Caso de feminicídio no México: ex-marido executa mulher com fuzil em via pública; veja vídeo

Crime aconteceu no meio da rua (Foto: Reprodução/X)

Um novo caso de feminicídio chocou o México na madrugada do último sábado (12). Imagens que circularam amplamente nas redes sociais do país, e que provocaram intensa indignação, mostram um homem atirando fatalmente em sua ex-companheira em plena via pública , no bairro Balcones de Oblatos, em Guadalajara. A informação é baseada em dados preliminares da investigação.

O agressor, portando um fuzil , disparos efetuosos à queima-roupa contra a vítima , de 28 anos, após uma breve discussão, e em seguida fugiu do local . O registro das câmeras de segurança mostrou o homem saindo de um veículo depois que a mulher cortou o para-brisa. Em seguida, ele aponta a arma de grosso calibre e dispara contra ela.

O México enfrenta uma situação alarmante de violência contra as mulheres. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que, em média, dez meninas e mulheres são assassinadas diariamente no país. Uma parcela significativa desses homicídios possui alguma conexão com o tráfico de drogas. Guadalajara, inclusive, foi palco recente da execução da influenciada, modelo e empresária Valeria Márquez, de 23 anos, morta a tiros em 13 de maio enquanto faz uma transmissão ao vivo pelo TikTok em seu salão de beleza, localizado em um shopping na região de Zapopan.

A nova presidente do México, Claudia Sheinbaum Pardo, que assumiu o poder em outubro do ano passado em substituição a Andrés Manuel López Obrador, tem como uma de suas promessas de campanha a implementação de medidas eficazes para conter uma onda crescente de feminicídios no país.

A Procuradoria-Geral da República informou que o crime de Guadalajara está sendo investigado sob o protocolo de feminicídio e com uma perspectiva de gênero. As autoridades estão dedicando esforços para identificar, localizar e capturar o responsável. Houve reiteração do compromisso em esclarecer os eventos e garantir justiça à família da vítima.

Devido ao tipo de arma utilizada, há uma forte suspeita de que o autor do crime possuía ligação com o narcotráfico atuante na região.

IMAGENS FORTE ABAIXO:

Fonte:  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 15/07/2025/09:44:51

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Tarifa de Trump ameaça exportações de açaí do Pará para os EUA, segundo setor paraense

Açaí sendo apanhado em árvore do fruto. (Foto: Tarso Sarraf/O Liberal)

Com alíquota de 50% a partir de agosto, produtores temem queda nas vendas, impacto na renda local e encarecimento do fruto no mercado interno; Estados Unidos são os maiores compradores do açaí paraense, com uma participação de 75,4% nas exportações da fruta no estado.

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto pode causar um forte impacto nas exportações de açaí do Pará — especialmente para o mercado norte-americano, o maior comprador do fruto amazônico. O setor paraense teme perdas financeiras, reestruturações logísticas e aumento no preço do produto para os consumidores paraenses.

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) levantados pelo Dieese/PA (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), até 2023, 40% do açaí produzido no Pará era destinado aos Estados Unidos. Segundo o supervisor técnico do Dieese, Everson Costa, a nova tarifa deve gerar prejuízos importantes:

“Estamos falando de perda de mercado, principalmente do principal comprador. Isso impacta a renda dos produtores paraenses, e a cadeia produtiva toda sofre.”

Costa ainda alerta que o cenário exige reorganização e diversificação:

“Se os EUA deixam de comprar, temos que buscar outros mercados: Japão, Alemanha, China. Talvez agregar valor ao produto seja uma alternativa.”

Produtores preveem aumento de preços no Pará

Jhoy Gerald Rochinha Jr, diretor da Associação da Cadeia Produtiva do Açaí de Belém (ACPAB), projeta um aumento significativo no preço do fruto também para o consumidor local:

“A preocupação é gigante. As fábricas ainda nem começaram a repassar os aumentos e já sentimos o impacto. O açaí da safra já está custando entre R$ 80 e R$ 120 o paneiro.”

O valor mais alto no Pará, segundo o diretor da ACPAB, se daria, para além do cenário dos últimos anos, com o crescimento da exportação e questões climáticas, porque haveria uma mudança na relação comercial.

