Cinco pessoas são presas acusadas de falsificar documentos.

Cinco pessoas foram presas acusadas de integrar uma organização criminosa especializada em falsificar documentos no município de Xinguara, sudeste do Pará. As prisões em flagrante foram realizadas pela Polícia Federal, com apoio das polícias Civil e Militar.

A quadrilha falsificava carteiras de identidade, CPF’s e comprovantes de endereço com o objetivo de sacar valores oriundos de RPV (Requisição de Pequeno Valor) da Justiça Federal.

Foto: Divulgação PF
Foto: Divulgação PF

A prisão aconteceu em Xinguara no momento que parte da quadrilha sacava, de forma fraudulenta, cerca de R$ 6.800 oriundos de RPV com utilização de documentos falsos. Os demais integrantes foram presos em um hotel em Redenção, local utilizado como fábrica das falsificações.

Foram apreendidos cerca de 30 espelhos de identidade em processo de falsificação, 10 CPF’s já falsificados, uma impressora utilizada para impressão desses documentos e realização de furos nas fotos para colocação na identidade, notebook, R$ 6.800 em dinheiro, entre outros materiais.

Foto: Divulgação PF
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Novo secretário de Indústria, Comércio e Trânsito toma posse em Novo Progresso

Novo Secretário é uma indicação da ACINP de Novo Progresso.

Antonio Cardoso Campos assume o cargo deixado pelo Vereador João Garimpeiro.

O Prefeito Ubiraci Soares (PSC),  empossou nesta terça-feira (12/04)  o novo secretário de indústria, comércio e transito do município.  O Empresário Antonio Cardoso Campos (Nossa Loja) ,  assume o cargo deixado pelo suplente de vereador que assumiu o cargo no legislativo João Garimpeiro (PR).

A solenidade de posse aconteceu na sede da Prefeitura e contou com a presença de secretários municipais, lideranças políticas, servidores, vereadores e empresários da cidade.

Em seu discurso, o secretário agradeceu ao prefeito Macarrão por ter atendido ao pedido da ACINP (Associação Comercial e Industrial de Novo Progresso),  em escolher um comerciante para uma das pastas mais importantes do governo municipal e reafirmou o comprometimento de dar continuidade aos projetos bons e reiniciar uma nova gestão voltada ao desenvolvimento e ao apoio a indústria e ao comércio, voltado para ao crescimento  do município de Novo Progresso.

“São muitos desafios pela frente”. Tenho a dimensão da responsabilidade que o cargo exige e estou pronto para assumir está batalha. Antes de tudo, sou membro  da ACINP e também agradeço aos companheiros que aceitaram meu nome para assumir está pasta e a partir de agora vamos  trabalhar para dar conta do recado.

 Fonte/Fotos: Jornal Folha do Progresso

acinp (2)

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Ex-senador e outros 2 presos pela 28ª fase da Lava Jato chegam a Curitiba

O ex-senador Gim Argello (PTB-DF), seu assessor Paulo Cesar Roxo Ramos e o secretário-geral da Câmara Legislativa do Distrito Federal Valério Neves Campos, presos na 28ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã desta terça-feira (12), chegaram a Curitiba no fim desta tarde. Eles devem fazer o exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML), que é praxe após a prisão, na quarta (13).

Gim Argello está preso preventivamente; já Paulo e Valério, temporariamente. A prisão temporária tem prazo de cinco dias e pode ser prorrogada pelo mesmo período ou convertida em preventiva, quando o investigado fica preso à disposição da Justiça sem prazo pré-determinado.

Ainda nesta terça-feira, a Polícia Federal (PF), além dos mandados de prisão, também cumpriu 15 mandados de busca apreensão e cinco de condução coercitiva nas cidades de São Paulo, no Rio de Janerio, Taguatinga (DF) e Brasília.

Vitória de Pirro
A 28ª fase da Lava Jato, batizada de “Vitória de Pirro”, investiga a cobrança de propinas para evitar convocação de empreiteiros em comissões parlamentares de inquérito sobre a Petrobras.

