Câmara aprova em 1º turno PEC que torna a vaquejada constitucional

A vaquejada foi considerada patrimônio cultural imaterial pela Lei 13.364/16. No entanto, o Supremo Tribunal Federal julgou a prática inconstitucional porque submeteria os animais a crueldade

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno, nesta quarta-feira (10), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 304/17, do Senado, que não considera cruéis as práticas desportivas que utilizem animais, como a vaquejada, se forem registradas como manifestações culturais e bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural brasileiro. A PEC foi aprovada por 366 votos a 50 e precisa passar por um segundo turno de votação na Câmara.

Recentemente, em outubro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucional a prática porque submeteria os animais a crueldade. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), acatada por seis votos a cinco, foi proposta pelo procurador-geral da República contra a Lei 15.299/13, do estado do Ceará, que regulamenta a vaquejada como prática desportiva e cultural no estado.

Para o relator da ação, ministro Marco Aurélio, a prática teria “crueldade intrínseca” e o dever de proteção ao meio ambiente previsto na Constituição Federal se sobrepõe aos valores culturais da atividade desportiva.

Já para o relator da PEC na comissão especial, deputado Paulo Azi (DEM-BA), se a vaquejada fosse banida, além da cultura de um povo, teria prejuízo injustificável para toda uma cadeia produtiva, condenando cidades e microrregiões ao vazio da noite para o dia.

“A Associação Brasileira de Vaquejada (Abvaq) relata que a atividade movimenta R$ 600 milhões por ano, gera 120 mil empregos diretos e 600 mil empregos indiretos. Cada prova de vaquejada mobiliza cerca de 270 profissionais, incluídos veterinários, juízes, inspetores, locutores, organizadores, seguranças, pessoal de apoio ao gado e de limpeza de instalações”, explicou Paulo Azi.

Região Nordeste
A proposta que acaba com os entraves jurídicos para a realização das vaquejadas no Brasil foi aprovada sobretudo com votos de deputados do Nordeste e do Norte do País. A vaquejada é a atividade na qual dois vaqueiros montados a cavalo têm de derrubar um boi, puxando-o pelo rabo.

O relator da proposta, deputado Paulo Azi, argumentou contra a ideia de que a vaquejada representa maus-tratos contra os animais. “Ouvimos especialistas, veterinários que nos trouxeram dados científicos. Existem provas científicas de que essas atividades em nenhum momento provocam maus-tratos”, relatou Azi.

Contrário à PEC, o líder da Rede, deputado Alessandro Molon (RJ), tentou retirar a proposta da pauta. “O STF entendeu que deve prevalecer o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, porque trata-se de um direito que cuida de algo que diz respeito ao indivíduo, à sociedade e às futuras gerações e, por essa razão, declarou inconstitucional a vaquejada pelo sofrimento que provoca nos animais”, declarou Molon.

O líder da Rede questionou ainda o argumento de que a PEC preserva a cultura nordestina. “Há uma série de práticas culturais que, ao longo do tempo, a sociedade foi entendendo como ultrapassadas”, disse Molon, citando o exemplo da farra do boi em Santa Catarina e das rinhas ou brigas de galo.

No entanto, a grande maioria dos deputados usou a tribuna para defender o texto. Para o deputado Danilo Forte (PSB-CE), a PEC salva o que ainda resta da cultura nordestina. “Essa PEC é para resguardar a história do País, a bravura do vaqueiro e do homem nordestino. E também para reavivar uma força econômica muito importante para o povo brasileiro”, disse.

Em uma intervenção mais emocionada, o deputado João Marcelo Souza (PMDB-MA) chamou de hipócritas os deputados que insistem na tese de maus-tratos. “São deputados do Sul, do Sudeste, que nada entendem de vaquejada. Isso se chama hipocrisia. Vocês não conhecem a cultura do Nordeste. Nunca se quis fazer mal a animal nenhum”, declarou.

