Inscrições abertas para peregrinação da imagem de Nossa Senhora da Conceição rumo ao Círio 2025
Visita da imagem peregrina de Nossa Senhora da Conceição, na Capitania Fluvial de Santarém, dia 14 de novmebro de 2018 — Foto: CFS/Divulgação
Instituições públicas e privadas podem receber visita comunitária entre 3 de agosto e 19 de novembro; agendamento já está disponível.
A Diretoria da Festa de Nossa Senhora da Conceição abriu, nesta quarta-feira (23), as inscrições para a peregrinação da imagem de Nossa Senhora da Conceição em instituições públicas e privadas como parte da preparação para o Círio de 2025. A iniciativa visa levar momentos de oração e renovação da fé a empresas, órgãos governamentais e entidades sociais de Santarém e região.
O período oficial de visitas vai de 3 de agosto, com a Missa de Envio na Catedral Metropolitana, até 19 de novembro. Os interessados já podem agendar a data de sua preferência, inclusive para meses posteriores, entrando em contato com a Secretaria da Paróquia da Imaculada Conceição. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas presencialmente — de segunda a sábado, em horário comercial — ou pelo telefone (93) 99167-7409.
A peregrinação da imagem é uma tradição que aproxima a comunidade religiosa das instituições locais, criando espaços de espiritualidade e devoção antes do grande Círio. A expectativa é de que centenas de entidades participem desta edição, fortalecendo o vínculo entre a Igreja e a sociedade santarena.
Fonte: Luiz Henrique Nunes, g1 Santarém e Região — PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 24/07/2025/15:15:51
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Justiça Eleitoral condena JK do Povão por calúnia contra o deputado federal Henderson Pinto
(JK do Povão — Foto: Reprodução) – No curso do processo, JK do Povão confessou, em juízo, que, de fato fez a publicação do vídeo em que acusava Henderson Pinto de vender emendas parlamentares.
Denunciado pelo Ministério Público Eleitoral em Ação Penal Eleitoral, o ex-candidato a prefeito de Santarém, no oeste do Pará, JK do Povão, foi condenado pela Justiça Eleitoral a pena de 6 meses de detenção e 10 dias multa por crime de calúnia contra o deputado federal Henderson Pinto. Por se tratar de pena privativa de liberdade não superior a 4 anos, ela foi substituída por pena restritiva de direitos que fixou o pagamento de 5 salários mínimos (conforme valor à época dos fatos) para a vítima.
A sentença foi publicada no sistema da Justiça Eleitoral no último dia 24, e refere-se ao julgamento de Ação Penal Eleitoral que tem o Ministério Público Eleitoral como autor e o deputado Henderson Pinto como terceiro interessado. A defesa de JK do Povão ainda pode recorrer da decisão.
Conforme a denúncia oferecida pelo MPE, JK do Povão praticou crime previsto no Art. 324 do Código Eleitoral (Calúnia, Difamação e Injúria em propaganda eleitoral), quando na condição de candidato ao cargo de prefeito de Santarém, “fez circular nas suas redes sociais, vídeo sob sua responsabilidade, caluniando a vítima Henderson Lira Pinto, imputando-lhe falsamente fato definido como crime”.
No vídeo, segundo o MPE, o então candidato a prefeito acusa Henderson Pinto, de vender emendas parlamentares em Brasília, usando as seguintes falas: “(…) Mas pessoal, o que mais eu achei o pai d’égua agora foi ver Deputado Henderson Pinto compartilhando uma fake News do JK do Povão. Até onde chegou, né Deputado Henderson, o senhor compartilhando fake news para tentar denegrir a minha imagem. Mas a Perfuga foi real, foi real e o senhor sabe disso. O senhor teve que fazer acordo com o MP. Eu nunca vi político corrupto fazer acordo para não ser preso, mas o senhor fez acordo, tá bom? E olha aí vai vazar aí as suas vendas de emenda. Todo mundo sabe que o senhor vende emenda em Brasília lá, a 10% e já sabe até quem é o deputado que compra suas emendas em Santarém. Tá bom? Um abraço Deputado, sucesso”.
