Em Dia de Fogo nuvem de fumaça cobre cidade de Novo Progresso

(Foto:WhatsApp Jornal Folha do Prsaõ Pualoogresso) – Um ano após “dia do fogo”, a cidade de Novo Progresso volta ser noticia na imprensa  nacional pelos focos de incêndio que queima a floresta Amazônia.
No final da tarde desta segunda-feira(10), uma nuvem de fumaça cobriu a cidade de Novo Progresso, as imagens foram divulgadas em rede nacional.

Internauta Marcelo fez vídeo para amigo em  SP- ASSISTA;

https://youtu.be/SZvK4rPtvdA

 

Leia Também:Novo Progresso entre seis cidades que mais desmataram no Pará

*Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles destrói garimpos para aliviar pressão internacional

*Ibama destrói maquinas em Garimpo na região de Novo Progresso-Fotos e Vídeos

Em Novo Progresso as imagens foram postadas por internautas nas redes sociais.

Galeria de fotos

Por:JORNAL FOLHA DO PROGRESSO
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Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles destrói garimpos para aliviar pressão internacional

(Foto:Reprodução Twitter) – Conforme divulgou a revista 360 graus, o  ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sobrevoou na 4ª feira (5.ago.2020) uma operação contra garimpo ilegal na terra indígena Munduruku, no Pará. Salles tenta emitir sinais que reduzam a pressão econômica e internacional à qual o governo brasileiro está submetido por causa de sua política ambiental.
Na ação, os agentes destruíram 10 escavadeiras hidráulicas, 1 trator florestal, 15 bombas d’água, 3 acampamentos montados por garimpeiros, uma motosserra, 8 tanques de 1.000 litros –usados para armazenar combustíveis.

Leia mais:Ibama destrói maquinas em Garimpo na região de Novo Progresso-Fotos e Vídeos

Ricardo Salles comandou a operação contra garimpo ilegal na terra indígena Munduruku, em Jacareacanga no Pará. Salles tenta emitir sinais que reduzam a pressão econômica e internacional à qual o governo brasileiro está submetido por causa de sua política ambiental.
Ele pretende estar em mais operações do tipo, sempre na Amazônia e levando consigo jornalistas. No momento há outras duas em estudo. O Poder360 cobriu a ação in loco, a convite do ministério. Também viajaram ao local na comitiva de Salles profissionais de TV Bandeirantes, CNN Brasil e revista Veja.
Investidores internacionais e nacionais passaram a pressionar o governo para reforçar a preservação ambiental. Declaração de Salles em reunião ministerial realizada em abril teve repercussão negativa. O vídeo do encontro foi divulgado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em inquérito aberto após a saída de Sergio Moro do governo. Na ocasião, Salles afirmou que o governo deveria aproveitar o fato de a mídia estar focada na cobertura da pandemia de covid-19 para ir “passando a boiada” em temas “regulatórios”. Ele nega ter se referido a práticas ilegais. Diz que defendia simplificar a desburocratizar normas.
“A presença do ministro do Meio Ambiente junto com sua equipe do Ibama é 1 recado claro de que não há qualquer tentativa nossa de impedir fiscalização”, disse Salles. “Nós somos muito cobrados na questão da fiscalização por uma visão errada de que tínhamos proibido a fiscalização”, declarou ele.

Salles conversa com jornalistas durante o voo de ida à Base do Cachimbo Sérgio Lima/Poder360 – 5.ago.2020

Ministro Ricardo Salles, Meio Ambiente, noa preparativos antes de participa da Operação Verde Brasil 2, do Ibama, durante o combate ao garimpo clandestino no Pará, município de Jacareacanga (PA). Sergiom Lima 05.08.2020
Ministro Ricardo Salles, Meio Ambiente, noa preparativos antes de participa da Operação Verde Brasil 2, do Ibama, durante o combate ao garimpo clandestino no Pará, município de Jacareacanga (PA). Sergiom Lima 05.08.2020

A operação visa a desmantelar pontos de garimpo ilegal, abundantes na terra Munduruku. Sobrevoando a área é possível vê-los às centenas. Indígenas participam da extração irregular de ouro. O Ministério do Meio Ambiente estima que sejam retirados 700 kg do metal precioso da região mensalmente.

