Amazônia tem “oceano subterrâneo”

A Amazônia possui uma reserva de água subterrânea com volume estimado em mais de 160 trilhões de metros cúbicos, estimou Francisco de Assis Matos de Abreu, professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), durante a 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que terminou no dia 27 de julho, no campus da Universidade Federal do Acre (UFAC), em Rio Branco.

O volume é 3,5 vezes maior do que o do Aquífero Guarani – depósito de água doce subterrânea que abrange os territórios do Uruguai, da Argentina, do Paraguai e principalmente do Brasil, com 1,2 milhão de quilômetros quadrados (km2) de extensão.

“A reserva subterrânea representa mais de 80% do total da água da Amazônia. A água dos rios amazônicos, por exemplo, representa somente 8% do sistema hidrológico do bioma e as águas atmosféricas têm, mais ou menos, esse mesmo percentual de participação”, disse Abreu durante o evento.

O conhecimento sobre esse “oceano subterrâneo”, contudo, ainda é muito escasso e precisa ser aprimorado tanto para avaliar a possibilidade de uso para abastecimento humano como para preservá-lo em razão de sua importância para o equilíbrio do ciclo hidrográfico regional.

De acordo com Abreu, as pesquisas sobre o Aquífero Amazônia foram iniciadas há apenas 10 anos, quando ele e outros pesquisadores da UFPA e da Universidade Federal do Ceará (UFC) realizaram um estudo sobre o Aquífero Alter do Chão, no distrito de Santarém (PA).

O estudo indicou que o aquífero, situado em meio ao cenário de uma das mais belas praias fluviais do país, teria um depósito de água doce subterrânea com volume estimado em 86,4 trilhões de metros cúbicos.

“Ficamos muito assustados com os resultados do estudo e resolvemos aprofundá-lo. Para a nossa surpresa, descobrimos que o Aquífero Alter do Chão integra um sistema hidrogeológico que abrange as bacias sedimentares do Acre, Solimões, Amazonas e Marajó. De forma conjunta, essas quatro bacias possuem, aproximadamente, uma superfície de 1,3 milhão de quilômetros quadrados”, disse Abreu.

Denominado pelo pesquisador e colaboradores Sistema Aquífero Grande Amazônia (Saga), o sistema hidrogeológico começou a ser formado a partir do período Cretáceo, há cerca de 135 milhões de anos.

Em razão de processos geológicos ocorridos nesse período foi depositada, nas quatro bacias sedimentares, uma extensa cobertura sedimentar, com espessuras da ordem de milhares de metros, explicou Abreu.

“O Saga é um sistema hidrogeológico transfronteiriço, uma vez que abrange outros países da América do Sul. Mas o Brasil detém 67% do sistema”, disse.

Uma das limitações à utilização da água disponível no reservatório, contudo, é a precariedade do conhecimento sobre a sua qualidade, apontou o pesquisador. “Queremos obter informações sobre a qualidade da água encontrada no reservatório para identificar se é apropriada para o consumo.”

“Estimamos que o volume de água do Saga a ser usado em médio prazo para abastecimento humano, industrial ou para irrigação agrícola será muito pequeno em razão do tamanho da reserva e da profundidade dos poços construídos hoje na região, que não passam de 500 metros e têm vazão elevada, de 100 a 500 metros cúbicos por hora”, disse.

Como esse reservatório subterrâneo representa 80% da água do ciclo hidrológico da Amazônia, é preciso olhá-lo como uma reserva estratégica para o país, segundo Abreu.

“A Amazônia transfere, na interação entre a floresta e os recursos hídricos, associada ao movimento de rotação da Terra, cerca de 8 trilhões de metros cúbicos de água anualmente para outras regiões do Brasil. Essa água, que não é utilizada pela população que vive aqui na região, representa um serviço ambiental colossal prestado pelo bioma ao país, uma vez que sustenta o agronegócio brasileiro e o regime de chuvas responsável pelo enchimento dos reservatórios produtores de hidreletricidade nas regiões Sul e Sudeste do país”, avaliou.

Vulnerabilidades

De acordo com Ingo Daniel Wahnfried, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos principais obstáculos para estudar o Aquífero Amazônia é a complexidade do sistema.

