Ataque de Israel mata mais de 30 palestinos em café na praia de gaza

Foto:Reprodução | Um ataque aéreo de Israel matou ontem 33 pessoas em uma praia da Faixa de Gaza. Segundo a Defesa Civil palestina, o local atingido era um café, usado para descanso e acesso à internet por jornalistas e ativistas.

Outros bombardeios registrados em diferentes partes do território mataram mais 40 pessoas, deixando o total de mortos em 73.

Imagens de vídeos que circularam online revelaram equipes de emergência carregando corpos para fora dos destroços do café e vasculhando os escombros. Segundo autoridades locais, o fotojornalista palestino Ismail Abu Hatab estava entre os mortos.

“Sempre há muita gente neste lugar, que oferece bebidas, áreas para famílias e acesso à internet”, disse Ahmed al-Nayrab, de 26 anos, que estava por perto quando ouviu uma explosão. “Vi pedaços de corpos voando por toda parte, despedaçados e queimados. Foi uma cena arrepiante. Todos gritavam. Os feridos clamavam por socorro.”

A nova onda de ataques a Gaza ocorre no momento em que um enviado do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, chega a Washington para conversar sobre um novo cessar-fogo, um dia depois que o presidente americano, Donald Trump, pediu um acordo para encerrar a guerra de 20 meses e libertar os 50 reféns ainda mantidos pelo Hamas.

Ron Dermer, conselheiro de Netanyahu, deve se reunir com altos funcionários dos EUA para discutir as negociações indiretas em andamento com o Hamas, as consequências da guerra de Israel contra o Irã e a possibilidade de acordos diplomáticos regionais.

Diplomacia

O governo de Israel está de olho especialmente em um tratado de normalização das relações com os sírios, que teria avançado nas últimas semanas. Ontem, o chanceler israelense, Gideon Saar, afirmou que pretende fechar um acordo e está interessado em normalizar as relações com Síria e Líbano, desde que haja reconhecimento oficial da soberania de Israel sobre as Colinas do Golan.

A região foi tomada pelos israelenses na Guerra dos Seis Dias, em 1967. “Israel aplica sua lei às Colinas do Golan há mais de 40 anos. Em qualquer acordo de paz, elas permanecerão parte integrante de Israel”, disse Saar.

Durante todo o conflito em Gaza, os ataques israelenses se intensificaram justamente em momentos importantes do diálogo para uma trégua. Netanyahu disse que um dos objetivos da última ofensiva, lançada em maio, após o rompimento de um cessar-fogo de dois meses, era tomar o máximo possível de território, que poderia ser cedido posteriormente durante as negociações de paz como “moeda de troca”.

Acordo

No fim de semana, Eyal Zamir, chefe do estado-maior do exército, disse que a ofensiva estava próxima de atingir seus objetivos. Netanyahu reforçou sua posição política interna em Israel, principalmente após a guerra contra o Irã, e agora está em melhor situação para ignorar os caprichos dos aliados da coalizão de extrema direita, que ameaçam retirar o apoio no Parlamento, em caso de acordo com o Hamas.

No entanto, um acordo continua difícil, segundo diplomatas e analistas. O Hamas exige que Israel concorde com um fim definitivo da guerra e se recusa a depor as armas.

Israel rejeita a exigência de retirar totalmente suas tropas de Gaza e diz que encerrará sua campanha somente quando o grupo terrorista estiver desmantelado e seus líderes, no exílio. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

 

Fonte: O Estado de S. Paulo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 01/07/2025/07:00:17

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Vídeo: caminhonete capota 12 vezes em acidente impressionante

Foto: Reprodução/ transmissão | A prova foi encerrada na 19ª rodada, com bandeira amarela levantada, após o acidente que envolveu três caminhonetes.

