Professor agredido revê aluno que o humilhou em escola no RJ: ‘Perdão’

Professor agredido revê aluno que o humilhou em escola no RJ: ‘Perdão’: O adolescente de 16 anos pediu desculpas ao educador (Foto:© Reprodução/TV Globo)

“Eu vou te matar”. Essa foi uma das agressões verbais ouvidas pelo professor de Língua Portuguesa Thiago dos Santos Conceição, 31 anos, enquanto aplicava uma prova dentro de uma sala de aula do Centro Integrado de Escola Pública (Ciep) Mestre Marçal, em Rio das Ostras, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, no último dia 18.

O educador, que foi humilhado e empurrado por alunos, reencontrou um dos seis envolvidos no caso polêmico que virou assunto da semana após um vídeo dos insultos ser divulgado nas redes sociais. Um adolescente de 16 anos, que chegou a comer a prova na frente de Thiago, pediu desculpas ao professor. “Só queria pedir perdão”, lamentou o garoto, emocionado.

“Sabe como acredito na desculpa? Na mudança de postura”, disse Thiago, acrescentando que lamenta não ter cumprido a missão dele. “O que me deixa mais triste? É saber que meu dever era ajudar vocês e é com pesar que não consegui fazê-lo”, afirmou, em entrevista ao ‘Fantástico’, da TV Globo.

Lecionar sempre foi um sonho

Com 10 anos de idade, ele já sonhava em ser professor. Thiago tem quatro irmãos, e é o único que conseguiu entrar na universidade. Fez Letras e, até hoje, tem uma fotografia da graduação pendurada na parede da sala de casa. Para chegar à escola, palco das agressões, não é um caminho fácil. O educador mora em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio. “Levo duas horas e meia para chegar a Rio das Ostras”, disse.

Realidade nas escolas

“Interpreto a violência de diversas formas, como um pedido de socorro, negligência da família na escola. O estabelecimento não funciona sozinho”, opinou Thiago, que também acusou a administração estadual. “Negligência do estado, das autoridades, porque não têm propostas para a educação. A escola está se tornando um depósito de crianças e adolescentes”, desabafou.
Por:Notícias ao Minuto

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Prefeitura de Alta Floresta abre processo seletivo com salários que chegam a R$6,4 mil

A Prefeitura de Alta Floresta (a 812 quilômetros de Cuiabá) publicou um edital nesta sexta-feira (14) para um processo seletivo, que visa a seleção de profissionais de nível fundamental e superior. Ao todo, são 16 vagas e a remuneração chega a R$ 6,4 mil. O prazo de contratação é de seis meses, podendo ser prorrogado pelo mesmo período.

De acordo com o edital, para os cargos de nível superior são três vagas, para assistente social, três para médico, duas para psicólogo, uma para fonoaudiólogo e uma para contador do Consórcio Municipal de Saúde. Para nível fundamental são seis vagas para agente de combate as endemias.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site da Prefeitura, a partir das 07 horas desta segunda-feira (17) até as 23h59 horas da próxima segunda-feira (24).

Após concluir a inscrição, o candidato deverá imprimir a ficha com todos os campos preenchidos em duas vias e apresentá-la juntamente com os documentos comprobatórios, em envelope devidamente identificado para validação da Comissão.

Confira o edital AQUI.

Fonte: Olhar Direto

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Coca-Cola está de olho em mercado de bebidas com infusão de maconha

Grandes nomes corporativos têm entrado na indústria da maconha desde que o Canadá aprovou o uso recreativo
(Foto:  Helmut Smits) – A Coca-Cola informou nesta segunda-feira que monitora de perto o crescimento do mercado de bebidas com infusão de maconha, respondendo a informações na mídia de que a maior fabricante de bebidas do mundo estava em conversas com a canadense Aurora Cannabis.
Os produtos da potencial parceria, relatada pela emissora financeira canadense BNN Bloomberg, poderiam ajudar os esforços da Coca-Cola para superar a fraca demanda por refrigerantes com alto teor de açúcar, diversificando-se para bebidas saudáveis e a base de café.

