Jean Wyllys cospe em Bolsonaro durante sessão do impeachment.

Foto: Divulgação-O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) cuspiu na cara do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) durante a sessão de votação da admissibilidade do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. De acordo com o próprio Wyllys, ele foi insultado por Bolsonaro e respondeu com a cusparada no deputado.

“Na hora em que fui votar, esse canalha decidiu me insultar na saída e tentar agarrar meu braço. Ou foi alguém que estava perto dele. Quando ouvi o insulto, devolvi com um cuspe na cara dele, que é o que ele merece”, destacou o deputado do PSOL.

Wyllys disse não ter medo de sofrer processo por quebra de decoro parlamentar e reafirmou que cuspiria em Bolsonaro novamente. “Não temo enfrentar processo. Processo tem de enfrentar quem é machista, quem é racista, quem promove a violência, quem defende a memória de Brilhante Ustra – um torturador –, quem defende a tortura nesse país. Isso deveria escandalizar vocês, não o cuspe na cara de um canalha”, afirmou.

Bolsonaro atribui a atitude de Wyllys à referência feita por ele ao coronel Brilhante Ustra para justificar seu voto favorável ao impeachment momentos antes do episódio.

“O que falei, ele não gostou. Não falei para ele. Defendi o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, segundo Dilma Rousseff um torturador. Falei em memória dele. Falei algumas outras coisas. Quando ele saiu, tinha muita gente gritando para ele, que resolveu escolher um alvo. Deu uma cusparada em cima de mim. Estou com um cheiro horrível agora”, ironizou.

Bolsonaro negou que a cusparada tenha atingido sua face. Disse que se abaixou e conseguiu desviar na hora. De acordo com o deputado, a maior parte do cuspe pegou no deputado Luís Carlos Heinze (PP-RS), que estava atrás dele na hora. Bolsonaro não disse se pretende processar o colega no Conselho de Ética da Câmara.
Por: Agência Brasil
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Projeto quer reduzir atropelamentos de animais silvestres.

foto;Tamanduá-bandeira- A cada segundo cerca de 15 animais silvestres são atropelados nas estradas brasileiras. Anualmente é uma média de 475 milhões de bichos mortos. O cálculo é do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), da Universidade Federal de Lavras, Minas Gerais. Para frear esses números um projeto de lei inédito transita na câmara dos deputados. Ele prevê a instalação de passarelas para travessia de animais, sinalização mais eficiente para os motoristas e regras para licenciamento de estradas estaduais e federais. O projeto de lei 466/2015 – prestes a ser aprovado nas próximas semanas – também estipula a formação de um banco de dados sobre atropelamentos de animais.

De acordo com as estimativas do CBEE, noventa por cento dos animais silvestres vitimados por atropelamentos são pequenos vertebrados: sapos, rãs, cobras e pássaros. Entretanto, os números do centro de estudos revelam que cinco milhões de animais de grande porte – entre eles onças, lobos-guará, cervos, antas e tamanduás – são atingidos e mortos por veículos todos os anos.

Além do CBEE, o projeto de lei tem o apoio da Rede Nacional Pró Unidades de Conservação, que mantém uma campanha em sua página na internet (http://www.redeprouc.org.br/pl-466-diga-nao-ao-atropelamento-de-fauna/) a fim de pressionar os deputados a aprovarem o texto. Você pode colaborar colocando seus dados no abaixo-assinado da rede com mensagem a ser enviada para os mais de quinhentos deputados federais.

As 3 estradas mais perigosas do Brasil para os animais

– BR-471, Rio Grande do Sul, no cruzamento com a Estação Ecológica do Taim

– BR-262, Mato Grosso do Sul, que divide regiões de Cerrado e do Pantanal

– BR-101, norte do Espírito Santo, que atravessa a Reserva Biológica de Sooretama
Por: National Geographic
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Médicos pedem suspensão da ‘pílula do câncer’ no STF.

Cápsulas de fosfoetanolamina produzidas desde os anos 90 no Instituto de Química de São Carlos (Foto: Cecília Bastos/USP Imagem)

A Associação Médica Brasileira (AMB) protocolou na sexta-feira (15) uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) e mandado de segurança junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão imediata da lei que autoriza o uso da fosfoetanolamina sintética, conhecida como “pílula do câncer.” A lei foi sancionada pela presidente Dilma Rouseff e publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (14).