Gim era vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, no Senado, e da Comissão Parlamentar Mista (CPMI) da Petrobras, no Congresso.

O nome dele pareceu nas delações do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) e do dono da UTC, Ricardo Pessoa. O Ministério Público Federal (MPF) diz que há evidências de que o ex-senador pediu R$ 5 milhões em propina para a empreiteira UTC Engenharia e R$ 350 mil para a OAS. As duas empresas são investigadas na Lava Jato.

O MPF afirma ainda que os recursos foram enviados a partidos indicados por Gim – DEM, PR, PMN e PRTB – na forma de doações de campanha aparentemente legais.

Bloqueio de bens
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, determinou na manhã desta terça-feira o bloqueio de R$ 5,35 milhões das contas e aplicações financeiras do ex-senador.

Além disso, foram determinados os bloqueios de igual valor da empresa Argelo & Argelo Ltda, da mesma quantia da Garantia Imóveis Ltda e ainda mais R$ 5,35 milhões da Solo – Investimentos e Participações Ltda.

Todas as empresas ficam em Brasília e têm o ex-senador Gim Argello como sócio. O valor total de bloqueio nas três empresas é de R$ 16,5 milhões. O juiz também pediu o bloqueio de R$ 5,35 milhões de Paulo.

RESUMO DA 28ª FASE
Objetivo: investigar obstrução da CPI e da CPMI da Petrobras (2014 e 2015).
Mandados judiciais: 23, sendo 2 de prisão temporária, um de prisão preventiva, 15 de busca e apreensão e 5 de condução coercitiva.
Preso preventivamente: ex-senador Gim Argello (PTB-DF).
Presos temporariamente: Paulo Cesar Roxo Ramos, assessor de Gim, e Valério Neves Campos, secretário-geral da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Conduzidos coercitivamente: Jorge Argello Júnior, filho do ex-senador Argello, e os executivos da OAS Roberto Zardi Ferreira Jorge, Gustavo Nunes da Silva Rocha, Dilson de Cerqueira Paiva Filho e Marcos Paulo Ramalho.

O outro lado
O advogado do ex-senador Gim Argello, Marcelo Bessa, disse que ainda não teve acesso ao processo e que, por isso, não vai se pronunciar. Por meio de nota, a família do ex-senador manifestou indignação quanto à prisão dele: “Gim Argello, pessoa pública, vive em Brasília há mais de 50 anos, onde tem residência fixa e conhecida. Ao longo de toda a investigação, sempre colaborou com a Polícia Federal sem nunca se opor a prestar esclarecimentos ou informações. Sua prisão  baseada apenas em denúncias não confirmadas  é injustificada sob qualquer ótica”.

Em nota, a OAS informa que “estão sendo prestados todos os esclarecimentos solicitados e dado acesso às informações e documentos requeridos pela Polícia Federal, em sua sede em São Paulo, na manhã desta terça-feira. A empresa reforça que está à inteira disposição das autoridades e vai continuar colaborando no que for necessário para as investigações”.

Procurada pelo G1, a UTC Engenharia afirmou que “a empresa não comenta investigações em andamento”.
Por G1
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Ministros do PMDB reassumirão mandato para votar contra impeachment, diz Pansera

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera (Foto), disse hoje (12) que os ministros do PMDB que têm mandato de deputado vão se licenciar dos cargos e retornar à Câmara para votar, no plenário, contra a abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. A votação está prevista para ocorrer no próximo domingo (17).

No final de março, o PMDB decidiu deixar a base de apoio do governo Dilma, mas seis ministros do partido permaneceram nos cargos. Três têm mandatos de deputado: além de Pansera, Marcelo Castro, da Saúde; e Mauro Lopes, da Secretaria de Aviação Civil.

“Ontem nós reunimos os ministros do PMDB e decidimos que vamos voltar para fazer a luta contra o impeachment na Câmara. Nós vamos encerrar o terceiro turno das eleições de 2014. E vamos ganhar de novo e espero que desta vez respeitem o resultado. Esse país precisa trabalhar, precisa que o deixem trabalhar, esse governo precisa governar, precisa que o deixem governar”, disse durante discurso em evento no Palácio do Planalto a presença de estudantes e entidades ligadas à educação.

