Decreto de Trump pelo fim da cidadania por nascimento afeta mulheres estrangeiras que vivem legalmente nos EUA; entenda

Migrantes venezuelanos aguardam em abrigo em Juárez, México, após cancelamento de entrevistas de asilo nos EUA após posse de Trump — Foto: Paul Ratje/The New York Times

O decreto assinado pelo presidente Donald Trump sobre o direito de cidadania por nascimento declara que bebês nascidos de muitas das residentes temporárias nos Estados Unidos — e não apenas aquelas que estão no país em situação irregular — devem ter a cidadania automática negada. A medida rejeita os direitos consagrados na Constituição há mais de 150 anos e pode afetar até mesmo aqueles que buscam entrar e viver no país legalmente, segundo avaliação de especialistas.

Se os tribunais não bloquearem o decreto, bebês nascidos de mulheres que vivem legalmente, mas temporariamente, nos Estados Unidos — como estudantes com visto de estudo ou mesmo trabalhadoras contratadas por empresas de tecnologia de ponta — não serão mais automaticamente reconhecidos pelo governo federal como cidadãos americanos, se o pai também não for residente permanente.

Embora assessores do presidente republicano tenham informado a repórteres na manhã de segunda-feira que a ordem se aplicaria a “filhos de imigrantes em situação irregular nascidos nos Estados Unidos”, a linguagem da ordem assinada por Trump, intitulada “Proteção ao Significado e ao Valor da Cidadania Americana”, vai muito além. Para especialistas, o decreto é um “ataque chocante” contra civis que vivem no país legalmente.

— São pessoas que seguiram as regras e estão contribuindo para o país. Estamos falando de pessoas que estão conduzindo pesquisas inovadoras nos Estados Unidos. Pesquisadores, pessoas que estão aqui para ajudar — disse David Leopold, presidente da prática de imigração do escritório de advocacia UB Greensfelder, ao New York Times.

Trump 2.0

O decreto foi parte de uma série de ações autorizadas por Trump na segunda-feira para levar adiante sua visão de um país com muito menos imigração. Apesar de afirmar que não tem “problemas com a imigração irregular” e que até “gosta” dela, as novas ordens do republicano também restringiram as opções daqueles que buscam entrar legalmente no país.

Muitos dos assessores mais próximos do presidente, incluindo Stephen Miller, seu vice-chefe de Gabinete e arquiteto linha-dura de sua política de imigração, defenderam uma postura rígida sobre a cidadania por nascimento. No primeiro mandato de Trump (2017-2021), Miller e outros assessores pressionaram para garantir que imigrantes não pudessem mais estabelecer o que chamam de “âncora” no país ao terem um bebê que automaticamente se torna cidadão americano.

Além de mirar na cidadania por nascimento, Trump também proibiu, na segunda-feira, asilo para imigrantes que tentam cruzar a fronteira sul. Na sequência, ele ainda impôs uma suspensão indefinida do sistema legal de refugiados, encerrou vários caminhos legais para imigrantes implementados pela administração Biden e declarou a existência de uma “invasão” de imigrantes com o objetivo de dar ao governo federal amplos poderes para impedir a entrada de diversos grupos de pessoas.

Como isso poderia funcionar?

O decreto sobre cidadania por nascimento declara que esse direito será negado a bebês nascidos de pais que não sejam cidadãos ou residentes permanentes com green cards, incluindo mulheres que estejam “visitando com visto de estudante, trabalho ou turismo”, se o pai não for cidadão ou residente permanente legal. Nesse caso, a ordem afirma que “nenhum departamento ou agência do governo dos EUA deverá emitir documentos que reconheçam a cidadania americana”.

Atualmente, a cidadania de bebês nascidos nos EUA é documentada por meio de um processo em duas etapas. Primeiro, o governo estadual ou territorial emite uma certidão de nascimento confirmando onde e quando ele ocorreu. O documento não inclui nenhuma informação sobre o status de imigração dos pais do bebê. Depois, quando os pais solicitam um passaporte (em nome da criança), a certidão de nascimento que comprova que o bebê nasceu em solo americano é suficiente para provar a cidadania. Nenhuma outra documentação é exigida.

