Polícia Civil prende três possíveis mandantes do assassinato de ex-vereador em Trairão (PA)
(Foto:Reprodução) – A Polícia Civil deflagrou uma operação no último sábado (22), cumprindo mandados de prisão temporária e busca e apreensão em diversas residências localizadas no município de Trairão, sudoeste do Pará. As diligências têm como objetivo esclarecer o assassinato do ex-vereador Antônio Carlos Coelho Moura, conhecido como “Toninho”, ocorrido em 11 de março de 2022.
O crime que chocou a cidade de Trairão foi perpetrado na noite de uma sexta-feira, quando o ex-vereador de 45 anos foi assassinado a tiros dentro de uma residência situada na rua João Nascimento. De acordo com informações, a vítima foi alvejada com quatro tiros de pistola no quarto da casa de seu tio, onde estava residindo.
As investigações sobre o homicídio estavam em curso desde o crime, e, após uma apuração minuciosa, a Polícia Civil chegou aos possíveis mandantes do crime. O grande número de suspeitos envolvidos na trama exigiu o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na operação.
Durante a ação policial, foram efetuadas as prisões temporárias dos três suspeitos apontados como os possíveis mandantes do assassinato do ex-vereador Antônio Carlos Moura. Além disso, diversas residências foram alvo de busca e apreensão, resultando na apreensão de uma grande quantidade de armas, munições, aparelhos celulares e dinheiro em espécie.
As identidades dos suspeitos e detalhes adicionais sobre as investigações estão sendo mantidos em sigilo para garantir a efetividade das apurações em andamento.
Fonte: Portal Giro e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 24/07/2023/09:07:18
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Corpo de mulher é encontrado esmagado na BR-163, em Santarém
(Foto:Reprodução Redes Sociais) -Na manhã de sábado (22), Priscila Faria da Silva, 37 anos, foi encontrada morta com sinais de atropelamento no km 116 da BR-163, sentido Santarém/Rurópolis.
Segundo informações iniciais, a vítima que era natural do Estado de São Paulo estava com o corpo esmagado. A suspeita é que o atropelamento teria sido cometido por um motorista de um carro da cor prata, já que ficou pedaços da carenagem do veículo no local.
Cerca de 20 metros do corpo de Priscila que era andarilha, estava uma mochila, onde havia dentro uma bíblia sagrada e documento de identidade.
A polícia científica foi acionada para fazer a remoção do corpo. O caso deve ser apurado.
Fonte: O Impacto e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 24/07/2023/09:04:52
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Linha de transmissão de R$ 76 milhões leva energia ao projeto de mineração Tocantinzinho Gold, em Itaituba, no Pará
Tocantinzinho Gold, em Itaituba, no Pará – (foto: Reprodução) – Linha de transmissão de R$ 76 milhões leva energia a minas de ouro no Pará
O projeto de mineração Tocantinzinho Gold, em Itaituba, no Pará, é viabilizado com uma linha de transmissão energética de quase 200 quilômetros que está em construção. O investimento da nova infraestrutura supera os 76 milhões de reais.
A CMU Energia foi a responsável pela negociação de compra de energia e fará a gestão no Mercado Livre do projeto de mineração. O volume de energia contratado foi de 24 Megawatt médio a partir de março de 2024.
“Esse foi um grande desafio, pois foi necessária a construção de 200 quilômetros de linha de transmissão para abastecer o projeto”, disse Walter Fróes, presidente da CMU Energia.
A produção comercial das minas de ouro deve iniciar no segundo semestre de 2024. O empreendimento é da Brazauro Recursos Minerais, subsidiária da canadense G Mining Ventures Corp, gigante da mineração listada na bolsa do Canadá.
Fonte: Veja Abril com Jornal Folha do Progresso em 23/07/2023/05:25:27
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Cabo da PM é atacado a socos e pontapés em saída de festa, em Santarém
(Foto:Reprodução) – Um cabo da polícia militar esteve na manhã deste sábado (22), na 16ª Seccional de polícia civil para denunciar que foi atacado a socos e pontapés por um grupo de homens.
A agressão iniciou em uma casa de festas situada na Afonso Pena com Anysio Chaves no bairro Aeroporto Velho, em Santarém.
