Cientistas alertam: estão aumentando os casos de vermes transmitidos por esta comida que quase todo mundo come, inclusive você!

O sushi, prato típico da culinária japonesa, virou um dos alimentos preferidos dos ocidentais, inclusive os brasileiros.

O alimento faz sucesso principalmente entre os jovens, mas é preciso tomar bastante cuidado.

Segundo um estudo publicado no British Medical Journal, o consumo de sushi está aumentando os casos de infecção parasitária.

Quem chegou a essa conclusão foi uma equipe de pesquisadores portugueses.

Eles usaram como ponto de partida o caso de um paciente de 32 anos.

O homem chegou ao hospital reclamando de dores na barriga, febre e vômitos – sintomas que já estavam ocorrendo havia uma semana.

Depois de realizar uma endoscopia, os médicos descobriram, dentro do estômago dele, larvas do gênero Anisakis.

A enfermidade é causada pela ingestão de peixes e frutos do mar crus ou mal cozidos que contenham larvas desse parasita, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).

As coisas ficaram mais claras quando o homem revelou que tinha comido sushi recentemente.

Para tratar as vítimas de anisaquíase, infelizmente, as únicas formas são por meio da endoscopia ou cirurgia – alternativas eficazes para eliminação do verme.

No caso desse paciente, bastou uma endoscopia para ele não sentir mais incômodos.

A anisaquíase é uma doença muito mais comum no Japão, graças aos hábitos alimentares da população, como o consumo de sushi.

A novidade é que ela tem crescido muito no Ocidente.

Isso tem acontecido porque o sushi tem se tornado bastante tradicional.

Para provar a tese, os pesquisadores mostraram que em 25 casos de anisaquíase, estudados entre 1999 e 2002, todos os pacientes tinham uma dieta rica em peixes crus.

O Ministério da Saúde, do Trabalho e da Previdência Social do Japão emitiu um alerta para o crescimento de infecções por anisakis.

De acordo com o Japan Times,  o número de vítimas da doença aumentou de 79, em 2013, para 126, em 2016.

Para você ter noção, em 2004 só houve quatro casos.

Isso não quer dizer que você deve parar de consumir sushi, caso goste.

Na verdade, nossa ênfase é para que tome cuidado.

O governo japonês, por exemplo, orienta para que o peixe seja mantido numa temperatura abaixo de -20°C durante pelo menos 24h.

Também recomenda que o peixe seja aquecido por um minuto, em temperaturas superiores a 60 graus – assim as larvas do parasita são eliminadas.

As recomendações da Agência de Padrões Alimentares dos Estados Unidos (FSA) são similares às do governo do Japão.

Segundo a organização, peixes crus ou levemente cozidos devem ser congelados por quatro dias a uma temperatura de, pelo menos, -15°C.

Aqui no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda que os pratos preparados ou que contenham peixe cru ou mal cozido devam ser precedidos do congelamento do pescado em pelo menos -20ºC (menos vinte graus Celsius) por um período mínimo de sete dias ou menos -35ºC (menos trinta e cinco graus Celsius) por um período de no mínimo 15 horas.

Para a Anvisa, essas condições já são suficientes para destruir as larvas.

Fonte: Cura Pele Natureza.
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Homem achado carbonizado em carrinho de bebê morreu por R$ 150

Os pais da vítima se apresentaram e reconheceram o corpo do filho

A polícia já prendeu o suspeito do crime, Alex Pontes, de 35 anos, que confessou ter cometido o crime, afirmando que a vítima havia comprado R$ 150 em drogas e não havia pago a dívida.

O corpo de Eleandro foi encontrado em uma estrada que dá acesso à comunidade rural Cruzeirinho, a 150 metros da cidade. Os pais da vítima se apresentaram e reconheceram o corpo do filho.

Quando a polícia apresentou ao suspeito as roupas encontradas em frente a casa dele, Alex Pontes, confessou o crime. Ele também entregou aos policiais um canivete que teria utilizado para assassinar a vítima e mostrou o banheiro da casa, onde o homicídio foi cometido.

Segundo o portal G1, ele disse que, após cometer o homicídio, enrolou o corpo em um cobertor e o colocou em um carrinho de bebê, levando até o ponto onde foi encontrado.

A polícia ainda investiga se Alex cometeu o crime sozinho ou se ele teve a ajuda de mais alguém, apesar do suspeito afirmar que fez tudo sozinho.

Fonte: Notícias ao Minuto.
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Ibama rejeita exploração de petróleo nos corais do Amazonas

O instituto ambiental resistiu à visão de curto prazo e fez prevalecer a avaliação técnica que alertou sobre os perigos de destruição do sistema de recife único no mundo

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) publicou nessa terça-feira (29) um parecer que rejeita definitivamente o pedido da empresa francesa Total para exploração de petróleo nos corais da Amazônia.

O instituto ambiental resistiu à visão de curto prazo e fez prevalecer a avaliação técnica que alertou sobre os perigos de destruição do sistema de recife único no mundo.

No parecer foi dito que qualquer exploração deve ser feita com cuidado, já que os corais ainda são um mistério para a ciência.

Localizado na foz do rio Amazonas, o bioma é lar de diversas espécies de peixes e plantas ameaçados de extinção. Cientistas ainda suspeitam que hajam também inúmeras espécies que ainda nem foram catalogadas.

Desde 2015, a Total tenta conseguir a licença ambiental para explorar petróleo na região. Três versões do estudo de impacto ambiental já haviam sido apresentadas ao Ibama, mas todas tinham baixa qualidade e grande número de inconsistências, segundo o instituto.

Ao longo desses dois anos, a empresa petrolífera recebeu pedidos de correção, apresentou outros documentos e ainda assim recebeu uma resposta negativa.

Após analisar a versão mais recente da proposta, o Ibama afirma que, apesar das oportunidades de revisão dadas à empresa, diversos itens apresentados são inaptos ou têm informações pendentes. Acrescenta que, dessa forma, a emissão de licença para perfuração e exploração de petróleo não é possível.

Fonte: PortalAmazônia.
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A máquina que move o desmatamento da Amazônia

Na lógica que move a destruição da Floresta Amazônica, ainda é raro encontrar histórias de transformação como a de Roberto Brito de Mendonça, de 43 anos. Foram necessários 100 anos para que se rompesse – por suas mãos – uma vocação que parecia natural na família: o desmatamento ilegal.

