Menor é apreendido pilotando moto e suspeito de embriaguez

Uma menor de 16 anos foi apreendido pela Polícia Militar, em Novo Progresso, conduzindo uma motocicleta e com suspeita de embriaguez.moto menor

A Guarnição da Policia Militar comandada pelo Sargento Cruz, Cabo Edson, Soldado Thiago, prenderam em via publica o  menor L. R. L. C.,  por estar dirigindo uma motocicleta com sintomas de embriaguez.      

Ele foi pela guarnição que estava  em uma  viatura da PM que realizava o policiamento de rotina e ao ser abordada, houve a suspeita de embriaguez, informou PM.

O menor e a motocicleta foi entregue na DEPOL, para providências.

Por Jornal Folha do Progresso

“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”

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Herlan Cardoso é novo presidente do Conselho Municipal de Saúde de Novo Progresso

Representantes da saúde  se reuniram em assembléia para realizar  eleição e eleger o novo Conselho municipal de Saúde  nesta sexta-feira(22) em Novo Progresso.

A eleição aconteceu na manhã desta sexta-feira (22) na  sede do Conselho na rua Tupy nº 671 no bairro Jardim Planalto em Novo Progresso.

A eleição ocorreu de forma tranqüila e com grande participação de representantes de classes e servidores, que tiraram um tempo para exercer a cidadania. Duas pessoas se candidataram para presidir o conselho; Luiz da Silva e Herlan Gomes Cardoso. A mesa coletora foi composta por mesário, que fiscalizaram a votação.

Para escolha do presidente coube aos 12 delegados do Conselho votarem, onde foi eleito com nove (9) votos “Herlan Gomes Cardoso”, Luiz da Silva obteve três votos e perdeu a disputa.

O novo Conselho Municípal de Saúde foi eleito para um mandato de dois anos.

 Novo  Conselho Municipal de Saúde de Novo Progresso-PA

*Presidente:Erlan Gomes Cardoso Cardoso (Sintraf)

*Vice presidente: Luiz Carlos Piva (Fininho da Edemias)

*Primeiro secretário: Lucia do instituto renascer

* Segundo secretário: Cristian da CASAI

* Secretária: Lucia Teresinha kunkel

Redação Jornal Folha do Progresso

Presidente ,vice e Secretarios
Presidente ,vice e Secretarios

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Escola Tancredo Neves realiza distribuição de mudas no Dia da Árvore

tancredo1(Fonte: Folha do Progresso) – Foi comemorado ontem (21) o Dia da Árvore no Brasil. O intuito desta data é conscientizar a população a respeito deste importante símbolo da natureza. Para comemorar a data, a Escola Municipal Tancredo Neves,  realizou a distribuição de mudas, na tarde de ontem (21) na Av. Jamanxim esquina com Av. Orival Prazeres.
Entre professores e alunos, cerca de 30 pessoas participaram da ação de conscientização da escola aonde foram entregues 150 mudas de Acácia Javanesa aos munícipes que passavam pelo local.

A escola é exemplo no quesito sustentabilidade. No início do ano a escola  recebeu da SEMMA-NP as lixeiras ecológicas e estão fazendo a compostagem do lixo orgânico da escola. (O lixo orgânico é o lixo que pode ser transformado em composto orgânico, ou seja, virando adubo através de um processo de compostagem, podendo ser usado em hortas e jardins devido ao seu alto índice de nutrientes.)

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tancredo5Estavam a frente desta distribuição de mudas os professores José Wilde, Fernanda, Lindones e Marcilene e de maneira indireta todos os professores e alunos da escola. As mudas de Acácia Javanesa foram feitas na própria escola pelo grupo de professores gestor do projeto.

A escola contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Novo Progresso, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Nascentes do Xingu.

tacredo6tancredotancredo3Fonte: Redação Jornal Folha do Progresso – Fotos:  Professora Fernanda




Policia divulga foto de tatuagem em corpo encontrado em estado de decomposição para encontrar familiares da vitima

A policia Civil divulgou fotos de um corpo encontrado em estado de decomposição na vicinal Sanches nesta segunda-feira (18) para ajudar encontra familiares.