Segundo o militar, ele estava no local com sua esposa quando inesperadamente as agressões aconteceram. Foi possível identificar três suspeitos que inclusive são conhecidos da polícia, são eles: Kevin dos Santos Gusmão, Eduardo Assis de Sousa e Diego.
Suspeito, Eduardo e Kevin.
Ainda conforme o PM, o suspeito de prenome, Diego, que possivelmente liderava o ataque, alegava diversas vezes: “TU É POLÍCIA, AQUI É FACÇÃO”.
Imagens de videomonitoramento também capturaram as agressões que se estenderam para o lado externo da casa de festas, veja a seguir:
Durante o ataque, a arma de fogo do PM caiu e foi guardada por um segurança da festa que posteriormente devolveu.
O caso deve ser investigado.
Fonte: O Impacto e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 22/07/2023/10:15:41
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Aeronave é furtada de garimpo na região de Novo Progresso;Vídeo
Uma aeronave foi furtada na pista do Garimpo São Raimundo por criminoso. O furto foi divulgado nas redes sociais pedindo para comunicar a polícia.-
“Pessoal acabaram de roubar um c210 no São Raimundo , prefixo “PR CDS” caso alguém ver acionar a polícia. Por favor, divulguem nos grupos. –
A aeronave é de propriedade de uma agência de voos de Novo Progresso-PA.
Imagem do criminoso foi divulgada nas redes (veja abaixo)
Reprodução
Após o anúncio do furto nas redes sociais, a aeronave foi vista pousando em garimpos na região, ela estava com pouco combustível, em seguida foi encontrada abandonada na rodovia próximo ao lixão do município de Jacareacanga, o piloto fugiu.
Um vídeo de câmera de segurança mostra o criminoso preparando aeronave para furto.
Este não é o primeiro caso de roubo deste tipo. Já foi registrado diversos casos nos últimos anos, onde aeronaves foram levadas, em circunstâncias semelhantes. A informação que os criminosos furtam aeronaves para serem levadas para a Bolívia.
Aeronave fez pouso forçada (sem combustível) e foi abandonada nas proximidades da cidade de Jacareacanga-PÁ. (foto:Via Whats App Jornal Folha do Progresso)
Assista ao video
https://youtu.be/iXmwJ7ZeMOQ
Fonte e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 22/07/2023/05:25:27
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PF destrói equipamentos utilizados na extração ilegal de madeira em Altamira
(Foto:Divulgação/PF) – A Polícia Federal destruiu, na última quarta-feira (19), um caminhão, madeira e ferramentas usadas na extração ilegal de madeira, na Área Indígena da Cachoeira Seca, em Altamira, município no sudoeste do Pará.
O trabalho foi feito por meio da operação “Massaranduba”, deflagrada na madrugada do mesmo dia. Ninguém foi preso até o momento, mas a investigação continua para apurar os responsáveis pelo delito.
Oito policiais federais e fiscal do Ibama participaram da ação, com objetivo de verificar a suspeita de crime de desmatamento ilegal. Segundo a investigação, a madeira seria transportada durante a noite, para despistar a fiscalização.
Com a incursão, uso de tecnologia de geolocalização e de drones, foi localizado um caminhão, ao lado de inúmeras toras de madeira ilegal, já beneficiadas, além de diversas ferramentas utilizadas no processo de serragem.
No local, foram abordadas pessoas suspeitas da prática do crime, que foram ouvidas em termo de declarações pela autoridade policial. De acordo com os relatos, um vereador do município de Placas era o responsável por coordenar a extração das madeiras no interior da Terra Indígena. O veículo e os objetos foram destruídos, segundo a PF, por conta da impossibilidade de remoção.