Em resposta, o deputado Ricardo Izar (PP-SP) disse que uma “manifestação tão agressiva assim só poderia se esperar de alguém que defende os maus-tratos contra animais”. Para Izar, a PEC não se sobrepõe à decisão do Supremo que, segundo ele, “se baseou em direitos fundamentais, que são cláusulas pétreas e, portanto, não podem ser mudadas por PEC”.

Izar ainda rebateu o argumento de perda de emprego e de renda. “Quando houve a abolição da escravatura, os mercadores de negros eram contrários porque não iam mais ter renda. Mas a economia se transformou. O mesmo vai acontecer com a vaquejada, que vai deixar de existir na forma de tortura, mas vai continuar na forma de show do bonde do forró, de bancas de comida”, afirmou.

Empregos
Favorável à vaquejada, o deputado Alberto Filho (PMDB-MA) destacou que só é contra quem desconhece a atividade. O deputado Domingos Neto (PSD-CE) disse que o objetivo da PEC é aprovar a regulamentação de uma nova vaquejada, com novas regras. “Uma vaquejada com rabo artificial, com proteção para o cavalo, com uma nova cama de areia, garantindo proteção ao animal”, disse.

Já o líder do PDT, deputado Weverton Rocha (MA), convidou quem não conhece a vaquejada para ir ao Nordeste. “A prática da vaquejada e os circuitos geram emprego, renda e trazem entretenimento a essas regiões. Muitas práticas que representavam maus-tratos já não existem mais”, afirmou.

Presidente da Frente Parlamentar dos Rodeios, Vaquejadas e das Provas Equestres, o deputado Capitão Augusto (PR-SP) também destacou a importância econômica e disse que as três modalidades juntas empregam atualmente 1,6 milhão de pessoas no País.

Já o deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) lembrou que, no litoral, o assalariado vai à praia, mas no sertão o sertanejo vai à vaquejada. “Não trabalhemos contra o desemprego. É preciso que se veja quantas pessoas dependem desse espetáculo que o Brasil admira”, disse.

Por fim, contrário à PEC, o deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP) questionou a tese de mudar a Constituição para reverter a decisão do STF. “Imagine quando tivermos uma condenação que dependa de um artigo da Constituição e aqui nós modificarmos o artigo favorecendo aqueles que foram condenados. Deixo para a consideração dos senhores”, disse.

Fonte:  Câmara Notícias.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
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Menor levado a polícia tem ‘total participação’ no estupro coletivo

O suspeito é aguardado na DCAV, onde prestará depoimento ainda nesta terça-feira.

Um dos menores de idade suspeitos de participar do estupro coletivo de uma menina de 12 anos na Baixada Fluminense se apresentou à 28ª DP (Campinho) na manhã desta terça-feira. O adolescente, que foi levado à delegacia pela mãe, tem “total participação no ato”, de acordo com a delegada Juliana Emerique, titular da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV). O suspeito é aguardado na DCAV, onde prestará depoimento ainda nesta terça-feira.

– É uma apresentação importante, porque o rapaz tem total participação no ato. Essa mãe foi muito responsável em trazer o filho para que ele formalizasse tudo o que quiser declarar sobre o caso – disse a delegada.

Ainda segundo a delegada, além do menor que se apresentou, são esperados para esta terça-feira outros importantes depoimentos sobre o caso — entre eles, o do pai da vítima. Na segunda-feira, foram ouvidos quatro parentes da menina, incluindo a mãe, a avó e a tia que denunciou o crime à polícia na última sexta-feira.

Quatro dos cinco suspeitos do estupro coletivo de uma menina de 12 anos já foram identificados, informou o delegado-assistente da Dcav Rodrigo Moreira. Pelo menos três deles seriam menores de idade.

O crime ocorreu na Baixada Fluminense e foi compartilhado em redes sociais. A jovem foi incluída no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAM), informou a Secretaria de Estado de Direitos Humanos.