Pansera disse que não há fato determinado para embasar o impeachment da presidenta Dilma. “Votei numa presidenta e num vice-presidente, se é para manter os programas e, se não tem fato determinado, por que o impeachment? Qual o sentido do impeachment se não é a disputa da política pela política?”, questionou.

Por Agencia Brasil.ebc.com.br
Edição: Juliana Andrade

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Gim Argello foi senador entre 2007 e 2014

O ex-senador Gim Argello (PTB-DF), preso preventivamente nesta terça-feira (12) na 28ª fase da Operação Lava Jato, está fora de cargos públicos desde 2014.

Suplente de Joaquim Roriz, Gim Argello tornou-se senador do Distrito Federal com a renúncia do titular em 2007, e ficou no cargo até o final de 2014, participando da base de apoio do governo Dilma Rousseff.

Gim foi membro da CPI da Petrobras no Senado e vice-presidente da CPMI, da Câmara e do Senado.

Antes disso, foi eleito duas vezes deputado distrital e presidente da Câmara Legislativa do DF de 2001 a 2002.

Suspeitas
Gim Argello é suspeito de cobrar propina para evitar convocação de empresários a comissões parlamentares de inquérito em 2014 e 2015.

O nome do ex-senador já vem sendo citado por delatores da Lava Jato desde 2015 e também apareceu durante as investigações Operação Zelotes, que apurava o pagamento de propina a conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão ligado ao Ministério da Fazenda.

Gim Argello foi citado nas delações do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) e do dono da UTC, Ricardo Pessoa. O Ministério Público Federal (MPF) diz que há evidências de que o ex-senador pediu R$ 5 milhões em propina para a empreiteira UTC Engenharia e R$ 350 mil para a OAS. As duas empresas são investigadas na Lava Jato.

Nesta 28ª fase da Lava Jato, o juiz federal Sérgio Moro determinou o bloqueio de R$ 5,350 milhões das contas e aplicações financeiras do ex-senador. Além disso, foram determinados os bloqueios de igual valor da empresa Argelo & Argelo Ltda, da mesma quantia da Garantia Imóveis Ltda e ainda mais R$ 5,350 milhões da Solo – Investimentos e Participações Ltda. Todas estas empresas ficam em Brasília e têm Gim Argello como sócio. O valor total de bloqueio nas três empresas é de R$ 16,050 milhões.

Trajetória política

Nascido em São Vicente (SP) em 1962, Gim Argello é formado em Direito. Iniciou a carreira política no final dos anos 80, em Brasília, no então PFL (hoje DEM). Eleito deputado distrital em 1998, reelegeu-se em 2002, pelo PMDB. Foi presidente da Câmara Legislativa do DF de 2001 a 2002.

Jorge Afonso Argello tem 53 anos e filiou-se ao PTB em 2005, ano em que foi secretário de Trabalho no governo Joaquim Roriz.

No Senado, segundo a agência Senado, apresentou projetos para criar zonas de processamento de exportação (ZPEs) em Brasília e em Cristalina (GO). Propôs a permissão de porte de armas por agentes de trânsito e a obrigatoriedade para estabelecimentos de ensino manterem programas de prevenção e combate ao bullying.

Em 2014, ainda como senador, foi cotado para assumir uma das vagas do Tribunal de Contas da União, mas desistiu da disputa após enfrentar forte resistência de senadores da oposição ao governo Dilma Rousseff.

Em 2014, tentou se reeleger como senador, mas perdeu a disputa para José Antônio Reguffe (PDT).

G1
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Planalto defende que vice Michel Temer renuncie ao cargo.

Escalado pela presidente Dilma Rousseff para rebater o áudio do vice Michel Temer em que prega um governo de salvação, o ministro chefe do gabinete pessoal de Dilma disse que, passada a votação do impeachment na Câmara e Dilma permanecendo no Poder, o vice deveria renunciar ao cargo para ser coerente com sua atitude golpista. Num tom que nunca havia antes adotado em relação ao vice, Wagner disse que conspiradores não merecem educação. Segundo o ministro, Dilma ficou ‘perplexa’ e recebeu com tristeza o discurso feito por Temer.