No curso do processo, JK do Povão confessou, em juízo, que, de fato fez a publicação do vídeo em que acusava Henderson Pinto de vender emendas parlamentares.
No relatório da sentença, o juiz destacou que a confissão do réu (JK do Povão) foi de grande relevância para a elucidação da autoria do crime, e que por esse motivo ele fez jus à atenuante da pena.
O g1 fez contato com o ex-candidato JK do Povão, que informou que sua defesa está preparando nota sobre o caso.
Fonte: Sílvia Vieira, g1 Santarém e Região — PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 24/07/2025/15:07:52
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Hospital Regional do Tapajós realiza primeiro parto de trigêmeos da história da unidade
Foto: Divulgação | Nascimento raro marca avanço da obstetrícia de alto risco em Itaituba; bebês nasceram saudáveis e não precisaram de UTI.
O Hospital Regional do Tapajós (HRT), unidade do Governo do Pará localizada em Itaituba, no sudoeste do estado, registrou um marco inédito: a realização do primeiro parto de trigêmeos desde sua inauguração. O nascimento dos bebês Joaquim, Josué e Jorge, filhos de Daniela Peres Brito e Janderson Souza Sá, completa 30 dias no final de julho e reforça o papel do HRT como referência em obstetrícia de alto risco na região.
A cesariana foi realizada com suporte multiprofissional, envolvendo obstetra, anestesista, instrumentadora, enfermeiras, técnicas de enfermagem e três pediatras — um para cada bebê. Mesmo com estrutura preparada para UTI Neonatal, os recém-nascidos apresentaram boas condições clínicas e receberam alta em poucos dias. A mãe permaneceu internada por mais tempo, sob acompanhamento pós-operatório.
“Desde que descobri a gestação, fui encaminhada para o HRT, que é o único hospital com essa estrutura. Fui muito bem assistida, e meus filhos nasceram saudáveis. É um sentimento de gratidão”, relatou Daniela.
O parto foi conduzido pelo obstetra Jean Cleyton Silva Guimarães, com o apoio dos pediatras Fabiola Wanghon, Karla Araújo e Janderson Figueira. Para o diretor técnico da unidade, Dr. Lucas Vergani, o episódio representa a força do sistema público de saúde quando há investimento em estrutura e equipe: “Esse é o SUS funcionando com técnica e humanização”.
Gerenciado pelo Instituto Social Mais Saúde, o HRT é administrado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) e atende os seis municípios da região do Tapajós com serviços de média e alta complexidade, incluindo clínica médica, cirurgia geral, traumatologia e obstetrícia de alto risco.
Desde a sua inauguração, em 2022, o hospital já realizou 931 partos — 95 apenas no primeiro semestre de 2025.
Foto: Divulgação
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Fonte: Texto de Sammya Ferreira / Ascom HRT / e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 24/07/2025/13:27:02
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Por racismo indígena, MPF pede afastamento de diretora escolar da Semed em Santarém
A Semed, segundo o MPF, saiu em defesa da gestora e não a afastou do cargo. Foto: arquivo JC
O Ministério Público Federal (MPF) enviou recomendação à Semed (Secretaria Municipal de Educação) de Santarém (PA) para que afaste imediatamente a diretora da Escola Municipal São Miguel por suposta prática de racismo institucional e atos discriminatórios contra indígenas do povo Munduruku da aldeia Pau D’arco, no Lago Grande.
Também foram recomendadas a abertura de processo disciplinar e a adoção de outras medidas antirracismo contra Maria Odineth Pereira da Silva.