A ordem executiva do líder republicano indica que, em 30 dias, todas as agências federais serão obrigadas a confirmar o status de imigração dos pais antes de emitir documentos como passaportes. No entanto, não está claro como isso poderia ser colocado em prática. Uma opção seria que as agências estaduais verificassem o status de imigração dos pais e incluíssem essa informação nas certidões de nascimento. Assim, quando os passaportes fossem solicitados, o governo federal poderia determinar quais bebês se qualificam para a cidadania automática.

Ainda assim, poderia levar anos para que os estados implementassem um sistema que verificasse o status de imigração de todos os pais — supondo que estivessem dispostos a fazê-lo. O governo federal poderia estabelecer diretrizes sobre as informações necessárias, mas provavelmente caberia aos estados decidir como e se eles coletariam esses dados dos pais ao emitir uma certidão de nascimento.

Se os estados não reformularem o processo de emissão de certidões de nascimento, o governo federal poderia buscar impor a ordem de Trump exigindo que as pessoas que solicitassem passaportes apresentassem tanto a certidão quanto provas do status de cidadania dos pais no momento do nascimento. Especialistas avaliam, contudo, que isso poderia ser complicado na prática, especialmente para pessoas com dinâmicas familiares complexas. Funcionários da Casa Branca não responderam a perguntas com pedidos de esclarecimentos.

Desafios legais

Acadêmicos da área jurídica e defensores da imigração disseram na terça-feira que ficaram surpresos com a amplitude do decreto. Os advogados esperam que os juízes intervenham e o suspendam antes de sua entrada em vigor, prevista para 20 de fevereiro.

A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês) entrou com uma ação contestando a ordem em um tribunal federal na segunda-feira à noite, apenas algumas horas após sua assinatura pelo presidente. E na terça, procuradores-gerais de 22 estados e duas cidades processaram Trump para bloquear o decreto. Decisões de qualquer juiz poderiam suspender temporariamente a ordem, desencadeando uma batalha legal que poderia terminar na Suprema Corte.

— É muito claro que eles pretendem reforçar sua agenda anti-imigrante, e que negar a cidadania a crianças nascidas nos EUA deve ser uma parte central do plano deles — disse Anthony Romero, diretor executivo da ACLU. — Se revogássemos a cidadania por nascimento, isso criaria um veículo legal para estigmas e discriminações intergeracionais, desmantelando o cerne desse grande experimento americano.

A cidadania por nascimento nos EUA foi implementada após a Guerra Civil para permitir que pessoas negras fossem reconhecidas como cidadãs. A 14ª Emenda estabelece que todos “nascidos ou naturalizados nos Estados Unidos, e sujeitos à sua jurisdição, são cidadãos dos Estados Unidos e do estado em que residem”. Antes de sua ratificação em 1868, nem mesmo homens e mulheres negros livres podiam se tornar cidadãos.

Trump, por outro lado, argumenta que sua administração tem o direito de interpretar o que os redatores da emenda pretendiam. Seu decreto diz que a 14ª Emenda “nunca foi interpretada para estender a cidadania universalmente a todos os nascidos nos Estados Unidos”, algo que muitos juristas discordam. Em seu documento legal, os advogados da ACLU dizem que o significado da 14ª Emenda já é uma questão resolvida há mais de 125 anos. Eles citaram um caso de 1898, United States v. Wong Kim Ark, no qual a Suprema Corte “rejeitou enfaticamente o último esforço para enfraquecer a cidadania por nascimento”.

— O decreto é certamente inconstitucional — disse Cecillia Wang, diretora jurídica nacional da ACLU. — É justo dizer que, se o tribunal apoiar a ordem executiva de Trump sobre cidadania por nascimento, perderá toda a legitimidade aos olhos do povo e dos livros de história.

Além da cidadania por nascimento

Trump indicou que planeja utilizar várias ferramentas para restringir aqueles que buscam entrada legal no país. Ele há muito apoia mudanças na chamada regra de “encargo público”, que negaria a entrada nos EUA a potenciais imigrantes que provavelmente precisariam usar serviços públicos, como assistência alimentar ou habitacional.

