Governadores da Amazônia defendem pacto de governabilidade

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Gestores da região querem pacto com a União para driblar a crise

Na manhã de ontem, durante a realização do 11º Fórum dos Governadores da Amazônia, os gestores estaduais sugeriram a formulação de um colegiado de governadores de todo o país para construir, em conjunto com a presidente Dilma Rousseff, propostas para o enfrentamento da crise econômica, que possui reflexos no campo político e institucional, informou a Agência Pará.

Antes do início do encontro, os governadores dos nove Estados que compõem a Amazônia Legal participaram de uma reunião fechada. Depois, durante a abertura do Fórum, o tom dos pronunciamentos deixou um pouco as questões locais para abordar a conjuntura nacional. “Temos aqui um terço dos governadores do país e esta é uma fatia considerável. Não dá para negar a crise econômica, muito menos sua gravidade, que atinge outras áreas. Para superar esse momento, a restauração do pacto federativo é pressuposto para sair da crise. Mais que isso: é necessária a construção de uma base para a pós-crise.

Muitas vezes somos incapazes de refletir sobre o protagonismo que os Estados podem ter para superar momentos como esse. Não podemos sjer espectadores. Se somarmos os votos dos governadores, eles se equiparam aos votos da Presidência. Temos que fazer valer essa condição de representatividade e podemos construir um colégio de governadores, consolidando uma unidade em conjunto com o governo federal absolutamente necessária neste momento para implementar o ajuste fiscal que não seja um fim em si mesmo, mas possibilite a retomada do crescimento”, disse o governador do Pará, Simão Jatene (PSDB).

Segundo Jatene, a Federação não significa subserviência, mas sim cooperação entre os entes, com protagonismo compartilhado. “Temos que ter agentes para trabalhar no sentido de que os entes federados sejam, de fato, uma só unidade, com humildade para ouvir e coragem para ousar, compreendendo que somos passageiros da mesma nau e que se ela for ao fundo, independente de quem esteja no camarote ou no convés, iremos todos junto com ela. O momento do país nos impõe essa percepção”, destacou.

Em seu pronunciamento, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), seguiu na mesma linha e foi mais além. “A palavra crise foi a mais repetida aqui, hoje (ontem). Nós estamos querendo deflagrar um pacto pela governabilidade. Que os governadores da Amazônia e de todo o país se dirijam as duas forças políticas: o PT e o PSDB. Que Lula e FHC, como expressões máximas dessas forças, considerem a necessidade de pactuar a retomada para o mesmo rumo. Sei que é ingênuo e até utópico pensar nessa possibilidade. Mas a política tem que recuperar sua centralidade e não ser ditada pelas ações de polícia. Então, o que estamos propondo é um pacto pela governabilidade institucional no país”, destacou.

O governador Tião Viana (PT), do Acre, defendeu a tese de cooperação dos governadores, como forças políticas, para amenizar a crise institucional. Viana chegou a informar que a presidente Dilma Rousseff está começando a convocar os governadores para uma reunião em Brasília no próximo dia 30. “Ouvi de meus colegas governadores aqui o compromisso de institucionalmente contribuir com boas propostas para enfrentar a crise pela qual passa o país, buscando soluções, e não mais crises para a crise. Vamos achar as melhores saídas para que tenhamos financiamento e possamos estimular a produção, o crescimento. Com um trabalho nessa linha, e em conjunto, a crise fica pequena e podemos passar por ela. A presidente precisa dos governadores para enfrentar esse momento e estamos dispostos a isso”, disse.

O mesmo tom propositivo foi colocado pelo governador Pedro Taques (PDT), do Mato Grosso. “Os Estados membros não são subordinados ao governo federal, mas no Brasil tem o entendimento que os governadores devem bater continência à presidente. Isso não existe. Não se pode falar em ajuste fiscal sem que os governadores sejam reconhecidos e ouvidos. Nós estamos fazendo os nossos ajustes, cada um no seu limite, e não podem jogar isso nas nossas cabeças, sem debater. Somos governadores e governador não é subordinado à Presidência. Pacto não é subordinação, e, sim, um mecanismo de trabalho conjunto para defendermos nossas cidades, nossos Estados, nosso país”, disse.

