Após Caos – Tráfego na BR-163, no Pará, esta liberado
“Depois de passar bom tempo interditada o tráfego na BR-163 está liberado”. A rodovia passou duas semanas funcionando no sistema Pare e Siga, os caminhões que estavam parados vazios foram os primeiros a serem liberados. Nesta segunda-feira (06), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), liberou o tráfego nos dois sentidos e divulgou que a rodovia esta praticamente recuperada. Não tem mais fila e caminhões parados, o tráfego de carretas esta normalizado no sentido sul e norte.
Rodovia BR-163 (foto WhatsApp-Jornal Folha o Progresso) -A empresa responsável pela obra “LCM”, informou para imprensa que durante mais três meses 29 homens da Policia Rodoviária Federal (PRF) e um (1) destacamento do exército, darão apoio a “LCM” na manutenção da rodovia neste trecho. O DNIT divulgou que os Pontos críticos foram contingenciados com pedras, cascalho e abertura de drenagem superficial para saída da água. A empresa através do encarregado (Ferrugem) afirma que irão arrumar cascalhar todo o trecho de chão. As maquinas que ainda estão no trecho são: 3 caçambas ; 3 retro ; 1 patrol; 1 rolo ; 1 retro peq; 1 esteira; 1 MB608 no apoio.
O Exercito e a PRF vão auxiliar caso precise interferir no tráfego para a realização de serviços nos pontos que necessitarem de intervenção após a passagem das carretas.
Caso as chuvas continuem – para fazer os reparos o tráfego nesse trecho vai continuar no sistema Pare e Siga, sob a coordenação da Polícia Rodoviária Federal e do Exército.
“As empresas de ônibus tinham suspendidos as vendas de passagens, nesta semana voltou a manter os horários de saída e chegada! “Elas fazem linha de Santarém a Novo progresso confirmaram que o trafego normalizou e voltou a vender passagens nos horários”.
A BR-163, conhecida como Rodovia Cuiabá-Santarém, é a principal ligação entre a maior região produtora de grãos do país, em Mato Grosso, e os portos da Região Norte, principalmente em Miritituba e Santarém, no Pará.
Nos últimos trinta (30) dias, por causa das chuvas intensas na região e do aumento do tráfego de caminhões carregados, vários pontos de atoleiros se formaram em um trecho de 52 quilômetros (km), localizado entre as comunidades de Aruri, Três Bueiras, Santa Luzia e Bela Vista do Caracol. A fila de caminhões chegou a ocupar mais de 50 km.
O governador do Estado do Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), culpou o Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit) pelo “atoleiro” que se tornou a rodovia federal BR-163, no Estado do Pará, por onde escoa parte da produção de grãos de Mato Grosso.
A estrada ficou intransitável por 15 dias por conta das fortes chuvas no local, entre o final de fevereiro e início de março.
Taques classificou como “incompetência” a atuação do departamento do Governo Federal.
“Por causa da BR-163 a supersafra corre risco”. Com todo respeito, é a incompetência do Dnit. O Dnit tem que fazer a parte dele”.Veja quantos quilômetros de estrada nós fizemos em dois anos de gestão e quanto o Dnit fez nesse mesmo período”, criticou Taques, em conversa com a imprensa nesta segunda-feira (06).
O Senador Blairo Maggi em entrevista para um canal de TV disse se sentir envergonhado.” “Me sinto envergonhado pelo meu país de ter uma situação dessa”, diz Maggi sobre atoleiro na BR-163.Leia Aqui
Da Reação Jornal Folha do Progresso
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
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Dono de Garimpo é assassinado em Novo Progresso
O proprietário De um área de Garimpo na região de Novo Progresso foi brutalmente assassinado na noite desta quarta-feira (08) na cidade de Novo Progresso.
Claudenor Riberios (Foto) , 54 anos, foi assassinado por disparos de arma de fogo deferido por um homem que estava na garupa de uma motocicleta “Honda POP” de cor preta, por volta das 21h15mn no peixotinho em frente uma loja de confecções no bairro Santa Luzia na cidade de Novo Progresso. O crime foi divulgado nas redes sociais (WhatsApp), minutos depois.
