os documentos acabaram não sendo mencionados no noticiário sobre a Lava Jato.

As planilhas são riquíssimas em detalhes –embora os nomes dos políticos e os valores relacionados não devam ser automaticamente ser considerados como prova de que houve dinheiro de caixa 2 da empreiteira para os citados. São indícios que serão esclarecidos no curso das investigações da Lava Jato.

tabela-benedicto-1024x643Planilha-BJ-Odebrecht-1024x541

Os documentos relacionam nomes da oposição e do governo: são mencionados, por exemplo, Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR), Humberto Costa (PT-PE) e Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, entre vários outros.

A apuração é dos repórteres do UOL André Shalders e Mateus Netzel. Eis exemplos de planilhas apreendidas (clique nas imagens para ampliar):

 

prednisolone uk buy prednisone buy prednisone online order prednisolone for dogs uk buy cheap prednisone online buy prednisone from canada cheap  Na planilha, Renan é “atleta”; Eduardo Paes, “nervosinho”; Sérgio Cabral, “próximus”.

A maior parte do material é formada por tabelas com menções a políticos e a partidos.

Várias dessas planilhas trazem nomes, cargos, partidos, valores recebidos e até apelidos atribuídos aos políticos.

Algumas tabelas parecem fazer menção a doações de campanha registradas no TSE. Há CNPJs e números de contas usadas pelos partidos em 2010, por exemplo.

Parte significativa da contabilidade se refere à campanha eleitoral de 2012, quando foram eleitos prefeitos e vereadores. As informações declaradas no SPCE (Sistema de Prestação de Contas Eleitorais, do TSE) desse ano não correspondem às dispostas nas tabelas. Na planilha acima, por exemplo, as siglas OTP e FOZ aparecem assinaladas ao lado de diversos candidatos, mas nem Odebrecht TransPort nem Odebrecht Ambiental (Foz do Brasil) realizaram doações registradas naquela eleição.

Em 2012, a Construtora Norberto Odebrecht doou R$ 25.490.000 para partidos e comitês de campanha e apenas R$50 mil para uma candidatura em particular –a de Luiz Marinho, candidato do PT à prefeitura de São Bernardo do Campo (SP).

Em 2014, a soma de doações da construtora foi de R$ 48.478.100, divididos entre candidaturas individuais e comitês dos partidos. Em 2010, o total foi de R$ 5,9 milhões, apenas para partidos e comitês de campanha.

APELIDOS
Eis alguns apelidos atribuídos aos políticos nos documentos da Odebrecht, vários com conteúdo derrogatório:
Jaques Wagner: Passivo atarax 10mg tablets. generic atarax
Eduardo Cunha: Carangueijo
Renan (Calheiros): Atleta
José Sarney: Escritor
Eduardo Paes: Nervosinho
Humberto Costa: Drácula
Lindbergh Farias: Lindinho
Manuela D’Ávila: Avião

O material da Odebrecht é farto em nomes da oposição

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COPA E LEBLON
A papelada que serve de base para este post foi apreendida por 4 equipes da PF em 2 endereços ligados a Benedicto Barbosa Jr. no Rio de Janeiro nos bairros do Leblon e de Copacabana.

Além das tabelas, há dezenas de bilhetes manuscritos, comprovantes bancários e textos impressos. Alguns dos bilhetes fazem menção a obras públicas, como a Linha 3 do Metrô do Rio.

Um dos textos refere-se, de forma cifrada, às regras internas de funcionamento do cartel de empreiteiras da Lava Jato. O grupo é chamado de “Sport Club Unidos Venceremos”.

O juiz federal Sérgio Moro liberou ontem (22.mar.2016) o acesso ao material apreendido com outros alvos da Acarajé. São públicos os documentos apreendidos com Mônica Moura, mulher do publicitário João Santana, e com o doleiro Zwi Skornicki, entre outros.

ÍNTEGRA DOS DOCUMENTOS
Clique aqui para saber em qual documento e página cada político é mencionado. Depois, escolha o arquivo correspondente na lista abaixo:

Arquivo 1

Arquivo 2

Arquivo 3

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Arquivo 5

Arquivo 6

Arquivo 7

Arquivo 8

Arquivo 9

Arquivo 10

Arquivo 11

Arquivo 12

OUTRO LADO
A Odebrecht foi procurada pelo Blog. Nesta 4ª (23.mar.2016), a assessoria da empreiteira enviou esta nota: “A empresa e seus integrantes têm prestado todo o auxílio às autoridades nas investigações em curso, colaborando com os esclarecimentos necessários”.

Todos os políticos citados, já procurados por causa de outras reportagens, negam ter recebido doações ilegais em suas campanhas.
Por fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br
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Zavascki manda Sérgio Moro enviar investigação de Lula para STF

Zavascki: decisão é um puxão de orelha em Moro (Carlos Humberto/SCO/STF/Fotos Públicas) © Fornecido por Empiricus Consultoria e Negócios Ltda.
SÃO PAULO – O ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), determinou, na noite desta terça-feira (22), que o juiz Sérgio Moro encaminhe à corte suprema toda a investigação sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A decisão atende a um pedido do governo, que afirma que houve irregularidades na divulgação de grampos telefônicos envolvendo todas as pessoas com foro privilegiado sob investigação da Polícia Federal. O ministro também devolveu o sigilo dos grampos telefônicos dos envolvidos, que havia sido quebrado por Moro.

Zavascki também deu um prazo de dez dias para que Moro explique sua atuação na penúltima fase da Lava Jato, batizada de Operação Aletheia, com o objetivo de decidir o que ficará sob a tutela da Justiça Federal do Paraná, onde Moro está lotado, e o que ficará com o STF.

A decisão do ministro não modifica o status de Lula em relação à sua nomeação para a Casa Civil da presidente Dilma Rousseff. A indicação continua suspensa pela Justiça.
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