Chuvas fortes deixam propriedades embaixo d’água em Mato Grosso

As fortes chuvas que caíram nos últimos dias em Campo Novo do Parecis (na região Médio-Norte, a 470 quilômetros de Sinop) começam a causar prejuízos para o setor agrícola. A propriedade da presidente do Sindicato Rural do município, Giovana Velke, foi uma das inundadas. Em alguns locais, a água chegou a uma altura de 1,5 metro. “É um caso atípico. Acredito que a nossa propriedade foi a mais atingida. Agora é esperar baixar a água para ver se será possível fazer o replantio (do milho)”, afirmou, esta manhã, em entrevista ao Notícias Agrícolas.

Giovana explicou ainda que a maior parte das propriedades atingidas havia iniciado o plantio do milho. Afirmando ser impossível mensurar os prejuízos imediatamente, ela aconselhou os produtores afetados a darem entrada nos seguros rurais. “Se o produtor tiver, ele pode verificar se há cobertura. Até porque são várias etapas. Aquele que achar que vai ter prejuízo, deve pensar em fazer a abertura do sinistro agora”.

A presidente do sindicato também criticou a situação das estradas municipais e estaduais. “Estão muito ruins. Não que a propriedade fique isolada, mas tem trecho que não é possível passar”, detalhou. Ela também reclamou dos custos da atual safra. “A produtividade está dentro das expectativas, o que caiu foi o preço. Em contrapartida, o custo do produtor subiu. Está tudo mais caro, desde semente adubo, insumo e diesel. Está cada vez mais difícil para o produtor, principalmente o pequeno, se manter no ramo”.

Ontem, o governador Pedro Taques esteve em Campo Novo vistoriando os estragos causados pelas chuvas. Além dos prejuízos no campo, as inundações afetaram parte do bairro Jardim das Palmeiras e deixaram cerca de 3 mil pessoas desalojadas.

Fonte: Só Notícias/Agronotícias (foto: divulgação)
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Ética médica entra em debate após vazamento de dados de dona Marisa

Ética médica entra em debate após vazamento de dados de dona Marisa
Informações sobre o estado de saúde da ex-primeira-dama Marisa Letícia foi compartilhada por profissionais do Hospital Sírio-Libanês

O vazamento de informações do prontuário de dona Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Lula, abriu um debate sobre a ética médica. A ex-primeira dama, que sofreu um AVC e foi internada no Sírio-Libanês no dia 24 de janeiro, tendo seu óbito confirmado em 3 de fevereiro, teve informações de seu estado de saúde, enquanto internada, compartilhadas por médicos do hospital numa rede social.

A reumatologista Gabriela Munhoz vazou as primeiras informações sobre o diagnóstico de dona Marisa numa rede de mensagens instantâneas, com colegas de faculdade. Ela ainda escreveu quatro carinhas sorridentes em uma das mensagens na qual reportava a gravidade do estado de saúde da ex-primeira dama. Na sequência, um colega dela, o neurocirurgião Richam Ellakkis entra no chat e critica os médicos que estão tentando salvar Marisa e diz que se romperem o procedimento, “o capeta abraça ela”.

A conversa logo chegou aos diretores do hospital e Gabriela Munhoz foi demitida imediatamente. E toda essa história abriu motivou a discussão sobre a ética médica, que preza pelo sigilo sobre pacientes. A pergunta é: quais são os limites que os médicos não podem ultrapassar quando o assunto envolve informações sobre os pacientes?

Em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, o diretor-executivo do Sírio-Libanês, Fernando Torelly, falou sobre o caso. “Na nossa avaliação, todas as manifestações dela (doutora Gabriela) nesta rede social estão infringindo a conduta e a privacidade do paciente”, disse.

Ao mesmo programa, a médica negou que divulgou informações sigilosas sobre dona Marisa Letícia, o que contraria a apuração do hospital. Vale ressaltar que ela, Gabriela, não fez parte da equipe que cuidou da ex-primeira-dama. O Sírio-Libanês checou os acessos dela aos dados.

O CREMESP (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) abriu sindicância para para investigar a conduta de todos os médicos envolvido no caso. “Aquilo o que está no prontuário médico, é do paciente. Inclusive o prontuário. Está sob a guarda do médico”, afirmou Mauro Aranha, presidente do órgão, também ao Fantástico.

De 2012 a 2016, o CREMESP somou 379 processos envolvendo quebra de sigilo médico. O processo que pode virar denúncia e julgamento pode durar de dois a cinco anos.