Aos 12 anos, iniciado pelo pai e o avô, derrubou sua primeira árvore, às margens do rio Negro, no Amazonas. Trinta anos depois, abandonou a motosserra – e a ilegalidade. “Eu era revoltado com o governo que nos pedia para preservar. Na minha ignorância, eu falava: ‘Não estou nem aí, quero aproveitar a floresta da forma que eu conheço'”, conta Roberto, que dependia da madeira para sustentar a família.

A comunidade onde ele vive está dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Rio Negro, no Amazonas, criada em 2008 para preservar a mata e o modo de vida das populações tradicionais. Com 103 mil hectares e 693 famílias espalhadas por 19 vilarejos, a unidade de conservação, no entanto, não está livre do risco.

“Hoje já temos a pressão de grandes fazendeiros migrando dos estados do Pará e Rondônia para o Amazonas, com grandes empresários fazendo investimentos”, afirma Renê Luis de Oliveira, coordenador-geral de fiscalização ambiental do Ibama.

Em toda a Amazônia Legal, a sistemática do desmatamento segue um roteiro conhecido pelos fiscais: o invasor derruba a floresta em terra pública, vende madeira para se capitalizar, planta capim e coloca o gado. Mais tarde, as terras de interesse da agricultura dão lugar ao cultivo de soja, arroz e milho.

O método “boivigia”
Em sobrevoos de fiscalização, é possível avistar áreas desmatadas sem qualquer construção –apenas os bois vigiam o terreno. “Os grileiros invadem esperando, um dia, a regularização fundiária de uma terra que é pública”, afirma Oliveira.

O rebanho bovino na Amazônia Legal saltou de 37 milhões de cabeças em 1995, o que era equivalente a 23% do total nacional, para 85 milhões em 2016 – cerca de 40%. “A pecuária para a criação de gado é a atividade que mais contribui para o desmatamento na Amazônia, ocupando 65% da área desmatada”, afirma o estudo recente do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia).

Marlene Alves da Costa, uma das lideranças comunitárias na RDS Rio Negro, já precisou barrar invasores que queriam trazer gado para as terras. “Gado aqui é proibido. O que ainda acontece é o roubo de madeira. Cortam de dia, escondido, e levam embora à noite. Mas nós denunciamos”, conta.

Os moradores tradicionais de Reserva Extrativista Jaci-Paraná, em Rondônia, não conseguiram o mesmo. Segundo o Ibama, trata-se de uma unidade de conservação mais desmatada do estado. “Fazendeiros tomaram conta. São mais de 50 mil cabeças de gado na reserva”, relata Oliveira.

As áreas ocupadas por populações tradicionais, extrativistas, não barram os invasores. “É comum a gente verificar aliciamento desses povos dentro das reservas extrativistas e de uso sustentável. Eles acabam vendendo sua terra e, muitas vezes, são até afugentados pelos grandes proprietários”, relata Oliveira. “É muito complexo”.

Madeira Ilegal     As florestas públicas são alvos fáceis para grileiros e madeireiros (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Madeira Ilegal
As florestas públicas são alvos fáceis para grileiros e madeireiros (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Alvo fácil para grileiros
As florestas públicas sem destinação são o alvo mais fácil para os grileiros e seus bois. “São 60 milhões de hectares de florestas não destinadas na Amazônia. São terras públicas que estão à mercê da grilagem”, afirma Cristiane Mazzetti, especialista em Desmatamento Zero do Greenpeace. O tamanho da área em questão equivale a quase o dobro do território da Alemanha.

“Os povos da floresta são fundamentais para a conservação. Qualquer planejamento tem que levar em consideração as populações tradicionais, os indígenas, garantir o direito à terra e atividades econômicas que mantenham a floresta em pé”, diz Mazzetti a favor do aumento das unidades de conservação.

A pecuária não entraria nesta lista. O controle dessa atividade, inclusive, virou prioridade para coibir a destruição do ecossistema. Em mais de um ano de investigação, o Ibama multou 14 frigoríficos que compraram produtos vindos de áreas desmatadas ilegalmente ou embargadas.

Mazzetti destaca ainda o peso da política: “É fundamental que o governo não aprove medidas que sigam na direção contrária. E o que a gente vê é o contrário: propostas discutidas no Congresso que dão a expectativa de redução de unidades de conservação, ou desafetação, o que acaba contribuindo com a invasão dessas áreas.”

Após a aprovação da chamada MP da Grilagem (MP 759/16), tramita no Congresso o projeto que reduz a proteção na Floresta Nacional do Jamanxim, Pará. Na última quarta-feira, o governo federal publicou um decreto que extingue a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), na Amazônia. A reserva, criada em 1984, possui cerca de 47 mil quilômetros quadrados.

Desmatamento e vocação
Embora o balanço divulgado pelo Imazon tenha apontado queda de 21% do desmatamento entre agosto de 2016 e julho de 2017, a situação não é de alívio. “A gente ainda está em 2017 muito aquém de onde deveríamos estar para dizer: ‘Estamos no rumo da eliminação do desmatamento e de cumprir as metas estabelecidas no Acordo de Paris'”, comenta Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima.

Para ele, Brasília erra ao mandar o seguinte recado: “Com a anistia do Código Florestal, da grilagem, de invasão de áreas protegidas, retirada de direitos de povos indígenas, flexibilização de leis ambientais, eles mostram que o crime florestal compensa.”

Rittl dirige a crítica ao governo Temer e às concessões à bancada ruralista. “O chefe da bancada, inclusive, se esquece que a agricultura, que ele em tese defende, depende de água, que depende de floresta. Então preservar floresta nada mais é que assegurar um serviço ambiental para a produção agrícola nacional”, comenta, sobre a entrevista concedida pelo deputado e chefe da bancada ruralista Nilson Leitão à DW Brasil. “Ele demonstrou ter uma visão muito míope sobre o papel das florestas.”