Participaram da reunião, que se encerrou no final da tarde, os governadores do Pará, Simão Jatene; do Amazonas, José Melo; do Maranhão, Flávio Dino; do Mato Grosso, Pedro Taques; do Acre, Tião Viana; de Rondônia, Confucio Moura; do Tocantins, Marcelo Miranda; de Roraima, Suely Campos e o vice-governador do Amapá, Papaleo Paes.

Também esteve presente o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, além de deputados federais e estaduais, secretários de Estado e representantes de entidades de classe. Pelo governo federal, estavam presentes os ministros Antonio Carlos Rodrigues, dos Transportes; Izabella Teixeira, do Meio Ambiente; e o subsecretário de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Olavo Noleto.
Por: O Liberal

Foto: Antônio Silva (Agência Pará)

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WhatsApp ganha emoji de ‘dedo do meio’ escondido

Novo emoji foi liberado com atualização para Android, disponível só no site. Gesto com o dedo médio se soma aos sinais de ‘positivo’ e de ‘Ok’

A nova versão do aplicativo de mensagens WhatsAoo, liberada nesta semana, possui um novo emoji escondido que vai fazer a alegria dos nervosinhos de plantão. Agora, além de enviar a amigos imagens que sinalizem gestos como o de “positivo”, “Ok” e o de bater palmas, os usuários do serviço poderão mandar também um singelo dedo do meio.

O emoji surpresa aparece apenas para quem instalou a última versão do WhatsApp para Android, que ainda não está disponível na Google Play, mas pode ser baixada diretamente no site do aplicativo.

Mesmo depois de o app de chat ser atualizado, o emoji não aparece automaticamente. É preciso antes criar um atalho. Testes com um smartphone do modelo Nexus 5, equipado com Android 5.1, mostram que o passo-a-passo funciona. Mas algumas versões antigas do sistema podem não rodar o emoji.

Veja abaixo como liberar o emoji de “dedo do meio” para o WhatsApp:

1) Abra no celular o site https://codepoints.net/U+1F595;
2) Pressione o dedo sobre o retângulo preto até que surja na tela o ícone de copiar e o selecione para que ele vá para a área de transferência do Android.
3) Para o emoji ser exibido, é preciso criar um atalho no teclado: vá a “Configurações”, “Idioma e inserção”, selecionar uma língua (de preferência o português) e optar por “Dicionário Pessoal”
4) Em “Dicionário Pessoal”, clique no sinal de mais para incluir um novo termo;
5) Cole o termo copiado na caixa de texto e escolha uma sequência de texto para servir como atalho;
6) Pronto. Para enviar o emoji de “dedo do meio”, basta escrever o mesmo texto cadastrado como ataho.

Veja abaixo como instalar a nova versão do WhatsApp para Android:

1) Vá ao site http://www.whatsapp.com/android/ e clique em “Download Now”;
2) Enquanto o app é baixado, acesse no celular o menu “Configurar” e acesse o ícone “Segurança”;
3) Marque a caixa de “Fontes desconhecidas” e pressione “Ok” quando surgir o aviso de que o celular pode estar sob risco ao instalar apps fora da Google Play;
4) Após o download acabar, vá em “downloads” e clique sobre “WhatsApp.apk”;
5) Selecione “Instalar” e aguarde até a conclusão do processo; depois disso, toque em “abrir” para o aplicativo começar a funcionar já atualiza
Por: G1
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Mesmo depois de o app de chat ser atualizado, o emoji não aparece automaticamente. É preciso antes criar um atalho. Testes com um smartphone do modelo Nexus 5, equipado com Android 5.1, mostram que o passo-a-passo funciona. Mas algumas versões antigas do sistema podem não rodar o emoji.

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3) Para o emoji ser exibido, é preciso criar um atalho no teclado: vá a “Configurações”, “Idioma e inserção”, selecionar uma língua (de preferência o português) e optar por “Dicionário Pessoal”
4) Em “Dicionário Pessoal”, clique no sinal de mais para incluir um novo termo;
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6) Pronto. Para enviar o emoji de “dedo do meio”, basta escrever o mesmo texto cadastrado como ataho.