O presidente também pode tentar restringir o direito de viajar para determinados grupos de pessoas. Em outra ordem executiva assinada na segunda-feira, Trump instruiu autoridades a desenvolver uma lista de países que estariam sujeitos a uma proibição de viagem semelhante à que ele impôs durante seu primeiro mandato.

Leia Também:

Trump assina decreto que extingue cidadania para bebês de pais que estejam ilegalmente no EUA

Fonte:  Michael Shear, Em The New York Times — Washington e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/01/2025/15:10:36

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A mina de ouro mais profunda do mundo: Um mergulho de 3,8 km no interior da Terra que revela riquezas e desafios extremos

(Foto: Reprodução) – A mina é tão profunda porque as reservas de ouro mais ricas estão localizadas em camadas profundas da crosta terrestre. Para alcançar essas riquezas, foi preciso escavar cada vez mais fundo, superando limites naturais e tecnológicos.

Com mais de 3,8 km de profundidade, temperaturas de 65°C e uma produção anual de quase 240 mil onças de ouro, a mina de ouro mais profunda do mundo é um marco da engenharia e um desafio extremo para os mineiros.

Na África do Sul, existe uma mina que mergulha mais fundo na Terra do que qualquer outra. A mina de ouro de Mponeng, localizada em Gauteng, é um verdadeiro colosso da engenharia. Com impressionantes 3.891 metros de profundidade, ela é um monumento ao esforço humano e à busca por riquezas preciosas. Vamos explorar essa maravilha subterrânea?

Onde fica a mina de ouro mais profunda do mundo?

A mina de Mponeng está localizada na África do Sul, país conhecido por suas vastas reservas minerais. Inaugurada em 1986, ela foi anteriormente chamada de Western Deep Levels No1 Shaft. Atualmente, a mina pertence à Harmony Gold Mining, uma das maiores mineradoras do mundo.

Além de ser um marco econômico, Mponeng é uma prova do que a mineração moderna pode alcançar. Em 2023, a mina produziu cerca de 239,49 mil onças de ouro, consolidando sua importância para o mercado global.

Mergulho rumo ao centro da Terra

Entrar na mina de Mponeng é como iniciar uma viagem ao núcleo do planeta. Com mais de 3,8 km de profundidade, ela equivale a metade da altura do Monte Everest… mas em direção oposta! A jornada até os níveis mais profundos pode levar mais de uma hora, e cada centímetro é um testemunho da engenharia de ponta

Os túneis da mina de ouro são reforçados com concreto e aço, garantindo a segurança em um ambiente tão hostil. Curiosamente, até diamantes artificiais são usados para reforçar a malha de proteção.

Desafios extremamente quentes

Nos níveis mais profundos, o calor é um dos maiores desafios. As rochas atingem temperaturas de até 150°F (aproximadamente 65°C). Para combater isso, um sistema inovador de resfriamento bombeia gelo por toda a extensão da mina, mantendo o ambiente em temperaturas suportáveis para os trabalhadores.

É como tentar resfriar um forno gigante — uma tarefa que exige criatividade e tecnologia de ponta. Os mineiros dependem desse sistema para suportar as longas jornadas de trabalho.

O resfriamento da mina de ouro é feito com enormes blocos de gelo, que são distribuídos ao longo dos túneis. Um sistema de isolamento ajuda a manter o ar circulante mais fresco, reduzindo o impacto do calor extremo. Sem essa tecnologia, a mineração em profundidades tão extremas seria impossível.

Impacto econômico e social da Mina de Mponeng

A mina de ouro de Mponeng não é apenas um poço profundo; é um motor econômico. A produção anual de ouro sustenta não apenas a mineradora, mas também as comunidades ao redor. Cidades inteiras dependem da atividade da mina para empregos e infraestrutura.Subscrições de notícias sobre finanças

A mina abriga milhares de trabalhadores que enfrentam desafios diários em busca de riquezas escondidas. Esses profissionais desempenham um papel vital na manutenção do fluxo global de ouro.