“A ética protege todo mundo. É soberana nesse cenário. Não tem como dissociar a ética da prática médica”, finalizou o cirurgião Diego Fanti Silva, da Universidade Federal de São Paulo.

Fonte: Notícias ao minuto.
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Estudo internacional indica que não há nível de desmatamento seguro para o clima na Amazônia

Destruição da floresta interfere no transporte da umidade entre o oceano e o continente, alterando chuvas
A interação entre a biosfera e a atmosfera na Amazônia é muito complexa para permitir uma estimativa segura de um nível de desmatamento que não interfira no clima da América do Sul. A conclusão é de um estudo internacional com a participação do Instituto de Física (IF) da USP. Os pesquisadores comprovaram, por meio de fórmulas matemáticas, que a destruição da floresta nativa tem efeito negativo no transporte da umidade entre o oceano e o continente, alterando a quantidade de chuvas na região destruída e em áreas distantes dos desmatamentos. Os resultados do estudo são descritos em artigo da revista Nature Scientific Reports.

A América do Sul apresenta o clima de monções, no qual a alternância entre a estação seca e a chuvosa é influenciada pelos ventos que trazem umidade do Oceano Atlântico. “Nos meses de inverno, entre junho e agosto, os ventos vão em direção à Colômbia, Venezuela e norte do Peru, até o Oceano Pacífico, e as chuvas ocorrem nessas regiões”, explica o professor Henrique Barbosa, do IF, um dos autores do artigo. “Entre dezembro e abril, em especial no verão, a Cordilheira dos Andes faz os ventos desviarem na direção do Sul do Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Sul e Sudeste do Brasil, aumentando as chuvas nessas regiões e na Amazônia brasileira.”
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Área da floresta amazônica – Imagem: Reprodução/BBC

Barbosa aponta que diversos pesquisadores já alertaram para o risco de “savanização” da região, em referência à formação vegetal africana de clima seco. “Isso pode acontecer por meio de um processo denominado die back, ou ‘morte espontânea da floresta”, afirma. “O desmatamento altera o regime de temperatura e precipitação. Isso faz com que a vegetação de maior porte não sobreviva, dando lugar a espécies menores, como as do cerrado brasileiro, mesmo nas regiões que não foram desmatadas. O mesmo processo pode ocorrer devido às mudanças climáticas”.
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A pesquisa utilizou o método das redes complexas, uma ferramenta para análise de dados usada por físicos para o estudo de sistemas dinâmicos. “A rede é representada por um conjunto de pontos ligados por linhas. Combinados, eles formam uma rede que pode ser estudada através de métodos matemáticos”, diz o professor do IF. “Na pesquisa sobre o clima da Amazônia, os pontos são a latitude e a longitude de cada área; as linhas, a quantidade de umidade transportada pelos ventos. Assim, é possível identificar pontos muito importantes na rede, como regiões que fazem a intermediação no transporte de umidade, como o Arco do Desmatamento, no Acre e em Rondônia.”
Efeito negativo

O trabalho enfatizou que o desmatamento gera um efeito negativo no mecanismo de retroalimentação das chuvas. “Normalmente, o vapor de água é trazido dos oceanos pelos ventos. Então no continente ele se condensa e chega à superfície na forma líquida, com as chuvas”, relata o professor do IF. “Essa água é absorvida pelas grandes árvores da Amazônia, e parte volta à atmosfera por meio da evapotranspiração. Isso ajuda a manter o ar úmido, e esta umidade é carregada por milhares de quilômetros pelos ventos, levando as chuvas para toda a região.”
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Equação aponta efeito do desmatamento na retroalimentação das chuvas, explica professor Henrique Barbosa – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

O desmatamento, segundo a pesquisa, diminui a evapotranspiração, faz com que o ar fique mais seco e diminua a quantidade de chuvas. “Isto também reduz a velocidade dos ventos e o transporte de umidade sobre a floresta, fazendo com que venha menos vapor de água do oceano, diminuindo ainda mais as chuvas”, ressalta Barbosa. Os pesquisadores criaram uma equação para representar o mecanismo de retroalimentação, entre a precipitação e o transporte de umidade, e variaram as dimensões do desmatamento para estudar os seus efeitos. “Quando incluímos esta retroalimentação, a resposta do sistema (redução das chuvas em função do desmatamento) passou a ser fortemente não linear, caótica, imprevisível.”

