MPF recomenda anulação de títulos minerários no PA por violações socioambientais e a decisões de Corte Internacional

Draga próxima aos limites da Terra Indígena Sawré Muybu, em julho de 2025. Foto: Greenpeace.

Além de contaminar rios com mercúrio, dragas operam sem consulta prévia a indígenas e com títulos minerários e licenças ambientais vencidas.

O Ministério Público Federal (MPF) expediu uma recomendação para que a Agência Nacional de Mineração (ANM), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o estado do Pará e os municípios de Itaituba e Jacareacanga anulem e suspendam imediatamente todas as licenças e títulos minerários para exploração de ouro no leito do rio Tapajós, nas proximidades das Terras Indígenas Munduruku, Sai-Cinza, Sawré Muybu e Sawré Bap’in.

A recomendação detalha uma série de ilegalidades, graves impactos socioambientais e o descumprimento de decisões judiciais e internacionais que protegem os povos indígenas. O MPF argumenta que a exploração garimpeira por meio de balsas e dragas escariantes na região provoca impactos e danos severos à qualidade da água, como assoreamento e contaminação por mercúrio.

Essa degradação, segundo o MPF, prejudica e até inviabiliza o uso da água por populações locais, especialmente os povos indígenas e comunidades ribeirinhas, com graves consequências para o acesso à água potável, segurança alimentar e saúde. O MPF cita pesquisas recentes que revelaram altos níveis de contaminação por mercúrio nas aldeias da Terra Indígena Sawré Muybu, onde 49% das crianças e 57,9% da população geral apresentaram concentrações do metal acima do limite de segurança estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Situação de vulnerabilidade – O documento destaca que a situação de crise hídrica na região, agravada pela severa estiagem de 2023 e 2024, tornou a população Munduruku ainda mais vulnerável, resultando em uma decisão liminar que obrigou o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Tapajós a fornecer água potável aos indígenas.

Como evidência visual dos danos, o MPF incluiu imagens de um sobrevoo da organização não governamental Greenpeace que registrou uma draga em atividade a apenas 1,6 km dos limites da Terra Indígena Sawré Muybu, gerando uma enorme pluma de sedimentos em suspensão. Imagens de satélite da plataforma Brasil Mais, da Polícia Federal (PF), também foram anexadas, mostrando a constante produção de lama pelas dragas que operam na região.

Ausência de consulta – Um dos pontos centrais da recomendação é o alerta para a completa ausência de Consulta Prévia, Livre e Informada (CPLI) ao povo Munduruku, um direito garantido pela Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário. O MPF afirma que essa omissão resulta em “nulidade absoluta” das Permissões de Lavra Garimpeira (PLGs) concedidas.

Além disso, a procuradora da República Thaís Medeiros da Costa aponta uma grave omissão da Funai. Embora a Portaria Interministerial nº 60/2015 estabeleça uma presunção de impacto para atividades minerárias a 10 km de terras indígenas na Amazônia Legal, a Funai não interveio em quase nenhum dos processos de licenciamento.

A justificativa do órgão indigenista, de que a regra se aplicaria apenas a empreendimentos de grande porte licenciados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), foi rebatida pelo MPF. A procuradora da República ressalta que oito das quinze PLGs em questão possuem áreas superiores a mil hectares, não podendo ser consideradas de pequeno porte, e que as transformações legislativas permitiram a capitalização e mecanização do garimpo.

O MPF também constatou que, de um universo de 42 processos licenciados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), a Funai foi notificada para intervir em apenas dois.

Operação com títulos vencidos – A recomendação revela uma situação de ilegalidade contínua. Várias das principais PLGs que afetam a região estão com seus títulos minerários e/ou licenças de operação vencidos.

Apesar disso, a atividade garimpeira persiste. A plataforma Brasil Mais detectou mais de 160 alertas de operação de dragas entre junho e agosto de 2025 dentro dos polígonos de PLGs com títulos vencidos. Em um caso específico, foi registrado o recolhimento de Compensação Financeira por Exploração Mineral (Cfem) em julho de 2025, referente a ouro extraído ilegalmente, mesmo com o título minerário expirado desde janeiro de 2025 e a licença de operação vencida desde junho de 2024.