Segundo Jhoy, com a taxa de 50%, as empresas importadoras dos Estados Unidos podem pressionar os exportadores do Pará a vender maior quantidade de açaí por menor preço, desabastecendo ainda mais o mercado local. “Com a taxa, as fábricas vão buscar comprar mais fruto para barganhar o preço e compensar na hora de vender”, explica

Mesmo com a expectativa de uma safra mais abundante este ano, o cenário não é otimista:

“Esse ano é de COP 30, com visibilidade internacional, mas o dólar alto e a tarifa americana vão mexer com toda a cadeia. Quem deve pagar a conta é o consumidor paraense”, alerta.

Indústria cautelosa, mercado em compasso de espera

O consultor agrícola Emerson Menezes, da Amaçaí (Associação dos Produtores de Açaí da Amazônia), reforça o momento de incerteza:

“A exportação vai ser afetada, mas ainda não sabemos a real extensão. Precisamos esperar até o dia 1º de agosto e ver se haverá negociação por parte do governo brasileiro.”

Segundo ele, o aumento da oferta com a chegada da safra pode suavizar os preços, mas tudo dependerá do mercado internacional e das possíveis retaliações diplomáticas.

Agronegócio como alvo de guerra comercial

Para Guilherme Minssen, diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (FAEPA), a medida americana não é apenas econômica, mas carrega um forte viés político:

“A batalha ideológica é uma das pragas modernas das lavouras. Uma tarifa dessa magnitude desequilibra a balança comercial e compromete todo o agronegócio nacional”, declarou.

Fiepa e Sindifrutas: baque na cadeia produtiva

A Federação das Indústrias do Pará (Fiepa) destaca em nota enviada ao Grupo Libera que o açaí responde a 56,49% do volume total de frutas exportadas pelo Pará, sendo, então, o principal produto frutífero da pauta exportadora estadual.

“De acordo o Centro Internacional de Negócios da Fiepa – FiepaCIN, dejaneiro a junho deste ano, foram15.107 toneladas de açaí exportado pelo Pará, totalizandoU$ 57.893.860 (cerca de R$ 321 milhões)ao Estado e uma variação positiva de 64,96% no valor total em comparação ao mesmo período de 2024”, diz a nota.

Os dados do CIN confirmam ainda que os Estados Unidos são os maiores compradores do açaí paraense, com uma participação de 75,4% nas exportações da fruta no Estado. No primeiro semestre de 2025, o Pará exportou ao EUA o equivalente a U$ 43.651.848 ou cerca de R$ 242 milhões.

Denise Acosta, presidente do Sindicato das Indústrias de Frutas e Derivados do Estado do Pará (Sindfrutas), explica, também em nota ao Grupo Liberal, que a taxa “representa um retrocesso em termos de desenvolvimento da indústria. É muito difícil você crescer com uma taxa de 50%, sobretudo quando a gente fala de açaí”.

Denise diz que ao se olhar para a cadeia do açaí, observa-se que se trata de um produto conhecido no mercado mundial, pelo seu valor nutricional, pela sua qualidade.

“O açaí vem de uma cadeia que envolve milhares de famílias de ribeirinhos, produtores, pequenos batedores e indústrias. Então, quando a gente onera excessivamente esses produtos, corre o risco de inviabilizar, de desequilibrar essa cadeia produtiva, porque muitas empresas não vão mais conseguir exportar em virtude dessa taxação tão alta. Isso vai criar um desequilíbrio também no mercado interno interestadual e paraense”, analisa.

Fonte: O Liberal/Jornal Folha do Progresso e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 15/07/2025/08:27:00

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Charge publicada por fundação ligada ao PT chama Donald Trump de “vagabundo”

(Foto: Divulgação) – Ilustração publicada pela Fundação Perseu Abramo: “Trump é um vagabundo”

Entidade publica nota de apoio ao governo e tenta mobilizar militância contra “arreganhos autoritários”

A Fundação Perseu Abramo publicou em seu site uma nota de protesto contra a tarifa de 50% imposta pelo governo americano aos produtos brasileiros. O texto é acompanhado por uma ilustração que faz um trocadilho com o nome do presidente Donald Trump.

“Trump is a Tramp – Brasil Soberano”, diz a publicação. “Tramp” significa “vagabundo” em inglês.

A Fundação Perseu Abramo é sustentada com recursos do Partido dos Trabalhadores. Intitulada “Em Defesa do Brasil e dos brasileiros”, a nota é assinada pela Diretoria Executiva da entidade, que repudia a ingerência do governo americano em assuntos internos do Brasil.