Policiais na Base Aérea do Cachimbo durante preparativos antes de participarem da Operação Verde Brasil 2, do Ibama, durante o combate ao garimpo clandestino no Pará, município de Jacareacanga (PA). Sergiom Lima 05.08.2020
Policiais na Base Aérea do Cachimbo durante preparativos antes de participarem da Operação Verde Brasil 2, do Ibama, durante o combate ao garimpo clandestino no Pará, município de Jacareacanga (PA). Sergiom Lima 05.08.2020

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Ministro Ricardo Salles, Meio Ambiente, participa da Operação Verde Brasil 2, do Ibama, durante o combate ao garimpo Clandestino no Pará, minicío de Jacareacanga (PA). Sergiom Lima 05.08.2020
Ministro Ricardo Salles, Meio Ambiente, participa da Operação Verde Brasil 2, do Ibama, durante o combate ao garimpo Clandestino no Pará, minicío de Jacareacanga (PA). Sergiom Lima 05.08.2020

Na ação, os agentes destruíram 10 escavadeiras hidráulicas, 1 trator florestal, 15 bombas d’água, 3 acampamentos montados por garimpeiros, uma motosserra, 8 tanques de 1.000 litros –usados para armazenar combustíveis.

leia matéria original (completa) AQUI

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Novo Progresso entre seis cidades que mais desmataram no Pará

Seis das dez cidades que mais desmataram a Amazônia estão no Pará (Foto:Desmatamento na Flona Jamanxim-Divulgação ICMBio)
O Pará foi o estado em que houve a maior parte da derrubada da mata nativa da Amazônia nos últimos 12 meses. Segundo dados do Imazon, seis das dez cidades que mais desmataram na região ficam no estado.

Pelo menos 2.909 km² de floresta foram derrubados no Pará. Isso é o equivalente a praticamente duas cidades de São Paulo.

 Madeiras extraídas da Amazônia na região de Morais Almeida (PA) Imagem: Nacho Doce

Madeiras extraídas da Amazônia na região de Morais Almeida (PA) Imagem: Nacho Doce

Segundo o Instituto, que visa a conservação e desenvolvimento sustentável na Amazônia, 6.536 km² de floresta foram derrubados nos nove estados brasileiros que compõem a Amazônia Legal entre agosto de 2019 e julho de 2020.
Em comparação com o ano anterior, o desmatamento aumentou 29%, aponta a organização.
O Imazon explicou ainda que a maior parte da área derrubada, cerca de 59%, aconteceu em áreas privadas.

Veja quais foram as cidades que mais desmataram no Brasil, segundo o Imazon:

Altamira (PA)
    Lábrea (AM)
    São Félix do Xingu (PA)
    Porto Velho (RO)
    Itaituba (PA)
    Feijó (AC)
    Novo Progresso (PA)
    Portel (PA)
    Pacajá (PA)
    Boca do Acre (AM)

(com informações do UOL, em São Paulo/08/08/2020 16h25

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Moradores de Novo Progresso ficam sem água nesta terça (11)

(Foto:Reprodução) – A interrupção dos serviços de abastecimento está prevista para acontecer no  no período da manhã até ás 14h.
Os moradores de Novo Progresso, precisam separar os baldes com água nesta terça-feira (11).
De acordo com a Companhia Aguas de Novo Progresso, será realizado um serviço de manutenção emergencial do sistema que atende a cidade.

Leia nota da empresa

Comunicado de Abastecimento

A Águas de Novo Progresso informa a população que nesta terça-feira (11.08), o fornecimento de água ficará comprometido, no período da manhã, no município, durante uma ação pontual realizada pela concessionária para rebaixamento de rede.
Após o término dos trabalhos a previsão é que o fornecimento de água normalize de forma gradativa a partir das 14h.

A concessionária lamenta o transtorno e orienta a população que utilize a água dos reservatórios internos ou caixas d’água apenas para atividades essenciais.