Grandes nomes corporativos têm entrado na indústria da maconha desde que o Canadá aprovou o uso recreativo, vendo o país como uma base de testes e produção até que ocorram mudanças na Lei Federal dos Estados Unidos.
“Embora existam oportunidades em certos Estados dos EUA para a Coca-Cola desenvolver e vender um produto, isso colocaria em risco suas relações bancárias”, disse Bruce Campbell, gerente de portfólio na Stonecastle Investiment Management, que investe em produtos de maconha.
“A entrada em um mercado canadense legalizado permite que as empresas desenvolvam e construam uma marca sem infringir nenhuma lei”, acrescentou Campbell.
Em declarações separadas, a Coca-Cola e a Aurora disseram que estavam interessadas em bebidas com infusão de canabidiol, mas não comentariam nenhuma especulação de mercado.
As empresas provavelmente desenvolveriam bebidas que aliviam inflamações, dores e cólicas, disse a BNN, citando pessoas familiarizadas com o assunto.
O movimento tornaria Coca-Cola a primeira grande fabricante de bebidas não alcoólicas a entrar no mercado de produtos a base de cannabis, após anúncios da Constellation Brands, fabricante da cerveja Corona, e da Molson Coors Brewing.
A maior fabricante de bebidas alcoólicas do mundo, a Diageo, também está negociando com pelo menos três produtores canadenses de cannabis, considerando um possível investimento.
As vendas em mercados legalizados dos Estados Unidos devem quase triplicar para 16 bilhões de dólares até 2020, ante 5,4 bilhões de dólares em 2015, de acordo com a pesquisadora de mercado Euromonitor International, e a Constellation disse que a cannabis poderia gerar globalmente 200 bilhões de dólares em 15 anos.

Por: Extra 17 de Setembro de 2018 às 17:16

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Onça e filhote são flagrados por turistas ao atravessarem rio carregando sucuri em MT; veja fotos

Onça e filhote carregam sucuri no Pantanal de Mato Grosso (Foto: Arjan Jongeneel/Arquivo Pessoal) – Registro foi feito em Porto Jofre, no Poconé, a 104 km de Cuiabá, no Pantanal mato-grossense. Segundo um guia de turismo, a mãe estava treinando o filhote.

Uma onça e o filhote dela foram flagrados por turistas ao atravessarem o Rio São Lourenço carregando uma sucuri, no Pantanal mato-grossense em Porto Jofre, no Poconé, a 104 km de Cuiabá. De acordo com Ailton Lara, que atua como guia de turismo e fotógrafo na região, o registro foi feito no domingo (9).

As fotos foram feitas justamente quando os turistas procuravam as onças para observá-las.

Segundo Ailton, os turistas relataram que desciam o rio de barco quando ouviram um barulho vindo da mata.

Depois de algum tempo, Capi – como é chamada pelos guias, saiu de dentro da mata carregando uma sucuri amarela na boca. Bara, o filhote estava logo atrás da mãe.

O que chamou a atenção dos observadores, entretanto, foi a atitude da mãe enquanto carregava a cobra com o filho dentro do rio.

   “As duas atravessaram o rio carregando a sucuri juntas. É claro que a mãe estava dificultando para o filhote carregar, atrasando a travessia para o treinar o filhote. Essa é uma atitude para fortalecer a cria, deixá-los mais bravos, ferozes”, explicou Ailton.

Após a travessia, a mãe soltou a cobra e deixou que o filhote carregasse o animal como “prêmio”.

A região onde a cena foi vista é a maior onde há concentração de onças no mundo.