Claudenor, foi atingido por quatro tiros e morreu no local.
(Imagem WhatsApp-Jornal Folha do Progresso)
Dinheiro que estava de posse da vitima não dói levado, a policia suspeita de crime por encomenda.
Da Redação Jornal Folha do Progresso (Foto WhatsApp)
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Legislativo Municipal realiza mais uma sessão ordinária
Aconteceu nesta terça-feira (07/03) a sessão ordinária do Legislativo municipal aonde foram discutidos os assuntos abaixo relacionados:
Indicação: 002/2017: De autoria de Francisco Lazarin Vieira que indica ao excelentíssimo Prefeito de Novo Progresso, para que em parceria com a superintendência Regional do Trabalho (STRE) proceda estudos para implantação de um local para aquisição da carteira de trabalho (CTPS) digital.
Indicação 003/2017: De autoria de Jovenil de Vargas que indica a secretaria de Obras a recuperação de um atoleiro na rua Pingo de Ouro no bairro Tom Alegria III.
Indicação 004/2017: De autoria de Gilberto Luiz do Santos, que indica a substituição das luminárias queimadas em toda a sede do município e nas comunidades do interior.
Requerimento 010/2017: De autoria de Samuel de Oliveira Bortolin, que dispões sobre a construção de um poço artesiano e um depósito de água na comunidade Novo Horizonte no km 1027 da Br 163, neste município.
Requerimento 011/2017: De autoria de Samuel de Oliveira Bortolin que dispõe sobre a aquisição de uma aparelho de ultrassonografia portátil, para atendimento nas comunidades do Município.
Requerimento 012/2017: De autoria de Francisco Lazarin Vieira, que dispões sobre o envio de expediente ao deputado federal Wladimir Afonso da Costa Rabelo.
Requerimento 013/2017: Que dispões sobre a ampliação da quadra poliesportiva da escola Tancredo Neves.
Requerimento 014/2017: De autoria de Francisco Lazarin Vieira, que dispões sobre a construção de uma sala de aula na escola Tancredo Neves para atendimento dos alunos com necessidades especiais.
Requerimento 015/2017: De autoria de Juarez Civieiro, que dispões sobre reformas e pinturas na Escola EMEIEF Isaias Antunes Pinheiro, no Km 1000, com construção de um muro e duas salas de aula.
Requerimento 016/2017: De autoria de Jovenil Vargas e secundado por Juarez Civieiro, que dispõe sobre a recuperação de pontes e bueiros na vicinais de Alvorada da Amazônia.
Requerimento 017/2017: De autoria de Jovenil Vargas, que dispões sobre a recuperação dos buracos em ruas e avenidas da comunidade de Alvorada da Amazônia.
Proposta de emenda a Lei Orgânica 001/2017: De autoria do executivo municipal, a ser encaminhada a segunda comissão de constituição e justiça.
Projeto de Lei 654/2017: De autoria de Francisco Gomes de Sousa que institui ponto facultativo as servidoras municipais, em comemoração ao dia internacional da mulher.
O presidente da Câmara Francisco Lazarin Vieira anunciou na sessão ordinária que estava se deslocando para o município de Santarém para uma reunião com o deputado federal Wladimir Afonso da Costa Rabelo, aonde discutiria sobre emendas para o município e recursos para manutenção das vicinais dos assentamentos.
Não participaram da reunião os vereadores Edemar Onetta (PMDB) e Marconi (PSDB) que estavam no município de Itaituba representando a Câmara de Vereadores em uma reunião organizada pelo consórcio Tapajós.
Fonte/Fotos: Redação Jornal Folha do Progresso
Homem morre atropelado por moto na Rodovia BR-163 em Alvorada da Amazônia
(Foto PSF Alvorada Amazônia)- Um homem morreu atropelado por uma motocicleta ao tentar passar pela rodovia BR-163 no perímetro urbano da Comunidade de Alvorada da Amazônia.