— (A fala de Temer) rasga uma fantasia de patrocinador e maior beneficiário neste golpe. Pode ficar desmentido no domingo e um pouco sem saída e deveria renunciar depois de assumir a conspiração. O clima é insustentável. Se quebra qualquer respeito pela liturgia. Não há educação para conspiradores que não tem nenhum código de ética. Fez esse discurso com a faixa presidencial na frente do espelho. Confundiu o processo de impeachment com uma tentativa de eleição indireta. Acho muito feio. A presidente Dilma ouviu e ficou perplexa. Acho muito ruim e uma atitudedeplorável. Produziu o que pode ser o tiro de misericórdia — disse Wagner, minutos após o governo ser derrotado na Comissão de impeachment na Câmara.

A divulgação do áudio do vice também pegou de surpresa parlamentares governistas e oposicionistas, que avaliaram que o vazamento pode ter sido proposital. A estratégia divide opiniões. Para a oposição, o discurso de Temer tem conteúdo positivo e ajudará no clima pró-impeachment.

Os aliados do governo sustentam que reforça a tese do golpe. Na avaliação do ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, o vazamento da gravação de Temer é ‘um tiro no pé’, que denota a ‘arrogância’ do peemedebista. O ministro afirmou ainda que as declarações mostram ‘uma trama golpista’ e ‘as características golpistas” do vice. O governo, porém, não sabe avaliar ainda se isso significará em mudança de votos na votação do plenário.

Temer disse depois do vazamento que ele cometeu um equívoco ao tentar enviar o áudio a um amigo e, sem querer, encaminhou o que seria um discurso pós-impeachment para um grupo de peemedebistas.

O Globo G1
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Símbolo de um pais dividido

Governo gastou R$ 8 mil em ‘muro’ que divide grupos pró e anti-Dilma

A barreira de aço que divide a Esplanada dos Ministérios para os protestos desta semana custou R$ 7.850 ao governo do Distrito Federal e, a princípio, deve ficar erguida até a próxima segunda (18), caso a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff seja definida de fato no domingo (17).

As chapas de aço, instaladas por presidiários do sistema semiaberto do DF, que possuem autorização para trabalhar fora da carceragem, geraram polêmica em Brasília. A barreira já vem sendo chamada por deputados de “muro da vergonha”.

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal alega que a medida é fundamental para garantir a integridade dos manifestantes. A pasta determinou que, do lado esquerdo do muro ficarão os manifestantes contrários ao impeachment, enquanto os favoráveis ao afastamento ficarão do lado direito.

A barreira tem uma extensão de um quilômetro e vai do Congresso Nacional em direção à Rodoviária da cidade. O DF prevê a presença de 3.000 policiais militares, 500 bombeiros e 50 agentes de trânsito. A previsão informada pelos manifestantes ao governo é que cerca de 300 mil pessoas compareçam aos protestos convocados para domingo.

Os governistas chegaram ao local no domingo (10) e se instalaram no estacionamento do Teatro Nacional, mas, a pedido do governo do Distrito Federal, mudaram para um local um pouco mais distante. Os pró-impeachment estão acampados no Parque da Cidade, do outro lado do eixo que divide a cidade.

Manifestantes acampados em Brasília iniciaram nesta segunda (11) a onda de protestos contra o impeachment. Todos os dias, com exceção de terça (12), os manifestantes pró-governo farão uma caminhada em direção ao Congresso.

Um grupo de aproximadamente 300 pessoas está acampada no Centro de Convenções Nilson Nelson, a cerca de 4 km do Congresso. São, na maioria, integrantes de grupos como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e o MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores). Além do impeachment, as pautas dos grupos pró-Dilma já presentes na Esplanada são diversas. Vão da reforma agrária ao fim da reforma previdenciária.