Engenharia no limite

A profundidade da mina de Mponeng é um campo de provas para a engenharia moderna. De elevadores gigantes que transportam centenas de trabalhadores a técnicas avançadas de escavação, tudo é pensado para maximizar a eficiência e a segurança.

O futuro da mina é igualmente impressionante: há planos para explorar profundidades ainda maiores. Isso pode significar ainda mais ouro — e mais desafios a superar.

 

Fonte: Bruno Teles – Google News e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/01/2025/14:55:48

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A medida de Trump mais comemorada pelos bolsonaristas

(Foto: Reprodução) – Dentre as medidas tomadas por Donald Trump em seu primeiro dia como presidente dos EUA, bolsonaristas comemoraram uma em especial

Parlamentares bolsonaristas do Brasil têm comemorado com entusiasmo especial uma das medidas tomadas por Donald Trump em seus primeiros dias de mandato como 47º presidente dos Estados Unidos.

Para deputados e senadores aliados de Jair Blsonaro, a decisão de Trump de suspender as atividades da agência governamental para o desenvolvimento estrangeiro (USAID, na sigla em inglês) seria “a mais relevante”.

A USAID é o órgão do governo americano responsável por ajudar organizações não governamentais ao redor do mundo. Durante seu mandato, Bolsonaro foi crítico do trabalho de ONGs internacionais no Brasil.

Assim, a suspensão das atividades da agência pode impactar financeiramente em ONGs que atuam no Brasil que, na avaliação de bolsonaristas, influenciam em ações do judiciário e em ações na região amazônica.

O que Trump decidiu

A agência teve suas atividades suspensas por ordem de Trump pelo prazo de 90 dias, para “avaliação da eficiência programática e da consistência com a política externa dos Estados Unidos”.

Segundo a decisão do novo presidente dos EUA, as ajudas externas feitas pela USAID “não estão alinhadas com os interesses americanos e, em muitos casos, são antitéticas aos valores americanos”.

“A política dos Estados Unidos é que nenhuma assistência externa seja desembolsada de maneira que não esteja totalmente alinhada com a política externa do Presidente dos Estados Unidos”, diz a decisão de Trump, em tradução livre.

 

Fonte: Gustavo Zucchi – Google News – Metrópoles e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/01/2025/14:32:22

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EUA: agente que socorreu Trump em atentado vai liderar Serviço Secreto

(Foto: Reprodução) – Sean Curran trabalhou por anos da segurança pessoal de Trump. Anúncio foi feito por meio das

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nessa quarta-feira (22/1) que Sean Curran será o novo líder da agência de Serviço Secreto do país. Curran trabalhou na equipe de segurança pessoal de Trump e foi ele que correu para o palco durante o atentado do qual o presidente foi vítima em julho do ano passado.

Por meio de uma publicação no Truth Social, Trump enalteceu a trajetória de Curran, o chamou de “grande patriota” e citou as ações dele durante a tentativa de assassinato em um comício de campanha em Butler, Pensilvânia.

“Ele provou sua coragem destemida quando arriscou sua própria vida para ajudar a salvar a minha de uma bala de assassino em Butler, Pensilvânia”, disse Trump. “Tenho total e completa confiança em Sean para tornar o Serviço Secreto dos Estados Unidos mais forte do que nunca”.

O que houve:
Agente que atuava na segurança pessoal de Donald Trump será o diretor do Serviço Secreto do país;

Anúncio foi feito por meio de redes sociais do presidente nessa quarta-feira (22/1);

Trump enalteceu o trabalho de Sean Curran. Foi ele o agente que subiu no palco e o ajudou durante um atentado na Pensilvânia.

Agência polêmica

Sean Curran substituirá Ronald Rowe como diretor do Serviço Secreto. A agência foi alvo de intensas críticas do Congresso por lapsos de segurança após a tentativa de assassinato de Trump. Dias após o incidente, a diretora Kimberly Cheatle renunciou em meio à reação negativa.

Trump também nomeou o ativista conservador L. Brent Bozell III para ser o próximo CEO da Agência dos Estados Unidos para Mídia Global, uma agência independente que supervisiona a distribuição de notícias transmitidas por todo o país.