Para o coordenador jurídico da AMB, Carlos Michaelis Júnior, há uma “desconhecimento amplo acerca da eficácia e dos efeitos colaterais da substância”. Já o presidente da AMB, Florentino Cardoso, diz que todas as orientações e alertas científicos das comunidades médicas foram ignorados.

Na ADI de número 5501, a AMB diz que a liberação da substância sem que sua efetividade tenha sido clinicamente comprovada é incompatível com a Constituição, pois não garante aos brasileiros os direitos à saúde, à segurança e à vida, além do princípio da dignidade da pessoa humana.

A associação argumenta ainda que a não realização de testes clínicos da fosfoetanolamina em seres humanos fere a Lei 6.360/76, que prevê três fases de análises antes da concessão do registro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Além de não autorizar a comercialização da sustância, a Anvisa informou não ter como garantir se ela pode ou não trazer riscos à saúde de quem a ingerir. “Com o produto estando fora do ambiente regulatório, não há como a Anvisa fiscalizar o processo de fabricação e distribuição, o que também resulta em riscos sanitários para a população. Afinal, sem os estudos clínicos necessários, não há como assegurar que a fosfoetanolamina é segura e eficaz”, disse o órgão.

Uso da substância

O SUS não vai fornecer a fosfoetanolamina. Segundo Ministério da Saúde, quem quiser fazer uso da substância terá de pagar por ela.

A lei não prevê que seja necessária a prescrição da fosfoetanolaimina para que o paciente possa usá-la. No entanto, o Ministério da Saúde divulgou nota em que afirma que “está sendo sugerida a prescrição médica em talonário numerado que permita o rastreamento do paciente (com justificativa para o uso)”.

Sendo o produto de efeito desconhecido, é possível que médicos não queiram prescrevê-lo. O oncologista Helano Freitas, coordenador de pesquisa clínica do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo, chama a atenção para o fato de que a lei exige apenas um laudo médico que comprove o diagnóstico.

“Dessa maneira, estão transferindo toda a responsabilidade para o paciente de julgar se algo é bom ou não para ele”, disse. Isso pode levar a uma situação em que o paciente escolha seguir o tratamento com a fosfoetanolamina sem o devido acompanhamento de seu médico.

“Respeitamos o livre arbítrio, mas precisamos informar adequadamente os pacientes para que eles não incorram em decisões precipitadas acreditando em informações que ainda não têm comprovação”, afirma o oncologista.
Por: Bem-estar
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Malabarista chorava em sinal: filha prematura está na UTI

Malabarista chorava em sinal: filha prematura está na UTI Foto: Reprodução / Facebook

Com filha na UTI, palhaço chora em sinal de trânsito e comove a internet

O eletricista Bruno Duarte, de 35 anos, tinha acabado de voltar da baixa de seu contrato na empresa onde trabalhava quando avistou, no sinal, um malabarista chorando. Vestido e maquiado como palhaço, o artista deficiente – ele perdeu um dos braços em um acidente – mantinha expressão de dor enquanto, sem sucesso, tentava manter algumas bolinhas no ar. O desempregado esqueceu a própria crise e, sem hesitar, pediu que o amigo motorista estacionasse para questionar o artista, que até tentou negar as lágrimas num primeiro momento, mas, diante da abordagem insistente da dupla, pouco depois decidiu contar sua história: a filha, prematura, estava na UTI.

Malabarista chorava em sinal: filha prematura está na UTI FotRepro: odução / Facebook
Malabarista chorava em sinal: filha prematura está na UTI FotRepro: odução / Facebook