O acidente aconteceu as 17h40mn, nas proximidades do Tubão onde a via lateral teve a cabeceira da ponte destruída pela enxurrada nos últimos dias, o aceso ficou interrompido os pedestres tem que usar a rodovia para passar ao outro lado da comunidade.
Um motociclista que passava no momento atropelou o Senhor que foi identificado como Valdomiro que é pai do motorista Isac da Ambulância da comunidade.
O homem já idoso, foi socorrido pelo SAMU teve primeiros socorros no posto de saúde da comunidade e foi transferido para hospital municipal aonde veio óbito.
A Polícia Militar esteve no local e levou o motociclista e a moto para Delegacia de Policia de Novo Progresso para providencias cabíveis.
DA Redação Jornal Folha do Progresso (foto Zezão Alvorada)
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Nova lista de Janot abre temporada do ‘salve-se quem puder’ em Brasília
Na sexta-feira, o senador Aécio Neves, que concorreu nas eleições presidenciais de 2014, teve um indicativo do que deve enfrentar com as delações. Benedicto Júnior, ex-presidente da Odebrecht, afirmou que Neves solicitou 9 milhões de reais a candidatos tucanos. Ele disse, ainda, que a Odebrecht doou 80 milhões de reais a campanhas por meio de caixa dois, ou seja, doações eleitorais não contabilizadas, metade por meio de uma cervejaria. Não está claro se parte desse dinheiro ilegal foi doado a pedido de Aécio, entretanto. A ironia do episódio é que foi o PSDB quem provocou o processo no qual Benedicto Júnior e outros delatores da Odebrecht falaram. O partido acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que avaliasse se a chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer, em 2014, cometeu irregularidades na campanha eleitoral. Os tucanos tentaram retirar o trecho em questão da ação, já que a investigação diz respeito à coligação petista. Mas, como Benedicto Júnior é um dos delatores da empresa na Lava Jato, é possível que a mesma declaração já esteja nas mãos de Janot, o que pode acabar em um inquérito a ser encaminhado ao Supremo.
Aécio Neves tem repetido que o depoimento não fala que ele pediu doações ilegais e que sua função, como presidente da legenda, era a de pedir doações a diversas empresas. Depois que o depoimento do ex-funcionário da construtora se tornou público, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso divulgou uma nota, em que disse que os adversários tucanos adotavam a estratégia de difundir “notícias alternativas” para confundir a opinião pública. “O senador não fez tal pedido. O depoente não fez tal declaração em seu depoimento ao TSE”, ressaltou. “No importante debate travado pelo país distinções precisam ser feitas. Há uma diferença entre quem recebeu recursos de caixa dois para financiamento de atividades político-eleitorais, erro que precisa ser reconhecido, reparado ou punido, daquele que obteve recursos para enriquecimento pessoal, crime puro e simples de corrupção”, afirmou. FHC disse ainda que a palavra de delatores, que devem implicar o PT, não é prova em si. O ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, outro dos delatores, afirmou também ao TSE que doou 150 milhões por meio de caixa dois para a chapa de Dilma/Temer. A ex-presidenta nega que tenha pedido recursos a ele.
Diferença legal e reforma da Previdência
O esforço de FHC em diferenciar o crime de caixa 2 de outros como enriquecimento ilícito deve ser a tônica nas próximas semanas, quando se espera que dezenas de políticos de matizes variados sejam tragados pelo escândalo. As delações de 78 ex-funcionários da construtora, que aceitaram contar detalhes do esquema em troca de penas mais baixas, prometem ser tão desastrosas porque devem revelar que a corrupção estava enraizada e espalhada para além do campo federal. Estados e municípios estavam igualmente envolvidos na troca de obras por propinas ou ajuda a campanhas eleitorais.
Desde o final do ano passado, o material está sob análise de Rodrigo Janot, que decidirá contra quem abrirá inquérito. Eles serão, então, encaminhados ao Supremo, responsável por analisar as acusações contra políticos com foro privilegiado. A nova “lista do Janot” será uma sequência da primeira relação de inquéritos apresentados pelo procurador em 2015, todos ligados à trama de corrupção da Petrobras investigados na Operação Lava Jato, que envolveram 54 políticos. A nova listagem deve contar com nomes dos atuais ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-geral da Presidência, Moreira Franco, homens importantes do Governo federal.