O filho de Bozell foi condenado a quase quatro anos de prisão por participar do ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021. Bozell foi solto nessa quarta como parte do amplo perdão do presidente para todos os condenados no ataque.

 

Fonte: Laura Braga – Google News – Metrópoles e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/01/2025/14:14:51

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Cirurgião realiza vasectomia em si mesmo para “presentear” a esposa

Foto: Reprodução | A vasectomia é um procedimento simples e definitivo para contracepção masculina.

O cirurgião plástico Chen Weinong, de Taiwan, se submeteu a uma vasectomia feita por ele mesmo e compartilhou o procedimento nas redes sociais. Pai de três filhos, ele explicou que a decisão foi uma forma de “presentear” a esposa e assegurar que o casal não tivesse mais filhos.

A vasectomia é um procedimento simples e definitivo para contracepção masculina. Segundo o Ministério da Saúde, a cirurgia bloqueia a passagem de espermatozoides pelos canais que os conduzem à uretra, impedindo a fertilização. O procedimento é conduzido por um urologista, não requer internação hospitalar e tem rápida recuperação.

No vídeo, Chen aparece em sua cadeira explicando o passo a passo enquanto realiza a operação em si mesmo. Após anestesiar a região testicular, ele, totalmente consciente, conduz o procedimento.

“Foi uma sensação estranha tocar e suturar minha própria uretra”, comentou o médico no vídeo. “Eu sou muito corajoso”, brincou.

Embora o procedimento geralmente dure entre 15 e 20 minutos, Chen levou o dobro do tempo por estar operando seu próprio membro. Ele relatou sentir desconforto e dor leve na noite seguinte, mas afirmou estar recuperado já na manhã do dia seguinte.

As autoridades de saúde de Taiwan investigaram o caso e concluíram que não houve irregularidades. O portal The New York Times informou que o procedimento foi supervisionado por um urologista, que estava preparado para intervir em caso de complicações.

Fonte: O liberal  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/01/2025/08:49:25

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Usuários reclamam de seguir Trump automaticamente no Instagram e Facebook após posse nos EUA

Foto: Reprodução | A cantora Demi Lovato foi uma das pessoas a expor publicamente a situação.

Após a posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos na última segunda-feira (20), usuários do Instagram e Facebook relataram que começaram a seguir automaticamente os perfis do presidente e do vice, JD Vance. A situação causou polêmica nas redes sociais, com acusações direcionadas à Meta, empresa de Mark Zuckerberg, responsável pelas plataformas.

A cantora Demi Lovato foi uma das pessoas a expor publicamente a situação. Em um story no Instagram, ela reclamou de estar seguindo JD Vance sem sua autorização. “Eu dei unfollow nesse cara duas vezes só hoje. Negócio obscuro da p*rra, Meta”, desabafou a artista.

No entanto, segundo a agência de notícias Associated Press, a situação não é resultado de um erro técnico ou manipulação por parte da Meta. As contas oficiais da presidência dos Estados Unidos e da vice-presidência, conhecidas como @POTUS (President of the United States) e @VP (Vice President), são administradas pela Casa Branca. Quando ocorre uma mudança de governo, essas contas são transferidas para os novos ocupantes do cargo, preservando os seguidores anteriores.

Transição oficial das contas

De acordo com o porta-voz do Meta, Andy Stone, a transição é um processo padrão. “As contas oficiais são gerenciadas pela Casa Branca e mudam quando o ocupante da Casa Branca muda”, explicou ele em uma publicação no Threads.

As contas das administrações anteriores são arquivadas, incluindo suas postagens, e recebem novos nomes. Por exemplo, a conta do presidente anterior, Joe Biden, foi renomeada para @POTUS46archive, e a da vice, Kamala Harris, para @VP46archive. O número 46 indica que eles foram os 46º presidente e vice-presidente dos Estados Unidos.

Caso um usuário não deseje seguir as contas oficiais de Donald Trump ou JD Vance, é possível desfazer isso manualmente. Basta acessar a página de perfil, clicar nas reticências e selecionar “deixar de seguir” ou “bloquear”.