Já na primeira abordagem, o malabarista reage com um sorriso, mesmo “chateado” e “pensativo”, como ele mesmo descreve. Em seguida, Fábio Viana, de 28 anos, decide falar: “É que a minha filha está naquele pronto-socorro ali, né?”. Bruno pergunta se pode ajudá-lo de alguma forma, e o palhaço responde “Eu tô aí, né, fazendo malabarismo. Tô aqui pensando na vida. Fui pegar as roupas dela para lavar, porque nasceu antes do tempo”, diz o jovem, mostrando as roupas da menina e os remédios da esposa. “Eu estava aqui deprimido, pensando na vida. Você trabalha, trabalha, e ninguém dá valor, e tem que parar para pensar”, desabafa. O motorista, Stanley Meiri, entrega R$ 20 a ele e promete publicar o vídeo para conseguir mais ajuda. Com quase três minutos de duração, as imagens geraram uma onda de solidariedade na cidade de Serrinha, na Grande Vitória, no Espírito Santo. Por telefone, ao EXTRA, Bruno contou por que, mesmo enfrentando os próprios problemas, ficou tão comovido com a dor do artista.

— Eu nunca vi um palhaço chorando, a não ser em tatuagem ou livro, e quis saber o motivo. Você pode esconder lágrimas, enxugar, mas a face da dor não se esconde . Por isso, insisti. Achei até que ele, por ser deficiente, tivesse sofrido algum constrangimento, porque eu vi que as bolinhas estavam caindo. Não podia imaginar que o motivo seria a internação da filha — conta Bruno que, comovido com a história, decidiu ajudar a arecadar fundos para ajudar a família de Fábio.

Bruno Duarte, de 35 anos, se comoveu com história de malabarista que chorava em sinal
Segundo Bruno, o faturamento de Fábio chega a R$ 60 quando consegue resistir ao calor de 38 graus do outono na cidade e passar o dia todo sob o sol. E, na casa do palhaço, a dificuldade aparece refletida na falta de ventilador, televisão, forro e de uma geladeira capaz de atender as necessidades de uma família composta por quatro crianças (quatro meninas, contando com o bebê que está prestes a ter alta) e três adultos, já que o malabarista vive ainda com a esposa e a sogra.

— Descobri o telefone dele por uma mensagem no Facebook e decidi ir até lá. O mais impressionante é que, mesmo com tanta gente querendo ajudar, tudo o que a família pediu foi um ventilador para aguentar o calor da casa. Eles não têm nem noção da situação por que estão passando — comentou o eletricista.
Por Extra

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Planalto faz ofensiva, mas oposição mantém vantagem

BRASÍLIA — O governo mobilizou, na sexta-feira, uma tropa de choque de governadores aliados do Norte e Nordeste para tentar tirar votos da oposição, a 48 horas da votação do impeachment na Câmara. Na ofensiva, foram oferecidos cargos, e governadores ameaçaram derrubar indicados de deputados federais de postos em seus estados. No meio da tarde, o governo comemorou o que considerou o início de uma virada no jogo de forças, mas à noite a oposição conquistou adesões. O vice-presidente Michel Temer, que voltou a São Paulo, onde pretendia ficar até segunda-feira, retornará hoje a Brasília para uma reunião de avaliação de cenário da cúpula do PMDB, no Palácio do Jaburu.

A oposição também pressionou deputados de seus partidos que mudaram de voto. O PP anunciou à tarde que iria punir quem votasse contra a orientação pró-impeachment, e à noite destituiu o vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), do comando do diretório estadual do partido. A punição foi pelo fato de Maranhão ter gravado um vídeo anunciando que votaria contra a saída de Dilma e que estava “irmanado” com mais 11 deputados do PP.

No levantamento feito pelo GLOBO, havia 345 votos declarados pelo impeachment na noite de sexta-feira, três a mais do que quinta. Os votos declarados contrários ao impeachment cresceram de 118 para 122, de acordo com o levantamento. Para a aprovação do parecer pelo impeachment são necessários 342 votos.

Além de Dino, compõem a linha de frente de defesa de Dilma os governadores da Bahia, Rui Costa (PT); do Ceará, Camilo Santana (PT); do Amapá, Waldez Góes (PDT); e da Paraíba, Ricardo Coutinho (PB). Todos estiveram com a presidente ontem.

O ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR) também atuou em Brasília em busca de votos contra o impeachment da presidente Dilma. Sem grande influência no PR nacionalmente, Garotinho procurou deputados das bancadas fluminense e evangélica de vários partidos, onde possui aliados.