Uma corrida TC Pick Up (corrida de caminhonetes) acabou com uma cena chocante. Neste domingo (30/6), Agustín Martínez, de 22 anos, perdeu o controle do carro ao encostar em um adversário, o que fez o carro voar e capotar 12 vezes. A caminhonete do piloto ficou completamente destruída e as imagens assustaram os espectadores. Confira o vídeo:

No circuito do torneio disputado em La Plata, na Argentina, Martínez dirigia uma Ford Ranger e se chocou com a Hilux de Nicolás Impiombato. Foi levantada a bandeira amarela e a corrida foi encerrada na 19ª volta. Apesar da gravidade do acidente, o piloto estava consciente quando foi retirado do carro pela equipe de resgate.

Martínez foi encaminhado a um hospital de Buenos Aires. Foi constatado que o piloto sofreu politraumatismos, mas está em condição estável. A informação foi divulgada pela ACTC (Associação de Corredores de Turismo Carretera).

Fonte: Metrópoles e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 01/07/2025/08:34:00

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Translado é antecipado e corpo de brasileira morta na Indonésia deve chegar a SP nesta terça

Foto:Reprodução | Juliana caiu no dia 21 de junho, enquanto fazia uma trilha no Monte Rinjani, localizado na Ilha de Lombok.

Família pressiona por agilidade e nova autópsia será realizada no Brasil

A companhia aérea Emirates antecipou para esta terça-feira, 1º de julho, o translado do corpo de Juliana Marins, brasileira que morreu após cair de um penhasco durante uma trilha em um vulcão na Indonésia.

O corpo passará por nova autópsia no Brasil e, depois, será velado e enterrado em Niterói (RJ), cidade natal da jovem.

“A Emirates informa que, em coordenação com a família, novos preparativos foram feitos para o transporte do corpo de Juliana Marins, cidadã brasileira que faleceu na Indonésia. O corpo chegará a São Paulo no dia 1º de julho. A Emirates estende suas mais profundas condolências à família neste momento difícil”, informou a companhia em nota.

Após a chegada a São Paulo, o corpo será levado ao Rio de Janeiro e encaminhado para Niterói.

Inicialmente, o traslado estava previsto para quarta-feira, 2. No entanto, houve antecipação após a família pressionar nas redes sociais por mais agilidade no processo. Paralelamente, os familiares acionaram a Justiça solicitando uma nova autópsia no Brasil, para confirmar a causa, as condições e o horário da morte — o pedido foi aceito.

Juliana caiu no dia 21 de junho, enquanto fazia uma trilha no Monte Rinjani, localizado na Ilha de Lombok. Ela teria despencado em um desnível formado pela cratera do vulcão. O corpo foi localizado quatro dias depois, já sem vida.

Segundo o laudo da autópsia realizada na Indonésia, Juliana morreu em decorrência de hemorragia interna causada pelo impacto de uma das quedas. Inicialmente, ela foi vista a cerca de 300 metros da beira do penhasco; posteriormente, foi encontrada a 600 metros.

A família tem criticado a conduta das autoridades indonésias, especialmente pela demora no resgate. O governo local alegou que as condições climáticas e o terreno dificultaram o acesso ao local onde Juliana estava. Nesta segunda-feira, 30, o governador da província onde fica o vulcão admitiu publicamente a falta de estrutura de resgate na região.

Entenda o caso nos links abaixo:

 

Fonte: Estadão Conteúdo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 01/07/2025/07:00:17

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Atletas da UNAMA são convocados para os Jogos Mundiais Universitários de Verão, na Alemanha

FOTO: Divulgação | Os convocados representarão o Brasil na modalidade do Judô

Com alcance internacional, dois atletas da Universidade da Amazônia (UNAMA) foram convocados para os Jogos Mundiais Universitários de Verão 2025. O campeonato acontece de 16 a 27 de julho, contemplando cinco metrópoles do Reno Ruhr, na Alemanha. A expectativa é que mais de 8 mil esportistas universitários participem, representando 150 países.

Sob orientação técnica do professor Pedro Garcia Junior, os alunos classificados pela Universidade da Amazônia são Daniel Nazaré e Henrique Gusmão, ambos do curso de Gestão Financeira. Eles são estudantes do polo Alcindo Cacela EaD (Ensino a Distância).