Para mais informações a Águas de Novo Progresso está à disposição pelo atendimento 24h nos números 0800 647 6060 (ligação de telefone fixo e celular), ou via WhatsApp pelo número (66) 99724-2963. Além do telefone, a concessionária disponibiliza ainda o aplicativo Águas APP, disponível gratuitamente para download nos sistemas Android e iOS.

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Ibama destrói maquinas em Garimpo na região de Novo Progresso-Fotos e Vídeos

(Foto:Reprodução )  – Imagens e vídeos foram recebidos no WhatsApp (93) 98046835 do Jornal Folha do Progresso e mostra a destruição realizada por agentes ambientais, na região de Novo Progresso.
Conforme áudio de garimpeiro que registrou ação dos fiscais ambientais, as maquinas foram destruídas na pista do Garimpo Mutum, região do Garimpo São Raimundo.426d1033-bc49-4c84-a262-f0d086b210ae 7bab7f1e-a39c-432c-823e-9ae0bb35fc2a

A ação dos fiscais contou com ajuda de duas aeronaves, helicópteros,  a região dificil aceso, e já houve operação no mesmo local em 2019.  Os garimpos se concentram no município de Itaituba, na região da Flona Jamanximm com acesso principal (mais proximo)  para cidade de Novo Progresso.

Leia Também:Novo Progresso entre seis cidades que mais desmataram no Pará

Assista aos vídeos

https://youtu.be/LIhmXn2aI0A

https://youtu.be/xNd-AHOfx2w

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Motorista da Mineradora Gana Gold cai de ponte na Transamazônica, deixa um morto e dois feridos

(Foto:Reprodução) – Um acidente de trânsito deixou um morto e dois feridos na rodovia Transamazônica, próximo a cidade de Uruará, nesta segunda-feira, 10. O acidente ocorreu por volta das 9 horas da manhã. Uma caminhonete hilux com placa do Distrito de Castelo de Sonhos, município de Altamira, caiu no rio chamado de Cachoeirinha, a 2 km do centro urbano de Uruará sentido cidade de Placas.

O motorista

O motorista, Marcos Eduardo Pereira de Souza, 45 anos, era gerente de produção da Mineradora Gana Gold,  não resistiu e morreu no local. Outros dois ocupantes do veículo apresentaram fraturas e foram encaminhados para o Hospital Municipal de Uruará.

Vários populares atuaram no socorro às vítimas e usando a força dos braços desviraram a caminhonete que tinha parado dentro do rio com as rodas para cima, o motorista teria morrido afogado.

No local não há sinalização adequada informando sobre a existência da ponte.

A equipe de plantão da Polícia Civil esteve no local do acidente e procedeu com a remoção do corpo.

Diretores da empresa saíram de Novo Progresso , em uma aeronave, até cidade de Uruará para prestar assistência as vítimas e  apurar causa do acidente. 

Populares ajudaram no socorro ás vitimas;

Foto:https://gazetauruara.blogspot.com/
Foto:https://gazetauruara.blogspot.com/Por:JORNAL FOLHA DO PROGRESSO COM  INFORMAÇÕES DA GAZETA DE URURARÁ / JOABE REIS

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Via da Avenida Brasil é liberada ao tráfego após conclusão do aterro

Empresa realizou a reestruturação do fundo (nascente), canalizou e fez a recomposição das paredes. (Foto:Jornal Folha do Progresso)

O trecho estava impedido de trafego por mais de 10 anos.

Com a conclusão do aterro, tráfego foi liberado nas duas vias da Avenida Brasil em Novo Progresso

 A prefeitura de Novo Progresso, através da Secretaria Municipal de Obras divulgou nesta semana que esta concluso e liberada para trafego de veículos o trecho que há 10 anos testava interditado.

O serviço de recuperação do trecho foi realizado pela empresa “JM TERRAPLANAGEM”, que continua com os serviços para pavimentar a avenida.

Avenida Brasil
Avenida Brasil

No trecho recuperado o aterro de uma nascente que havia se rompido foi reconstruído, restabelecendo o tráfego no local. Esta é a segunda estrada liberada para a passagem de veículos em pouco mais de uma semana.