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Por: G1
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Mato Grosso lidera ranking anual de desmatamento na Amazônia Legal

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De acordo com o monitoramento, considerando apenas os dados de junho, este é o primeiro mês do ano em que o desmatamento apresentou queda em comparação com o mesmo mês do ano anterior: 41% na Amazônia Legal. Entretanto, em Mato Grosso, essa redução foi de apenas 7%, aproximadamente.

Análise do Instituto Centro de Vida (ICV) com base nos dados de junho, apontam que o estado perdeu 106 quilômetros quadrados de floresta em 16 municípios. A maior área desmatada foi registrada em Colniza, 51 quilômetros quadrados, o que corresponde a cerca de 50% do total detectado em Mato Grosso. No acumulado de agosto de 2014 a junho de 2015, Colniza já derrubou 153 quilômetros quadrados de floresta, quase 190% a mais que no mesmo período do ano anterior, que totalizou 53 quilômetros quadrados. No ranking dos municípios mato-grossenses que mais desmataram, aparecem Cotriguaçu, Aripuanã e Rondolândia, ambos localizados na região noroeste do estado e que, juntos, foram responsáveis por 76% da área desmatada em junho.

O monitoramento por categoria fundiária demonstra que 72% do desmatamento entre agosto 2014 a junho de 2015 aconteceu em imóvel rural não cadastrado no Sistema Integrado de Monitoramento e Licenciamento Ambiental (SIMLAM). Olhando para o caso específico de Colniza, por exemplo, dados divulgados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) apontam que apenas 43% da área está cadastrada no CAR seguindo o Novo Código Florestal. Aliás, o município foi o primeiro a receber, em junho deste ano, uma comitiva do governo estadual que teve o objetivo de alertar sobre o problema do desmatamento.

Com relação ao tamanho das áreas desmatadas, a análise demonstra que 52% referem-se a polígonos de desmatamentos de 50 a 250 hectares.

Na comparação com outros estados da Amazônia Legal, os desafios de Mato Grosso para conter o desmatamento ficam mais evidentes. O Pará, por exemplo, apresentou uma redução do desmatamento em relação ao mesmo período do ano anterior, ainda que pequena, de apenas 1%, mas muitos representativas por ser em um cenário de aumento das taxas.

Segundo o ICV, os esforços para conter a alta do desmatamento no território mato-grossense precisam levar em consideração a implementação efetiva do Código Florestal, principalmente o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Neste sentido, o Programa Mato-grossense de Municípios Sustentáveis também tem um papel importante, pois reúne as agendas de regularização fundiária e ambiental, fortalecimento da gestão ambiental nos municípios e promoção de cadeia produtivas sustentáveis.

Por Daniela Torezzan/ICV
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Desemprego fica em 6,9% em junho, maior taxa para o mês desde 2010

Taxa de desocupação é a maior do ano em seis regiões metropolitanas e jovens são os que mais sentem. População desocupada cresce 44,9% em relação a junho de 2014, segundo IBGE

Em busca de oportunidades, candidatas preenchem formulário – Dado Galdieri/10-11-2014 / Bloomberg News
RIO – A taxa de desemprego ficou em 6,9% em junho, informou o IBGE nesta quinta-feira. O dado faz parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que engloba seis regiões metropolitanas do país (Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre). Em junho de 2014, a taxa havia sido de 4,8%. O resultado é o pior para o mês desde 2010, quando ficou em 7%.

Em maio, o desemprego havia ficado em 6,7%. A variação de um mês para o outro, de alta de apenas 0,2 ponto percentual, é considerada estabilidade estatística pelo IBGE.

A forte alta da taxa de desemprego em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, está relacionada ao aumento da chamada população desocupada — ou seja, aqueles que estão em busca de trabalho, porém não encontram. No mês passado, esse grupo somava 1,7 milhão de pessoas nas seis regiões acompanhadas pela pesquisa, o que representa uma alta de 44,9% (522 mil pessoas) em relação a junho de 2014.
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Já a população ocupada encolheu, no mesmo período, 1,3% (equivalente a 298 mil pessoas), passando a somar 22,8 milhões de trabalhadores. O número de trabalhadores com carteira no setor privado diminuiu 2% em junho, passando a 11,5 milhões de pessoas.

