Trump volta ao poder e assume presidência dos EUA

Donald Trump retorna à Casa Branca após 4 anos. | Reprodução/InfoMoney

Donald Trumpo toma posse como 47º presidente dos EUA nesta segunda-feira (20).

O dia mais aguardado por líderes mundiais, jornalistas e nações chegou. Após 4 anos, Donald Trump retorna para a Casa Branca nesta segunda-feira (20), para assumir pela segunda vez a presidência dos Estados Unidos. Ele irá substituir o democrata Joe Biden, que o derrotou nas eleições de 2020. A cerimônia deve começar às 8h (horário de Brasília).

Por causa do tempo, um frio intenso tomou conta de Washington D.C. e a cerimônia de posse precisou ser transferida para um local fechado. O desfile deve ser em uma arena esportiva. Trump pediu que seu discurso de posse seja feito na Rotunda do Capitólio dos Estados Unidos. No início da campanha eleitoral, o presidente eleito chegou a tomar um tiro de raspão em uma tentativa de assassinato, disparado por um jovem em um comício na cidade de Butler, na Pensilvânia.

O discurso de posse de Trump pode oferecer uma prévia do tom que ele planeja adotar nos primeiros dias de seu segundo mandato. Nas últimas semanas, Trump desconcertou seus aliados estrangeiros ao falar sobre assumir o controle da Groenlândia e do Canal do Panamá e sobre transformar o Canadá em um estado americano.

Polêmicas

O novo governo do presidente eleito Donald Trump está reconsiderando os planos de realizar deportações em massa em Chicago na próxima semana, após o vazamento de detalhes da operação, disse Tom Homan, o “czar da fronteira” de Trump, em entrevista ao Washington Post no sábado (18).

O novo governo “ainda não tomou uma decisão”, disse Homan, ex-diretor interino da Imigração e Alfândega dos EUA, de acordo com a reportagem. “Estamos analisando esse vazamento e tomaremos uma decisão com base nele”, acrescentou.

Autoridades e defensores dos direitos humanos disseram que o governo de Trump lançaria operações em várias cidades norte-americanas tão logo ele assumisse o cargo nesta segunda-feira, sendo Chicago considerada o provável primeiro local.

Dulce Ortiz, presidente da Coalizão de Illinois para os Direitos dos Imigrantes e Refugiados, disse à Reuters que cerca de 200 agentes da imigração deverão iniciar operações na área de Chicago ainda hoje, com o objetivo de pegar pessoas indo para o trabalho ou começando o dia.

A Reuters informou na sexta-feira (17) que os agentes também realizariam operações em Nova York e Miami. O Wall Street Journal informou na última sexta-feira (17) que a Imigração e Alfândega realizaria operação de uma semana em Chicago com centenas de agentes.

Ainda na noite de sexta-feira, executivos da área de criptomoedas tomaram coquetéis e dançaram ao som da superestrela do rap Snoop Dogg, quando comemoraram a proximidade da posse do presidente eleito Donald Trump, cujo governo prometeu grandes mudanças na política de criptomoedas.

Depois de anos de atritos com os formuladores de políticas de Washington, executivos de empresas de criptomoedas, incluindo Crypto.com, Kraken e Exodus, festejaram em baile realizado no Andrew W. Mellon Auditorium, de 90 anos, sob colunas imponentes de 19 metros.

Fonte: Reuters  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/01/2025/07:35:24

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Teleférico despenca e deixa 35 pessoas feridas em resort de esqui na Espanha

Várias cadeiras caíram e outras ficaram penduradas na estação de Astún, no norte espanhol (Reprodução / redes sociais)

Várias cadeiras caíram e outras ficaram penduradas na estação de Astún, no norte espanhol.

Um cabo de um teleférico se soltou e deixou ao menos 35 pessoas feridas, sendo 10 em estado grave, na estação de esqui de Astún, nos Pirineus Aragoneses, no norte da Espanha, perto da fronteira com a França. O acidente aconteceu na manhã de sábado (18/01). Várias cadeiras caíram e outras ficaram penduradas.