A primeira a ser recuperada foi a Avenida Jamanxin, que liga o centro com bairro São Marcos, no local havia uma ponte com problemas na estrutura, foi construído um galeria no local, uma grande vala foi aberta na estrada, impedindo a passagem dos veículos. Os motoristas, moradores estavam fazendo uma rota alternativa pela rua Medianeira até que as obras fossem realizadas.

Nesta semana os serviços foram conclusos, a via liberada, agora a empresa prepara ao trecho para pavimentação.

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Avenida Jamanxim (Foto:Jornal Folha do Progresso

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“Motociclista vítima de acidente é sepultado em Itaituba”

(Foto:Reprodução Facebook)- O jovem Marlon Reis Pinheiro, de 26 anos, que morreu após sofrer acidente de moto foi sepultado nesta quarta-feira (5), no cemitério Municipal da cidade de Itaituba.

Marlon Reis Pinheiro, pilotava uma motocicleta (modelo não divulgado) , levava um passageiro, quando acabou perdendo o controle em uma via sem pavimento no bairro Juscelandia, caiu e bateu a cabeça. Marlon e o passageiro identificado por Aldo (lourão), foram socorridos pelo SAMU até emergência do Hospital Municipal, onde receberam atendimento médico. Marlon foi internado em estado grave, não resistiu aos ferimentos e veio a óbito dia seguinte, o passageiro (Aldo), quebrou a clavícula e aguarda por cirurgia.

O motociclista faleceu na  terça-feira (04), vítima de acidente na última semana, foi velado até as 24 horas em Novo Progresso e posteriormente o corpo seguiu para cidade de Itaituba onde foi sepultado na manhã de quarta-feira (05) com homenagens de familiares e amigos.

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Novo Progresso registra mais uma morte pelo novo coronavírus e total chega a 15

Total de casos confirmados sobe para 865 e 792 pessoas estão recuperadas da doença, em Novo Progresso.

A Prefeitura de Novo Progresso, por meio da Secretária de Saúde, confirmou, na tarde desta sexta-feira (7/08) mais um óbito pelo novo coronavírus no município, totalizando 15 vítimas fatais da Covid-19. Este último óbito é de um homem de 84 anos, que estava internado no hospital Regional do Tapajós em Itatuba. A vítima tinha doença cardíaca crônica e tinha 84 anos, a morte aconteceu na quinta-feira (5) a tarde.

Até o momento, a cidade contabiliza 865 casos confirmados da doença. São 792 pessoas recuperadas da doença, 8 internados e 151 pessoas na fila em monitoramento, aguardando resultado de exames.

Os casos de Covid-19 vem diminuído gradativamente no município durante a semana, fechou esta sexta-feira com 6 novos casos, a media anterior de 20 casos diários.

Veja o Boletim desta sexta-feira 7 de Agosto de 201933fb06e5-c45b-4673-a4f1-1d948c47f03f

No interior a comunidade de Alvorada da Amazônia lidera números de casos;Veja abaixo1596825464171

Bairro Jardim Planalto lidera número de casos na zona urbana , veja abaixo;

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Veja diz que em Novo Progresso está o terceiro maior desmatador da Amazônia

 

OPERAÇÕES - Fiscais no momento da autuação na área de Augustinho Alba, no Pará: rastros de máquinas pesadas – Fotos Caio Guatelli/

Conforme a reportagem da revista VEJA, em Novo Progresso reside o terceiro maior desmatador da Amazônia , segundo a reportagem , o pecuarista  “Augus-tinho Alba’, dono da  Fazenda Santa Tereza no distrito de Vila Isol, aparece na liderança com cerca de 4 410 hectares de vegetação nativa da Floresta Amazônica estruídos com o uso de tratores e operadores de motosserra. Conforme ainda a Veja, Augustinho foi um dos que queimou no Dia do Fogo em 2019,ele levou multa de 22 milhões de reais.

O número 1 em desmatamento aparece a cidade de Paranatinga, município localizado ao leste de Mato Grosso e a 376 quilômetros da capital, Cuiabá.

