Homem é morto a tiros no Centro de Novo Progresso

Augusto Trizotto
Augusto Trizotto

Um homem de 65 anos foi morto a tiros no Centro de Novo Progresso, na tarde deste sábado (08).

Segundo informações, o crime ocorreu na Rua Medianeira. Testemunhas informaram que ouviram vários disparos de arma de fogo, um homem de capacete desceu de uma motocicleta foi até o homem que estava em um bar efetuou os disparos e fugiu. Foi muitos tiros ,informaram. A vitima ainda andou até outro lado da rua onde caiu.

Quando a Guarnição da Polícia Militar no comando do Sargento Rilton,cabo Serra, e soldado Bernardes, chegou ao local se depararam com o corpo da vítima caído, agonizando, o SAMU foi chamado, mas a vitima já estava sem vida.

O homem morto foi identificado como Augusto Trizotto de Oliveira , de 65 anos, muito conhecido na cidade.

Ninguém foi preso.

Aguardem mais informações.

Da Redação Jornal Folha do ProgressoIMG-20170408-WA0203

“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
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PF põe fim a bloqueio de rodovia em Novo Progresso

Policia Federal põe fim a bloqueio de pecuaristas em rodovia no Pará (Foto WhatsApp).

Após serem notificados os pecuaristas e garimpeiros se retiraram pacificamente do local de bloqueio.

O bloqueio na BR-163, em Novo Progresso, foi interrompido nesta sexta-feira (07) pela Polícia  Federal (PF). Agentes federais estiveram no local fizeram revistas notificaram  e conversaram com os manifestantes.

Segundo a informação  a saída dos manifestantes foi pacífica e todos se retiraram do local do bloqueio. Os policiais continuam monitorando a região.

Pelo quinto dia, um grupo de pecuaristas e representantes de garimpeiros bloquearam  um trecho da BR-163, na cidade de Novo Progresso. Eles protestam contra a MP 756/2016 que alterou limites da Flona Jamanixm,PARNA e APA, área de estrema importância para o desenvolvimento do município de Novo Progresso.

Leia Também:Manifestantes descumprem ordem judicial e retomam protesto e rodovia continua bloqueada em Novo Progresso

*Justiça concede liminar e manda retirar manifestantes da BR-163 em Novo Progresso

A Policia Federal cumpriu determinação da Justiça que mandou liberar rodovia, na ultima quarta-feira (04), os manifestantes alegavam não terem recebido a notificação e continuaram bloqueando a rodovia.

Conforme relatos ao Jornal Folha do Progresso, foi acionado a Força Nacional para retirar os manifestantes da rodovia, mas não foi preciso com a chegada do policias federais os manifestantes pacificamente abandonaram o local.

DA Redação Jornal Folha do Progresso

Local do bloqueio da rodovia em Novo Progresso
Local do bloqueio da rodovia em Novo Progresso

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Alunos da escola Girassol visitam redação do Jornal Folha do Progresso

Cerca de 12 alunos do “Colégio  Girassol”, localizado na rua Santos Dumont no Bairro Jardim Planalto em Novo Progresso, visitaram na manhã desta sexta-feira (07) a redação do Jornal Folha do Progresso.

Está não é a primeira vez que os estudantes do ensino fundamental procuram conhecer a rotina de um Jornal.

Curiosos, os estudantes com idades entre 11 e 14 anos, perguntaram sobre o dia a dia no jornal. Queriam saber como os editores definem as notícias que serão publicadas na edição impressa e no site. Os alunos estavam acompanhados da professora “Elisandra Zimmermann” de Português.

A visita será tema de trabalho, eles querem editar um jornal impresso “Giro Noticias Estudantil”, a edição será bimestral. A professora explicou que a visita é para que eles tenham noção – o passo a passo a rotina de um jornal.

A professora direcionou aos alunos para fazerem perguntas.

Os alunos da 6ª serie  do 7º ano, conseguiram compreender melhor os critérios para a escolha de uma notícia. “Tinha algumas dúvidas, mas agora, ficou mais claro”, comentou uma  adolescente após participar da conversa com a direção do jornal.