Das margens do rio Negro, Roberto acompanha preocupado esses embates. O ex-desmatador, agora empreendedor, espera que nada atrapalhe sua nova vocação. Para ele, é a falta de conhecimento que atiça o instinto de destruição. “Passamos 100 anos para descobrir que a floresta tem valor”, menciona, lembrando a história de sua família. “O meu sonho é que as pessoas locais tenham a mesma oportunidade. Porque é através das pessoas locais que a preservação vai começar.”

Fonte: Carta Capital.
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‘É de uma singeleza ímpar’, diz Temer na China sobre decreto que extingue reserva de mineração na Amazônia

Presidente também afirma que ‘não se pode manter silêncio’ sobre atuação de procurador-geral da República, Rodrigo Janot; seu advogado havia pedido afastamento dele de investigações contra ele.

“É uma questão jurídica. Vamos nos pronunciar sobre isso. Vocês sabem que lá havia uma exploração clandestina ilegal do minério. Vocês verificaram pelo decreto que foi expedido que há preservação absoluta de toda e qualquer área ambiental e de área indígena”, afirmou Temer a jornalistas.

“O que há é uma regularização da exploração que se faz naquela região. Nada mais do que isso. É de uma singeleza ímpar”, acrescentou.

Mendes foi escolhido relator no STF da ação do PSOL contra o decreto que extinguiu a reserva, que está em uma área entre os Estados do Pará e do Amapá e tem 47 mil quilômetros quadrados, o tamanho equivalente ao território da Dinamarca.

Na terça-feira, a Justiça Federal já havia suspendido a decisão do governo.

A extinção da reserva, criada em 1984, vem gerando polêmica desde que foi anunciada, na semana passada. Assinado pelo presidente Michel Temer, o decreto nº 9.142 extinguiu a Renca e liberou a região para a exploração privada de minérios.

O governo afirma que cumprirá legislações específicas sobre a preservação da área. Mas especialistas alertam para os riscos para as áreas de proteção integral e terras indígenas que estão compreendidas dentro do perímetro da Renca.

Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, teve pedido de investigação contra Temer rejeitado pelo ministro do STF Edson Fachin Foto: BBCBrasil.com
Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, teve pedido de investigação contra Temer rejeitado pelo ministro do STF Edson Fachin
Foto: BBCBrasil.com

Janot

Questionado sobre a decisão do ministro do STF Edson Fachin, que rejeitou o pedido para afastar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, das investigações contra ele, Temer afirmou que seu advogado está analisando opções e pode recorrer à Corte. Segundo ele, não se pode “manter o silêncio”.

“Meu advogado está vendo. Ele me disse que talvez tenha agravo para o plenário do STF. Mas não sei. É uma questão que ele conduz”, disse.

“Não se trata de desqualificar o acusador. Você sabe que no plano jurídico quando alguém começa a agir suspeitamente, você tem de arguir a suspeição, pois quem decide é o Judiciário. É o Judiciário que vai decidir se há suspeição ou se não há suspeição. O que não se pode é manter o silêncio”.
Privatizações

Sobre o pacote de privatizações e concessões, foco da primeira etapa de sua viagem à China, Temer afirmou que há “interesse” dos chineses por investimentos no Brasil.

“Salientamos a questão da Eletrobras e dos 57 novos projetos que estão à disposição da iniciativa privada. Todos eles revelaram interesse. Eles querem todos investir cada vez mais. Não houve objetivo concreto (das reuniões), mas um interesse de manter os investimentos”, disse.

Ele falou com jornalistas no saguão do hotel onde está hospedado em Pequim após se reunir com executivos de quatro grandes empresas chinesas, entre as quais a StateGrid, que liderou os investimentos no setor de energia no ano passado no Brasil.

“Eles querem investir cada vez mais, revelando uma confiança extraordinária no nosso país, no setor de energia, elétrico e mineração”, disse.

“Existe uma crença absoluta no Brasil. O Brasil está começando a crescer, depois de vários meses de dificuldades, eles (investidores) sabem disso. Vocês sabem que os investidores não investem se não conhecerem exatamente o que está acontecendo no país”, acrescentou.

Temer chega a China acompanhado de ministros e assessores Foto: BBCBrasil.com
Temer chega a China acompanhado de ministros e assessores
Foto: BBCBrasil.com

Relações com a China

Temer também descreveu como muito positiva a relação entre o Brasil e a China.

“É uma relação fertilíssima. Esta é a quinta vez que me encontro com o presidente Xi Jinping. Ele teve a delicadeza institucional de me convidar para uma visita de Estado antes da reunião do Brics. Vamos ter uma reunião com ele, uma reunião com o primeiro-ministro, e tudo com vistas a incrementar e incentivar a relação comercial, política e cultural entre Brasil e China”, concluiu.

Temer está em visita de seis dias à China. Na capital chinesa, Pequim, ele se encontra com o presidente Xi Jinping nesta sexta-feira e no sábado participa de um seminário de investimentos com empresários brasileiros e chineses. No domingo, parte para Xiamen, no sudeste do país, para a cúpula dos Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Fonte: BBC.
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Homem é preso acusado de abusar sexualmente de criança

Suspeito ainda teria agredido a esposa, mãe da menina

Um homem foi preso nesta quarta-feira (30), sob acusação de abusar sexualmente de uma criança de três anos e agredir a própria esposa na rua Belarmino Belisario de Araujo, no bairro Jardim Itapura, na zona sul de São Paulo.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar, a enteada do homem acionou a polícia informando que o padrasto tinha abusado de sua irmã, de três anos, e agredido a sua mãe a socos.

A área que aconteceu o crime é atendida pelo 98º DP (Jardim Miriam). Mas a delegacia informou que o caso será registrado no 99º DP (Campo Grande). A delegacia disse que até o momento não recebeu a ocorrência.

Fonte: R7.
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Anvisa suspende venda e uso de Paracetamol e Amoxicilina

Padrão ouro na alimentação infantil. Essa é a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para o leite materno. As duas entidades recomendam a amamentação imediata após o nascimento e o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida do bebê. Após o primeiro semestre, deve-se incluir alimentos nutritivos como complementação ao leite. Posteriormente, até os 2 anos de vida da criança, o leite materno deverá servir como complemento à alimentação. “Qualquer outro leite que for usado em substituição ao leite materno vai fugir desse padrão ouro.