Os cinco maiores

Além de Edio Nogueira, cuja propriedade está localizada em Paranatinga (376 km de Cuiabá), ao leste do Estado, também figuram a lista dos maiores desmatadores da Amazônia os fazendeiros Ilto José Mainardi (2º lugar-MT), 3º Agustinho alba (Novo Progresso-PA)  Silvio Som Cruz e Silva (4º lugar-MT), Cleudes Santos de Oliveira (5º lugar-MT) .

RECORDISTA - Imagem aérea da Fazenda Cristo Rei, de Edio Nogueira, em Mato Grosso: uma multa de 50 milhões de reais pelo estrago e outra, de 2 milhões de reais, por uso de agrotóxico para acelerar aio Guatelli/Reprodução
RECORDISTA – Imagem aérea da Fazenda Cristo Rei, de Edio Nogueira, em Mato Grosso: uma multa de 50 milhões de reais pelo estrago e outra, de 2 milhões de reais, por uso de agrotóxico para acelerar aio Guatelli/Reprodução

Em matéria de capa, a Veja dá nomes aos dez maiores desmatadores da Amazônia, a partir de dados sobre multas aplicadas entre agosto de 2019 e julho de 2020. As propriedades somam multas de mais de R$ 100 milhões – que, no entanto, por conta da lentidão procedimental e a prescrição das autuações, dificilmente são efetivamente cobradas pelo governo federal. As dez propriedades citadas na matéria se concentram em um corredor de desmatamento que vai de Tartarugalzinho, no Amapá, até Paranatinga, no Mato Grosso. A área desmatada total é de 46,6 mil hectares, maior do que a área de Curitiba.

Como destaca a reportagem, mesmo com a cobrança crescente dentro e fora do Brasil do combate ao desmatamento, principalmente feita por investidores e empresários, mudar a mentalidade dos fazendeiros dessa região é o grande desafio a ser superado. “Trata-se de uma cultura arraigada no DNA de certos agricultores, com forte incidência no norte do Mato Grosso e ao sul do Pará, áreas que concentram hoje a maioria dos focos e são objeto de grande preocupação do governo”, diz a matéria.

Veja abaixo a íntegra da reportagem da VEJA:

Na jornada com destino a Paranatinga, município localizado ao leste de Mato Grosso e a 376 quilômetros da capital, Cuiabá, a Rodovia MT-251 se transforma num sinuoso caminho por meio de pastos, plantações e vegetação seca. Com 22 000 habitantes, o vilarejo não parece diferir muito de tantos outros lugares pacatos do interior do Brasil com economia voltada para a vida no campo. As aparências enganam. A cidade é terra de fazendeiros criminosos, onde forasteiros são recebidos por seguranças armados com espingarda de cano longo, e vem ocupando de forma quase silenciosa o topo de um ranking pouco honroso: é hoje um dos epicentros da destruição da Amazônia. Fundada em 1964 por caçadores de diamante, Paranatinga atrai atualmente outro tipo de negócio, como deixa claro a cabeça de boi que ostenta o centro do seu brasão oficial. A completa ausência de fiscalização e a certeza da impunidade permitem ali que um único agropecuarista converta em pasto uma área onde havia milhares de árvores sem correr o risco de ir para a cadeia.

Na entrada de Santiago do Norte, um distrito de Paranatinga que cresce em meio ao que um dia já foi floresta, um outdoor com a imagem de Jair Bolsonaro dá as boas-vindas à “nova fronteira agrícola do do Mato Grosso”. A estrada de terra rumo a Santiago tem um trânsito de caminhoneiros que se arriscam diariamente transportando grãos, gado e madeira irregular. São necessárias cinco horas sacolejando dentro do carro em uma rota repleta de árvores queimadas para chegar à porteira da Fazenda Cristo Rei, pertencente ao agropecuarista Edio Nogueira e que está a 18,5 quilômetros do limite com o Parque Nacional do Xingu. Ela é a propriedade campeã de desmatamento da Amazônia. Seu dono está sendo processado por ter ceifado quase 24 000 hectares de mata nativa, o equivalente a 22 000 campos de futebol. A imagem aérea da fazenda feita pelo drone da equipe de VEJA e que ilustra a abertura desta reportagem dá uma ideia do tamanho do estrago. Pela “obra”, o dono do pedaço recebeu em março uma multa recorde de 50 milhões de reais.