A conversa terminou com a foto de Recordação!alunos girassol

Da Redação Jornal Folha do Progresso

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Manifestantes descumprem ordem judicial e retomam protesto e rodovia continua bloqueada em Novo Progresso

Mesmo com a decisão liminar expedida pelo juiz Paulo César Moy Anaisse” da  Vara Federal de Itaituba no Estado do Pará, o bloqueio é mantido pelos Pecuaristas em Novo Progresso. Eles vão recorrer da decisão.

A rodovia esta bloqueada para passagens de caminhões, veículos menores, ônibus e cargas perecível passa normalmente pelo bloqueio.

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Impasse entre manifestantes e motorista na tarde desta quinta-feira (06)

O bloqueio entra no 5º dia.

A fila de caminhões já é grande outra vez, antes da decisão judicial a fila chegou ao 25km de um lado como do outro na BR-163.

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Segundo a comissão eles não foram notificados pela justiça, somente a PRF, na tarde desta quinta-feira(06), houve momento tenso entre manifestantes e motoristas, a PRF esteve no local para cumprir a ordem judicial , mas os manifestantes não concordaram, a rodovia continua fechada.

A liminar para que a rodovia federal  fosse desbloqueadas foi  expedida na data de 05 de Abril.

O trecho  bloqueado por pecuaristas e garimpeiros,  está instalado na saída da cidade de Novo Progresso sentido Novo Progresso /Santarém. Eles protestam contra MP756/2016 que alterou limites da “Flona Jamanxim”.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanha a manifestação.

Apesar do clima tenso, não se registrou nenhum confronto direto entre manifestantes e motoristas.

Da Redação Jornal Folha do Progresso

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Novo Progresso volta ser destaque na Imprensa Internacional ” Amazônia ou parque dos dinossauros?”

Projetos industriais na bacia do Tapajós podem provocar o colapso do ecossistema amazônico

“Aqui não existe assalto. Todo mundo anda armado”, explica, orgulhoso, um taxista da cidade de Novo Progresso, no sudoeste do Pará. As armas podem não estar à vista, mas todos parecem porta-las. Em Novo Progresso, as aparências não enganam.

Sob uma fachada de prosperidade, alguns dos donos dos principais estabelecimentos comerciais do município estão em liberdade condicional. Foram presos por desmatamento, grilagem e formação de quadrilha na Operação Castanheira, em 2014, promovida pelo Ministério Público Federal, Polícia Federal e Ibama. A operação foi batizada “em homenagem” a Ezequiel Castanha, dono da ampla rede “Supermercados Castanha” e que, como se soube com as investigações, lucrava mesmo era com a grilagem e a venda de terras públicas.

Em novembro de 2016, a pauta do momento em Novo Progresso era a renovada confiança na redução da Floresta Nacional (Flona) Jamanxim.

Floresta Nacional (Flona) é uma modalidade de área protegida de uso sustentável prevista no Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (Snuc). O território coberto pela Flona Jamanxim alcança mais de 1,3 milhão de hectares, uma área maior que o Líbano. Localizada ao longo da rodovia BR-163, nos arredores de Novo Progresso, foi criada em 2006 no pacote que incluía outras sete unidades de conservação (UCs), somando 6,4 milhões de hectares de florestas protegidas. A criação da Flona aconteceu no eixo do Plano BR-163 Sustentável, anunciado em 2004 para mitigar os impactos do asfaltamento da rodovia.

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Um dos supermercados da rede de Ezequiel Castanha em Novo Progresso. O nome inspirou a Operação Castanheira, que prendeu Ezequiel e outros grileiros e desmatadores. Foto: Mauricio Torres

Às vésperas do último Natal, as Medidas Provisórias 756 e 758 mutilaram 57% da dimensão original da Flona Jamanxim e tiraram um naco de 861 hectares do vizinho Parque Nacional do Jamanxim.

O retrocesso na proteção da região veio após anos de pressão de quem nunca aceitou ser privado da grilagem e da venda de terras (públicas) que se valorizaram muito e rapidamente com o asfaltamento da BR-163.

