ESTATÍSTICA- Um em cada quatro jovens vai abandonar o ensino médio até o final do ano

Jovens entre 15 e 17 anos vão abandonar estudos, não vão se matricular para o ano seguinte ou serão reprovados

A cada ano, quase 3 milhões de jovens abandonam a escola no Brasil. É o que apontou o estudo Políticas Públicas para Redução do Abandono e Evasão Escolar de Jovens, elaborado pelo Ensino Superior em Negócios, Direito e Engenharia (Insper) e divulgado hoje (17).

Ao final deste ano, um em cada quatro jovens entre 15 e 17 anos de idade vão abandonar seus estudos, não vão se matricular para o ano seguinte ou serão reprovados. Isso corresponde a um universo de 2,8 milhões de pessoas (27%), entre os 10 milhões de jovens estimados no país nessa faixa etária e que deveriam, de acordo com a Constituição, estar frequentando a escola.

Desse total de 10 milhões de jovens, cerca de 15% ou 1,5 milhão, sequer vão se matricular para o início do ano letivo. Do restante, entre aqueles que se matriculam, cerca de 7% ou 700 mil jovens vão abandonar a escola antes do final do ano. Além disso, cerca de 600 mil alunos (5%) serão reprovados por faltas, o que completa os 2,8 milhões de jovens que estarão fora da escola a cada ano.

Segundo o estudo, mais da metade desses jovens (59% do total ou cerca de 6,1 milhões) vai concluir o Ensino Médio com no máximo um ano de atraso. Além de todos os problemas que isso provocará para o futuro desse jovem e para o país, a evasão (ausência de matrícula no início do ano letivo) e o abandono escolar (desistência durante o ano escolar) dos jovens também implica em prejuízo econômico: cerca de R$ 35 bilhões por ano são desperdiçados no país por causa dessa realidade.

O estudo mostra ainda que houve uma estagnação na matrícula dos jovens entre 15 e 16 anos e que a porcentagem de jovens de 17 anos fora da escola cresceu 6 pontos percentuais nos últimos 15 anos, passando de 34% para 39,8%. Isso, segundo o estudo, contradiz uma tendência mundial: dados da Unesco apontam que 74% dos países avançam mais rapidamente na inclusão de jovens de 15 a 17 anos que o Brasil.

Os dados revelam que mais da metade das nações tem menor porcentagem de jovens fora da escola que o Brasil. Se manter este ritmo, o país levará 200 anos para atingir a meta estabelecida no Plano Nacional de Educação: universalizar o atendimento escolar para essa faixa etária – que, pelo plano, deveria ter sido concluída no ano passado.

Solução para o desengajamento

As principais razões para o chamado “desengajamento dos jovens”, segundo o estudo, estão associadas à pobreza e à dificuldade de acesso, tais como a falta de escolas na comunidade onde o jovem vive ou a falta de recursos para o transporte até a escola. Há também questões relacionadas à inadequação do currículo adotado, do clima escolar e da baixa qualidade dos serviços oferecidos pela escola.

Para reverter o quadro, o estudo propõe a criação de políticas públicas para diminuir o desengajamento como a garantia de acesso principalmente para aqueles que vivem em áreas rurais ou que têm alguma deficiência ou para jovens que cumprem pena privados de liberdade.

O estudo também propõe a criação de cursos profissionalizantes, um sistema de aconselhamento, práticas esportivas e artísticas, aumento das atividades à distância e flexibilização dos horários das aulas e do modelo de avaliação para ajudar a reduzir a evasão escolar.=

O estudo Políticas Públicas para Redução do Abandono e Evasão Escolar de Jovens é organizado pela Fundação Brava, pelo Instituto Unibanco e pelo Instituto Ayrton Senna e está disponível no site Galeria de Estudos e Avaliação de Políticas Públicas, o Gesta.

Fonte: ORMNews.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
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Mulher de 150 quilos mata menina de 9 anos ao se sentar sobre ela

Americana é acusada de homicídio e crueldade com menor

Uma mulher de 150 quilos foi acusada de assassinato na Flórida por ter matado uma garota de 9 anos ao sentar-se sobre ela como forma de castigo. As informações sobre o caso foram divulgadas na mídia local nesta terça-feira.

Veronica Green Posey, de 64 anos, foi presa e acusada de homicídio e crueldade contra um menor, informou “The Pensacola News Journal”, periódico da Flórida. A polícia do condado de Cambria afirmou que a vítima era a prima de Veronica. Paramédicos e oficiais de Justiça correram para a casa da família em Pensacola após um telefonema ser feito para serviços de emergência. Veronica contou aos agentes que ela se sentou sobre a menina Dercika Lindsay como punição “porque ela estava fora de controle”.

O relatório da polícia diz que, durante o incidente, a menina disse a Veronica e aos pais — que também se encontravam em casa naquele momento — que não conseguia respirar. Quando a moça se levantou, a criança já não estava consciente. As autoridades dizem que Veronica chamou de serviços de emergência e tentou ressuscitar a Derika.

O relatório de prisão diz que os pais da pequena, Grace Joan Smith e James Edmund Smith, são acusados de negligência com menor. Grace Smith chamou Veronica, que é sua sobrinha, para ir à sua casa ajudá-la a disciplinar a criança, de acordo com o relatório. Ela contou aos investigadores que Veronica atingiu Derika com uma régua e um tubo de metal antes de se sentar sobre ela.

Já James Smith disse aos investigadores que Veronica sentou-se sobre a menina por alguns minutos antes de ela reclamar que não podia respirar e que se levantou somente dois minutos depois disso.