Pelo triste histórico da justiça ambiental do Brasil, dificilmente vai pagar um centavo. Lentidão da burocracia e recursos quase infindáveis empurram por anos as discussões, até a prescrição dos crimes. Resultado: só 3% das infrações emitidas pelo Ibama no país são efetivamente cobradas.

Enquanto os números retumbantes de destruição da Amazônia produzem um justo alarde no Brasil e no exterior, o nome dos responsáveis por essa catástrofe raramente vem à luz. Para identificá-los, a reportagem de VEJA realizou um trabalho exclusivo criando o ranking dos dez maiores desmatadores com base nas maiores multas aplicadas por uma única infração do tipo entre agosto de 2019 e julho de 2020, período em que é medida a devastação anual do país pelo Prodes, projeto de monitoramento por satélites criado em 1988. As multas homologadas pelo Ibama podem abranger infrações ambientais de anos anteriores. O caso da Cristo Rei foi flagrado pelos agentes em 2018. Ela está situada numa área reivindicada na Justiça pela etnia indígena Ikpeng, que foi deslocada de lá pelos irmãos Villas Boas na época da criação do Parque do Xingu. A fazenda pertence à Agropecuária Rio da Areia, de propriedade de Nogueira, e que em seu site diz atender alguns dos maiores frigoríficos do país, como a JBS, a Marfrig e a Minerva — todas empresas que possuem selos de sustentabilidade e de respeito à preservação da Amazônia.

É esse tipo de confusão que vem estraçalhando a imagem do país lá fora e pode provocar fuga de capitais e suspensão de novos investimentos. Procuradas por VEJA, as companhias negaram comprar hoje gado da propriedade de Paranatinga. A Minerva Foods informou que nunca comprou da Fazenda Cristo Rei. A última compra da Agropecuária Rio da Areia foi feita em 2015, da Fazenda Santa Edwiges, localizada em Santo Antônio do Leverger, no Mato Grosso. Já a JBS declarou ter feito negócios no ano passado com a Rio da Areia em Caracol, em Mato Grosso do Sul, em “fazenda que não possuía histórico de embargos ambientais”. A Margrif respondeu que não compra gado da Rio Areia desde 2017, quando não havia nenhum impedimento. O fato é que Nogueira ora atua corretamente quando lida com as grandes, ora comete graves crimes ambientais em outras áreas. E como explicar isso para o consumidor e os grandes fundos internacionais que ameaçam sair do país?

Entre janeiro e fevereiro de 2018, Nogueira utilizou uma pista de avião dentro da propriedade em Paranatinga para lançar os “voos da morte” sobre a floresta. Aeronaves despejaram gigantescas quantidades de agrotóxico para matar árvores e facilitar a propagação do fogo num perímetro de 23 981,76 hectares. A queimada, no caso, serviria para limpar a área e convertê-la em lavouras e pasto. Tudo deveria ter sido concluído em julho daquele ano, mas uma operação do Ibama atrasou seus planos. A infração foi flagrada pelos agentes e toda a extensão da área acabou embargada para fins produtivos. Em março de 2020, ele recebeu a multa recorde e uma infração adicional de 2 milhões de reais pelo uso de agrotóxico, mas ignorou as proibições. Conforme constatou a reportagem de VEJA, Nogueira não só transformou toda a área de floresta em pasto como cria no local gado das raças nelore e senepol. Além do agronegócio, o fazendeiro atua no ramo de distribuição de combustível na empresa Royal Fic e, nos registros do governo, aparece como fornecedor de órgãos públicos, proprietário de aeroportos privados e sócio de pelo menos quarenta CNPJs diferentes. Ele também seguiu a cartilha de empresários bem-sucedidos no Brasil e cultivou conexões políticas. Na eleição de 2014, a distribuidora de Nogueira depositou 400 000 reais ao então candidato a governador de Mato Grosso do Sul, o petista Delcídio do Amaral, preso anos mais tarde na Lava-Jato. Procurado por VEJA, Nogueira não retornou os pedidos de entrevista.