A recomendação ainda informa que os títulos da Cooperativa dos Garimpeiros e Mineradores Produtores de Ouro do Tapajós, detentora de várias licenças na área, foram suspensos por decisão judicial, e seus pedidos de renovação junto à Semas constam como “indeferidos”.

Violação de medida internacional – O MPF enquadra a conduta dos órgãos públicos como uma violação direta de uma medida provisória da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH). Em julho de 2023, a Corte IDH exigiu que o Brasil adotasse medidas para garantir a saúde e o acesso à água potável dos povos Yanomami, Ye’kwana e Munduruku, e para mitigar o contágio de doenças derivadas da contaminação por mercúrio.

Para o MPF, não é admissível que empreendimentos licenciados pelo Estado produzam danos do garimpo ilegal sobre os indígenas. A manutenção das atividades sem a devida consulta e controle configura, portanto, um descumprimento de uma ordem internacional de direitos humanos.

Medidas recomendadas – O MPF recomendou as seguintes medidas:

À Agência Nacional de Mineração (ANM):
• declarar a nulidade de 15 títulos minerários específicos;
• não renovar ou prorrogar esses títulos enquanto não houver consulta prévia ao povo Munduruku e intervenção da Funai; e
• não outorgar novos títulos na região que possam afetar os territórios indígenas sem o cumprimento dos mesmos requisitos.

Ao estado do Pará e aos municípios de Itaituba e Jacareacanga:
• declarar a nulidade das licenças ambientais relativas às mesmas 15 PLGs; e
• não renovar, prorrogar ou emitir licenças sem consulta prévia e intervenção da Funai.

À Funai:
• intervir em todos os processos de licenciamento ambiental, presentes e futuros, relativos à lavra garimpeira no leito do Rio Tapajós, que possam afetar as terras indígenas.

Foi estabelecido o prazo de 30 dias corridos para que os destinatários se manifestem acerca do acatamento, ou não, da recomendação e informem quais as providências foram adotadas para garantir o cumprimento das medidas propostas, com apresentação da documentação comprobatória.

Saiba mais – Recomendações são instrumentos por meio dos quais o Ministério Público expõe, em ato formal, os fatos e razões jurídicas sobre determinada questão. O objetivo é persuadir o destinatário a praticar ou deixar de praticar determinados atos em benefício da melhoria dos serviços públicos e de relevância pública ou do respeito aos interesses, direitos e bens defendidos pela instituição. Dessa forma, as recomendações permitem a prevenção de responsabilidades ou correção de condutas.

Fonte: Ministério Público Federal no Pare Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/09/2025/15:17:45

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Congresso do setor mineral discute questões ambientais e lança ‘Carta Santarém’ rumo à COP30

O encontro reuniu mineradoras, representantes do poder público, especialistas e instituições de pesquisa para discutir o papel do setor diante da agenda climática global — Foto: AD Produções/Simineral

Documento simboliza compromisso do Pará em alinhar mineração, sustentabilidade e governança ambiental.

Santarém, no oeste do Pará, sediou nesta terça-feira (16) o terceiro congresso técnico promovido pelo Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral), em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). O encontro reuniu mineradoras, representantes do poder público, especialistas e instituições de pesquisa para discutir o papel do setor diante da agenda climática global, em preparação para a COP30, que acontecerá em Belém, em novembro.

Entre os temas debatidos estiveram descarbonização, minerais críticos, governança socioambiental e a consulta prévia às populações tradicionais. O Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual participaram dos painéis, reforçando a importância de acompanhar os impactos da mineração na região.

Um dos pontos altos foi a assinatura da Carta Santarém, documento que consolida compromissos do setor mineral com o desenvolvimento sustentável da Amazônia. A iniciativa prevê a criação de um banco de dados estratégicos sobre a mineração no Pará, voltado a subsidiar políticas públicas, pesquisas e práticas empresariais alinhadas à preservação ambiental e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

De acordo com o secretário adjunto da Semas, Rodolpho Zahluth, a carta materializa um diálogo de mais de um ano entre governo e setor produtivo. Ele destacou que a proposta inclui ações de restauração florestal e maior transparência sobre os impactos sociais e ambientais das empresas. Já o presidente do Simineral, Anderson Baranov, ressaltou que a mineração precisa gerar benefícios não apenas econômicos, mas também sociais, envolvendo comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas.