Este resultado demonstrou que não é possível estabelecer um nível de desmatamento seguro, ou seja, que não vá mudar o comportamento do sistema. “Pesquisadores apontam que haveria dois estados de equilíbrio para a Amazônia, um com a floresta nas dimensões atuais e outro com menos chuvas e evapotranspiração, e vegetação similar à do cerrado”, diz o físico. “A transição do sistema para o outro estado de equilíbrio seria catastrófica. Com a redução do porte da vegetação, que armazena o carbono, a quantidade de gás carbônico liberado na atmosfera seria enorme, e consequentemente contribuiria fortemente com as mudanças climáticas em todo o planeta.”

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Arte: Moisés Dorado/Jornal da USP, sobre fotos de Cecília Bastos/USP Imagens

A pesquisa faz parte de um projeto temático da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em parceria com a Deutsche Forschungsgemeinschaft (DFG), fundação de pesquisa da Alemanha. A coordenação do projeto é dos pesquisadores Elbert Macau, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e Jürgen Kurths, do Potsdam Institute for Climate Impact Research (PIK), na Alemanha. O artigo A deforestation-induced tipping point for the South American monsoon system, publicado pela revista Nature Scientific Reports, é assinado por físicos do IF, do PIK e da École Normale Supérieure (França).

Fonte: EcoDebate.
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Estudantes só vão testar mudanças no ensino médio em 2019

O governo federal conseguiu aprovar no Senado uma medida provisória que implementa mudanças no ensino médio, a etapa educacional oferecida a jovens de 15 a 17 anos que antecede a entrada para a universidade e a formação em nível superior. Porém, somente a partir de 2019 é que os estudantes de escolas públicas e privadas do país poderão, efetivamente, testar o novo sistema.

A Medida Provisória nº 746, a chamada “reforma do ensino médio”, foi aprovada de supetão, com apoio de 43 senadores na noite desta quarta-feira (08/02), dando provas da força da base parlamentar do governo. Na próxima semana, o texto deve ser sancionado pelo presidente Michel Temer. A votação foi alardeada pelos governistas como uma grande conquista política, ainda que seus efeitos práticos não possam ser sentidos nos próximos dois anos.

Hoje, os alunos do ensino médio estudam 4 horas por dia e são obrigados a cursar 13 disciplinas. A reforma aumenta a carga horária diária para 5 horas e introduz uma nova lógica curricular: 60% das disciplinas serão obrigatórias, mas divididas em quatro grandes áreas de conhecimento: linguagens, ciências da natureza, ciências humanas e matemática.

O restante da grade curricular, os outros 40%, será cursada conforme as preferências de cada estudante, que poderá escolher, entre essas quatro áreas, a qual dará ênfase. Haverá também a opção de o aluno, nesses 40%, concluir o ensino profissionalizante.

Bases indefinidas

A grande questão é que, para que essa nova lógica de ensino seja experimentada, é preciso, antes, que o Ministério da Educação (MEC) defina as diretrizes de ensino de cada uma dessas quatro áreas de conhecimento. Essas definições devem constar na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e, depois de concluídas, serão enviadas para análise do Conselho Nacional de Educação. Esse processo é longo.

O MEC prevê que, em setembro, a base curricular comum estará concluída, e que os debates no Conselho de Educação terminem no máximo até dezembro deste ano. Segundo o ministério, nada impede que as redes de ensino que se sentirem preparadas possam iniciar as mudanças já em 2018.

“Ninguém ainda conhece a Base Nacional Curricular. Esse é o grande risco da reforma do ensino médio. Estamos definindo uma coisa que é 60% de algo que a gente não conhece”, observa Priscila Cruz, presidente-executiva do movimento Todos pela Educação, que reúne segmentos da sociedade com objetivo de pressionar pela melhoria da qualidade do ensino.

“O governo sinaliza com uma enorme mudança, mas ela não poderá ser colocada em prática porque precisa de um outro documento que nem começou a ser feito para essa reforma poder se consubstanciar. A previsão é que mudança do ensino médio só comece em 2019. Nem no ano que vem será possível”, prevê Cruz.

Falta debate sobre qualificação do professor

Outro aspecto complexo da reforma, acrescenta a especialista, é o gargalo da formação e qualificação de professores no Brasil. “Estamos com dificuldade de garantir que os professores ensinem o conteúdo básico. Imagine esses 40%, que seria um conhecimento mais avançado da disciplina. Se temos problema para o básico, imagina para o avançado. Não temos professores em escala no Brasil para garantir esses 40%.”

Pensar em mudanças curriculares e alterações sem colocar a qualificação do professor no centro do debate, segundo ela, é como fazer um excelente projeto arquitetônico para uma casa construída com tijolos de areia. “A arquitetura é correta, mas você não sustenta uma política como essa sem professores de qualidade.”