Fonte:O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/07/2023/09:03:51
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‘Tratado anacrônico’: entenda por que pilotos do Legacy que derrubaram avião da Gol não vão ser extraditados
Equipe da FAB resgata corpos de passageiros do voo 1907 da Gol na Floresta Amazônica, na reserva do Xingu Evaristo Sá (Foto:Reprodução/ AFP)
Tragédia deixou 154 mortos em 2006; Justiça brasileira decidiu que infrações dos americanos foram determinantes para acidente
Mesmo condenados pela Justiça por terem atingido e derrubado o avião da Gol, com 154 pessoas a bordo, em 2006, os pilotos americanos do jato Legacy não serão extraditados para cumprirem a pena no Brasil. Em maio deste ano, o governo dos Estados Unidos confirmou às autoridades brasileiras a decisão de não dar seguimento ao pedido de extradição por entender que os crimes não encontram amparo no Tratado Bilateral de Extradição entre os dois países.
Os americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino conseguiram fazer um pouso de emergência e saíram ilesos do incidente. Anos depois, foram condenados por “atentado contra a segurança de transporte aéreo”. O advogado e mestre em direito internacional Victor Del Vecchio explica que este crime não está previsto entre os delitos regulados pelo tratado, que é de 1965, o que dificulta a aplicação do instrumento firmado entre Brasil e Estados Unidos.
Além disso, o documento estabelece condições para a entrega recíproca dos indivíduos condenados.
— São listados os crimes que são regulados pelo instrumento e, ainda, consta a necessidade de que ambos os países reconheçam a conduta como crime nas suas legislações internas, e que haja previsão de pena de privação de liberdade com um ano ou mais de duração nas respectivas regulações leis nacionais — detalha o especialista. — O tratado data de 1965, e o rol de crimes indicados pode ser considerado desatualizado, sobretudo se levarmos em consideração que a regulação da aviação civil, por exemplo, já evoluiu muito nesses quase 60 anos.
Del Vecchio destaca que outras áreas em que o tratado pode ser aplicado também estão defasadas em relação às regulações que ocorreram em cada país nos últimos anos.
— Por exemplo, constam ainda crimes ou delitos contra as leis relativas ao tráfico, uso, produção ou manufatura de narcóticos ou cannabis, algo já descriminalizado em muitos estados americanos e, a depender da finalidade de uso, também no Brasil. Crimes com recorte de gênero também carregam regulações anacrônicas, já que em alguns casos só possibilitam a extradição quando praticados contra menina que, portanto, ainda não atingiu a idade adulta. O texto do instrumento deveria contemplar todas as mulheres, independentemente da idade — avalia o advogado.
Parentes de vítimas vivem a expectativa, agora, de que as autoridades brasileiras se articulem para que os pilotos cumpram a condenação, mesmo que branda, em solo americano.
O governo americano confirmou a recusa em 5 de maio, conforme informou ao GLOBO o Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Justiça. “Embaixada dos EUA transmitiu informação de que o Governo daquele país não deu seguimento ao pedido por entender que os crimes não encontram amparo no Tratado Bilateral de Extradição entre Brasil e EUA”, diz o comunicado.
O pedido de extradição foi feito em 13 de novembro de 2019, em nome da 1ª Vara Federal de Sinop, em Mato Grosso. O juiz responsável pelo caso já foi informado da decisão.
O voo 1907 da Gol fazia o trajeto Manaus-Brasília, tendo o Rio como destino final. Atingido pelo Legacy, caiu no Norte do Mato Grosso, a 692 km de Cuiabá, na reserva indígena do Xingu, já na divisa com o Pará. A Justiça Federal analisou que infrações cometidas por Lepore e Paladino foram determinantes para o acidente e pediu a prisão dos dois, condenados a três anos de prisão em regime aberto.
Não cabe recurso contra a condenação desde 2015. Na época, o Ministério da Justiça brasileiro emitiu uma intimação, mas o Departamento de Justiça americano afirmou não haver jurisdição para aplicar a sentença. Relembre o caso
Na maior tragédia da aviação brasileira até então, no fim da tarde de 29 de setembro de 2006, uma sexta-feira, o jato da empresa Excel Air pilotado por Paladino e Lepore bateu na asa esquerda do Boeing 737-800.
Após quase 24 horas de buscas, os destroços da aeronave foram encontrados numa área de mata fechada da Floresta Amazônica. O Legacy (fabricado pela Embraer) teve parte de uma das asas e a cauda danificadas, mas conseguiu fazer um pouso de emergência num campo de provas da Força Aérea Brasileira (FAB) na região de Alta Floresta.