Por G1 MT

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Segundo guia, a mãe estava treinando o filhote (Foto: Arjan Jongeneel/Arquivo Pessoal)
Segundo guia, a mãe estava treinando o filhote (Foto: Arjan Jongeneel/Arquivo Pessoal)

Onça e filhote carregam sucuri no Pantanal de Mato Grosso (Foto: Arjan Jongeneel/Arquivo Pessoal)
Onça e filhote carregam sucuri no Pantanal de Mato Grosso (Foto: Arjan Jongeneel/Arquivo Pessoal)

Mãe e filho atravessa rio com cobra na boca (Foto: Arjan Jongeneel/Arquivo Pessoal)
Mãe e filho atravessa rio com cobra na boca (Foto: Arjan Jongeneel/Arquivo Pessoal)

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Empresário é atacado por cobra durante pescaria no MT

Empresário é atacado por cobra durante pescaria no Nortão
O empresário do setor da construção civil, Moises da Silva Rodrigues, de 36 anos, foi atacado no rosto por uma sucuri de pelo menos 3 metros, na represa de uma fazenda localizada a cerca de 70 quilômetros de Juara (294 quilômetros de Sinop), neste final de semana. Ele contou, ao Só Notícias, que procurou o hospital e fez alguns curativos para evitar infecção, já que o animal não é venenoso.

“Estávamos pescando nessa represa e o ataque ocorreu quando fui amarrar o barco em um pau ‘ocado’. A cobra engatou as presas no meu nariz e começou a enrolar no meu pescoço. Um amigo ajudou retirá-la. Tive que puxar e acabou rasgando o nariz e precisou dar três pontos. Se tivesse sozinho poderia ter caído na represa e morrido afogado”, disse.

Rodrigues explicou que a cobra foi solta em um córrego próximo da represa. “Nós é que invadimos o território dela e não podíamos matá-la. Colocamos em uma carretinha do trator e a soltamos. Graças a Deus estou bem, (estou) tomando alguns medicamentos para evitar infecção e foi só um susto grande”.

fonte: Só Notícias/Cleber Romero (foto: arquivo pessoal)

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Facebook bloqueia conta da Funai por imagem de indígenas com seios nus

indios face
Órgão indigenista teve conta suspensa quando publicou foto com três crianças ianomâmis – Funai

Órgão fica proibido de fazer novas publicações por fotografia de mulheres Waimiri Atroari
(Fotografia de mulheres Waimiri Atroari provocou bloqueio de conta da Funai no Facebook – Funai) –

A Fundação Nacional do Índio (Funai) teve sua conta no Facebook suspensa por um motivo no mínimo questionável: a publicação de uma foto de mulheres indígenas com os seios desnudos. O órgão foi notificado na última terça-feira e fica proibido de fazer novas publicações por um período de 7 dias. Em comunicado divulgado pelo Instagram — que também pertence ao Facebook —, a Funai acusa a rede social de censura e desrespeito à Constituição brasileira, que reconhece os costumes indígenas.

“O Facebook bloqueou a conta da Funai por publicar uma matéria informativa sobre a promoção de conhecimentos tradicionais associados à biodiversidade, ilustrada com uma fotografia de mulheres Waimiri Atroari, tal como vivem em sua comunidade”, diz a nota. “Essa atitude de censura não dialoga com a aceitação da diversidade, classificando como nudez o fato de uma mulher indígena não se vestir com trajes que não são de seus costumes. Os ornamentos e suas pinturas são provas mais do que cabais de que, para sua cultura, elas não estão despidas. A Constituição de 88 em seu artigo 231 reconhece os costumes indígenas”.

A Funai destaca que o bloqueio acontece às vésperas do início do mês da Mulher Indígena, celebrado em setembro. Após questionar a suspensão da conta, o órgão recebeu como resposta do Facebook que a companhia entende que “existem leis que amparam a etnia indígena, porém, quando uma conta é criada, existe a autorização para estar de acordo com as políticas de publicidade do Facebook”.

Nas regras de publicidade, há a vedação de “conteúdo sexualmente sugestivo”, que inclui “nudez ou nudez implícita, mesmo que de natureza artística ou educacional, com exceção de estátuas”; “excesso de pele ou seios à mostra, mesmo que não tenha natureza sexual”.