Desde o início, os protestos dos ruralistas iam do fechamento da rodovia a ameaças de derrubar a floresta toda caso não houvesse a redução da unidade de conservação: “Não quero, mas vamos derrubar essas árvores todinhas.”, disse, em 2006, Agamenon da Silva Menezes, presidente do Sindicato de Produtores Rurais de Novo Progresso. Repetia-se à exaustão o discurso de que a reserva ambiental “engessou a região e proibiu que os moradores continuassem a produzir”. Os dados mostram que as ameaças não se limitaram apenas a palavras.
Grilagem e Violência

Os pretensos “donos” de terras localizadas no interior da Flona Jamanxim têm perfil no mínimo questionável. Segundo dados do ICMBio, 67% das detenções de terras instalaram-se depois da criação da UC, e 60% desses ocupantes não residiam ali. Estudos do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) afirmam que a área média dessas pretensões é de 1.843 hectares, escala muito acima das ocupações médias dos colonos da região.

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Cândido Neto da Cunha, perito federal agrário do Incra no oeste do Pará, mostra que, na média, essas ocupações são ilegais, pois, além de configurarem invasão de UC, “a legislação não permite a regularização de ocupações tão recentes e de dimensões tão grandes”. Segundo o perito, “mesmo com a área não destinada à Flona, continuam a configurar tentativas de apropriação ilegal de terras públicas, ou mesmo, grilagens”.

Como grilagem é uma atividade que não se conjuga sozinha, a Flona Jamanxim passou a disputar as primeiras colocações na lista de UCs mais desmatadas da Amazônia, além de ser palco de outros crimes violentos.
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Em 2009, o ICMBio fez um estudo para reavaliar os limites da Flona. A conclusão da pesquisa refutou a possibilidade de redução da unidade e alertou que isso “levaria a um recuo de estratégia governamental de conservação que traria consequências ambientais imprevisíveis não só para a própria área da Flona, mas também para várias outras UCs da Amazônia” que também sofriam invasões e pressões decorrentes de interesses políticos.

A porção da Flona Jamanxim mais cobiçada pelos invasores era, precisamente, a mais próxima à BR-163– não por acaso, a área que se valorizava mais rapidamente e também a mais estratégica para conter o desmatamento.
“Mata Plantada”

Durante nossa passagem por Novo Progresso, em novembro passado, encontramos Agamenon da Silva Menezes, porta-voz dos latifundiários instalados nas terras públicas da região. Animado, ele acabara de retornar de Brasília e, apesar da longa viagem de ônibus, deu entrevista garantindo que a UC é uma ilegalidade. “Resolveram fazer, mandaram a caneta para cima e fizeram [a Flona], sem cumprir nenhuma norma”. Sorridente, assegurou que tudo seria resolvido em breve, já que, em Brasília, havia agora “um ambiente bem mais positivo”.

“O Brasil é pobre porque não desmata”, explica Agamenon ao defender a redução da UC. Quando indagado sobre a possibilidade da medida provocar aumento nos índices de desmatamento, ele foi rápido em apontar: “O termo desmatar já é provocativo. Na verdade, é alteração da floresta. Você não vai deixar a área no chão. Ela vai ser usada com lavoura, com pasto, com alguma coisa. Ela não é desmatada, apenas se altera de uma mata nativa para uma mata plantada”.

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Agamemnon da Silva Menezes, presidente do Sindicato de Produtores Rurais de Novo Progresso. Foto: Thaís Borges

Porém, nem todos em Novo Progresso concordam com Agamenon. Lincoln Brasil Queiroz – um dos poucos fazendeiros que têm títulos da sua terra, decorrente da compra que seu pai fez junto ao Incra há décadas, tem outra visão. Para ele, a redução da Flona seria uma lição prática de que “o crime vale a pena, pois beneficia quem continua desmatando e ocupando ilicitamente”.

Com as mesmas preocupações, a procuradoria da República em Itaituba (PA) abriu, em novembro, uma ação civil pública, pedindo a interrupção do processo de redução da UC. A ação pretendia impedir “a anistia das grilagens de terras através da desafetação de áreas protegidas”. O MPF demandava ainda que a Justiça Federal ordenasse “o reforço imediato de políticas públicas para intensificação de fiscalizações e responsabilizações da cadeia produtiva da pecuária – especialmente porque as áreas invadidas são destinadas a criação extensiva de gado”.