Entre as vítimas da tragédia, estavam um bebê de 11 meses que viajava com a mãe e outras quatro crianças, de até 12 anos, além de dois cientistas da Fundação Oswaldo Cruz, médicos, funcionários do Inmetro e um grupo de amigos capixabas que viajaram para pescar.
Noticiada por sites, jornais e TVs de todo o mundo, a tragédia ficou quase cinco anos sem qualquer punição. Somente em maio de 2011, os pilotos americanos foram condenados, pela Justiça de primeira instância, a quatro anos e quatro meses de detenção, por crime culposo (sem a intenção de matar) contra a segurança do transporte aéreo. O juiz federal Murilo Mendes, de Mato Grosso, decidiu que a pena deveria ser substituída por prestação de serviços comunitários em órgãos brasileiros nos Estados Unidos.
O Ministério Público Federal e a Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907 da Gol entraram com recurso contra a decisão. A pena foi reduzida para três anos, um mês e dez dias, em regime aberto, por decisão do Tribunal Regional Federal, em 15 de outubro de 2015.
O que causou o acidente
Segundo o magistrado, os pilotos foram negligentes ao não observarem o funcionamento do transponder (equipamento que transmite dados como velocidade, direção e altitude do avião, alertando sobre possível choque com objetos, e altera automaticamente a rota da aeronave) e do TCAS (dá informações ao piloto sobre outros aviões nas proximidades). Relatório da Aeronáutica concluiu que a hipótese mais provável foi o desligamento do transponder pelos pilotos, de forma não intencional. O relatório também constatou várias falhas dos controladores de voo na tragédia.
Em 2010, a Justiça Militar condenou o sargento e controlador de voo Jomarcelo Fernandes dos Santos a um ano e dois meses de detenção por causa do acidente com o voo 1907 da Gol e o Legacy. Ele respondeu por homicídio culposo – sem intenção de matar. Jomarcelo foi acusado de não informar sobre o desligamento do sinal anticolisão do Legacy e por não ter avisado o oficial que o substituiu no controle aéreo sobre a mudança de altitude do jato. Outros quatro controladores – João Batista da Silva, Felipe Santos Reis, Lucivando Tibúrcio de Alencar e Leandro José Santos de Barros – foram absolvidos.
Fonte: O Globo/ Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/07/2023/05:25:27
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Bíblia e avião: como missionários buscam indígenas na Amazônia
Asas de Socorro, uma organização cristã missionária que fornece apoio logístico, incluindo aviões, para áreas remotas. Foto: Reprodução/Asas do Socorro
Presença de grupos religiosos que atuam na evangelização de indígenas se intensificou durante governo Bolsonaro com ideologia conservadora e estratégias criticadas, como ofertas em dinheiro.
(Por Tatiana Merlino, especial para O Joio e O Trigo e Repórter Brasil) –“Nós respeitamos os governos até o ponto em que eles falam contra a palavra de Deus. (…) A palavra de Deus [está] acima de tudo”. Embora pareça slogan político da extrema direita brasileira, a declaração é do missionário evangélico Andrew Tonkin, processado no Brasil por invasão de terras indígenas.
Colocar a religião acima das leis não é retórica exclusiva de Tonkin, mas um indício do que são capazes algumas denominações religiosas para evangelizar povos indígenas, principalmente na Amazônia.
Alguns missionários são pilotos e usam aeronaves próprias para percorrer longas distâncias. A maioria dessas organizações tem sede nos Estados Unidos e faz vaquinhas virtuais para financiar as ações, como a formação de pastores-pilotos e a tradução da Bíblia para o idioma nativo das comunidades. Algumas traduções, contudo, têm a qualidade questionada.
Esses grupos demonstram ainda especial interesse em alcançar povos isolados – uma violação à Constituição Federal e a tratados internacionais firmados pelo Brasil que pregam o respeito aos costumes e modos de vida dos povos originários.
Uma das regiões com maior assédio é o Vale do Javari, região com a maior concentração de povos isolados no país. “A gente observa uma presença cada vez maior [de missionários evangélicos], de diferentes doutrinas”, afirma Eliesio Marubo, procurador jurídico da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja).