Padilha já havia sido citado na delação, vazada em dezembro, de Cláudio Melo Filho, um dos executivos da construtora. Ele havia dito que repassou 10 milhões de reais ao advogado José Yunes, que até as revelações exercia o cargo de assessor especial da Presidência e depois renunciou. O pedido do dinheiro, que seria para a campanha do PMDB de 2014, teria partido do ministro da Casa Civil. Moreira Franco também foi citado três dezenas de vezes na delação de Melo Filho. No mês passado, ele se tornou ministro após um ioiô judicial como o que já havia ocorrido com Luiz Inácio Lula da Silva -ganhou, assim, foro privilegiado, levando seu caso para o Supremo.
Outros ministros-chave de Temer também podem ser afetados, abalando o Palácio do Planalto. Como reação, o Governo pretende começar a impulsionar suas pautas econômicas para tentar desviar o foco do que está por vir, conforme revelou a Folha de S.Paulo desta segunda-feira. Segundo o jornal, Temer pediu um esforço extra a parlamentares neste final de semana para que se consiga votar o projeto de terceirização e se acelere o processo da reforma da Previdência. Quer, assim, mostrar que o Governo não está paralisado. Por EL PAÍS Talita Bedinelli “Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.” Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br
Caminhão que transportava encomendas do correio para Novo Progresso e região foi assaltado
(Foto Ilustrativa Divulgação Internet) – O caminhão que transportava encomendas dos correios foi assaltado no km 170 da rodovia BR-163 no ultimo dia 22 de fevereiro, somente agora os correios confirmou o assalto.O Correio passou a reconhecer o assalto através da consulta on line das encomendas nesta segunda-feira(06).
As primeiras informações divulgadas pelo site do Jornal O Impacto de Santarém, confirmam que o caminhão foi assaltado por volta das 16h00mn na quarta-feira dia 22 de fevereiro quando seguia de Santarém com destino Itaituba e Novo Progresso, dois assaltantes teriam entrado na cabine e obrigou o motorista a entrar num ramal, o caminhão atolou e não pode prosseguir. Os assaltantes entraram no Baú e levaram alguns objetos, incluído de Novo Progresso.
O Correio explica que fazer se sua encomenda não chegou
O Baú ficou bastante revirado, tendo os bandidos levado apenas as encomendas de maior valor.
O caminhão trazia cartas e diversas encomendas de nossa região, incluindo da cidade de Novo Progresso.
Antes de registrar uma reclamação no Fale com os Correios, consulte o status do objeto na página de Rastreamento de objetos dos Correios, lembrando que só os objetos registrados podem ser rastreados.
Todos os serviços de encomendas no Brasil são registrados. No caso de cartas, pode-se optar por postá-las simples ou registradas.
As encomendas têm rastreamento que permite a visualização mais detalhada do trajeto percorrido, da origem até o destino. Por sua vez, as cartas registradas possuem apenas rastro na origem e no destino.
As reclamações por atraso na entrega só podem ser feitas se os prazos de entrega do objeto estiverem expirados. Para consultar os prazos de entrega, acesse o Calculador de Preços e Prazos, informando a data de postagem do seu objeto.
O limite de prazo para reclamação de objetos registrados nacionais é de 90 dias, a contar da data prevista de entrega.
Indenização
Os Correios indenizam os clientes por eventuais serviços não prestados, atraso na entrega, devolução/entrega indevidas ou, ainda, por inconformidades que comprometam a integridade do conteúdo do objeto, como avaria, espoliação, extravio, roubo etc.
DA Redação Jornal Folha do Progresso
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Após Belo Monte, Altamira (PA) supera taxa de homicídios de país mais violento do mundo
Nos anos 2000, em Altamira, cidade pacata no centro do Pará, havia paz às margens do rio Xingu. A rotina de calmaria, porém, foi terminando ao mesmo tempo em que era erguida a usina de Belo Monte.