O MPF estava certo. Entrevistas com intermediadores de negociações de gado na região de Novo Progresso revelaram que, anualmente, são produzidas ilegalmente cerca de 20 mil cabeças de gado dentro da Flona (onde a pecuária é proibida). Esse gado é comercializado sem qualquer embaraço usando esquemas de “lavagem de boi”, revelados na recente Operação Carne Fria, do Ibama, que embargou frigoríficos da empresa JBS por comprar carne produzida em áreas desmatadas ilegalmente.

Em 19 de dezembro, antes da ação do MPF ser avaliada, o presidente Michel Temer assinou as medidas provisórias 756 e 758 que retiraram status de área protegida de partes da Flona e do Parque Nacional do Jamanxim.

A medida garantiu a alegria nas comemorações de fim de ano do grupo de Agamenon, que anunciava, a partir da redução, “que o Oeste do Estado possa ter um maior desenvolvimento econômico com a implantação de grandes investimentos tanto do setor privado quanto do setor público”.

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Tronco derrubado por desmatadores na Floresta Nacional do Jamanxim em Novo Progresso, Pará. Foto: Vinícius Mendonça/Ibama

Parques de Papel

Garantindo que a pavimentação da rodovia BR 163 não repetiria os desastres do passado, há 13 anos, o governo Lula anunciou que a licença da obra seria complementada pelo “Plano BR-163 Sustentável”. Entre providências em diversas áreas, o plano previa a criação de UCs como medida de preservação florestal.

“O Plano simplesmente não foi implementado”, explicou Brent Millikan, que, à época, era assessor técnico da (extinta) Secretaria de Coordenação da Amazônia, do Ministério do Meio Ambiente, “e foi substituído, em fevereiro de 2007, pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)”.

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Unidades de conservação criadas ao longo da BR-163. Elaboração: Mauricio Torres

Para Millikan, isso refletiu decisões que apostaram na manutenção no poder “a partir de alianças com grupos políticos e econômicos tradicionais, cujos interesses resultariam em práticas sistemáticas de saque do patrimônio público (dinheiro público, recursos naturais) que eram absolutamente incompatíveis com os objetivos do Plano BR-163 Sustentável”.

A amputação do Parque Nacional do Jamanxim corrobora a análise de Millikan: o Parque foi reduzido com o “objetivo é permitir a passagem da ferrovia Ferrogrão, que segue o eixo da BR 163 e encontra-se em processo de licenciamento”, segundo nota do próprio governo federal.

Os cenários mais pessimistas imaginados há uma década sobre a destruição florestal no eixo da BR 163 são hoje realidade.

Segundo Juan Doblas, que monitora o desmatamento na região pelo Laboratório de Geoprocessamento do Instituto Socioambiental, “dez anos depois do licenciamento das obras, o desmatamento acumulado atingiu as piores projeções. A perda de floresta às margens da rodovia está tão fora de controle que entre 2004 e 2013 (exceto 2005), enquanto o desmatamento caía em toda a Amazônia, aumentava na região”.

A situação, para Doblas, “seria muito pior sem a decretação das UCs, ainda que não tenham sido implementadas de fato”. Essa aparente contradição, segundo Doblas, novamente pode ser entendida pela conexão direta entre desmatamento e grilagem: “Mesmo que apenas no papel, as UCs fizeram com que o desmatamento como função de especulação imobiliária perdesse seu sentido e caísse bruscamente”. O ato de transformar terras públicas formalmente em UCs retirou-as do mercado da grilagem, pois “tornava inviável que tais áreas saíssem do patrimônio público para serem tituladas em nome de grileiros”, completa.

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Como as terras indígenas, as unidades de conservação têm um relevante efeito de deter o desmatamento. Fonte: ISA/Prodes

Desmontando o que sobrou

Foi Dilma Rousseff, na sua primeira gestão presidencial, que criou o precedente de alterar limites de áreas protegidas por meio de medidas provisórias. Em sua febre por construir barragens na Amazônia, reduziu UCs que seriam inundadas com a pretensa hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, garantindo que as reservas não fossem obstáculo ao licenciamento da mega obra.

