Brasileiros lançam nos EUA pílula do câncer como suplemento alimentar

Em abril do ano passado, lei que liberou o uso da fosfoetanolamina foi até sancionada, mas, depois, suspensa pelo STF. Produto será vendido pela web.

Lembra-se da polêmica da pílula do câncer? Em abril do ano passado, uma lei que liberou o uso da pílula como medicamento foi até sancionada, mas, pouco depois, suspensa pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Porém pesquisadores que participaram dos estudos sobre a pílula do câncer anunciaram que vão vender a fosfoetanolamina como suplemento alimentar em em produto anunciado no site de uma empresa registrada nos Estados Unidos e que, em breve, começa a ser vendido pela internet. Saiba mais na reportagem do Fantástico.

Fonte: Globo.com
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
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Astrônomos descobrem 60 novos mundos, inclusive uma ‘super terra’

Segundo os cientistas, este número pode chegar a 114

Um grupo de cientistas encontrou 60 novos planetas ao redor das estrelas do nosso sistema solar e batizou um deles de “‘super terra’ rochosa”, revela a edição Fox News Science.

Além disso, os astrônomos encontraram evidências da existência de 54 planetas. Segundo eles, este número pode chegar a 114.

O planeta Gliese 411b, que forma o terceiro sistema solar mais próximo à Terra e está situado a distância de 8 anos-luz, atraiu atenção de cientistas que o qualificaram como ‘super terra’ quente com superfície rochosa.

Mikko Tuomi, especialista da Univesridade de Hertfordshire, informou à Fox News Science que a equipe de pesquisadores “está construindo um mapa para que os telescópios gigantes do futuro possam ser usados para tirar fotos e de alguns ou da maioria de planetas descobertos”.

Fonte: notícias ao minuto.
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Fruta típica do Brasil pode combater superbactéria

As temidas e mortais superbactérias, que resistem aos mais fortes antibióticos, poderiam ser controladas por uma espécie de planta encontrada em abundância no Brasil: a Aroeira-vermelha (ou Schinus terebinthifolius ).

O extrato da frutinha vermelha é usado, há séculos, por curandeiros indígenas da floresta Amazônica para tratar de doenças da pele. Ao estudar a cultura medicinal dos índios, pesquisadores descobriram que a planta tem propriedades que podem combater infecções letais e frear a multiplicação de superbactérias dentro do organismo.

Os antibióticos tradicionais atacam e matam as bactérias nocivas. Mas essa ação está se tornando cada vez mais ineficaz, porque os patógenos estão aprendendo a sobreviver a esse ataque. Já os compostos da aroeira funcionam de uma forma mais inteligente, desarmando as bactérias – e não destruindo.

A explicação, segundo os cientistas da Emory University, em Atlanta, seria a de que as propriedades da planta reprimem o gene que permite que as células perigosas se comuniquem entre si, interrompendo a infecção. Essa alternativa também reduziria as chances das bactérias de desenvolverem resistência.

Publicado na revista Scientific Reports , o novo estudo mostra que os compostos da planta foram utilizados para tratar, com sucesso, as lesões cutâneas de ratos infectados com superbactérias.

A aroeira-vermelha (também conhecida como peppertree), é uma espécie nativa da América do Sul, mas também pode ser encontrada na Flórida, no Alabama, na Geórgia, no Texas e na Califórnia. Também é considerada uma erva daninha com uma composição química poderosa. “As plantas persistentes têm uma vantagem química em seus ecossistemas, o que pode ajudar a protegê-los de doenças para que possam se espalhar mais facilmente em um novo ambiente”, explicou Cassandra Quave, professora de Biologia da Universidade Emory, ao Telegraph.

Se surtir o mesmo efeito em humanos, a descoberta pode trazer um alívio para a comunidade médica. No ano passado, um relatório da AMR (Antimicrobial Resistance) previa que o problema das superbactérias poderia causar 10 milhões de morte em todo o mundo em 2050, levando a medicina de volta à idade das trevas, com medicamentos comuns para prevenir infecções após as cirurgias.

Fonte: MSN.
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Brasileiros criam teste capaz de diagnosticar Alzheimer em 30 minutos

Exame consegue identificar alterações da proteína ‘Adam-10’ por meio de um sensor eletroquímico com anticorpos

Cientistas brasileiros da Universidade Federal de São Carlos criaram um teste sanguíneo que consegue diagnosticar Alzheimer em apenas meia hora. A doença provoca a morte das células do sistema nervoso e um dos principais sintomas é a perda progressiva da memória.