Fonte: O Globo.
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Redação no Enem: cartilha do participante é divulgada pelo Inep

Órgão diz que não houve mudanças nos critérios de correção. Cartilha mostra oito redações com textos nota mil

O documento “Redação no Enem 2017 – Cartilha do participante”, conhecida como o ‘manual da redação’ do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), foi divulgada na tarde desta segunda-feira (16) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). (Clique aqui para baixar o PDF.)

“Não haverá novidades na forma de correção da redação no Enem 2017. A única mudança é a aplicação no primeiro dia de provas, 5 de novembro”, afirma o Inep.

O instituto diz que, neste ano, o documento foi reelaborado para “tornar a metodologia de avaliação da redação mais transparente. Também está mais evidente o que se espera do participante em cada uma das competências avaliadas.”

Exemplos de redações nota mil

O Inep diz que, além de deixar mais claro como é a correção e explicar o que se espera do candidato, a cartilha traz oito redações que obtiveram pontuação máxima no Enem 2016, com comentários. “A ideia é apresentar exemplos positivos que contemplaram todos os critérios máximos de correção pelos diferentes corretores”, diz o Inep. (VEJA OS TEXTOS ABAIXO)

Competências exigidas

A prova de redação exige a produção de um texto em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo, sobre um tema de ordem social, científica, cultural ou política. Os aspectos a serem avaliados relacionam-se às competências que devem ter sido desenvolvidas durante os anos de escolaridade.

Nessa redação, o participante deverá defender uma tese – uma opinião a respeito do tema proposto –, apoiada em argumentos consistentes, estruturados com coerência e coesão, formando uma unidade textual. O texto deve ser redigido de acordo com a modalidade escrita formal da língua portuguesa. Também é preciso elaborar uma proposta de intervenção social para o problema apresentado no desenvolvimento do texto que respeite os direitos humanos.

O texto produzido é avaliado por, pelo menos, dois avaliadores, de forma independente, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. Esses dois professores avaliam o desempenho do participante de acordo com as cinco competências. Cada avaliador atribuirá uma nota entre 0 e 200 pontos para cada uma das cinco competências, e a soma desses pontos comporá a nota total de cada avaliador, que pode chegar a 1.000 pontos. A nota final do participante será a média aritmética das notas totais atribuídas pelos dois avaliadores.

Competência 1 – Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa.
Competência 2 – Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.
Competência 3 – Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 – Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
Competência 5 – Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Oito textos nota mil

Veja abaixo exemplos de textos nota mil que constam na cartilha.

Redação de Vinícius Oliveira de Lima

Tolerância na prática

“A Constituição Federal de 1988 – norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro – assegura a todos a liberdade de crença. Entretanto, os frequentes casos de intolerância religiosa mostram que os indivíduos ainda não experimentam esse direito na prática. Com efeito, um diálogo entre sociedade e Estado sobre os caminhos para combater a intolerância religiosa é medida que se impõe.

Em primeiro plano, é necessário que a sociedade não seja uma reprodução da casa colonial, como disserta Gilberto Freyre em “Casa-grande e Senzala”. O autor ensina que a realidade do Brasil até o século XIX estava compactada no interior da casa-grande, cuja religião oficial era católica, e as demais crenças – sobretudo africanas – eram marginalizadas e se mantiveram vivas porque os negros lhes deram aparência cristã, conhecida hoje por sincretismo religioso. No entanto, não é razoável que ainda haja uma religião que subjugue as outras, o que deve, pois, ser repudiado em um Estado laico, a fim de que se combata a intolerância de crença.

De outra parte, o sociólogo Zygmunt Bauman defende, na obra “Modernidade Líquida”, que o individualismo é uma das principais características – e o maior conflito – da pós-modernidade, e, consequentemente, parcela da população tende a ser incapaz de tolerar diferenças. Esse problema assume contornos específicos no Brasil, onde, apesar do multiculturalismo, há quem exija do outro a mesma postura religiosa e seja intolerante àqueles que dela divergem. Nesse sentido, um caminho possível para combater a rejeição à diversidade de crença é desconstruir o principal problema da pós-modernidade, segundo Zygmunt Bauman: o individualismo.

Urge, portanto, que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar a intolerância religiosa. Cabe aos cidadãos repudiar a inferiorização das crenças e dos costumes presentes no território brasileiro, por meio de debates nas mídias sociais capazes de desconstruir a prevalência de uma religião sobre as demais.

Ao Ministério Público, por sua vez, compete promover as ações judiciais pertinentes contra atitudes individualistas ofensivas à diversidade de crença. Assim, observada a ação conjunta entre população e poder público, alçará o país a verdadeira posição de Estado Democrático de Direito.”

Redação de Jordana Bottin Ecco

“Prática religiosa um direito de todos

A curiosidade humana acerca do desconhecido e a sua incapacidade de explicá-lo através da razão fez com que, desde os primórdios, o homem atribuísse acontecimentos do seu cotidiano à vontade de seres sobrenaturais. Apesar dos avanços científicos e de suas respostas lógicas para fatos da realidade, as crenças em divindades perpassaram a história e continuam muito presentes nas sociedades, talvez por suprirem a necessidade humana de reconforto, talvez por levarem à transcendência espiritual. Atualmente, a grande diversidade religiosa existente traz a possibilidade de escolha a cada cidadão e essa liberdade é, ou deveria ser, garantida a todos os membros de uma população. Contudo, práticas de intolerância religiosa vêm impedindo um número cada vez maior de pessoas de exercitarem tal direito, ferindo sua dignidade e devendo, portanto, serem combatidas veementemente.