Fonte: O liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 22/01/2025/13:10:44

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Paramédica fica na cadeira de rodas após ter dor de cabeça de 1 minuto

Foto: Reprodução | A australiana Tina Holt, de 21 anos, voltava para a casa depois de um encontro com amigas, em 2016, quando começou a sentir uma dor de cabeça intensa. Minutos depois, a jovem se surpreendeu ao perceber que não conseguia deslizar a tela do celular para desbloquear o aparelho.

Nesse momento, Tina , que é paramédica, percebeu que havia algo de errado. Ela estava sofrendo um acidente vascular cerebral (AVC). Assim que percebeu a gravidade da situação, a amiga da jovem, que também é paramédica, chamou uma ambulância.

“Minha amiga percebeu que algo estava errado. Ela me pediu para sorrir, mas eu não conseguia. O que parecia impensável estava realmente acontecendo, eu estava tendo um derrame”, contou a jovem em depoimento à Stroke Foundation, instituição de caridade voltada para pacientes da condição.

Tina foi levada às pressas a um hospital, onde foi submetida a exames de imagem. Os médicos confirmaram o AVC e a jovem foi internada em uma unidade de terapia intensiva (UTI).

A australiana passou sete meses internada no hospital. Durante esse período, passou por diversos procedimentos e cirurgias. O AVC deixou sequelas importantes, incluindo a paralisação de um dos lados do corpo, que a deixou na cadeira de rodas nos últimos nove anos.

Além disso, Tina, passou um período sem conseguir falar ou se alimentar, precisando do suporte de uma sonda para comer durante três meses.

Em meio ao processo de reabilitação, a australiana tenta ser ativa fisicamente, fazendo atividades como nado e ciclismo. “Tive sorte de sobreviver sem déficits cognitivos, apenas físicos. Mas o que adoro fazer é inspirar outras pessoas, compartilhar suas histórias e também educar sobre derrame, sinais e sintomas”, disse Tina em um vídeo.

AVC e dor de cabeça

O acidente vascular cerebral ocorre quando o fluxo de sangue para o cérebro é interrompido. Como consequência, algumas células cerebrais são afetadas, causando danos neurológicos que podem deixar sequelas permanentes ou até levar à morte. O AVC exige rapidez no diagnóstico, pois o tempo é fundamental para evitar consequências graves.

Embora a maioria dos casos de dor de cabeça seja “inofensiva”, ela pode ser o primeiro indício de um AVC hemorrágico,vcaracterizado pela ruptura de um aneurisma cerebral. Nesse caso, a dor de cabeça é intensa e de início súbito. Ela pode começar entre sete e dez dias antes do rompimento do aneurisma.

Fonte: Por Metrópoles e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/01/2025/18:14:35

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As decisões mais importantes que Trump anunciou — e as possíveis consequências

O logo da Organização Mundial da Saúde (OMS) é visto fora da sua sede em Genebra. — Foto: Martial Trezzini/Keystone via AP

Medidas assinadas pelo novo presidente nesta segunda-feira (20) abrangem questões econômicas e políticas internacionais. Mais de 70 atos do governo Biden foram revogados.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma série de ordens executivas no primeiro dia de governo, nesta segunda-feira (20). Ele tomou posse horas antes, em cerimônia no Capitólio.

As medidas, como o perdão aos presos pela invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, a declaração de emergência na fronteira com o México e a retirada dos EUA do Acordo de Paris, têm impacto nacional e internacional.

As ordens executivas são espécies de decreto, por não precisarem de aprovação prévia do Congresso, mas não criam uma lei específica. São como uma determinação do presidente sobre como órgãos do governo devem usar seus recursos. Assim que um presidente assina uma ordem executiva, ela pode entrar em vigor imediatamente ou levar meses, a depender do trâmite. (Leia mais abaixo)

O g1 lista a seguir as decisões mais importantes assinadas por Trump, confira:

Perdão aos presos do 6 de janeiro

À revelia da Justiça dos EUA, Trump concedeu o perdão presidencial a mais de 1.500 presos por invadir o Capitólio em 6 de janeiro de 2021. Os primeiros presos começaram a ser soltos na manhã desta terça-feira (21), e entre eles estão Stewart Rhodes, ex-líder da milícia Oath Keepers, e Enrique Tarrio, ex-líder do grupo supremacista Proud Boys.