Má qualidade do ensino

O governo argumenta que os objetivos da reforma são modernizar o currículo, capturar a atenção dos jovens e reduzir a evasão escolar, dando mais opções de formação com uma grade curricular flexível, moderna, e permitindo também uma especialização técnica. O Ministério da Educação estima que há no Brasil mais de 1 milhão de jovens de 17 anos fora da escola, e outros 1,7 milhão que não estudam nem trabalham.

A justificativa do governo para aprovar as mudanças por medida provisória, um mecanismo de votação só usado para temas urgentes e relevantes, é que a reformulação do ensino médio é uma emergência. De fato, indicadores internacionais mostram que o nível educacional é baixo.

De acordo com levantamento do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), os estudantes brasileiros têm desempenho inferior à média dos alunos de 72 países quando medido o conhecimento em leitura, ciências e matemática. “Os indicadores muito negativos colocam o Brasil numa condição vexatória no contexto internacional”, declarou o ministro da Educação, Mendonça Filho. Segundo ele, a aprovação da reforma dá aos jovens um sinal de que terão mais oportunidades e mais qualidade de ensino.

Especialistas em educação concordam com os princípios da reforma, em especial com o aumento da carga horária e a necessidade de permitir que o estudante faça opções sobre as disciplinas em que prefere se aprofundar. Porém, é grande a preocupação com a forma de implementação e com a existência de recursos financeiros que possam viabilizar a melhora da qualidade.

Para Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, o aumento da carga horária requer mais recursos públicos, e os estados brasileiros estão praticamente todos em falência fiscal. Além disso, ele observa que a autonomia do estudante para escolher as matérias que quer estudar é positiva, mas vê no modelo proposto um engessamento. “O ideal seria o estudante poder fazer disciplinas eletivas, como na universidade. Mas ele vai ter que se limitar aos quatro itinerários formativos.”

Fonte: MSN.
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ES: 703 PMs são indiciados por revolta, com pena de até 20 anos

Governo capixaba decidiu endurecer com os PMs após fracasso nas negociações com familiares dos agentes na noite desta quinta (9)

Após o fracasso nas negociações com policiais militares do Espírito Santo, o governo capixaba decidiu endurecer com os PMs e com as mulheres líderes do motim. No total, 703 policiais militares já foram indiciados por crime de revolta, que é um motim realizado por PMs armados.

A pena prevista para os policiais envolvidos pode chegar a 20 anos de prisão. As mulheres líderes do movimento também serão responsabilizadas pelos custos com a mobilização das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança.

“Está iniciado o processo de responsabilização, tanto no aspecto militar quanto criminal”, declarou André Garcia, secretário estadual de Segurança Pública do Espírito Santo, durante entrevista coletiva nesta sexta-feira, 10. Ele estava acompanhado dos comandantes da Polícia Militar, coronel Nylton Rodrigues, da Polícia Civil, Guilherme Daré, e de outras autoridades.

Rodrigues disse que “com certeza” o número de PMs indiciados “irá aumentar muito” ao longo do dia. Ele ressaltou que a maioria dos envolvidos são policiais de início de carreira. A patente mais alta já identificada é de subtenente. O coronel explicou ainda que todo crime que envolve policial militar e que é punido com mais de dois anos de prisão é automaticamente expulso da corporação.

“Criamos uma força tarefa na corregedoria para dar celeridade, com isenção e sem perseguição, nos procedimentos”, declarou André Garcia. “Quem for indiciado daqui pra frente, ou for iniciado um processo administrativo, terá seu ponto cortado desde sábado. Do sábado pra frente, a folha da Polícia Militar está bloqueada”. Os PMs também não terão férias no momento. “Estão suspensas as férias porque estamos diante de um quadro configurado como crime, motim.”

O secretário falou em reconstruir a PM. “É preciso que a gente reconstrua uma nova Polícia Militar. Vai ser pedra sobre pedra. Vamos reconstruir uma polícia que não volte suas costas para a sociedade”, afirmou André Garcia, secretário estadual de Segurança Pública do Espírito Santo. “Torna a sociedade refém da criminalidade, tendo como pano de fundo interesses meramente corporativos”

André Garcia também afirmou que as mulheres líderes do movimento serão responsabilizadas. “Estamos identificando com imagens, e diversas já foram identificadas. As imagens serão encaminhadas para o Ministério Público Federal, que solicitou a identificação das responsáveis por esse movimento. Elas serão responsabilizadas pelos custos das Forças federais mobilizadas, as Forças Armadas e a Força Nacional de Segurança.” Com informações do Estadão Conteúdo.