Tatuagem na coxa da perna
Tatuagem na coxa da perna

Cápsula encontrada junto ao cadabver
Cápsula encontrada junto ao cadaver

O corpo foi encontrado após proprietário de a área sentir mau cheiro e observar urubus baixando em um ponto da propriedade.  Segundo a informação o local onde foi encontrado o corpo existe um projeto de manejo sustentável, varias estradas para aceso e o corpo foi queimado, cápsula de arma calibre 380 [pistola] foi encontrada junto ao corpo.

Conforme divulgou o investigador Alan da Policia Civil para imprensa o corpo foi identificado com as seguintes características; do sexo masculino cor morena, cabelos castanhos e estatura mediana, com um hieróglifos oriental [tatuagem] na coxa, a possibilidade de ser executado – as mãos estavam amarradas e  foi observado varias perfurações possivelmente de pistola 380 na cabeça  e corpo.  Pelo estado decomposição avançado pode ter sido morto a mais dias.

A policia esta em busca dos familiares do cadáver e divulgou a foto da tatuagem para quem sabe ajudar na identificação dos familiares da vitima.

Da Redação Jornal Folha do Progresso com fotos Policia Civil

cadaver

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Novo Progresso-Duas ruas na área central ganham quebra-molas

A Prefeitura instalou mais quebra-molas, também chamados de faixas elevadas. Nesta semana foram construídos dois; um na rua Medianeira próximo a o comercial “Pai e Filho” e o outro fica na rua da Pátria próximo “Áudio Car”.

A Prefeitura  diz que são muitos pedidos de moradores e empresários solicitando os quebra-molas, os pedidos são repassados para secretaria de obras que  faz o  estudo técnico e avalia os pontos de maior risco como em avenidas asfaltadas ou perto de escolas e realiza a obra.

Da Redação Jornal Folha do Progresso

Quebra mola Rua da Pátria
Quebra mola Rua da Pátria

Quebra Mola rua Medianeira
Quebra Mola rua Medianeira

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Asfalto avança na Avenida Orival Prazeres obra será entregue nos próximos dias

A empresa PAVIENGE responsável pela execução da obra na Avenida Orival Prazeres em Novo Progresso, está concluindo a obra de recuperação e pavimentação da Avenida.

Avenida Orival Prazeres está as margens da  rodovia BR 163 no perímetro urbano, numa extensão de 5km de Norte a sul –  é  importante via de acesso da cidade. A recuperação da terraplanagem danificada já foi concluída, a colocação do asfalto já está sendo finalizada para que a obra seja entregue na próxima semana. ´

Trabalhadores da empresa já fazem o levantamento topográfico da Avenida Isaias Antunes onde também receberá as melhorias.

As avenidas, recuperadas será uma alternativa para a rota  para quem entra e sai da cidade sem precisar usar a rodovia que tem trânsito intenso nesta época do ano.

O prefeito Macarrão chegou de viagem e  passou pela obra para acompanhar de perto o asfaltamento nos últimos trechos da via. “Sempre que posso, passo por essa obra para vistoriar seus avanços. Várias obras também serão iniciadas de pavimentação de vias públicas dentro da cidade e entregue, ainda na minha gestão”, comentou.

Da Redação Jornal Folha do Progresso

Avenida Orival Prazeres
Avenida Orival Prazeres

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Em Belém-Prefeito Macarrão assinando a adesão ao Programa Municípios Sustentável

Nesta terça-feira (19), o prefeito de Novo Progresso Ubiraci Soares (PSC) esteve na Capital do Estado em companhia da secretaria de ação social Michelly Meuchi,  com a finalidade de buscar e reivindicar junto ao governo do estado melhorias para o município. Macarrão aproveitou e assinou adesão ao Programa Estadual Municípios Sustentáveis.

Municípios Sustentáveis:

O programa foi criado por decreto em abril deste anos pelo governador Simão Jatene e tem como objetivo instituir a Política de Desenvolvimento Harmônico Sustentável do Estado do Pará – Pará Sustentável. O decreto visa coordenar ações governamentais e articular parcerias com o setor privado e a sociedade civil, para promover o desenvolvimento do Pará, incluindo ações que serão realizadas em conjunto com as prefeituras, por meio do Programa Municípios Sustentáveis.