Paulo Carneiro, diretor de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do ICMBio, admitiu que a redução da Flona Jamanxim é prejudicial, mas, segundo ele, ante a escalada de conflitos envolvendo a área, a saída encontrada pelo ministério foi flexibilizar a UC.

Na prática, retirou-se pouco mais da metade – 743 mil hectares – da área da Flona Jamanxim. Desse total, 438 mil ha foram anexados ao vizinho Parque Nacional do Rio Novo, aumentando o rigor da categoria de proteção ambiental. Entretanto, outros 305 mil hectares (o equivalente a 117 ilhas de Fernando de Noronha) foram realocados na permissiva categoria de Área de Proteção Ambiental. A APA Jamanxim é uma modalidade de UC muito menos restritiva e que permite a quem invadiu e desmatou no interior da Flona manter a posse da terra. Ou seja.

Para Juan Doblas a mudança de Flona para APA é um eufemismo para a redução da área protegida: “Essa APA, na fronteira da expansão do agronegócio, reforça a corrida especulativa e a disputa da terra, agora, ‘grilável’, pois a categoria APA abre brechas para a ocupação ilegal e não segura o desmatamento.”

O Ministério do Meio Ambiente e o ICMBio não responderam às perguntas sobre a redução da Flona enviadas por The Intercept Brasil.

Um servidor do ICMBio que trabalha na região e pediu para não ser identificado defende o oposto. A partir da experiência de quem vivencia o problema presencialmente, ele diz: “A redução mostra que se uma UC for invadida e desmatada, deixará de ser uma área protegida e o criminoso ficará com a terra. Quero ver se alguém virá de Brasília para conter novas invasões agora”.

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Ponte Do Rio Jamanxim , em Novo Progresso, Pará. Foto: Guto.1992

Apesar de toda concessão à grilagem e ao crime ambiental, a bancada ruralista considerou a alteração da Flona Jamanxim demasiado “modesta”, posição que abre um quadro de possibilidades assustador.

Como é de praxe com qualquer assunto, as Medidas Provisórias que alteraram as UCs serão analisadas e votadas por uma comissão mista de deputados e senadores, possivelmente ainda no mês de março. A comissão já indicou sete emendas ao texto original, todas abrandando ainda mais a proteção e ainda dilapidando outras UCs.

Vale lembrar que o atual ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, é acusado de grilagem de terras dentro do Parque Serra Ricardo Franco, unidade de conservação localizada no Mato Grosso. Assim, não é de se estranhar a solidária posição a demais grileiros da Flona Jamanxim e de outras partes do país.

Mais áreas protegidas estão na mira dos ruralistas. Em janeiro, o governo federal anunciou a intenção de efetivar brutal redução em UCs no estado do Amazonas. Planeja-se a dilapidação da Reserva Biológica do Manicoré, do Parque Nacional do Acari, das Florestas Nacionais do Aripuanã e de Urupadi e a extinção da Área de Proteção Ambiental dos Campos de Manicoré, resultando na retirada de status de proteção de cerca de 1 milhão de hectares. Em carta aberta, ONGs já pediram ao governo que aborte a proposta.

Para Adriana Ramos, coordenadora de Política e Direito do Instituto Socioambiental, “a estratégia do setor rural, representada pela Frente Parlamentar da Agropecuária, é fragilizar e neutralizar o alcance da legislação ambiental e dos direitos territoriais dos povos e comunidades tradicionais. Então, essas iniciativas estão no mesmo contexto de ataque aos direitos socioambientais por parte dos representantes do agronegócio”.

Já para o líder rural de Novo Progresso, Agamenon da Silva Menez, “a sociedade sempre progride e a mudança é inevitável e benéfica”. Ele pergunta “Vocês sentem falta de dinossauros?”