Ameaças e intimidações
Após receber denúncias sobre o tema, investigações realizadas pelo MPF revelaram um padrão sistemático de condutas discriminatórias, incluindo uso de linguagem e conceito pejorativos e estereotipados sobre povos indígenas, ameaças de exclusão do ambiente escolar e da própria comunidade, tentativa de demissão de servidor por participar de movimentos indígenas, e impedimento de acesso a recursos escolares para atividades relacionadas à causa indígena.
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Assinada pelo procurador da República Vítor Vieira Alves, a recomendação registra que, entre os fatos apurados, destacam-se:
• Ameaças e intimidação: a diretora escolar teria intimidado e coagido um pedagogo indígena em uma reunião em abril deste ano, ameaçando-o de demissão caso ele continuasse a participar de movimentos de afirmação étnica na comunidade. Lideranças indígenas também teriam sido impedidas de se manifestar em reuniões escolares sob ameaça de acionamento da polícia;
• Declarações racistas: o MPF colheu depoimentos que atribuem à diretora falas de cunho racista e pejorativo. Uma testemunha relatou que, durante o processo de autorreconhecimento indígena da comunidade em 2023, a diretora dizia às crianças frases como “qualquer hora dessas vocês vão andar nu, porque o pai de vocês virou índio”. Ela também teria dito que “depois que se declarassem índios que procurassem local para morar e estudar, porque lá mesmo na escola ela não iria aceitar”;
• Ameaças de expulsão: a diretora é acusada de ameaçar expulsar os indígenas da escola e da comunidade, chegando a proferir a seguinte frase em uma reunião: “todos aqueles que viraram indígenas deviam procurar outro território que fosse longe de Pau D’Arco”;
• Omissão da Semed: o MPF aponta que a Semed, mesmo informada dos fatos, manifestou-se em defesa da gestora escolar, justificando a tentativa de dispensa do pedagogo indígena com um argumento genérico. A secretaria não instaurou processo administrativo para apurar as denúncias, o que o MPF classificou como “omissão incompatível com seu dever institucional”. O documento frisa que a Semed, além de não ter instaurado processo disciplinar, tampouco demonstrou ter adotado medidas efetivas para reparar os danos já causados ou implementar ações preventivas capazes de evitar a repetição de episódios semelhantes.
Exposição de crianças indígenas
O MPF reforça que as condutas apuradas são agravadas pelo fato de o racismo institucional ter sido praticado em ambiente escolar, pela própria dirigente.
O órgão destaca que a exposição de crianças indígenas e não indígenas a esse tipo de comportamento preconceituoso pode gerar evasão escolar, baixo rendimento acadêmico e danos significativos à autoestima e formação identitária dos alunos, perpetuando a exclusão social e ferindo o direito fundamental à educação em igualdade de condições.
Além disso, a prática em pleno ambiente escolar também configura grave violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que garante o direito ao respeito e à preservação da identidade.
A recomendação do MPF também cita que a mesma gestão escolar já foi investigada anteriormente por racismo institucional contra alunos quilombolas da comunidade Patos do Ituqui e que, naquela ocasião, foi constatada a omissão das autoridades diante de denúncias de bullying racista.
Medidas recomendadas
Além do afastamento imediato da diretora, o MPF recomendou à Semed, na pessoa de sua titular, Maria José Maia da Silva, a adoção de uma série de medidas, com prazos definidos:
• Afastamento e processo disciplinar: instaurar imediatamente processo administrativo para apurar os fatos e afastar ou exonerar a diretora da Escola Municipal São Miguel;
• Campanha de conscientização: elaborar e implementar, em até 60 dias, uma campanha contínua contra o racismo nas aldeias sob sua circunscrição;
• Reunião de diálogo: promover, em até 30 dias, uma reunião na Escola São Miguel com a participação de representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), do Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita), do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e do Conselho Indígena Munduruku e Apiaká do Planalto (Cimap), para garantir o respeito aos direitos indígenas;
• Comissão de Igualdade Racial: instituir, em 90 dias, uma Comissão Permanente de Igualdade Racial na Educação, com participação indígena e quilombola;
• Ato público de desagravo: promover um ato público de desagravo à comunidade indígena Munduruku da aldeia Pau D’arco, com um pedido formal de desculpas.