Como o reservatório é composto por grandes rios, com camadas sedimentares de diferentes profundidades, é difícil definir, por exemplo, dados de fluxo da água subterrânea para todo sistema hidrogeológico amazônico.

“Há alguns estudos em andamento, mas é preciso muito mais. É necessário avaliarmos, por exemplo, qual a vulnerabilidade do Aquífero Amazônia à contaminação”, disse Wahnfried, que realizou doutorado direto com Bolsa da FAPESP.

Diferentemente do Aquífero Guarani, acessível apenas por suas bordas – uma vez que há uma camada de basalto com dois quilômetros de extensão sobre o reservatório de água –, as áreas do Aquífero Amazônia são permanentemente livres.

Em áreas de floresta, essa exposição do aquífero não representa um risco. Já em áreas urbanas, como nas capitais dos estados amazônicos, isso pode representar um problema sério. “Ainda não sabemos o nível de vulnerabilidade do sistema aquífero da Amazônia em cidades como Manaus”, disse Wahnfried.

Segundo o pesquisador, tal como a água superficial (dos rios), a água subterrânea é amplamente distribuída e disponível na Amazônia. No Amazonas, 71% dos 62 municípios utilizam água subterrânea (mas não do aquífero) como a principal fonte de abastecimento público, apesar de o estado ser banhado pelos rios Negro, Solimões e Amazonas.

Já dos 22 municípios do Estado do Acre, quatro são totalmente abastecidos com água subterrânea. “Apesar de esses municípios estarem no meio da Amazônia, eles não usam as águas dos rios da região em seus sistemas públicos de abastecimento”, avaliou Wahnfried.

Algumas das razões para o uso expressivo de água subterrânea na Amazônia são o acesso fácil e a boa qualidade desse tipo de água, que apresenta menor risco de contaminação do que a água superficial.

Além disso, o nível de água dos rios na Amazônia varia muito durante o ano. Há cidades na região que, em períodos de chuva, ficam a poucos metros de um rio. Já em períodos de estiagem, o nível do rio baixa 15 metros e a distância dele para a cidade passa a ser de 200 metros, exemplificou.

Fonte: Amazônia.

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Variedade de mandioca entusiasma agricultores do nordeste paraense

A principal vantagem da Maniçobeira está na colheita, que pode ser feita até seis vezes por ano, enquanto a mandioca, apenas uma.

A oportunidade de diversificar a produção de mandioca chega aos campos do Pará, com a variedade de maniva batizada como Maniçobeira, cultivada pela primeira vez na comunidade dos Remédios, em Santo Antônio do Tauá, nordeste paraense. O projeto, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri), em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) pretende multiplicar o material para o plantio em outras áreas, aproveitando o grande interesse dos agricultores da região pela Maniçobeira.

Um Dia de Campo no projeto de propagação da Maniçobeira foi realizado nesta quarta-feira, 6, com a presença do secretário de Estado de Agricultura, Andrei Castro, técnicos da Sagri e Emater, pesquisadores e agricultores. O objetivo foi divulgar o grande potencial da variedade e o que já se conhece da Maniçobeira, a partir da observação do plantio. As diferenças da nova cultivar para a mandioca comum vêm entusiasmando os agricultores, que já pensam em ter na propriedade uma roça de mandioca e outra de maniva.

Descoberta por acaso no quintal de uma dona de casa em Santo Antônio do Tauá, a Maniçobeira chamou a atenção pela grande quantidade de folhas e pouca raiz. Logo despertou o interesse das pequenas fábricas de maniva pré-cozida para o preparo de um dos mais tradicionais pratos típicos do Pará, a maniçoba. Em 2010, o técnico da Emater Ailson Cardoso buscou a parceria da Sagri para fazer o plantio de propagação da variedade e distribuir o material aos agricultores da região. “Precisamos agora da pesquisa para conhecer melhor a variedade”, diz Ailson.