As fórmulas que existem no mercado são à base de proteína de uma outra espécie e há uma tentativa de adaptá-las para os seres humanos filhotes, os bebês. É óbvio que essa adequação é muito difícil de ser feita e uma fórmula jamais vai trazer os fatores imunológicos, que só estão presentes realmente no leite fresco da própria espécie”, afirmou a pediatra e neonatologista Ana Paz. Além de alimento, o leite materno funciona como a primeira vacina do bebê, já que transfere anticorpos necessários para proteção.

No entanto, apesar de todas as vantagens apresentadas, o Brasil não investe no incentivo à amamentação. De acordo com a OMS, o país registra investimento de menos de US$ 1 por bebê, quando o recomendado é de US$ 4,70 (clique aqui). Para a consultora internacional em aleitamento materno e responsável médica pelo Banco de Leite do Instituto de Perinatologia da Bahia (Iperba), há uma série de ações de baixo custo que poderiam ser adotadas nesse sentido. “Por exemplo, por que não se investir nos bancos de leite humano? Na Bahia inteira só temos seis bancos de leite, em Salvador são dois. Ao invés de pagar fórmula para bebês de mães com HIV, por exemplo, por que não esses bebês terem direito a ter o leite da própria mãe pasteurizado ou então de um banco de leite?”, questionou.Ana explicou que a tecnologia empregada em bancos de leite é extremamente barata e dominada pelo Brasil, usada como exemplo para outros países. A especialista ainda falou sobre as recomendações para mães durante o período de amamentação, uso de medicamentos, desmame e outros benefícios do leite materno.

Fonte: Bahia Notícias .
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Motorista resgata criança no engavetamento com 36 veículos na Carvalho Pinto em Jacareí

Ele ajudou a família a deixar o veículo e cuidou do menino até a chegada de parentes.

Um motorista ajudou a resgatar uma criança no engavetamento com 36 veículos e que deixou dois mortos e 20 feridos na rodovia Carvalho Pinto em Jacareí na manhã desta quarta-feira (30). Motoristas e passageiros relataram momentos de cooperação entre os sobreviventes para garantir o resgate das vítimas.

O carro do chefe de produção Carlos Eduardo Antoneli foi um dos veículos prensados e que acabou incendiado no engavetamento. Ele não se feriu, mas a esposa foi levada para o hospital com uma suspeita de fratura no braço.

No carro ao lado, havia uma família com uma criança. Ele retirou a criança e auxiliou a mãe e os avós dela a deixarem o veículo e a se afastarem do local.

“Quando batemos, foram batendo muitos carros, por cima, dos lados, caminhão. Quando conseguimos sair o menino estava do lado da gente. Nossa preocupação foi tirar as pessoas, principalmente ele, tirar de lá porque depois começou a pegar fogo, estourar pneu, e nós corremos para cá, mas graças a Deus, por Nossa Senhora, estávamos perto, deu para correr e o anjinho aqui escapou”, disse.bebe1

A criança foi a única ocupante do veículo que não se feriu. A mãe e os avós do menino foram socorridos ao hospital. Ele permaneceu na rodovia aos cuidados de Antoneli aguardando a chegada de parentes. Um tio buscou a criança.

“Acho que ele era o anjo que estava ali no meio de tudo e que nos socorreu, não nós socorremos ele, ele era o anjinho que tirou a gente dali”, finalizou.

Solidariedade

Outros motoristas relatam ter auxiliado os feridos a deixar os carros antes do incêndio. “Conseguimos tirar um homem, que foi levado no Águia [helicóptero da Polícia Militar], mais cinco pessoas de outros carros”, disse o especialista em processos Jean Duarte.

“Quando o fogo começou pegamos os extintores de todos os carros para tentar abafar, tinha gente presa, tentamos ajudar a sair”, disse o representante comercial Fernando Souza, que estava em um dos primeiros envolvidos no acidente. “Foi um pesadelo”, completou.

Segundo os bombeiros, 50 agentes e 15 viaturas de São José dos Campos, Jacareí e Mogi das Cruzes participaram do salvamento das vítimas.

Acidente

O acidente aconteceu por volta de 7h40 interdita completamente a rodovia Carvalho Pinto (SP-70) em Jacareí (SP) no sentido Rio de Janeiro. Segundo testemunhas, havia muita fumaça no local no momento do acidente, o que prejudicou a visibilidade dos motoristas.

Os bombeiros não precisaram se algum veículo parou ou reduziu na pista, dando início ao engavetamento, ou se algum motorista se perdeu. Os veículos que seguiam atrás também bateram e teve início um incêndio – 14 veículos foram queimados, entre eles dois caminhões.

Fonte: G1 .
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Torcedora do Bahia denuncia racismo em montagem com gremistas

Negra, Edna Matos está junto à filha em foto colocada acima de outra com cinco torcedoras brancas do Grêmio, que circula pelas redes sociais com a legenda ‘Ainda tem gente que acha que time é tudo igual’

Vítima de uma montagem que compara torcedoras de Bahia e Grêmio, a baiana Edna Matos desabafou após tomar conhecimento da viralização da imagem pelas redes sociais. Negra, ela fala em racismo, xenofobia e machismo na montagem que coloca a ela e a filha acima de uma foto com cinco gremistas brancas – a publicação circula com a legenda “Ainda tem gente que acha que time é tudo igual”.

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“Não tem essa questão de beleza, quem acha isso não está enxergando ou não quer enxergar. Ali está embutida a ideia de que uma raça é mais bonita que a outra, que o nordestino é feio, pobre, inferior e preto, em sua grande maioria… e também o machismo, como se a mulher servisse só para enfeitar a torcida e não para torcer por um time”, disse à revista Veja.

“O racismo no Brasil até o advento das redes sociais era velado, e hoje ele é camuflado. As pessoas se escondem atrás de um anonimato para destilar seu preconceito. Antes, quando tinha de ser cara a cara, as pessoas não falavam abertamente, mas a gente identificava nos gestos, no trato com as pessoas”, prosseguiu.

Edna diz ainda que as gremistas também são vítimas, pois duvida “que elas tenham autorizado o uso daquela foto”.