Meta:

No eixo econômico, a meta é do Pará Sustentável, para os próximos 15 anos, é igualar a renda per capita do Pará à média nacional, e promover um crescimento de 5,3% ao ano, criando 3 milhões de empregos até 2030.MACARRAO BELEM1

Assinatura foi na capital do estado na casa Civil (Foto) , com a presença da  Secretária de Estado Izabela Jatene, prefeito Macarrão, secretaria de ação social Michelly Meuchi e o Deputado Hilton Aguiar.

O prefeito aproveitou para reafirmar o compromisso do governo do estado e cobrou o inicio das obras da escola técnica, recurso para HMNP, novas ambulâncias, RAIO –X e novas viaturas para policia civil e militar, além de outras demandas de algumas obras do estado, que estão em total carência no município.

Da Redação Jornal Folha do Progresso

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Resíduos Sólidos-Ibama segue asfixiando a economia da Amazônia

Agente ambiental fiscaliza resíduos de beneficiamento de madeira em serraria no Pará

Operação de fiscalização do Ibama resultou na suspensão das atividades de mais 12 serrarias nos municípios de Novo Progresso e Altamira, no Pará. Os agentes ambientais aplicaram treze autos de infração, que totalizam R$ 2,6 milhões.

Sem poder atuar a extração de madeira, que é feita de forma legal, os agentes do Ibama estão utilizando a A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305 de 2010) para fechar as serrarias por conta da disposição da serragem.

Leia Também:Moradores fecham rodovia BR-163 em protesto contra ação do Ibama

As empresas receberam notificações que determinam a destinação ambientalmente correta dos resíduos acumulados. A retomada das atividades só poderá ocorrer quando a retirada do material dos pátios for comprovada. Os agentes constataram acúmulo de grande quantidade de serragem e aparas de madeira nos pátios das empresas. “Em uma das serrarias encontramos resíduos em pilhas de mais de dez metros de altura, que ocupam uma área de aproximadamente três hectares”, disse o analista ambiental e coordenador da operação, Amaro Fernandes.

A destinação inadequada da serragem afeta diretamente a qualidade de vida da população. “Na seca, resíduos sem tratamento comprometem a qualidade do ar e aumentam o risco de incêndio. Na chuva, o chorume produzido contamina o lençol freático e os cursos d’água”, disse o coordenador de Operações de Fiscalização, Roberto Cabral.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305 de 2010) proíbe o lançamento in natura de rejeitos a céu aberto.

Por Código Florestal Com informações e imagem do Ibama publicado por Jornal Folha do Progresso“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
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Operação sem fim: ICMBio contra o crime ambiental na BR-163

Destruição de trator usado em desmate ilegal, escondido na mata. Foto: Bernardo Camara –Já faz um ano. Mas aquela noite no Parque Nacional do Jamanxim continua viva na memória de Diego Rodrigues. Acampamento montado, ele preparava o jantar quando o primeiro disparo rompeu o silêncio da floresta. Logo veio outro. E mais um. Os policiais militares responderam, e a troca de tiros começou sob a copa das árvores. “Ficamos até 3 horas da manhã deitados no chão da mata, enquanto o tiro comia solto”, conta ele, com um carregado sotaque cearense.

Diego tem 29 anos de idade. Três de Amazônia. Com formação de técnico agrícola, desde 2014 ele trocou o semiárido nordestino pela quente e úmida Itaituba, no interior do Pará. Chegou acompanhado de outras 35 pessoas aprovadas num concurso feito especialmente para a região. “Eu tinha algum conhecimento dos conflitos daqui, mas não sabia que as disputas por terra eram tão acirradas”, afirma Diego. “Foi um impacto”.