Uma das razões alegadas por Trump para aumentar as tarifas foi uma suposta perseguição do judiciário ao ex-presidente Jair Bolsonaro. “O ataque a nossa soberania e a nossa democracia contra a atuação do Supremo Tribunal Federal Brasileiro e contra a economia é fruto de uma visão imperial adotada pelo atual ocupante da Casa Branca”, diz a nota.

A Fundação elogia a postura de Lula em reagir ao aumento das tarifas. “Nós nos solidarizamos com a nota pública do presidente Lula e sua firme decisão de não se curvar aos arreganhos autoritários”, diz a nota. E acrescenta: “Ao curvar-se aos interesses de uma potência estrangeira, mesmo quando ela aumenta e prejudica sua própria base social, a extrema direita mostra a sua cara”.

A nota ainda conclama os militantes e simpatizantes a engrossarem as manifestações convocadas pelo movimento social contra o fim da escala 6X1, a tributação dos bilionários e a defesa do Brasil — o que nada tem a ver com o tarifaço, mas que tem ajudado o PT a mobilizar sua base.

Conforme mostrou VEJA, o PT e a Fundação Perseu Abramo decidiram lançar no início do mês o projeto “Pode Espalhar”, voltado à formação de uma rede digital de influenciadores  alinhados ao governo de Lula. O partido, inclusive, promete  “suporte jurídico” a quem aderir à campanha.

 

Fonte: Veja Abril e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 14/07/2025/16:18:48

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Como o Brasil poderia retaliar os EUA após tarifas de Trump

Trump citou um suposto déficit comercial dos EUA com o Brasil; entretanto, dados oficiais do governo brasileiro mostram superávit para os EUA. — Foto: Getty Images via BBC

Lula diz que ‘qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica’.

O governo brasileiro está calculando os próximos passos de sua resposta ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que produtos do Brasil exportados para o mercado americano serão submetidos a taxação adicional de 50% a partir de 1º de agosto.

Em entrevista na noite de quinta-feira (10/07) ao Jornal Nacional, da TV Globo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que a primeira etapa da reação será a formação de um grupo de empresários brasileiros de setores com grandes volumes de exportação para os EUA, como produtores de suco de laranja e aço, além da Embraer.

A ideia é diagnosticar as consequências do aumento das tarifas e buscar soluções, como a procura por novos mercados estrangeiros.

Além disso, Lula afirmou que o Brasil vai buscar uma avaliação da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre a situação.

“A partir daí, se não houver solução, nós vamos entrar com a reciprocidade já a partir do 1º de agosto, quando ele começa a taxar o Brasil”, disse o presidente à TV Globo.

Afinal, o que é a lei da reciprocidade, citada por Lula como uma possível resposta a Trump?

Sancionada pelo presidente brasileiro em abril, a Lei brasileira de Reciprocidade Econômica autoriza o governo a retaliar países ou blocos que imponham barreiras comerciais a produtos brasileiros.

Na época da entrada em vigor, a lei foi apresentada como uma “ação estratégica” frente às tarifas impostas a dezenas de nações pelo governo Trump, em abril.

Entre as medidas possíveis, o Brasil poderia impor restrições e sobretaxas na importação de bens e serviços, suspender acordos ou obrigações comerciais e, em casos excepcionais, suspender direitos de propriedade intelectual, como reconhecimento de patentes ou pagamento de royalties.

A lei determina ainda que “consultas diplomáticas serão realizadas com vistas a mitigar ou anular os efeitos das medidas e contramedidas”.

Apesar de a lei oferecer instrumentos legais para que o Poder Executivo, em coordenação com o setor privado, adote “contramedidas” em resposta a “medidas unilaterais que impactem negativamente a competitividade internacional brasileira”, uma retaliação do Brasil pode provocar uma escalada na guerra comercial.

“A resposta mais óbvia, a retaliação, viria com o Brasil impondo tarifas recíprocas ou semelhantes a produtos americanos”, diz à BBC News Brasil o especialista em relações Brasil-EUA Carlos Gustavo Poggio, professor de Relações Internacionais da universidade Berea College, no Estado americano do Kentucky.

“Mas esta não seria a melhor resposta”, avalia Poggio.