A seleção para o mundial foi definida no mês de maio, por meio dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs Seletivas). Na ocasião, os campeões de cada categoria foram convocados para compor a delegação. Os alunos da UNAMA foram medalhistas de ouro na modalidade Judô.

De acordo com Denilson Palheta, coordenador de Esportes da Instituição de Ensino Superior, a seleção dos alunos representa a consolidação da carreira deles à nível internacional, além de reconhecer o esforço de cada um e dos técnicos em campo. “Todo atleta sonha em representar seu país. Essa convocação enriquece o currículo dos nossos esportistas e materializa todo o trabalho que desenvolvemos com eles. São profissionais dedicados e merecedores. O apoio da UNAMA ao esporte universitário é fundamental. Agora, podemos levar nossos judocas ao continente europeu”, celebra.

Fonte: UNAMA/Jornal Folha do Progresso e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 01/07/2025/07:13:42

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Parque de vulcão onde brasileira morreu na Indonésia reabre trilha

Foto: Reprodução | A administração do parque informa sobre a reabertura da trilha após a operação de resgate, sem citar o nome da turista morta.

O parque onde fica o Monte Rinjani, na Indonésia, reabriu a trilha de escalada que dá acesso ao local neste sábado, 28. Nessa unidade de conservação, na Ilha de Lombok, a brasileira Juliana Marins, de 26 anos, morreu após se acidentar durante caminhada próxima a um vulcão, um passeio bastante buscado pelos turistas.

A administração do parque informa sobre a reabertura da trilha após a operação de resgate, sem citar o nome da turista morta. Também pede “segurança em primeiro lugar” e o uso dos trajetos oficiais, mas não diz se foram aperfeiçoados os protocolos de segurança do local.

Nos comentários da publicação no Instagram que anunciou a retomada das atividades, a gestão do parque é cobrada sobre quais foram as providências tomadas para reduzir os riscos da caminhada, considerada muito perigosa.

Leia mais- Jovem encontrada morta em vulcão na Indonésia era parente de líder religioso de Novo Progresso

As autoridades locais foram acusadas de negligência durante todo o período em que Juliana ficou desaparecida – ela se acidentou no sábado, 21, e seu corpo só foi encontrado na terça-feira, 24. Houve críticas sobre a demora no reforço das equipes de busca e no uso de equipamentos, como drones e helicópteros, para localizar a jovem.

Imagens de drones capturadas por outros turistas mostram que Juliana não morreu imediatamente após cair da trilha. O médico legista responsável pela autópsia da brasileira diz que ela morreu cerca de 20 minutos após o trauma causado pela queda, mas não especificou em que momento isso ocorreu – ela caiu mais de uma vez enquanto esperava o resgate.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 28/06/2025/12:43:45

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Homens são condenados à prisão perpétua por morte de 53 migrantes em caminhão

Morte de 53 migrantes em caminhão nos EUA: dois condenados à prisão perpétua. (Foto:Reprodução/KABB)

Felipe Orduña Torres e Armando Gonzáles Ortega foram condenados por envolvimento na morte dos migrantes encontrados em um caminhão nos EUA, em junho de 2022; relembre o caso.

Dois homens foram condenados à prisão perpétua nos Estados Unidos pela morte de 53 migrantes que viajavam clandestinamente na carroceria de um caminhão, em junho de 2022, no estado do Texas.

As vítimas enfrentaram temperaturas extremas e falta de ventilação durante o trajeto, que terminou em uma das maiores tragédias envolvendo tráfico humano no país. As sentenças foram anunciadas nesta sexta-feira (27) pelo Departamento de Justiça dos EUA.

Felipe Orduña Torres, de 30 anos, identificado como o líder da operação, foi sentenciado à prisão perpétua e ao pagamento de uma multa de US$ 250 mil (cerca de R$ 1,37 milhão). Já Armando Gonzáles Ortega, de 55 anos, também envolvido na logística do transporte, recebeu uma pena de 83 anos de prisão.

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De acordo com as investigações, 64 migrantes foram colocados no compartimento fechado do caminhão, sem ventilação e com o ar-condicionado quebrado. Ao final da viagem até San Antonio, 48 pessoas, incluindo uma mulher grávida, já estavam mortas. Outras 16 foram levadas a hospitais, mas cinco não resistiram. Apenas 11 sobreviveram.