Para o Ministério Público Federal, a carta surge como um passo importante no contexto da COP30, mas deverá ser acompanhada de perto para garantir resultados efetivos na melhoria dos padrões de atuação do setor.

Com o documento, o Pará busca se posicionar como referência internacional em governança mineral, conciliando desenvolvimento econômico, inovação tecnológica e preservação da floresta amazônica. A Carta Santarém é vista como um marco para que a mineração no Estado avance de forma mais equilibrada, transparente e sustentável.

De forma prática, o Simineral compromete-se a coletar e consolidar os dados das associadas, atualizar periodicamente o banco de informações e garantir a confidencialidade e segurança dos dados. Já o Estado, por meio da Semas, compromete-se a utilizar essas informações apenas para fins de formulação e monitoramento de políticas públicas, apoiar ações de capacitação e estimular a adesão de outros setores ao modelo.

 

Fonte: G1 Santarém e Região e TV Tapajós — PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/09/2025/15:57:41

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Casa Santarém transforma Alter do Chão em vitrine cultural no Sairé 2025

Casa Santarém em Alter do Chão — Foto: Reprodução/Prefeitura de Santarém

Espaço temático une tradição, arte e debates atuais em programação voltada para todas as idades

Entre os dias 18 e 22 de setembro, Alter do Chão, em Santarém, no oeste do Pará, será palco de uma experiência cultural inédita dentro da programação do Sairé 2025. A Casa Santarém, instalada na Praça do Sairé, funcionará diariamente das 9h às 18h, reunindo mostras artísticas, atividades educativas e discussões sobre temas contemporâneos, em um ambiente que exalta a identidade amazônica.

A proposta vai além do entretenimento: o espaço busca aproximar diferentes gerações por meio de exposições, oficinas, rodas de conversa e apresentações musicais. Na pauta, assuntos como sustentabilidade, economia criativa, ecoturismo e a preparação da região para a COP30. Crianças e jovens também terão protagonismo em atividades específicas, como oficinas de carimbó e um painel sobre mudanças climáticas conduzido pelo projeto Sementes Musicais.

O ambiente reunirá ainda expressões tradicionais da região, como cuias do Aritapera, trançados do Arapiuns, cerâmica tapajônica e arte indígena. No campo musical, a diversidade estará presente em shows de grupos e artistas locais, entre eles Espanta Cão, Banda Base Muiraquitã, Chá de Carimbó, Vozes Caboclas e Duca do Sax.

Autoridades locais destacam a relevância da iniciativa. Para a secretária de Cultura, Priscila Castro, a Casa Santarém simboliza a capacidade da produção cultural tapajônica de dialogar com questões globais sem perder a ligação com suas origens. O secretário de Turismo, Emanuel Júlio Leite, avalia que o espaço reforça Alter do Chão como referência cultural e turística. Já o prefeito José Maria Tapajós considera que a proposta amplia o alcance do Sairé ao projetar artistas e tradições para além das fronteiras da região.

Além da programação artística, a Casa Santarém integra projetos como Essência Borari, do Boto Tucuxi, Catraia – Encantaria do Atravessa, do Boto Rosa, e o rito Cecuiara da Tradição, todos realizados com apoio de incentivos da Lei Rouanet e patrocínio de empresas públicas e privadas.

Com essa combinação de inovação e preservação cultural, a Casa Santarém promete transformar o coração da festa em Alter do Chão em uma verdadeira vitrine da Amazônia, reafirmando a força criativa e espiritual da região para o Brasil e o mundo.