Fonte: Notícias ao Minuto.
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Nova vacina vai proteger mães do Zika vírus e bebês da microcefalia

Instituto Evandro Chagas diz que a vacina contra o Zika vírus deve chegar aos postos de saúde em até cinco anos. Enquanto isso, mães relatam o drama após diagnóstico da doença e o dia-a-dia de filhos que nasceram com microcefalia.

Um sonho de vida adiado. Foi o que a jornalista Adriana Pereira, 30 anos, viveu após ser diagnosticada com o Zika vírus, em fevereiro de 2016. Ela estava fazendo acompanhamento médico para ter o primeiro filho, mas precisou interromper os planos quando começou a desenvolver os sintomas da doença: febre baixa, dor nos músculos e articulações, coceira, vermelhidão nos olhos e manchas vermelhas na pele.

Na maioria das vezes, a transmissão do Zika vírus ocorre através da picada do Aedes aegypti, mesmo mosquito que transmite febre amarela, dengue e chikungunya. Mas já existem casos de pessoas que foram contaminadas através da relação sexual sem uso de preservativo.

Uma das maiores complicações do Zika vírus ocorre quando a gestante é contaminada, o que pode causar microcefalia, uma grave doença neurológica, no bebê.  Foi isso que fez Adriana adiar o sonho de ser mãe. “Parei de tomar anticoncepcionais e queria muito que meu filho nascesse ainda em 2016, mas, após meu diagnóstico, os médicos foram categóricos e disseram que eu deveria esperar, pelo menos, seis meses para engravidar”.

Adriana e o marido começaram a buscar informações sobre a doença e decidiram não arriscar. “Voltei a tomar contraceptivos. Acompanhávamos as notícias e tínhamos muito medo da microcefalia”.   A jornalista esperou oito meses após o diagnóstico para engravidar, mas o receio continuava. “Depois que tive a doença, continuei usando repelente todo dia, passava a cada hora, para evitar ser picada pelo mosquito. Eu tinha repelente na bolsa, no carro e em casa. Fiquei paranoica”, conta.

Pedro, filho de Adriana, nasceu saudável, em junho deste ano. Mas nem todo mundo vive a mesma ser realidade. Em 2015, na sua segunda gestação, aos 21 anos, a dona de casa Wanessa Santos Brito recebeu a notícia de que seu filho nasceria com microcefalia. Com poucas informações sobre a doença, a notícia foi um grande choque para toda a família.

Três dias após descobrir que estava grávida, no início de novembro, Wanessa começou a apresentar manchas vermelhas pelo corpo, febre e coceira. “Naquela época, ninguém sabia detalhes sobre o Zika vírus, então achamos que era dengue. Fui com o meu obstetra e ele me alertou dizendo que eu tinha Zika, me explicou o que era, mas não disse nada da relação com microcefalia”, relembra.

Após vários sangramentos, Wanessa novamente procurou atendimento médico e descobriu que estava com a placenta baixa e que sua gravidez era de risco. Com a rotina de repouso, exames e consultas, ao final do sexto mês de gestação, ela ficou bastante gripada e passou mal. “Fui para o hospital e fiz um Ultrassom. O médico viu que a cabeça do meu filho era muito pequena para o tempo da minha gravidez. No dia seguinte, fomos ao obstetra e ele fez outra ultrassom para confirmar: meu filho nasceria com microcefalia; para piorar, ele teria um grave problema no coração e a Síndrome Dandy Walker, doença rara e que causa anomalias estruturais cerebrais e resultam de alterações no desenvolvimento do sistema nervoso central”, conta.

Segundo Wanessa, apesar do médico dizer que seu filho morreria momentos após o nascimento, ela e sua família nunca perderam a fé e a esperança. Guilherme, hoje com 1 ano e três meses, não nasceu com o problema no coração e nem com a síndrome rara, mas, devido a microcefalia, as dificuldades continuam sendo muitas.

“Muita coisa mudou na nossa vida. Após o nascimento, ele ficou quatro dias na UTI para fazer vários exames. Depois fomos para casa. O primeiro dia foi tudo bem, mas no dia seguinte ele chorava quase que 24h por dia. Eu não conseguia fazer mais nada, era só com ele no meu colo o tempo todo. Até que ele começou a tomar remédios e a agitação foi diminuindo. O choro, além de causar muito estresse, poderia causar uma convulsão”, relembra.

Wanessa e o marido Wendel Henrique, de 27 anos, precisaram se desdobrar entre os cuidados com o filho mais velho Eduardo, de 3 anos, o trabalho, os afazeres de casa e a atenção especial ao filho com microcefalia.

“Nossa rotina mudou completamente. Depois que o Guilherme nasceu, de segunda a sexta é médico o tempo todo. Hoje ele faz hidroterapia, fisioterapia e acompanhamento com uma fonoaudióloga, ambos pelo SUS. Também fazemos uma coleta de dinheiro entra a família para pagar uma terapeuta ocupacional que vai em casa uma vez por semana. Recentemente, o meu marido ficou desempregado e os custos só aumentam, são muitos gastos”, desabafa.

Wanessa relembra que, por pouco, não teve depressão e que o apoio da família e amigos continua sendo fundamental para superar os desafios diários. “Tive apoio de todos, além de acompanhamento psicológico. Não foi fácil, mas a minha fé me fez superar tudo isso. Logo no começo, quando descobri que meu filho nasceria com esse problema até o final do sétimo mês, eu estava bastante triste, sem saber o que fazer, mas depois consegui superar e fui buscar informações do que deveria fazer quando ele nascesse. Comecei a conversar com outras mães que têm filhos iguais ao meu e isso foi muito importante. Foi um baque muito grade, mas nós nos preparamos para recebê-lo”, conta emocionada.

Além das dificuldades, o preconceito e os olhares “de lado” de algumas pessoas não enfraquecem e desanimam a família do pequeno Guilherme. “Eu enfiei na minha cabeça que o meu filho era o mais importante e que as dificuldades não me interessavam. Todos próximos gostam muito dele, vêm visitar em casa. A microcefalia não muda em nada o amor pelo nosso filho. Sabemos que ele precisa de cuidados especiais, precisa de muito mais do que podemos dar a ele. E é isso que lutamos todos os dias, para conseguir mais tratamentos que possam influenciar no desenvolvimento dele. Fazemos com que ele participe de tudo, não excluímos ele de nada, pois achamos importante esse ambiente familiar”, conta Wanessa.