As vítimas eram naturais do México, Guatemala, Honduras e El Salvador. Segundo a acusação, os organizadores do esquema cobravam entre US$ 12 mil e US$ 15 mil por pessoa para realizar a travessia da fronteira.

Outros cinco réus já se declararam culpados no caso e devem ser sentenciados até o fim do ano. Um sexto suspeito, extraditado da Guatemala, terá seu julgamento realizado em setembro.

Fonte: Agência Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 28/06/2025/07:00:05

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Decreto permite traslado de corpos de brasileiros falecidos no exterior

Foto: Redes Sociais | O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto 12.535/25, que permite, em caráter excepcional, o custeio pelo governo Federal do traslado de corpos de brasileiros falecidos no exterior. A norma foi publicada nesta sexta-feira, 27, no Diário Oficial da União e altera o decreto 9.199/17, que anteriormente vedava esse tipo de custeio com recursos públicos.

A edição do novo texto ocorreu um dia após o presidente conversar por telefone com o pai de Juliana Marins, jovem brasileira que morreu após cair da encosta de um vulcão na Indonésia. Durante a ligação, Lula se comprometeu a auxiliar no traslado do corpo da jovem ao Brasil.

O novo decreto estabelece que a proibição de custeio poderá ser afastada, desde que de forma justificada, nas seguintes hipóteses:

se for comprovada a incapacidade financeira da família para arcar com as despesas;
se as despesas não estiverem cobertas por seguro contratado em favor da pessoa falecida ou por contrato de trabalho, caso o deslocamento tenha sido feito a serviço;
se o falecimento ocorrer em circunstâncias que provoquem comoção;
e se houver disponibilidade orçamentária e financeira.

A norma reforça o caráter excepcional da medida, condicionando sua aplicação à análise do caso concreto e à motivação fundamentada por parte do governo Federal.

Tragédia no Monte Rinjani

A brasileira Juliana Marins, de 26 anos, faleceu após cair cerca de 600 metros durante uma trilha no Monte Rinjani, um vulcão ativo na ilha de Lombok, Indonésia.

O acidente ocorreu em 21 de junho de 2025, quando Juliana, que fazia a trilha com um grupo e um guia local, teria se afastado para descansar devido ao cansaço e acabou escorregando em uma área de difícil acesso. O caso gerou grande comoção no Brasil e críticas à atuação das autoridades indonésias e brasileiras.

Entenda o caso nos links abaixo:

 

Fonte: Migalhas Quentes e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 28/06/2025/07:00:05

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Brasileira leva pedrada na cabeça em Portugal após responder insulto: ‘Fala baixo, vaca’

Brasileira leva pedrada na cabeça em Portugal após responder insulto: “Fala baixo, vaca”. (Foto:Reprodução/Threads).

Gabriela Johann foi atingida na cabeça enquanto caminhava por rua movimentada do Porto; agressor teria atirado a pedra da janela de um prédio

A brasileira Gabriela Johann denunciou ter sido vítima de uma agressão violenta na noite da última quarta-feira (25), na cidade do Porto, em Portugal.

Segundo o relato publicado por ela nas redes sociais, um homem atirou uma pedra contra sua cabeça após gritar um insulto da janela de um prédio localizado na Rua de Cedofeita, uma das mais movimentadas da cidade.

“Fala baixo, vaca”, teria gritado o agressor antes de lançar o objeto pesado. Ao retrucar a ofensa, Gabriela foi atingida violentamente e desabou com sangramento intenso. A vítima precisou levar cinco pontos na cabeça e registrou uma queixa-crime na polícia local.

Acompanhada de uma amiga, a brasileira contou que ambas riam e conversavam na rua, por volta das 22h30, quando o ataque ocorreu. A amiga dela, em choque, tropeçou em patinetes elétricos estacionados na calçada e se feriu ao cair.