Na comparação com maio, tanto a população ocupada como a desocupada ficaram estáveis, segundo o IBGE. O instituto informou ainda que a população não economicamente ativa — pessoas que não estão à procura de emprego e, dessa forma, não pressionam o mercado de trabalho — ficou em 19,3 milhões, estável tanto em relação a maio como a junho de 2014.

— O crescimento da desocupação pode estar sendo provocado tanto por aqueles que perderam o emprego, quanto por aqueles que estão tentando entrar no mercado de trabalho e já entram na condição de desocupados — explicou Adriana Beringuy, técnica do IBGE responsável pela pesquisa.
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Segundo Adriana, desde janeiro, observa-se um mercado de trabalho bem diferente do de 2014, que era estável:

— Agora, diante do maior crescimento da desocupação e de maior pressão sobre o mercado de trabalho, há um aumento expressivo do desemprego.

ENTRE JOVENS, TAXA SUPERA OS 17%

Em junho, o desemprego pesou mais forte entre os mais jovens. Segundo os dados da PME, a taxa entre a população de 18 a 24 anos chegou a 17,1%, representando uma forte alta em relação à taxa de 12,3% registrada em junho de 2014. Na faixa de 25 a 49 anos, o indicador subiu de 3,6% para 5,8% e, entre os com 50 anos ou mais, subiu de 2% para 2,9%.

— A gente vê que a taxa aumenta principalmente entre a população de 18 a 24 anos. Jovens estão exercendo uma pressão maior sobre o mercado de trabalho, em relação ao que se via no ano passado. Entre os mais jovens a taxa sempre é mais alta, sempre foi assim. O que quero mostrar é a mudança ao longo do tempo. O crescimento foi mais acentuado nesse grupo etário do que nas outras faixas etárias — afirmou Adriana.

Regionalmente, a análise mostrou que a taxa de desemprego não se alterou em nenhuma das seis regiões metropolitanas consideradas na pesquisa (Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre) em relação a maio. Em relação a junho de 2014, no entanto, a taxa cresceu em todas as seis regiões: em Recife, passou de 6,2% a 8,8%; em Salvador, foi de 9% para 11,4%; em São Paulo, subiu de 5,1% para 7,2%; em Porto Alegre, de 3,7% para 5,8%; no Rio de Janeiro, de 3,2% para 5,2%, e em Belo Horizonte, de 3,9% para 5,6%.

Já o rendimento real (já descontando a inflação) ficou em R$ 2.149 em junho. O valor é 0,8% maior em relação ao registrado em maio, porém 2,9% menor que o de junho de 2014.

Com a queda na renda frente ao ano passado, caiu também a chamada massa de rendimento médio real — formada pela soma dos rendimentos dos trabalhadores. Em junho, esse indicador ficou em R$ 49,5 bilhões, queda de 4,3% em relação ao mesmo mês de 2014. Frente a maio, foi registrada estabilidade.

Regionalmente, o rendimento médio real subiu em relação a maio em Recife (2,2%), Belo Horizonte e Porto Alegre (1,1%), Rio de Janeiro (0,8%) em em São Paulo (0,7%). Em Salvador, houve queda de 0,7%. No ano, o rendimento caiu em quatro regiões: Rio de Janeiro (-5%), Salvador e São Paulo (-3,1%) e Belo Horizonte (-2,5%). Recife teve alta de 0,5% e houve estabilidade em Porto Alegre.
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Em junho, o rendimento médio real caiu em dois dos sete grupamentos de atividades analisados (construção e outros serviços); cresceu em dois (comércios e serviços prestados às empresas) e ficou estável nos demais. No ano, todos os sete grupos recuaram entre 0,9%, como é o caso da indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água, e 5,9%, como na construção.

Depois de ter fechado 2014 em 4,3% — menor patamar da série histórica —, a taxa de desocupação medida pela PME tem subido constantemente neste ano. O aumento reflete a piora no mercado de trabalho, impactado pelo ambiente recessivo na economia.