CLARISSA TIRA LICENÇA MATERNIDADE

Filha do ex-governador, a deputada Clarissa Garotinho (PR), que votaria a favor do impeachment, pediu licença maternidade. A parlamentar nega que sua saída tenha relação com pressão feita pelo pai para que mudasse o voto. De acordo com Clarissa, recomendações médicas já apontavam para o pedido de licença de 120 dias como previsto pela legislação. A deputada afirmou ontem que passou mal na semana passada e que não havia, até então, cumprido as determinações de seu médico.

Na Câmara, aliados do vice Michel Temer admitiam que haviam perdido cerca de dez votos, embora garantissem ainda ter os 342 necessários para o impeachment. A justificativa, segundo eles, é que houve uma ofensiva do Palácio do Planalto. O vice-governador da Bahia, João Leão (PP-BA), esteve na reunião de seu partido avisando que haveria retaliação à legenda no estado, com a perda de cargos na administração do governador Rui Costa. A ameaça não foi bem recebida.

— Estamos dando um recado aos governadores do Ceará e da Bahia, que ficam pressionando o PP. Se insistirem, ficarão sem o nosso apoio na próxima eleição — disse um dirigente.

Do lado do governo, o PDT tomou posição idêntica e decidiu que caso algum deputado seu vote a favor do impeachment será submetido a um processo de expulsão. O partido autorizou a abertura de processo de expulsão contra o deputado gaúcho Giovani Cherini, que anunciou ser favorável ao impeachment.

A convocação de governadores para virar votos começou na tarde de quinta-feira, mas só ontem surtiu efeito. Reservadamente, no entanto, membros da tropa de choque de Dilma confessavam que ainda não tinham garantidos todos os votos necessários, mas se mostravam animados com os apoios que começaram a pingar ao longo do dia. Ao fim do dia de ontem, na conta reservada do Planalto, contabilizava-se um placar pró-Dilma de entre 160 e 180 votos.

— A tropa dos governadores está funcionando — comemorava um dos articuladores políticos de Dilma.

DEPUTADOS RETOMAM MANDATOS

Numa demonstração de força, Rui Costa levou ao gabinete presidencial 19 deputados de partidos da base aliada. Entre eles, Félix Jr (PDT), que estava indefinido. Saiu da reunião contra o impeachment.

— Fizemos o que tinha que ser feito, muita conversa, a presidente, pessoalmente. Recebeu políticos, telefonou, é um trabalho intenso que será mantido — disse um auxiliar presidencial.

Nas conversas, segundo relatos ao GLOBO, Dilma adotou um tom de campanha, pedindo abertamente voto a seu favor. Entre os argumentos elencados pela presidente ela diz que é em defesa de seu mandato e por uma pactuação do Brasil. “Não podemos aceitar um governo dos sem voto, que prega o Estado mínimo”, tem repetido nas falas, segundo um auxiliar palaciano. Os articuladores do Planalto admitiram ontem que o jogo dos aliados do vice-Michel Temer vinha surtindo mais efeito do que esperavam e entraram em campo com armas mais pesadas na guerra de cargos e verbas.

— Perto da turma do Temer, nós somos amadores — comparou um assessor presidencial.

Outra estratégia do Planalto que já estava em prática desde o começo da semana foi acentuada: a volta de deputados titulares para votar em vez de suplentes em que há dúvida quanto a fidelidade ao governo.
Por extra.globo.com
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Número de mortes no campo no país é o maior desde 2003, aponta relatório

O número de camponeses assassinados por conta de conflitos no campo em 2015 foi o maior em 12 anos. Segundo relatório divulgado na tarde desta sexta-feira (15) pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), ligada à Igreja Católica, foram 50 mortes violentas –39% a mais que em 2014, quando foram 36 vítimas.

Em 2003, foram 71 mortes, o maior número registrado no século. Desde 1995, são 759 mortes registradas no país por conta de conflitos.

Segundo o relatório, 80% dos assassinatos ocorreram na região Norte. Apenas dois Estados registraram quase todas as mortes da região: Rondônia, com 20 casos, e o Pará, com 19. O Amazonas completa a lista, com uma morte.

Na região da Amazônia Legal, a CPT ainda computou outras sete mortes: seis no Maranhão e uma no Mato Grosso.