“De repente, ouvimos um barulho e fomos direto para o chão, dentro da cadeira. Saltamos para cima e para baixo umas cinco vezes e nossas costas estavam bastante doloridas ou machucadas, mas havia pessoas que tinham caído das cadeiras”, disse uma das vítimas, María Moreno, à estação pública de televisão TVE.“A verdade é que ficamos muito assustados”, disse María. Segundo ela, “a cadeira realmente causou um impacto direto” quando caiu.“É como se um cabo tivesse se soltado e, de repente, todas as cadeiras começaram a cair e as pessoas saíram voando”, disse outra testemunha, um jovem, à TVE.

https://twitter.com/i/status/1881354408996274427

Cinco helicópteros e 15 ambulâncias foram mobilizados para levar os feridos para hospitais próximos. Os serviços de emergência informaram que um hospital de campanha foi montado na estação de esqui. O primeiro-ministro espanhol, o socialista Pedro Sánchez, escreveu na rede social X que ligou com o governador local para “oferecer a ele todo o apoio” de seu governo.

Fonte: O Liberal   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/01/2025/10:52:40

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Hospital mata paciente errado após pedir autorização à família incorreta

David Wells e Mike Beehler – (Foto:Crédito: Reprodução) – David Wells, o paciente que acabou falecendo, foi confundido com seu colega de quarto, Mike Beehler

Um homem morreu após os médicos de um hospital solicitarem à família errada a autorização para desligar os aparelhos que o mantinham vivo. O trágico engano ocorreu em Vancouver, no estado de Washington, nos Estados Unidos.

David Wells, o paciente que acabou falecendo, foi confundido com seu colega de quarto, Mike Beehler, de acordo com informações do portal McClatchy News. Wells foi internado no PeaceHealth Southwest Medical Center em agosto de 2021, após engasgar com um pedaço de bife.

A equipe médica tentou entrar em contato com a família de Wells para obter autorização sobre a continuidade ou não do suporte à vida, mas acabaram ligando para a irmã de Beehler, informando-a sobre o estado grave do paciente, sem perceber o erro.

Debbie Danielson, a irmã de Mike, recebeu a informação de que seu irmão estava “próximo da morte cerebral”. Os médicos perguntaram se ela desejava que os aparelhos fossem desligados, e ela optou por autorizar a remoção do suporte à vida.

No entanto, dias depois, Debbie recebeu uma ligação de Mike, que, para sua surpresa, estava vivo. A realidade se mostrou ainda mais chocante quando ela descobriu que os médicos haviam desligado os aparelhos de outro paciente, sem perceberem o erro, e David Wells acabou morrendo.

A família de David, que perdeu o parente devido ao erro, e os irmãos Beehler entraram com uma ação judicial contra o hospital. O caso foi revelado recentemente pelo portal McClatchy News, mas o valor da compensação ainda não foi divulgado.

Fonte:Jornal Folha do Progresso  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 18/01/2025/04:03:18

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Eventos para a posse de Trump têm início neste sábado com show de fogos de artifício em campo de golfe

(Foto: Getty Images) – Haverá pelo menos 18 festas de gala relacionadas à posse em Washington entre este fim de semana e a segunda-feira, 20

 

Começa neste sábado, 18, o primeiro dia de eventos programados para a posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. O republicao fará o juramento para o cargo na segunda-feira, 20, às 14h (horário de Brasília) diante do Capitólio dos EUA.

Ao todo, são quatro dias de festa que vão marcar a posse do novo presidente americano. A programação começa neste sábado, 18, com uma visita de Trump ao seu campo de golfe na Virgínia, onde ocorrerá uma cerimônia seguida de um show de fogos de artifício.

 

Ainda neste sábado, o presidente eleito e seu vice, J.D. Vance, irão recepcionar integrantes do novo governo em um jantar de boas-vindas. Haverá pelo menos 18 festas de gala relacionadas à posse em Washington entre este fim de semana e a segunda-feira, 20.

Cronograma da posse

Sábado, 18 de janeiro

Recepção e fogos de artifício no clube de golfe de Trump na Virgínia;
Recepção do Gabinete presidencial e jantar do vice-presidente.