Segundo o delegado, a Polícia Civil fez uma solicitação para o Facebook preservar todo conteúdo que mostra o ato contra a menina. Foi pedido o congelamento de duas páginas fechadas da rede social — assim, mesmo que as pessoas deletem as mensagens, os registros serão mantidos —, nas quais estavam sendo compartilhados o vídeo e comentários sobre ele. A Dcav pedirá que a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) dê apoio à investigação.

Fonte: ORMNews.
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Estudante agredido por PM em protesto sai da UTI e consegue falar

Estado de saúde de Mateus Ferreira da Silva é estável, segundo boletim hospitalar

O estudante Mateus Ferreira da Silva, agredido por um policial militar durante protesto, saiu da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi transferido para um leito de enfermaria do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) na noite de segunda-feira (8).
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De acordo com boletim hospitalar divulgado na manhã desta terça-feira (9), o universitário tem estado de saúde estável e é capaz de falar e respirar sozinho.

Mateus permanecerá sob cuidados de uma equipe de neurocirurgia na enfermaria. No entanto, ele não deve passar por mais cirurgias. Ela já foi operado em 29 de abril com equipes da neurocirurgia e bucomaxilofacial.

O policial militar que agrediu o estudante, o capitão da PM Augusto Sampaio, é investigado pela agressão. Ele está afastado do patrulhamento de ruas, fazendo serviço administrativo.

Fonte: Notícias ao minuto.
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Biólogo é acusado de mandar matar boto para reportagem da TV Globo

Documentário afirma que apresentador pagou pela morte do animal para obter imagens chocantes para reportagem

Um documentário produzido pelo cineasta norte-americano Mark Grieco, River Below (Um Rio Acima, em tradução livre), acusa o biólogo e apresentador Richard Rasmussen de pagar pela morte de um boto cor-de-rosa a fim de produzir imagens mais fortes para uma reportagem exibida no programa Fantástico, da TV Globo, em 2014.

A matéria falava sobre a matança dessa espécie de animal na Amazônia. Nas imagens, pescadores ribeirinhos matam boto o e o cortam para usar os pedaços de carne como isca para o peixe piratinga. Ao fazerem o corte, os pescadores descobrem que o animal é fêmea e está prenha. Eles, então, tiram o feto da barriga do animal e o atiram no rio, atraindo mais peixes. As imagens causaram polêmica à época e pressionaram a aprovação de uma lei que proíbe a pesca de piracatinga durante cinco anos.

Grieco decidiu fazer um filme sobre a siuação dos botos da Amazônia e descobriu que, após a exibição da reportagem, pesoas foram presas e algumas famílias perderam a principal forma de renda. O cineasta procurou os ribeirinhos que apareceram na reportagem. Eles disseram ter recebido diesel, comida e dinheiro para matar o boto.

De acordo com o filme, Rasmussen teria sido responsável direto pelo suborno aos ribeirinhos. O biólogo foi entrevistado para o documentário e chega a admitir que sabia da situação, mas nega ter pagado pela matança. “Eu sabia o que eu tinha que fazer. Era contra todos os meus princípios, mas nós precisávamos dessas imagens. Porque, Jesus, as pessoas precisam ver para acreditar”, afirma.

“Eu nunca pagaria ou mesmo participaria do sacrifício de qualquer animal. A matança dos botos é monitorada há anos por ambientalistas e já estava sendo investigada pelo Ministério Público. Minha intenção foi alertar o grande público que a matança de botos é uma realidade dura e cruel”, disse o biólogo, em entrevista ao UOL.

Já a TV Globo afirma que recebeu as imagens por meio da Ampa (Associação Amigos do Peixe-Boi) e não tinha conhecimento sobre a origem das cenas.