O contexto histórico brasileiro indubitavelmente influencia essa questão. A colonização portuguesa buscou catequizar os nativos de acordo com a religião europeia da época: a católica. Com a chegada dos negros africanos, décadas depois, houve repressão cultural e, consequentemente, religiosa que, infelizmente, perpetua até os dias de hoje. Prova disso é o caso de uma menina carioca praticante do candomblé que, em junho de 2015, foi ferida com pedradas, e seus acompanhantes, alvos de provocações e xingamentos. Ainda que a violência verbal, assim como a física, vá contra a Constituição Federal, os agressores fugiram e, como em outras ocorrências, não foram punidos.

Além disso, é importante destacar que intolerância religiosa é crime de ódio: não é sobre ter a liberdade de expressar um descontentamento ou criticar certa crença, mas sim sobre a tentativa de imposição, a partir da agressão, de entendimentos pessoais acerca do assunto em detrimento dos julgamentos individuais do outro sobre o que ele acredita ser certo ou errado para sua própria vida.

Tal visão etnocêntrica tem por consequência a falta de respeito para com o próximo, acarretando em episódios imprescritíveis e humilhantes para aqueles que os vivenciam. Conclui-se, então, que o combate à discriminação religiosa é de suma importância para que se assegure um dos direitos mais antigos a todas as pessoas e, por conseguinte, seu bem-estar.

Para isso, é preciso que os órgãos especializados, em parceria às delegacias de denúncia, ajam de acordo com a lei, investigando e punindo os agressores de forma adequada. Ademais, o governo deve promover campanhas contra condutas de intolerância e as escolas devem gerar debates, informando seus alunos sobre o tema e desconstruindo preconceitos desde cedo. Por fim, a mídia pode abordar a intolerância religiosa como assunto de suas novelas, visto que causa forte impacto na vida social. Assim, o respeito será base para a construção de um Brasil mais tolerante e preocupado com a garantia dos direitos humanos de sua população.”

Redação de Giovanna Tami Soares Takahashi

“Segundo a atual Constituição Federal, o Brasil é um país de Estado laico, ou seja, a sociedade possui o direito de exercer qualquer religião, crença ou culto. Entretanto, essa liberdade religiosa encontra-se afetada, uma vez que é notório o crescimento da taxa de violência com relação à falta de tolerância às diferentes crenças. Assim, diversas medidas precisam ser tomadas para tentar combater esse problema, incitando uma maior atenção do Poder Público, juntamente com os setores socialmente engajados, e das instituições formadoras de opinião.

Nesse contexto, vale ressaltar que a intolerância religiosa é um problema existente no Brasil desde séculos passados. Com a chegada das caravelas portuguesas, as quais trouxeram os padres jesuítas, os índios perderam a sua liberdade de crença e foram obrigados, de maneira violenta, a se converter ao catolicismo, religião a qual era predominante na Europa. Além disso, os africanos escravizados que aqui se encontravam também foram impedidos de praticar seus cultos religiosos, sendo punidos de forma desumana caso desrespeitassem essa imposição. Atualmente, constata-se que grande parcela da população brasileira herdou essa forma de pensar e de agir, tratando pessoas que acreditam em outras religiões de maneira desrespeitosa e, muitas vezes, violenta, levando instituições públicas e privadas à busca de soluções para reverter isso.

Sob esse viés, ressalta-se que algumas ações já foram realizadas, como a criação da lei de proteção ao sentimento religioso e à prática de diferentes cultos. Entretanto, as medidas tomadas até então não são suficientes para inibir essa problemática, uma vez que a fraca punição aos criminosos e a falta de conscientização da sociedade são alguns dos principais motivos que ocasionam a persistência de atos violentos em decorrência da intolerância religiosa. Outrossim, a falta de comunicação dos pais e das escolas com os jovens sobre esse assunto é um agravante do problema, aumentando as possibilidades destes agirem de maneira desrespeitosa.

Diante disso, para combater a intolerância religiosa, cabe ao Governo intensificar esforços, criando leis específicas e aumentando o tempo de punição para quem comete qualquer tipo de violência devido à religião. Ademais, é necessária a criação de campanhas midiáticas governamentais de conscientização, com o apoio da imprensa socialmente engajada, e a divulgação destas através dos diversos meios de comunicação e das redes sociais, que mostrem a importância do respeito à liberdade de escolha e às diferentes crenças, uma vez que o Brasil é um país com inúmeros grupos e povos, cada um com seus costumes. Além disso, a participação das instituições formadoras de opinião é de grande importância para a educação dos jovens com relação ao respeito às diferentes religiões, com as escolas realizando palestras e seminários sobre o assunto e as famílias intensificando os diálogos em casa.”

Redação de Tamyres dos Santos Vieira

“É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito”. Com essa frase, Albert Einstein desvelou os entraves que envolvem o combate às diversas formas de discriminação existentes na sociedade. Isso inclui a intolerância religiosa, comportamento frequente que deve ser erradicado do Brasil.

Desde a colonização, o país sofre com imposições religiosas. Os padres jesuítas eram trazidos pelos portugueses para catequizar os índios, e a religião que os nativos seguiam – a exaltação da natureza – era suprimida. Além disso, a população africana que foi trazida como escrava também enfrentou fortes repressões ao tentar utilizar sua religião como forma de manutenção cultural. É relevante notar que, ainda hoje, as religiões afro-brasileiras são os maiores alvos de discriminação, com episódios de violência física e moral veiculados pelas mídias com grande frequência.