Domingo, 19 de janeiro

Cerimônia de deposição de coroa de flores no túmulo do Soldado Desconhecido no Cemitério Nacional de Arlington, na Virgínia;

Trump faz discurso num “comício da vitória” na Arena Capitol One, em Washington. O grupo Village People, responsável pelos hits Y.M.C.A e Macho Man, é presença confirmada no baile organizado pelo Turning Point USA;

Trump faz discurso em jantar à luz de velas no National Building Museum, em Washington.

Segunda-feira, 20 de janeiro

Serviço religioso pela manhã na Igreja St. John, em Washington;

Chá na Casa Branca com Joe e Jill Biden pela manhã;

Cerimônia de posse no Capitólio ao meio-dia (14h em Brasília);

Cerimônia de assinatura na Sala do Presidente no Capitólio, onde Trump deve assinar seus primeiros atos oficiais;

Trump participa de um almoço oferecido pelo Comitê Conjunto do Congresso sobre Cerimônias Inaugurais;
Revisão das tropas pelo presidente e desfile presidencial pela Avenida Pensilvânia até a Casa Branca.

Terça-feira, 21

Serviço de oração na Catedral Nacional de Washington
Fonte: Redação Terra

 

Fonte: Redação Terra e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 18/01/2025/09:30:55

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Suprema Corte dos EUA mantém lei que proíbe o TikTok

Foto: Reprodução | O TikTok é uma das plataformas de mídia social mais proeminentes dos Estados Unidos, usada por cerca de 270 milhões de norte-americanos — aproximadamente metade da população do país, incluindo muitos jovens

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu contra o TikTok, nesta sexta-feira, no julgamento de um recurso contra uma lei federal que exige que o popular aplicativo de vídeos curtos seja vendido por sua empresa controladora, a chinesa ByteDance, ou seja banido nos EUA em 19 de janeiro.

Os juízes decidiram que a lei, aprovada por uma esmagadora maioria bipartidária no Congresso no ano passado e sancionada pelo presidente Joe Biden, não viola a proteção da Primeira Emenda da Constituição dos EUA contra a restrição governamental à liberdade de expressão.

A Suprema Corte agiu rapidamente no caso, tendo realizado audiências em 10 de janeiro, apenas nove dias antes do prazo estabelecido pela lei. O caso opôs os direitos de liberdade de expressão às preocupações com a segurança nacional na era da mídia social.

O TikTok é uma das plataformas de mídia social mais proeminentes dos Estados Unidos, usada por cerca de 270 milhões de norte-americanos — aproximadamente metade da população do país, incluindo muitos jovens.

O poderoso algoritmo do TikTok, seu principal ativo, alimenta os usuários individualmente com vídeos curtos adaptados aos seus gostos. A plataforma apresenta uma vasta coleção de vídeos enviados pelos usuários, geralmente com menos de um minuto de duração, que podem ser vistos com um aplicativo para smartphone ou em navegadores de internet.

A China e os Estados Unidos são rivais econômicos e geopolíticos, e o fato de o TikTok ser propriedade de chineses há anos tem gerado preocupações entre os líderes norte-americanos.

A disputa sobre o TikTok se desenrolou durante os últimos dias da Presidência de Biden e em um momento de crescentes tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo. Donald Trump tomará posse como novo presidente dos EUA na segunda-feira.

O governo Biden disse que a lei visa combater o controle do aplicativo por um adversário estrangeiro, não o discurso protegido pela Constituição, e que o TikTok poderia continuar operando como está se for vendido pelos controladores chineses.

Durante a argumentação do caso, a advogada do Departamento de Justiça Elizabeth Prelogar disse que o controle do TikTok pelo governo chinês representa uma “grave ameaça” à segurança nacional dos EUA, com a China buscando acumular grandes quantidades de dados confidenciais sobre os norte-americanos e se envolver em operações secretas de influência. Prelogar disse que a China obriga empresas como a ByteDance a entregar secretamente dados sobre usuários de mídias sociais e a cumprir as diretrizes do governo chinês.

