Vaticano aprova diretrizes permitindo que homens gays se tornem padres, desde que não façam sexo

Vaticano/Divulgação via Reuters

O Vaticano aprovou novas normas propostas pelos bispos italianos que autorizam a admissão de homens gays nos seminários católicos, desde que pratiquem abstinência sexual. A medida, anunciada nesta quinta-feira (9), representa uma mudança significativa na abordagem da Igreja Católica em relação à formação de futuros sacerdotes.

No passado, uma instrução de 2016 reforçou que candidatos com “tendências homossexuais profundamente arraigadas” não deveriam ser admitidos nos seminários. No entanto, as novas normas pedem que a orientação sexual seja apenas um dos aspectos considerados no discernimento vocacional.

Divulgadas no site da Conferência dos Bispos Italianos, as diretrizes orientam os responsáveis pelos seminários para avaliar os candidatos de forma mais ampla:

“Ao referir-se às tendências homossexuais no processo de formação, também é oportuno não reduzir o discernimento apenas a este aspecto, mas compreender o seu significado dentro de todo o quadro da personalidade do jovem.”

A medida foi aprovada pelos bispos italianos em novembro e validada pelo gabinete do clero do Vaticano para aplicação em caráter experimental por três anos.

Desde que assumiu o papado em 2013, o Papa Francisco tem adotado uma postura mais inclusiva em relação à comunidade LGBTQ. Ele já permitiu que os padres abençoassem uniões do mesmo sexo em casos específicos e enfatizassem repetidamente a importância de acolhimento e misericórdia.

Apesar disso, a admissão de homens gays ao sacerdócio continua a ser um tema delicado. Muitos pais gays relatam dificuldades em abordar abertamente sua sexualidade, devido ao histórico de discriminação dentro da Igreja.

Fonte: Reuters e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/01/2025/12:02:56

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Vídeo: em ataque brutal, urso mata pai e filho em floresta na Índia

Foto: Reprodução | Suklal Darro, de 45 anos, e seu filho Ajju Kureti, de 22 anos, foram atacados pelo urso enquanto trabalhavam na área

Um ataque de urso em uma área florestal do distrito de Kanker, em Chhattisgarh, resultou na morte de um pai e seu filho, além de deixar outras duas pessoas feridas. O caso ocorreu na floresta de Korar, próxima à vila de Dongarkatta, mais especificamente em uma colina chamada Jailnkasa, na Índia, enquanto as vítimas estavam realizando atividades de coleta de madeira.

Suklal Darro, de 45 anos, e seu filho Ajju Kureti, de 22 anos, foram atacados pelo urso enquanto trabalhavam na área. De acordo com testemunhas locais, Suklal foi morto instantaneamente no local do ataque, enquanto Ajju sofreu ferimentos graves e foi levado de emergência para um hospital nas proximidades. O ataque, no entanto, não terminou aí. Durante o processo de resgate do corpo de Suklal, o urso retornou e atacou novamente, matando Shankar Darro, pai de Suklal, que havia chegado para ajudar.

Além das vítimas fatais, o guarda florestal Narayan Yadav também foi ferido enquanto tentava controlar a situação. Yadav sofreu ferimentos nas mãos durante a tentativa de afastar o animal e proteger os envolvidos.

Diante da gravidade da situação, as autoridades locais recorreram a máquinas JCB para remover os corpos das vítimas e garantir a segurança da área, evitando assim novos ataques. As equipes de resgate e segurança florestal seguiram com os esforços para conter qualquer risco adicional.

O caso está sendo investigado pelas autoridades competentes, e os esforços para evitar novos ataques de animais estão sendo intensificados nas áreas afetadas. Assista:

https://twitter.com/i/status/1883888181239767205

Fonte: Ver-O-Fato  Online e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/01/2025/10:42:43

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De Itaituba(PA) para o Exército dos EUA: a trajetória inspiradora de Eliane Marinho

De Itaituba para o Exército dos EUA: a trajetória inspiradora de Eliane Marinho | Foto: Reprodução 
Eliane Marinho, uma mulher natural de Itaituba, no Pará, escreveu seu nome na história ao se formar no Exército dos Estados Unidos. Mulher, mãe de dois filhos e filha de pais sem estudo, ela provou que a determinação é capaz de superar barreiras. Aos 39 anos, uma idade considerada atípica para ingressar na instituição, Eliane venceu desafios como o idioma, a preparação rigorosa e os prazos de elegibilidade. Após oito meses de preparação, ela entrou em uma instituição onde menos de 0,1% das pessoas conseguem chegar – e, desse seleto grupo, apenas 0,01% são imigrantes.

https://twitter.com/i/status/1883860692618592500

Vídeo/Reprodução/@sobrebelem/Istagram

Fonte: Jornal Folha do Progresso Com informações Instagram e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/01/2025/07:23:12

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Primeiro voo de deportados dos EUA pousa em Manaus

(Foto: pixabay) – Manaus/AM – O primeiro voo de deportados do Estados Unidos pousou, nesta sexta-feira (24), no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus.