Leia a nota da Rede Globo na íntegra:

A TV Globo não foi procurada pelos autores do documentário e não teve acesso a ele. Como em toda a reportagem que coloca no ar, a Globo sabia quem era o responsável pelas imagens e tomou providências para checar a veracidade das informações. O material foi cedido pela Ampa e, na gravação bruta, com o áudio ambiente, não havia nada que sugerisse qualquer irregularidade ou método ilícito na captação de imagens. Toda a estrutura em volta da captação e o comportamento dos pescadores mostravam que essa, para eles, era uma prática frequente, que desempenhavam com desenvoltura.

Tanto a Ampa quanto o Instituto de Pesquisas da Amazônia viram as imagens e as validaram como legítimas. Tivemos o cuidado ainda de submetê-las ao Ministério Público Federal no Amazonas e fundamentar a reportagem em pesquisas do Instituto de Pesquisas da Amazônia, da UFRJ e da UERJ, que comprovaram, em amostras compradas nos mercados, que havia carne de boto rosa nas vísceras de piracatinga, peixe nocivo à saúde humana por conter altos níveis de metais pesados.

Autoridades da preservação já indicavam, na época, que a população de botos estava diminuindo em 10% ao ano por causa da pesca da piracatinga. Para a TV Globo, a correção na apuração jornalística jamais é colocada em risco seja qual for a causa em jogo.

Fonte: ORMNews.
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Adolescente fica com 15% do corpo queimado após briga

Segundo a polícia, as duas brigaram por um suposto relacionamento com um homem de 43 anos

Uma adolescente de 13 anos ficou com 15% do corpo queimado após outra menor, de 17, jogar água fervendo contra ela durante uma briga em Praia Grande, no litoral de São Paulo. A informação é da equipe médica de um hospital, em Santos (SP), para onde a vítima foi transferida e permanece internada.

As duas menores se desentenderam, na sexta-feira (5), por um homem de 43 anos, ainda não identificado, apontado como o pivô de um suposto triângulo amoroso. Em depoimento à polícia, ambas disseram que mantinham um relacionamento com ele e, por isso, trocavam ameaças por meio de mensagens no celular.

Por meio de nota, a Santa Casa de Santos informou que a menor chegou à unidade de queimados na madrugada de sábado (6). Até então, ela estava internada no hospital Irmã Dulce, em Praia Grande. Ela possui queimaduras de primeiro e segundo graus, ocasionados por água quente, nos braços, tórax e face.

“Permanece estável, com curativos realizados a cada 48 horas e sem complicações até o momento”, informou o comunicado. A adolescente deverá permanecer internada pelos próximos dias, segundo a equipe do hospital, para controle e higienização dos ferimentos, além da realização dos curativos.

A agressão é investigada pelo delegado Alexandre Comin, da Delegacia Sede de Praia Grande. Ele indiciou a agressora, que permaneceu detida, por lesão corporal grave. Na ocasião, a menor foi encaminhada à Vara da Infância e Juventude da cidade e não há informações se acabou encaminhada à Fundação Casa.

Para a mãe da vítima, o delegado recomendou que fosse feito um novo boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher (DDM), mas por estupro de vulnerável. Ela disse que não sabia do relacionamento da filha com um homem de 43 anos. Até a noite de segunda-feira, o caso não havia sido registrado na DDM de São Vicente, onde vive a menor.

Fonte: ORMNews.
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50 milhões de brasileiros têm parente ou amigo assassinado

Pesquisa feita pelo Fórum Brasileiro de Segurança mostra ainda que 16 milhões de pessoas perderam parentes

Ao menos 50 milhões de brasileiros com 16 anos ou mais têm um parente ou amigo que foi vítima de homicídio ou latrocínio – isto é, 35% da população do país. A proporção vai a 40% entre os homens e 38% entre os negros, segundo pesquisa inédita do Datafolha a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

De acordo com o levantamento, 16 milhões (12%) de brasileiros perderam um parente ou amigo assassinado por um policial ou guarda municipal, chegando a 17% da população entre 16 e 24 anos.

As entrevistas foram realizadas em 150 municípios de pequeno, médio e grande porte entre os dias 03 e 08 de abril de 2017.