Segundo o G1, os pesquisadores criaram um sensor eletroquímico com anticorpos, capaz de identificar a quantidade da proteína ‘Adam-10’, que caso apresentasse alterações poderia indicar a presença da doença. Em seguida, os dados são lidos por um programa de computador e, em 30 minutos, já é possível diagnosticar Alzheimer.

“Quanto mais alteração na proteína, maior o avanço da doença. Essa foi a relação direta que a gente encontrou nesses resultados”, afirma Marcia Caminatti, pesquisadora da UFSCar.

Cerca de 1,2 milhão de pessoas no Brasil sofrem da doença, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer. O grupo espera que o novo exame possa ajudar a detectar o Alzheimer ainda em fase inicial.

Ainda de acordo com a reportagem, outra vantagem do método inédito está no custo do teste.

“Ele tem um custo de produção da ordem de R$ 3. Quando a gente compara isso com a tomografia computadorizada, que é um dos métodos utilizados para o diagnóstico, a tomografia gira em torno de R$ 400 a R$ 800. Então, é um custo bem mais baixo”, explica Ronaldo Censi Faria, pesquisador da UFSCar.

Fonte: Notícias ao minuto.
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NASA divulga imagens de Marte ‘alvejado’ por meteoritos

Planeta está privado de uma atmosfera espessa, por isso sua superfície pode ser facilmente atingida mesmo por asteroides e meteoritos

A sonda MRO da NASA recebeu imagens de um rastro estranho, que resultou de recentes quedas de meteoritos na superfície marciana, parecido com o que ficaria se alguém disparasse contra o planeta uma enorme escopeta espacial, diz o site do laboratório HiRISE.

Ao contrário da Terra, Vênus e algumas luas de planetas-gigantes, Marte está privado de uma atmosfera espessa, por isso sua superfície pode ser facilmente atingida mesmo por asteroides e meteoritos relativamente pequenos.

Do ponto de vista científico, diz o HiRISE, tal peculiaridade pode ser considerada como uma vantagem, já que ela permite detectar a idade de várias regiões do planeta com base em dados sobre a erosão das crateras e seu número total.

Bem recentemente, há cerca de 10 anos, na superfície marciana apareceu uma série de crateras estranhas, cuja imagem, julgando pelas fotos da sonda MRO, é parecida com aquela que ficaria se alguém disparasse contra Marte uma escopeta de caça.

As fotos destas duas dúzias de crateras foram recebidas pela sonda usando a câmera CTX e seu “irmão mais velho” HiRISE, que é capaz de enxergar em Marte as estruturas com cerca de um metro.

Em princípio, os cientistas acreditam que algo de parecido aconteceu realmente, ou seja, o meteorito que deu origem a estas crateras, entre 2008 e 2012, era constituído de rochas friáveis, em resultado do que ele se rachou em vários pedaços ao entrar na atmosfera marciano.

Na sequência disso, surgiu esse disparo forte de “metralha” espacial que atacou a região de Tharsis, na linha equatorial do planeta vermelho, se movendo a uma velocidade muito grande vindo do hemisfério meridional marciano.

Agora, a sonda MRO continua vigilando estas crateras visando avaliar quanto tempo levará para que tais rastros de “metralha” espacial desapareçam debaixo da areia de Marte, que sobre elas se acumula devido às tempestades de pó e ventos do planeta vermelho.

Fonte: Notícias ao minuto.
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Mandou mensagem errada no WhatsApp? Agora será possível apagar

Chega de passar vergonha no WhatsApp, com mensagens erradas, ou mandadas para outra pessoa. Já começou a funcionar na versão beta uma nova função para apagar ou editar a mensagem, antes que ela seja lida pelo destinatário.

Divulgação © Fornecido por Catraca Livre Divulgação

Será possível deletar, ou alterar mensagens, mesmo se elas já tiverem sido entregues ao celular da outra pessoa. Mas você tem que ser rápido.

A boa nova vale antes que as marquinhas da cor cinza virem azuis. A pessoa do outro lado verá apenas que o texto foi editado, ou que você deletou a mensagem.

Fonte: msn.
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‘Jardins do diabo’: a árvore amazônica que abriga um ‘exército’ assassino

Em meio à densidade da Floresta Amazônica existem clareiras misteriosas que contrastam com a diversidade da vegetação, pois neles só cresce praticamente uma única espécie de árvore.