Desde o anúncio da obra, o município passou a viver uma explosão de violência que o fez ingressar na lista das dez cidades com maiores taxas de homicídios do país.
(Foto Cidade de Altamira-PA)
Segundo dados do Datasus, em 2015, o município registrou 135 homicídios, o que dá uma média de 124 mortes por 100 mil habitantes. Para efeito de comparação, a taxa é 37% maior que Honduras, país com maior taxa de homicídios do mundo, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas). No Brasil, essa média não chega a um quarto disso: 29 por 100 mil.
Para imaginar a mudança de vida, basta voltar ao ano de 2000, quando Altamira registrou apenas oito homicídios e média de 9,1 mortes por 100 mil habitantes. Em 2009 –quando a Eletrobras já solicitava a licença prévia de Belo Monte–, a taxa já era de 50,6 mortes por 100 mil pessoas. Seis anos depois, essa média saltou 147%.
“Os resultados indicaram, a partir do início da construção da usina, um vigoroso crescimento da violência, que atinge a população nos cinco municípios diretamente afetados pelo projeto em dimensões proporcionalmente muito maiores do que acontece em outras sub-regiões do Estado do Pará”, aponta o artigo “A Hidrelétrica de Belo Monte e Seus Efeitos na Segurança Pública”, dos pesquisadores João Francisco Garcia Reis e Jaime Luiz Cunha de Souza Professor, da UFPA (Universidade Federal do Pará).
“Tais municípios tiveram sua estrutura social, econômica e ambiental profundamente alterada com a chegada das empreiteiras encarregadas da construção e a migração de grandes contingentes de pessoas oriundas de todas as partes do Brasil”, complementa.
Causas e efeitos
Segundo especialistas, os números da violência estão ligados à chegada das obras e recursos ao maior município em território do país (159 mil km², o equivalente ao Estado do Ceará), somada à falta de investimentos públicos no local.
“Altamira tinha problemas de segurança, sim, mas não da forma gigante como chegou”, afirma Antônia Melo, coordenadora do movimento Xingu Vivo para Sempre, que congrega várias entidades da região.
Um dos exemplos da violência foi o assassinato, em outubro de 2016, do então secretário de Meio Ambiente e Turismo da cidade de Altamira, Luís Alberto Araújo, 54.
Ele era conhecido pela atuação rígida contra a exploração mineral e o desmatamento. Após a morte, houve protesto na cidade, que cobrou apuração do caso –mas até hoje o crime não foi elucidado.
“Lá não tem nada, é uma desgraça”
Segundo Melo, a rotina da cidade hoje é de medo. “Todos aqui dizem que perderam a paz. Hoje é assalto em todo canto, mortes. Virou um verdadeiro campo de guerra civil, não só violência física, mas da ausência de direitos das pessoas”, afirma.
Para Melo, desde a chegada de Belo Monte, o desenvolvimento propagado pelo governo trouxe consigo as drogas. “A juventude é a principal vítima disso. Em Altamira, não há mais um espaço de lazer para jovens. Antes, tinha a beira do rio, que não era poluído, para as pessoas tomarem banho. Pessoas foram transferidas de suas margens aos novos assentamentos, e lá não tem nada. É uma desgraça, não tem outra palavra”, explica.
O professor de direitos humanos do curso de etnodesenvolvimento da UFPA, Assis Oliveira, lembra que, além das mortes, o Relatório de Vulnerabilidade Juvenil à Violência de 2015 apontou Altamira como o terceiro pior índice entre todos os municípios do Brasil com mais de 100 mil habitantes.
“A violência social, e não somente a de homicídio, aumentou drasticamente a partir do ano de 2010, e isto se reflete em todos os outros índices que tenho apurado, da violência sexual, dos conflitos familiares, da violência contra a mulher e do tráfico de drogas”, afirma.
Oliveira explica que essa alta é uma soma de duas equações: o grande aumento populacional em curto período de tempo e a falta de uma preparação do território e das políticas públicas para atender às novas demandas.