“Quem circula pela BR-163 facilmente ouve trocadilhos com os nomes das áreas protegidas criadas por ali, alcunhas  como “Imobiliária Jamanxim” e “Complexo Agropecuário Nascentes da Serra do Cachimbo”
A nova turma iniciava sua saga no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente e responsável por fazer a gestão das unidades de conservação federais. O Parque Nacional do Jamanxim, onde Diego se viu em meio a um tiroteio, fica na beira da BR-163, rodovia que começa em Cuiabá, no Mato Grosso, e termina em Santarém, depois de cruzar boa parte do território paraense.
A região concentra as maiores taxas de desmatamento do Brasil, e a enxurrada de crimes ambientais tem sido um entrave direto na implementação das unidades. Por ali, a atuação do ICMBio é quase um estado de exceção dentro do órgão: um decreto de janeiro de 2017 transformou a sede de Itaituba na primeira Unidade Especial Avançada (UNA) do instituto.
MAPA FLONA
Com a medida, a figura dos chefes de unidades de conservação foi extinta: os servidores deixaram de trabalhar para unidades específicas e passaram a se dedicar em conjunto a um imenso mosaico de 12 UCs, que totalizam 9,2 milhões de hectares. A área é duas vezes o estado do Rio de Janeiro. “Mais de 60% do desmatamento da Amazônia hoje acontece ali”, resume André Alamino, que coordena de Brasília as ações de fiscalização do ICMBio no país inteiro. “A região da BR-163 é prioritária”.

Não à toa, metade da enxuta equipe de Itaituba é absolutamente sugada pelas ações de fiscalização, comandadas localmente por Diego Rodrigues. Além deles, dezenas de servidores do país todo são permanentemente recrutados para ajudar nas atividades. E para fechar o time, o Batalhão de Polícia Ambiental do Pará acompanha as incursões dos fiscais nas áreas protegidas.

A Operação Nacional da BR-163 roda quase o ano inteiro. Não existe fim de semana ou feriado. A cada 21 dias, equipes se revezam para passar cerca de 12 horas diárias sacolejando em estradas irregulares atrás de infratores. As distâncias são tão longas que volta e meia é preciso acampar na mata para alcançar o destino no dia seguinte. O único período de pausa das atividades é entre dezembro e março, quando a estação da chuva deixa as vias intransitáveis e as nuvens cegam os satélites que denunciam os desmatamentos. Para cada etapa de 21 dias, cerca de R$ 300 mil são desembolsados na logística.

Escudo perfurado

Construída durante a ditadura militar, até os anos 2000 a BR-163 permanecia relativamente adormecida. A gigante acordou de susto em 2003, quando o então presidente Lula anunciou seu asfaltamento. Promessa feita, terminais portuários se multiplicaram, e a estrada se tornou o principal corredor para exportação de commodities como soja, milho e algodão produzidos em larga escala no Mato Grosso.

Checando coordenadas no GPS, de dentro do helicóptero usado na operação. Foto: Bernardo Camara
Checando coordenadas no GPS, de dentro do helicóptero usado na operação. Foto: Bernardo Camara

A corrida para a região explodiu, e com ela a derrubada da floresta. Enquanto os índices de devastação caíam na Amazônia inteira, por ali continuavam nas alturas. Estradas sempre foram porta de entrada para o desmatamento. Na época do anúncio, Lula sabia disso: ao mesmo tempo em que oferecia uma nova rota de escoamento para os produtores, montou o Plano BR-163 Sustentável para não sair mal na foto com os ambientalistas.

Dentre as medidas do plano que ganhou vida em 2006, foi criado um imenso mosaico de áreas protegidas ao longo da rodovia. O Parque Nacional do Jamanxim, a Floresta Nacional do Jamanxim e a Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo são algumas delas. A ideia era formar um escudo para a floresta.

Dez anos mais tarde, quem circula pela BR-163 facilmente ouve trocadilhos com os nomes das áreas protegidas criadas por ali. As alcunhas “Imobiliária Jamanxim” e “Complexo Agropecuário Nascentes da Serra do Cachimbo” sugerem que o tal do escudo florestal anda mal das pernas. E um dos motivos pode estar em outra sigla apelidada: o INCRA, que na boca do povo virou sigla para “Nada Conseguimos Resolver Ainda”.

“O Plano BR-163 Sustentável era um acordo interministerial. Vários órgãos deveriam ter vindo para garantir que a exploração sustentável funcionasse na região. Porém, só o ICMBio e o Ibama vieram. O resultado é que ninguém conseguiu se legalizar”, afirma Diego Rodrigues, dando uma dimensão de sua rotina: “Hoje, o que movimenta a economia dessas cidades são os crimes ambientais”.