O imenso conjunto de dados do TikTok, acrescentou Prelogar, representa uma ferramenta poderosa que poderia ser usada pelo governo chinês para assédio, recrutamento e espionagem, e que a China “poderia usar o TikTok como arma a qualquer momento para prejudicar os Estados Unidos”.

Trump

A lei foi aprovada em abril passado. O governo Biden a defendeu no tribunal. O TikTok e a ByteDance, bem como alguns usuários que publicam conteúdo no aplicativo, contestaram a legislação e recorreram à Suprema Corte após perderem, em 6 de dezembro, no Tribunal de Apelações dos EUA.

Trump se opõe à proibição, em uma inversão de posição em relação ao seu primeiro mandato, quando ele pretendia proibir o TikTok. Trump disse que tem “um carinho especial pelo TikTok”, opinando que o aplicativo o ajudou com os jovens eleitores na eleição de 2024.

Em dezembro, Trump pediu à Suprema Corte que suspendesse a lei para dar ao seu novo governo “a oportunidade de buscar uma solução política para as questões em pauta no caso”. Mas, embora Trump tenha prometido “salvar” o TikTok, muitos de seus aliados republicanos apoiaram a proibição.

Mike Waltz, o novo conselheiro de segurança nacional de Trump, disse na quinta-feira que o novo governo manterá o TikTok ativo nos Estados Unidos se houver um acordo viável. Waltz disse que o novo governo “adotará medidas para evitar que o TikTok fique no escuro” e citou uma disposição da lei que permite uma prorrogação de 90 dias se houver “progresso significativo” em direção a uma venda.

O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, disse na quinta-feira que o TikTok deveria ter mais tempo para encontrar um comprador norte-americano e que ele trabalharia com o governo Trump “para manter o TikTok vivo, ao mesmo tempo em que protege nossa segurança nacional”.

O presidente-executivo do TikTok, Shou Zi Chew, comparecerá à posse de Trump na segunda-feira e ficará sentado entre outros convidados de alto nível.

O TikTok disse que a lei põe em risco os direitos da Primeira Emenda não apenas dele e de seus usuários, mas também de todos os norte-americanos. O TikTok disse que a proibição atingiria sua base de usuários, anunciantes, criadores de conteúdo e funcionários. O TikTok tem 7.000 funcionários nos EUA.

Fonte: Reuters e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 18/01/2025/08:22:10

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Governo israelense aprova acordo de trégua em Gaza

(Foto: Stoyan Nenov / Pool AFP) – A resolução pelo cessar-fogo entre Israel e Hamas foi mediada pelo Catar, EUA e Egito, e deve entrar em vigor no domingo (19/1)

O governo de Israel aprovou na madrugada deste sábado (18, hora local) um acordo de trégua com o Hamas na Faixa de Gaza, que está previsto para entrar em vigor no domingo (19) e permitirá a troca de reféns por prisioneiros palestinos.Apesar do anúncio, feito na última quarta-feira (15), de um acordo de cessar-fogo por parte de Catar e Estados Unidos, o Exército israelense continuou bombardeando o território palestino, deixando mais de 100 mortos, segundo equipes de resgate.

Após a luz verde do gabinete de segurança de Israel, o Conselho de Ministros deu sua aprovação final ao acordo, apesar da oposição de membros da extrema-direita.VEJA MAIS
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“O plano de libertação de reféns entrará em vigor no domingo, 19 de janeiro de 2025”, afirmou o Executivo em um comunicado sucinto divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Por sua vez, o gabinete de segurança garantiu que o acordo “sustenta a consecução dos objetivos da guerra”.

A resolução, que deve colocar fim aos 15 meses de guerra, prevê em uma primeira fase de seis semanas a libertação de 33 reféns em Gaza, em troca de centenas de prisioneiros palestinos detidos em Israel. O fim definitivo da guerra será negociado durante esta primeira etapa.

Representantes de Egito, Catar e Estados Unidos, mediadores do conflito, se reuniram nesta sexta-feira no Cairo com uma delegação israelense para acordar “todas as disposições necessárias para aplicar” o cessar-fogo, disseram meios de comunicação egípcios.