Segundo a diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno, há um debate sobre as vítimas dos homicídios, mas pouco se fala sobre “as pessoas que ficam”.

“Em geral, falamos das 60 mil vítimas de homicídio por ano, o impacto que isso tem para o estado brasileiro, como isso afeta a relação da sociedade com as instituições e a descrença no poder público, o prejuízo econômico gigantesco que isso representa, que inibe investimentos, que as mortes prematuras são pessoas que deixam de produzir e etc. Mas muitas vezes nos esquecemos de quem fica e quais as perspectivas que ficam para essas pessoas. Como lidar com toda essa dor e sofrimento?”, questiona.

Para ela, “temos sido muito incompetentes em prevenir a violência, punir os criminosos e também em acolher os familiares que tiveram suas vidas destruídas pela barbárie em que estamos”.

Débora Maria da Silva, líder do Movimento Mães de Maio, que reúne parentes de vítimas da violência policial, concorda com a negligência do estado com os assassinados e suas famílias. Ela é mãe de Edson Rogério, morto em 2006 pela polícia durante onda de violência em São Paulo, os chamados “Crimes de Maio”.

“Sempre fomos tratadas como mães de lixos, Assim que nós mães nos sentimos. Tivemos que aprender a nós defender, investigar e levantar as provas. Apontamos todas as falhas nos inquéritos arquivados a ponto de exigir a federalização dos crimes de maio, sem resposta 11 anos depois. A única resposta do judiciário é o silêncio”, disse.

“Não existem crimes perfeitos. Existem crimes mau investigados porque somos pretos e pobres”, completou.

Ameaçados e desaparecidos

Outro dado da pesquisa indica que ao menos 16 milhões de pessoas dizem ter sofrido ameaças de morte, 10 milhões afirmam já ter sido feridos por facas ou outras, 5 milhões relatam ter sofrido agressão com arma de fogo.

A pesquisa aponta ainda que 17% dos entrevistados têm algum amigo ou parente desaparecido.

Armas e governo

A pesquisa Datafolha mostra que 78% dos entrevistados acreditam que quanto mais armas em circulação, mais mortes haverá no país, o que indica que a população reconhece a importância do controle de armas na redução da violência.

Quase todos os entrevistados, 94%, reconhecem que o nível de homicídios é muito alto no Brasil e 96% acreditam que as diversas esferas do governo precisam se unir para diminuir os crimes e a violência no país e que esta não é obrigação apenas das polícias, mas também do governo federal (84%), dos governadores (83%), prefeitos (81%) e Congresso Nacional (77%).

Para 93% dos entrevistados, é dever das polícias preservar a vida acima de tudo e 56% acreditam que em situações de confronto, as polícias podem ocupar sem autorização judicial casas em favelas, ocupadas ou comunidades.

Fonte: ORMNews.
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Ao menos 50 milhões de brasileiros com 16 anos ou mais têm um parente ou amigo que foi vítima de homicídio ou latrocínio – isto é, 35% da população do país. A proporção vai a 40% entre os homens e 38% entre os negros, segundo pesquisa inédita do Datafolha a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

De acordo com o levantamento, 16 milhões (12%) de brasileiros perderam um parente ou amigo assassinado por um policial ou guarda municipal, chegando a 17% da população entre 16 e 24 anos.

As entrevistas foram realizadas em 150 municípios de pequeno, médio e grande porte entre os dias 03 e 08 de abril de 2017.

Segundo a diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno, há um debate sobre as vítimas dos homicídios, mas pouco se fala sobre “as pessoas que ficam”.

“Em geral, falamos das 60 mil vítimas de homicídio por ano, o impacto que isso tem para o estado brasileiro, como isso afeta a relação da sociedade com as instituições e a descrença no poder público, o prejuízo econômico gigantesco que isso representa, que inibe investimentos, que as mortes prematuras são pessoas que deixam de produzir e etc. Mas muitas vezes nos esquecemos de quem fica e quais as perspectivas que ficam para essas pessoas. Como lidar com toda essa dor e sofrimento?”, questiona.