Para a CPT, a concentração de crimes na região amazônica se deve ao agronegócio.

“A expansão da soja e da pecuária para a região, aliado à mineração e à extração madeireira, exige do poder público a infraestrutura necessária para garantir seus vultosos lucros. Constroem-se hidrelétricas e seus linhões, portos e aeroportos, planejam-se hidrovias e se abrem e asfaltam estradas. Tudo leva à valorização das terras. Está pronto o caldo para o aumento e o acirramento dos conflitos”, afirma a CPT.

Outro ponto apontado como responsável é a falta de regularização fundiária das terras.

“Grande parte dos conflitos em 2015, tanto no Pará quanto em Rondônia, aconteceram em áreas cujos Contratos de Alienação de Terras Públicas, os CATPs, foram anulados por não-cumprimento das cláusulas contratuais e que não foram devidamente executados, ou que já deviam ter sido anulados. Áreas estas que pela legislação deviam ter sido destinadas à Reforma Agrária, mas que acabam nas mãos de grileiros”, aponta.
Causas do conflito

O relatório também mostra que, no país, existem 1.217 conflitos no campo, envolvendo 816 mil pessoas. O número é um pouco menor que o de 2014, quando foram 1.286 casos.

Desses, 1.018 conflitos de 2015 são disputas por terra, 135 são pela água e 84 têm causas trabalhistas como motivo. Mais de 10% do total de casos está no Maranhão, líder do ranking, com 135 casos.

As regiões com maiores problemas são Norte e Centro-Oeste. Para a CPT, isso é reflexo “do avanço do capitalismo sobre as novas fronteiras agrícolas do país, a Amazônia e o Cerrado”, que “se fez e se faz à custa dos direitos territoriais dos povos indígenas e, hoje, das comunidades camponesas existentes.”

A crise política também é apontada como motivo da alta. “O crescimento dos conflitos nestas regiões também pode ser creditado ao encurralamento em que se encontra o governo por uma avalanche de insinuações, acusações, denúncias, o que o deixa sem ação, refém de conchavos e ameaças”, informa.
Recorde de disputas pela água

O crescimento nos conflitos por água é apontado como uma das maiores preocupações da CPT. O número de 2015 foi o maior desde que os dados passaram a ser computados pela comissão, em 2002.

Quase metade desse tipo de disputa está no Estado de Minas Gerais, com 54 casos –mais do que em todo o Nordeste, que registra 46 ocorrências.

Em 2015, três pessoas foram mortas por disputas pela água, três receberam ameaças de morte, cinco sofreram tentativa de assassinato e 41 foram intimidadas.

A CPT acredita que a alta está relacionada com a construção de barragens, que reduz oferta de água em algumas localidades. “Isso fez surgir, algumas décadas atrás, o Movimento dos Atingidos por Barragens”, diz.

O número de famílias despejadas judicialmente também cresceu 14% em 2015, chegando a 13.903. Elas foram vítimas em ações de reintegração de posse. Outras 795 foram expulsas pelo poder privado –fazendeiros, empresários ou seus capangas, segundo a CPT.

Por    Marco Miatelo/ Estadão Conteúdo
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Silvio Santos veta cobertura da votação do impeachment.

Departamento de jornalismo da emissora já planejava programação especial para o dia

Foto: Divulgação-Rio – O SBT não irá cobrir a votação do impeachment da presidente Dilma neste domingo. A decisão foi anunciada para a equipe na última segunda-feira e, segundo a assessoria de comunicação da emissora, foi tomada pela diretoria do SBT, diretamente subordinada a Silvio Santos.

A programação seguirá normal, com uma breve interrupção apenas para o anúncio do resultado da votação. No entanto, o programa “Conexão Repórter”, com Roberto Cabrini, será ao vivo e dará um informativo mais completo.

Segundo o colunista José Armando Vannucci, Silvio Santos quer dar uma alternativa ao público de consumir entretenimento em vez de jornalismo.

Por: O Dia

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Michel Temer é rejeitado por 61% dos eleitores, diz pesquisa

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (14/4), pelo instituto Vox Populi e pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), mostra que o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), que pode assumir a Presidência em caso de impeachment de Dilma Rousseff, é rejeitado por 61% dos eleitores entrevistados.