Embora os grupos atuem ali desde os anos 1960, Eliesio conta que foi durante o governo de Jair Bolsonaro que se intensificaram a presença dos religiosos e as investidas a indígenas na região. “Eles buscam sobretudo contato com alguns indígenas que moram na cidade, oferecendo dinheiro e vantagens”, relata.
Para controlar a situação, a Univaja entrou em 2020 com ação na Justiça Federal para pedir a expulsão de missionários que estavam fazendo operações em busca do povo Korubo, considerado de recente contato.
Entre os acusados está Andrew Tonkin, da missão Frontier International, que falou com O Joio e O Trigo e Repórter Brasil por e-mail. Ele diz agir guiado pelo Espírito Santo e que, embora esteja atualmente no Iraque, mantém um programa de rádio com suas pregações para os indígenas.
Questionado se tentou acessar povos isolados, ele respondeu: “Nunca tive o privilégio de conhecer nenhum”. Apesar de não confirmar a tentativa de evangelização de indígenas isolados e afirmar que respeita as autoridades, ele não descartou agir ilegalmente, se a lei estiver “contra a palavra de Deus”.
“Acredito que Deus tenha colocado os governos e nós obedecemos às leis dos seres humanos. Respeitamos os governos e obedecemos até o ponto em que eles ensinam ou falam contra a palavra de Deus. Nós colocamos Jesus Cristo e a palavra de Deus acima de tudo. É nossa autoridade final”, declara. Leia a entrevista na íntegra.
Andrew Tonkin é processado por tentar entrar ilegalmente em terras indígenas onde vivem isolados . Foto: Reprodução/Facebook
De avião
Além de Tonkin, a Univaja também processou o missionário-piloto Wilson Kannenberg. Ele é ligado à norte-americana Asas de Socorro, uma organização cristã missionária que fornece apoio logístico, incluindo aviões, para áreas remotas. Kannenberg teria usado um hidroavião para acessar o Vale do Javari e tentar burlar a fiscalização que impede a entrada no território.
Segundo a Univaja, a Asas de Socorro não faz apenas “missões humanitárias”, mas promove invasões de terras indígenas em busca de povos isolados.
A Asas tem sede em Anápolis, Goiás, cidade que funciona como centro de operações para diversas organizações de missionários que atuam na Amazônia. A entidade subsidia a formação de pilotos e mecânicos, o que a torna atraente também para quem não tem interesse na atividade religiosa.
A Asas se recusou a responder às perguntas enviadas pela reportagem. Em uma nota assinada por uma advogada, negou participação em qualquer atividade ilegal.
Asas de Socorro, uma organização cristã missionária que fornece apoio logístico, incluindo aviões, para áreas remotas. Foto: Reprodução/Asas do Socorro
Outro citado na ação movida pela Univaja e aceita pela Justiça Federal em Tabatinga (AM) é Josiah Mcintyre, da Ethnos360 – uma organização missionária americana ligada à Missão Novas Tribos do Brasil (MNTB).
Durante a pandemia, missionários da MNTB realizaram sobrevoos de helicóptero na TI Vale do Javari, sem autorização da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas). Segundo reportagem publicada pelo jornal O Globo, o helicóptero Robinson R-66 teria sido adquirido no fim de 2018, com doações de simpatizantes no site da entidade nos Estados Unidos. A MNTB também foi processada pela Univaja. Os três missionários e a MNTB foram proibidos de entrar no território pela Justiça.
“É curioso como muitos cientistas batalham e não conseguem autorização para passar um ano na floresta e eles [missionários] permanecem por décadas sem [sofrer] interferência nenhuma”, analisa o linguista Daniel Everett, ex-missionário norteamericano que hoje é ateu e crítico dessas denominações religiosas.
Kannenberg foi localizado pelas redes sociais, mas não respondeu aos pedidos de entrevista. Josiah Macintyre não foi localizado pela reportagem.
Procurada, a MNTB disse, em nota, que atua “dentro da legalidade, em respeito à lei, aos povos indígenas e aos seus direitos constitucionais de autodeterminação”. Afirmou ainda que não colocou em risco os povos indígenas do Javari durante a pandemia e que deixou a região antes mesmo da ordem judicial. Leia o posicionamento completo.