Acompanhe a Programação – 18 a 21 de setembro de 2025:

Quinta-feira, 18 de setembro de 2025

10h00 – Visitação guiada pelo complexo do Sairé (SEMTUR)
11h00 – Abertura da Exposição “Sairé – Celebração, louvor e disputa dos Botos”
14h00 – Painel: Incremento do turismo de base comunitária em Santarém (SEMTUR)
15h00 – Apresentação artística: Rogginho
15h30 – Painel: Alta e baixa temporada na economia do turismo: carimbó e cultura alimentar em Alter do Chão
16h30 – Grupo de Carimbó Olha Já
17h00 – Apresentação artística: Duka do Sax
17h30 – Desfile de Moda Regional (SEMTUR)

Atividades fixas

Saberes tradicionais: demonstração e exposição das Cuias do Aritapera e Trançados do Arapiuns
Sabedoria das plantas da floresta: apresentação dos elementos naturais para o bem-estar
Exposição de fotos: “Sairé – Celebração, louvor e disputa dos Botos” (fotógrafo Alexandre Baena)
Cerâmica tapajônica: a cidade mais antiga do Brasil
Arte indígena: técnicas e etnias

Sexta-feira, 19 de setembro de 2025

08h00 – 12h00 – Oficina: Ferramentas Digitais e Gestão de Projetos Culturais com Fábio Barbosa, Bianca Sanches e participação de Mariana Malheiros (Comitê de Cultura do Pará)
11h30 – Apresentação artística: Narciso do Sax
14h00 – Apresentação artística: Márcia Pedroso e Banda Base Muiraquitã
14h30 – Painel: Reflexões futuras sobre a política cultural no Pará – Participantes: Priscila Castro, Emanuel Júlio, Cleiton Assis, Marlena Soares / Mediador: Raphael Ribeiro
16h00 – Apresentação artística: Patrícia Lima e Banda Base Muiraquitã
16h30 – Apresentação do programa Rede Pará Criativo (Raphael Ribeiro)
17h30 – Apresentação artística: Priscila Moreira e Banda Base Muiraquitã

Atividades fixas:

Visitação guiada pelo complexo do Sairé (a partir das 10h, SEMTUR)
Saberes tradicionais: Cuias do Aritapera e Trançados do Arapiuns
Sabedoria das plantas da floresta
Exposição de fotos: “Sairé – Celebração, louvor e disputa dos Botos”
Cerâmica tapajônica
Pintura corporal: grafismo indígena
Arte indígena: técnicas e etnias

Sábado, 20 de setembro de 2025

08h00 – 12h00 – Oficina: Planejamento financeiro e acessibilidade em projetos culturais com Carina Mota, Joyce Vianna e participação de Sabrina Kelly (Comitê de Cultura do Pará)
09h30 – Apresentação artística: O Próximo Rolê
11h30 – Apresentação artística: Ádria Góes e Banda Base Muiraquitã
14h00 – Apresentação artística: Val Luc
14h30 – Painel: Clima é cultura, cultura é clima: a economia criativa na COP30 – Participantes: Projeto Cuidadores do Ar (UFOPA), Lucineide Pinheiro, Fábio Pena, Cynthia Alario, Roberto Borovick / Mediação: Mariana Malheiros
16h30 – Painel: Sementes do clima: o olhar da criança sobre as mudanças climáticas e preservação ambiental – Mediação: Ludimila Lobo (Projeto Sementes Musicais)
17h00 – Oficina de Carimbó com o Grupo Chá de Carimbó

Atividades fixas:

Visitação guiada pelo complexo do Sairé (a partir das 10h, SEMTUR)
Saberes tradicionais: Cuias do Aritapera e Trançados do Arapiuns
Sabedoria das plantas da floresta
Exposição de fotos: “Sairé – Celebração, louvor e disputa dos Botos”
Cerâmica tapajônica
Pintura corporal: grafismo indígena
Arte indígena: técnicas e etnias

Domingo, 21 de setembro de 2025

09h00 – Contação de histórias regionais com o Grupo de Teatro Iurupari
10h00 – CineAlterzinho – Mostra Pitombeira de Cinema (Cine Alter)
11h30 – Apresentação artística: Botos Mirins
14h00 – Apresentação artística: Caboquinho
14h30 – Apresentação artística: Vozes Caboclas
15h00 – Apresentação artística: Histórias da Lamparina contadas pela Dolina – Patrícia Branches
16h00 – Apresentação artística: Jhones Smith
16h30 – Mesa de Encerramento: Sairé 2025 – tradição, mudanças conceituais e novos paradigmas
17h30 – Apresentação artística: Espanta Cão