Ao comentar sobre as chances do Brasil de medir forças com os EUA, Poggio compara: “É Davi contra Golias”.

“Os EUA são um parceiro muito mais importante para o Brasil do que o Brasil é para os EUA em termos do comércio como um todo. Então, a capacidade que o Brasil tem [de retaliar] é muito limitada”, avalia.

Na carta endereçada a Lula, em que anunciou a intenção de taxar as exportações brasileiras, Trump avisou que “se por qualquer motivo você decidir aumentar suas tarifas, então qualquer que seja o número escolhido para aumentá-las, ele será adicionado aos 50% que cobramos”.

Segundo Poggio, uma retaliação pura e simples por parte do governo brasileiro seria apenas uma questão simbólica que acabaria prejudicando o Brasil também.

“Porém, não dá para ficar totalmente sem resposta [ao anúncio de Trump]”, pondera.

Uma outra maneira de responder, segundo o analista, seria tentar fazer pressão sobre os setores específicos mais ligados ao comércio brasileiro e buscar contato com a sociedade civil americana, como parlamentares e empresários — “e ver se isso consegue chegar a Trump”.

“Trump só escuta empresários americanos que eventualmente liguem pra ele e falem ‘isso está nos prejudicando'”, observa.

Outra opção, sugere Poggio, seria tentar algum tipo de pressão regional, unindo-se a outros países, como o México.

‘O Brasil está sendo sancionado pelos EUA, assim como Irã, Venezuela ou Rússia’

Os EUA são o segundo principal destino das exportações totais brasileiras, atrás da China, e o principal destino das exportações brasileiras de produtos manufaturados.

A nova taxa representa um aumento significativo em relação aos 10% anunciados pelos EUA em 2 de abril.

Produtos como aço, petróleo, aeronaves, celulose, café, carne e suco de laranja estão entre as principais exportações brasileiras para os EUA, segundo dados do governo, e esses setores poderiam ser os mais afetados.

Entre os mais importados pelo Brasil dos EUA estão motores e máquinas não elétricos, óleos combustíveis e brutos de petróleo, aeronaves e gás natural.

O Brasil poderia redirecionar seus produtos para outros mercados, como a China.

Mas, enquanto as exportações para a China são focadas em commodities, a pauta para os EUA é mais diversificada e com valor agregado mais alto.

Entre as justificativas para as novas tarifas, Trump citou um suposto déficit comercial dos EUA com o Brasil. No entanto, dados oficiais do governo brasileiro mostram superávit para os EUA.

Em sua nota em resposta, Lula disse que “é falsa a informação, no caso da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos, sobre o alegado déficit norte-americano”.

“As estatísticas do próprio governo dos Estados Unidos comprovam um superávit desse país no comércio de bens e serviços com o Brasil da ordem de US$ 410 bilhões ao longo dos últimos 15 anos”, diz a nota.

As justificativas de Trump para o anúncio não são meramente comerciais. Sua carta cita uma suposta perseguição que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estaria sofrendo no Brasil, onde é alvo de processo criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado.

A carta de Trump também menciona decisões do STF com “centenas de ordens de censura secretas e ilegais para plataformas de mídias sociais dos EUA, ameaçando-as com milhões de dólares em multas e expulsão do mercado brasileiro de mídias sociais”.

A decisão de Trump foi recebida com surpresa no Brasil e nos EUA. O economista americano Paul Krugman, vencedor do Nobel de Economia em 2008, disse que a carta “marca um novo rumo” das políticas tarifárias, descritas por ele como “megalomaníacas”.

Os principais veículos da imprensa americana também repercutiram a carta. O jornal The Washington Post afirmou que o anúncio mostra como questões pessoais, e não simplesmente econômicas, norteiam o uso de tarifas comerciais por Trump.

Na quarta-feira, o Ministério das Relações Exteriores convocou duas vezes o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, para prestar esclarecimentos.

A convocação é uma medida séria em relações internacionais e uma demonstração de desagrado com a outra nação.

A embaixadora Maria Luisa Escorel, secretária da América do Norte e Europa do Itamaraty, informou que o Brasil devolveria a carta, considerada por ela como ofensiva e contendo afirmações inverídicas e erros factuais.

Poggio, do Berea College, considera este um dos pontos mais baixos nos 200 anos de relações bilaterais entre Brasil e EUA e classifica as ações anunciadas por Trump como uma sanção ao Brasil.