Na semana passada, o Ministério do Trabalho informou que o país fechou 111.199 postos de trabalho em junho, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Foi o pior saldo líquido (admissões menos demissões) para o mês desde 1992. Diferentemente da PME, que considera emprego informal em seus cálculos, o Caged registra apenas as vagas com carteira assinada.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, levantamento mais abrangente do IBGE, que contém informações de todas os estados brasileiros e do Distrito Federal, também têm mostrado deterioração no mercado de trabalho. Segundo os números mais recentes, de maio, a taxa de desemprego nacional chegou a 8,1%, a maior desde 2012.

Por:O Globo/por Marcello Corrêa / Daiane Costa
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Polícia busca por mais dois suspeitos de matar homem em assalto

Ao todo, 11 pessoas são suspeitas de integrar grupo criminoso.

Raimundo Rocha Galúcio, de 63 anos, reagiu e foi baleado na cabeça (Foto: Arquivo Pessoal)
Raimundo Rocha Galúcio, de 63 anos, reagiu e foi
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Vítima morreu com tiro após reagir a assalto e esfaquear bandido.

As polícias Civil e Militar buscam por mais dois suspeitos de integrar uma quadrilha de assaltantes apontados como autores do latrocínio – roubo seguido de morte – de Raimundo Galúcio, ocorrido no final da manhã de terça-feira (21), em Santarém, oeste do Pará.

Ele foi morto com tiro na cabeça após reagir a um assalto e esfaquear um dos ladrões no bairro Caranazal. Os bandidos fugiram de motocicleta e levaram um cordão da vítima.

Ao todo, 11 pessoas são suspeitas de integrar o grupo criminoso. Até agora quatro foram presas efetivamente e cinco serão indiciadas por outros crimes. “Estamos empreendendo diligências com diversas equipes tentando localizar os mesmos”, informou o delegado de Polícia Civil Jardel Guimarães.

Operação das polícias visando encontrar o restante da quadrilha (Foto: Reprodução/TV Tapajós)
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As prisões ocorreram na tarde de terça nos bairros Floresta e Jaderlândia. Com os suspeitos de participar da ação, foram encontrados a arma utilizada no crime e um cordão de ouro da vítima. “Já tínhamos os informes na Delegacia de Repressão a Roubos, que ele [um dos suspeitos] patrocinava, fornecia arma de fogo para assaltos. Na casa dele foi encontrado o revólver calibre 38 que foi usado na ação e o cordão da vítima e com o outro elemento também foi encontrado a arma de fogo. Estão sendo autuados em flagrante delito”, informou o delegado de Polícia Civil, Jardel Guimarães.

Além dos suspeitos de participação direta no crime, outras pessoas também foram detidas suspeitas de darem apoio aos bandidos, entre elas uma mulher que estava prestando socorro ao homem que foi ferido durante o assalto. Na ocasião, dois revólveres e um carro foram apreendidos. Dentro do veículo estava um capacete que pode ter sido utilizado no assalto.

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Do G1 Santarém, com informações da TV Tapajós
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WhatsApp libera update que silencia contatos e marca chat como ‘não lido’

Nova versão foi liberada só para Android e pode ser baixada do site do app.
Veja como fazer o download da atualização que não está na Google Play.

Whatsapp, aplicativo de mensagens instantâenas (Foto: Adelmo Paixão Neto/G1)

O WhatsApp liberou uma atualização para celulares Android nesta quarta-feira (22) que permite silenciar alguns contatos e não apenas grupos, marcar mensagens como “não lidas” e economizar o pacote de dados em ligações.

Todas as novidades fazem parte da versão 2.12.194 do aplicativo de bate-papo. Por enquanto, elas não chegaram à Google Play e podem ser baixadas apenas no site do chat (Veja abaixo como baixar a atualização).

Com a atualização, o app de mensagem ganhou cara de serviço de e-mail. Ao analisar o status de uma troca de mensagens, além de poder arquivar, apagar ou enviar as conversas, funções já disponíveis anteriormente, agora é possível também marcá-las como não lidas.

Isso pode ajudar a lembrar o usuário de responder mais tarde, mas não deixa de exibir os dois traços azuis que indicam que a mensagem foi lida.