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Em meio à diversidade da mata fechada, você se depara de repente com um espaço aberto, onde há apenas um tipo de árvore
Foto: Science Photo Library / BBCBrasil.com

São os chamados “jardins do diabo”, onde, segundo reza a lenda na região, habitariam espíritos malignos da floresta.

A árvore em questão é a duroia ( Duroia hirsuta ), considerada a favorita dos seres sobrenaturais, de acordo com os nativos. À noite, segundo as lendas, eles limpariam as ervas daninhas do jardim e evitariam que qualquer outra planta no local cresça. Assim, ninguém se atreve a entrar nessas áreas após o pôr-do-sol.

Os cientistas encontraram, no entanto, outra explicação para o fenômeno inusitado, quase tão fascinante quanto a versão dos habitantes da floresta.
Realidade alternativa

As hastes das folhas das árvores têm inchaços por onde entram e saem pequenas formigas Myrmelachista schumanni .
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Formigas vivem dentro do caule da árvore
Foto: BBC / BBCBrasil.com

Essas câmaras são seu habitat, desenvolvido especialmente para elas pelas árvores. A salvo de predadores, as formigas guardam nelas seus ovos e larvas.

Elas contam ainda com um armário de mantimentos: se alimentam do líquido doce de outros pequenos insetos.
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No interior do caule, inseto branco serve de alimento
Foto: BBC / BBCBrasil.com

A oferta de hospedagem também beneficia a árvore nessa curiosa simbiose, uma vez que as formigas oferecem um serviço valioso: protegê-la de seus inimigos.
Vá comer em outro lugar!

Os insetos se alimentam de maneira geral de folhas de plantas, se têm oportunidade… mas no caso das duroias, protegidas por um exército peculiar, eles não têm vez.
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Inseto que se parece com um galho é uma ameaça à árvore que hospeda as formigas
Foto: BBC / BBCBrasil.com

Isso também vale para os insetos de grande porte – alguns chegam a ser milhares de vezes maior do que as formigas. Diante do ‘invasor’, esses soldados minúsculos adotam uma estratégia: identificam seu ponto fraco e atacam, até que ele se renda.
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Por maior que seja, o ‘invasor’ tem um calcanhar de Aquiles… e as formigas sabem disso
Foto: BBC / BBCBrasil.com

Mas as formigas não se encarregam apenas de repelir animais que podem trazer danos à árvore. Talvez o mais surpreendente é que mantêm afastadas também plantas que competem com ela.
Guerra química

Regularmente, pelotões de formigas deixam seus quartéis para patrulhar a vizinhança.

Quando se deparam com um broto novo, fazem uma inspeção. Se descobrem que é da família de seu hospedeiro, deixam-no em paz. Se é um intruso, o ataque começa mordendo seus ramos.
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Alerta, intruso!
Foto: BBC / BBCBrasil.com

Quando chegam os reforços, centenas de pequenas garras ferem a planta constantemente, até que ela comece a murchar.

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Ataque de mordidas
Foto: BBC / BBCBrasil.com

Mas a mordida não é a única arma das formigas. Elas também injetam ácido fórmico nas feridas da vítima.
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Injeção de veneno
Foto: BBC / BBCBrasil.com

O veneno se espalha por meio dos tecidos, acelerando a morte.
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Veneno se dispersa…
Foto: BBC / BBCBrasil.com
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… até que a folha murche
Foto: BBC / BBCBrasil.com
Com sabor

O ácido fórmico é um herbicida orgânico que os seres humanos usam para conservar alimentos, enquanto as urtigas e formigas o utilizam como urticante.

O sabor deste ácido inspirou o nome popular das aguerridas Myrmelachista schumanni : formigas-limão.

Em questão de dias, com a morte dos intrusos, as formigas ampliam seu jardim.

Essa técnica drástica de jardinagem traz benefícios tanto para a árvore quanto para as formigas.

Ao assegurar a seu anfitrião mais espaço para expandir sem competição, as formigas garantem também mais moradias para que possam se reproduzir e aumentar seus exércitos.

Para se ter uma ideia das dimensões, vale resgatar um depoimento que Megan Elizabeth Frederickson, um dos cientistas que estavam investigando o mistério dos ‘jardins do diabo’, deu à imprensa em 2006.

“A maior colônia no campo que eu estou estudando, que acredito datar de 807 anos atrás, tem 1.300 metros quadrados”, escreveu o especialista.