Concomitantemente, ainda que o Brasil tenha se tornado um Estado laico, com uma enorme diversidade religiosa devido à grande miscigenação que o constituiu, o respeito pleno às diferentes escolhas de crença não é realidade. A palavra religião tem sua origem em “religare”, que significa ligação, união em torno de um propósito; entretanto, ela tem sido causa de separação, desunião. Mesmo que legislações, como a Constituição Federal e a Declaração Universal dos Direitos Humanos, já prevejam o direito à liberdade de expressão religiosa, enquanto não houver amadurecimento social não haverá mudança.

Por tudo isso, é imprescindível que todos os segmentos sociais unam-se em prol do combate à intolerância religiosa no Brasil. Assim, cumpre ao governo efetivar de maneira mais plena as leis existentes. Ademais, cabe às escolas e às famílias educarem as crianças para que, desde cedo, aprendam que têm o direito de seguir suas escolhas, mas que devem ser tolerantes e respeitar as crenças do outro, afinal, como disse Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”. Dessa forma, assim com a desintegração de um átomo tornou-se simples na atualidade, preconceitos poderão ser quebrados.”

Redação de João Vitor Vasconcelos Ponte

“O Brasil foi formado pela união de diversas bases étnicas e culturais e, consequentemente, estão presentes em seu território várias religiões. Entretanto, nem essa diversidade nem a liberdade religiosa garantida pela Constituição Cidadã faz com que o país seja respeitoso com as diferentes crenças. Fazendo uma analogia com a filosofia kantiana, a intolerância existente pode ser vista como o resultado de fatores inatos ao indivíduo com o que foi incorporado a partir das experiências vividas.

Em primeiro lugar, é notória a dificuldade que há no homem em aceitar o diferente, principalmente ao se tratar de algo tão pessoal como a religião. Prova disso é a presença da não aceitação das crenças alheias em diferentes regiões e momentos históricos, como no Império Romano antigo, com as persiguições aos cristãos, na Europa Medieval, com as Cruzadas e no atual Oriente Médio, com os conflitos envolvendo o Estado Islâmico. Também pode-se comprovar a existência da intolerância religiosa pela frase popular “religião não se discute”, que propõe ignorar a temática para evitar os conflitos evidentes ao se tratar do assunto.

Desse modo, nota-se que a intolerância não se restringe a um grupo específico e é, de certa forma, natural ao ser humano, o que, porém, não significa que não pode o deve ser combatida. Além da intolerância inata ao homem, há fatores externos que intensificam o problema. No cenário brasileiro, o processo colonizador e seus legados, que perduram até hoje, são os principais agravantes desse preconceito. Desde a chegada dos europeus no país, as religiões diferentes da oficial são discriminadas. Logo no início da colonização, o processo de catequização dos nativos foi incentivado, o que demonstra o desrespeito com as religiões

indígenas, e, décadas depois, com o início do tráfico negreiro, houve também perseguição às religiões afrobrasileiras e a construção de uma imagem negativa acerca delas. Toda essa mentalidade perpetuou-se no ideário coletivo brasileiro e, apesar dos avanços legais, faz com que essas religiões sejam as mais afetadas pela intolerância atualmente.

É necessário, pois, que se reverta a mentalidade retrógrada e preconceituosa predominante no Brasil. Para tal, o Estado deve veicular campanhas de conscientização, na TV e na internet, que informem a população sobre a diversidade religiosa do país e a necessidade de respeitá-las. Essas campanhas também podem, para facilitar a detecção e o combate ao problema, divulgar contatos para denúncia de casos de intolerância religiosa. Concomitantemente, é fundamental o papel da escola de pregar a tolerância já que, segundo Immanuel Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele”. Portanto, a escola deve promover palestras sobre as diferenças crenças do país, ministradas por especialistas na área ou por membros dessas religiões, a fim de quebrar estereótipos preconceituosos e tornar os jovens mais tolerantes.”

Redação de Desirée Macarroni Abbade

“Profecia futurística

Em meados do século passado, o escritor austríaco Stefan Zweig mudou-se para o Brasil devido à perseguição nazista na Europa. Bem recebido e impressionado com o potencial da nova casa, Zweig escreveu um livro cujo título é até hoje repetido: “Brasil, país do futuro”. Entretanto, quando se observa a deficiência das medidas na luta contra a intolerância religiosa no Brasil, percebe-se que a profecia não saiu do papel. Nesse sentido, é preciso entender suas verdadeiras causas para solucionar esse problema.

A princípio, é possível perceber que essa circunstância deve-se a questões políticas-estruturais. Isso se deve ao fato de que, a partir da impunidade em relação a atos que manifestem discriminação religiosa, o seu combate é minimizado e subaproveitado, já que não há interferência para mudar tal situação. Tal conjuntura é ainda intensificada pela insuficiente laicidade do Estado, uma vez que interfere em decisões políticas e sociais, como aprovação de leis e exclusão social. Prova disso, é, infelizmente, a existência de uma “bancada evangélica” no poder público brasileiro. Dessa forma, atitudes agressivas e segregacionistas devido ao preconceito religioso continuam a acontecer, pondo em xeque o direito de liberdade religiosa, o que evidencia falhas nos elementos contra a intolerância religiosa brasileira.