A causa comum é o pedido pela saída de Eduardo Cunha da presidência da Câmara e o repúdio a um eventual governo Michel Temer, o vice que assume em caso de impedimento da petista.

Ao longo do dia, algumas palavras de ordem foram usadas para tentar inflamar os grupos. “Fogo no pavio”, gritavam os acampados da juventude do MST.

“A palavra não quer dizer guerra, apenas dá ânimo a quem está na luta. A orientação é para não cair em provocações”, disse o coordenador nacional do movimento Antônio Pereira.

A reportagem encontrou ônibus vindos de seis estados: Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Rondônia.

“Quem é de Brasília não está acampado, mas está ajudando muito na manutenção de quem está. Dei R$ 50 e consegui mais R$ 50 com uma amiga para comprarem feijão, carne”, contou Geraldo Magela, do Núcleo de Defesa da Democracia.

Por Folha Uol

MACHADO DA COSTA AGUIRRE TALENTO DE BRASÍLIA

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Lava Jato prende ex-senador Gim Argello suspeito de corrupção na CPI da Petrobras

Foto-O ex-senador Gim Argello (PTB-DF)

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (12) a 28ª fase da Operação Lava Jato. A ação foi batizada de Vitória de Pirro.

Entre os alvos dessa etapa está o ex-senador Gim Argello (PTB-DF), que foi preso preventivamente. A casa dele foi alvo de um mandado de buscas. Segundo o site “Paraná Portal”, há dois mandados de prisão temporária contra dois assessores ligados a ele. A construtora OAS também é alvo da operação.

Em sua delação premiada, o senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) afirmou que Gim Argello cobrava propina de empreiteiras para não convocar executivos para a CPI Mista da Petrobras. Gim Argello era vice-presidente da comissão, que funcionou em 2014. Ele nega as acusações.

Segundo Delcídio, alguns membros da CPI obrigavam, por exemplo, o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, a jantar em Brasília toda segunda-feira para conversar com parlamentares, momento em que seria cobrado o “pedágio”.
UTC diz que pagou propina de R$ 5 milhões

Segundo o Ministério Púbico Federal (MPF), “foram colhidas evidências do pagamento de propina a Gim Argello pelas empreiteiras UTC Engenharia (R$ 5 milhões) e OAS (R$ 350 mil)”. O objetivo era evitar a convocação de empreiteiros nas CPI da Petrobras no Senado e da CPI mista da estatal.
Alan Marques/ FolhapressRicardo Pessoa (foto) disse que Gim Argello pediu propina de R$ 5 milhões

Para o Procurador da República Athayde Ribeiro Costa, “os fatos são alarmantes porque há fortes indicativos de que uma comissão de investigação parlamentar, que tem um importante papel de investigação de fatos graves em nossa democracia, foi usado por um então senador para, em vez de combater a corrupção, praticá-la”.

Ainda segundo a MPF, o dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, afirmou em sua delação premiada que Gim Argello o orientou como os R$ 5 milhões deveriam ser divididos:

DEM do DF – R$ 1,7 milhão
PR do DF – R$ 1 milhão
PMN do DF – R$ 1,15 milhão
PRTB do DF – R$ 1,15 milhão

Estes partidos, juntamente com o PTB de Gim Argello, formaram, em 2014, a coligação “União e Força”, pela qual Gim Argello foi candidato à reeleição. Ele não conseguiu um novo mandato.

Ainda segundo o MPF, “não há indício de que tais partidos tenham participado ou tivessem ciência da origem ilícita dos recursos”.
Dinheiro para paróquia

Segundo as investigações, a PF encontrou mensagens no celular do presidente do Grupo OAS, Léo Pinheiro, “relacionadas ao assunto Gim Argello”. O empreiteiro já foi condenado a 16 anos de prisão na Operação Lava Jato e também decidiu fazer delação premiada.

Em mensagem do dia 14 de maio de 2014 (data da instalação da CPI da Petrobras no Senado), Léo Pinheiro solicitou que fosse feito pagamento no valor de R$ 350 mil para a conta bancária de uma paróquia do Distrito Federal.
Rafael Arbex/Estadão ConteúdoMensagens no celular de Léo Pinheiro tratam de propina, diz MPF

Nas mensagens, segundo o MPF, o pagamento à paróquia é associado a uma pessoa apelidada de “Alcoólico”, que seria uma referência a Gim Argello, num trocadilho com a bebida Gim.