Fonte: Notícias ao minuto.
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Amazonas lança programa de combate ao desmatamento

Os municípios que aderirem ao projeto e forem bem-sucedidos receberão um selo de sustentabilidade

O Programa Municípios Sustentáveis do Amazonas, lançado ontem (8) em Manaus, quer contribuir com a redução do desmatamento e das queimadas na floresta amazônica, promover o reflorestamento de áreas degradadas, a regularização fundiária, economia sustentável, entre outras ações. A iniciativa tem, atualmente, R$ 59 milhões em investimentos. Os municípios que aderirem ao projeto e forem bem-sucedidos receberão um selo de sustentabilidade.

O programa vai priorizar os sete municípios da região sul do estado, que juntos concentram 75% do desmatamento registrado no Amazonas. “O nosso desafio é conter o desmatamento, não o provocado pelos produtores que estão lá há muito tempo, mas está havendo a entrada de pessoas nesses municípios, principalmente, em Lábrea, fazendo desmatamento de grandes polígonos e saem de lá. A gente sempre não consegue o flagrante. A gente quer estabelecer um sistema de monitoramento, de fiscalização, com a participação direta dos próprios municípios. Aí que vem a preparação deles para nos auxiliar. Esse é um dos eixos do programa que a gene está lançando”, disse o secretário estadual de Meio Ambiente, Antônio Stroski.

Foram assinados cinco termos de cooperação com diversas instituições que vão contribuir com a preservação da floresta, entre elas, o WWF Brasil. Segundo o coordenador do Programa Amazônia, da organização não governamental (ONG), Ricardo Mello, a parceria reforça as ações que já estão sendo desenvolvidas pela ONG no sul do Amazonas.

“Por exemplo, o cadastro ambiental rural [CAR], uma iniciativa junto com as prefeituras para implementar programas de restauração florestal, remuneração de serviços ambientais. Essa iniciativa para nós vai ser um grande benefício, porque é uma agenda proativa, consolidada com o estado e vai possibilitar recursos e pessoas para aumentar a nossa capilaridade de trabalho na Amazônia”, disse o representante do WWF Brasil.

Ministério

O programa também vai ter a cooperação do Ministério do Meio Ambiente. O ministro José Sarney Filho participou da cerimônia e anunciou um investimento de R$ 2 milhões para ações ambientais no estado. “A minha presença aqui no estado do Amazonas faz parte de uma iniciativa do ministério que visa percorrer todos os estados da Amazônia, conversar com os entes federados, os municípios e os estados, apontar caminhos e soluções para que a gente possa diminuir o desmatamento na região, ao mesmo tempo oferecendo alternativas econômicas que possam viabilizar o desenvolvimento sustentável com combate à pobreza e inclusão social”, disse o ministro.

A parceria com o ministério também vai possibilitar o avanço das discussões sobre o asfaltamento de parte da Rodovia BR-319, que liga Manaus a Porto Velho, e é rodeada de unidades de conservação ambiental e terras indígenas. “Agora a gente criou as condições não só para desenvolver de forma sustentável as imensas riquezas que o Amazonas tem, mas também criamos condições para tirar o Amazonas do isolamento. E a BR-319 vem nesse bojo do desenvolvimento sustentável”, disse o governador do Amazonas, José Melo.

O governo do Amazonas apresentou ainda a Matriz Econômica Ambiental do Estado que prevê a implantação de uma nova economia sustentável baseada na criação de projetos que valorizam as riquezas naturais, como piscicultura, fruticultura, fármacos, cosméticos, entre outros. “Estávamos em uma situação em que não se podia fazer nada na Amazônia, mas agora tudo pode desde que seja de forma responsável e sustentável economicamente. Criamos um modelo em que as alternativas econômicas da nossa floresta podem ser exploradas sem a degradação, gerando assim emprego e renda constantes para a nossa gente”, disse o governador.

Fonte: AGência Brasil.
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DECISÃO: Anulado auto de infração de proprietário de veículo estacionado em areia de praia

Tribunal Regional Federal da 1ª Região
Publicado por Tribunal Regional Federal da 1ª Região

A Sexta Turma do TRF da 1ª Região, por unanimidade, negou provimento às apelações do Instituto Brasileiro e do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Ministério Público Federal (MPF) contra a sentença, da 2ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Santarém/PA, que concedeu a segurança a um motorista, ora impetrante, para cancelar auto de infração e termo de apreensão de veículo que havia sido estacionado na areia da praia da Praia do Tapari de Santarem.