Vale do Javari é a região com maior concentração de indígenas isolados do mundo. Foto: Gleison Miranda/Funai
Bíblia sem ambiguidade
Após desembarcarem no país, os missionários aprendem os idiomas dos povos originários, produzem dicionários e gramáticas e usam esse conhecimento para traduzir a Bíblia e pregar para os indígenas em suas línguas nativas. Porém, sutilezas do livro sagrado acabam ficando de fora das traduções, avalia Everett.
“A Bíblia é um livro bastante ambíguo e, na tradução, o missionário já tira essa ambiguidade, para adaptar o texto a sua própria ideologia, muito conservadora e ligada ao discurso da extrema-direita cristã”, explica o ex-missionário.
Utilizado desde os anos 1960, esse método continua sendo largamente empregado pelos missionários. O Ethnos360 mantém arrecadações abertas para financiar traduções do livro sagrado dos cristãos para os idiomas de povos originários de diferentes localidades do planeta.
No site da instituição, é possível doar dinheiro diretamente para o trabalho de cada um dos missionários, mesmo que a página não especifique o que fazem e o município onde atuam. Só no Brasil, atuam mais de 50 missionários.
Outro site ligado às missões estrangeiras é o Joshua Project. A entidade tenta atrair ao menos 47 religiosos para atuar no Brasil, com mapas de locais onde as atividades devem ser desenvolvidas.
Entre os públicos alvos da pregação no país estão judeus, islâmicos e outras comunidades estrangeiras. Mas o grande foco são os indígenas.
“A ideologia levada pelos missionários é reacionária e ligada aos valores dos Estados Unidos”, afirma Everett. Ele lembra que boa parte desses religiosos apoiava a ditadura militar e, mais recentemente, Bolsonaro. E recebia benefícios em troca, como a permanência nos territórios indígenas.
É o caso do pastor Steve Campbell, da igreja Greene Baptist Church, cuja família atua há 60 anos entre os Jamamadi, em Lábrea (AM). Levado pelos pais, também missionários, em 1963, ele fala a língua dos indígenas e convive com eles desde criança.
Segundo o indigenista Daniel Cangussu, um dos principais impactos causados pela presença do missionário é o conflito geracional. Campbell apoia lideranças mais jovens, que têm melhor domínio do português e do uso de tecnologias, o que contribui para deslegitimar os mais velhos.
“Há um efeito grave nas aldeias, pois os mais velhos perdem a credibilidade. Isso é bem sério, eles têm se afastado entre si e isso desorganiza bastante a situação interna. É algo que a gente nunca viu acontecer”, explica Cangussu.
Em 2018, o missionário Campbell foi expulso pela Funai da Terra Indígena Jarawara/Jamamadi/Kanamanti, após liderar uma expedição que entrou, sem autorização das autoridades, no território do povo isolado Hi-Merimã – o que é proibido. Por causa desse episódio, Campbell passou a ser investigado pelo Ministério Público Federal.
O imbróglio vem prejudicando o atendimento à saúde dos Jamamadi, já que as lideranças atuais dizem que servidores da Funai e da saúde indígena só poderão entrar no território novamente após o retorno do missionário.
Dentre outros motivos, Campbell consolidou sua influência entre os Jamamadi por conseguir aviões e helicópteros para pessoas que necessitavam de transporte para hospitais na cidade, em casos de emergência.
Na avaliação de Everett, é preciso restringir a presença dos missionários nas terras indígenas. Porém, isso demanda investimentos em profissionais de saúde e voos de urgência, por exemplo.
“O Brasil já tentou diversas vezes expulsá-los dos territórios indígenas sem sucesso, porque eles ignoraram as decisões. E eles não vão sair apenas porque o governo falou que eles não podem ficar lá. Esses missionários acreditam que a lei de Deus está acima das leis de qualquer país”, finaliza.
Reportagem realizada com apoio do Rainforest Journalism Fund (RJF) em parceria com o Pulitzer Center.