Operação do ICMBio. Foto: Bernardo CamaraOperação do ICMBio. Foto: Bernardo Camara
Operação do ICMBio. Foto: Bernardo CamaraOperação do ICMBio. Foto: Bernardo Camara

Nas incontáveis discussões governamentais que vieram com a proposta de ressuscitar a BR-163, o ordenamento territorial sempre foi item chave. Mas ficou na promessa. Os títulos de terra parecem lenda amazônica: todos falam, ninguém prova. “Uma vez apareceu um cara aqui com um título. A gente queria botar numa moldura. Não sabemos até hoje como ele conseguiu aquilo”, diz Rodrigo Cambará, com uma voz serena interrompida por um gole e outro de chimarrão.

Gaúcho de 45 anos, Cambará foi um dos mais velhos servidores a embarcar no ICMBio pelo concurso de 2014. Chegou em Itaituba carregando uma longa experiência acadêmica e prática em gestão de conflitos e unidades de conservação. Sua história parecia sob medida para o novo destino. O que não lhe impediu de sofrer ameaças de fazendeiros insatisfeitos com a atuação do órgão ambiental.

O processo de ocupação na BR-163 é velho conhecido na Amazônia. As madeiras de maior valor comercial são as primeiras que vão ao chão. Depois, o fogo dá conta do que restou. E por fim, vem a pata do boi para consolidar a área.

“O problema da conservação da Amazônia aqui é principalmente fundiário”, diz o gaúcho, que está à frente de uma equipe de cinco pessoas cuja principal tarefa é resolver os problemas territoriais dentro do mosaico de UCs da BR-163. Ele não passa um dia sem receber novas demandas.

Como o Estado nunca deu as caras, ao longo de toda a rodovia quem ditou o ordenamento territorial foi a própria população, além dos grileiros que continuam se apropriando de largas extensões de terras públicas. O processo de ocupação é velho conhecido na Amazônia: as madeiras de maior valor comercial são as primeiras que vão ao chão. Depois, o fogo dá conta do que restou. E por fim, vem a pata do boi para consolidar a área.

“Quando colocam o gado em cima é como se dissessem: ‘agora é uma terra produtiva’. E vão atrás de legalizá-la. Eles dizem que a primeira multa que recebem é o primeiro passo para regularizar a terra”, conta Diego Rodrigues.

Se vira nos 30

“Para fazer a gestão deste território de forma efetiva precisamos de mais gente, mais recursos e mais bases ao longo da região”, diz Rodrigo Cambará. “Mas tudo isso vai contra a tendência do governo federal, que é de não fazer concurso, diminuir orçamento e fechar escritórios”. Por diversas vezes o órgão já formalizou junto ao Ministério do Planejamento o pedido de novos concursos. Enquanto a resposta não vem, mil vagas permanecem ociosas por conta de aposentadorias ou abandonos de cargo.

 Área em chamas na Floresta Nacional de Jamanxim. O fogo é usado para destruir a floresta

Área em chamas na Floresta Nacional de Jamanxim. O fogo é usado para destruir a floresta

Vida que segue. A equipe diminuta vai se virando como pode. O esvaziamento de recursos humanos é coisa comum por ali.  De 35 novos servidores que entraram no concurso de 2014, dez já abandonaram o barco.Quando essa turma chegou, restava apenas um dos 35 que entraram em 2009. Era Assor Fucks, um gaúcho de 56 anos que trabalhava como gerente de uma empresa da área madeireira em Sinop, no Mato Grosso. Uma operação da Polícia Federal interditou as serrarias da cidade e deu um golpe no setor. Assor acabou demitido. Foi atrás de concursos públicos e passou no do ICMBio. “Eu sabia identificar espécies, conhecia o modus operandi dos madeireiros”, conta. “Aproveitei tudo para usar no ICMBio”.