A avaliação positiva de Michel Temer caiu, entre dezembro de 2015 e abril de 2016, de 12% para 5%. A rejeição do peemedebista é similar a de Dilma Rousseff – que, segundo o instituto, está em 65%.

39% dos entrevistados consideram que o rompimento de Michel Temer e do PMDB com o governo de Dilma Rousseff é uma traição.

Impeachment
Os dados da pesquisa mostram que 57% dos entrevistados são favoráveis ao processo de impeachment de Dilma Rousseff. No entanto, 58% acreditam que o afastamento da presidente não é a solução para os problemas econômicos e políticos do país.

O governo Dilma é avaliado negativamente por 65% dos ouvidos na pesquisa. Para 23%, a gestão da presidente é regular; e 11% consideram o governo positivo. O resultado demonstrou uma queda na avaliação negativa do governo e aumento na avaliação positiva. Em dezembro, o desempenho do governo era considerado negativo para 69% dos entrevistados e apenas 5% o consideravam positivo.

A pesquisa foi realizada entre os dias 9 e 12 de abril e ouviu 2 mil pessoas, maiores de 16 anos, em 118 municípios de 25 estados brasileiros e do Distrito Federal, de áreas urbanas e rurais, de todos os segmentos socieconômicos e demográficos. A margem de erro do levantamento é de 2,2%.
Com informações da Agência Brasil

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Protestos pró-Dilma bloqueiam rodovias e provocam recorde de trânsito em SP

Foto- MST/Divulgação
Manifestação contra o impeachment, em rodovia de Uberlândia (MG)

Integrantes de movimentos sociais, como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), de sindicatos, como a CUT (Central Única dos Trabalhadores), e de movimentos da sociedade civil bloquearam nesta sexta-feira (15) algumas das principais rodovias do país contra o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Já aconteceram atos em pelo menos 12 Estados e no Distrito Federal.

Houve registros de bloqueios nas rodovias Presidente Dutra, que liga São Paulo e Rio de Janeiro, na altura de Piraí (RJ), no sentido São Paulo; na Washington Luís (SP-310), no interior paulista, na altura de São Carlos (SP); e na Imigrantes, ligação de São Paulo com a Baixada Santista, na altura do km 16.

Em Minas Gerais, foram registradas interdições das rodovias BR-050, em Uberlândia; e na BR-116, em Governador Valadares. Em Belo Horizonte, protesto uniu cerca de 200 estudantes, professores e técnicos administrativos na sede da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), no gramado em frente à reitoria da universidade, no campus Pampulha. O ato foi convocado pelo Sindifes (Sindicato dos Trabalhadores nas Instituições Federais de Ensino Superior).

No Paraná, manifestantes contrários ao impeachment ocuparam a BR-277 em Curitiba, sentido Campo Largo.

No Rio Grande do Sul, protesto de sindicalistas e petistas em Porto Alegre chegou a fechar a ponte do Guaíba no sentido interior-capital e seguiu rumo à praça da Matriz, no centro histórico.

Em Pernambuco, houve bloqueios das rodovias BR-232, BR-408, BR-316, BR-408, BR-104 e BR-101, abrangendo os municípios de São Caetano, Arcoverde, Toritama, Moreno, Paudalho, Águas Belas, Petrolândia, Bonança e Goiana, comandados por integrantes do MST.

Na capital paulista, manifestantes bloquearam também faixas da marginal Tietê, na altura da ponte das Bandeiras; da avenida do Estado; do cruzamento das tradicionais ruas Ipiranga e São João, no centro; e de vias na zona sul da cidade. Isso gerou um recorde de trânsito pela manhã.

Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), o índice recorde de congestionamento se deu às 9h, com 183 km de vias com lentidão, superando os 177 km de congestionamento em 11 de março, quando houve chuvas e alagamentos na capital paulista.

No Rio de Janeiro, ao menos 100 pessoas protestaram na tarde desta sexta em frente ao prédio da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), no centro da capital fluminense. O ato foi puxado pela Frente Brasil Popular, contra o afastamento de Dilma.