Preocupação com o bebê Kfir

As primeiras libertações ocorrerão no domingo, segundo o governo israelense. As famílias dos reféns foram informadas e realizam preparativos para recebê-los. Segundo fontes próximas ao Hamas, o primeiro grupo é composto por três mulheres israelenses.

Em Israel, a população está em suspense quanto ao destino do mais jovem dos reféns, Kfir Bibas, um bebê israelense de origem argentina sequestrado em um kibutz. Levado junto com seu irmão de quatro anos, o menino completaria dois anos no sábado e, embora o Hamas tenha afirmado que ele morreu em um bombardeio israelense, alguns ainda mantêm a esperança.

“Penso neles (…) e sinto calafrios”, afirmou Osnat Nyska, uma mulher de 70 anos cujos netos frequentaram a mesma creche que os irmãos Bibas.

O Ministério da Justiça israelense publicou nesta sexta-feira uma lista com os 95 prisioneiros palestinos que serão trocados pelos reféns. A lista inclui 70 mulheres, uma delas menor de idade, e 25 homens, entre os quais 9 são menores de 18 anos. O mais jovem tem 16 anos.

As autoridades israelenses tomaram medidas para “prevenir qualquer manifestação pública de alegria” durante a libertação dos prisioneiros palestinos, caso o acordo seja concretizado.

“Beijar minha terra”

Antes do início da trégua, os palestinos deslocados estavam se preparando para voltar para casa. “Vou beijar minha terra. Eu me arrependo de tê-la deixado. Se eu tivesse morrido em minha terra, teria sido melhor do que ser deslocado para cá”, afirmou Nasr al-Gharabli, que fugiu da Cidade de Gaza, no norte, para um campo de refugiados mais ao sul.

Em Deir el Balah, Fatima Moqal expressa a dor pelos mortos. “Gaza foi destruída e reconstruída cem vezes antes […] as casas podem ser substituídas, as pessoas, não”, declarou.

A guerra, que deixou Gaza com um nível de destruição “sem precedentes na história recente”, de acordo com a ONU, eclodiu em 7 de outubro de 2023 após um sangrento ataque do Hamas em solo israelense.

Os comandos islamistas mataram 1.210 pessoas, em sua maioria civis, de acordo com uma contagem da AFP baseada em dados oficiais. Eles também sequestraram 251 pessoas, 94 das quais permanecem em Gaza. Pelo menos 34 delas teriam morrido, de acordo com o Exército israelense.

Israel lançou uma campanha de retaliação que matou pelo menos 46.876 pessoas na Faixa de Gaza, a maioria civis, de acordo com dados do ministério da Saúde do governo do Hamas, considerados confiáveis pela ONU.

Abbas disposto a assumir a responsabilidade em Gaza

O anúncio do acordo foi o resultado de uma aceleração das negociações, paralisadas por mais de um ano, às vésperas do retorno de Donald Trump à Casa Branca. Além da troca de reféns por prisioneiros e da implementação de um cessar-fogo, a primeira fase do acordo também prevê a retirada das tropas israelenses das áreas densamente povoadas.

A segunda fase contempla a libertação dos reféns restantes. A terceira e última fase terá como foco a reconstrução do território palestino e o retorno dos corpos dos reféns mortos.

O cessar-fogo não resolve o obstáculo sobre o futuro político da Faixa de Gaza, que tem 2,4 milhões de habitantes e é governada desde 2007 por um Hamas agora muito enfraquecido.

Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, rival do Hamas e que governa parcialmente a Cisjordânia, declarou nesta sexta-feira que o órgão está pronto para assumir “toda a responsabilidade” em Gaza depois da guerra. Israel se opõe a qualquer administração futura do Hamas ou da Autoridade Palestina, enquanto os palestinos rejeitam qualquer interferência estrangeira.

Leia Também:

Israel e Hamas fecham bases para acordo de cessar-fogo, dizem negociadores

Fonte: AFP – O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 18/01/2025/08:45:22

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Foto: Reprodução | Ministro Alexandre de Moraes, do STF, irá decidir sobre caso.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou contra a liberação temporária do passaporte do ex-presidente Jair Bolsonaro, retido desde o ano passado, para que ele possa viajar aos Estados Unidos (EUA), onde pretende participar da posse de Donald Trump na presidência norte-americana.

Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o chefe do Ministério Público Federal (MPF) sustenta que o ex-presidente não demonstrou a necessidade imprescindível nem o interesse público da viagem.

“Não há, na exposição do pedido, evidência de que a jornada ao exterior acudiria a algum interesse vital do requerente, capaz de sobrelevar o interesse público que se opõe à saída do requerente do país. A situação descrita não revela necessidade básica, urgente e indeclinável, apta para excepcionar o comando de permanência no Brasil, deliberado por motivos de ordem pública”, diz a manifestação.

O PGR também observou que o ex-presidente não possui status de representação do país.

“Não há, tampouco, na petição, evidência de interesse público que qualifique como impositiva a ressalva à medida de cautela em vigor. É ocioso apontar que o requerente não exerce função que confira status de representação oficial do Brasil à sua presença na cerimônia oficial nos Estados Unidos”.

Na última semana, a defesa de Bolsonaro solicitou que o STF autorizasse a devolução do passaporte para que ele pudesse viajar aos Estados Unidos entre os dias 17 e 22 de janeiro, a fim de acompanhar a posse de Trump, agendada para ocorrer no dia 20, em Washington.

Em sua primeira manifestação sobre o pedido, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou aos advogados do ex-presidente que apresentassem à Corte um documento oficial, do governo dos Estados Unidos, para comprovar que Bolsonaro foi formalmente convidado para a cerimônia de posse do presidente estadunidense. Segundo Moraes, a defesa apenas havia copiado um email enviado ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, por um endereço eletrônico não identificado e sem detalhes da cerimônia de posse.

Em resposta, a defesa do ex-presidente reiterou o pedido original, alegando que o domínio do endereço de email informado é temporário e alusivo à organização da posse, o que seria comum nas posses presidenciais dos EUA. Os advogados de Bolsonaro também enfatizaram a importância internacional do evento e que a viagem do ex-presidente não iria atrapalhar o andamento das investigações contra ele.

Agora, com a manifestação da PGR, o ministro Alexandre de Moraes deve tomar a decisão se autoriza ou não a devolução temporária do passaporte de Bolsonaro.

O ex-presidente teve o passaporte apreendido em fevereiro de 2024, no âmbito da Operação Tempus Veritatis, da Polícia Federal (PF), que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar para dar um golpe de Estado e abolir o Estado Democrático de Direito no Brasil com o objetivo de obter vantagens de natureza política, mantendo o ex-presidente no poder. Desde então, a defesa do político já tentou reaver o documento em ao menos duas ocasiões, mas teve os pedidos recusados pelo ministro Alexandre de Moraes.

Fonte: Agência Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 16/01/2025/12:17:45

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Banimento do TikTok nos EUA pode acontecer no próximo domingo

Foto: Reprodução | Durante o primeiro mandato de Donald Trump como presidente, o governo dos Estados Unidos passou a considerar o TikTok como uma ameaça à soberania do país.

A ameaça de banimento do TikTok nos Estados Unidos, que se arrasta desde o primeiro mandato de Donald Trump como presidente, está em vias de ser cumprida. É por isso que a ByteDance, como controladora da rede social, pode fechar o serviço no país por conta própria a partir de domingo (19/01).

Fontes ligadas à ByteDance informaram à Reuters que, se o plano for executado, os usuários do TikTok nos Estados Unidos verão uma mensagem que leva a uma página explicando a indisponibilidade da rede social no país.

A ByteDance também estaria considerando permitir que os usuários americanos baixem seus dados na rede social, mas eles não poderão mais fazer publicações, muito menos acessar o conteúdo de outros usuários.

O caminho pelo qual a ByteDance seguirá depende da Suprema Corte dos Estados Unidos, que irá determinar se uma lei sancionada pelo presidente Joe Biden em 2024 é válida. Na prática, essa lei obrigará a ByteDance a vender ou a encerrar as operações do TikTok nos EUA.

O caso chegou às esferas judiciais porque a ByteDance alega que a lei em questão viola a constituição americana. A expectativa é de que a decisão da Suprema Corte seja anunciada nos próximos dias.