Sobre recomendações – Recomendação é um instrumento por meio do qual o Ministério Público expõe, em ato formal, fatos e fundamentos jurídicos sobre determinada questão, com o objetivo de fazer com que o destinatário pratique ou deixe de praticar condutas ou atos para melhoria dos serviços públicos e de relevância pública ou do respeito aos interesses, direitos e bens defendidos pela instituição.
É uma atuação voltada para a prevenção de responsabilidades ou correção de condutas. Embora não possua caráter obrigatório, visa à solução do problema de forma extrajudicial. O não acatamento infundado de uma recomendação – ou a insuficiência dos fundamentos apresentados para não a acatar total ou parcialmente – pode levar o Ministério Público a adotar medidas cabíveis, incluindo ações judiciais cíveis e penais contra os agentes públicos responsáveis.
Fonte: MPF e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 24/07/2025/14:23:23
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Operações em três municípios resultam em prisões por tráfico de drogas no oeste do Pará
Entorpecentes encontrados em operações realizadas pela polícia no oeste do Pará — Foto: Polícia Militar/Divulgação
Ações da Polícia Militar e investigações da Polícia Civil levaram à prisão de sete pessoas e à apreensão de um menor; entorpecentes e objetos usados no crime foram recolhidos.
O delegado Fábio Amaral divulgou o balanço das últimas ações da Polícia Civil e da Polícia Militar contra o tráfico de drogas na região oeste do Pará de quarta (23) para quinta (24). As ocorrências foram registradas nos municípios de Belterra, Santarém (nos bairros Salvação e São Francisco) e Mojuí dos Campos, resultando em nove prisões e uma apreensão de um adolescente.
No município de Belterra, quatro homens foram presos após uma abordagem da Polícia Militar. Um dos suspeitos foi parado na rua, e os policiais o acompanharam até sua residência em busca de documentos. No local, encontraram outros três homens embalando entorpecentes. Além da cocaína, os policiais apreenderam celulares e cartões bancários.
No bairro Salvação, em Santarém, um menor foi apreendido e um homem foi preso por tráfico de drogas. Segundo a polícia, o adolescente foi flagrado com os entorpecentes, mas informou que apenas fazia a entrega. A área já era monitorada como ponto de venda de drogas, e um policial à paisana se passou por cliente para efetuar a prisão.
No bairro São Francisco, também em Santarém, uma denúncia anônima levou à prisão de um suspeito de fazer entregas de drogas. A Polícia passou a monitorá-lo e, ao sair para realizar uma entrega, ele foi interceptado. O suspeito foi identificado pela motocicleta que usava, e em sua residência os agentes encontraram mais entorpecentes.
Em Mojuí dos Campos, outro suspeito foi preso com material entorpecente. Ele estava há apenas 10 dias em liberdade, beneficiado por um alvará de soltura. A prisão aconteceu após a polícia observar um grupo de pessoas se dispersando repentinamente na presença da viatura. A atitude levantou suspeitas e, na abordagem, os entorpecentes foram encontrados.
As ações seguem integradas entre Polícia Civil e Militar, com o objetivo de coibir o tráfico de drogas e promover maior segurança na região.
Fonte: g1 Santarém e Região — PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 24/07/2025/08:13:44
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Idoso condenado por estupro de vulnerável em Rondônia é preso dentro do INSS, em Santarém (PA)
Foto: Reprodução | O investigado estava dentro do INSS em busca de atendimento para perícia médica.