Em suas razões, o Ibama alegou que a conduta praticada pelo requerente é considerada infração ambiental. Conforme fiscalização, um veículo caminhonete foi flagrado parado na areia da praia do município. Defendeu o instituto que houve constatação de danos ambientais decorrentes da poluição e afirmou que a responsabilidade pelo dano ambiental é objetiva, não sendo necessária a comprovação de dolo ou culpa. O Ministério Público, por sua vez, invocou dispositivo constitucional e legislação municipal sustentando que a conduta do impetrante causou dano ao meio ambiente.

Em seu voto, o relator, desembargador federal Jirair Aram Meguerian, esclareceu que “ainda que se entenda que a responsabilidade por danos ambientais é objetiva, na hipótese não há como manter a higidez do auto de infração. Não é possível mensurar, pela descrição genérica, tendo em vista os elementos de prova juntados aos autos, que o apelante tenha sido responsável ou que tenha contribuído para os danos ambientais constantes do Relatório de Fiscalização”.

O magistrado concluiu dizendo que há de se considerar que a fiscalização presumiu que o impetrante foi o responsável pela poluição noticiada e que alargou demasiadamente sua responsabilização pelos danos causados ao meio ambiente, se baseando em princípios constitucionais, “Portanto, tendo em vista a ausência de comprovação de que a conduta do impetrante tenha ensejado prejuízo ambiental ou tenha configurado ato ilícito, considera-se indevida a multa vergastada e nulo o auto de infração”.

Nesses termos, o Colegiado, acompanhando o voto do relator, negou provimento aos recursos de apelação.

Processo nº: 0000610-48.2011.4.01.3902/PA

Data de julgamento: 12/02/2016
Data de publicação: 19/12/2016

GC

Assessoria de Comunicação Social
Tribunal Regional Federal da 1ª Região

Fonte: JusBrasil.
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Suspeito de tentar matar médico durante assalto em Lucas do Rio Verde é preso no Pará

 O mandado de prisão contra o suspeito foi cumprido na cidade de Ulianópolis, no Pará, esta manhã. Ele teria desferido golpes de faca em um médico de 27 anos durante um assalto em uma residência, no bairro Cidade Nova, em Lucas do Rio Verde. O crime ocorreu em julho do ano passado.

O delegado Rafael Scatolon (foto) afirmou que este suspeito estava morando em um sítio, localizado na zona rural da cidade paraense. Ele teria fugido para este local após o crime cometido. A Polícia Civil de Lucas tomou conhecimento do paradeiro dele e solicitou apoio da polícia da cidade paraense. Esta manhã, o mandado foi cumprido.

Ainda segundo o delegado, três suspeitos invadiram a casa do médico para praticar o assalto. O homem que foi preso hoje supostamente seria o acusado de desferir as facadas. Ainda estão envolvidos um adolescente, já identificado mas ainda não capturado, e uma terceira pessoa ainda não identificada.

Scatolon disse que após os procedimentos necessários, o suspeito será recambiado para Lucas do Rio Verde. Ele responderá pelo crime de tentativa de latrocínio.
Fonte: Só Notícias .
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Crise no ES chega ao quinto dia sem previsão de acabar

Governo capixaba chama paralisação da PM de ‘chantagem’; já são 76 mortes registradas

Enquanto tropas federais começam a tomar as vazias ruas da Região Metropolitana de Vitória, a crise de Segurança Pública — em decorrência da paralisação do patrulhamento pela Polícia Militar — só aumenta e chega ao seu quinto dia sem previsão de desfecho.

O número de mortos chegou a 76 até as 21h30m de ontem, o Departamento Médico-Legal continua superlotado e o confronto entre oficiais da PM e representantes do governo estadual se intensifica, com acusações dos comandantes e ameaças de insubordinação da tropa, deixando improvável uma solução rápida.

Segundo o presidente do Sindirodoviários do Espírito Santo, Edson Bastos, os ônibus não circularão na Grande Vitória, nesta quarta-feira. Em post publicado na noite desta terça-feira em seu Facebook, ele esclarece que após autorizar que parte da frota circulasse pela região, motoristas de ônibus ficaram expostos à violência que assusta o estado e, por isso, não vão tirar os carros da garagem. Segundo Edson, membros da categoria tiveram armas apontadas para cabeça e sofreram assaltos.