A resposta aparece nos artigos anteriores desta série e em seguidas pesquisas científicas sobre o papel da floresta amazônica para o equilíbrio climático do planeta. A cobiça ruralista, com seu discurso marketeiro e suas práticas socioambientais e trabalhistas jurássicas, antagoniza a ciência do clima, o respeito à legislação e aos povos tradicionais e consolida o agronegócio como o verdadeiro “parque dos dinossauros” do século XXI. Agamenon está em casa.

*Esta matéria é da série exclusiva “Tapajós sob Ataque”, escrita pela jornalista Sue Branford e pelo cientista social Mauricio Torres, que percorrem a bacia Tapajós e produzida em colaboração com Mongabay, portal independente de jornalismo ambiental.

Fonte: The Intercept Brasil
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Justiça concede liminar e manda retirar manifestantes da BR-163 em Novo Progresso

O Juiz Federal “Paulo César Moy Anaisse” do Estado do Pará acatou pedido de liminar  da “União” e mandou manifestantes sair da rodovia BR-163 em Novo Progresso.multa

: 5146 – REINTEGRAÇÃO/MANUTENÇÃO DE POSSE

: UNIÃO FEDERAL

: SINDICATO DOS GARIMPEIROS DE NOVO PROGRESSO E OUTROS – Trata-se de ação de reintegração de posse, com pedido liminar, para concessão autorização judicial para a adoção das medidas necessárias a imediata desobstrução da Rodovia Federal, BR-163, Km 313 do Estado do Pará.

A liminar foi concedida ontem quarta-feira (05).  Desde a manhã de segunda-feira (03) a rodovia estava bloqueada parcialmente por produtores rurais, em protesto contra MP 756/2016.

Rodovia perímetro urbano de Novo Progresso
Rodovia perímetro urbano de Novo Progresso

Foi necessária uma liminar da Justiça Federal para realizar a reabertura da rodovia. A PRF está no local e já foi notificada da decisão, a  Polícia Militar (PM) também está no local  para garantir o trânsito. À PRF tem que cumprir de imediato a desobstrução da rodovia em até 24 horas  informar a justiça do cumprimento da decisão. Caso houver outros bloqueios a PRF está autorizada agir. A multa pelo descumprimento é de R$ 5 mil dia,

Leia Também:BR-163-Bloqueio de rodovia por mais de 24 horas revolta motoristas

*BR-163-Após 30 horas de bloqueio, trânsito é liberado em Novo Progresso

*Ato contra a MP756/2016 volta a fechar rodovia em Novo Progresso

O bloqueio  fica  a dois quilômetros do centro da cidade , pneus e tora de madeira foi colocado no local para bloquear a rodovia.

A fila de caminhões parados na rodovia ultrapassou os 25 quilômetros de um lado como no outro da rodovia.

Da Redação Jornal Folha do Progresso (Foto Arquivo Jornal Folha do Progresso)

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BR-163-Bloqueio de rodovia por mais de 24 horas revolta motoristas

Caminhoneiros protestaram e fecham com galhos de arvores a via lateral da rodovia (BR-163), revoltados eles querem impedir de trafegar pela outra via – “já que ninguém entra ninguém sai”.

“Situação se agrava com mais de 2,5 mil caminhões parados no congestionamento”.

Motoristas fecham via lateral da rodovia BR-163
Motoristas fecham via lateral da rodovia BR-163

Após vencer prazo de 24 horas da última liberação desde a tarde de ontem (terça-feira, 04), os motoristas receberam a noticia nesta quarta-feira(05), que a rodovia não seria mais ser liberada – os manifestantes resolveram segurar de vez o bloqueio na rodovia para caminhões. Não vai mais liberar até sair um acordo que beneficie os produtores rurais de Novo Progresso, disse um líder do movimento.

Os motoristas revoltados com a informação, resolveram também protestar e com galhos de árvores fecharam a via lateral, ninguém entra ninguém sai, argumentam!

Leia Também:Vagão de carreta com soja pega fogo parada na rodovia BR-163 em Novo Progresso

Muitos deles estão há dois dias parados, na tarde desta terça-feira (04) o bloqueio foi liberado por 1h30mn, não foi suficiente pra passar todos os caminhões que estavam parados na rodovia, a fila ultrapassa os vinte quilômetros para quem chega do estado do Mato Grosso.