A principal vantagem da Maniçobeira está na colheita, que pode ser feita até seis vezes por ano, enquanto a mandioca, apenas uma. Isso se deve ao grande poder de regeneração da biomassa, a cada poda aumenta o volume de folhas. O agricultor José Wilson Souza, que cedeu um hectare de seu terreno para a realização do projeto, já fez três colheitas neste ano. A venda para as fábricas de maniva pré-cozida rendeu 800 reais, enquanto Aluísio Pinheiro, que já fez a colheita anual da mandioca comum, ganhou apenas 400 reais. O rendimento de folhas da Maniçobeira pode chegar a 18 toneladas por ano e o da mandioca não passa de 10 toneladas.

A retirada das folhas da maniçobeira é mais fácil e rápida, não tem o cheiro forte característico da mandioca porque tem menos ácido cianídrico. O tempo de cozimento também é menor, enquanto a maniva da mandioca cozinha de cinco a sete dias, a da Maniçobeira exige apenas dois dias, o que representa uma economia de gás.

O pesquisador João Tomé Farias Neto informou que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) já aprovou para este ano uma proposta de estudo das características físico químicas das folhas da Maniçobeira. A pesquisa vai definir, por exemplo, o teor de proteína, de ácido cianídrico e de fibras da variedade. O Instituto Paulo Martins, de gastronomia, já fez o teste de palatabilidade do produto e comprovou o sabor diferenciado da maniçoba feita com as folhas da Maniçobeira.

O Dia de Campo encerrou com a degustação de maniçoba, durante a qual o secretário Andrei Castro falou da importância do projeto para o desenvolvimento da cultura da mandioca, que tem expressiva representação na economia paraense e na agricultura familiar do Estado. Anunciou que vai disponibilizar uma patrulha mecanizada para facilitar o preparo das áreas de plantio da maniçobeira em Santo Antônio do Tauá, município cuja economia depende 60% da agricultura.

Fonte: Agência Pará.

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Brasileiros criam antena que faz celular funcionar mesmo sem sinal

É a goTenna, que se conecta ao aparelho via Bluetooth e é controlada por um aplicativo disponível para Android e iOS.

Dois irmãos brasileiros que moram nos Estados Unidos lançaram um dispositivo capaz de fazer o celular funcionar em condições adversas, sem depender do sinal telefônico ou da internet – nem o “modo avião” é obstáculo.

É a goTenna, que se conecta ao aparelho via Bluetooth e é controlada por um aplicativo disponível para Android e iOS. Ela usa ondas longas de rádio (de 151 a 154 MHz) para estabelecer uma comunicação entre duas pessoas – por isso o dispositivo é vendido em pares.

O aparelho tem um alcance de 80,4 km e pode ser usado, por exemplo, em florestas, praias, ilhas ou em grandes eventos que costumam congestionar as operadoras por causa do excesso de acessos.

É possível enviar e receber mensagens gratuitamente, além de compartilhar a localização em um mapa offline, seja entre duas pessoas ou em grupo, tudo criptografado e com função de autodestruição que mantém a comunicação privada.

A goTenna é ideia de Daniela e Jorge Perdomo, que pensaram no produto após verem os estragos causados pelo furacão Sandy, que em outubro de 2012 deixou milhões de pessoas sem comunicações ao longo de dez Estados dos EUA.

Como está em fase de pré-venda, o produto é vendido por US$ 150, valor que subirá em breve para US$ 300.

Fonte: No Poder.

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Galaxy Note 4 terá novo design e tela menor que a do Note 3, diz site

A apresentação do Galaxy Note 4 se aproxima, e as prováveis especificações do aparelho já caíram na rede – ao menos é o que garante o site SlashGear. Entre as características esperadas para o foblet, destaca-se o novo display Super Amoled Quad HD (2k) de 5,5 polegadas, menor do que a geração atual e seu painel de 5,7 polegadas.