“E é formada por cerca de três milhões de formigas operárias e 15.000 rainhas”.
Fonte: BBC.
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Descoberto buraco negro que engole quantidades exorbitantes de matéria

“Nenhum dos fenômenos era tão luminoso e demorado como esse”, descreve pesquisador
Os astrônomos encontraram, por acaso, um buraco negro incomum na constelação de Virgem que engole quantidades exorbitantes de matéria.

Eis o que revela o artigo publicado na revista Nature Astronomy.

O pesquisador da Universidade New Hampshire em Durham, Dacheng Lin, contou sobre esse achado curioso:

“Testemunhamos a agonia excitante e duradoura da estrela. Nos anos anteriores, estávamos buscando sinais e examinando dezenas de rupturas estrelares, mas nenhum dos fenômenos era tão luminoso e demorado como esse”, descreve.

Quando estrelas e outros objetos se aproximam do buraco negro, este os engole, mas por partes, lentamente, o que aumenta o brilho da estrela. Esse fenômeno pode ser observado durante meses graças ao atraso gravitacional do tempo nos arredores do buraco negro.

Segundo Lin, a sua equipe descobriu por acaso um dos buracos negros mais extraordinários ao observar o conjunto de galáxias NGC 5813 na constelação de Virgem, localizada a bilhões de anos-luz da Terra. Com ajuda de telescópios, os cientistas descobriram mais uma galáxia, sendo esta mais próxima ao nosso planeta, SDSS J1500+0154, que atualmente está na etapa de formação estrelar. Um buraco negro relativamente pequeno se encontra no seu centro, cuja massa excede a da Terra apenas em um milhão de vezes.

A luminosidade especial deste buraco negro chama a atenção dos astrônomos. Descobriu-se que o buraco esteve ativo nos anos de 2011, 2008 e 2006 e que tem “almoçado” há mais de 11 anos os restos estrelares, concluem cientistas.

Fonte: Notícias ao minuto.
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Ativista ambiental diz que exploração de petróleo ameaça corais da Amazônia

O processo de licenciamento ambiental para perfuração de poços de petróleo na região da foz do Rio Amazonas, próximo de onde foi descoberto recentemente um recife de corais, esponjas e rodolitos de 9,5 mil km² – uma área 20% maior que a região metropolitana de São Paulo –, está em análise no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Segundo o ativista Thiago Almeida, da Campanha de Energia da Ong Greenpeace, a exploração na região gera o risco de derramamento de petróleo.

De acordo com Almeida, esses corais representam um novo bioma, que é único no mundo devido as características em que se desenvolveu, em água turva e barrenta, o que normalmente torna pouco provável a existência de um ecossistema como esse. Para o ativista, o bioma já nasceu ameaçado por causa da possível exploração do petróleo nos arredores do recife.

Conforme Thiago Almeida, apesar de os blocos de exploração petrolífera das empresas Total, BP e Queiroz Galvão não estarem exatamente em cima da área conhecida dos recifes,“a ameaça é justamente o que um possível vazamento poderia causar sobre os recifes, a costa e os mangues”. O poço de exploração mais próximo do novo bioma descoberto pertence a Total e está a uma distância de 8 quilômetros.

“Se o petróleo [desse possível vazamento] chega até a costa do Amapá, temos lá a maior área contínua de mangues do mundo, que são importantíssimos estuários, berçários, para a vida, e também têm papel importante na captura e sequestro de carbono, ajudando a combater o aquecimento global e as mudanças climáticas”, acrescentou o ativista.

“É sempre importante lembrarmos o vazamento da [plataforma] Deepwater Horizon e a extensão da poluição e do derramamento de petróleo que atingiu a costa de diversos países”, destacou Almeida, citando a explosão da plataforma da empresa petrolífera British Petroleum, em 2010, no Golfo do México.

No acidente, 11 pessoas morreram e cerca de 4,9 milhões de barris de óleo vazaram para o mar. O petróleo vazou durante 87 dias, se espalhou por mais de 1,5 mil km  no litoral norte-americano, contaminou e matou milhares de animais, segundo o Greenpeace.
Processo de licenciamento

Em 2015, as empresas encaminharam os Estudos de Impacto Ambiental (EIA) e os Relatórios de Impacto Ambiental (Rima) ao Ibama. Entre 2015 e 2016, o órgão devolveu pareceres técnicos solicitando mais dados e esclarecimento sobre alguns pontos dos documentos. Até o momento nmão houve retorno das empresas sobre as questões.