Após o impasse de fechar a outra via da rodovia e com a promessa dos manifestantes que rodovia será liberada ainda nesta tarde, os  motoristas retiraram os galhos e liberaram, mas prometem voltar a fechar caso insistam em mantê-los parados. “A Rodovia foi aberta para tráfego às 16h30mn por duas horas”.

Os Produtores Rurais, fecharam a rodovia na segunda-feira (03) , em protesto a MP-756/2016, e segundo liderança do movimento um relatório foi entregue na comissão para ser deliberado no congresso nacional,  vamos manter a rodovia fechada, e aguardar até eles decidirem a nosso favor, informaram! às 18h00mn a rodovia tornou a fechar.

A rodovia Br 163 em Novo Progresso esta fechada na saída da cidade sentido Novo Progresso/Santarém, um acampamento foi montado no local onde está sendo servido alimentação e assistência aos motoristas. (Atualizado às 18:26:18)

Da Redação Jornal Folha do Progresso

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Vereador xinga dois PM’s

Na sessão desta terça-feira (04), o Vereador Cabral (PDT), no uso da tribuna relatou um ocorrido com um cidadão progressense morador do bairro Industrial, onde o mesmo foi agredido por dois policial militar.

Segundo o relato do edil com o BO (boletim de ocorrência) em suas mãos, relatou que o comerciante que é proprietário de um Bar no bairro , saiu de sua residência e foi ao mercadinho distante 100 metros de sua residência, em uma motocicleta, com objetivo de comprar óleo vegetal, neste trajeto o motociclista não usou capacete.

“O comerciante foi seguido por uma viatura da PM , que ao adentrar ao estabelecimento dois policiais se dirigiram até ele e discutiram, os policiais o agrediram, algemaram e levaram preso”, disse o edil.

“ Estes dois Policias para mim são uns “CANALHAS”, disse Cabral.

Os nomes dos dois PMs, não foi divulgado, o major responsável pelo Quartel da  Policia Militar de Novo Progresso, está apurando o caso.

O Comerciante registrou agressão na Policia Civil de Novo Progresso.

Da Redação Jornal Folha do Progressofolha-1

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Vagão de carreta com soja pega fogo parada na rodovia BR-163 em Novo Progresso

A carreta com cavalinho estava estacionada na rodovia por causa do bloqueio em Novo Progresso.

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O fato foi registrado na BR-163 a aproximadamente nove quilômetros de Novo Progresso, na noite desta terça-feira.

O motorista  conseguiu controlar as chamas, porém, não evitou a destruição do vagão e parte do carregamento de soja.

O motorista conseguiu desengatar o vagão que estava pegando fogo do “cavalinho”, segundo informação coletada  no local.  Com isso, evitou um prejuízo ainda maior. A suspeita é a de que o fogo começou  no eixo traseiro do vagão. O vagão tem a placa “PQG 2688 de Goiânia(GO)”.20170405_072625

A carreta esta parada nas margens da rodovia devido o bloqueio da rodovia em Novo Progresso.

Da Redação Jornal Folha do Progresso com fotos.

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BR-163-Após 30 horas de bloqueio, trânsito é liberado em Novo Progresso

A fila de caminhões na rodovia ultrapassou os 20 km de um lado para outro (Foto).

A BR 163 em Novo Progresso  teve o trânsito liberado  por volta das 13h desta terça-feira(04).

Desde o inicio desde esta segunda-feira (03), os motoristas tiveram que permanecer parados na rodovia, na saída da cidade de Novo Progresso sentido Santarém, os produtores rurais bloquearam a rodovia em protesto a MP 756/2016 que criou novas unidades de conservação.

Um caminhão vazio tentou burlar o bloqueio e foi autuado pela PRF. O trecho não  chegou a ficar totalmente bloqueado , veículos menores, ônibus, ambulância e cargas perecíveis, trafegou normalmente. Viaturas da PRF (Policia rodoviária Federal), permanecem no local.