Desde a posse do presidente dos EUA, Donald Trump, 538 imigrantes ilegais, de diferentes origens, já foram presos.

O voo com destino a Belo Horizonte precisou pousar em Manaus após os passageiros reclamares de calor na aeronave.

Cerca de 158 pessoas estavam a bordo, entre elas, 88 brasileiros. Ate o momento, não há informações sobre um novo horário para a decolagem.

 

Fonte: Portal do Holanda e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/01/2025/09:44:48

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Trump determina que mulheres trans cumpram pena em prisões masculinas nos EUA

Foto: Reprodução | Pessoas trans não se identificam com o gênero que foi atribuído a elas na hora do nascimento. Essa atribuição é feita com base no sexo biológico do indivíduo.

O governo Donald Trump determinou que mulheres trans presas passem a cumprir pena em cadeias para homens.

A decisão da Casa Branca se aplica aos presídios federais dos Estados Unidos. Atualmente, 2,3 mil pessoas trans estão detidas nessas cadeias; 1,5 mil fizeram a transição para o gênero feminino.

Pessoas trans não se identificam com o gênero que foi atribuído a elas na hora do nascimento. Essa atribuição é feita com base no sexo biológico do indivíduo.

Desde 2017, o Departamento de Justiça americano orienta que presos trans sejam alojados de acordo com o gênero com que eles se identificam. Para isso, recomenda laudos médicos e avaliação psicológica. Beth Schwartzapfel é jornalista especializada em direitos civis e alerta:

“As prisões são um lugar especialmente perigoso para mulheres trans, que são alvo de agressões e abusos sexuais em níveis muito mais altos do que outras pessoas”.

Dados do próprio governo federal mostram que pessoas trans têm dez vezes mais probabilidade de sofrerem crimes sexuais dentro da cadeia. Em 1994, a Suprema Corte dos Estados Unidos estabeleceu que as autoridades têm o dever de proteger detentos em risco. A decisão foi uma resposta à queixa de uma mulher trans que foi presa com homens e denunciou ter sido violentada por um deles.

O decreto de Trump também proíbe que o governo federal custeie a transição de gênero de detentos. Nos últimos anos, pelo menos duas detentas conseguiram que o governo pagasse pela cirurgia de mudança de sexo e afirmação de gênero. Outras conseguiram o financiamento de tratamentos hormonais. A Justiça americana reconhece que o acesso a esses procedimentos faz parte do acesso a cuidados médicos para detentos, uma garantia prevista na Constituição. Em 2022, o governo gastou US$ 153 mil com esses tratamentos e cirurgias – 0,01% do orçamento daquele ano do Departamento de Saúde.

As decisões sobre presos e presas trans são parte de um decreto mais amplo, que Trump assinou no mesmo dia em que tomou posse. O documento altera a forma como todos os serviços federais entendem sexo e gênero. O texto afirma:

“Sexo se refere à classificação biológica imutável de um indivíduo como masculino ou feminino. Sexo não é sinônimo nem inclui o conceito de identidade de gênero”.

O médico brasileiro Thiago Caetano, especialista em cuidados médicos para pessoas trans, explica que sexo e gênero são conceitos complementares.

“Sexo trata de biologia, trata de cromossomos, de órgãos sexuais. É um conceito biológico. Já gênero é construção social, é um conceito social. É através do gênero que a pessoa se expressa e se mostra perante o mundo. Então, quando se desrespeita o gênero de uma pessoa, a gente acaba desrespeitando toda a expressão dessa pessoa perante a sociedade, perante as outras pessoas”, afirma Thiago Caetano, cirurgião do Instituto Oswaldo Cruz.

 Fonte: G1/Jornal Nacional e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/01/2025/08:39:56

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Governo argentino busca eliminar o ‘feminicídio’ do Código Penal

Javier Milei, presidente da Argentina. (Foto: Luis ROBAYO/AFP)

Milei afirmou que o conceito de feminicídio legaliza “de fato, que a vida de uma mulher vale mais que a de um homem”.