Atividades fixas:

Visitação guiada pelo complexo do Sairé (a partir das 10h, SEMTUR)
Saberes tradicionais: Cuias do Aritapera e Trançados do Arapiuns
Sabedoria das plantas da floresta
Exposição de fotos: “Sairé – Celebração, louvor e disputa dos Botos”
Cerâmica tapajônica
Pintura corporal: grafismo indígena
Arte indígena: técnicas e etnias
Participação da Escola Borari

 

Fonte: g1 Santarém e Região — PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/09/2025/15:53:24

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Jovem de 18 anos é achado morto em travessão da zona rural de Altamira (PA)

Foto: Reprodução | A Polícia Militar foi acionada na manhã desta terça-feira (16/9) após a localização de um corpo às margens de uma estrada vicinal no km 23, em um travessão da zona rural de Altamira, sudoeste do Pará.

No local, os policiais confirmaram que a vítima era um jovem de 18 anos, identificado como Paulo Henrique Pereira Araújo, conhecido como “PH”. O corpo apresentava sinais de violência e a principal suspeita é de que ele tenha sido assassinado a tiros.

Vítima – Paulo Henrique Pereira Araújo | Foto:Reprodução
Vítima – Paulo Henrique Pereira Araújo | Foto:Reprodução

Ainda não há informações sobre as circunstâncias do crime, se o homicídio ocorreu no local ou se a área foi escolhida apenas para o descarte do corpo. Após a perícia, o Instituto Médico Legal (IML) de Altamira removeu o cadáver para exames complementares.

O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios de Altamira, que apura se a morte tem relação com grupos criminosos que atuam na região. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.

A polícia reforça que denúncias anônimas podem ser feitas por meio do Disque-Denúncia 181, serviço que auxilia nas investigações.

 

Fonte: A Voz do Xingu e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/09/2025/11:37:50

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MPF requer suspensão de licenças para exploração de ouro no Rio Tapajós, nas proximidades de Terras Indígenas de Itaituba e Jacareacanga (PA)

Foto:Reprodução |  O Ministério Público Federal (MPF) expediu uma recomendação para que a Agência Nacional de Mineração (ANM), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o estado do Pará e os municípios de Itaituba e Jacareacanga anulem e suspendam imediatamente todas as licenças e títulos minerários para exploração de ouro no leito do rio Tapajós, nas proximidades das Terras Indígenas Munduruku, Sai-Cinza, Sawré Muybu e Sawré Bap’in.

A recomendação detalha uma série de ilegalidades, graves impactos socioambientais e o descumprimento de decisões judiciais e internacionais que protegem os povos indígenas. O MPF argumenta que a exploração garimpeira por meio de balsas e dragas escariantes na região provoca impactos e danos severos à qualidade da água, como assoreamento e contaminação por mercúrio.

Essa degradação, segundo o MPF, prejudica e até inviabiliza o uso da água por populações locais, especialmente os povos indígenas e comunidades ribeirinhas, com graves consequências para o acesso à água potável, segurança alimentar e saúde.

O MPF cita pesquisas recentes que revelaram altos níveis de contaminação por mercúrio nas aldeias da Terra Indígena Sawré Muybu, onde 49% das crianças e 57,9% da população geral apresentaram concentrações do metal acima do limite de segurança estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Situação de vulnerabilidade – O documento destaca que a situação de crise hídrica na região, agravada pela severa estiagem de 2023 e 2024, tornou a população Munduruku ainda mais vulnerável, resultando em uma decisão liminar que obrigou o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Tapajós a fornecer água potável aos indígenas.