Outrossim, vale ressaltar que essa situação é corroborada por fatores socioculturais. Durante a formação do Estado brasileiro, a escravidão se fez presente em parte significativa do processo, e com ela vieram as discriminações e intolerâncias culturais, derivados de ideologias como superioridade do Homem Branco e Darwinismo Social. Lamentavelmente, tal perspectiva é vista até hoje no território brasileiro. Bom exemplo disso são os índices que indicam que os indivíduos seguidores e pertencentes das religiões afro-brasileiras são os mais afetados. Dentro dessa lógica, nota-se que a dificuldade de prevenção e combate ao desprezo e preconceito religioso mostra-se fruto de heranças coloniais discriminatórias, as quais negligenciam tanto o direito à vida quanto o direito de liberdade de expressão e religião.

Torna-se evidente, portanto, que os caminhos para a luta contra a intolerância religiosa no Brasil apresentam entraves que necessitam ser revertidos. Logo, é necessário que o Governo investigue casos de impunidade por meio de fiscalizações no cumprimento de leis, abertura de mais canais de denúncia e postos policiais. Além disso, é preciso que o poder público busque ser o mais imparcial (religiosamente) possível, a partir de acordos pré-definidos sobre o que deve, ou não, ser debatido na esfera política e disseminado para a população. Ademais, as instituições de ensino, em parceria com a mídia e ONGs, podem fomentar o pensamento crítico por intermédio de pesquisas, projetos, trabalhos, debates e campanhas publicitárias esclarecedoras. Com essas medidas, talvez, a profecia de Zweig torne-se realidade no presente.”

Redação de Isabella Ribeiro de Sena Carvalho

“Embora seja direito assegurado a todos os cidadãos pela Constituição Federal, a liberdade religiosa não é garantida de modo isonômico aos brasileiros. Ora velada, ora implícita, a intolerância quanto ao diferente faz parte da realidade do país. Infelizmente, o desconhecimento da população em relação ao processo de formação da nação e a falta de punição sob os que atentam contra a religião do próximo impedem que o respeito à diversidade cultural brasileira seja consolidado.

Segundo os sociólogos da chamada “Geração de 30”, muito importantes para o desenvolvimento da antropologia no país, o Brasil é formado por uma fricção interétnica. Isto é, desde os tempos da colonização, diferentes culturas compartilham o mesmo território. Contudo, tal interação não ocorre de forma harmônica, uma vez que a persistência do pensamento eurocêntrico do século XVI, que considera os costumes de outros povos como inferiores, gera a intolerância religiosa dos dias atuais. Inquestionavelmente, o preconceito quanto às culturas minoritárias ainda é muito marcante no país, o que é responsável por quadros de violência e por conflitos sociais. O caso de apedrejamento de uma menina de onze anos vestida com trajes típicos do candomblé, ocorrido no Rio de Janeiro, é prova da falta de respeito de parte dos brasileiros às diferentes culturas que formam o país.

De modo análogo, a certeza da impunidade faz com que crimes de ódio continuem acontecendo. Consoante aos ideais liberais de John Locke, as leis brasileiras caracterizam-se pelo respeito às liberdades individuais, o que é, sem dúvidas, uma grande conquista dos brasileiros. Todavia, o que é proposto pela legislação não é colocado em prática integralmente, contribuindo, assim, para o crescimento do preconceito no país. O crescente número de denúncias relacionadas à intolerância religiosa, constatadas pela Secretaria dos Direitos Humanos, comprova que uma parcela da população brasileira ainda não tem acesso à plena liberdade de culto e religião.

A fim de garantir, portanto, a equidade na garantia de direitos à população, são necessárias transformações na sociedade brasileira. O Ministério da Educação, primeiramente, deve inserir à matriz curricular estudantil debates e estudos antropológicos acerca do processo de formação do país, de modo a valorizar a participação das mais variadas culturas na composição da identidade brasileira. Ademais, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Social a realização de palestras, sarais e exposições que exaltem a importância do respeito à diversidade religiosa do Brasil. Por fim, cabe às Secretarias de Segurança Pública a criação de delegacias especializadas na investigação de crimes que envolvam a intolerância religiosa, de modo a intensificar o combate a tal preconceito. Afinal, somente com a cooperação entre Estado e sociedade será possível lutar contra a intolerância, um mal que ameaça o Brasil.”

Redação de Nathalia Couri Vieira Marques

“Existem, atualmente, diversos conflitos religiosos no mundo, fato que pode ser exemplificado pelas ações do Estado Islâmico, que utiliza uma visão radical do islamismo sunita. Nesse contexto, percebe-se que tal realidade de intolerância também ocorre no Brasil, um país com dimensões continentais e grande diversidade religiosa. Assim, tornam-se progressivamente mais comuns episódios de violência motivados pela religião, o que é contraditório, visto que o Brasil é laico e a Constituição de 1988 garante a liberdade de crença das diferentes manifestações culturais. Portanto, medidas que alterem essa situação devem ser adotadas.

A globalização é um processo que tende à homogeneização, à cultura de massa. No entanto, ainda existem diversas formas de expressão cultural e artística, assim como de manifestações religiosas. Dessa maneira, surge na população um preconceito latente, que pode evoluir e motivar a prática de atos violentos pelo indivíduo. Essa situação pode ser considerada reflexo da visão etnocêntrica de parte da sociedade, que considera seus costumes e crenças superiores aos hábitos dos demais. A educação brasileira, que, na maioria das vezes, é altamente conservadora, agrava a questão.

