Anatel diz que limite para internet fixa é legal

Segundo reguladora, Marco Civil permite a adoção de cobrança em função da quantidade de dados usada

cobrando adicionalmente ou reduzindo a velocidade – explicou.

Segundo ela, o Marco Civil da Internet permite a adoção de cobrança em função da quantidade de dados usada pelo consumidor:

– Se não permitisse, diversos negócios fundamentais para a inclusão digital no País estariam comprometidos.

Na mesma audiência, deputados e entidades de defesa do consumidor apontaram ilegalidades e formação de oligopólio por parte das operadoras de telefonia. A limitação do serviço de internet fixa anunciada no início do ano pelas operadoras está suspensa temporariamente pela Anatel.

INTERNET ‘DOS RICOS E DOS POBRES’

Rafael Augusto Zanatta, representante do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), criticou a proposta das empresas:

– Em nenhum momento as empresas explicaram a necessidade técnica da mudança, ou seja, não há justa causa para a mudança. Além disso, o Código de defesa do Consumidor diz que não pode haver mudança no contrato sem justa causa. Também há violação do Marco Civil da Internet e da ordem econômica, ao se permitir lucros exorbitantes para as empresas.

De acordo com Zanatta, estabelecer limites para tráfego de dados na rede de internet fixa é o mesmo que criar duas internets distintas, a dos pobres e a dos ricos – que podem pagar quando ultrapassarem o limite da franquia.

“Vai afetar os mais pobres. Portanto, além do problema econômico, há um problema social. Seria muito impactante do ponto de vista social porque seria criada uma internet dos pobres, sem possibilidade de troca de dados”, disse.

Flávia Lefèvre Guimarães, da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) também apontou ilegalidades no estabelecimento de um limite para o tráfego de dados:

– O artigo 4º do Marco Civil da Internet diz que o serviço tem que estar disponível a todos. Serviços essenciais não podem ser interrompidos a menos que o consumidor não pague a conta. Além disso, o princípio da neutralidade da rede estabelece que usuários têm que ser tratados de mesma forma.

Os dois representantes das entidades que defendem os direitos dos consumidores também afirmaram que contratos anteriores a 2013, antes do Marco Civil da Internet, teriam que ser refeitos com base na nova legislação.

A POLÊMICA

A polêmica surgiu em fevereiro, quando as operadoras Claro, Net, Oi e Telefônica anunciaram a intenção de vender pacotes com limites de dados. Ou seja, o consumidor que quisesse usar mais a internet teria que pagar mais, o que afetaria principalmente quem utiliza os serviços de streaming fornecidos pelo Youtube e Netflix ou quem baixa jogos que consomem dados.

Em 18 de abril, a Anatel publicou uma resolução suspendendo a iniciativa das operadoras por 90 dias e condicionando a mudança a uma série de obrigações das empresas, como a criação de ferramentas que possibilitem ao usuário acompanhar seu consumo e os gastos da sua franquia.

Por: O Globo
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Novo pendrive da SanDisk oferece conectores USB A e C juntos

A SanDisk anunciou um novo tipo de pendrive com dois conectores diferentes na Computex 2016. O aparelho foi batizado de Ultra Dual Drive USB Tipo-C. Além do novo padrão de entrada, o acessório também conta com uma porta padrão Tipo A, com taxas de transferências mais elevadas.

Entenda o que é tecnologia flash usada em pendrives e cartões de memória

O SanDisk Ultra Dual Drive USB Tipo-C conta com modelos de até 128 GB de capacidade. O design é retrátil, o que permitiu que os desenvolvedores colocassem os dois tipos de conectores USB tradicional e C.
O pendrive é compatível com smartphones e tablets. Isso significa que você pode transferir arquivos liberando espaço no celulare. Além disso, o desempenho da porta USB é do padrão 3.1, o que significa que pode transferir arquivos a uma taxa de 150 Mb/s.

A SanDisk aposta que até 2020 mais de 44% dos dispositivos já contem com entradas USB-C. Assim, a fabricante já quer começar a adaptação para este novo cenário, oferecendo produto compatíveis com as novas tecnologias.

Segundo Dinesh Bahal, vice-presidente de marketing de produto da SanDisk, “a nova unidade flash SanDisk Ultra Dual Drive USB Tipo-C agora fornece mais que o dobro da capacidade e oferece a flexibilidade para mover fotos, vídeos e arquivos entre dispositivos de maneira rápida e conveniente, além da liberdade de expandir a capacidade dos aparelhos”.
O novo pendrive é compatível com o programa SanDisk Memory Zone, para Android. Assim que você insere um pendrive da marca que seja compatível com o app, o programa automaticamente começa a fazer backup de seus dados.