“O nome que se dá a medidas coercitivas econômicas para fins políticos é sanção”, afirma.

“O Brasil está sendo sancionado pelos EUA, assim como Irã, Venezuela ou Rússia. Com a diferença que o Brasil é uma democracia e é um aliado histórico dos EUA, um país amigo dos EUA.”

 

Fonte: BBC e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/07/2025/10:03:06

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Sonda da Nasa captura imagem mais próxima do Sol já feita; veja

Ilustração da Sonda Solar Parker da Nasa se aproximando do Sol  • Nasa/Johns Hopkins APL/Steve Gribben

Nave com missão de “tocar” o astro obteve dados importantes para a compreensão dos efeitos de suas ondas na Terra

A sonda solar Parker, da Nasa, produziu as imagens mais próximas do Sol já registradas. Os dados recolhidos pelo instrumento estão possibilitando que os cientistas entendam melhor a influência do astro em todo o Sistema Solar, incluindo os possíveis efeitos na Terra.

Nas fotos e vídeos enviadas pelo veículo, que estava voando a apenas 6,1 milhões de quilômetros da superfície solar, é possível detectar a coroa e o vento solar — um fluxo de partículas eletricamente carregadas que se espalham correntes magnéticas pelo espaço .

“Estamos testemunhando onde as ameaças climáticas espaciais à Terra começam, com nossos olhos, não apenas com modelos. Esses novos dados nos ajudarão a aprimorar significativamente nossas previsões climáticas espaciais para garantir a segurança de nossos astronautas e a proteção de nossa tecnologia aqui na Terra e em todo o Sistema Solar”, disse Nicky Fox, administradora associada da Diretoria de Missões Científicas na sede da Nasa em Washington, em um comunicado à imprensa.

As correntes elétricas identificadas nos registros da sonda solar Parker são responsáveis por gerar auroras, desintegrar atmosferas planetárias e induzir correntes elétricas que podem sobrecarregar as redes de energia e afetar as comunicações na Terra.

Com esses registros, os cientistas podem buscar entender com mais profundidade o impacto do vento solar no nosso sistema e compreender as origens desse movimento no astro.

A sonda solar Parker foi lançada ao espaço em agosto de 2018 com a missão de “tocar o Sol”, se tornando a primeira espaçonave a voar pela coroa — a atmosfera superior do astro — em 2021.

Em 2024, o veículo atingiu a aproximação recorde. A espaçonave passou a apenas 6,1 milhões de quilômetros da superfície solar em 24 de dezembro, voando para a atmosfera externa do Sol, chamada coroa, em uma missão para ajudar os cientistas a aprender mais sobre a estrela.

A nave Parker continuará nesta órbita até completar mais duas voltas no Sol e finalizar a missão que começou em 2018. No total, ao longo de sete anos, a espaçonave completará 24 voltas ao redor da estrela.

Para poder completar sua missão, a sonda foi construída por um escudo composto de carbono de cerca de 11 centímetros de espessura que pode suportar temperaturas que chegam a quase 1.377ºC.

 

Fonte: CNN e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/07/2025/09:19:15

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Imprensa internacional repercute tarifaço de Trump contra o Brasil

(Foto: Reprodução) – Resposta de Lula ao anúncio da taxação também pautou veículos

Jornais de todo o mundo repercutiram a imposição de tarifa de 50% anunciada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, a todos os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos.

Em carta postada nas redes sociais e direcionada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Trump diz que as tarifas passam a valer em 1º de agosto.

No documento, Trump justifica a medida citando o ex-presidente Jair Bolsonaro, que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. O mandatário norte-americano destacou ainda ordens emitidas pela Corte contra apoiadores de Bolsonaro que mantêm residência nos Estados Unidos.

Em resposta, Lula afirmou que o tarifaço será respondido com a Lei de Reciprocidade Econômica. Também via redes sociais, o presidente defendeu a soberania brasileira e disse que é falsa a alegação de Trump de que a taxação seria aplicada em razão de déficit na balança comercial com o Brasil.

“Neste sentido, qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da Lei brasileira de reciprocidade econômica. A soberania, o respeito e a defesa intransigente dos interesses do povo brasileiro são os valores que orientam a nossa relação com o mundo”, afirmou Lula.