— As políticas deles não podem estar acima da Constituição — rebateu uma porta-voz do órgão. — Já pensou se nas regras fosse proibido postar fotos de pessoas negras?
Órgão indigenista teve conta suspensa quando publicou foto com três crianças ianomâmis – Funai

Contatada, a assessoria do Facebook não respondeu até o fechamento desta matéria.

Não é a primeira vez que a Funai tem sua conta bloqueada no Facebook. Em 2016, o órgão teve a conta suspensa por uma imagem produzida para campanha do outubro rosa, contra o câncer de mama, que mostrava uma indígena com os seios nus. E em junho deste ano, o bloqueio aconteceu por uma campanha sobre o dia do amigo, com três crianças ianomâmis caminhando de mãos dadas.

A remoção de conteúdos sempre gera polêmica em redes sociais. Em 2016, o Facebook retirou do ar a foto histórica da “Menina de Napalm”, do fotógrafo vietnamita Nick Ut, que mostrava uma menina nua, correndo e chorando, após sua vila ser alvo de ataque com bombas incendiárias. Um ano antes, a empresa foi processada por suspender a conta de um professor francês que publicou foto do quadro “L’Origine du monde”, criada em 1866 pelo artista Gustave Courbet.

Fonte: O Globo

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Arqueólogos descobrem “cemitério” na Amazônia com urnas funerárias indígenas que podem ter mais de 500 anos

O trabalho minucioso dos arqueólogos revelou não apenas uma, mas nove urnas funerárias arqueológicas.

Em meio à terra escavada, os traços cerâmicos do que seria um tipo de urna começaram a se mostrar. O trabalho minucioso dos arqueólogos revelou não apenas uma, mas nove urnas funerárias de uma população indígena que habitou essa porção da Amazônia há cerca de 500 anos, próximo ao contato com os europeus. No Brasil, é a primeira vez que cientistas localizam e escavam urnas funerárias da chamada Tradição Polícroma da Amazônia diretamente do solo. A expedição foi coordenada por pesquisadores do Instituto Mamirauá.

Conhecida pela decoração com uso de pinturas vermelhas e pretas, a Tradição Polícroma da Amazônia é um conjunto de cerâmicas que fazem parte da pré-história da região.

“A Tradição Policroma da Amazônia é um estilo que tem larga abrangência nas terras baixas da América do Sul, presente em um eixo oeste-leste desde o sopé (das Cordilheiras) dos Andes até a boca do rio Amazonas e também é vista nos afluentes do rio Amazonas/Solimões”, afirma a pesquisadora Márjorie Lima, do Laboratório de Arqueologia do Instituto Mamirauá.

“Urnas funerárias como as que foram encontradas são comuns pela Amazônia brasileira e nas partes amazônicas de países como Peru e Equador”, afirma o arqueólogo do Instituto Mamirauá, Eduardo Kazuo Tamanaha. “Mas os pesquisadores costumam recebê-las da mão de moradores do local, que de fato encontram os artefatos e os retiram da terra. Agora, escavar e encontrar uma cova com as urnas dessa cultura, do jeito que estavam, e realizar todo o registro científico, é algo inédito”.
Comunidade amazônica guarda “cemitério” de indígenas do passado

A descoberta aconteceu em julho na pequena comunidade Tauary, localizada na região central do Amazonas.. As urnas estavam enterradas a uma profundidade de 40 centímetros da superfície, dentro de uma área de 4 metros quadrados nas imediações da escola comunitária. “Nós descobrimos mais de uma por dia, primeiro veio uma, começávamos a limpar, aí surgia outra ao lado, elas foram aparecendo como um efeito dominó”, conta Eduardo Kazuo.