De acordo com o SlashGear, a Samsung teria classificado a redução como sendo uma “zona de conforto” ideal para manuseio do novo foblet. Com o aumento na resolução, o display seria capaz de exibir 534 pixels por polegada; para fins de comparação, o Note 3 exibe 386 pixels por polegada. A lista de especificações entrega ainda que o foblet contaria com o potente processador Snapdragon 805 quad-core de 2,5 GHz, 3 GB de memória RAM e 32 ou 64 GB de espaço para dados, com slot microSD de até 128 GB.
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No quesito fotografia o aparelho repetiria o visto no irmão menor Galaxy S5, o mesmo sensor Isocell de 16 megapixels na traseira e um novo de 3,68 megapixels na parte frontal, capaz de capturar vídeos em QHD, para dar conta dos selfies.
Uma mudança no design também é relatada no vazamento. O Note 4 deixaria de lado a imitação plástica de couro na tampa traseira e também não seguiria o padrão estabelecido pelo Galaxy S5. Devemos esperar algo como o provável corpo de metal do futuro Galaxy Alpha?
Qual é o melhor aparelho, o Galaxy S5 ou Galaxy Note 3? Comente no Fórum
Como de costume, não houve pronunciamento da Samsung a respeito do vazamento. O segredo está bem guardado pela Samsung e será revelado somente no dia 3 setembro, dia do evento Unpacked que antecede a feira IFA 2014, em Berlim.
Via GSMArena, SlashGear

Fonte: Techtudo.

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Uma aspirina por dia pode prevenir câncer, diz estudo

Ingestão de uma aspirina por dia pode reduzir as chances de se desenvolver câncer, como de intestino e estômago

No entanto, o estudo alerta que o remédio também pode provocar sangramento interno

A ingestão de uma aspirina por dia pode reduzir as chances de se desenvolver certos tipos de câncer, como de intestino e estômago, segundo um estudo britânico.

Os pesquisadores dizem que se cada cidadão britânico com mais de 50 anos tomasse um comprimido diariamente durante 10 anos, 122 mil mortes poderiam ser evitadas.

Cientistas da universidade Queen Mary, de Londres, analisaram cerca de 200 estudos sobre prós e contras da aspirina para a pesquisa, publicada pela revista médica Annals of Oncology.

No entanto, o estudo alerta que o remédio também pode provocar sangramento interno.

Os casos de câncer de intestino, estômago e esôfago chegam a ser reduzidos entre 30% e 40% pelo uso diário da aspirina.

Também foram encontrados indícios de que a droga pode também diminuir os riscos provocadas por câncer de mama, de próstata e de pulmão.

O estudo descobriu que pacientes precisam tomar o remédio por pelo menos cinco anos para obter algum benefício.

O coordenador da pesquisa, Jack Cuzick, da universidade Queen Mary, aconselha maiores de 50 anos a tomarem uma pequena dose (75mg) de aspirina por dia por uma década.

Para cada mil pessoas com mais de 60 anos que ingerirem a droga durante 10 anos, os resultados uma década depois seriam:

16 mortes a menos por cânceruma morte a menos por ataque cardíacoduas mortes a mais por sangramento internoEfeitos colaterias

O próprio professor Cuzick vem tomando aspirina diariamente, e afirmou que os efeitos colaterais não podem ser ignorados.

“Ainda assim, parece ser a coisa mais importante a ser feita para prevenir câncer, atrás apenas de parar de fumar e reduzir a obesidade. E provavelmente seria muito mais fácil de se implementar.”

Os benefícios inclusive parecem continuar mesmo depois de as pessoas terem parado de tomar aspirina, embora não se saiba ao certo por quanto tempo.

Como o risco de sangramento interno cresce de acordo com a idade do paciente, os médicos sugerem que não se tome a droga por mais de 10 anos.

Além disso, também existem dúvidas acerca dos benefícios de doses maiores.

Entre os efeitos colaterais conhecidos, estão sangramentos no estômago e no cérebro.

O estudo constatou que 122 mil vidas poderiam ser salvas na Grã-Bretanha se todas as pessoas entre 50 e 64 anos tomassem uma aspirina diariamente. No entanto, estima-se que outras 18 mil morreriam por efeitos colaterais.

Entre os pacientes mais pré-dispostos a sangramentos estão aqueles que tomam medicação anticoagulante, fumantes e consumidores frequentes de álcool.

Uma representante da organização não-governamental Cancer Research UK, Julie Sharp, alertou contra a recomendação prematura da aspirina.

“Antes que ela possa ser recomendada na prevenção do câncer, algumas questões importantes precisam ser respondidas e novos testes precisam ser desenvolvidos para descobrir que pacientes têm mais chances de sofrer efeitos colaterais”, afirmou Sharp à BBC.