Outra nova função é a de poder silenciar as notificações geradas pelos envios de um determinado contato. Antes, só era possível fazer isso com grupos. As conversas podem ser ignoradas por períodos de 8 horas, uma semana ou até um ano.

A atualização também liberou a configuração de toques para cada contato, ou seja, a personalização de vibração ou se banners devem ou não serem exibidos para avisar de novos envios de determinada pessoa.

Depois de liberar ligações telefônicas para Android em abril deste ano, o WhatsApp agora implantou um recurso para reduzir o gasto com internet dessas chamadas. Basta ir a “Configurações”, depois a “conversas e chamadas” e selecionar a opção “baixo uso de dados”.

Veja abaixo como instalar a nova versão do WhatsApp para Android:

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Do G1, em São Paulo
Whatsapp – ilustrativa ok (Foto: Adelmo Paixão Neto/G1)
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Adolescente está desaparecida há três semanas

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Adolescente está desaparecida há três semanas (Foto: Daniel Costa/Diário do Pará)
Jade Brenda Peniche Miranda (foto) tem 17 anos de idade e está sumida (Foto: Daniel Costa/Diário do Pará)

Sem notícias da jovem Jade Brenda Peniche Miranda, de 17 anos, que está desaparecida desde o início deste mês, familiares resolveram pedir ajuda à polícia. A mãe da adolescente, a empregada doméstica Katia da Silva Miranda, conta que a última vez que falou com a filha foi no dia 30 de junho, e que no dia 02 de julho a garota teria saído da casa da avó, no bairro do Guamá, em Belém, e não deu mais notícias.

“Ela ia fazer compras com a avó, arrumou algumas coisas dentro da bolsa dela e antes de saírem, ela sumiu. Desde esse dia, estou procurando saber onde ela está. A avó, que é minha mãe, nem se alimenta mais de tão preocupada. Estamos todos aflitos”, diz Katia Miranda.

A adolescente tinha uma rotina aparentemente tranquila: estudava e ia à igreja. A mãe afirma que ela não teria motivos para ela sair sem avisar, não tinha costume de dormir fora de casa ou mesmo fugir, pois “sempre dava liberdade à ela”.

“Eu já liguei pra ela e o telefone celular está desligado. Procurei saber com os amigos dela, e ninguém sabe de nada”, conta a mãe de Jade. Segundo ela, a filha não teria namorado, no entanto, possuía uma forte amizade com um rapaz, conhecido por ela apenas como Gabriel Tavares. “Ele aparecia lá em casa e ela me dizia que era apenas um amigo. Acho que ele é maior de idade, é tatuado e usa piercing, mas não sei onde ele mora”, detalha a doméstica.

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Sem nenhuma notícia da menina, nos últimos dias, a publicação de uma foto de Jade em uma rede social visualizada por uma prima da jovem preocupou ainda mais a família, que pediu ajuda à Polícia Civil.

“Ela parecia que estava num avião. A foto foi enviada do número dela para a prima, apenas isso. A gente não sabe se realmente foi a Jade que enviou ou outra pessoa. Desconfio em tráfico humano”, desabafa Katia Miranda. “Acredito que ela não saiu por vontade dela. Estava estudando, ia fazer vestibular”.

O caso foi registrado na Seccional Urbana de São Brás. Quem souber de alguma informação sobre o paradeiro da menina, pode ligar para o Disque – Denúncia 181, da Polícia Civil.

(Diário do Pará)
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Terras indígenas no Amazonas e no Maranhão podem ser impactadas por novos blocos de exploração de petróleo

Indigenistas fazem alerta sobre riscos da exploração de petróleo

O alerta é da ONG CTI, Centro de Trabalho Indigenista. Sete blocos vão ser ofertados na décima terceira rodada de licitações da ANP, Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

O pré-edital da rodada já foi lançado e o leilão está previsto para outubro.

O coordenador do CTI, Conrado Rodrigo, alega que em alguns casos, os blocos de exploração ficam a poucos metros da divisa com as áreas indígenas.

Sonora: “No caso, tanto da Bacia do Parnaíba, quanto da Bacia do Amazonas, o que a gente apurou é que vários destes blocos estão a poucos metros dos limites de demarcação das terras indígenas. Pra além disso, existe a possibilidade de que alguns desses blocos incidam sobre terras indígenas ainda não regularizadas.”