“Comecei a gritar para que chamassem a polícia e a ambulância. Felizmente, muitas pessoas boas pararam para nos ajudar. Eu não consegui nem digitar no celular”, contou em publicação no Threads.

Gabriela recebeu atendimento de um médico que passava pelo local e, cerca de 10 minutos depois, foi levada por uma ambulância ao hospital, onde passou por uma tomografia, que não apontou lesões internas.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) recolheu a pedra usada na agressão e investiga o caso como agressão dolosa com potencial lesivo. O processo já foi registrado como uma queixa-crime semipública, o que significa que pode prosseguir judicialmente mesmo sem a necessidade de representação formal em determinadas fases.

Fonte: Brasileira leva pedrada na cabeça em Portugal após responder insulto: “Fala baixo, vaca”. (Reprodução/Threads) e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 28/06/2025/07:00:05

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Defesa Civil de Gaza registra 62 mortos hoje em ataques israelenses

(Foto: Reprodução) – Os militares israelenses disseram à AFP que verificaram as declarações de Bassal, mas negaram que os seus militares tenham disparado contra pessoas que aguardavam ajuda no território.

A Defesa Civil da Faixa de Gaza anunciou, nesta sexta-feira (27), a morte de 62 pessoas, que atribuiu a ataques aéreos ou disparos israelenses, incluindo dez que aguardavam ajuda humanitária.

Os números foram divulgados pelo porta-voz da organização, Mahmoud Bassal, à agência France Presse (AFP).

Os militares israelenses disseram à AFP que verificaram as declarações de Bassal, mas negaram que os seus militares tenham disparado contra pessoas que aguardavam ajuda no território.

A organização humanitária Ação Contra a Fome revelou que dois dos seus membros foram mortos ontem num ataque com um drone israelense contra uma área que não se encontrava sob aviso de evacuação.

Mohammed Hussein e Obada Abu Issa morreram “em consequência de um ataque de drone israelense, dentro de uma área densamente povoada de Gaza que não tinha recebido ordens de evacuação”, afirmou a ONG em comunicado.

“Ambos os trabalhadores estavam de folga no momento do ataque, aproveitando o seu tempo livre”, informou a organização, lamentando a morte dos dois, que eram colaboradores há cerca de um ano.

Ao todo, 72 pessoas foram mortas nesse mesmo dia em ataques israelenses, de acordo com o boletim diário do Ministério da Saúde da Faixa de Gaza.

O grupo islâmico palestino Hamas apelou hoje à ONU para que crie uma comissão internacional de investigação sobre mortes de civis pelas forças israelenses durante a entrega de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, depois de ter elevado para 570 o número de vítimas neste tipo de incidente no último mês.

“Pedimos à ONU que estabeleça uma comissão internacional para investigar esses crimes e punir os responsáveis”, afirmou o grupo palestino.

O Hamas registrou ainda quase 4 mil feridos, “sob o pretexto da distribuição de ajuda”, após o lançamento das operações da Fundação Humanitária de Gaza (FHG), apoiada por Israel e pelos Estados Unidos.

Uma investigação do jornal israelense Haaretz mostrou que soldados israelenses, posicionados a poucas centenas de metros dos pontos de distribuição de alimentos da controversa fundação humanitária, receberam ordens dos seus comandantes para disparar sobre os palestinos em busca de alimentos, sem motivo aparente.

“É uma zona de matança”, disse, sob anonimato, um militar ao jornal, que tem sido altamente criticado pelo governo israelense pela sua cobertura e posicionamento em relação ao conflito na região.

“Onde eu estava destacado, entre uma e cinco pessoas eram mortas todos os dias. Eram tratadas como uma força hostil: sem medidas de controle de multidões, sem gás lacrimogêneo, apenas balas disparadas de tudo o que se possa imaginar – metralhadoras pesadas, lança-granadas, morteiros”, descreveu a investigação do Haaretz, que é citado pela agência EFE.

De acordo com os soldados e militares entrevistados, as forças israelenses disparam contra aqueles que chegavam antes do horário de funcionamento dos centros de ajuda — por vezes, dezenas de milhares que caminhavam quilômetros à noite — para evitar que se aproximassem prematuramente, e novamente após o encerramento para os dispersar.