O modelo de 16 GB está disponível por US$ 19,99 (R$ 70). Já a versão mais cara, com 128 GB de armazenamento, chega com preço de US$ 69,99 (R$ 250). A SanDisk planeja trazer os aparelho para o Brasil em breve, mas sem data marcada.

por Felipe Alencar
Para o TechTudo

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Tinder tenta derrubar app rival que promove sexo a três

Um aplicativo que promove sexo a três ou em grupo entrou na mira do “Tinder”, app de relacionamento mais famoso do mundo. O serviço famoso acusa o “3nder” de ter um nome tão similar ao seu que chega a confundir potenciais usuários. Iniciada no fim do ano passado com um pedido extrajudicial, a briga chegou aos tribunais europeus em maio.

A cruzada do Tinder só foi revelada pelo fundador do 3nder, Dimo Tifonoy, nesta segunda-feira (23). Começou antes, em dezembro de 2015, quando o serviço já conectava interessados em sexo para encher uma cama há quase dois anos.

No ano passado, a Match.com, dona do Tinder, enviou uma carta dando 29 dias para o app sair do ar. Do contrário, entraria com ações legais. Os advogados argumentaram que o Tinder é dono da marca desde 2012 e tem os direitos sobre ela em toda União Europeia, seus países membro e nas nações que assinaram acordos de proteção à propriedade intelectual com o bloco europeu. Acusaram o app de competição desleal por criar serviço semelhante e ainda adotar um nome parecido.

Com ‘match’ e ‘trans’
De fato, o 3nder tem funcionamento semelhante. Para pretendentes entabularem uma conversa, tem de haver uma afeição mútua –o “match”. O nome, dependendo da forma de falar, também tem sonoridade similar.

Os pontos comuns param por aí, já que, no 3nder, é possível participar sozinho ou como casal. As possibilidades de filtro também são menos caretas que as do Tinder, pois permitem buscar por: a) mulher; b) homem; c) casal de homem e mulher; d) casal de homens; e) casal de mulheres; f) transexual, transgênero e travesti –os termos escritos aqui os usados no app.

Em sua carta de resposta, enviada em janeiro de 2016, Trifonoy pontuou outras diferenças: o nome do app é uma fusão de “Three” (três) e “Friender” (nome que conecta amigos). Por isso, a pronúncia correta, segundo ele, seria “Three-ender”, já que ele é búlgaro, e não “Thrinder”, como alegado pelo Tinder.

Sem romance
Ele negou ainda uma possível inspiração no Tinder, já que desenvolve o 3nder nos últimos três anos. Outro ponto que afasta os dois serviços são seus propósitos.

“O 3nder foi inspirado pelo meu desejo de prover a primeira plataforma genuinamente aberta para pessoas explorarem sua sexualidade longe das convencionais pressões sociais”, argumenta. Para caracterizar o Tinder, ele citou o trecho dos papéis de abertura de capital na Bolsa da Match.com. Nele, a empresa informa que seu serviço foi “desenhado para aumentar as chances do usuários de encontrar uma conexão romântica”.

A explicação de Trifonoy não foi aceita, e o Tinder enviou outra carta no começo de maio avisando que entrou com um processo no tribunal de marcas da UE. Na última segunda, o búlgaro respondeu que o serviço continuaria no ar e passou a avisar seus usuários da investida do primo rico. Também promoveu a campanha #SuckMySocksTinder (“chupe minhas meias, Tinder”). Antes que você imagine algum fetiche, a hashtag foi criada em referência às fotos dos usuários do app que, para preservar sua identidade, preferem mostrar os pés do que o rosto.
O Globo

Helton Simões GomesDo G1, em São Paulo

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Há uma especiaria que poderá ajudar a prevenir Alzheimer

 Estudo sugere que o açafrão bloqueia as proteínas ‘más’ que desencadeiam a doença de Alzheimer.

Isto acontece graças a curcumina, substância química do açafrão, que os cientistas acreditam que bloqueia as proteínas beta-amilóides que formam placas – o sinal mais comum da doença de Alzheimer, segundo os especialistas.

Segundo o estudo realizado pela Edith Cowan University, em Perth, na Austrália, esta especiaria fortalece o cérebro e protege-o da perda de memória na idade avançada.

O estudo, publicado no British Journal of Nutrition e liderado pela Dra. Stephanie Rainey-Smith, contou com a participação de 96 pessoas entre os 40 e os 90 anos, a quem foi dado ou um placebo ou 1,500mg de açafrão durante um ano.