O governo argentino anunciou, nesta sexta-feira (24), que buscará eliminar do direito penal o conceito de “feminicídio”, que agrava a pena para homicídios de mulheres por motivos de gênero, após as críticas do presidente, Javier Milei, a essa categoria. “Vamos eliminar a figura do feminicídio do Código Penal argentino. Porque esta administração defende a igualdade perante a lei consagrada em nossa Constituição Nacional. Nenhuma vida vale mais que outra”, disse o ministro da Justiça, Mariano Cúneo Libarona, em sua conta na rede X.

Milei afirmou que o conceito de feminicídio legaliza “de fato, que a vida de uma mulher vale mais que a de um homem”, em um discurso inflamado feito na quinta-feira no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça).O feminicídio é a morte violenta de uma mulher pelas mãos de um homem por razões de gênero e está enraizado em um “sistema social que (…) preserva as ordens sociais de poder, controle e opressão dos homens sobre as mulheres”, explica em seu site o Ministério Público Fiscal argentino.

Foi implementado, embora não explicitamente, em 2012 por meio de uma lei que modificou o artigo 80 do Código Penal argentino para criminalizar de forma agravada a conduta do homem que mata uma mulher por meio da violência de gênero. “Matar uma mulher não leva diretamente ao feminicídio, a não ser que a tenha matado porque ela é uma mulher”, explicou à AFP o advogado criminalista Gastón Francone.

“Este agravamento, que acarreta uma pena perpétua, é diferente de matar um homem por sua condição de homem”, disse Francone, que destacou que a pena máxima para um homicídio sem circunstâncias agravantes é de 25 anos, mas a pena perpétua recebida por um feminicídio pode chegar a 50 anos.

Para modificar o Código Penal argentino, é preciso aprovar uma lei no Congresso, onde o partido no poder é minoria contra uma forte oposição de centro-esquerda, em cujo governo a figura do feminicídio foi introduzida.

Segundo a imprensa local, o governo prepararia um projeto de lei sobre este tema e para eliminar os documentos de identidade não binários, sancionados em 2021, e as “cotas trans”, que estabelecem que o Estado nacional deve reservar pelo menos 1% de seus empregos para pessoas transgênero. No entanto, o governo não está muito otimista sobre o andamento do projeto, de acordo com relatos da mídia local.

Fonte: O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/01/2025/07:45:43

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Crânio brasileiro levado para Harvard será repatriado após 190 anos

(Foto: Reprodução) – Sociedade Nagô – O Resgate

O crânio de um escravizado muçulmano foi roubado durante a Revolta dos Malês, que ocorreu na Bahia. Entenda o que foi esse evento e a importância da repatriação

No dia 24 de janeiro de 1835, a cidade de Salvador presenciava o que mais tarde seria considerado umas das insurreições mais importantes da história. Era a Revolta dos Malês, um levante de africanos muçulmanos, muitos deles escravizados, que demandavam liberdade – não só dos trabalhos forçados, mas também liberdade religiosa.

O termo “malê” deriva de “imale”, que significa muçulmano na língua iorubá – ou nagô. Eles eram, em sua maioria, nativos do litoral de onde hoje estão Benim, Togo e Nigéria. Os malês eram alfabetizados em árabe, o que permitiu que escrevessem planos e coordenassem ações de forma discreta, sem que as autoridades coloniais compreendessem facilmente suas comunicações.

Além disso, a alfabetização em árabe facilitou a disseminação de ideias e a mobilização de outros escravizados e negros livres para a causa da revolta. Na madrugada entre 24 e 25 de janeiro, eles iniciaram um levante que acabou sufocado pelo governo antes de atingir seus objetivos.

Entre os 600 amotinados, cerca de 20% morreram assassinados pela polícia, enquanto outros foram punidos com açoitamentos e exílio. Um dos homens feridos foi levado ao Hospício de Jerusalém de Salvador, instituição cristã que cuidava de doentes e necessitados de atenção médica.

Esse não foi o único homem nagô (ou seja, da cultura iorubá) a morrer lá, mas sua história é diferente das outras. Não se sabe exatamente como, mas o seu crânio terminou nas mãos de um norte-americano, que o contrabandeou até a Universidade de Harvard, nos EUA, onde está até hoje.