“Isso tem no setor de segurança pública uma questão emblemática, pois ele não entra como parte dos investimentos das condicionantes socioambientais. Somente em 2011, portanto já no processo agudo de aumento da violência, faz-se um Termo de Cooperação entre a Norte Energia e o governo do Estado do Pará, para realizar o investimento em algumas medidas estratégicas de segurança pública”, afirma.
Para o professor, a violência na região também tem causas mais profundas, que vêm do aumento da desigualdade socioeconômica causada pela obra.
“Esta desigualdade socioeconômica só tende a crescer ao longo das etapas da obra, pois é justamente agora, no período da chamada desmobilização dos trabalhadores e vigência da Licença de Operação de Belo Monte, que ocorre uma redução demográfica e um forte baque na economia local, com maior desemprego, trabalho informal e precarização das condições de vida”, conclui.
Outro lado
A Norte Energia informou que o Projeto Básico Ambiental de Belo Monte não previa investimentos para a segurança pública na área de influência da usina. Mesmo assim, a empresa diz que firmou um convênio com o governo do Pará e investiu R$ 110 milhões nos cinco municípios da área de influência direta.
No caso de Altamira, a Norte Energia afirma que os recursos serviram para compra com helicóptero, implantação de um sistema de videomonitoramento e reforma das sedes das polícias Civil e Militar e do prédio do Instituto Médico Legal.
Em nota, enviada após a publicação da reportagem, a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do Pará contestou “com veemência as metodologias de pesquisas que utilizam como fonte de dados o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), criado pelo Datasus”. Segundo a pasta, foram 63 homicídios na cidade em 2015.
Para chegar ao número de 135, em 2015, usamos o dado de mortes por agressões intencionais cometidas por terceiros. Os dados do Datasus são atualizados pelas causas da morte contidas nas certidões de óbito. Por isso, o dado é internacionalmente usado como parâmetro.
“O ranking criado pela metodologia merece uma discussão, a fim de que sejam respeitadas as diferentes formas de captação de dados dos Estados brasileiros, a exemplo do Pará, que coleta informações referente à criminalidade a partir de boletins de ocorrência. A necessidade de discussão é tão necessária que, em outubro de 2015, o governo baiano questionou, oficialmente, o Ministério da Justiça por conta do uso da metodologia SIM, empregada pelo Senasp no trabalho Diagnóstico dos Homicídios do Brasil daquele ano”, diz o comunicado.
A secretaria ainda diz que ações de prevenção e combate à criminalidade na região, no segundo semestre de 2016, reduziram os índices de homicídios, latrocínios e roubos a residências. “Foram apreendidas quase 150 armas de fogo, efetuadas 28 prisões e cumpridos 39 mandados de prisão. Em 2016, a Polícia Civil prendeu todos os envolvidos no assassinato de um casal e um filho da família Buchinger, crime de grande repercussão na cidade de Altamira.”
Fonte: UOL
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“Me sinto envergonhado pelo meu país de ter uma situação dessa”, diz Maggi sobre atoleiro na BR-163
Senador Blairo Maggi (foto Divulgação)
A situação caótica da BR-163 no Pará, segunda principal rota de escoamento da produção de grãos de Mato Grosso para as exportações, deveria ter acabado em 2013, quando se previa a conclusão da pavimentação da mesma. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), lamenta a situação da rodovia e afirma que a burocracia impediu a celeridade nos trabalhos, após diversas empresas terem desistido de realizar a pavimentação no meio do caminho. “Me sinto envergonhado pelo meu país de ter uma situação dessa”, declarou.
Hoje, o transporte de grãos pela BR-163 até o Arco Norte é considerado a principal alternativa para redução de custos e ampliação de competitividade com demais países, como é o caso dos Estados Unidos, líder mundial em produção de soja e milho.
“É uma obra que deveria ter ficado pronta em 2013 e não ficou por motivos bem simples”, declarou Maggi durante entrevista ao programa de rádio Chamada Geral, em Cuiabá, na manhã desta segunda-feira, 06 de março.