Veja a repercussão do caso nos principais jornais internacionais:

The New York Times

O jornal norte-americano The New York Times citou uma “guerra comercial repentina” entre os Estados Unidos e o Brasil e destacou o que Trump chama de “caça às bruxas” contra Bolsonaro.

O veículo também repercutiu a reação de Lula à carta, dizendo que o Brasil responderá ao tarifaço com a Lei de Reciprocidade Econômica.

The Washington Post

O jornal norte-americano The Washington Postavaliou que o anúncio do tarifaço contra o Brasil marca uma “forte escalada” na disputa diplomática entre os dois países em relação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O periódico também destacou que o governo brasileiro prometeu “retaliação”.

The Guardian

O jornal britânico destacou que as últimas ameaças do presidente norte-americano aumentam receios de que “a estratégia comercial errática” de Trump possa agravar a inflação nos Estados Unidos.

Clarín

O argentino Clarín citou um “aumento drástico” de tarifas, por parte de Trump, sobre produtos brasileiros e o consequente agravamento do conflito entre os dois países.

O veículo destacou o “aumento das tensões” em razão do apoio da Casa Branca ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Deutsche Welle

O periódico alemão Deutsche Welle destacou a imposição do tarifaço de Trump em apoio a Bolsonaro e também a resposta de Lula ao anúncio, citando que o brasileiro classificou como “falsa” a alegação de que a taxação de 50% seria em razão de déficit comercial dos Estados Unidos com o Brasil.

Le Monde

O diário francês Le Monde avaliou que Donald Trump “usa tarifas” para apoiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O periódico citou que o mandatário norte-americano acusou Lula de conduzir uma “caça às bruxas” contra seu antecessor, atualmente em julgamento por tentativa de golpe de Estado.

El país

Para o espanhol El País, o presidente dos Estados Unidos ultrapassou limites em suas ameaças comerciais, citando a taxação de mais oito países no intuito de pressioná-los a negociar antes do prazo de 1º de agosto.

 

Fonte: Portal Debete e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/07/2025/16:19:15

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‘Lua cheia do veado’ aparece no céu nesta quinta-feira; veja de onde ver

Lua cheia vista em Tirana, na Albânia, em 12 de abril de 2025. — Foto: Florion Goga/ REUTERS

Para avistar o satélite natural, não é preciso nenhum equipamento especial, somente condições climáticas favoráveis.

Nesta quinta-feira (11), espectadores de todo o Brasil poderão observar a chamada “Lua cheia do veado”, se as condições climáticas forem favoráveis, claro.

O fenômeno leva esse nome por marcar o período em que os veados machos do Hemisfério Norte, também chamados de bucks, começam a desenvolver seus novos chifres, uma referência vinda de tradições indígenas da América do Norte.

Seu ápice acontecerá perto das 17h30 (horário de Brasília), mas o melhor momento para ver a Lua será no início da noite, logo após o pôr do sol, quando ela começar a surgir no horizonte com seu tom alaranjado característico.

👀Para quem pretende observar, a dica é procurar um local com boa visibilidade do céu e pouca poluição luminosa, não é preciso usar telescópio, mas binóculos simples podem ajudar a ver detalhes como as manchas escuras da superfície do satélite natural.

Além do nome mais conhecido, essa Lua cheia também é chamada de “Lua do trovão”, em referência às tempestades comuns em julho no Hemisfério Norte.

Povos celtas e europeus antigos também chamavam esse período de “Lua das ervas”, pois essa costumava ser uma época ideal para colher plantas medicinais. Já os anglo-saxões a chamavam de “Lua do feno”, por ser o momento da colheita do pasto.

Outro detalhe interessante é que esta será a Lua cheia mais distante do Sol em 2025, já que brilhará nos céus poucos dias depois do chamado afélio, o ponto da órbita da Terra em que estamos mais afastados da estrela.

Abaixo, veja outros eventos astronômicos que já aconteceram e que ainda estão previstos neste ano:

Eclipses

🌗 13-14 de março – Eclipse lunar total (foi visível em todo o país)
    ☀️ 29 de março – Eclipse solar parcial (não foi visível no Brasil)
    🌗 7-8 de setembro – Eclipse lunar total (não será visível no Brasil)
    ☀️ 21 de setembro – Eclipse solar parcial (não séra visível no Brasil)

Em 2025, teremos ao todo 2 eclipses solares: todos parciais (quando a Lua bloqueia apenas uma parte da luz do Sol). Um aconteceu em 29 de março e o outro vai acontecer em 21 de setembro.