Um idoso de 63 anos, condenado por estupro de vulnerável em Rondônia, foi preso pela Polícia Civil em Santarém, oeste do Pará. O investigado foi detido na quarta-feira (23), quando estava dentro da sede do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em busca de atendimento para uma perícia médica. O crime ocorreu em 2020 e o idoso foi condenado a oito anos de reclusão.
O mandado de prisão contra o idoso foi expedido no dia 4 de julho deste ano, pela Vara de Proteção à Infância e Juventude de Porto Velho. Os agentes realizaram uma apuração minuciosa para chegar até o endereço do idoso, que passou a residir no Pará. Conforme os agentes, a mudança de endereço seria uma tentativa do condenado de fugir da prisão. No entanto, ele foi localizado após o trabalho de inteligência da PC.
O suspeito foi detido em uma ação que contou com o apoio da Polícia Civil e da Polícia Militar. Ele foi abordado e recebeu voz de prisão dentro do INSS, e foi encaminhado para a delegacia. José Carlos Sousa foi transferido para o sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça de Rondônia.
Fonte: O Liberale Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 24/07/2025/08:13:44
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Festival do Tacacá: valorização e resistência da agricultura familiar na comunidade de São Braz, em Santarém (PA)
Festival do Tacacá em São Braz / Foto: Isabelle Maciel – Tapajós de Fato
A comunidade de São Braz é um dos exemplos de como a agricultura familiar é forte e importante na região, todas as matérias primas para as iguarias são produzidas e colhidas de produções da região, com exceção do camarão.
Localizada as margens da Rodovia Everaldo Martins no Projeto de Assentamento Agroextrativista Eixo Forte está a comunidade de São Braz, pertencente a Santarém (PA), formada por diversas famílias agricultoras, e que anualmente no mês de julho realiza um evento que celebra uma das mais conhecidas comidas típicas do Norte do Brasil, o tacacá.
O Festival do Tacacá já está na sua 17ª edição e ao longo dos anos foi se tornando um dos maiores eventos da região, contando com a participação de visitantes de outras áreas da cidade e até do Brasil. Seu surgimento se deu a partir vocação da comunidade para o cultivo da mandioca e a produção de seus derivados, especialmente o tucupi, base do tacacá. Com isso, no ano de 2006 em um momento em que a igreja católica da comunidade estava precisando de renda, os comunitários junto a instituição resolveram se unir para angariar fundos, e como o tacacá já movimentava a renda local, foi então realizada a primeira edição do festival.
Em entrevista ao Tapajós de Fato, Adailso Ribeiro, presidente do Conselho Comunitário de São Braz e um dos coordenadores do festival, comentou que a cada ano o festival tem crescido, tanto em número de pessoas participando como em retorno para a comunidade, no ano de 2024 foram contabilizadas a venda de cerca de 1500 cuias de tacacá nos dois dias de festa, e cerca 3 mil visitantes por ano.
“É muito desafiador pra gente trabalhar pra programar um festival nessa estrutura, para satisfazer esse povo maravilhoso aqui presente. Esse festival é o maior que tem na região do Eixo Forte, só perde em termo de público para o festival do Sairé em Alter do Chão. As pessoas que vem aqui num ano no outro sempre trazem mais pessoas”, nos conta Adailso.
O Festival do Tacacá é um momento que envolve toda a comunidade e além disso tem um peso de carregar a memória dos que já se foram, mas sempre serão lembrados como fundamentais na sua criação, assim culturalmente a realização é algo geracional, onde as famílias envolvidas vão repassando a tradição para as próximas gerações. Como é o caso de Odete Peixoto, comunitária de São Braz, filha de Ana Peixoto que foi uma das pessoas que deu inicio ao festival, e hoje é uma das sementes que ajuda a construir o evento.