Sempre de acordo com o MPF, Gim Argello é frequentador da paróquia e manteve contatos frequentes com executivos da OAS por meio de ligações e encontros pessoais no período de funcionamento das CPIs.

As investigações apontam que o pagamento de R$ 350 mil à paróquia foi efetivamente realizado e, em contrapartida, não houve convocação de Léo Pinheiro para prestar depoimento nas comissões parlamentares.

“Não há indicativo de que a paróquia tenha participado do ilícito ou de que tivesse conhecimento da origem ilícita dos valores”, afirma o MPF.
Mais sobre a operação

Os fatos investigados nesta fase da Lava Jato apuram a prática dos crimes de concussão, corrupção ativa, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Cem policiais federais estão cumprindo 21 ordens judiciais nesta etapa da Lava Jato, sendo 14 mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva (Gim Argello), dois mandados de prisão temporária (os assessores dele) e quatro mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento), de acordo com a PF.

As medidas estão sendo cumpridas nos municípios de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Taguatinga (região administrativa do Distrito Federal).

Vitória de Pirro remete a expressão histórica que representa uma Vitória obtida mediante alto custo, popularmente adotada para Vitórias consideradas inúteis.

Pedro Ladeira-
noticias.uol.com.br/Folhapress

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Yara investirá R$ 1 bi em fábrica de fertilizantes no Sul

Produção da unidade atende Rio Grando do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e o mercado paraguaio(Jefferson Bernardes/Preview.com/VEJA)

A fabricante de fertilizantes Yara International vai investir cerca de 1 bilhão de reais na expansão e modernização de sua fábrica em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, projeto que deve ser concluído em 2020. A expansão vai dobrar a capacidade atual da fábrica de produção e mistura de 800.000 toneladas anuais de fertilizantes.

“A expansão representa outro passo em nossa estratégia de crescimento no Brasil, estabelecendo melhor nossa posição no país como um competidor de longo prazo no setor, comprometido a desenvolver e investir no agronegócio brasileiro”, disse o presidente-executivo da empresa, Svein Tore Holsether, em comunicado.

O complexo industrial da Yara atualmente tem píer próprio com ligação com o modal ferroviário, duas fábricas de produção, uma unidade industrial misturadora de fertilizantes e armazéns de depósito de produtos. O complexo atende aos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, além do Paraguai.

“Esse investimento irá suprir a demanda dos agricultores brasileiros de vários Estados nos próximos 25 anos (…) Acreditamos no futuro do agronegócio brasileiro, que cresce mesmo em um cenário adverso. Nosso plano aqui é de longo prazo”, disse o presidente da Yara Brasil e vice-presidente da Yara International, afirma Lair Hanzen, segundo comunicado.

(Com Reuters)

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PF realiza 28ª fase da Operação Lava Jato

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (12) a 28ª fase da Operação Lava Jato. A ação foi batizada de Vitória de Pirro.

Cem policiais federais estão cumprindo 21 ordens judiciais, sendo 14 mandados de busca e apreensão, 1 mandado de prisão preventiva, 2 mandados de prisão temporária e 4 mandados de condução coercitiva, de acordo com a PF.
As medidas estão sendo cumpridas nos municípios de São Paulo, Rio de Janeiro, Taguatinga e em Brasília.

Entre os alvos dessa etapa estão o ex-senador do Distrito Federal Gim Argelo (PTB) e a construtora OAS. Segundo a GloboNews, o ex-senador já foi preso.

Os fatos investigados nesta fase apuram a prática dos crimes de concussão, corrupção ativa, associação criminosa e lavagem de dinheiro, de acordo com a PF.

Os presos serão encaminhados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, enquanto aqueles conduzidos para depoimentos serão ouvidos nas respectivas cidades onde forem localizados.

(DOL, com informação PF)

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