As conclusões apontam que os participantes que tomaram a dose de açafrão tinham melhor memória do que os que tomaram o placebo. Aliás, as pessoas que tomaram o placebo sofreram um declínio mental em seis meses que as pessoas que tomaram a dose de açafrão não registaram.

Por LifestyleEstudo
POR Vânia Marinho

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Não é só no Brasil-WhatsApp sai do ar e irrita usuários ao redor do mundo.

Usuários de várias regiões estão reclamando da impossibilidade de enviar e receber mensagens através do aplicativo

O WhatsApp, mensageiro instantâneo mais famoso do mundo, parece ter saído do ar em vários países ao redor do globo na tarde desta quinta-feira (19). Usuários de várias regiões estão reclamando da impossibilidade de enviar e receber mensagens através do aplicativo, e veículos internacionais — como o The Liberate da Irlanda e o Caffeina Magazine da Itália — estão reportando a queda.

No Twitter, a hashtag #whatsappdown está bombando com tweets de usuários furiosos. É possível inclusive encontrar internautas brasileiros comentando sobre o assunto — aqui na redação do TecMundo, porém, ainda estamos conseguindo usar o serviço normalmente. Outro indício de que o WhatsApp realmente passa por instabilidades pode ser encontrado no site DownDetector, que identifica reclamações de usuários a respeito de serviços online.

Site mostra a quantidade de reclamações de usuários

Site mostra a quantidade de reclamações de usuários
Site mostra a quantidade de reclamações de usuários

Na página do mensageiro, podemos visualizar um aumento repentino na quantidade de queixas desde o início das 17h — cerca de 1900 pessoas já afirmaram que estão incapazes de utilizar o aplicativo. O WhatsApp/Facebook ainda não emitiu um pronunciamento formal a respeito do assunto. Continue acompanhando o TecMundo para ser atualizado em relação ao assunto.

Por: Tecmundo

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WhatsApp começa a liberar videochamadas

WhatsApp: app testa videochamadas em fase beta © Victor Caputo/EXAME.com -São Paulo – Pouco mais de um ano depois de lançar o recurso que permite ligações via internet, o WhatsApp começa agora a liberar videochamadas em seu aplicativo. A novidade ainda está em fase de testes com poucos usuários.

De acordo com o FoneArena, que obteve acesso ao novo recurso, você passará a ter duas opções quando selecionar o ícone de telefone dentro de uma conversa com um amigo: realizar uma chamada de voz ou vídeo.

O recurso ainda não tem data oficial de estreia. A empresa não se pronunciou sobre as videochamadas, mas, recentemente, tornou as mensagens em textos, todos os anexos e também as chamadas de voz codificadas (criptografia ponta a ponta).

Ou seja, somente os smartphones das pessoas envolvidas na conversa podem ver os dados enviados. O WhatsApp informa que não armazena informações dos usuários do seu aplicativo. As teleconferências podem contar com o mesmo recurso de segurança.

No campo das videochamadas, a empresa terá concorrentes como o Skype, o Viber e o imo, fora o Messenger, que, como pertence ao Facebook, não se trata exatamente de um serviço concorrente – o Facebook comprou o WhatsApp em 2014.

Por Exame.com

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Google pode pagar a maior multa comercial da história: 3 bilhões de euros

Após sete anos de investigação, a Google deve ser processada pela União Europeia pela acusação de práticas comerciais anticompetitivas. Tudo isso porque a ferramenta de busca da empresa vem dando preferência para seus próprios serviços de compra, prejudicando concorrentes da categoria. A bomba vem logo após a companhia ter passado por uma investigação similar envolvendo o uso do sistema operacional Android.

As autoridades responsáveis pelo caso, baseadas em Bruxelas, na Bélgica, estão no meio do processo de preparação da documentação necessária que deve ser enviada para a Google provavelmente no começo do próximo mês. O valor da multa chega a 3 bilhões de euros, cerca de R$ 11,9 bilhões, batendo o recorde da última multa emitida para esse tipo de prática na União Europeia, 1,1 bilhão de euros para a Intel no ano de 2009, algo em torno de R$ 4,4 bilhões.

Segundo as leis que regem a comissão que avalia esses tipos de “crimes econômicos”, é possível multar uma empresa em até 10% de suas vendas anuais, ou seja, no caso da Google, uma punição dessa poderia chegar na casa dos 6 bilhões de euros, aproximadamente R$ 23,8 bilhões.