Houve protestos também no Pará

, na Bahia

, em Alagoas

, na Paraíba

, em Sergipe

e no Distrito Federal

. Outras manifestações organizadas pela Frente Brasil Popular estão programadas em todas as capitais nesta sexta-feira. Protestos que vão se estender até domingo, quando o pedido de impeachment será votado pelo plenário da Câmara dos Deputados.

Especificamente no caso do MST, os protestos em defesa da democracia se juntam à lembrança dos 20 anos do massacre de Eldorado dos Carajás (PA), que aconteceu no dia 17 de abril de 1996 com a morte de 19 sem-terra.
Ampliar

15.abr.2016 – Manifestantes realizaram ato a favor do governo da presidente Dilma Rousseff, em Porto Alegre. O grupo chegou a bloquear a ponte do Guaíba no sentido Interior-Capital por volta das 8h e causou congestionamento no local. Os manifestantes, que carregavam bandeiras da Fetraf-Sul, PT, CUT e Via Campesina, seguiram pelas avenidas Sertório e Farrapos, onde se encontraram com integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). A caminhada teve como destino a praça da Matriz . Luiz Carlos Murauskas/Folhapress

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Sérgio Moro sequestra casa onde vive mãe de Dirceu

O juiz federal Sérgio Moro decretou o sequestro da casa em Passa Quatro, no interior de Minas Gerais, onde vive a mãe do ex-ministro da Casa Civil durante o governo Lula, José Dirceu, condenado por corrupção no mensalão e preso na Pixuleco, 17ª fase da Lava Jato, no ano passado acusado de receber propinas no esquema Petrobras.

Ze Dirceu
Ze Dirceu

Na prática, o imóvel fica à disposição da Justiça, mas dona Olga Guedes da Silva, de 94 anos, pode continuar vivendo nela como depositária da casa. A decisão é do dia 6 de abril e se tornou pública nesta quinta-feira. O sequestro de bens é uma medida judicial utilizada para que a Justiça possa reaver o dinheiro desviado em caso de uma condenação judicial.

A ordem do juiz acata o pedido da força-tarefa da Lava Jato, que apontou que o imóvel está em nome da TGS Consultoria, empresa que teve seus bens sequestrados por determinação de Moro em setembro do ano passado. Na ocasião, contudo, a decisão do juiz incluía no sequestro os bens do ex-ministro em Vinhedo e na capital paulista, e também determinava o sequestro de “outros bens” imóveis em nome de Dirceu e da TGS Consultoria, sem especificar quais.

Logo, a Lava Jato descobriu que, dentre os imóveis em nome da TGS, está a residência de dona Olga, que acabou sendo alcançada pela decisão de Moro do ano passado, se tornando automaticamente indisponibilizada judicialmente. Diante disso, o Ministério Público Federal entendeu que era necessário a expedição do registro de sequestro do imóvel, o que acabou sendo deferido por Moro em 6 de abril.

A suspeita da Lava Jato é de que a TGS era utilizada pelo ex-ministro para ocultar a propriedade de seus bens. O dono da TGS é o ex-sócio de Dirceu na JD Assessoria, Júlio Cesar Santos, que admitiu no ano passado à Polícia Federal ter adquirido a residência em Passa Quatro em 2004, por R$ 250 mil. O próprio Dirceu, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, afirmou que adquiriu o imóvel da TGS por R$ 260 mil via JD Assessoria “entre 2006 e 2007?.

Além disso, em março deste ano, a defesa de Dirceu recorreu ao juiz Sérgio Moro para suspender o sequestro dos bens determinado no ano passando, alegando que havia provas “de que referidos bens possuem origem lícita e vinculada à atividade profissional lícita por ele exercida”, e que o MPF teria exagerado no cálculo da propina recebida pelo ex-ministro, estimada pela força-tarefa em R$ 60 milhões.

Na decisão tornada pública nesta quinta, Moro afirmou que vai analisar os argumentos da defesa do ex-ministro na sentença da ação penal contra Dirceu e outros 16 réus acusados de corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro pelo envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras.

A reportagem ligou várias vezes para o celular do advogado Roberto Podval, que defende Dirceu, mas ele não atendeu.
Por     Heuler Andrey/AFP
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