Fonte: UOL

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Samsung pode lançar smartphone não-plástico

Empresa sul-coreana quer reduzir queda nas vendas

Após mais um trimestre de resultados financeiros decepcionantes, a Samsung está prometendo dois novos celulares para 2014.

De acordo com o “Wall Street Journal”, o vice-presidente sênior da Samsung Mobile, Kim Hyun-joon, disse a analistas e investidores que seu smartphone de tela grande será lançado nos próximos meses, fabricado com “novos materiais”.

Analistas especulam que o novo aparelho deve ser da linha Galaxy Note. Outros reforçam rumores recentes de que a empresa lançaria um Galaxy Alpha com tela de 4,8 polegadas com corpo feito de metal e que seria anunciado em agosto.

MAUS RESULTADOS

Os lucros da Samsung caíram 18% no ano a ano, apesar do lançamento de seu smartphone flagship, o S5. Muito embora a empresa afirme que o S5 está superando em vendas o S4 em 10%, o número total de aparelhos vendidos caiu.

Hyun-joon também informou que a empresa apresentará aparelhos de médio e baixo preço com “especificações melhoradas” mais para o final do ano, de modo a reverter a tendência de queda. Mas apontou para nuvens cinzentas mais adiante.

“Considerando a crescente competição em torno de preço e especificações, junto com os lançamentos de novos modelos pelos competidores, é difícil esperarmos aumentos de ganhos no segundo trimestre”, disse.

Fonte: ORMNews.

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Novo medicamento é esperança de cura da Hepatite C

Os tipos B e C são a causa mais comum de cirrose hepática e câncer de fígado

Uma terceira geração de medicamentos, com o mínimo de efeito colateral, deve ser aprovada até o fim do ano

Uma nova droga, ainda em aprovação nos Estados Unidos, pode representar a cura para cerca de 95% dos pacientes com hepatite C, forma mais grave da doença, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), Edison Roberto Parise.

A hepatite é a inflamação do fígado, causada por cinco vírus diferentes e que nem sempre apresenta sintomas. Os tipos B e C são a causa mais comum de cirrose hepática e câncer de fígado.

Atualmente, para todos os tipos da doença, o tratamento é feito com antivirais, basicamente o interferon e a ribavirina, com duração de 48 semanas. Em alguns casos, esses medicamentos podem ser combinados com inibidores de protease, que tem muitos efeitos colaterais e cura cerca de 50% a 70% das pessoas infectadas.

Uma terceira geração de medicamentos, com o mínimo de efeito colateral, deve ser aprovada até o fim do ano nos Estados Unidos. “Nesse caso, o tratamento é totalmente sem interferon, mais curto, de oito semanas, e com um índice de cura de 90% a 100%. É uma mudança drástica no tratamento da hepatite neste ano, então precisamos aproveitar isso e captar o máximo de doentes.”

Após a aprovação de novos medicamentos, a segunda fase é a inclusão do remédio no protocolo de tratamento do SUS. Segundo ele, a hepatite C não é uma doença tão estigmatizada quanto a Aids. “Fica essa coisa de achar que a pessoa que tem cirrose é alcoólatra, que tem vida sexual promíscua. Pelo contrário, a transmissão sexual é muito rara”. Já a hepatite B é considerada, sim, uma doença sexualmente transmissível.

A hepatite A, na maioria dos casos, é uma doença benigna e de contágio simples, pela água mal tratada ou alimentos mal lavados. A melhor forma de se evitar a doença é melhorando as condições de higiene e de saneamento básico. Existe vacina contra o vírus da hepatite A, mas só é recomendada em casos especiais.

Para a hepatite B também há vacina, disponibilizada na rede pública de saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 240 milhões de pessoas no mundo têm a doença, que pode se tornar crônica, dependendo da idade do infectado. As crianças são as mais afetadas. A hepatite B é considerada doença sexualmente transmissível e o vírus está presente no sangue, no esperma e no leite materno.
Cerca de 150 milhões de pessoas no mundo tem o tipo C da doença, que é o mais grave, pois não há vacina. A ação do vírus é lenta e silenciosa e, em 80% dos casos, torna-se crônica em pouco tempo.