O Ministério Público investiga o fazendeiro em pelo menos outras três ações civis por infrações ambientais. Por ora, ele permanece se desvencilhando da Justiça, assim como o segundo colocado no ranking dos campeões do desmatamento. Trata-se de Ilto José Mainardi, também de Paranatinga. Em agosto do ano passado, enquanto os principais jornais do mundo estampavam na capa os incêndios que consumiam a Amazônia, homens enfileiravam troncos de madeira na Fazenda Marajoara, de Mainardi, numa faixa de 2 quilômetros que, segundo o Ibama, criou “corredores de fogo a favor do vento” que queimaram 4 441,2 hectares de floresta. A mata ardeu de 9 de agosto a 1º de setembro. Como provas, além do que sobrou das cinzas da vegetação, os agentes encontraram máquinas e gado. A multa foi de 33,3 milhões de reais e uma ação civil pública contra Mainardi foi instaurada no MP neste mês.

A questão ambiental no Brasil há tempos é um desafio (afinal de contas, esses fazendeiros não passaram a desmatar as florestas depois que Bolsonaro assumiu o governo). O problema é que o assunto não é mais uma preocupação restrita a ONGs ou grupos de esquerda. A defesa do meio ambiente virou um caso de suprema importância para o capitalismo mundial. Fundos de investimento, especialmente europeus e americanos, vêm sinalizando preocupação com o nível de queimadas e desmatamento na Amazônia e, de uns tempos para cá, condicionam a aplicação de recursos em países e empresas que adotam padrões de preservação ambiental cada vez mais altos. Companhias que desmatam ou compram de desmatadores, por exemplo, serão excluídas da rota do dinheiro mais cedo ou mais tarde. Não foi por acaso que o Conselho da Amazônia, presidido pelo vice-presidente Hamilton Mourão, foi anunciado logo após o Fórum Econômico Mundial de Davos, depois que Paulo Guedes ouviu repetidas reclamações de investidores a respeito da política ambiental brasileira.

O alerta de Guedes a Bolsonaro foi profético. No início deste mês, Mourão recebeu uma carta assinada por quarenta empresários que pediram combate “inflexível” ao desmatamento ilegal na região amazônica e nos demais biomas brasileiros. No texto, empresas como Suzano, Itaú, Santander, Michelin e Natura afirmam que “não há controvérsia entre produzir e preservar”. “Queremos que o governo aja com força”, afirma André Nassar, presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que representa grandes tradings de soja, como Bunge e Cargill. Essa última, aliás, vem sofrendo pressão de mercado de outros países para que evite carregamentos de soja vindos do Brasil em suas transações. “Por mais que nossas associadas não comprem de desmatadores, a imagem do Brasil derrubando ou queimando suas florestas afeta a opinião pública. Para países como a Noruega, por exemplo, não basta que a soja tenha sido produzida em uma propriedade livre de desmatamento, mas toda a região tem de ter desmatamento zero”, completa Nassar.