* Colaborou Leonardo Fuhrmann
Fonte: e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/07/2023/05:25:27
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Mulher mantida em cárcere privado por 20 anos para esconder estupro de pastor é resgatada
O caso foi registrado no município de Trairão, no Pará (Foto>Reprodução Giro Portal)
Segundo informações da polícia, a vítima era mantida em cárcere privado há mais de 20 anos pela sua própria família. A motivação inicial seria encobrir um crime de estupro cometido por um pastor evangélico quando a vítima tinha apenas 17 anos. Mulher é resgatada após 20 anos de cárcere privado em Trairão, no Pará Uma operação realizada no dia 8 de julho deste ano revelou um caso grave de cárcere privado e maus-tratos. De acordo com a polícia, a vítima é uma mulher de 37 anos, que estava sendo mantida nesta situação por sua própria família há mais de 20 anos. De acordo com a polícia, a mãe da vítima, juntamente com suas duas irmãs, são acusadas de manter a mulher de 37 anos em cárcere privado.
A motivação inicial seria encobrir um crime de estupro cometido por um pastor evangélico quando a vítima tinha apenas 17 anos. A polícia também informou que a mãe vinha se apropriando do benefício previdenciário da vítima para cobrir suas próprias despesas pessoais, sem prover a assistência médica necessária à mesma.
Foram emitidos e cumpridos três mandados de prisão temporária contra as três mulheres que mantinham a vítima em cárcere privado. Segundo a decisão judicial, a mulher de 37 anos será encaminhada para tratamento e abrigo adequado. O caso é um dos mais chocantes registrados na região.
Fonte: Portal Giro/ Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/07/2023/05:25:27
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Arco Amazônico movimentou mais de 31 milhões de toneladas em maio deste ano
Os dados são do Relatório da Antaq e representam um aumento de 14,9% em comparação com o mesmo mês do ano anterior – (Foto:Reprodução)
Entre janeiro e maio deste ano, setor aquaviário movimentou mais de 113 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 10,43% em relação ao ao total registrado no mesmo período em 2022
Julho, 2023. Após um resultado positivo nos primeiros cinco meses do ano, com crescimento de 4,4% em relação ao mesmo período de 2022, o setor portuário brasileiro encerrou o mês de maio com a movimentação de 113,2 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 10,43% em relação a maio de 2022.
Já os portos do Arco Amazônico, localizados nos estados do Roraima, Amazonas, Pará, Amapá e Maranhão, movimentaram 135,1 milhões de toneladas no período de janeiro a maio de 2023, com destaque para a movimentação de minério de ferro que representa 67,2% da carga transportada. Os dados são da Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e refletem o crescimento impulsionado pelo aumento na movimentação de minério de ferro, soja e petróleo.
O presidente da Associação dos Terminais Portuários e Estações de Transbordo de Cargas da Bacia Amazônica (Amport), Flávio Acatauassú, explica que o crescimento da utilização do modal hidroviário é uma realidade e uma evolução para o país, indo ao encontro de práticas sustentáveis.
“O transporte hidroviário apresenta eficiência energética 29 vezes superior ao rodoviário e consome 19 vezes menos combustível. Além disso, emite seis vezes menos gás carbônico que o modal rodoviário. É uma movimentação natural este crescimento, o que vemos com muito bons olhos, por promover crescimento para o país eara região Amazônica de forma sustentável”, explica o executivo.
Terminais privados
Os Terminais de Uso Privado (TUPs) registraram 72,74 milhões de toneladas movimentadas em maio de 2023. O número representa um aumento de 10,11% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O destaque positivo foram os TUPs localizados em Vila do Conde, PA, com mais de 2,5 milhões de toneladas, representando uma variação positiva de 25,9% quando comparado a maio de 2022.
“A Amport, que representa os interesses de 12 importantes players do segmento, celebra esses números e reafirma a importância de maximizar a movimentação aquaviária para potencializar ganhos de eficiência, sustentabilidade, redução de custos e de gargalos operacionais”, completou Flávio Acatauassú.
Para Flávio Acatauassú, presidente da Amport, o crescimento é uma evolução para o país que vai de encontro às práticas de sustentabilidade.
Fonte: Ascom Amport/ Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 19/07/2023/05:25:27
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