“É por isso que o Greenpeace decidiu fazer campanha [Defenda os Corais da Amazônia] para defender esses corais, pedindo às pessoas que digam a essas empresas para abandonarem quaisquer planos de explorar petróleo na região”, disse Almeida.

Ele ressaltou que, no caso de um vazamento chegar à costa, diversas comunidades tradicionais também seriam afetadas, como pescadores, extrativistas, quilombolas e indígenas, “que dependem do meio ambiente, da saúde dos mares e da costa brasileira para sobreviver”.

Campanha

Em 24 de janeiro, uma embarcação do Greenpeace saiu do Porto de Santana, no Amapá, em direção à foz do Rio Amazonas, onde está o recife, integrando a campanha Defenda os Corais da Amazônia. A bordo, estão os pesquisadores que anunciaram a descoberta do recife, em abril do ano passado, e ativistas da ong.

No último dia 30, foram divulgadas as primeiras imagens do recife de corais da Amazônia feitas com o auxílio de um submarino. O grupo permanecerá embarcado e fazendo registros na região até o próximo dia 10.
Empresas

Em anúncio no site da Total em 4 de janeiro, a empresa informou que prevê a perfuração de poços ainda em 2017, que deve seguir até 2020, e que aguarda a emissão da licença ambiental pelo Ibama. A empresa já recebeu, pelo Porto de Belém (PA), os primeiros equipamentos para a atividade.

“Os poços serão perfurados em águas ultraprofundas, a mais de 1,9 mil metros de profundidade e a uma distância entre 120 e 188 km da costa do município do Oiapoque, no estado do Amapá. O objetivo da atividade é identificar e avaliar a existência de reservas de petróleo e/ou gás na área dos blocos. A partir da avaliação dos poços, outras atividades poderão ocorrer futuramente na área, sujeitas também a ações de licenciamento ambiental junto ao Ibama”, afirmou a Total.

Em nota, a Total disse que a empresa conduziu caracterização ambiental e que os resultados dos estudos mostraram que não há ecossistemas recifais dentro da área dos blocos operados por ela. “As atividades de perfuração somente serão iniciadas após a Total receber a licença ambiental do Ibama, ainda em análise por este órgão”, acrescentou a nota.

Também por meio de nota, a BP disse que pesquisa realizada pela empresa não detectou nenhum sinal dos recifes na área de seu bloco de exploração. Segundo a empresa, “em todas suas operações de perfuração o principal foco da BP é com a prevenção de vazamentos de petróleo, aplicando as melhores práticas da indústria na segurança, no desenho dos poços, na perfuração e na proteção ao meio ambiente”.

O cumprimento das operações do programa de sua exploração de petróleo têm prazo estabelecido pelo contrato de concessão até agosto de 2018.

A direção da Queiroz Galvão informou que, para atender ao processo de licenciamento ambiental requerido pelo Ibama, a empresa realizou pesquisa que não apontou a presença de recifes na área de exploração. De acordo com a empresa, a eventual perfuração na área deverá ocorrer em 2019 e 2020.

Fonte: Agência Brasil.
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Arqueóloga faz inventário de restos humanos achados na Amazônia

Pesquisadora já identificou 50 locais de pesquisa: “material não está tão mal preservados quanto se supunha”, diz Claudia Cunha

Até meados do século 20, a arqueologia na região amazônica preconizava que a Amazônia pré-colonial seria pouco povoada e que a existência dos poucos restos humanos que ali viveram não se preservaria. Porém, novas pesquisas sinalizaram para uma situação oposta e revelaram que a área pode, sim, ter abrigado uma população significativa.

Bolsista do Programa de Capacitação Institucional do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) – entidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) –, a pesquisadora Claudia Cunha investiga desde 2015 a ocorrência de restos humanos na região. Com o projeto, ela está elaborando a primeira descrição para a morfologia discreta de populações arqueológicas da Amazônia.

“O estudo dos restos humanos sempre esteve em segundo plano na Amazônia, porque acreditava-se que estes seriam poucos e mal preservados. Não havia sequer um inventário de coleções de restos humanos arqueológicos no Goeldi. O meu trabalho comprova que os restos humanos não estão tão mal preservados quanto se supunha e que é possível recolher informação valiosa deles. Chegamos à conclusão de que mais de 50 sítios pesquisados em diferentes regiões da Amazônia produziram esse tipo de material”, conta a pesquisadora.