 

https://youtu.be/YRMH53bQfSM

A mãe do pequeno Guilherme e do Eduardo só tem um desejo: que os filhos sejam felizes e que possam, um dia, ter mais proximidade.

“Quero que o Eduardo cresça, tenha um bom estudo, brinque e conquiste tudo o que quiser e acabo querendo que o Guilherme consiga fazer tudo o que o irmãozinho fez. Quero que os dois, um dia, consigam fazer as coisas juntos, que tenham essa proximidade que está faltando por causa da doença”.

https://youtu.be/8cdAoIUQ-qU

PESQUISAS E TECNOLOGIAS CONTRA O ZIKA VÍRUS

O drama vivido pelas famílias de Adriana e Wanessa e de milhares de outras mães espalhadas pelo mundo poderia ter sido evitado. É o que garante o Instituto Evandro Chagas (IEC) – centro de referência mundial em tecnologias direcionadas à saúde pública – ao desenvolver, em parceria com a Universidade Medical Branch do Texas, Estados Unidos, a vacina contra o Zika vírus.

O estudo foi divido em várias etapas e comprovou a capacidade da vacina contra o Zika, impedindo, inicialmente, a infecção pelo vírus dentro do útero de fêmeas de camundongos.  A equipe chefiada pelo médico e pesquisador Pedro Vasconcelos, diretor do Instituto, também realizou testes em mosquitos e macacos.

A vacina vai imunizar as pessoas, intervindo com a população do Aedes aegypti, resultando no bloqueio da transmissão dos vírus pelo mosquito. Primeiramente, as pessoas serão vacinadas, depois, vão produzir anticorpos contra o mosquito. A partir daí, os mosquitos que picarem essas pessoas vão perder a capacidade em transmitir arboviroses como o Zika vírus, quebrando a cadeia de transmissão.

Fases

Segundo o pesquisador, os testes iniciaram em camundongos, pois são animais que não possuem defesa contra infecções virais. “Vacinamos primeiramente as fêmeas. Um mês depois de vacinadas, elas foram acasaladas. Quando estavam ao final da gestação, usamos o vírus selvagem que causa microcefalia e conseguimos demonstrar que aquelas fêmeas prenhas, quando infectadas pelo Zika selvagem, não desenvolviam microcefalia, não morriam, não tinham infecção nas placentas. Isso mostrou que a vacina protegia de forma segura o feto, que era o principal objetivo da avalição”, explica Pedro.

Outro grupo de camundongos fêmeas nas mesmas condições também acasalou e foi infectado pelo Zika vírus, mas não foi vacinado. Nesse caso, houve quase que 100% de mortes dos fetos, além de alta quantidade de vírus nas placentas. “Os que não morreram desenvolveram microcefalia e outras deformações congênitas, mostrando bem a diferença do grupo vacinado e do grupo não vacinado. Esse experimento foi crucial”, avalia.

Outra fase importante foi a análise da capacidade do vírus atenuado contido na vacina infectar o mosquito Aedes aegypti. Nenhum mosquito alimentado com sangue que tinha a vacina desenvolveu infecção, enquanto que 60% dos alimentados com sangue infectado com o vírus selvagem se infectaram com o Zika e poderiam propagá-lo para hospedeiros humanos.

Mesmo a injeção direta da vacina no mosquito Aedes aegypti não se mostrou capaz de infectá-lo, demonstrando dessa forma que a vacina produzida no IEC não é capaz de infectar o principal vetor do Zika vírus. “Esse resultado foi muito bom, porque, caso contrário, as pessoas vacinadas poderiam ser picadas pelo mosquito e transmitir Zika para outras pessoas, se também picadas”, explica.

https://youtu.be/hw_r6hvFqlQ

Na fase final, os experimentos foram feitos em macacos Rhesus. Eles foram vacinados e infectados para ver se adoeciam ou e se tinham uma resposta robusta de anticorpos. “Não foi detectado vírus no sangue dos animais que foram previamente vacinados. Eles sobreviveram sem nenhuma alteração, demonstrando que um animal muito próximo na escala evolutiva do ser humano estava protegido contra o Zika vírus”, conta Vasconcelos.

“Os testes demonstraram que, vacinados, os animais davam uma resposta muito boa mediante a formação de anticorpos, ativação e produção de citocinas específicas (grupo de moléculas envolvidas na emissão de sinais entre as células durante o desencadeamento das respostas imunes), além de estimulação das células do sistema imunológico, principalmente de linfócitos T e B. Foi mostrado que eles tinham uma robustez de resposta muito boa dentro do que se esperava realmente”, explicou o pesquisador.

Vários testes já chegaram ao fim, mas os pesquisadores do Evandro Chagas continuam fazendo experimentos com macacos de outras espécies (“verde africano” e “de cheiro”) para ver se a resposta é semelhante com a do macaco Rhesus. Os experimentos devem encerrar em dezembro deste ano ou janeiro de 2018, segundo Pedro Vasconcelos.

Após as pesquisas do IEC, a Bio-Manguinhos, unidade produtora de imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, será responsável por produzir a vacina em larga escala, inclusive para ensaios clínicos. “Depois disso, há uma série de procedimentos administrativos, como obter autorização da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTBio), além do registro e licença para experimentos em humanos, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)”, explicou o pesquisador.

A expectativa é de que a vacina esteja disponível nos postos de saúde dentro de três a cinco anos.

Segundo o diretor do IEC, o objetivo da vacina é imunizar mulheres em idade fértil e seus parceiros, além de crianças de até 10 anos de idade.

Investimentos, prevenção e novo surto de Zika vírus

Segundo o Ministério da Saúde, ao todo, cerca de R$ 130 milhões, até o momento, foram comprometidos para o desenvolvimento de vacinas, soros e estudos científicos para as doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti.

Para Pedro Vasconcelos, os investimentos ajudaram no desenvolvimento da vacina em um curto prazo. “Nunca uma vacina foi desenvolvida em um prazo tão rápido quanto esta. E isso se deve a pronta liberação de recursos do Ministério da Saúde, a expertise do nosso pessoal e da universidade do Texas, e o desenvolvimento das tecnologias científicas. Isso fez com que a gente obtivesse essa vacina praticamente em tempo recorde”, afirmou.