A carência de vestígios, como a terra preta de índio (solo muito fértil e característico de antigas ocupações humanas na Amazônia), e fragmentos de cerâmica indicam que aquela seria uma área específica do sítio arqueológico, possivelmente reservada ao enterro de corpos, como um cemitério da antiga sociedade que ali vivia.

“As urnas funerárias fazem parte das práticas mortuárias de muitos grupos indígenas. Elas eram mais comuns no passado, mas ainda há relatos de alguns sepultamentos em épocas recentes sendo feitos em urnas, mas também em cestarias ou redes. Elas são muito variadas e estão intimamente ligadas às crenças e religiões praticadas, parecido com o que é praticado nos cemitérios das cidades”, ressalta Anne Rapp Py-Daniel, arqueóloga e especialista no estudo de urnas arqueológicas na Amazônia, que também participou das escavações.
Padrão curioso no enterro das urnas intriga os cientistas

Confira um vídeo sobre a descoberta:

https://youtu.be/XTlIZe6EN-Y

A maneira como as urnas foram encontradas chamou a atenção dos arqueólogos. “As urnas funerárias têm rostos desenhados, o interessante é que nenhum desses rostos estava ‘olhando’ para outro. Se uma urna foi enterrada com o rosto para cima, a urna ao lado dela estava ‘olhando’ para baixo, e a seguinte estava enterrada de lado. É como se elas não quisessem olhar uma para a outra. As urnas seguiam uma ordem, claramente elas foram enterradas daquele jeito e foi intencional”, comenta o pesquisador do Instituto Mamirauá.

O conjunto das urnas arqueológicas também se diferencia pela variedade entre tipos e adornos nos acabamentos cerâmicos, como a pintura de cabeças humanas, formas animais e a presença ou ausência de bancos, onde as urnas podiam ser colocadas.

“Alguns grupos indígenas do passado representavam a identidade dos mortos ou símbolos (de entidades, de deuses, de animais mitológicos, etc.), que acreditavam ser importantes, nessas urnas. Ou seja, elas além de receptáculo para os mortos, também contam diferentes estórias sobre a sociedade que as produziram e no que ela acreditava. Infelizmente, na grande maioria das vezes, os arqueólogos não têm o ‘dicionário’ que permita fazer uma tradução exata desses símbolos”, conta Anne Rapp Py-Daniel.

O motivo ou motivos dessa organização curiosa e para tantos detalhes ainda são desconhecidos, mas a equipe de especialistas espera encontrar pistas a partir de análises mais aprofundadas no Laboratório de Arqueologia do Instituto Mamirauá, localizado na cidade de Tefé, no Amazonas.

“Esperamos ter essas informações a partir das próprias urnas, associando ao local em que elas estavam depositadas, a sua decoração, com a morfologia, o conteúdo que tinham dentro e juntar todos esses fatores em busca de algum sentido para elas estarem ali da forma que elas estavam”, explica Eduardo Kazuo.
Urnas foram enterradas sobre a “cama” de civilização ainda mais antiga

Com base nas avaliações preliminares do material e na profundidade das covas, os arqueólogos acreditam que as urnas podem ter sido enterradas ao mesmo tempo. “Se fossem momentos diferentes de enterramento, as urnas estariam em alturas distintas. É como se tivessem escavado uma única cova e depositado uma urna ao lado da outra”, aponta o arqueólogo.

A escavação também revelou sinais de uma sociedade ainda mais antiga que aquela que produziu as urnas funerárias. São fragmentos de cerâmica que pertencem a um grupo que habitou a mesma região, mas em um tempo diferente. “A urnas do Tauary são próximas ao ano 1500 depois de Cristo. Mas essa outra cerâmica encontrada aparenta ser muito mais antiga, com uma diferença de 40 centímetros de profundidade em relação ao período das urnas, o que indica uma passagem grande de tempo”, conta.