Com o material, o Museu está construindo uma base de dados sobre a morfologia dentária original de populações ameríndias, que conta com informações dos sítios estudados até o momento. De acordo com a pesquisadora, a análise dentária de coleções produziu resultados sobre aspectos da população de diferentes sítios, épocas e regiões. Apesar de o Museu Goeldi ter realizado trabalhos de antropologia biológica na década de 1980, nenhuma pesquisa focou especificamente na antropologia dentária, o que torna os dados obtidos pela pesquisadora inéditos para a região.

“O sítio do Rosário dos Homens Brancos, por exemplo, forneceu dados importantes sobre a alimentação, saúde e miscigenação da população de Belém [PA] entre os séculos 18 e 19. Entre os exemplares indígenas pré-coloniais do acervo do Museu, descobrimos no decorrer das pesquisas o que parece ser primeiro caso de câncer do palato em um indivíduo pré-colonial amazônico”, afirma Cunha.

A forma dos dentes é geneticamente controlada, pois herdamos características, diferentes formas (ou polimorfismos) de partes dos dentes e das arcadas dentárias de nossos ancestrais. Estudando estas diferenças na forma dos dentes, é possível inferir a que grupo ou grupos humanos (ou região biogeográfica) um esqueleto está biologicamente mais relacionado.

“Fazemos esta análise em vários níveis, tanto comparando, por exemplo, amostras amazônicas de diferentes regiões entre si, como ao compará-las estas com populações indígenas de outras partes das Américas e do mundo. O objetivo principal é saber qual o grau de proximidade biológica entre esses grupos”, diz.

Fronteiras

O trabalho da pesquisadora Claudia Cunha foi tema de conferência apresentada na Universidade de Coimbra, em Portugal, em dezembro passado. Além das revelações inéditas, os dados coletados demonstram o potencial pouco explorado da bioarqueologia na Amazônia. Na maior parte da Europa e América do Norte, a presença de um bioarqueólogo ou antropólogo biológico em campo, tanto na recolha de contextos arqueológicos quanto forenses, é obrigatória por lei. Mesmo não havendo uma legislação que regule essa atuação no Brasil, Cláudia Cunha acompanha toda ação em campo durante as escavações arqueológicas envolvendo restos humanos no âmbito dos projetos de pesquisa da Coordenação de Ciências Humanas do Museu Goeldi.

“Somos treinados para obter informações no terreno que não se recuperam quando apenas recebemos os ossos já escavados. Informações como, por exemplo, como o cadáver foi tratado após a morte, se os ossos estão em contexto primário ou foram reposicionados ou se houve perturbação após o enterro, quer por pessoas ou animais. No lado ético, o trabalho do bioarqueólogo vai além de garantir que os ossos sejam apropriadamente tratados do ponto de vista técnico, é função do profissional garantir que, a nível ético, sejam respeitados parâmetros definidos pela legislação internacional para o tratamento humanitário adequado a contextos funerários”, afirma.

Bioarqueologia no Brasil

Segundo Cunha, há uma noção equivocada de que “não se ganha nada em conhecer o passado”. Num contexto global, apesar de ter uma história e pré-história riquíssimas, a pesquisadora acredita que o Brasil dá pouca atenção à pesquisa e a preservação do seu patrimônio arqueológico.

“Conhecer o nosso passado pode contribuir para a sociedade atual, na medida em que reforça nossa legitimidade no território, resgata a nossa história e responde dúvidas que todos temos sobre o que é de fato ser brasileiro. A arqueologia fornece informações úteis para resolver problemas atuais como o manejo de solos, o uso da flora e fauna por populações que têm 11 mil anos de adaptação à região. Neste caso, um exemplo que contribuiria para aumentar a produção nacional de alimentos e mitigar o problema da fome, seria se descobríssemos exatamente como os grupos indígenas pré-coloniais fabricavam a Terra Preta Antropogênica, uma técnica que os grupos indígenas hoje em dia não dominam. Há arqueólogos no Museu Goeldi e em outras instituições tentando replicar esse processo”, explica.

Para ela, o Brasil tem uma dívida histórica para com esses povos e seus ancestrais de resgatar pelo menos a parte da sua história que ainda encontra-se preservada nos sítios arqueológicos. “É uma dívida para com eles e para com nós mesmos, que temos contribuição indígena na nossa história genética, independentemente de nos considerarmos indígenas ou não. Somos todos frutos da história dos povos que aqui viveram”, acrescenta. As informações são da assessoria de comunicação do MCTI.

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