Em diversas ocasiões, o Exército israelense reconheceu ter disparado “tiros de aviso” contra palestinos que teriam se desviado da rota estabelecida ou que acreditavam representar “uma ameaça”.

Por seu lado, a FHG nega esses incidentes, apesar da divulgação de vídeos captados nos locais e de relatos de palestinos feridos a buscar hospitais próximos, a maioria com ferimentos de balas.

“Abrimos fogo de manhã cedo se alguém tentar invadir a centenas de metros de distância e, às vezes, simplesmente atacamos à queima-roupa”, relatou outro soldado ao Haaretz, acrescentando que “não está certo que os comandantes estejam fazendo justiça pelas suas próprias mãos”, ao mesmo tempo em que descreve a Faixa de Gaza como “um universo paralelo”.

O Exército de Israel negou os relatos divulgados no Haaretz.

A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada em 7 de outubro de 2023, após um ataque do Hamas em solo israelense, que fez cerca de 1.200 mortos, a maioria civis, e mais de 200 reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar na Faixa de Gaza, que já deixou mais de 56 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo Hamas, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e o deslocamento forçado de centenas de milhares de pessoas.

 

 

Fonte: Vinícius Soares – Agência Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/06/2025/17:30:46

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Justiça dos EUA autoriza pais a retirarem filhos de aulas que usem livros com conteúdo LGBTQIA+

(Foto: Reprodução) – A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos foi anunciada nessa sexta-feira, 27

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nessa sexta-feira, 27, a favor de um grupo de pais que busca retirar seus filhos das aulas de escolas públicas que tragam livros de histórias com temática LGBTQIAP+, em um caso que envolveu direitos dos pais e liberdade religiosa.

Os juízes disseram que autoridades escolares no Condado de Montgomery, Maryland, não podem exigir que crianças pequenas participem de aulas com livros que entrem em conflito com as crenças religiosas de seus pais.

A decisão de 6-3 pode ter implicações para escolas públicas em todo o país e pode dar às famílias o direito de expressar objeções religiosas a uma ampla gama de materiais de aprendizagem. Já é permitido nos EUA que os pais retirem seus filhos de aulas sobre saúde reprodutiva. Mas a decisão de hoje abre precedente para que os alunos sejam retirados de qualquer aula que traga alguma temática LGBTQIAP+.

O caso envolvia um novo currículo adotado em 2022 para a pré-escola até a quinta série pelas Escolas Públicas do Condado de Montgomery, o maior sistema escolar de Maryland.

Os livros de histórias incluíam “Pride Puppy”, uma cartilha do alfabeto sobre uma família cujo filhote se perde em uma parada do Orgulho; “Love, Violet”, sobre uma garota que se apaixona por sua colega de classe; “Born Ready”, sobre um garoto transgênero; e “Uncle Bobby’s Wedding”, sobre uma união entre pessoas do mesmo sexo. O objetivo era refletir melhor a diversidade das famílias da população religiosamente diversa e politicamente liberal do condado.

A princípio, o sistema escolar avisava os pais quando os livros de histórias seriam discutidos, além de dar a eles a oportunidade de dispensar seus filhos. Mas os administradores escolares logo eliminaram a política de aviso prévio e de não comparecimento, alegando que era difícil de administrar, gerava absenteísmo e corria o risco de “expor os alunos que acreditam que os livros de histórias os representam e suas famílias ao estigma social e ao isolamento”.

Pais de diversas religiões – muçulmanos, ortodoxos ucranianos e católicos – entraram com ações judiciais, alegando que os livros violavam a proteção da Primeira Emenda da Constituição americana ao livre exercício da religião. Os livros, segundo a denúncia, “promovem a ideologia transgênero unilateral, incentivam a transição de gênero e focam excessivamente na paixão romântica”.

Os pais disseram que não estavam tentando mudar os planos de aula ou remover livros das estantes da sala de aula. Eles só queriam ter a opção de dizer que seus filhos não participariam.