As autoridades do estado promoveram uma ofensiva ontem contra a paralisação. O secretário de Segurança, André Garcia, classificou como “chantagem” e “teatro” o movimento liderado por mulheres dos oficiais, que bloqueiam as entradas dos batalhões.

— O movimento que vem sendo realizado é irresponsável. Tem apostado no caos para tentar, colocando a sociedade de joelhos, pressionar o governo. São cenas revoltantes e ridículas. O movimento não quer conversar. Quem acha que rompemos o diálogo está enganado — disse o secretário.

Ao mesmo tempo, a Justiça do Espírito Santo determinou a retomada das atividades até as 16h, o que não ocorreu. À noite, a Secretaria de Segurança informou que quatro batalhões (o grupo tático Rotam e os das cidades de Vila Velha, Cachoeiro do Itapemirim e São Mateus) voltariam às atividades ainda na noite de ontem.

Não ficaram sem resposta. Policiais ligados às quatro associações de PMs e Bombeiros do estado negaram que integrantes dos batalhões de Vila Velha e São Mateus tenham voltado às ruas. As declarações do secretário de Segurança foram recebidas como fim de linha para uma negociação com o governo. E oficiais das associações dizem ainda que os policiais estão dispostos inclusive a serem presos em função do descumprimento da decisão da Justiça. Eles argumentam que não estão no comando do movimento que deixou as ruas sem policiamento e, portanto, a decisão não faz sentido. Os policiais negam estar em greve, o que é proibido pela legislação militar.

— Esta declaração do secretário é absurda, de quem não quer conversar. A categoria luta por melhores salários há mais de um ano. Agora, este movimento não é, e não é mesmo, oriundo das nossas associações. É um movimento das mulheres de policiais, que inclusive rechaçam nossas associações nos debates com o governo — diz o capitão Elizandro, da Associação de Oficiais da PM do Espírito Santo.

O governo capixaba não acredita que a paralisação seja fruto do bloqueio dos batalhões, sem anuência dos oficiais com suas mulheres — é a isso que o secretário de Segurança se referiu como “teatro”. Na última segunda-feira, ele demitiu o comandante-geral da PM que havia sido empossado 21 dias antes. O novo comandante, Nylton Rodrigues, assumiu com uma dupla missão: dar fim à paralisação e comandar uma investigação que produza provas de que policiais estão por trás do movimento que parou o estado.

Por ora, não conseguiu êxito em nenhuma. Ontem à tarde, ele recebeu um grupo de dez parentes de PMs que estão acampados em frente ao quartel do Comando-Geral em Vitória, e a reunião terminou como começou, sem acordo. Todas as mulheres acampadas em frente aos batalhões ouvidas pelo GLOBO sustentam que o movimento foi iniciado por elas, não tem o comando dos maridos e não arrefecerá se o governo não atender, especialmente, o pedido de aumento salarial. O primeiro batalhão ocupado, ainda na manhã de sexta, foi o de Serra, cidade na região metropolitana. Desde então, o movimento se espalhou, principalmente por grupos de WhatsApp e, no sábado à noite, já era generalizado no Espírito Santo.

— Nós nos comunicamos entre a gente, cada grupo que está em cada batalhão. Somos um coletivo, não temos liderança —afirmou ao GLOBO Angela Souza Santos, uma das que participaram da infrutífera reunião com o comandante-geral da PM.

Fonte: O Globo.
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A incrível história do homem sem documentos encontrado no Brasil 5 anos após desaparecer no Canadá

Anton Pilipa, de 39 anos, foi abordado por uma policial rodoviária no final de novembro quando perambulava na BR 364 em Rondônia, colocando sua vida em perigo no meio dos veículos.

Ele foi levado a um hospital em Porto Velho. Enquanto as autoridades tentavam identificá-lo com ajuda de embaixadas e de listas de desaparecidos, o homem fugiu do hospital.

Anton é de poucas palavras. Em conversa com a BBC Brasil em Manaus, de onde partiria o voo que levariam ele e seu irmão, Stefan Pilipa, de volta para casa, Anton não deu detalhes de sua peregrinação, talvez pelo efeito dos medicamentos para controlar a esquizofrenia.

“Nunca me senti sozinho”, diz ele, de voz mansa. “Foram anos pensando muito, dormindo ao relento. É muito simples viver, não precisamos de muitas coisas.”

Anton perambulou por cidades e vilarejos de pelo menos nove países desde o Canadá, como Estados Unidos, México, Guatemala, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Venezuela e Brasil.