Como evidência visual dos danos, o MPF incluiu imagens de um sobrevoo da organização não governamental Greenpeace que registrou uma draga em atividade a apenas 1,6 km dos limites da Terra Indígena Sawré Muybu, gerando uma enorme pluma de sedimentos em suspensão. Imagens de satélite da plataforma Brasil Mais, da Polícia Federal (PF), também foram anexadas, mostrando a constante produção de lama pelas dragas que operam na região.

Ausência de consulta – Um dos pontos centrais da recomendação é o alerta para a completa ausência de Consulta Prévia, Livre e Informada (CPLI) ao povo Munduruku, um direito garantido pela Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário. O MPF afirma que essa omissão resulta em “nulidade absoluta” das Permissões de Lavra Garimpeira (PLGs) concedidas.

Além disso, a procuradora da República Thaís Medeiros da Costa aponta uma grave omissão da Funai. Embora a Portaria Interministerial nº 60/2015 estabeleça uma presunção de impacto para atividades minerárias a 10 km de terras indígenas na Amazônia Legal, a Funai não interveio em quase nenhum dos processos de licenciamento.

A justificativa do órgão indigenista, de que a regra se aplicaria apenas a empreendimentos de grande porte licenciados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), foi rebatida pelo MPF.

A procuradora da República ressalta que oito das quinze PLGs em questão possuem áreas superiores a mil hectares, não podendo ser consideradas de pequeno porte, e que as transformações legislativas permitiram a capitalização e mecanização do garimpo.

O MPF também constatou que, de um universo de 42 processos licenciados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), a Funai foi notificada para intervir em apenas dois.

Operação com títulos vencidos – A recomendação revela uma situação de ilegalidade contínua. Várias das principais PLGs que afetam a região estão com seus títulos minerários e/ou licenças de operação vencidos.

Apesar disso, a atividade garimpeira persiste. A plataforma Brasil Mais detectou mais de 160 alertas de operação de dragas entre junho e agosto de 2025 dentro dos polígonos de PLGs com títulos vencidos.

Em um caso específico, foi registrado o recolhimento de Compensação Financeira por Exploração Mineral (Cfem) em julho de 2025, referente a ouro extraído ilegalmente, mesmo com o título minerário expirado desde janeiro de 2025 e a licença de operação vencida desde junho de 2024.

A recomendação ainda informa que os títulos da Cooperativa dos Garimpeiros e Mineradores Produtores de Ouro do Tapajós, detentora de várias licenças na área, foram suspensos por decisão judicial, e seus pedidos de renovação junto à Semas constam como “indeferidos”.

Violação de medida internacional – O MPF enquadra a conduta dos órgãos públicos como uma violação direta de uma medida provisória da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH). Em julho de 2023, a Corte IDH exigiu que o Brasil adotasse medidas para garantir a saúde e o acesso à água potável dos povos Yanomami, Ye’kwana e Munduruku, e para mitigar o contágio de doenças derivadas da contaminação por mercúrio.

Para o MPF, não é admissível que empreendimentos licenciados pelo Estado produzam danos do garimpo ilegal sobre os indígenas. A manutenção das atividades sem a devida consulta e controle configura, portanto, um descumprimento de uma ordem internacional de direitos humanos.

Medidas recomendadas – O MPF recomendou as seguintes medidas:

À Agência Nacional de Mineração (ANM):
• declarar a nulidade de 15 títulos minerários específicos;
• não renovar ou prorrogar esses títulos enquanto não houver consulta prévia ao povo Munduruku e intervenção da Funai; e
• não outorgar novos títulos na região que possam afetar os territórios indígenas sem o cumprimento dos mesmos requisitos.

Ao estado do Pará e aos municípios de Itaituba e Jacareacanga:
• declarar a nulidade das licenças ambientais relativas às mesmas 15 PLGs; e
• não renovar, prorrogar ou emitir licenças sem consulta prévia e intervenção da Funai.

À Funai:
• intervir em todos os processos de licenciamento ambiental, presentes e futuros, relativos à lavra garimpeira no leito do Rio Tapajós, que possam afetar as terras indígenas.

Foi estabelecido o prazo de 30 dias corridos para que os destinatários se manifestem acerca do acatamento, ou não, da recomendação e informem quais as providências foram adotadas para garantir o cumprimento das medidas propostas, com apresentação da documentação comprobatória.