O desafio é como mudar a mentalidade de fazendeiros que passaram a vida inteira com esse modus operandi, de tacar fogo na floresta para expandir seus domínios, em localidades distantes e de acesso complicado. Trata-se de uma cultura arraigada no DNA de certos agricultores, com forte incidência no norte de Mato Grosso e ao sul do Pará, áreas que concentram hoje a maioria dos focos e são objeto de grande preocupação do governo. É exatamente na região paraense que fica a propriedade do terceiro maior desmatador da Amazônia. Em junho de 2020, uma equipe do Ibama foi junto com agentes da Força Nacional até a cidade de Novo Progresso, onde está a Fazenda Santa Tereza, de Augus­tinho Alba. Ali, cerca de 4 410 hectares de vegetação nativa da Floresta Amazônica foram destruídos com o uso de tratores e operadores de motosserra. Quando os agentes do Ibama chegaram ao local, acharam acampamentos no meio da mata e rastros de máquinas pesadas que teriam partido da sede da fazenda de Alba.  Ele levou uma multa de 22 milhões de reais. Ao ser procurado por VEJA, mesmo diante de todas as provas, disse que a infração é “informação falsa” passada por uma “cambada de petista”. Novo Progresso ganhou fama no fim de 2019, no episódio conhecido como o “Dia do Fogo”, quando os produtores da cidade organizaram uma ação para incendiar áreas da Amazônia que seriam convertidas em pasto.
Embora haja alguma controvérsia em relação a números, o fato é que existe uma escalada do desmatamento na Amazônia, que mais que triplicou de janeiro a junho deste ano. Contribuíram para esse novo ciclo de destruição o descaso anterior do governo com o tema, o fato de 2020 ser o ano mais quente da história e até o coronavírus. Um dos órgãos ambientais que mais sofreram o baque com a pandemia foi o Ibama. Um terço do efetivo acabou afastado por ter quase 60 anos ou alguma comorbidade. Isso representou um golpe duríssimo para um quadro já bastante debilitado. “Quando assumimos o governo, em 2019, já havia um déficit de 50% de servidores”, afirma Ricardo Salles, o criticado titular da pasta do Meio Ambiente. As críticas a Salles se multiplicaram após o episódio da famosa reunião ministerial de abril, quando ele sugeriu a Bolsonaro que aproveitasse o momento em que a imprensa estava ocupada com a pandemia para “passar a boiada”, mudando “todo o regramento e simplificando normas” na área do meio ambiente.

A repercussão foi tão ruim que ele chegou, inclusive, a balançar no cargo (Bolsonaro recentemente garantiu sua permanência). O ministro se defende dizendo que foi mal interpretado na ocasião. “A burocracia dificulta a vida de quem quer agir dentro da lei e facilita a ação dos bandidos”, afirma. Nisso, Salles tem razão. Sua grande defesa, num confronto de ideias com ONGs e setores ambientalistas, é para que as unidades de conservação (portanto, sob os cuidados da União) não aumentem. Nessas áreas, segundo ele, fica ainda mais fácil a ação ilegal na mata. Quando a terra pertence a alguém, pelo menos sabe-se quem é o responsável. “Existem limitações sérias de equipe para fiscalizar uma área tão grande e temos ainda uma estrutura totalmente defasada”, completa Salles, citando como exemplo um relatório da CGU de 2019 que mostrava problemas como quase 100 000 processos no Ibama não digitalizados por falta de recursos. supertratores e escavadeiras, chegam a custar 1 milhão de reais. Para financiar a operação, as madeiras nobres são identificadas, arrancadas antes e vendidas para custear o desmate. Em seguida, aeronaves despejam agrotóxico sobre a vegetação. Em junho, o governo de Mato Grosso apreendeu um helicóptero avaliado em 800 000 reais lançando herbicidas sobre a floresta. Um mês antes, a Polícia Rodoviá­ria Federal flagrou trinta caminhões, também em Mato Grosso, com mais de 1 000 metros cúbicos de madeira — a carga foi avaliada em 10,5 milhões de reais.

O dinheiro circula, mas o lucro do produtor desmatador — ainda mais em épocas de alta do dólar — compensa não apenas o investimento, mas o gasto com advogados para postergar ao máximo o pagamento das multas pelos crimes. Especialistas da área são unânimes em dizer que só uma parte ínfima das multas ambientais é paga no Brasil — e o processo passível de variadas possibilidades de recurso não termina em menos de dez anos. As punições acabam não acontecendo. “Eles já fazem esse levantamento de custo antes de desmatar”, diz a promotora Ana Luiza Peterlini, ex-secretária do Meio Ambiente de Mato Grosso. Esse processo vem enriquecendo alguns fazendeiros, como Nogueira, Mainardi e os outros nomes deste ranking. Enquanto isso, o Brasil está prestes a colher um prejuízo amazônico.

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