Ele conta que buscava alimentos e roupas em lixeiras na maior parte do tempo de suas andanças, e que obteve a generosidade de algumas pessoas, que lhe deram comida. Mas diz também ter topado com “pessoas más” pelo caminho. “Mas (recebi) mais generosidade, especialmente nos últimos tempos”.
‘Emoção indescritível’

O irmão, Stefan, relata que a família recebeu pouco antes do Natal a notícia de que Anton tinha sido encontrado, em outro continente, a milhares de quilômetros de casa.

“Uma morte em vida, porque não se sabe se a pessoa morreu, se está doente, se está comendo. Isto abala a todos para sempre”, acrescenta.

Segundo ele, o contato foi feito graças à iniciativa da policial rodoviária Helenice Campos, que abordou Anton na estrada de Rondônia, quando este parecia um mendigo que há meses usava a mesma bermuda azul e camiseta, proferindo xingamentos e palavras desconexas.

Helenice o conduziu a um hospital em Porto Velho e encontrou o irmão de Anton no Twitter.

Stefan relatou a emoção ao constatar que a Polícia Rodoviária Federal tinha divulgado fotos de seu irmão, e que a busca por sua identidade teve grande repercussão na internet. Ele chegou a receber ligações de mães de associações de desaparecidos de todo o mundo, algumas dizendo ter a esperança de Anton ser seu filho sumido, mas todas felizes por ele ter encontrado sua família.

“Nossa história trouxe a elas esperança, porque é algo muito difícil de ter constantemente numa situação dessa, sem traços dos passos da pessoa, sem pistas, só dor e ansiedade”, conta Stefan.

A família começou a se mobilizar para conseguir dinheiro para buscá-lo, chegando a criar uma conta de financiamento coletivo na internet para ajudar a bancar custos com as passagens de avião.

Entre os que o aguardam em Toronto, estão a mãe, de 65 anos, e a filha mais velha de Stefan, de 15 anos, que sempre foi muito ligada ao tio.

Desaparecimento em Toronto

Quando Anton desapareceu, em março de 2012, ele iniciava um tratamento contra sua doença mental. Por décadas havia trabalhado em Vancouver, Montreal e Toronto como funcionários de organizações humanitárias de auxílio a pessoas carentes.

“Fazia pouco tempo que Anton havia se mudado para um bairro distante de mim e não nos víamos com muita frequência”, conta Stefan.

“Quando percebemos que ele havia sumido, deixando para trás documentos, roupas e sua casa, informamos seu desaparecimento de imediato à polícia e publicamos um cartaz na internet”.

“O procuramos muito pelo país, mas nunca tivemos nenhuma notícia sequer, nenhuma pista. Era difícil manter a esperança de encontrá-lo com vida”.

“Muito pelo contrário, ele xingava com a boca, mas não com o olhar”, contou a policial rodoviária Maria Furtado, que o abordou na BR 319. “Para nós, ele não era mais invisível e já tinha nome e endereço, felizmente.”

“Fiquei emocionada de poder ajudar nessa história porque são raríssimos os andarilhos que fazem o caminho de volta para casa”, disse ainda.

Durante todo o mês de janeiro, enquanto Stefan procurava o dinheiro e a documentação de Anton para buscá-lo em Manaus, ele ficou internado no Hospital Eduardo Ribeiro, na capital amazonense.

Por sorte, a esposa do cônsul do Canadá em Manaus, Mark Peters, é psiquiatra, e o casal pôde dar assistência ao conterrâneo.

Stefan disse que ficou muito sensibilizado quando a PRF divulgou fotos de seu irmão e muitas mães de associações de desaparecidos de todo o mundo ligaram para ele, algumas dizendo ter a esperança de Anton ser seu filho sumido, mas todas felizes com seu reencontro. “Nossa história trouxe a elas esperança, porque é algo muito difícil de ter firmemente numa situação dessa, sem traços dos passos da pessoa, sem pistas, só dor e ansiedade”.

“Nossa história trouxe a elas esperança, porque é algo muito difícil de ter constantemente numa situação dessa, sem traços dos passos da pessoa, sem pistas, só dor e ansiedade”, conta Stefan.

Anton frisa que estar vivo e indo de volta para casa demonstra que ele teve sorte. “Sei que tenho muita sorte em estar vivo, de alguém ter me ouvido para ser encontrado, e estou muito feliz por poder voltar para minha família”.

Ao ser perguntado se, depois de tanto caminhar, teria encontrado o sentido da vida nessa peregrinação, disse que não. “Ainda estou procurando”.

Fonte: BBC.

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