Também é válido ressaltar que o aumento na eleição de políticos conservadores e que assumem uma postura radical na defesa de suas ideologias dificulta a diminuição da intolerância religiosa no Brasil. A ausência de representantes das minorias religiosas impede a implantação de políticas afirmativas e que garantam, de fato, a potencialização da tolerância e da igualdade na manifestação das diversas crenças. Como, segundo Marilena Chauí, a democracia é baseada na igualdade, liberdade e participação, percebe-se que a não participação de toda a sociedade na política, aliada à frágil liberdade religiosa, dificultam a existência de um regime democrático pleno no Brasil.

Portanto, é necessária a criação de cotas, ação que deve ser feita pelo poder público, que garantam a presença de representantes das diversas expressões religiosas na política, o que permitiria a aprovação de medidas afirmativas que reduziriam a intolerância no Brasil. Além disso, é válida a implantação de espaços de discussão nas escolas, direcionadas aos pais e alunos, sobre a diversidade de expressões culturais, o que conscientizaria os futuros cidadãos sobre a legitimidade de cada manifestação religiosa e diminuiria a visão etnocêntrica presente nos indivíduos. Por fim, deve haver a criação de campanhas nas redes sociais, realizadas pela sociedade civil, que amenizem o preconceito presente na população, o que conduziria a uma sociedade progressivamente mais justa, igualitária e democrática.”

Fonte: ORMNews.
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Pergunta sobre sexo anal deixa Laura Miller sem resposta pela 1ª vez

Para tudo há uma primeira vez. Foi assim também com a sexóloga Laura Muller, comentarista do programa “Altas Horas”, da TV Globo, que, pela primeira vez, não conseguiu responder uma pergunta feita por um participante da plateia. A cena foi ao ar em edição gravada neste sábado (14) e que irá ao ar no próximo dia 22.

A curiosidade, que deixou até Laura sem resposta, foi de um jovem que queria saber sobre o limite de dilatação do ânus. “”Quantos centímetros de dilatação máxima que o ânus pode ter? E quantos centímetros de comprimento cabem [no ânus]?”, perguntou o participante.

Laura sorriu, olhou para todos os lados e admitiu: “olha, essa me pegou porque eu não sei qual é a dilatação máxima [do ânus]. Não sei, Serginho [Groisman]. Vou pesquisar [o assunto]”, prometeu a sexóloga.

Em resposta à reportagem do UOL, Laura afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que vai responder a pergunta no “Altas Horas”. “Antes dela falar com qualquer outro veículo, primeiro ela tem que dar a resposta no programa”, afirmou

Jornalista de formação, Laura Muller começou a trabalhar com assuntos relacionados à sexualidade ao se tornar editora da revista “Claudia” e teve de lidar com a vergonha no início do trabalho. Antes disso, Laura chegou a atuar como jogadora de vôlei.

Fonte: DOL.
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Por que nódulos não são o único sintoma do câncer de mama, segundo esta pesquisa

Para detectar o câncer de mama em fase inicial, as mulheres precisam ter consciência de sintomas que podem não incluir um nódulo. É essa a mensagem de uma equipe de pesquisadores. Eles descobriram que uma em cada seis mulheres (17%) diagnosticadas com câncer de mama procura o médico por um sintoma que não é um nódulo.

Pesquisadores do UCL (University College London) examinaram os dados de 2.300 mulheres que receberam o diagnóstico de câncer de mama na Inglaterra entre 2009 e 2010.

Descobriram que, embora a maioria das mulheres com câncer de mama procure o médico rapidamente, aquelas cujos sintomas não incluíam nódulos tendiam a adiar mais a ida ao médico, comparadas às mulheres que apresentavam apenas um nódulo no seio.

Os sintomas que não são nódulos nos seios mas que podem ser indícios de um câncer incluem anormalidades no mamilo, dor nos seios, anormalidades na pele, ulcerações, anormalidades no formato das mamas e uma mama inflamada ou infeccionada.

As mulheres com nódulos nos seios e sintomas que não eram nódulos também tendiam a levar mais tempo para procurar ajuda médica.

As mulheres com ulcerações nas mamas, anormalidades nos mamilos, infecção ou inflamação nas mamas, inchaço nas axilas ou nos braços e dor nas axilas demonstraram tendência maior a esperar mais que três meses para procurar o médico.

A pesquisa utilizou dados da Auditoria Nacional 2009/10 de Diagnóstico de Câncer na Medicina Familiar. Mais de 53.600 casos de câncer de mama são diagnosticados anualmente no Reino Unido, e a doença mata 11.400 mulheres todos os anos no País.

Segundo dados da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer, o câncer de mama é o tipo de câncer mais comum e que mais mata mulheres em todo o mundo. Ele o segundo tipo de tumor maligno mais incidente entre as brasileiras, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. O câncer de mama também pode afetar homens, embora os casos sejam considerados raros.

A previsão do Inca (Instituto Nacional de Câncer) foi de que, em 2016, 57.960 casos novos, surgiriam e que representam uma taxa de incidência de 56,2 casos por 100.000 mulheres.

A doença não apresenta sintomas em sua fase inicial, por isso é tão difícil detectá-la precocemente. Vale lembrar que quanto antes o câncer é identificado, mais altas são as taxas de sucesso no tratamento.

Monica Koo, autora do estudo da UCL, explicou:

Nossa pesquisa mostra que cerca de uma em cada seis mulheres diagnosticadas com câncer de mama tem sintomas que não são um nódulo. Essas mulheres mostram tendência maior a adiar o momento de procurar o médico, comparadas às mulheres que notam apenas um nódulo na mama

Ela continua:

É vital que as mulheres saibam que nódulos não são o único sintoma do câncer de mama. Se a mulher estiver preocupada com qualquer sintoma na mama, o melhor a fazer é procurar um médico o quanto antes

A pesquisadora explicou que o diagnóstico precoce do câncer é crucial para aumentar as chances de sobrevivência da paciente.