A história piora: o homem que levou o crânio, Gideon T. Snow, não era um comerciante ou contrabandista qualquer, mas um proeminente diplomata que havia ocupado vários cargos consulares entre Pernambuco, Alagoas e a Bahia. O material foi enviado para a universidade porque, naquela época, a ciência ocidental tentava encontrar relações entre a biologia e comportamentos culturais – uma prática hoje considerada racista e eugênica.

Ainda hoje, o crânio está no Peabody Museum, da Universidade de Harvard. A instituição é responsável por uma coleção de materiais antropológicos vindos de todas as partes do mundo, formada por mais de 1,2 milhão de “itens culturais individuais”, além de cerca de 500 mil fotografias e outros tipos de arquivos.

A existência do crânio nagô no acervo de Harvard só foi revelada em 2022, após o mapeamento do acervo de restos mortais humanos na instituição. Esses materiais não são do tipo que é utilizado em escolas de medicina, laboratórios e hospitais, por exemplo. A lista identifica apenas restos mortais localizados em coleções museológicas de Harvard, estando em exposição ou não.

No levantamento, a universidade identificou restos mortais de mais de 7 mil indígenas da América do Norte, assim como de 19 africanos escravizados vindos do Caribe e do Brasil. O mapeamento de Harvard faz parte de iniciativas que buscam compreender o legado da escravidão na estrutura universitária e reparar danos históricos.

“Sem dúvida, os padrões éticos e morais sobre o corpo morto e seus restos mortais variaram ao longo do tempo. No entanto, os restos humanos examinados neste relatório representam um caso específico de apropriação: foram obtidos sob os regimes violentos e desumanos da escravidão e do colonialismo; e representam o envolvimento e a cumplicidade da Universidade com esses sistemas categoricamente imorais.”, diz o relatório da Universidade de Harvard sobre o caso.

“Além disso, sabemos que os restos de esqueletos foram utilizados para demonstrar diferenças espúrias e racistas para confirmar as hierarquias e estruturas sociais existentes.”, acrescenta o relatório. “Nossa coleção desses restos humanos específicos é uma representação impressionante do racismo estrutural e institucional e sua longa meia-vida.”

O relatório da Universidade veio acompanhado da intenção pública de devolver os restos mortais dos escravizados aos seus descendentes. O anúncio repercutiu entre pesquisadores da história da escravidão e chegou até o Sheik Ahmad Abdul, líder do Centro Cultural Islâmico da Bahia.

Crânio de volta ao Brasil

Desde 2022, ele encabeça o retorno dos restos mortais do homem nagô, que foi carinhosamente apelidado de Arakunrin pelo Sheikh – palavra do iorubá que significa “irmão”, “companheiro”. Em entrevista à Super, Abdul explica que o respeito e a igualdade são princípios fundamentais do islamismo, e que isso independe da pessoa estar viva ou morta.

Por isso, nenhum muçulmano pode ter partes do seu corpo expostas em museus, transformadas em mercadoria ou imagem de adoração. Em 2025, a Revolta dos Malês completa 190 anos, e o crânio homem nagô pode retornar ao país. Para Abdul, essa repatriação é uma forma de lembrar a luta pelo fim da escravidão e pela liberdade e igualdade.

Hoje, pesquisadores brasileiros e do exterior, especialistas em comunicação e memória negra, e membros do Ministério das Relações Exteriores do Brasil se juntam no Grupo de Trabalho Arakunrin para discutir a repatriação do crânio. O Grupo de Trabalho Arakunrin organizou um seminário internacional sobre o caso na Universidade de Toronto, ocasião em que o Comitê para o Repatriamento de Restos Humanos da Universidade de Harvard se comprometeu a dialogar com as partes envolvidas para devolver o crânio à comunidade muçulmana baiana.

O historiador Bruno Véras, professor da Universidade de Toronto e membro do GT, tem a expectativa de que o crânio seja repatriado ainda em 2025. Para ele, o retorno no aniversário de 190 anos da Revolta dos Malês carrega um simbolismo importante para a construção da memória sobre os povos africanos, muçulmanos e escravizados na Bahia e no Brasil. “Imagina, se conseguirmos o retorno desse crânio agora, a festa vai ser ainda maior”, disse o Sheik Abdul.

“Essas rebeliões de pessoas pretas, muçulmanas e numa condição de opressão, que se organizaram e tiveram um impacto na história do Brasil são um lembrete.” afirma Bruno Véras. “O povo organizado tem possibilidades de impactar, de criar mudanças na sociedade.”