Foi ele quem coordenou uma operação de fiscalização que ((o)) eco acompanhou na Flona Jamanxim, a unidade de conservação que lidera os índices de desmatamento no Brasil. Quando a equipe voltava de uma fazenda embargada, Assor avistou um rastro de trator no chão de terra. Seguiu a pista e o instinto. Minutos depois, as viaturas davam de cara com imensas toras de madeira nobre derrubadas no chão. Os infratores fugiram, mas o trator foi destruído na hora.

“Aqui na região, o poder econômico e o poder político estão completamente interligados. E não tem como separar isso dos danos ambientais dentro das UCs”Diego Rodrigues, ICMBio.

https://youtu.be/GisVmu5FIV8

O caso foi desvio de rota, pois um flagrante não se ignora. Mas os fiscais do ICMBio já saem do escritório com os alvos pré-determinados. São prioridade os alertas de desmatamento em tempo real (Deter), emitidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com base na análise de imagens de satélite. “Por semana, a gente recebe de 15 a 30 alertas”, afirma Diego. As investidas em campo também incluem denúncias, demandas do Ministério Público e vistorias em áreas embargadas – para garantir que o dano ambiental foi, de fato, contido.

Jeitinho

“Hoje passei o dia inteiro olhando para áreas embargadas”, diz Bruno Kuhn Neto, enquanto devora uma pizza em Novo Progresso, a 400 km de Itaituba, num dos poucos momentos de descanso. O ICMBio tem um escritório de apoio na cidade, para facilitar as operações nas unidades que ficam mais ao sul do Pará, como a Flona Jamanxim e a Rebio Nascentes da Serra do Cachimbo. O baiano de 35 anos é um dos ‘ponto geo’, como são chamados os servidores que se debruçam sobre a tela do computador para levantar o máximo de informações sobre os infratores. “A gente fica no escritório sistematizando esses dados, para que a equipe chegue em campo sabendo tudo sobre o alvo”.

Kuhn consegue desfiar de cabeça vários casos que acompanha. Como o do prefeito de Novo Progresso, Ubiraci Soares Silva, que tem uma fazenda dentro da Flona Jamanxim. Só este ano, ele já recebeu mais de R$ 1 milhão em multas do ICMBio e do Ibama, fruto de seis autuações por desmatamento e descumprimento de embargo.

O prefeito nega, e diz que tudo não passa de perseguição. “Me autuaram numa área que não é minha, é do vizinho. Mas qual o nome que ia dar mais ibope? O do prefeito”, diz Ubiraci. Por ali, ele é o sexto gestor municipal a ser autuado por crimes ambientais.

https://youtu.be/xZsfcg439Yg

Na região, tão comum quanto ver boi no pasto é encontrar fazendeiros em altos cargos públicos. Assim como o prefeito, seu vice Gelson Dill também é proprietário de “duas fazendinhas”, uma delas fica dentro do Parque Nacional do Jamanxim, aquele do tiroteio.

Dill é outro que reclama das ações dos órgãos ambientais. Conta que depois da criação do parque, a venda do gado que cria lá dentro ficou ainda mais difícil desde 2009. Naquele ano, os frigoríficos da região se comprometeram com o Ministério Público a não comprar mais boi criado em unidades de conservação.

“Quem está impondo essa ilegalidade é o Ministério Público, porque aquela carne não poderia ser ilegal de forma alguma”, diz. E dá seu jeito para que o rebanho não fique estagnado: com naturalidade, ele explica como dribla o monitoramento dos frigoríficos. “Ou eu vendo os bezerros para outros produtores ou tiro o boi de dentro do parque e trago para minha outra propriedade que está do lado de fora”. A prática é caracterizada como lavagem de gado, conforme ((o)) eco já noticiou.

Os donos do poder

O vice-prefeito aproveita seu cargo no executivo para levar as demandas dos produtores a outras esferas. Dias antes de receber ((o)) eco em Novo Progresso, Dill estava em Brasília, onde se reuniu com deputados e senadores para criticar a atuação dos órgãos ambientais no município. Voltou satisfeito. “Os parlamentares são muito sensíveis à nossa causa”, diz.

Dill é apenas um entre vários outros representantes do agronegócio local que costumam viajar a Brasília para reivindicar mudanças na legislação em favor do setor. Das demandas que levam ao Congresso Nacional, a redução de unidades de conservação quase sempre está em pauta.