A hepatite D é menos comum e depende da presença do vírus do tipo B para a infecção.
Já a hepatite E tem ocorrência rara no Brasil e é comum na Ásia e África. A transmissão é fecal-oral (patógenos das fezes tem contato com a boca), mais comum em áreas sem saneamento básico. A hepatite E pode induzir uma taxa de mortalidade de 20% entre as mulheres grávidas em seu terceiro trimestre, segundo a OMS.

Fonte: Agência Brasil

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Os drones vêm tomando conta do espaço brasileiro e atraindo a curiosidade de muitas pessoas. Por isso, a procura pelo produto também tem sido grande nas buscas pela web. Mas vale a pena comprar um drone? Seu uso ainda carece de regulamentação pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), pois o veículo aéreo não tripulado pode apresentar falhas técnicas, colocando a segurança de transeuntes em risco, ser uma ameaça à privacidade e até uma arma de guerra. Quais são, então, os benefícios de adquirir um desses robôs?

Comprar um drone no Brasil já é realidade: confira os preços e os modelos disponíveis

Os drones podem oferece inúmeras utilidades, até mesmo para atividades simples, como tirar fotografias. Com o aparelho, é possível registrar imagens sob uma perspectiva diferente e artística ou realizar uma filmagem panorâmica. O recurso também já é ferramenta de auxílio em transmissões jornalísticas. Cineastas e fotógrafos podem se interessar bastante pela tecnologia. E já tem gente usando o veículo para essa finalidade. Existe, inclusive, uma espécie de Instagram pela Internet para compartilhar fotos tiradas por drones, chamado de “Dronestagram”.
Já é possível fazer manutenção de drones no Brasil (Foto: Reprodução/Mercado Livre)
Câmera fotográfica profissional instalada em um drone (Foto: Reprodução/Mercado Livre)

Da mesma forma que um aeromodelo assim pode ser usado para o lazer, drones também podem servir para espionagem sem o seu consentimento, invadindo o espaço aéreo. Por esse motivo, governos e entidades estão criando regras para evitar que crimes ocorram com o equipamento.

Drone utilizado pelo exército norte-americano (Wikimedia Commons)
Drone utilizado pelo exército norte-americano (Foto: Reprodução/Wikimedia Commons)

Os robôs também podem ser utilizados pelo setor militar, sendo equipados com armas letais, como metralhadoras, explosivos e mísseis para fazer o trabalho sujo de um exército em campo de guerra. Ele se torna, basicamente, um avião de controle remoto que pode ser utilizado em conflitos, colocando a vida das pessoas em risco. O artista e ativista James Bridle, por exemplo, que escreve para o jornal britânico The Guardian, publica, em seu site pessoal, fotos retiradas do Google Maps Satellite, revelando locais atacados por drones.

Outra serventia comum para o robô tem sido testada pelo comércio. Desde o fim de 2013, a Amazon, empresa varejista digital, estuda fazer entregas por meio de drones. Esse recurso é útil tanto no meio empresarial quanto para pessoas que desejam utilizar os robôs voadores para entregas remotas.

Drone de entregas da Amazon (Foto: Divulgação)
Drone de entregas da Amazon (Foto: Divulgação/Amazon)

 

O problema é que a Federal Aviation Administration (FAA), nos Estados Unidos, baniu o uso comercial de drones até 2015. E isso se aplica ao negócio da Amazon. Por enquanto, a atividade está liberada aos americanos apenas para fins recreativos, como registrar vídeos e fotografias.

E no Brasil?

A Anac pretende realizar uma audiência pública ainda no segundo semestre de 2014, mas as discussões técnicas já estão ocorrendo há um tempo. A agência tem dedicado atenção ao tema desde 2011, quando o Departamento de Polícia Federal adquiriu o primeiro equipamento no país, mas os trabalhos para a construção da regulamentação foram iniciados somente em 2013. No projeto para regularizar o uso de drones, as Aeronaves Remotamente Tripuladas (RPAs), como são chamadas pela agência, deverão ser cadastradas ou registradas na Anac, de acordo com o peso e com o alcance de altura.