Para a ONG, a exploração de petróleo nessas áreas pode trazer problemas como desmatamento, poluição de cursos d’água, afastamento de animais utilizados na alimentação dos índios e até aumento da transmissão de doenças, se houver contato com trabalhadores das petrolíferas.

Na bacia do Rio Amazonas, os sete blocos oferecidos circundam pelo menos 15 áreas indígenas, todas do povo Mura. Na bacia do Parnaíba, no Maranhão, os blocos ficam no entorno de 12 terras, dos povos Timbira, Awá Guajá, Guajajara, entre outros.

A Funai informou em nota que não recebeu comunicação formal da ANP.

O órgão indigenista declarou ainda que as diretorias de Proteção Territorial e de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável estão analisando os dados das bacias sedimentares e os setores oferecidos.

O objetivo é verificar se os blocos incidem em áreas com registro de índios isolados e se há sobreposição em áreas com reivindicação fundiária.

A Funai encaminhou ofício à ANP com solicitação de adiamento do prazo para contribuições ao pré-edital, para que possa se manifestar.

No entanto, a Agência Nacional de Petróleo informou que enviou ofício para a Funai, no dia 1º de julho, solicitando análise dos blocos que vão ser oferecidos. A agência ainda aguarda resposta da Funai.

A ANP explicou ainda que avalia a sobreposição dos blocos de exploração antes das rodadas de licitação. Segundo a agência, não há sobreposição de blocos com terras indígenas.

Por Maíra Heinen, da Radioagência Nacional

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De onde vieram os Índios Brasileiros?- O mistério dos índios brasileiros

Tribos amazônicas e do Cerrado e nativos da Oceania compartilham genes de população ‘fantasma’ que teria saído da Melanésia há milhares de anos

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Menino em uma aldeia xavante no Leste do Mato Grosso: descoberta de ancestral com ligações genéticas com populações da Oceania surpreendeu cientistas Foto: Fabio Rossi / Fabio Rossi

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RIO – Há cerca de 20 mil anos, as Américas eram a última fronteira para a ocupação do planeta pelos humanos modernos (Homo sapiens). Então, uma ponte de gelo e terra uniu o Nordeste da Ásia ao Alasca, na região do atual Estreito de Bering, criando um caminho que permitiu aos primeiros colonizadores chegarem ao nosso continente. A cronologia desta migração e a identidade destas populações pioneiras, no entanto, ainda são objeto de muitos debates e dúvidas entre os cientistas. Nos últimos anos, diversos estudos morfológicos, genéticos, arqueológicos e linguísticos reforçam a tese de que este processo se deu em três grandes ondas, encontrando ligações entre os índios nativos americanos com grupos que habitavam e ainda habitam áreas que hoje compreendem a Sibéria, a Mongólia e o Leste da Ásia, no que ficou conhecido entre os especialistas como o “modelo paleoamericano”.

Mas duas novas pesquisas divulgadas em adiantamento nesta terça-feira pelas prestigiadas revistas científicas “Nature” e “Science” vêm complicar ainda mais este cenário do povoamento das Américas. Embora o estudo na “Science” corrobore em grande parte o chamado “modelo paleoamericano”, ele fornece uma cronologia mais precisa e indica uma importância maior da corrente migratória inicial dos siberianos na formação dos povos indígenas das Américas. Já o estudo na “Nature”, que contou com a participação de cientistas brasileiros, porém, identificou pela primeira vez uma contribuição genética significativa de uma população “fantasma”, desconhecida, mas relacionada aos atuais aborígenes australianos e nativos da Nova Guiné e das Ilhas de Andamã, ou seja, entre o Sudeste Asiático e a Oceania, na formação de pelo menos três tribos brasileiras: suruí e karitiana, da Amazônia e de língua tupi; e xavante, do Cerrado e de língua jê. Para piorar ainda mais a situação, esta contribuição parece estar misteriosa e praticamente ausente nos demais grupos nativos americanos analisados até agora tanto no Norte quanto no Centro e no Sul do continente.