O perdão em massa sinaliza um desprezo do presidente ao sistema Judiciário norte-americano, que passou anos em um extenso e complexo trabalho de investigação para identificar, julgar e prender os invasores.

A ordem executiva também faz parte de um jogo de narrativas sobre a invasão, um capítulo sombrio da História dos EUA, o que pode ter implicações para a democracia norte-americana. Na versão de Trump, que ganhou mais força com a soltura dos invasores, seus apoiadores são vítimas e estavam sendo feitos de “reféns” na prisão.

Foto de 6 de janeiro de 2021, dia da invasão ao Capitólio dos EUA, mostra policiais conversando com apoiadores do então presidente americano, Donald Trump, incluindo Jacob Chansley (à direita), do lado de fora do plenário do Senado — Foto: Manuel Balce Ceneta/AP
Foto de 6 de janeiro de 2021, dia da invasão ao Capitólio dos EUA, mostra policiais conversando com apoiadores do então presidente americano, Donald Trump, incluindo Jacob Chansley (à direita), do lado de fora do plenário do Senado — Foto: Manuel Balce Ceneta/AP

Emergência nacional na fronteira com o México

Trump assinou a declaração de emergência na fronteira com o México para frear a entrada de imigrantes vindos do país vizinho. A medida possibilita o envio de tropas e liberação de recursos para combater a imigração ilegal.

A medida pode causar uma crise humanitária na fronteira e política com o governo mexicano. A presidente Claudia Sheinbaum afirmou que os mexicanos são importantes para a economia dos EUA e que vai buscar dialogar com membros do governo Trump para acharem uma solução.

Donald Trump caminha ao lado de muro que demarca a fronteira dos EUA com o México, no Arizona, em agosto de 2024 — Foto: Evan Vucci/AP Photo
Donald Trump caminha ao lado de muro que demarca a fronteira dos EUA com o México, no Arizona, em agosto de 2024 — Foto: Evan Vucci/AP Photo

Retirada do Acordo de Paris

Trump também assinou ordem para retirar novamente os EUA do Acordo de Paris. O tratado, assinado por 196 países em 2015, tem como objetivo a redução das emissões de gases que causam o efeito estufa para evitar o aumento da temperatura global acima dos 1,5ºC.

A medida vem acompanhada da emergência no setor energético decretada por Trump e revogação de medidas ambientais de Biden que restringiam a exploração de petróleo em áreas costeiras dos EUA. O novo presidente pretende explorar essas reservas e estimular um aumento na produção de petróleo e extração mineral, em uma política de “perfurar, baby, perfurar”.

Essas práticas podem ter consequências ambientais para o planeta, porque os EUA são um dos países que mais emite gases do efeito estufa.

Retirada dos Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde (OMS)
Trump retirou os EUA da lista de países que integram a OMS, o que pode trazer consequências à instituição referência de saúde pública no mundo.

Os EUA são os maiores financiadores da OMS. Na última década, o país desembolsou entre US$ 160 milhões e US$ 815 milhões (entre R$ 967 milhões e R$ 4,9 bi, na conversão atual).

Especialistas também alertaram que a retirada da organização poderia enfraquecer as defesas mundiais contra novos surtos capazes de desencadear pandemias, além de reverter avanços das últimas décadas no combate a doenças como malária, Aids e tuberculose.

A perda do financiamento dos EUA poderia paralisar inúmeras iniciativas globais de saúde, incluindo o esforço para erradicar a poliomielite, os programas de saúde materno-infantil e a investigação para identificar novas ameaças virais.

Em nota, a OMS lamentou a decisão de Trump e disse esperar que o presidente reconsidere a medida.

Ordens executivas

As ordens executivas foram assinadas por Trump em três etapas: no Capitólio, logo após a posse; em um ginásio com a presença de apoiadores; e no Salão Oval da Casa Branca, já à noite.