A rodovia foi liberada pelos manifestantes  na tarde desta terça-feira (04) ; das 13h00 às 14h30mn, posteriormente voltou a fechar.

PRF esta no local do Bloqueio.
PRF está no local do Bloqueio.

Bloqueio na rodovia continua

O protesto promovido por pecuaristas contra MP 756/2016 que criou novas unidades de conservação (UCs) no município.

Eles querem um compromisso do governo federal que as emendas por eles propostas na comissão onde tramita no congresso nacional seja aceita.

Entenda o Caso

O Presidente  da Republica Michel Temer (PMDB), editou a “MP 756/2016” em dezembro de  2016 e alterou os limites da “Flona Jamanxim , Parque do Rio Novo” e Criou novas APAs (Área de preservação Ambiental) atingindo o Município de Novo Progresso – PA.

O Descontentamento da MP gerou protestos entre os produtores rurais que alegam perca do território para UCs.

O Vice Prefeito de Novo Progresso Gelson DilL (PMDB), foi indicado pelo Prefeito Ubiraci Soares (PSC) para liderar o movimento e articular junto ao Congresso Nacional as modificações da MP. Gelson reuniu com as lideranças do município e foi apresentada várias propostas para contentar os envolvidos. Gelson disse que se for levado em conta às reservas Legais e APAs vão sobrar um  mísero território de apenas 3,9% para que Novo Progresso possa fomentar sua produção agrícola e pecuária. Gelson articulou junto à base do PMDB e PSDB em Brasília  para apresentar uma proposta que favoreça Novo Progresso. O descontentamento é que cerca de 230 mil hectares de terras produtivas do município  vão se tornar área de proteção, disse o vice-prefeito.

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MP 756/2016 em Brasília

Quanto à mobilização em Brasília, a comissão sempre disse estar  otimista que vai obter sucesso, pois o vice-prefeito de Novo Progresso  Gelson Dill (PMDB) comemorou a indicação do Deputado aliado José Priante (PMDB) na relatoria, disse que todos os deputados federais da região, além dos senadores Jader Barbalho e Flexa Ribeiro, receberam as propostas de emenda elaboradas pela comissão, e já se comprometeram em defendê-las no momento da sua aprovação sendo que o período da elaboração e entregas de emendas já foi cumprido, dia 5 de fevereiro desse ano, mas a comissão entregou as dez emendas em tempo hábil e há expectativa que  as emendas sejam levadas em conta e as mudanças sejam feitas.

A comissão já realizou varias audiências públicas para debater as propostas, no entanto os lideres ruralistas de Novo Progresso, não estão sentindo firmeza nos deputados e senadores e resolveram protestar fechando a rodovia BR-163.  Os manifestantes alegam que a medida beneficia os produtores do estado do Mato Grosso para o governo construir uma ferrovia (FERRO GRÃO), e com isto está prejudicando os agricultores e pecuarista da região.

Gelson informou a imprensa que se comprometeram-se com a causa os deputados federais José Priante, Francisco Chapadinha, Júlia Marinho, entre outros. No Senado a causa ficou com Jader Barbalho e Flexa Ribeiro.  A MP 756 deve ser votada dentro do prazo prorrogado.

O – Prazo de vigência já estendido para  30/03/2017 foi prorrogado para  mais 60 dias (29/05/2017 ).

A MP tramita na comissão que tem como relator o Deputado Federal do Pará José Priante (PMDB).

Já o bloqueio na BR-163, principal rodovia para transportar a safra de grãos do  Mato Grosso até os portos de Miritituba e Santarém no Pará ,vai permanecer bloqueada para trafego de caminhões, os manifestantes alegam , que a MP 756 foi editada para facilitar a construção de uma ferrovia (ferro Grão), que liga a cidade de Sinop no Matogrosso até Miritituba no Pará, preocupados os pecuarista estão usando os caminhões carregados de soja para poder chamar atenção do governo federal.

Da Redação Jornal Folha do Progresso

Rio Jamanxim , faz divisa com as áreas de conservação(UCs) em Novo Progresso.
Rio Jamanxim , faz divisa com as áreas de conservação(UCs) em Novo Progresso.

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