Além da polpuda multa, a Google não poderá mais manipular os resultados de busca da maneira com a qual está acostumada

Durante os últimos anos, enquanto as investigações corriam, a União Europeia e a Google conversaram por três vezes na tentativa de resolver o problema, sem obter nenhum sucesso. Isso deixou claro que a companhia não tinha intenção de mudar a maneira com a qual seus serviços e outros são encontrados pela ferramenta de busca. Além da polpuda multa, a Google não poderá mais manipular os resultados de busca da maneira com a qual está acostumada.

Por Reuters
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10 atitudes que podem fazer você ser banido do WhatsApp.

Com essa grande importância no mercado, você deve imaginar que o WhatsApp também seja palco de uma série de situações complicadas

o existe qualquer dúvida de que o WhatsApp seja o mensageiro instantâneo mais usado da atualidade. Junto com o Facebook Messenger, ele praticamente forma um monopólio do Facebook no mercado de aplicativos para troca de mensagens multiplataformas — estando bem à frente de Telegram e Viber, que não veem o mesmo crescimento.

Com essa grande importância no mercado, você deve imaginar que o WhatsApp também seja palco de uma série de situações complicadas — incluindo o envio de spam e outras tantas ações que não agradam aos consumidores. Pois talvez você não saiba, mas algumas dessas atitudes podem resultar em banimento temporário ou definitivo.

Mas será que você sabe quais são os comportamentos que podem gerar em banimento? Hoje nós trouxemos as principais explicações para essa pergunta. Confira agora mesmo o que pode fazer você ser banido e fique sempre atento para evitar dores de cabeça.

Bloqueios temporários

Há diversas formas de usar o WhatsApp sem respeitar os termos gerais de uso. Geralmente, isso pode causar banimento temporário dos usuários — algo que pode variar entre 24 e 120 horas de suspensão (isso mesmo, cinco dias). Confira abaixo alguns dos principais comportamentos fazem parte dessa lista:
1. Uso de apps não oficiais

Há alguns aplicativos que utilizam a rede do WhatsApp para levar novas possibilidades aos consumidores — incluindo modificações de interface, duplicatas e outros softwares sem suporte oficial. Isso fere os termos de uso do aplicativo, fazendo com que o serviço seja bloqueado em seu aparelho.
2. Mandar mensagens para desconhecidos

Se você enviar muitas mensagens para muitas pessoas que não possuem o seu contato salvo nos aparelhos delas, há grandes chances de o WhatsApp interpretar isso como uma atitude suspeita. Por isso, sempre tenha certeza de que as pessoas com quem você está conversando possuem o seu número armazenado e autorizado.
3. Ser bloqueado por muitas pessoas

Ser bloqueado por muita gente em um curto período de tempo é algo que acontece com muitos spammers. Por isso, é bem provável que os servidores do WhatsApp imaginem que você é um spammer se vários amigos bloquearem você no mesmo dia. Ou seja: cuidado na hora de enviar mensagens importunando todos os seus amigos por algum motivo bobo.
4. Criar grupos com desconhecidos

Se mandar mensagens para pessoas que não têm seu número pode resultar em bloqueio, isso também vale para quem cria grupos com esses contatos não autorizados. Novamente: tenha certeza de que seus amigos também possuem o seu número salvo antes de adicionar todos eles em vários grupos dos quais você participa.
5. Enviar spam

“Oi, tudo bem? Faz tempo que a gente não conversa!”… Se você pretende mandar essa mensagem para todas as suas amigas, é recomendado que faça isso pelo sistema de “listas de transmissão”. Caso contrário, há grandes chances de o WhatsApp interpretar seu uso como spam, e então você será temporariamente banido do serviço.

Bloqueios definitivos

Além de todos os comportamentos que já mencionamos, há também outros que podem resultar em suspensão definitiva. Nesse caso, os usuários podem receber uma mensagem dizendo: “Seu número não é mais permitido em nosso serviço”. Confira o que pode ocasionar isso:

6. Enviar anúncios ou solicitações comerciais
7. Enviar spam
8. Submeter conteúdo ilegal/criminoso
9. Utilizar sistemas automatizados para enviar mensagens
10. Reincidir nos comportamentos após suspensão

Como recuperar a conta

Tanto em casos de suspensão temporária quanto nos bloqueios definitivos, os consumidores podem entrar em contato com o suporte do WhatsApp pelo email: support@whatsapp.com

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Justiça pode bloquear WhatsApp novamente em todo o Brasil.