— Realmente não esperávamos ver estes resultados — conta Tábita Hünemeier, professora do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva da USP e uma das coautoras do estudo publicado da “Nature”. — Esta contribuição dos melanésios (nome dado a um grande conjunto de povos da atual Oceania) nunca tinha sido aceita nos modelos sobre o povoamento das Américas e chegamos a duvidar do que estávamos vendo, mas, conforme fomos refinando nossas análises genéticas, os sinais ficaram cada vez mais fortes. Uma população não pode simplesmente desaparecer sem deixar uma marca genética nas subsequentes, e nosso estudo é o primeiro a mostrar isso.

Menino em uma aldeia xavante no Leste do Mato Grosso: descoberta de ancestral com ligações genéticas com populações da Oceania surpreendeu cientistas Foto: Fabio Rossi / Fabio Rossi
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CONTRIBUIÇÃO DE UMA POPULAÇÃO DESCONHECIDA

Segundo os pesquisadores, suruís, karitianas e xavantes apresentam ao menos 2% de seu genoma vindos desta misteriosa e já extinta população de origem melanésia, provisoriamente batizada de “ypykuéra”, palavra tupi para “ancestral”. Esta proporção indica que a contribuição é muito antiga e que estes migrantes provavelmente chegaram às Américas, se não juntos, pouco antes ou depois dos “primeiros americanos” vindos da Sibéria. Eles teriam se mesclado durante o longo isolamento na chamada Beríngia, as terras em torno do atual Estreito de Bering, até que o derretimento das geleiras que tomavam o Norte do Canadá permitiu que se deslocassem cada vez mais para o Sul, chegando então à América do Sul e ao Brasil. Além disso, o fato de a sua contribuição genética estar presente tanto em povos de idioma tupi quanto jê, troncos linguísticos que se separaram há mais de seis mil anos, sugere que os ypykuéras ou seus descendentes miscigenados já estavam aqui antes disso.

— Montamos este cenário em cima de um resultado que outros pesquisadores não conseguiam explicar dentro do que era conhecido sobre o povoamento das Américas — explica Maria Cátira Bortolini, professora do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) e também coautora do estudo divulgado na “Nature”. — Sabíamos que os nativos americanos tinham esta herança siberiana clássica, mas mostramos que houve um estoque genético diferente, que também teria contribuído para a formação destes povos, de origem da Melanésia, que veio do Sul da Ásia e chegou à Beríngia talvez junto com os siberianos. Não estamos dizendo que houve uma conexão direta Austrália-América do Sul, mas que as populações que aqui chegaram eram muito mais diversas tanto morfologicamente quanto geneticamente do que se pensava. Minha expectativa é que estes povos eram uma mistura dos siberianos/beringianos clássicos com os ypykuéras, numa contribuição que pode ter sido pequena, mas importante nas populações indígenas de hoje da Amazônia e do Cerrado.

Agora, o grande desafio dos cientistas é descobrir mais detalhes sobre quem seriam os misteriosos ypykuéras, já que, levando em conta o cenário de miscigenação com os “primeiros americanos” siberianos na Beríngia, a contribuição genética total desta mistura na formação dos povos indígenas brasileiros pode chegar a 85%. E já existem fortes suspeitos: os parentes de Luzia, um dos mais antigos fósseis de humanos modernos já encontrados nas Américas. Datados em cerca de 11 mil anos, os restos de Luzia foram achados na região de Lagoa Santa, em Minas Gerais, em 1975. Desde então, diversos outros fósseis de antigos habitantes da área foram desencavados, muitos dos quais com traços morfológicos considerados por alguns cientistas similares aos hoje vistos nos aborígenes australianos e em outras populações melanésias. A esperança é que futuras análises genéticas destes restos, assim como de outros povos indígenas brasileiros e da América do Sul atuais e antigos, reforcem a tese de que o povoamento de nosso continente recebeu uma contribuição significativa dos ypykuéras.

— Se eu fosse indicar um ancestral comum para os povos indígenas brasileiros, seria na população de Luzia que eu pensaria em primeiro lugar — aposta Tábita. — Ela é a melhor candidata para esclarecer quem foi essa misteriosa população ypykuéras.

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por O GLOBO
por Cesar Baima

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