Para ela, “temos sido muito incompetentes em prevenir a violência, punir os criminosos e também em acolher os familiares que tiveram suas vidas destruídas pela barbárie em que estamos”.

Débora Maria da Silva, líder do Movimento Mães de Maio, que reúne parentes de vítimas da violência policial, concorda com a negligência do estado com os assassinados e suas famílias. Ela é mãe de Edson Rogério, morto em 2006 pela polícia durante onda de violência em São Paulo, os chamados “Crimes de Maio”.

“Sempre fomos tratadas como mães de lixos, Assim que nós mães nos sentimos. Tivemos que aprender a nós defender, investigar e levantar as provas. Apontamos todas as falhas nos inquéritos arquivados a ponto de exigir a federalização dos crimes de maio, sem resposta 11 anos depois. A única resposta do judiciário é o silêncio”, disse.

“Não existem crimes perfeitos. Existem crimes mau investigados porque somos pretos e pobres”, completou.

Ameaçados e desaparecidos

Outro dado da pesquisa indica que ao menos 16 milhões de pessoas dizem ter sofrido ameaças de morte, 10 milhões afirmam já ter sido feridos por facas ou outras, 5 milhões relatam ter sofrido agressão com arma de fogo.

A pesquisa aponta ainda que 17% dos entrevistados têm algum amigo ou parente desaparecido.

Armas e governo

A pesquisa Datafolha mostra que 78% dos entrevistados acreditam que quanto mais armas em circulação, mais mortes haverá no país, o que indica que a população reconhece a importância do controle de armas na redução da violência.

Quase todos os entrevistados, 94%, reconhecem que o nível de homicídios é muito alto no Brasil e 96% acreditam que as diversas esferas do governo precisam se unir para diminuir os crimes e a violência no país e que esta não é obrigação apenas das polícias, mas também do governo federal (84%), dos governadores (83%), prefeitos (81%) e Congresso Nacional (77%).

Para 93% dos entrevistados, é dever das polícias preservar a vida acima de tudo e 56% acreditam que em situações de confronto, as polícias podem ocupar sem autorização judicial casas em favelas, ocupadas ou comunidades.

Fonte: ORMNews.
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Exército dos EUA participará de exercício militar na Amazônia a convite do Brasil

A atividade simulará um comando militar conjunto e uma base de apoio logístico para tropas multinacionais.

Tropas americanas foram convidadas pelo Exército brasileiro a participar de um exercício militar na tríplice fronteira amazônica entre Brasil, Peru e Colômbia, em novembro deste ano.

A Operação América Unida é parte do AmazonLog, uma atividade de logística militar inédita na América do Sul e criada pelo Exército brasileiro a partir de um exercício feito em 2015 pela Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Hungria, do qual o Brasil participou como observador.

Segundo o Exército, o ineditismo do evento está na montagem de uma base logística mútua entre os países na Amazônia, que abrigará munição, aparato de disparos e transporte e equipamentos de comunicação, além de militares das quatro nações.

Esta não é o primeiro exercício mútuo entre as forças armadas de Brasil e EUA no país. No ano passado, por exemplo, as Marinhas das duas nações fizeram uma atividade preparatória para a Olimpíada no Rio de Janeiro, envolvendo treinamentos com foco antiterrorismo.

Em 2015, um porta-aviões americano passou pela costa do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro para treinamento da Força Aérea Brasileira (FAB).

O exercício deve durar 10 dias e será conduzido por tropas dos EUA e dos três países da fronteira amazônica, além de “observadores militares de outras nações amigas, e diversas agências e órgãos governamentais”, segundo o Exército brasileiro.

A atividade simulará um comando militar conjunto e uma base de apoio logístico para tropas multinacionais.