Se o judiciário americano se mostrar favorável à lei, a indisponibilidade do TikTok nos Estados Unidos pela ByteDance será executada de modo mais rigoroso do que o exigido. A lei impedirá novos downloads do aplicativo, mas permitirá que a plataforma continue funcionando, pelo menos por algum tempo. Contudo, a empresa considera fazer um fechamento total e imediato.

Por que o TikTok pode ser banido nos Estados Unidos?

Durante o primeiro mandato de Donald Trump como presidente, o governo dos Estados Unidos passou a considerar o TikTok como uma ameaça à soberania do país. Isso porque a ByteDance é de origem chinesa e estaria coletando informações de americanos e as repassando ao governo da China. A companhia sempre negou essa prática.

Curiosamente, o próprio Trump vem solicitando à Suprema Corte que suspenda ou atrase a aprovação da lei assinada por Biden, que, antes disso, havia sido aprovada pelo Congresso. O futuro presidente alega que quer buscar uma solução menos drástica para o caso.

Um dos fatores que podem explicar essa postura mais flexível de Trump é o fato de o TikTok ter sido bastante útil em sua campanha eleitoral.

De todo modo, usuários americanos já buscam alternativas. Nos Estados Unidos, tem crescido a adoção de aplicativos como RedNote e Lemon8, este último pertencente à própria ByteDance.

Fonte: Tecnoblog e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 15/01/2025/16:37:42

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Israel e Hamas fecham bases para acordo de cessar-fogo, dizem negociadores

O acordo também precisa ser formalmente ratificado pelo gabinete israelense. (Foto:Hatem Moussa/Associated Press/Estadão Conteúdo).

O acordo deve ser anunciado ainda nesta quarta pelo premiê do Catar, Mohammed bin Abdulrahman al-Thani

O governo de Israel e o grupo terrorista Hamas fecharam as bases para um acordo de cessar-fogo e libertação de reféns na Faixa de Gaza, após intensa mediação de Estados Unidos, Catar e Egito nesta quarta-feira, 15.

Segundo fontes israelenses e uma autoridade de um dos países envolvidos nas negociações, citados pelo New York Times e pela mídia israelense, ainda faltam confirmar a data de início da trégua e outras questões técnicas.

O acordo deve ser anunciado ainda nesta quarta pelo premiê do Catar, Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, que comanda as negociações.O acordo também precisa ser formalmente ratificado pelo gabinete israelense.

O Hamas colocou nas últimas horas da negociação demandas sobre a fronteira entre Egito e Gaza, atualmente controlada pelas forças israelenses, mas ainda não está claro se elas foram aceitas ou deixadas de lado.

O pacto também ameaça a estabilidade do governo de Binyamin Netanyahu. O ministro de Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, ameaça retirar o apoio à coalizão e articula para que outros parlamentares de extrema direita rompam com o governo.

Segundo a mídia israelense, no entanto, o governo tem a maioria dos votos no gabinete para aprovar a trégua.

O presidente eleito americano, Donald Trump, celebrou o acordo em suas redes sociais. Seu enviado especial para o Oriente Médio, Steve Witkoff, participou ativamente das negociações ao lado de emissários do presidente Joe Biden. “Temos um acordo para os reféns no Oriente Médio.

Segundo o Haaretz, o Exército examinou “várias opções” para a retirada de tropas de Gaza, incluindo por meio do corredor de Netzarim, que divide o território em dois Exército de Israel autoriza plano de retirada de Gaza, afirma jornal Libertação de refénsO pacto fechado nesta quarta prevê que dezenas de reféns israelenses devem ser libertados, assim como centenas de prisioneiros palestinos e uma trégua nos combates.

O acordo de três fases – com base em uma estrutura estabelecida pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e endossada pelo Conselho de Segurança da ONU – deve começar com a libertação gradual de 33 reféns ao longo de um período de seis semanas, incluindo mulheres, crianças, idosos e civis feridos em troca de centenas de prisioneiros palestinos que estão nas prisões israelenses.