Ao retornar, o crânio deverá ser brevemente estudado por cientistas brasileiros. Segundo Véras, o plano é realizar uma análise da idade de Arakunrin a partir de sua arcada dentária, e realizar uma tomografia computadorizada do crânio. Com a tomografia em mãos, será possível recriar o rosto de Arakunrin digitalmente – outro elemento que pode ser utilizado para contar a história de um homem morto por lutar pela liberdade no século XIX.

Os processos devem ser breves, já que os próprios cientistas concordam que o crânio pertence verdadeiramente à comunidade muçulmana e nagô da Bahia, que irá seguir com as providências religiosas.

Segundo o Sheik Ahmad Abdul, os rituais fúnebres são os mesmos para corpos inteiros ou fragmentos, como é o caso. O crânio deve receber um banho, perfumes especiais e orações que pedem perdão à Deus em nome do falecido. Então, finalmente Arakunrin será enterrado segundo a tradição islâmica, depois de quase dois séculos de espera.

Fonte: Bela Lobato – Super Interessante e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/01/2025/08:22:59

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Musk questiona projeto anunciado por Trump que investe US$ 500 bi em inteligência artificial e ataca chefe da OpenAI

Elon Musk chegando para reunião com o líder republicano eleito do Senado, John Thune — Foto: REUTERS/Benoit Tessier

Bilionário colocou dúvidas sobre a chegada do dinheiro por parte de investidores e atacou a OpenAI e seu CEO, Sam Altman, que estão envolvidos na empreitada.

O bilionário Elon Musk colocou dúvidas sobre o projeto Stargate, anunciado na terça (21) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prevê investimentos de até US$ 500 bilhões em inteligência artificial.

Musk, que faz parte do novo governo Trump, disse que o dinheiro para a empreitada ainda não está disponível. A afirmação ocorreu em uma resposta do bilionário a uma publicação da OpenAI, criadora do ChatGPT, no X.

A OpenAI é uma das empresas parceiras do Stargate, junto da Oracle, de gerenciamento de servidores e bancos de dados, e do banco SoftBank. Musk ajudou a fundar a criadora do ChatGPT, mas deixou a empresa e entrou em conflito com seu CEO, Sam Altman.

Ao responder ao post da OpenAI anunciando o projeto Stargate, Musk respondeu que “eles não têm o dinheiro, na verdade”. “O SoftBank tem bem menos de US$ 10 bilhões garantidos. Tenho isso de fonte confiável”, acrescentou ele.

Altman então respondeu a Musk: “Errado, como você certamente sabe”. Ele também convidou o empresário a visitar o primeiro local do Stargate, no Texas, que já está em construção.

“[O projeto] É ótimo para o país. Eu percebo que o que é ótimo para o país nem sempre é o ideal para suas empresas, mas em sua nova função espero que você coloque os EUA em primeiro lugar”, escreveu o CEO da OpenAI, em alusão ao cargo de Musk no governo.

Altman foi um dos executivos presentes ao lado de Trump no anúncio do investimento, junto com Masayoshi Son, do SoftBank, e Larry Ellison, da Oracle.

Ainda na quarta, o dono da Tesla e do X lançou uma série de postagens críticas a Sam Altman e à OpenAI, acusando a empresa e o CEO de fazerem “propaganda antiamericana”, entre outros ataques.

A disputa entre Musk e Sam Altman

O conflito público sobre o Stargate é parte de uma disputa de anos entre Musk e Altman. Ela começou com um duelo sobre quem deveria comandar a OpenAI, que ambos ajudaram a fundar, segundo a Associated Press.

Musk, um dos primeiros investidores e membro do conselho da OpenAI, processou a criadora do ChatGPT no ano passado alegando que ela havia traído seus objetivos de ser um laboratório de pesquisa sem fins lucrativos que beneficiaria o bem público.

Desde então, Musk escalou a disputa, entrando com uma ordem judicial que interromperia os planos da OpenAI de se converter integralmente em um negócio com fins lucrativos. Em fevereiro, um tribunal federal da Califórnia realizará uma audiência sobre o caso.

Musk lançou no ano passado sua própria empresa de inteligência artificial, a xAI, que está construindo um grande data center em Memphis, Tennessee.

O bilionário diz que enfrenta concorrência desleal da OpenAI e de sua parceira de negócios, a Microsoft, que forneceu os recursos de computação necessários para construir sistemas de IA como o ChatGPT.