“Nossa hipótese é que quando o grupo que escavou os buracos para depositar as urnas, eles encontraram esse material muito mais antigo, pegaram todo esse material, espalharam e fizeram quase que um piso de cerâmica, colocando as urnas em cima dele. É uma cerâmica mais antiga que provavelmente não tem a ver com os antepassados deles”, acredita o pesquisador do Instituto Mamirauá.
Tauary, lar de riquezas do passado da Amazônia

Na comunidade Tauary, existe um grande sítio arqueológico, cuja real extensão ainda está sendo levantada pelos arqueólogos.

Em 2014, as primeiras urnas funerárias foram encontradas no lugar e, quatro anos depois, os pesquisadores retornaram para mais investigações sobre “a trajetória histórica de ocupação do Tauary e os vestígios encontrados, sejam materiais cerâmicos ou botânicos, na terra ou sobre a terra, no presente e no passado”, como define Eduardo Kazuo, que é coordenador do Laboratório de Arqueologia do Instituto Mamirauá.

O Instituto Mamirauá é uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Trabalharam juntos na expedição arqueológica o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), a Universidade Estadual do Amazonas (UEA) e a Universidade Pompeu Fabra, de Barcelona.

As atividades têm financiamento da Fundação Gordon and Betty Moore.

Por: João Cunha
Fonte: Instituto Mamirauá
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A Lava Jato da floresta

Raquel Dodge, procuradora-geral da República.( FOTO: WILTON JUNIOR/ESTADÃO) – Procuradoria cria força-tarefa, com prazo de dezoito meses, para combate à macrocriminalidade na Amazônia, inclusive ofensivas contra a mineração ilegal, desmatamento, grilagem de terras públicas, violência agrária e tráfico de animais silvestres

O Diário Oficial da União – Seção 2, página 57 – publicou nesta quarta-feira, 22, portaria da procuradora-geral Raquel Dodge criando a força-tarefa Amazônia. O grupo, formado inicialmente por seis procuradores da República lotados em estados da Amazônia Legal, vai atuar no combate à mineração ilegal, ao desmatamento, à grilagem de terras públicas, à violência agrária e ao tráfico de animais silvestres. A força-tarefa Amazônia terá prazo de 18 meses para atuar.

As informações foram divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria.

A força-tarefa foi criada a partir de demandas da sociedade civil, expressas no Fórum Diálogos Amazônicos, presidido pelo Ministério Público Federal no Amazonas com apoio dos procuradores da região. O pedido obteve aprovação unânime da Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do MPF (4CCR).

Segundo o coordenador da 4CCR, subprocurador-geral Nívio de Freitas, a atuação integrada da força ‘tem o objetivo de promover a troca de experiências e aperfeiçoar o trabalho do MPF no combate aos crimes na Amazônia’.

“É preciso construir mecanismos macro de compreensão e dimensionamento do crime ambiental organizado na Amazônia, bem como compartilhar o conhecimento adquirido com o manejo desses casos concretos”, afirmou Freitas, ressaltando a relevância do mapeamento da macrocriminalidade ambiental na região.

De acordo com a coordenadora da força-tarefa, a procuradora Ana Carolina Haliuc Bragança, o grupo também ‘poderá articular e aprimorar o diálogo do MPF com instituições como Ibama, Polícia Federal e Exército, com foco nas questões específicas da região’.

“A experiência será pioneira em dar tratamento organizado e articulado a problemas que são enfrentados, atualmente, de modo pulverizado em diversas unidades do MPF no bioma amazônico, dedicando-se ao combate do crime ambiental organizado, à adoção de mecanismos preventivos e promocionais de tutela ao meio ambiente e à promoção de direitos de populações agrárias e tradicionais, dentre as quais indígenas, ribeirinhos e extrativistas. Com isso, a expectativa é que haja ganho de eficiência tanto em nossa atuação ministerial como naquela de nossos órgãos parceiros”, explica.

A Portaria PGR 761 está no Diário Oficial da União, Seção 2, pg. 58.