Festival do Tacacá em São Braz / Foto: Isabelle Maciel – Tapajós de Fato
Adailso que é atual presidente do Conselho Comunitário / Foto: Isabelle Maciel – Tapajós de Fato
Odete na coordenação do Festival / Foto: Isabelle Maciel – Tapajós de Fato
Tacacá sendo servido / Foto: Isabelle maciel – Tapajós de Fato
Rito religioso de abertura do festival / Foto: Isabelle Maciel – Tapajós de Fato
Lanna provando pela primeira vez o tacacá de São Braz / Foto: Isabelle Maciel – Tapajós de fato
Odineide na cozinha do festival preparando tacacá / Foto: Tapajós de Fato
“Sabemos que muitos outros já trabalharam, inclusive meu pai, ele era uma pessoa que sempre esteve no trabalho, mas já é falecido, e outros demais também, os primeiros moradores que trabalhavam pela vida da comunidade também já se foram, e gente viu a necessidade de ter continuidade desse trabalho, então isso vai passando de geração em geração”.
O Festival do Tacacá conta com a força de 3 iniciativas: igreja, conselho comunitário e São Braz Esporte Clube. Unindo as pessoas de todos os grupos em prol do festival. O trabalho inicia pelo menos uns dois meses antes, através de articulações e reuniões dos comunitários para organizar tudo, onde no dia 1 de maio é feita a retirada das madeiras e palhas para fazer as barracas, momento em que os homens adentram a floresta e as mulheres ficam cozinhando o alimento para todos para a refeição após o retorno.
A comunidade de São Braz é um dos exemplos de como a agricultura familiar é forte e importante na região, todas as matérias primas para as iguarias são produzidas e colhidas de produções da região, com exceção do camarão.
Em entrevista ao Tapajós de Fato, Odineide Peixoto, moradora de São Braz, e que tem uma função essencial no festival, é ela quem prepara o tacacá, explica que que o preparo dos derivados leva alguns dias, mais ou menos uns 15 dias antes, tanto do camarão, jambu e por último tucupi e goma, envolvendo várias pessoas. Ela fala que são disponibilizados dois tipos de tucupi, o doce e azedo.
Sobre o tucupi doce, que é culturalmente mais encontrado na região oeste do Pará, dona Odineide explica que “o tucupi sai da roça doce igual caldo de cana, ele só azeda se a gente deixar para ferver uns dois dias depois, mas ele existe. O nosso tucupi é da região, todo tempo grosso e bem amarelinho”.
Durante os dois dias de festa a circulação de pessoas de vários lugares do estado do Pará é grande, e esse ano pela primeira no festival estava Lanna Paula, que é natural de Belém e grande apreciadora de tacacá. Ela comenta sobre suas impressões do evento, “achei maravilhoso ter em Santarém esse festival, e que são os próprios comunitários que fazem, soube esse ano que tinha e vim. Sou de Belém, e minha vó é tacacazeira, então tomo tacacá há muito tempo. Quando eu vim pra cá não conhecia o tacacá doce, mas aí experimentei, não é minha preferência, mas experimentei pra conhecer, fiz a experiência de tomar misturado tucupi doce e azedo, e tô achando maravilhoso o tacacá do festival”.
A presença da juventude durante o festival é notável, os jovens estão por todo o ambiente, seja na coordenação, nas barracas de venda, fazendo as iguarias, nas apresentações da noite, são eles que carregam o legado desse evento feito por famílias que mantem viva a tradição da comunidade. Como é o caso de Felipe Queiroz, que é da comunidade e desde criança esta envolvido no festival, e viu o evento nascer e crescer.
“A participação da juventude tem crescido nos últimos anos, estamos vendo a juventude ocupar lugares de liderança no festival, e isso é bom, pois os mais antigos naturalmente vão se afastando dos afazeres e a juventude vai ocupando esses lugares. Sou envolvido na igreja, já participei do grupo de carimbó local, e atualmente tenho atuado na coordenação do festival”.