Na decisão de hoje, o juiz Samuel Alito Jr., escrevendo pela maioria, disse que autoridades governamentais sobrecarregam os direitos religiosos dos pais quando exigem que eles “submetam seus filhos a instruções que representam ‘uma ameaça muito real de minar’ as crenças e práticas religiosas que os pais desejam incutir”.

Enquanto o litígio continua, Alito determinou que o Condado de Montgomery deve retomar a política de notificar os pais com antecedência sempre que um dos livros em questão ou qualquer outro livro semelhante for usado de alguma forma, e deve permitir que seus filhos sejam dispensados ??dessas aulas.

A juíza Sonia Sotomayor leu um resumo de sua divergência em nome dos três juízes liberais. Ela disse que a decisão do tribunal “ataca a premissa central das escolas públicas: que as crianças podem se reunir para aprender não os ensinamentos de uma fé específica, mas uma gama de conceitos e visões que refletem toda a nossa sociedade”.

Líderes das Escolas Públicas do Condado de Montgomery e seu conselho escolar disseram em uma declaração conjunta que a decisão “não é o resultado que esperávamos ou pelo qual trabalhamos”.

“Isso representa um desafio significativo para a educação pública em todo o país”, disseram autoridades do sistema escolar. O sistema escolar afirmou estar trabalhando para definir seus próximos passos.

O caso de Maryland foi um dos três levados ao tribunal neste período envolvendo direitos religiosos. Era um dos seis pareceres esperados para esta sexta, o último dia de trabalho da Suprema Corte antes do recesso.

Nos últimos anos, a maioria conservadora do tribunal superior tem se mostrado bastante receptiva a reivindicações por direitos religiosos.

Diretores e professores de escolas primárias expressaram separadamente preocupações sobre a adequação de alguns conteúdos para jovens leitores e disseram que não foram treinados para liderar discussões relacionadas em sala de aula.

O governo Trump apoiou os pais, dizendo aos juízes do tribunal que o Condado de Montgomery estava indevidamente forçando as famílias a escolher entre violar suas crenças religiosas ou abrir mão do benefício da educação pública.

Os advogados do condado afirmaram que os livros de histórias não são materiais de educação sexual. Eles alertaram sobre as implicações para os funcionários das escolas públicas em todo o país caso sejam obrigados a permitir amplas dispensas ao currículo geral para além de educação sexual.

A Suprema Corte há muito reconhece que os pais têm interesse em direcionar a educação religiosa e educacional de seus filhos e afirma o direito dos pais de escolherem alternativas às escolas públicas. Mas os tribunais também decidiram que a mera exposição, em um ambiente escolar público, a ideias ou informações conflitantes com as crenças religiosas de uma pessoa não constitui um ônus inconstitucional sobre os direitos religiosos.

Durante a discussão oral em abril, os juízes apresentaram diferentes pontos de vista sobre como traçar a linha entre a exposição permitida a material e a coerção ilegal, especialmente quando se trata de crianças pequenas e impressionáveis. Vários leram em voz alta trechos dos textos em disputa, alguns dos quais fazem referência a drag queens e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Os juízes optaram por intervir nos estágios iniciais do caso do Condado de Montgomery, antes que o processo fosse totalmente apreciado com a apresentação de provas detalhadas nos tribunais inferiores. A juíza distrital dos EUA, Deborah Boardman, havia se posicionado preliminarmente a favor do sistema escolar e afirmou que sua política não sobrecarrega inadmissivelmente os direitos religiosos dos pais, em parte porque “não pressiona os pais a se absterem de ensinar sua fé, a se envolverem em condutas que violem suas crenças religiosas ou a mudarem suas crenças religiosas”.

Um painel dividido do Tribunal de Apelações dos EUA para o 4º Circuito também se posicionou a favor do sistema escolar no processo, dizendo que não havia evidências de que os pais ou filhos foram compelidos a mudar suas crenças religiosas ou conduta como resultado das aulas – ou solicitados a mudar como se sentem em relação a gênero e sexualidade.

 

 

Fonte: Mateus Souza – AGÊNCIAS INTERNACIONAIS e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/06/2025/17:13:49

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