Veja a composição da Força-Tarefa Amazônia:

– Ana Carolina Haliuc Bragança (Coordenadora)
– MPF/Amazonas
– Fernando Merloto Soave
– MPF/Amazonas
– Antonio Augusto Teixeira Diniz
– MPF no município de Oiapoque (AP)
– Joel Bogo – MPF/Acre
– Daniel Azevedo Lobo
– MPF/Rondônia
– Daniela Lopes de Faria
– MPF/Rondônia

Fonte: O Estado de São Paulo, in Jornal Folha do Progresso

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Que falta ao mundo para que haja Paz?

Paiva Netto-Em tempo algum a civilização alcançou tamanho grau de tecnologia. Que falta, pois, para que haja Paz? Resta sublimar as ações do progresso com a Espiritualidade Ecumênica, que potencialmente nos acompanha — saibamos ou não saibamos, queiramos ou não queiramos — desde antes do berço e de que devemos ser proclamadores, como crentes em Deus. Naturalmente que entendido como Amor, Verdade e também Justiça, que “é o apoio do mundo”, ao passo que “a injustiça, pelo contrário, é origem e fonte de todas as calamidades que o afligem”, consoante o pensamento do filósofo Dietrich de Holbach (1723-1789).

Como escrevi em Dialética da Boa Vontade — Reflexões e Pensamentos, lançado em 1987: Num futuro que nós, civis, religiosos e militares de bom senso, desejamos próximo, não mais se firmará a Paz sob as esteiras rolantes de tanques ou ao troar de canhões; sobre pilhas de cadáveres ou multidões de viúvas e órfãos; nem mesmo sobre grandiosas realizações de progresso material sem Deus. Isto é, sem o correspondente avanço ético, moral e espiritual. O ser humano descobrirá que não é somente sexo, estômago e intelecto, jugulado ao que toma como realidade única. Há nele o Espírito eterno, que lhe fala de outras vidas e outros mundos, que procura pela Intuição ou pela Razão. A paz dos homens é, ainda hoje, a dos lobos e de alguns loucos imprevidentes que dirigem povos da Terra.

A Paz, a verdadeira Paz, nasce primeiro do coração limpo do homem. E só Jesus pode purificar o coração da humanidade de todo o ódio, porque Jesus é o Senhor da Paz.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

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‘Ensinem seus filhos a amar’: o apelo da mãe do menino de 9 anos que se matou após bullying por homofobia

Jamel havia contado há pouco tempo para sua mãe que era gay (Foto: Arquivo Pessoal) – Jamel Myles havia contado para a mãe que era gay há pouco tempo e disse que não se importaria de compartilhar com outras pessoas por ter orgulho disso. Quatro dia depois de começar a quarta série, ele foi encontrado morto em casa.
BBC

Leia Também:Menino de 9 anos comete suicídio após revelar a colegas de escola que era gay
“Você quer saber como é estar morto enquanto ainda está vivo? Perca um filho. É doloroso. Seu coração se parte a cada segundo, e você não sabe o que fazer. A vida deixa de ser justa.”

Leia Pierce descreve assim seu sentimento ao lidar com o suicídio de seu filho, Jamel Myles, de 9 anos. O menino se matou após sofrer, durante quatro dias, bullying por homofobia em sua escola em Denver, nos Estados Unidos, segundo sua mãe.gay

“Estou acabada. Se não fosse por minha filha, não sei o que faria”, disse ela à BBC.

Pouco tempo antes, Jamel havia contado para Leia que era gay. O menino disse que não se importaria de compartilhar isso com outras pessoas, porque tinha “orgulho” de ser gay.

“Tenho certeza de que ele contou isso para alguém (na escola) que achou que aquilo não era certo e decidiu perseguir ele. Já vi crianças perseguirem as outras por muito menos”, diz Leia.

    “Tenho certeza que ele contou para alguém, e isso se espalhou.”

Em reação ao caso, a Denver Public Schools (DPS), órgão responsável pelas 207 escolas públicas da cidade e do Condado de Denver, disse que conselheiros para situações de crise estão disponíveis para os estudantes.