Saiba mais – Recomendações são instrumentos por meio dos quais o Ministério Público expõe, em ato formal, os fatos e razões jurídicas sobre determinada questão. O objetivo é persuadir o destinatário a praticar ou deixar de praticar determinados atos em benefício da melhoria dos serviços públicos e de relevância pública ou do respeito aos interesses, direitos e bens defendidos pela instituição. Dessa forma, as recomendações permitem a prevenção de responsabilidades ou correção de condutas.

 

Fonte: MPF/Jornal Folha do Progresso e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/09/2025/11:03:16

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Ossada humana é encontrada às margens da rodovia Everaldo Martins, em Santarém (PA)

Foto:Reprodução | No início da tarde de terça-feira (16), uma ossada humana foi encontrada em uma área de mata, às margens da rodovia Everaldo Martins (PA-457), em Santarém.

A Polícia Militar foi acionada e, após isolar a área, constatou que se tratava de ossos de uma pessoa que estavam dispersos em vários pontos do local.

“O crânio aqui na rodovia,  já outras partes ali para dentro da mata. A gente não sabe se foi animais que podem ter espalhado a ossada ou se foi deixado aqui”, disse a Tenente Júlia do 3º BPM (Batalhão de Polícia Militar).

Inicialmente a arcada dentária não foi localizada e a suspeita é que tenha sido arrancada. Contudo, somente a perícia realizada pela Polícia Científica poderá confirmar essa afirmação, além de identificar a vítima.

A Polícia Civil deve investigar o caso para elucidar as circunstâncias do crime.

A matéria pode ser atualizada a qualquer momento*

Fonte: Blog do Siki/Jornal Folha do Progresso e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/09/2025/10:21:40

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Motorista é preso por dirigir embriagado na BR-163, em Trairão (PA)

Foto:Reprodução | Um homem foi preso na noite de segunda-feira (15) por dirigir embriagado na BR-163, nas proximidades da Unidade Operacional de Pesagem (UOP) de Trairão. O caso ocorreu por volta das 23h25, durante a ronda da equipe local.

De acordo com a polícia, o motorista conduzia um veículo modelo Celta e se aproximou da equipe pedindo informações. Ele apresentava sinais claros de embriaguez, como fala desconexa e roupas desarrumadas. No carro, após averiguação, os agentes encontraram várias garrafas de bebidas alcoólicas.

O teste do bafômetro apontou a quantidade de 1,13 mg/L de álcool no sangue do sujeito, configurando crime de condução de veículo com capacidade psicomotora alterada, previsto no artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

O suspeito de embriaguez recebeu voz de prisão e foi conduzido à delegacia da Polícia Civil de Trairão. Segundo a corporação, o uso de algemas foi necessário. O homem ficou à disposição das medidas administrativas cabíveis.

 

Fonte:  Rodrigo Neves com informações da Polícia Rodoviária Federal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/09/2025/10:51:32

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Criminosos incendeiam carro de influenciador digital em Santarém

Santarém (PA) – Um carro foi incendiado na madrugada desta quarta-feira (17) na avenida São Sebastião, em Santarém, oeste do Pará. O veículo pertence ao criador de conteúdo digital Alessandro Drops.

Imagens de câmeras de segurança flagraram a ação dos criminosos, que jogaram combustível no automóvel e, em seguida, atearam fogo. O incêndio ocorreu enquanto o carro estava estacionado na via pública.

Alessandro relatou em suas redes sociais que soube do ocorrido por meio de vizinhos, que o acordaram para avisar sobre as chamas. Ele disse estar abalado com a situação e destacou que nunca havia passado por algo semelhante.

A Polícia Civil deve abrir investigação para identificar os responsáveis pelo crime e esclarecer a motivação do ato.

Fonte: Jornal Folha do Progresso   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/09/2025/09:14:47

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Corpo de jovem que desapareceu no Rio Tapajós é encontrado após buscas do Corpo de Bombeiros em Santarém

Foto: Reprodução | O corpo do jovem de 21 anos, identificado como Lucas Xavier, que havia desaparecido no rio Tapajós, na tarde desta terça-feira (16), foi localizado por equipes do Corpo de Bombeiros após cerca de uma hora de buscas submersas. O acidente ocorreu em um porto do bairro Uruará, em Santarém, oeste do Pará.