O Festival do tacacá além de fortalecer os laços comunitários também impulsiona a economia local, e além do produto principal que é o tacacá, outras iguarias são vendidas, também ocorrem apresentações musicais de artistas da região, apresentações de grupos folclóricos de carimbó e quadrilha, além de cerimônias religiosas, apresentação da Rainha do Festival e concursos, como o de “Melhor Tacacá”.
Fonte: Tapajós de Fatoe Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 24/07/2025/07:31:46
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MPF recomenda afastamento de diretora escolar em Santarém por racismo institucional contra indígenas Munduruku
Escola São Miguel em Santarém — Foto: Ascom MPF/Divulgação
Além do afastamento, MPF recomenda abertura de processo disciplinar, campanha de combate ao racismo e pedido público de desculpas.
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Santarém, no oeste do Pará, o afastamento imediato da diretora da Escola Municipal São Miguel, localizada na região da aldeia Pau D’Arco. A medida foi motivada por denúncias de racismo institucional e condutas discriminatórias contra indígenas do povo Munduruku.
Além do afastamento, o MPF também recomendou a abertura de um processo administrativo disciplinar, a criação de uma comissão permanente de igualdade racial, a realização de uma campanha de conscientização antirracista e a promoção de um ato público de desagravo com pedido de desculpas à comunidade indígena.
A recomendação, assinada pelo procurador da República Vítor Vieira Alves, foi baseada em uma investigação que identificou um padrão de condutas discriminatórias praticadas dentro do ambiente escolar. Entre os relatos colhidos estão o uso de linguagem pejorativa, ameaças de exclusão da escola, tentativa de demissão de servidor indígena e bloqueio de atividades pedagógicas relacionadas à temática indígena.
Segundo o MPF, um pedagogo indígena foi intimidado em reunião pela diretora, que teria ameaçado demiti-lo caso continuasse a atuar em movimentos de afirmação étnica. Líderes indígenas relataram ter sido silenciados em reuniões escolares, com ameaças de acionamento da polícia.
Depoimentos também apontam falas de cunho racista dirigidas às crianças da comunidade. Em 2023, durante o processo de autorreconhecimento indígena, a diretora teria dito: “qualquer hora dessas vocês vão andar nu, porque o pai de vocês virou índio”, além de afirmar que “quem se declarasse índio devia procurar outro lugar para estudar”.
O MPF também criticou a postura da Semed diante das denúncias. De acordo com o órgão, a secretaria foi comunicada sobre os fatos, mas optou por defender a gestora escolar, justificando a tentativa de dispensa do servidor indígena de forma genérica e sem abertura de processo administrativo. Para o MPF, a omissão da secretaria é “incompatível com seu dever institucional”.
O documento destaca ainda que esta não é a primeira vez que a mesma gestão escolar é alvo de denúncia. Em episódio anterior, também foram relatadas práticas discriminatórias contra estudantes quilombolas da comunidade Patos do Ituqui.
Entre as ações sugeridas pelo MPF à titular da Semed, Maria José Maia da Silva, estão:
Afastamento da diretora e instauração de processo disciplinar;
Campanha contínua de combate ao racismo, a ser implementada em até 60 dias nas escolas que atendem comunidades indígenas;
Reunião com representantes indígenas e de instituições, como Funai, Ufopa, Cita, Cimi e Cimap, em até 30 dias;
Criação de uma Comissão Permanente de Igualdade Racial na Educação, com participação de indígenas e quilombolas, no prazo de 90 dias;
Realização de um ato público de desagravo com pedido formal de desculpas à comunidade Munduruku da aldeia Pau D’Arco.
Sobre a recomendação
A recomendação é um instrumento extrajudicial utilizado pelo Ministério Público para buscar a correção de condutas e evitar judicializações. O não atendimento ou a recusa sem justificativas adequadas pode levar à adoção de medidas legais, inclusive ações civis ou penais contra os agentes públicos envolvidos.