O diretor do Instituto Evandro Chagas revelou que o investimento do Ministério da Saúde nas pesquisas do IEC e Universidade do Texas representou em torno de R$ 10 milhões. “Como o Zika era uma emergência em saúde pública, de interesse nacional e internacional, os órgãos de fomento e o próprio Ministério da Saúde tiveram uma celeridade nos processos burocráticos de liberação de recursos, inclusive vindo fundos da Presidência da República”, disse.

Foi o grupo de pesquisadores do IEC que demostrou pela primeira vez a conexão do Zika Vírus com a microcefalia. As confirmações vieram depois por outras instituições tanto do Brasil, quanto do exterior.

Segundo Vasconcelos, a curiosidade e as investigações científicas fizeram com que os pesquisadores se envolvessem totalmente na busca por soluções ao problema e ao surto da doença vivido no Brasil. “O impacto do Zika foi muito grande na população. O custo não só financeiro, mas social, foi e é muito grande. Na minha condição de pesquisador, cientista, médico e pai, isso me sensibilizou e exigiu muito de mim”, diz.

https://youtu.be/oeBVdn0-dPM

Uma doença que impactou a vida e a saúde de inúmeras famílias — principalmente afetando uma área de grande apelo social, que é o caso da gestação e da criança recém-nascida — por si só já demonstra a importância da vacina, mas, para os pesquisadores envolvidos no processo, isso vai além: é necessária a preparação de um instrumento que socorra a população quando ocorrer uma segunda onda epidêmica de Zika. “Nossos esforços são no sentido de desenvolver o mais rapidamente possível uma vacina, já que temos convicção de que uma nova onde epidêmica deve ocorrer no Brasil daqui a cinco ou 10 anos”, diz o cientista.

https://youtu.be/GPAKYaHxX0E

Prevenção

A pediatra e pesquisadora clínica da Seção de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas do IEC, Consuelo Silva de Oliveira, também destaca a importância da vacina ao impactar positivamente na humanidade em caso de uma nova epidemia. “A vacina é uma grande estratégia de prevenção de doenças e, no caso de Zika, a necessidade aumenta no sentido de prevenir o nascimento de bebês com más formações e complicações neurológicas”, enfatiza.

Oliveira acredita que as pesquisas devem priorizar estudos e avanços tecnológicos que contribuem para o desenvolvimento de bebês com microcefalia em decorrência do vírus.

MICROCEFALIA

Somente de janeiro até 1º de julho deste ano, o Brasil registrou 391 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita, segundo dados do Ministério da Saúde. Permanecem em investigação 2.763 casos notificados em 2017.

Desde o início das investigações, em outubro de 2015, foram notificados ao Ministério da Saúde 14.144 casos. Destes, 6.146 (43,5%) foram descartados por apresentarem exames normais ou por apresentarem microcefalia ou malformações confirmadas por causa não infecciosas. Além disso, 157 (1,1%) foram classificados como prováveis para relação com infecção congênita durante a gestação. Também 1.866 (13,2%) foram excluídos após investigação, por não se enquadrarem na definição de caso. Outros 2.844 (20,1%) casos foram confirmados e 3.131 (22,1%) continuam em investigação.

No Pará, segundo balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), desde 2015 até o início do mês de agosto deste ano, foram confirmados 23 casos de microcefalia por relação com o Zika vírus.

Após diagnóstico de microcefalia confirmado

O Instituto Evandro Chagas faz o acompanhamento de grávidas que procuraram atendimento por suspeita de Zika desde o auge da epidemia, em 2016, até o desfecho da gravidez. Segundo Consuelo Silva de Oliveira, o acompanhamento é gratuito e obedece a todas as normas éticas em estudo clínico que envolve seres humanos.

“O estudo clínico em andamento faz o acompanhamento de bebês alinhado com as recomendações do Ministério da Saúde, observando as crianças que nasceram de mães com diagnóstico confirmado de Zika. Pelos estudos atuais demonstrarem que, além de má formações congênitas, como a microcefalia, este segmento é de suma importância para detectar outras anomalias, como surdez, atraso motor, convulsões e outras complicações. Está previsto o acompanhamento das crianças nascidas deste grupo de grávidas por até dois anos de idade”, explica.

Ainda segundo Consuelo, as crianças em acompanhamento são agendadas para avaliação clínica com o pediatra no intervalo de dois a três meses, além de realizarem e completarem a triagem neonatal com exame de mapeamento de retina e teste auditivo específico, pelos olhos e ouvidos serem órgãos alvos do Zika vírus. “Se for detectado algum sinal ou sintoma neurológico, a criança é encaminhada para avaliação com o neurologista pediátrico da equipe de estudo”, ressalta.

A professora Rosenildes Fernandes Ribeiro de Almeida, de 43 anos, também viveu o drama do diagnóstico do Zika. No terceiro mês da sua terceira gestação, ela descobriu que havia sido infectada pelo vírus. Rosenildes acredita que tenha sido picada pelo mosquito na escola onde trabalhava.

“Minha gravidez já era de risco por causa da minha idade. Até o segundo mês, minha filha estava se desenvolvendo naturalmente. Por volta do terceiro mês, contraí o vírus da Zika. Meu mundo caiu”, relembra.

Após o diagnóstico, ela procurou o Instituto Evandro Chagas para que sua gravidez e sua filha, após o nascimento, fossem acompanhadas. “O Instituto foi monitorando tudo do bebê. Eu me sentia assistida, mas emocionalmente abalada. A cada ultrassom, a cabecinha dela não se desenvolvia, mas, por um centímetro, ela estava livre da suspeita de microcefalia. Isso nos deu um certo alívio, até que vimos uma reportagem que dizia que o vírus poderia causar, além da má formação, outras sequelas”, conta.

Emocionada, Rosenildes lembra que, após o parto, Maria passou por inúmeros testes específicos. “No hospital, foram feitas todas as triagens possíveis. Com 18 dias de vida, ela entrou no aparelho de ressonância magnética para detectar se havia alguma sequela neurológica ou óssea”.

O nome da criança, que seria apenas Maria, ganhou um reforço de peso e, por sugestão do irmão mais velho, de apenas oito anos, a criança foi registrada como Maria Vida. Ela está prestes a completar 1 no de idade.