“As campanhas de conscientização do câncer precisam continuar a destacar sintomas mamários outros, além dos nódulos nos seios”, ela disse.

A Dra. Karen Kennedy, diretora do Instituto Nacional de Pesquisas sobre o Câncer (NCRI), acrescentou:

Esta pesquisa mostra que, infelizmente, as mulheres estão demorando a procurar o médico quando apresentam sintomas de câncer de mama. Talvez porque as pessoas não saibam que o câncer de mama pode se manifestar de muitas maneiras, não apenas através da presença de um nódulo.

Ela completa:

“Com uma doença como o câncer de mama, é essencial que o diagnóstico seja feito o quanto antes, para que seja possível desenvolver e iniciar um plano de tratamento. As campanhas de conscientização precisam destacar todos os potenciais sintomas do câncer de mama, para que as pessoas possam identificar os sinais e saber quando é hora de procurar um médico.”

A mensagem de que “o câncer de mama não é apenas um nódulo” é ecoada pela organização Breast Cancer Care, que criou o cartaz abaixo para chamar a atenção a outros sintomas aos quais frequentemente deixamos de dar a atenção devida.

Fonte: MSN.
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Saque do PIS/Pasep será liberado nesta quinta-feira (19)

Cerca de 15,9 bilhões serão liberados para 8 milhões de pessoas.

O governo começará a liberar nesta quinta-feira (19) os recursos do PIS/Pasep para os cotistas idosos. Serão cerca de R$ 15,9 bilhões para aproximadamente 8 milhões de pessoas.
O calendário para saque foi antecipado. O cronograma é dirigido a homens com 65 anos ou mais e mulheres com 62 anos ou mais e aposentados que tenham saldo no fundo. Neste caso, participam do fundo trabalhadores de organizações públicas e privadas que contribuíram para o Pasep ou para o PIS até 4 de outubro de 1988 e que não tenham resgatado todo o saldo. Quem passou a contribuir após essa data não possui saldos para resgate.
Os cotistas com 70 anos ou mais serão os primeiros a receber os recursos, a partir de quinta-feira (19). Em seguida, serão contemplados aposentados em geral, a partir de 17 de novembro e, a partir de 14 de dezembro, mulheres com 62 anos ou mais e homens com 65 anos ou mais.

Fonte: ORMNews.
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Mãe que injetou insulina em bebê saudável tem síndrome rara, diz defesa

Polícia suspeita que pais queriam ganhar dinheiro por meio de comoção popular com falsa doença; casal responde por tentativa de homicídio

A defesa do de um casal acusado de tentativa de homicídio contra o próprio bebê em Brasília afirmou que profissionais que atendem a família e o Ministério Público avaliam se a mãe sofre de Síndrome de Munchausen por procuração – condição rara que faz com que pais inventem sintomas ou provoquem ferimentos nos filhos para conseguir atenção ou fingir uma doença. As informações são do G1.

O casal foi indiciado pela Polícia Civil e denunciado pelo Ministério Público após a mãe ser flagrada aplicando injeção de insulina no bebê enquanto ele estava internado no Hospital Universitário de Brasília. A criança foi internada após sofrer convulsão.

No hospital, o bebê melhorou com o tratamento, mas os médicos decidiram investigar se ele teria a doença citada pelos pais. Exames feitos na criança apresentaram, porém, resultados inconclusivos. Os testes foram repetidos e continuavam apontando que o quadro de hiperinsulinismo não tinha origem genética. Um terceiro exame, feito em um laboratório particular, comprovou as suspeitas.

Em maio deste ano, os pais ganharam na Justiça uma indenização de R$ 70 mil pela morte de outra filha. O casal alega que ela sofria de hiperinsulinismo congênito e morreu aos 2 anos, em janeiro de 2016, sem receber tratamento do governo do Distrito Federal. A Procuradoria-geral do GDF recorreu da decisão.

Fonte: Notícias ao Minuto.
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Especialista dá dicas pra descobrir se você tem um marido/namorado gay

Pode ser uma das coisas mais estranhas ou inusitadas do mundo pensar nisso, mas segundo a especialista americana Bonnie Kaye e o site Blogbhgay, pode ser que neste exato momento você esteja em um relacionamento com um namorado ou marido gay.

A própria Bonnie Kaye descobriu que seu marido era gay em 1982 e de lá pra cá se tornou referência no assunto, tendo escrito dezenas de livros e segundo divulga, ajudado mais de 100 mil mulheres a descobrirem que tinham um marido gay ou bissexual.

“Em quase todos os casos, não tínhamos ideia da sexualidade de nossos maridos antes do casamento. Por que imaginaríamos que um homem gay ia querer se casar com uma mulher hétero?”, questiona ela.

Para a especialista no assunto, a situação acontece porque muitos homens sentem desejo por outros homens mas esperam que se casando com uma mulher tudo vai mudar. Claro, isso acaba não acontecendo.

“Existe alguma maneira de saber se meu marido é gay antes ou durante o casamento?”. Essa é, segundo Bonnie, a pergunta que mais escuta. Tentando responder, ela elaborou uma lista com 20 dicas para que mulheres tentem descobrir sobre a sexualidade de seus maridos. O blog ressalta, porém, que a melhor forma de tratar sobre esse assunto sempre será através do diálogo claro e honesto.