O que é o projeto Stargate

De acordo com a agência Associated Press, o projeto Stargate já está começando a construir data centers e a geração de eletricidade necessária para o desenvolvimento da tecnologia de IA.

No anúncio do investimento, Trump destacou que o Stargate estabelecerá a infraestrutura física e virtual necessária para impulsionar a próxima geração de avanços em IA, incluindo a construção de “data centers colossais”.

Além de OpenAI, Oracle e Softbank, o Stargate também tem o MGX como investidor de capital. Ao mesmo tempo, gigantes do setor tecnológico como Arm, Microsoft e Nvidia, são os principais parceiros tecnológicos iniciais junto com a Oracle e a OpenAI.

A promessa do Stargate é gerar 100.000 empregos.

Desafios da IA

A inteligência artificial promete aumentar a produtividade com a automatização do trabalho, mas existe o risco de ela substituir empregos se for mal implementada.

Em outubro passado, a empresa financeira Blackstone estimou que US$ 1 trilhão seria investido em data centers ao longo de cinco anos nos EUA, com outro US$ 1 trilhão aplicado em outros países.

As estimativas sugerem que grande parte do novo capital passará pelo projeto Stargate, já que a OpenAI se estabeleceu como líder do setor com o lançamento, em 2022, do ChatGPT, que cativou a imaginação do público com sua capacidade de responder a perguntas complexas e executar tarefas empresariais básicas.

A Casa Branca colocou esforços em geração de eletricidade, em antecipação à expansão da IA, considerando que os EUA estão em uma corrida competitiva contra a China para desenvolver a tecnologia cada vez mais adotada pelas empresas.

Ainda assim, a perspectiva de regulamentação da IA permanece incerta, já que Trump revogou um decreto assinado por Joe Biden em 2023 que criava padrões de segurança e uma marca d’água para conteúdo gerado por IA, entre outros pontos. A iniciativa visava colocar barreiras nos possíveis riscos da tecnologia para a segurança nacional e o bem-estar econômico.

 

Fonte: Redação g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 24/01/2025/15:40:15

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Demonstração de força: Militares brasileiros farão exercício na fronteira da Venezuela

(Foto: Reprodução) – Ditador Nicolás Maduro anuncia operação Escudo Bolivariano 2025 (Telesur/.

Ditador Nicolás Maduro anuncia operação “Escudo Bolivariano 2025”

Todos os anos, militares das Forças Armadas vão a campo para colocar à prova seu preparo para o combate. O cenário é de uma guerra de verdade e conta com a simulação de operações em ambientes inóspitos nos quais se lança mão de toda sorte de aparatos de defesa — canhões, blindados e tiros de artilharia, além de muito barulho, marcam os quinze dias de treinamento. Para 2025, o palco escolhido pelo Ministério da Defesa para o exercício conjunto, reunindo Marinha, Aeronáutica e Exército, foi a fronteira com a Venezuela.

Prevista para acontecer em outubro, a Operação Atlas, como foi batizada, ainda está em fase de elaboração, e detalhes como o efetivo, a programação e a atuação de cada órgão estão sendo estudados com as equipes de cada força, com previsão de o roteiro estar pronto em março. A escolha não foi à toa.

Uma das mais sensíveis do país, a região vive sob uma constante tensão diante da imprevisibilidade do ditador Nicolás Maduro, que já ameaçou cruzar a fronteira nacional na disputa por um território vizinho e na última semana pôs suas tropas na rua para demonstrar força contra o que chamou de inimigos internos e externos que ameaçam o país.
Quais são as consequências da instabilidade na fronteira com a Venezuela?

O endurecimento do regime chavista alterou há quase uma década a realidade de Roraima, estado fronteiriço com a Venezuela. Desde 2017, o Brasil já recebeu 1 milhão de emigrantes da ditadura bolivariana, que ganham abrigo e atendimento humanitário ao pisar em solo nacional. A cidade de Pacaraima é a porta de entrada dos venezuelanos — e também de problemas.

Em 2019, durante os primeiros meses do governo de Jair Bolsonaro, o envio de toneladas de alimentos, remédios e material de higiene doados pelos Estados Unidos através da passagem brasileira gerou confrontos entre os militares chavistas que apoiavam e rechaçavam a ajuda. Houve mortos e feridos e, no auge da crise, dois carros de combate do Exército venezuelano foram posicionados próximo à fronteira. A ação foi vista como uma provocação e uma ameaça à soberania brasileira pela ala mais radical do governo, que ameaçou reagir, mas acabou demovida da operação.