De acordo com o sargento Cohen, que participou da operação junto com o soldado Marlo, a corporação foi acionada por volta das 18h30, após a informação de que o trabalhador teria caído da balsa enquanto realizava o descarregamento de vergalhões.

“Recebemos os detalhes de como ocorreu e o ponto onde ele desapareceu. Iniciamos as buscas e, depois de aproximadamente uma hora, tivemos êxito em encontrar o corpo”, explicou.

O corpo foi localizado a cerca de 30 metros do ponto onde a queda foi informada, em uma área com profundidade aproximada de 7 metros e visibilidade zero, o que dificultou o trabalho dos mergulhadores.

Testemunhas relataram que a vítima, identificada como Lucas, perdeu o equilíbrio enquanto trabalhava no carregamento de materiais. A confirmação se ele sabia ou não nadar não foi repassada aos bombeiros.

Após a retirada da água, o corpo foi encaminhado para os procedimentos legais.

Fonte:  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/09/2025/07:28:07

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UFOPA aprova a criação de 14 novos cursos de graduação com ínicio letivo em 2026

São 540 novas vagas criadas, sendo 220 em Santarém e 320 nos demais campi | Foto: Reprodução 
O Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe), órgão vinculado ao Conselho Universitário (Consun) da Ufopa, aprovou nesta terça-feira, 16 de setembro, em Santarém (PA), a criação de 14 novos cursos de graduação, com início letivo já em 2026. Durante a reunião, o Conselho também aprovou os projetos pedagógicos dos novos cursos. No total, foram criadas 540 novas vagas, sendo 220 em Santarém e 320 nos demais campi regionais.

Dentre os cursos aprovados, dois se destacam pelo pioneirismo na área de inovação digital: o Bacharelado em Inteligência Artificial, que será ofertado em Santarém pelo Instituto de Engenharia e Geociências (IEG); e o Bacharelado em Ciência de Dados e Inteligência Artificial, a ser ofertado no Campus Oriximiná. Outro destaque é o curso de Engenharia de Produção, pioneiro na região Oeste do Pará, que será ofertado no Campus Itaituba.

Em Santarém, município sede da Ufopa, foram atendidas antigas demandas locais, com a oferta do Bacharelado em Jornalismo, vinculado ao Instituto de Ciências da Sociedade (ICS), e do Bacharelado em Turismo, a ser ofertado pelo Instituto de Formação Interdisciplinar e Intercultural (IFII), além da ampliação no número de cursos de licenciatura, incluindo Libras,  pelo Instituto de Ciências da Educação (Iced).

A Ufopa também ampliou a oferta de cursos, tanto de licenciaturas quanto de bacharelados, nos campi regionais de Alenquer, Itaituba, Juruti, Monte Alegre, Óbidos e Oriximiná.

Confira a relação completa dos cursos aprovados pelo Consepe:

Santarém (sede)

Bacharelado em Inteligência Artificial (IEG)

Bacharelado em Jornalismo (ICS)

Bacharelado em Turismo (IFII)

Licenciatura em Letras – Português (Iced)

Licenciatura em Letras – Inglês (Iced)

Licenciatura em Letras – Libras (Iced)

Campus Alenquer

Bacharelado em Ciências Contábeis

Campus Itaituba

Licenciatura em Matemática

Bacharelado em Engenharia de Produção

Campus Juruti

Bacharelado em Engenharia Florestal

Campus Monte Alegre

Licenciatura em Ciências Biológicas

Licenciatura em Matemática

Campus Óbidos

Bacharelado em Direito

Campus Oriximiná

Bacharelado em Ciência de Dados e Inteligência Artificial

Confira: https://www.instagram.com/p/DOrSb_lAc_O/?igsh=eW1wdTZjMTVoaHZj

Fonte: Ascom/Ufopa/e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/09/2025/07:28:07

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