Nota da Semed
Sobre o assunto, o g1 solicitou posicionamento da Semed e recebeu a nota abaixo:
“A Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), informa que, até o momento, não foi oficialmente comunicada, por meio de ofício, do Ministério Público, sobre o referido assunto. Somente após o recebimento formal do documento é que será possível analisar o conteúdo e se manifestar de maneira institucional e responsável”.
Fonte: g1 Santarém e Região — PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/07/2025/17:11:49
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Observatório Atmosférico da Amazônia recebe equipamento da NASA
A troca do equipamento foi feita por Christopher Bennett, técnico da NASA, e contou com a participação dos professores Lucas Vaz Peres, Rodrigo da Silva e Theomar Neves, do curso de Ciências Atmosféricas do Instituto de Engenharia e Geociências da Ufopa, além da aluna bolsista do Inpe, Nicole de Oliveira. | Divulgação / Ufopa
Novo equipamento ajudará no monitoramento das mudanças climáticas na região.
O Observatório Atmosférico da Amazônia da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), localizado na Fazenda Experimental em Santarém, é um polo científico importante na região por conta dos dados produzidos e analisados para o combate, por exemplo, de queimadas e desmatamento ilegal.
Na última semana, o local recebeu um novo equipamento da Agência Espacial Norte-americana (NASA) que potencializará as observações sobre as mudanças climáticas na região. A substituição do espectrômetro cimel, integrante da rede internacional Aeronet da NASA teve acompanhamento de pesquisadores da Ufopa e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O novo espectrômetro apresenta a importante inovação de permitir medições noturnas da concentração de aerossóis, que são partículas suspensas no ar como poeira, cinzas e fumaça provenientes das queimadas.
Anteriormente, as medições só eram possíveis durante o dia, baseadas na radiação solar. Agora, o equipamento também usará a luminosidade da Lua para monitorar a atmosfera na ausência do sol, ampliando o prazo e a eficácia das análises.
O professor Lucas Vaz Peres, do curso de Ciências Atmosféricas da Ufopa, destaca que essa melhoria é fundamental para Santarém e toda a Amazônia, região severamente impactada pelas queimadas, sobretudo na estação seca conhecida como “verão amazônico”.
O monitoramento contínuo da qualidade do ar e da quantidade de aerossóis ajuda a compreender os efeitos das queimadas na atmosfera e a auxiliar pesquisas científicas em nível de graduação, mestrado e doutorado.
O observatório da Ufopa, com o suporte da NASA e do Inpe, torna-se então uma peça-chave para o acompanhamento em tempo real dessas mudanças atmosféricas, contribuindo para uma gestão mais eficaz e científica do combate às queimadas e suas consequências climáticas, além de apoiar estudos de impacto ambiental e estratégias de mitigação das mudanças climáticas na Amazônia.
A troca do equipamento foi feita por Christopher Bennett, técnico da NASA, e contou com a participação dos professores Lucas Vaz Peres, Rodrigo da Silva e Theomar Neves, do curso de Ciências Atmosféricas do Instituto de Engenharia e Geociências da Ufopa, além da aluna bolsista do Inpe, Nicole de Oliveira.
Fonte: Ufopa e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/07/2025/15:50:12
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Confusão é registrada em bar no Distrito de Miritituba, em Itaituba (PA)
Foto:Reprodução | Ocorrência aconteceu na noite de segunda-feira (21) e mobilizou populares no local.
Uma confusão foi registrada na noite desta segunda-feira, 21 de julho de 2025, em um bar localizado no Distrito de Miritituba, região pertencente ao município de Itaituba, no sudoeste do Pará.
Até o momento, não há informações oficiais sobre o que teria motivado o desentendimento, que atraiu a atenção de populares que estavam nas proximidades. Vídeos e relatos começaram a circular nas redes sociais logo após o ocorrido.
A reportagem aguarda posicionamento das autoridades policiais sobre a situação e se houve necessidade de intervenção por parte da segurança pública.
Fonte: Plantão 24horas News e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/07/2025/07:12:16
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