A operação vem no esteio de uma série de novos acordos militares pelas Forças Armadas de Brasil e Estados Unidos e visitas de autoridades americanas a instalações brasileiras com o objetivo de “reaproximar” e “estreitar” as relações militares entre os dois países.

O Exército brasileiro negou que a atividade sirva como embrião para uma possível base multinacional na Amazônia, como aconteceu após o exercício da Otan citado como base para a atividade.

“Com uma atividade como essa, busca-se desenvolver conhecimentos, compartilhar experiências e desenvolver confiança mútua”, afirmou a corporação.

Entre as metas da operação, segundo o Exército brasileiro, está o aumento da “capacidade de pronta resposta multinacional, sobretudo nos campos da logística humanitária e apoio ao enfrentamento de ilícitos transnacionais” e de capacidade de resposta para situações de humanitária.

Fonte: ORMnews.
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Carne Angus inicia abates no Acre

O Programa Carne Angus está se expandindo agora ao Acre. Na próxima quinta-feira (04/05), será realizado o primeiro abate de Angus na unidade JBS de Rio Branco. Serão abatidos 577 animais Angus, ocasião que marcará a primeira com Certificação Angus no Estado. Apesar de ter caráter experimental, a experiência busca fomentar a raça na região, onde a criação de animais meio sangue vem se expandindo. “Os estados do Acre e Rondônia possuem animais de qualidade diferenciada, com genética Angus, que atendem aos requisitos dos consumidores mais exigentes do Brasil”, disse o gerente do Carne Angus, Fábio Medeiros. A ação do Acre vem logo após o início das operações em Rondônia, iniciadas em dezembro de 2016 com o Minerva Alimentos e em breve serão ampliadas com inicio dos abates também da JBS.

O fomento da criação de Angus no Acre foi intensificado em 2016, após o presidente da Federação da Agricultura do Acre, Assuero Veronez, conferir de perto o potencial dos animais Angus na Expointer. “Temos um rebanho Angus que não é grande, mas possui muita qualidade. Nosso objetivo é incentivar a criação da Angus no estado, devido a sua precocidade, desempenho e pela sua importância no marcado”, explica.

A Angus realizou uma série de visitas técnicas e palestra na capital Rio Branco. “Visualizamos a qualidade e a organização dos produtores da região. De lá pra cá, mantivemos contato permanente, articulando volumes e organizando a operação junto a JBS”, afirmou Medeiros. A JBS se reunirá com lideranças locais para a verificação do interesse dos produtores em dar continuidade ao projeto. O diretor executivo de Originação da JBS, Eduardo Krisztan Pedroso, explica que já neste abate experimental serão praticadas as contrapartidas comerciais de bonificação aos pecuaristas participantes. “Este será um abate técnico de pré-lançamento do Protocolo Angus Friboi aos produtores acreanos”, garante.

Programa Carne Angus

O Programa Carne Angus foi criado em 2003 em parceria entre a Associação Brasileira de Angus e a indústria frigorífica. Está lastreado na certificação de carcaças de animais Angus ou Cruza Angus que atendam a requisitos pré-estabelecidos como idade máxima de abate, peso, índice de marmoreio e acabamento de carcaça. Atualmente, o Carne Angus integra 30 frigoríficos de 13 empresas em nove estados. Ao todo, beneficia mais de 5 mil pecuaristas e, em 2016, fechou com abates próximos a 500 mil cabeças. Até 2020, a meta é atingir a marca de 1 milhão de cabeças.

Fotos: Luiza Mendes
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Antes de ser degolado, jovem presenciou namorada ser estuprada

O casal foi abordado por três suspeitos, que abusaram a vítima sexualmente e, após o crime, degolaram o rapaz e jogaram o corpo em um rio

Uma adolescente grávida, de 16 anos, foi estuprada na frente do namorado, de 19 anos, que acabou sendo degolado por três menores de idade, na madrugada dessa quarta-feira (3). O jovem presenciou o abuso sexual antes de ser morto. O crime aconteceu na ponte que faz divisa entre os municípios de Uruçuí, no Piauí, e Benedito Leite, no Maranhão. O corpo do rapaz ainda não foi encontrado.