Há risco de a Venezuela invadir o Brasil?

No fim de 2023, já sob a gestão Lula, a tensão aumentou. O Exército brasileiro foi convocado para uma reunião com o comandante do Exército da Guiana, país também vizinho. No encontro, o general Tomás Paiva foi alertado de que havia uma movimentação atípica das tropas de Maduro, que se armavam para levar adiante uma operação para assumir o domínio do território de Essequibo, região guianense abundante em petróleo e ouro e historicamente reivindicado pela Venezuela.

Para chegar lá, porém, as forças venezuelanas teriam de invadir o Brasil, a única passagem terrestre possível. O governo brasileiro foi informado do alerta e reagiu imediatamente, deslocando para a região um reforço no efetivo, veículos blindados e munições. O presidente Lula também entrou em campo e teve uma conversa com Nicolás Maduro, à época aliado de primeira hora do petista.

Os detalhes da ligação são mantidos sob sigilo. O governo revela apenas que o presidente argumentou que era importante evitar “uma escalada da situação”, mas consta no meio militar que o diálogo diplomático foi crucial para baixar a temperatura naquele momento. Atualmente, porém, Lula e Maduro estão afastados, depois que o Brasil não reconheceu a vitória do ditador na eleição de julho passado.

Qual a importância dos exercícios militares na fronteira?

Os exercícios militares programados para acontecer em Roraima são tratados como um teste de fogo para qualquer situação de conflito, dada a complexidade logística e de ambiente da região, localizada no meio da Amazônia e com uma mata densa para a atuação. Segundo interlocutores da cúpula militar, uma dificuldade que precisa ser superada está na demora no deslocamento de equipamentos para a fronteira — em 2023, em meio ao alerta sobre Essequibo, os 28 blindados encaminhados chegaram quase um mês depois.

Já o envio de materiais mais robustos para um conflito de grandes proporções pode demorar mais de seis meses, segundo cálculos internos. Faz parte do treinamento previsto para outubro arquitetar uma estratégia logística capaz de acelerar esse processo. Na última segunda-feira 20, mesmo dia em que o presidente Donald Trump tomou posse, o governo da Venezuela realizou exercícios militares envolvendo mais de 100.000 civis, policiais e oficiais das Forças Armadas.

Fardado, Maduro liderou a operação Escudo Bolivariano, iniciada dois dias depois, e afirmou que o treinamento visava alcançar uma alta capacidade de reação diante das ameaças à soberania e à paz no país. Por causa da operação, a fronteira do Brasil foi fechada pela segunda vez neste ano, ambas por ordem venezuelana — durante a posse de Maduro, a passagem também ficou impedida.

O governo Lula, que evitou comentar as ações em Caracas, garante que as operações de outubro acontecerão nas proximidades da Venezuela por pura casualidade e que nada têm a ver com as investidas do país vizinho.

 

Fonte: Marcela Mattos – Veja Abril e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 24/01/2025/15:16:24

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Nova gestão Trump favorece agro brasileiro, mas deve desvalorizar real

(Foto: Reprodução) – O retorno de Donald Trump ao comando dos Estados Unidos deverá trazer oportunidades para o agronegócio brasileiro.

No entanto, a desvalorização do real perante o dólar deverá se aprofundar em razão das políticas protecionistas que o republicano anunciou ter intenção de repetir – e intensificar – em sua segunda gestão.

Moeda norte-americana fechou essa segunda-feira (20/1) em queda de 0,4%, a R$ 6,04, no primeiro pregão após a posse de Trump e após dois leilões de venda de dólar pelo Banco Central (BC). Essa foi a primeira intervenção no mercado de câmbio da nova gestão de Gabriel Galípolo na instituição.

Na semana passada, o dólar acumulou queda de 0,59%. Embora tenha registrado um recuo nesse período, encerrou a última sexta-feira (17/1) em leve alta de 0,2%, cotado a R$ 6,06.

Para o mercado financeiro, o dólar fechará o ano de 2025 cotado na casa dos R$ 6.

Não é apenas no Brasil: o dólar tem tido uma alta global nos últimos meses, especialmente nos países emergentes, mais sensíveis à volatidade. Uma das razões é a tarifação anunciada por Trump, que poderá ter como consequência uma elevação na inflação nos EUA, com repercussão mundial.

O maior protecionismo dos EUA e a valorização do dólar são positivos para as exportações brasileiras, mas podem significar, em médio e longo prazos, crescimento dos juros e da inflação no Brasil.