Acidentes possíveis e proibições

Se o operador não cumprir as regras da Anac ou utilizar um drone de grande porte sem a correta permissão, a entidade tem direito de confiscar o equipamento, ainda mais se ele não apresentar a autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para funcionar no país. É proibido o transporte de cargas pesadas, perigosas ou animais, por drones. Direção negligente dos modelos também não é permitida, uma vez que os veículos podem bater em propriedades públicas ou privadas, além de causar danos para pessoas.

Drones que entregam encomendas em 30 minutos: isso pode dar certo? Comente no Fórum do TechTudo.

A Anac ainda flexibiliza, na proposta de regulamentação, a comercialização de drones abaixo de 25 kg com voo baixo, legalizando a venda para amadores cadastrados, mas faz orientações importantes para que regras não sejam desrespeitadas. Recomenda-se voo em região pouco habitada ou movimentada, para evitar imprevistos com os aparelhos. As orientações discutidas pela agência podem ser alteradas após a audiência pública, agendada para a segunda metade deste ano.

Além disso, a entidade frisa que os drones devem ser controlados por engenheiros, pilotos e especialistas, tanto da indústria de veículos remotamente tripulados quanto da aviação civil. Não é aconselhado o uso de um equipamento desses por um amador ou por alguém que não recebeu o treinamento correto.

Equipamento em drone pode captar informações sigilosas de 20 mil TVs em um raio de 1,4Km (Foto: Flickr/Don McCullough) (Foto: Equipamento em drone pode captar informações sigilosas de 20 mil TVs em um raio de 1,4Km (Foto: Flickr/Don McCullough))
Equipamento em drone capta informações de 20 mil TVs em raio de 1,4km (Foto: Flickr/Don McCullough)

Manutenção de drones no Brasil

A Anac recomenda que os consumidores de drones procurem assistência técnica do próprio fabricante do aparelho ou de oficinas credenciadas por ele, que passem pela Inspeção Anual de Manutenção (IAM). Como o uso de drones ainda será avaliado em audiência para aprovação de uma Resolução Normativa, e a maioria dos produtos é importado, não há assistência direta dos fabricantes no Brasil.

Algumas lojas prometem consertar máquinas de empresas, como Dji e Cinemax, dois dos principais produtores de drones. Mas nenhuma delas é credenciada. Isso pode mudar com a maior comercialização do produto no Brasil. A baixa presença deste se reflete na alta variação de seu preço em nosso país, de R$ 750 até R$ 36 mil.

Possível conclusão

A redução de preço dos drones no Brasil ainda é uma realidade distante, mas a tecnologia está em vias de ser regulamentada em breve. Os riscos estão sob análise, principalmente nos Estados Unidos, em que esse tipo de veículo já é projeto do setor militar e pode se tornar um veículo de entregas de empresas como a Amazon. A situação dos drones no Brasil pode melhorar dentro de alguns meses, principalmente na área técnica, apesar de o aparelho já estar disponível para compra no país.

Fonte: Techtudo.

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Arritmia cardíaca tem cura, mas é preciso logo diagnosticar

O médico poderá detectar a presença da arritmia através da ausculta do coração
A frequência e o ritmo do coração variam ao longo do dia, conforme nossa necessidade de oxigênio. Quando há alguma alteração anormal no número de batimentos por minuto e no intervalo entre um batimento e outro, pode ser diagnosticada uma arritmia. O problema tem cura, mas, para isso, é essencial fazer uma investigação médica detalhada de cada caso.

É comum as pessoas apresentarem episódios arrítmicos sem que elas mesmas percebam. No entanto, é essencial procurar um médico ao perceber alguma alteração e iniciar o tratamento o quanto antes, já que o distúrbio pode provocar palpitações e, inclusive, desmaios – causados pela redução do fluxo sanguíneo no cérebro. Em casos mais graves, pode haver confusão mental, fraqueza, queda na pressão arterial, falta de ar, dor no peito e até mesmo parada cardíaca.