O ministro da Agricultura explicou que os preços na época da licitação da rodovia foram baixos e que fazer uma obra na região Amazônica não é a mesma coisa que fazer uma obra no Sul do Brasil. “Ela é uma obra mais cara. As empresas que foram para lá não tiveram capacidade de fazer rapidamente e aí você começa a ter pedidos de aditivos, mudanças de projeto e várias empresas acabaram desistindo”.
Conforme o ministro da Agricultura, sempre que há uma desistência em um processo licitatório existe uma morosidade para substituir a empresa, o que não se consegue fazer em um ou dois anos. “Como várias empresas saíram até você trazer outra o sistema de proteção no Brasil não permite que se faça rapidamente. Há uma série de burocracia que impede isso”.
Maggi relembrou ainda que entre 1999 e 2000, quando ainda não era governador de Mato Grosso, fez o caminho com um grupo de empresários com 78 caminhões carregados de soja quando ainda não havia mada de asfalto,masapenas a promessa.
“Havia promessa de estar pronto em 2013 e as empresas privadas começaram a operar. De fato estourou um volume de cargas enviadas para lá nos últimos anos”.
Conforme o ministro da Agricultura, em decorrência aos atoleiros verificados nas últimas três semanas no Pará, 11 navios tiveram de ser desviados para outros portos. “Hoje, o prejuízo maior é para as empresas embarcadoras por não conseguirem embarcar, mas pode vir a refletir para o produtor também, pois preços podem cair”.
Cinco frentes de manutenção
De acordo com nota do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), na manhã de domingo, 05 de março, foram totalmente restabelecidos os níveis operacionais da BR-163 no Pará no trecho localizado entre as comunidades de Santa Luzia e Bela Vista do Caracol. O Departamento declara que nesta segunda-feira, 06, cinco frentes de manutenção passam a trabalhar nas localidades.
O tráfego de veículos, principalmente de caminhões, nos pontos em que atoleiros se formaram nas últimas três semanas está funcionando no sistema “Pare e Siga”.
Durante cerca de 15 dias, como o Agro Olhar comentou, aproximadamente cinco mil caminhões carregados com soja, principalmente, e outros produtos ficaram parados na BR-163 no Pará. Os prejuízos, segundo exportadores e transportadores, chegam a casa dos R$ 500 milhões.
Fonte: Agro Olhar
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Raimundo careca é o novo presidente do Bairro Juscelãndia
A eleição para a nova diretoria dos moradores do Bairro Juscelãndia em Novo Progresso , aconteceu na tarde deste domingo(05).
A eleição teve três chapas inscritas. A vencedora foi a chapa encabeçada pelo presidente “Raimundo Careca” , ele obteve 56 votos dos 110 validos.
Raimundo foi empossado como presidente com os demais membros e prometeu começar trabalhar intensamente pelos interesses do bairro.
Com informações do Reporter Lucas – Cultura FM 87.9
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Funcionários da saúde ameaçam greve em Novo Progresso
Os trabalhadores da área da saúde atuam em Novo Progresso ameaçam entrar em greve a partir de quarta-feira (08).
De acordo com eles, a Prefeitura ainda não repassou os salários integrais. O problema estaria ocorrendo há dois meses.
O Sindsaúde, sindicato que representa os trabalhadores protocolou o aviso de greve na administração municipal.
A presidente do sindicato, Maria Ivanei da Silveira, afirma que todos os meses comunicou os setores competentes sobre o problema dos atrasos.
De acordo com ela, em assembleia na segunda-feira (3) os funcionários decidiram que podem parar se não forem atendidos.
A greve só não acontece caso a Secretaria Municipal de Saúde regularize os pagamentos.
OUTRO LADO
A Prefeitura de Novo Progresso disse sabe da responsabilidade pelo pagamento dos vencimentos e a dificuldade nos últimos dos meses deu-se devido a queda de arrecadação, ao passo que os gastos com os funcionários continuam no mesmo patamar. Mas que está sendo providenciado a regularização do pagamento.
Por Cultura FM “Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.” Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br