“Aqui na região, o poder econômico e o poder político estão completamente interligados. E não tem como separar isso dos danos ambientais dentro das UCs”, diz Diego Rodrigues, do ICMBio. “Então é bem difícil, pois em vez de ter parceiros nos órgãos públicos, a gente tem ali pessoas que que precisam ser monitoradas”.

O prefeito critica o jogo duro: “Se o governo não olhar com bons olhos para nós, essa região toda vai quebrar. Hoje, quase todas as fazendas do município estão embargadas”, diz Ubiraci. Sua preocupação, porém, parece exagerada diante do cotidiano de impunidade dos crimes ambientais. “As sanções que aplicamos são ignoradas por mais de 90% dos infratores. Eles não pagam as multas e mesmo com as áreas embargadas não cessam o dano ambiental”, diz Diego.

Dois anos atrás, a equipe do ICMBio fazia uma incursão na Rebio Nascentes da Serra do Cachimbo quando se deparou com várias pessoas armadas retirando um caminhão entupido de madeira ilegal. O veículo foi apreendido, e todos encaminhados à polícia. No caminho da delegacia, um dos detidos dava risada. Era riso de impunidade: “Amanhã mesmo o delegado vai estar num churrasquinho lá em casa”.

O fogo é usado tradicionalmente na Amazônia como uma técnica barata para abrir pastos para o gado ou mesmo áreas de pequenos cultivos.
O fogo é usado tradicionalmente na Amazônia como uma técnica barata para abrir pastos para o gado ou mesmo áreas de pequenos cultivos.

JORNAL FOLHA DO PROGRESSO COM O ECO Por Bernardo Camara
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Pesquisa mostra redução de nuvens de chuva em trecho da BR-163, no Pará

Foto:Área em chamas na Floresta Nacional de Jamanxim. O fogo é usado para destruir a floresta-

“Foi estudada a parte da rodovia que vai de Santarém até a cidade de Novo Progresso”

Diminuição da umidade do ar, aumento da temperatura em escala regional e redução na formação de nuvens de chuva. Esses são alguns dos impactos observados pelo pesquisador da Universidade Federal do Oeste do Pará, Wilderclay Machado, em sua tese de doutorado. Ele aplicou o estudo da física às questões ambientais decorrentes das ações humanas no entorno da BR-163, rodovia que liga o norte de Mato Grosso ao Oeste do Pará.
A pesquisa apontou como as condições atmosféricas da região foram afetadas pela ação humana, motivada principalmente pelo fator econômico.
Foi estudada a parte da rodovia que vai de Santarém até a cidade de Novo Progresso, ambas no Pará. Segundo o professor Wilderclay Machado, neste espaço, a intervenção humana foi de apenas 13%, mas alterou diversos indicadores.
“Essas alterações podem, dependendo do tão grave que possam ser, ocasionar condições diferentes ou inadequadas para um determinado tipo de vegetação. Isso aí a longo prazo, a curto prazo, você tem menos umidade na atmosfera, com isso você tem maior variação da amplitude térmica, ou seja, o dia muito quente e a noite muito fria.

O fogo é usado tradicionalmente na Amazônia como uma técnica barata para abrir pastos para o gado ou mesmo áreas de pequenos cultivos.
O fogo é usado tradicionalmente na Amazônia como uma técnica barata para abrir pastos para o gado ou mesmo áreas de pequenos cultivos.

Outro ponto verificado foi a diminuição em 14,4% da chamada evapotranspiração, que é a devolução da umidade para a atmosfera, um dos três fatores principais para a formação de nuvens de chuva.
O pesquisador não chegou a estudar as mudanças no ciclo hidrológico, mas já consegue prever uma diminuição das chuvas.

O estudo conseguiu apontar, ainda, a importância das unidades de conservação na região, que conseguem manter o equilíbrio da manutenção do clima, mesmo com as ações humanas existentes.

Para próximas pesquisas, o professor pretende traçar cenários futuros na região, a fim de entender qual o limite de desmatamento que os recursos florestais conseguem suportar.

Por EBC/Maíra Heinen
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