Também que enviou cartas para as famílias da Escola Primária Joe Shoemaker, onde Jamel estudava, informando sobre esses serviços.

O documento dizia que a morte do menino “foi uma perda inesperada para a comunidade da escola” e alerta pais sobre sinais de que as crianças estão passando por situações de estresse.

   “A escola me disse que vai trabalhar pela prevenção de suicídios, mas não podemos fazer isso e nos esquecer de combater o bullying. Tenho certeza que a escola sabia que ele sofria bullying”, diz Leia.

Um porta-voz do DPS, Will Jones, disse à BBC que o distrito está “profundamente comprometido a garantir que todos os membros da comunidade escolar sejam tratados com dignidade e respeito, independentemente de sua orientação sexual, identidade de gênero e status transgênero”.

Seu comunicado acrescenta que os responsáveis pelo sistema escolar estão tomando as medidas para “garantir que estudantes LGBTQ+ consigam estudar com dignidade”.

As políticas e práticas, disse Jones, incluem programas antibullying e “materiais de orientação que respeitam totalmente identidades de gênero (inclusive pelo uso de pronomes e banheiros de preferência)”.
‘As crianças estavam falando para ele se matar’

Leia diz sentir-se responsável pela morte de Jamel justamente por não ter notado que seu filho sofria bullying.

“Como sua mãe, eu deveria ter percebido sua dor, que ele estava sofrendo, e não fiz isso. Eu me sinto responsável por não ter visto a dor nos olhos do meu bebê.”

Jamel foi encontrado morto em sua casa na quinta-feira. Ele havia começado a quarta série há quatro dias.

“Meu filho e minha filha mais velha eram muito próximos. Meu filho voltou da escola e contou para ela que as crianças estavam falando para ele se matar”, diz Leia.

“Ele não me procurou, e isso me machuca. Porque eu teria entendido, eu o teria defendido. Fico triste que ele tenha pensado que essa era a opção disponível.”

Leia conta que Jamel era um menino “mágico”. “Ele entrava em um lugar e fazia qualquer pessoa se sentir amada e especial. Ele tinha esse jeito especial. Se você estivesse mal, ele faria de tudo para que você ficasse bem. Ele ia se tornar algo grandioso.”
‘Não tem problema ser diferente’

Leia diz que gostaria de passar uma mensagem para outras crianças que, como Jamel, se identificam como gays.

“Diria que elas são lindas e especiais e não há nada nelas de diferente que deva fazê-las se sentirem menos amadas. Sejam gays ou não, elas deveriam sentir que, aonde forem, serão tratadas de forma igual a qualquer outra criança.”

A mãe de Jamel ainda gostaria de dizer algo para os pais de outras crianças.

“Ensinem seus filhos a amarem. Que é tudo bem ser diferente, porque somos todos diferentes. Ninguém é igual, e se fossemos iguais esse mundo seria muito chato. Nossas diferenças nos tornam iguais. Ensinem compaixão aos seus filhos. Ensinem respeito. Ensinem a aceitarem mais uns aos outros”, diz Leia.

“Ensinem que, se você não gosta de algo ou alguém, que está tudo bem ficar quieto e se afastar, que não é necessário dizer sempre coisas ruins, que é bom chegar para alguém e dizer ‘Ei, você é especial, você é lindo’, porque todo mundo tem dor dentro de si e todo mundo precisa de palavras de apoio.”

Leia diz que não quer que ninguém passe pela mesma dor que ela enfrenta neste momento.

“Meu filho disse que queria mudar o mundo e dar amor às pessoas. Ele não pode mais fazer isso agora, mas eu posso passar as palavras dele à frente, porque todo mundo precisa ouvir isso. Uma alma tão gentil deixou esse mundo por algo tão cruel, e quero que meu filho saiba que ele mudou o mundo para melhor por ser quem era.”
Por BBC

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