O presidente não pode criar novas leis por meio de uma ordem executiva além dos poderes que já são atribuídos a ele pela Constituição ou pelo Congresso.

Quando uma ordem executiva determina que agências tomem medidas, as regras criadas por essas agências devem seguir a Lei de Procedimento Administrativo dos Estados Unidos, que exige consulta pública e proíbe decisões consideradas “arbitrárias ou sem fundamento”.

Além disso, essas regras não podem violar direitos garantidos pela Constituição, como o devido processo legal e a igualdade perante a lei, nem contrariar leis aprovadas pelo Congresso.

 

Fonte: Redação g1 e  Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/01/2025/18:43:08

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Michelle e Eduardo viram meme após assistir à posse de Trump pela TV

Alguns internautas criaram imagens com a ajuda da inteligência artificial do deputado Eduardo Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro trabalhando no evento. (Foto:Reprodução/Internet)

Internautas compararam a mulher e o filho de Jair Bolsonaro à série “Barrados no Baile”; eles ficaram no Capital One Arena

Internautas fizeram memes depois de a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ficarem de fora do Congresso norte-americano durante a posse do presidente Donald Trump (republicano) na 2ª feira (20.jan.2025). Os 2 assistiram à cerimônia em um telão no ginásio Capital One Arena, em Washington D.C.

Assim como a mulher e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), uma comitiva de congressistas brasileiros que foi ao Estados Unidos para acompanhar a posse do republicano assistiu ao evento pela TV em um hotel. Alguns usuários no X (ex-Twitter) compararam o grupo ao seriado dos anos 1990 “Barrados no Baile”.

 

Fonte: PODER360 e  Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/01/2025/17:36:45

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Ao estilo Trump, Toni Cunha anuncia saída de Marabá da AMAT

(Foto: Reprodução) – Toni Cunha afirmou que os recursos serão redirecionados para áreas prioritárias, como saúde e educação, buscando maior eficiência no uso dos recursos públicos.

No dia seguinte à posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que iniciou seu mandato retirando o país norte-americano do Acordo de Paris e da Organização Mundial da Saúde (OMS), o prefeito de Marabá, Toni Cunha (PL), anunciou na manhã desta terça-feira (21), por meio das redes sociais, a desfiliação do município da Associação dos Municípios do Araguaia e Tocantins (AMAT-Carajás). Bolsonarista e conservador, Toni é apoiador declarado das políticas do novo presidente norte-americano, e sua decisão pode ser comparada às ações de ruptura de Trump.

A saída de Marabá da AMAT foi justificada com base no custo de R$ 25 mil mensais, que somavam R$ 300 mil anuais aos cofres municipais. Toni Cunha afirmou que os recursos serão redirecionados para áreas prioritárias, como saúde e educação, buscando maior eficiência no uso dos recursos públicos. Apesar da desfiliação, o prefeito reforçou a manutenção da parceria com a Federação das Associações de Municípios do Estado do Pará (FAMEP), que, segundo ele, oferece resultados mais concretos para o município.

A AMAT-Carajás, criada em 1977 e sediada em Marabá, é uma das principais entidades de integração administrativa e desenvolvimento regional no sul e sudeste do Pará. A associação também desempenhou um papel de destaque no plebiscito que discutiu a divisão do estado do Pará e a criação do estado de Carajás, além de oferecer assistência técnica aos municípios associados.

A decisão de Toni Cunha foi interpretada por parte da classe política como alinhada ao perfil de ruptura com estruturas tradicionais, semelhante ao discurso de Trump. Para o prefeito, o impacto financeiro e a ausência de resultados palpáveis da AMAT justificam a medida. Ele reforçou que os gastos do município serão direcionados para ações com retorno direto à população.

Convém relembrar que, no primeiro ano do governo Tião Miranda (2017–2024), Marabá também havia deixado o Consórcio Público Intermunicipal de Saúde do Araguaia e Tocantins (CISAT). Até a publicação desta matéria, a AMAT-Carajás ainda não havia se manifestado sobre o anúncio da desfiliação de Marabá. (Portal Debate)

 

Fonte: Vinícius Soares  – Portal Debate e  Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/01/2025/15:59:28

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