A ideia é que se a Justiça de Lagarto (SE) der continuidade à ação movida contra o WhatsApp

A pesar de os internautas brasileiros terem ficado mais tranquilos após o fim do bloqueio do WhatsApp no país, a história envolvendo a Justiça brasileira e o aplicativo ainda está bem longe de acabar. Mesmo que o juiz responsável pela suspensão do serviço esteja sendo avaliado pela Corregedoria Nacional de Justiça por conta de sua conduta em relação ao caso, juristas acreditam que a decisão expedida inicialmente por ele pode voltar a entrar em vigor muito em breve e fazer com que o mensageiro saia do ar mais uma vez.

Os especialistas foram ouvidos pela equipe do UOL e afirmaram que são grandes as chances de que o cabo de guerra entre a empresa de Mark Zuckerberg e as autoridades locais se arraste até uma terceira instância, com o imbróglio sendo julgado pelo Superior Tribunal de Justiça. Desde que o pedido de 72 horas de suspensão do app, emitido por Marcel Maia Montalvão na última segunda-feira (2), foi derrubado, a disputa segue sendo discutida em segunda instância, analisada pelo Tribunal de Justiça de Sergipe.

A ideia é que se a Justiça de Lagarto (SE) der continuidade à ação movida contra o WhatsApp e o STJ entender que a companhia não fez o possível para tentar atender ao pedido de quebra de sigilo da conversa entre criminosos da região – relacionado ao tráfico de drogas no estado –, as operadoras de telefonia sejam obrigadas mais uma vez a interromper o acesso ao aplicativo. O bloqueio vem sendo o recurso de escolha da Justiça porque o entendimento foi de que outras medidas, como multas e prisões, não surtiram o efeito desejado.

Escondendo o jogo

No entanto, pode haver outras maneiras de pressionar o WhatsApp. De acordo com Renato Opice Blum, coordenador do curso de Direito Digital do Insper, uma possível solução para forçar a empresa responsável pelo mensageiro a colaborar seria o aumento do valor das multas. Ele também diz que, mesmo que a liberação do app tenha tido um efeito imediato para os usuários depois do apelo aprovado pelo desembargador Osório de Araújo Ramos Filhos, a decisão do magistrado ainda deve ser estudada e debatida pelo Tribunal de Justiça sergipano.

“Há discussões técnicas baseadas no princípio da informática que debatem a viabilidade de o WhatsApp reverter seu sistema de criptografia e entregar à Justiça brasileira os dados solicitados”, explicou o advogado ao UOL. Ele também comenta que peritos na área de tecnologia acreditam que a dona do software mobile tenha ciência de que é possível fornecer os dados exigidos pela Justiça, mas prefere esperar por um possível pedido do Ministério Público ou da Polícia Federal para emitir um laudo oficial sobre o assunto.

Adicionalmente, a advogada Gisele Truzzi, especialista em Direito Digital, diz ter fontes internas que afirmam que o WhatsApp armazena mais informações sobre os usuários do que apenas seu número de telefone. Para ela, talvez a solução mais adequada para o caso fosse um novo processo contra a empresa, pedindo, desta vez, não dados dos criminosos, mas sim uma quebra completa da criptografia do app. “É uma situação muito nova, só analisando caso a caso para ver o que iria acontecer. Mas entendo que seria possível, sim”, analisa Truzzi.

Se a história for por esse caminho e a falta de colaboração do WhatsApp com as investigações em Lagarto resultarem em um acesso direto da Justiça aos bancos de dados do mensageiro, a situação vai lembrar bastante o embate ferrenho entre o FBI e a Apple nos EUA – em que a polícia exigia que a Empresa da Maçã criasse uma brecha de segurança no sistema do seu iPhone. Mesmo que isso não aconteça, o mais provável é que o serviço continue em uma posição delicada até que tudo seja resolvido.

Por: Tecmundo

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Justiça nega recurso e whatsapp segue bloqueado

Pouco depois da meia-noite desta terça-feira, o desembargador Cezário Siqueira Neto negou a liminar pedida pelo WhatsApp Inc para cancelar o bloqueio do aplicativo.

A empresa havia recorrido da decisão judicial da comarca de Lagarto, no Sergipe, que bloqueou o serviço no Brasil. Assim, clientes de TIM, Oi, Vivo, Claro e Nextel devem ficar sem WhatsApp pelo período de 72 horas, previsto para encerrar às 14h de quinta-feira.

A medida levantou questionamentos sobre o Marco Civil da Internet e também fez com que usuários precisassem buscar alternativas para driblar a interrupção no serviço.

(DOL)

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