Em meio à guerra comercial que os EUA travam com a China, Trump deverá restringir as importações do país asiático. Nesse cenário, o Brasil poderá ganhar competitividade no mercado norte-americano, aumentando as exportações de commodities e produtos agrícolas.

“Para nós, é uma oportunidade. Quando essa rivalidade acontece entre os dois maiores exportadores do mundo [EUA e China], surge espaço para a indústria brasileira. Vejo como um cenário positivo para a gente exportar para um ou para outro”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe.

Impactos no Brasil

O ambiente de tensão no comércio internacional pode ter impactos mistos no Brasil, explicam analistas. “Enquanto o aumento de tarifas sobre produtos chineses pode criar oportunidades para o agronegócio brasileiro, um dólar fortalecido e a desvalorização do real tendem a pressionar a inflação e os custos das importações”, diz Carlos Braga Monteiro, CEO do Grupo Studio.

Cada país deverá adotar políticas fiscais e cambiais sólidas para proteger sua economia. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que sempre observa o cenário externo em suas decisões, reúne-se na próxima semana para definir o patamar da taxa básica de juros, a Selic. Na última reunião de 2024, foram dados indicativos claros de ao menos duas novas altas de 1 ponto percentual da taxa.

Também em janeiro haverá a primeira reunião do Fomc (comitê correlato ao Copom), que pode interromper o ciclo de redução dos juros americanos, hoje na faixa de 4,25% a 4,50% ao ano, e dificultar ainda mais a situação brasileira.

Dólar

Segundo Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, a possível reintrodução de tarifas de importação nos EUA trará implicações diretas na taxa de câmbio.

“Se Trump reintroduzir tarifas significativas, como sugerido, o dólar tende a se fortalecer devido à expectativa de uma economia mais isolacionista e protecionista. Isso, em turnos, poderia aumentar o custo das importações e pressionar outras moedas, inclusive o real brasileiro”, argumenta.

A política de tarifas de Trump não afeta somente o comércio e os preços das commodities, mas também desempenha papel crucial nas flutuações cambiais, afetando investidores que operam em múltiplas moedas e mercados globais.

O dólar tem tido trajetória de alta no Brasil já há alguns meses, superando a barreira dos R$ 6. “A apreciação do dólar frente ao real se deve, na maior parte, às expectativas de maiores juros na gestão Trump, especialmente pelo lado fiscal expansionista de seu governo, com os ambiciosos cortes de impostos”, explica José Alfaix, economista da Rio Bravo.

“O plano de Trump tem um viés bastante inflacionário, que deve ser combatido com maiores taxas de juros, aumentando a atratividade do dólar e dos ativos norte-americanos frente aos pares emergentes. As políticas protecionistas, a expulsão dos imigrantes ilegais e os cortes significativos de impostos são medidas que devem trazer maiores pressões nos preços ao longo do mandato”, prossegue o economista.

EUA e Brasil

Os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. Em 2023, as exportações brasileiras para o território norte-americano somaram US$ 36,9 bilhões. No entanto, no ano passado, o saldo da balança comercial (total de exportações menos as importações) do Brasil com os EUA teve déficit de US$ 6,2 bilhões, o que significa que o Brasil comprou mais do que vendeu àquele país.

Sem comparecer à posse de Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumprimentou o novo presidente dos Estados Unidos ainda nessa segunda. Em uma publicação nas redes sociais, o petista falou sobre as relações entre os dois países e manifestou o desejo de “seguir avançando em parcerias”.

Lula – que nunca teve uma relação próxima com Trump e chegou a declarar torcida pela adversária democrata Kamala Harris nas eleições presidenciais de 2024 – frisou os laços entre as duas nações em áreas como comércio, ciência, educação e cultura.

E completou: “Estou certo de que podemos seguir avançando nessas e em outras parcerias. Desejo ao presidente Trump um mandato exitoso, que contribua para a prosperidade e o bem-estar do povo dos Estados Unidos e um mundo mais justo e pacífico”.

Em meados de dezembro, durante coletiva de imprensa realizada em Mar-a-Lago, Trump reclamou das tarifas impostas pelo Brasil e prometeu aplicar taxas semelhantes após reassumir a Casa Branca.

“A Índia taxa muito, o Brasil nos taxa muito. Se eles querem nos taxar, tudo bem, mas vamos taxá-los da mesma forma”, declarou Trump.

 

Fonte: Reinaldo Stachiw – R11 Noticías e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 24/01/2025/14:37:09

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