A família da menina respira com mais tranquilidade, mas o acompanhamento com especialistas continua. “Hoje, vamos a cada dois meses ao Instituto, com a mesma equipe que me acompanhou desde a gravidez. A Maria Vida está super saudável e tem todas as caraterísticas de um bebê dito normal, mas, até chegarmos a essa conclusão, foi uma luta diária. A caminhada continua, já que o Instituto só elimina todas as dúvidas quando a criança completa dois anos de idade, para ter a segurança de que está tudo bem”.

Quase um ano depois do surto – mesmo com o fim da emergência nacional, decretado em maio de 2017 –  muitas incertezas ainda persistem sobre o Zika vírus e sobre a microcefalia. Ações de enfrentamento continuam mantidas por todo Brasil e, segundo o Ministério da Saúde, o investimento em novas tecnologias é um dos eixos do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes aegypti e à microcefalia, lançado pelo Governo Federal em dezembro de 2015.

ZIKA: DAS CONSEQUÊNCIAS GRAVES À MORTE

O surto de Zika vírus alarmou o mundo inteiro e ganhou força no Brasil após ser confirmado laboratorialmente em 2015. As primeiras amostras confirmadas da doença vieram de pacientes do município de Camaçari, na Bahia.

Com o País atingido por uma das maiores epidemias da história, o Ministério da Saúde chegou a decretar, em novembro de 2015, situação de emergência em saúde pública de importância nacional por Zika e microcefalia.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também havia declarado situação de emergência em saúde pública mundial por causa do problema, em fevereiro de 2016. Em novembro do mesmo ano, a entidade anunciou o fim da emergência internacional.

O cenário assustador também fez a OMS recomendar que mulheres adiassem a gestação após a relação entre o Zika e a microcefalia deixar de ser dúvida e pesquisas indicarem que os efeitos do vírus em bebês iriam além, com comprometimentos motores, visuais e auditivos.

O problema que aparentemente parecia limitado à região Nordeste, se alastrou por todo país, atingindo também outras nações. O Zika vírus passou a ser o vilão da saúde internacional. O temor de uma rápida propagação da doença aumentou após a confirmação de que o vírus também pudesse ser transmitido sexualmente.

Na época, a OMS chegou a emitir um alerta, informando que o surto de Zika poderia afetar entre 3 e 4 milhões de pessoas em todo o Continente Americano.

O vírus também pode causar a Síndrome de Guillain-Barrém, uma reação muito rara a agentes infecciosos, como vírus e bactérias, e tem como sintomas a fraqueza muscular e a paralisia dos músculos.

Os sintomas começam pelas pernas, podendo irradiar para o tronco, braços e face. A síndrome pode apresentar diferentes graus de agressividade e o principal risco é quando ocorre o acometimento dos músculos respiratórios, devido à dificuldade para respirar, podendo levar à morte, caso não sejam adotadas medidas de suporte respiratório.

O fim da declaração de emergência em saúde ocorreu em momento de queda dos casos da doença. Segundo o Ministério da Saúde, entre os pontos da avaliação de risco determinados internacionalmente é que o evento seja considerado incomum ou inesperado, o que não ocorre mais, visto que já há conhecimento científico suficiente que comprove a relação do Zika e as alterações neurológicas.

Entretanto, apesar da diminuição de casos apontados pelo Ministério da Saúde, no Pará, o número aumentou.

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificações (SINAN), da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), apontam que entre os dias 1º de janeiro e 23 de junho de 2017, foram confirmados 274 casos de Zika vírus no Estado. Já no mesmo período do ano passado, foram registrados 163 casos.

Segundo a Sespa, desde 2015, o município de Xinguara, no sudeste paraense, foi o que mais registrou a doença, com 306 casos confirmados, seguido das cidades Afuá e Parauapebas. Veja número dos locais mais afetados no Pará:

Números nacionais em 2017
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De acordo com o Ministério da Saúde, até o dia 24 de junho deste ano, foram registrados 13.353 casos de Zika em todo o país, uma redução de 93,5% em relação a 2016, quando foram registrados 205.578 casos.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, a análise da taxa de casos prováveis mostra uma baixa incidência em todas as regiões geográficas até o momento. Os dados apontam que as regiões Centro-Oeste e Norte foram as mais afetadas, apresentando as maiores taxas de incidência: 23,1 casos/100 habitantes e 15,7 casos/habitantes, respectivamente.

O Ministério da Saúde informou que em relação às gestantes, foram registrados 1.887 casos prováveis, sendo 563 confirmados por critério clínico-epidemiológico ou laboratorial. Não houve registro de óbito por Zika em 2017 no País, enquanto que no ano passado foram registradas oito mortes.

Combate

O Governo Federal, em conjunto com outros órgãos envolvidos no tema, mantém a política de combate ao Zika, dengue e chikungunya, assim como os estados e municípios.

Além das ações coletivas, é necessário conscientizar toda população da importância do reforço dos cuidados individuais para eliminar possíveis criadouros, independente da época do ano.

Em 2016, o Ministério da Saúde criou uma cartilha com diversas informações sobre o Zika vírus e cuidados para evitar e combater a doença.

O departamento de Medicina Social da Universidade Federal de Pelotas (DMS-UFPel) também lançou um hotsite “Todos contra o Aedes Aegypti”, destinado aos gestores que precisam combater o mosquito, além de alternativas que protejam o meio ambiente e a saúde das pessoas.

No Pará, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) tem atuado no controle e vigilância de casos suspeitos, por meio da Sala de Situação, que articula parcerias com o Exército Brasileiro nas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. Os soldados já estiveram em campo nos municípios de Ananindeua, Belém, Marabá, Marituba, Rio Maria, Sapucaia, Tucuruí e Xinguara, treinados e capacitados para lidar com diversas situações junto à educação da população.

Mesmo com o fim da emergência nacional, muitas incertezas ainda persistem sobre a doença. Ações de enfrentamento continuam mantidas por todo Brasil e, segundo o Ministério da Saúde, o investimento em novas tecnologias é um dos eixos do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes aegypti e à microcefalia, firmado no final do ano passado.

 

Fonte: DOL.
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