Veja as dicas da especialista:

1. Declínio precoce da atividade sexual no casamento, que nunca mais retoma um ritmo satisfatório. Ele tenta convencê-lo de que isso é natural e acontece com todas as relações.

2. Ele se desestimula pela atividade sexual normal e a acusa de ser tarada, agressiva ou ninfomaníaca quando você tem necessidades sexuais normais.

3. O desempenho sexual dele é mais mecânico do que apaixonado, e ele não se dedica a preliminares satisfatórias.

4. Ele diz que está deprimido e vai culpar a depressão ou a medicação para depressão pela falta de desejo sexual.

5. Você encontra estimulantes sexuais como Viagra ou Cialis escondidos pela casa e sabe que ele não fez nenhuma tentativa de fazer amor com você.

6. Ele pede que você use brinquedos sexuais com ele, alegando que precisa de sua próstata estimulada ou porque está a fim de relações bizarro.

7. Ele apaga o histórico do computador o tempo todo.

8. Você encontra pop-ups de pornografia gay no computador, mas ele garante que não são dele.

9. Ele passa tempo demais mandando mensagens de texto em horários pouco convencionais.

10. Ele começa a passar mais tempo na academia e se preocupa em mudar sua aparência.

11. Ele afirma que se sente “preso” no casamento e não sabe explicar o porquê.

12. Ele viaja muito a negócios e você não pode controlar suas atividades.

13. Ele diz que está tendo uma “crise da meia-idade” e se torna mal-humorado e deprimido.

14. Ele menciona um ato de abuso sexual na infância ou adolescência.

15. Ele admite ter tido um episódio homossexual no passado.

16. Ele começa a usar a palavra “bissexual”.

17. Ele visita bares gays alegando que foi apenas fazer companhia a seu amigo gay.

18. Ele assiste a filmes pornôs com cenas gays.

19. Ele faz comentários homofóbicos ou faz muitos comentários gays em conversas.

20. Ele fica especialmente enaltecido com elogios de homens gays.

Fonte: DOL.
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Governo abre concurso nacional para o Mais Médicos em novembro

Diversos profissionais brasileiros aprovados na última seleção deixaram o cargo depois de seis meses

O Ministério da Saúde vai abrir em novembro um concurso para a seleção de mais profissionais brasileiros para o programa Mais Médicos. As informações são da coluna da jornalista Mônica Bergamo na “Folha de S. Paulo”.

O governo federal já havia deixado clara a intenção de substituir os médicos cubanos por brasileiros. Contudo, boa partes dos médicos brasileiros abandonam o cargo depois de cerca de seis meses, o que faz com que mais profissionais cubanos precisem ser acionados.

O último concurso aconteceu em fevereiro deste ano e teve 6.285 médicos brasileiros inscritos para 2.320 vagas. Contudo, somente 1.626 se apresentaram para trabalhar e 30% deles já deixaram os seus postos

Fonte: Notícias ao minuto.
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Soltos após fiança, homens que levaram 4 menores a motel podem ter que pagar multa de R$ 74,9 mil

Valor da infração deve ser dividido com o estabelecimento, que também foi autuado. Um dos três envolvidos é pai de uma das garotas, de 14 anos, e disse que as levou ao local para ‘passear’.

Os três homens que foram presos por terem levado quatro menores a um motel podem ter de pagar uma multa administrativa de R$ 74,9 mil. O valor deve ser dividido ainda com o próprio estabelecimento, também autuado por liberar a entrada no local, em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital. As garotas têm idades entre 14 e 17 anos, sendo que a mais nova é filha de um dos detidos.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos foram levados ao 1º DP, mas pagaram fiança, foram liberados e responderão em liberdade. O valor não foi divulgado.

Segundo a agente de proteção à criança e ao adolescente, Tatiane Martins Vieira, criminalmente, os homens foram presos com base no Artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que versa sobre vender ou fornecer bebidas alcoólicas e drogas para menores. A pena, em caso de condenação, varia e 2 a 4 anos.

Além disso, ela explica que na esfera administrativa, eles e o motel foram autuados pelo Artigo 249 do ECA, pois deixaram de cumprir com os deveres de cuidar das menores. Neste caso, eles podem ter que pagar multa de três a vinte salários mínimos cada – atualmente o valor do vencimento é de R$ 937.

“Tenho que finalizar o relatório, o que deve ocorrer em uma semana, e entregá-lo ao Juizado da Infância e Juventude, que se posicionará sobre o caso”, explicou ao G1.

O G1 entrou em contato com o Motel Ilhas de Capri, onde a situação ocorreu, às 15h10 desta sexta-feira (13), e uma funcionária disse que apenas a gerente, que não estava no local, poderia falar sobre o caso.

‘Passeio’

O flagrante foi feito na madrugada de quinta-feira (12). De acordo com o Juizado, as adolescentes estavam ingerindo bebida alcoólica e usando drogas. O pai da menina mais nova alegou que estava levando a filha e as amigas para “passear” no motel.

De acordo com a Tatiane, o estabelecimento foi autuado por permitir a entrada das menores. A adolescente de 17 anos, já tinha passagens por atos infracionais análogos a tráfico de drogas e roubo de carro.

Uma parente do homem que levou a filha, que não quis se identificar, disse que ficou assustada quando soube do caso. Ela e os familiares das outras três menores foram até o Juizado para buscar as menores.

Fonte: G1.
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