As arritmias podem ser motivadas por algum problema cardíaco anterior ou por algum fator que ainda não tenha se manifestado, como uma irregularidade no sistema elétrico ou doença do coração. Podem ser causadas por distúrbios no sistema elétrico do coração, que não afetam as demais estruturas do órgão, ou por doenças do miocárdio, das válvulas cardíacas ou das artérias coronárias.

Se a arritmia cardíaca tem cura, como diagnosticar?

O médico poderá detectar a arritmia através da ausculta do coração e da realização de exames cardiológicos, que irão verificar alterações no ritmo e na frequência cardíaca, evidenciando as causas do problema. O eletrocardiograma é um dos recursos mais utilizados, pois mede a atividade elétrica do coração.

Há também outros exames que auxiliam o diagnóstico, como o ecocardiograma (espécie de ultrassonografia), o teste de esforço (para avaliar a saúde das coronárias e o ritmo cardíaco durante a atividade física) e o holter (eletrocardiograma de 24 horas, que permite ao médico identificar episódios arrítmicos e relacioná-los com as atividades e os sintomas descritos pelo paciente).

Tipos de arritmia e tratamento

Os tipos de arritmia variam de acordo com a frequência cardíaca que o problema desencadeia e com o local de origem (no átrio, no ventrículo ou na junção entre essas câmaras).

Caracteriza-se bradicardia quando os batimentos ficam lentos, não chegando a 60 por minuto. Já a taquicardia ocorre quando o coração acelera, passando de 100 batimentos por minuto. O tipo mais comum é a fibrilação atrial, que tem origem no átrio e atinge 5% das pessoas na faixa dos 60 anos e 9% na faixa dos 70 anos.

Nos casos de bradicardia, o tratamento geralmente é feito através do implante cirúrgico de um marca-passo, aparelho que produz artificialmente os impulsos que deveriam ser gerados pelo nó sinusal. Já quando o paciente apresenta taquicardia ou fibrilação atrial, o tratamento inicia com medicamentos antiarrítmicos e a correção definitiva ocorre com a cauterização do foco do estímulo indevido.

Em casos de maior gravidade, o tratamento inicia com uma cardioversão com desfibriladores, para restaurar o ritmo cardíaco, e prossegue com medicamentos ou o implante de um desfibrilador externo sobre o tórax para monitorar o coração e, ao identificar uma arritmia, aplicar o choque local automaticamente.

Como medida preventiva, é importante não exagerar no consumo de álcool e de cafeína, manter distância do cigarro e não usar medicamentos sem prescrição médica. A arritmia cardíaca tem cura, mas isso não é motivo para se descuidar da saúde.

Fonte: ORMNews.

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Samsung lança Galaxy S5 mini, com leitor de digitais

Aparelho é versão compacta do smartphone topo de linha da fabricante

A Samsung lançou nesta terça-feira (1º) o Galaxy S5 mini, uma versão compacta do smartphone que é o carro-chefe da fabricante sul-coreana de eletroeletrônicos.

Assim como as linhas anteriores dos produtos da Samsung, o S5 mini mantém o visual do aparelho maior, mas possui dimensões reduzidas e especificações técnicas menos turbinadas.

O S5 mini também vem equipado com o leitor de digitais, monitor de batimento cardíaco e possui capacidade de se conectar com outros aparelhos da Samsung, como o relógio inteligente Samsung Gear.

A resolução de Amoled é de alta definição, com resolução de 720 x 1280. O sistema operacional é o Android 4.4 (KitKat) e o processador tem quatro núcleos de 1.4 GHz. A câmera dianteira tem resolução de 2,1 Megapixel e a traseira, de 8 MP. A capacidade de armazenamento é de 16 GB.

O aparelho tem tela de 4,5 polegadas, enquanto o S5 original tem tela de 5,1 polegadas. Além disso, a tela do S5 original tem resolução Full HD (1920 x 1080), processador de quatro núcleos de 2,5 GHz e memória de 15 GB ou de 32 GB. A câmera traseira desse smartphone é de 16 MP.

O Galaxy S5 mini estará disponível na Rússia nas próximas semanas. Também será levado ao restante do mundo, mas a Samsung não informa quando isso ocorrerá. O preço também não foi informado pela companhia.

Fonte: ORMNews.

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