Entre os 33, estariam cinco soldados israelenses, cada uma das quais seria libertada em troca de 50 prisioneiros palestinos, incluindo 30 terroristas condenados que estão cumprindo penas perpétuas. Ao final da primeira fase, todos os reféns civis- vivos ou mortos – terão sido libertados.

Durante esta primeira fase de 42 dias, as forças israelenses se retirariam dos centros populacionais de Gaza, os palestinos seriam autorizados a começar a retornar para suas casas no norte do enclave. Além disso, haveria um aumento na ajuda humanitária, com cerca de 600 caminhões entrando a cada dia no enclave.

Os detalhes da segunda fase ainda devem ser negociados durante a primeira fase. Esses detalhes continuam difíceis de resolver – e o acordo não inclui garantias por escrito de que o cessar-fogo continuará até que um acordo seja alcançado, sinalizando que Israel poderia retomar sua campanha militar após o término da primeira fase.

Fases do acordoCaso um acordo seja realizado para a continuidade do cessar-fogo, o Hamas libertaria o restante dos sequestrados vivos, principalmente soldados homens, em troca de mais prisioneiros e da “retirada completa” das forças israelenses de Gaza, segundo o rascunho do acordo.

O grupo terrorista apontou que não libertaria os reféns restantes sem o fim da guerra e uma retirada israelense completa de Gaza, enquanto o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu prometeu só encerrar a guerra após destruir as capacidades militares do Hamas.

Em uma terceira fase, os corpos dos reféns restantes seriam devolvidos em troca de um plano de reconstrução de três a cinco anos que seria executado em Gaza sob supervisão internacional.

 

Fonte: Estadão Conteúdo  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 15/01/2025/16:00:16

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‘Sou um pecador’, diz Francisco em autobiografia

(Foto: Reprodução) – O livro reúne por meio de anedotas as mensagens que representam os pilares do pontificado de Francisco, de 88 anos

“Sou um pecador”, confessa o papa Francisco na autobiografia “Hope”, publicada nesta terça-feira (15), em que ele relembra sua infância na Argentina, sua escolha no conclave de 2013 e revela uma nostalgia por não poder sair para comer uma pizza.O livro reúne por meio de anedotas as mensagens que representam os pilares do pontificado de Francisco, de 88 anos: a busca pela paz, o acolhimento de imigrantes e a defesa do meio ambiente.

O papa relembra episódios de sua infância vivida em um bairro multicultural de Buenos Aires, sem esconder algumas ações das quais diz se arrepender. “Lembro-me dos meus pecados e sinto vergonha. Sou um pecador”, afirma o chefe da Igreja Católica, segundo declarações incluídas na edição inglesa da autobiografia.

Francisco se descreve como “um menino travesso”, e evoca com nostalgia os membros de sua família. Também narra a viagem de seus avós italianos, que emigraram para a Argentina em 1929.

Sem futebol

Jorge Bergoglio também lembra o conclave em que foi eleito papa, após a renúncia de Bento XVI. “Nunca imaginei que o conclave pudesse me afetar diretamente, e de forma alguma poderia ter pensado em um nome papal”, conta.

Francisco também revela que não vê televisão desde 1990, cumprindo uma promessa que fez após assistir acidentalmente a “imagens sórdidas”, que o ofenderam profundamente. Houve exceções, como no 11 de Setembro.

O papa não acompanha uma partida do seu time de futebol, o argentino San Lorenzo, há 30 anos, mas um membro da Guarda Suíça o mantém informado sobre os resultados, conta o pontífice.

Francisco lamenta o isolamento causado pelo poder. “Sair para comer uma pizza é uma das pequenas coisas de que mais sinto falta (…) tem um sabor bem diferente do de uma pizza entregue em casa.”“Quando eu era cardeal, adorava caminhar pelas ruas e pegar o metrô. Sempre gostei de andar. As ruas falavam comigo, estão cheias de ensinamentos”, destaca o papa no livro, escrito em colaboração com o jornalista italiano Carlo Musso.

Francisco também aborda os desafios do seu pontificado, como a reforma da burocracia do Vaticano e a imposição de regras na área financeira, que geraram “a maior das resistências”.

 

Fonte: Agence France-Presse – Mundo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 15/01/2025/14:29:45

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