Segundo informações do meianoite.com, as vítimas foram levadas para um matagal e tiveram a moto e os celulares roubados. “A moça nos relatou que eles abordaram os dois e levaram logo para uma área com muito mato, para em seguida realizar o corte no pescoço da vítima. Assim que o cortaram, jogaram o corpo do rapaz no Rio Parnaíba e estupraram a adolescente”, detalhou o delegado Diego Pascoal.

O delegado ainda ressaltou que os três adolescentes foram apreendidos na manhã desta quarta. “A Polícia Civil realizou diligências ainda na madrugada e conseguiu realizar a apreensão dos três. São menores conhecidos na cidade. Já foram apreendidos diversas vezes por outros crimes. Com certeza eles fazem isso pela impunidade”, disse Pascoal.

Suspeitos filmaram morte

Celulares dos três adolescentes apreendidos foram recolhidos. A polícia procura nos aparelhos vídeos que foram gravados antes da morte do jovem, que assistiu estupro da namorado e, após o crime, foi degolado.

“Tanto os celulares das vítimas como dos suspeitos foram apreendidos e serão submetidos a perícia. Existe a suspeita que o crime foi filmado pelos adolescentes infratores”, relatou o delegado Bruno Ursulino, em entrevista ao G1.

Fonte: Notícias ao Minuto.
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Substância encontrada no queijo pode prolongar vida e evitar câncer

Substância presente em queijos envelhecidos pode prevenir câncer de fígado e fibrose hepática (Foto: Samantha Silva / G1) – Experimento mostra aumento de 25% na longevidade de ratos de laboratório que consumiram a espermidina, uma substância encontrada em queijos envelhecidos. Eles também tiveram menos câncer e fibrose hepática.

Pesquisadores da Universidade Texas A&M descobriram que uma substância contida em alimentos como queijos envelhecidos, cogumelos, grãos e nozes pode prolongar a vida e prevenir o câncer de fígado e a fibrose hepática, mesmo em pessoas predispostas a contrair essas doenças.

Segundo o estudo publicado na revista “Cancer Research”, a substância conhecida como espermidina foi introduzida por via oral em ratos de laboratório, do início até o fim da vida, e os pesquisadores observaram que eles viveram mais do que aqueles que não receberam a substância – o aumento foi de até 25%.

“Em seres humanos, isso significa que, em vez de uma média de 81 anos, as pessoas podem passar dos 100 anos. É um aumento drástico”, afirmou o pesquisador Leyuan Liu. Além disso, as cobaias que receberam espermidina tiveram menos câncer de fígado e fibrose hepática, mesmo quando tinham uma predisposição natural para essas doenças.

Os especialistas explicam, no entanto, que para conseguir esses resultados é preciso começar a ingerir a espermidina o mais cedo possível, de preferência logo que se começa a consumir alimentos sólidos. Nos experimentos em animais de idade mais avançada, o aumento da longevidade foi de apenas 10%.

Os pesquisadores avaliam que os efeitos colaterais da espermidina sejam mínimos, uma vez que ela é encontrada em alimentos e no próprio corpo humano, tendo sido detectada pela primeira vez no esperma humano, o que deu origem ao seu nome. Os próximos passos são testar esse composto em seres humanos, para se certificar de sua eficácia e segurança.

Liu apresentou ainda uma ideia de uso para a espermidina. “Imagina se colocarmos espermidina nas garrafas de cerveja? Ela equilibraria o álcool e ajudaria a proteger o fígado”, disse.
Por Meyre Brito, Deutsche Welle

Substância presente em queijos envelhecidos pode prevenir câncer de fígado e fibrose hepática (Foto: Samantha Silva / G1)
Substância presente em queijos envelhecidos pode prevenir câncer de fígado e fibrose hepática (Foto: Samantha Silva / G1)

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