Atenção: um eclipse solar só pode ser observado com um filtro especial ou olhando para o reflexo do Sol.

No de 29 de março, apenas alguns países da Europa, Ásia, África, América do Norte e América do Sul conseguiram observar o fenômeno. Além disso, ele também foi visível em partes dos Oceanos Atlântico e Ártico. Já o do dia 21 de setembro passará por partes da Austrália, do Pacífico e da Antártida.

Entenda os diferentes tipos de eclipse no vídeo abaixo:

O que é um eclipse?

Por sua vez, os eclipses lunares também serão 2: um total que ocorreu entre 13 e 14 de março (foi visível em todo o país) e outro parcial que acontecerá entre os dias 7 e 8 de setembro (não visível no Brasil).

O eclipse total também é conhecido como “Lua de Sangue”, e ocorre quando o Sol, a Terra e Lua se alinham e a Lua passa pela na sombra da Terra. Quando o evento chega em sua totalidade, e a sombra encobre completamente o disco lunar, fazendo com que a Lua fique avermelhada, isso porque não teremos a incidência direta da luz do Sol no nosso satélite natural.

Para observar o eclipse, nenhum equipamento especial é necessário, podendo ser visto a olho nu. Contudo, o uso de binóculos ou de um telescópio pode melhorar a visão e a intensidade da cor vermelha, explica a Nasa, a agência espacial norte-americana.

Além do território brasileiro, a Lua de Sangue poderá ser vista também em toda a América do Sul e Central e em partes da América do Norte, Europa Ocidental e África Ocidental.

E as superluas?

A superlua se põe ao lado da cúpula de São Pedro, em Roma (Itália), em 15 de novembro de 2024. — Foto: REUTERS/Remo Casilli
A superlua se põe ao lado da cúpula de São Pedro, em Roma (Itália), em 15 de novembro de 2024. — Foto: REUTERS/Remo Casilli

Teremos três superluas em 2025:

  🌕 Uma no dia 6 de outubro
    🌕 Outra em 5 de novembro
    🌕 E mais uma em 4 de dezembro

A “superlua” ocorre na lua cheia perto do perigeu (quando ela está mais próxima da Terra), o que resulta em uma lua cheia ligeiramente maior e mais brilhante do que as demais.

Esse período é chamado de perigeu porque o nosso satélite natural aparece no céu cerca de 14% maior e 30% mais brilhante do que no apogeu (microlua) – quando está mais distante.

 

Fonte:  Roberto Peixoto, g1  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/07/2025/07:43:29

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Trump manda carta a Lula e anuncia tarifa de 50% sobre produtos brasileiros

Foto:Reprodução | Ao justificar a elevação da taxa sobre o Brasil, o republicano citou Jair Bolsonaro e disse ser ‘uma vergonha internacional’ o julgamento do ex-presidente no STF. Lula afirmou que taxas serão respondidas ‘à luz da lei brasileira de reciprocidade’.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mandou nesta quarta-feira (9) uma carta pública ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A nova taxa está prevista para entrar em vigor em 1º de agosto.

Ao justificar a elevação da tarifa sobre o Brasil, Trump citou Jair Bolsonaro (PL) e disse ser “uma vergonha internacional” o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF). (veja a íntegra do documento)

Após o anúncio, o presidente Lula afirmou que o Brasil “não aceitará ser tutelado por ninguém” e que o aumento unilateral de tarifas sobre exportações brasileiras será respondido com base na Lei da Reciprocidade Econômica.

O petista declarou ainda que o processo judicial contra os envolvidos na tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023 é de competência exclusiva da Justiça brasileira. Além disso, o governo brasileiro disse a representantes da embaixada dos EUA que devolve a carta de Trump. (leia mais abaixo)

No documento, o republicano afirmou, sem provas, que sua decisão de aumentar a taxa sobre o país também foi tomada “devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos”.

“[Isso ocorreu] como demonstrado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil, que emitiu centenas de ordens de censura SECRETAS e ILEGAIS a plataformas de mídia social dos EUA, ameaçando-as com multas de milhões de dólares e expulsão do mercado de mídia social brasileiro”, escreveu o republicano.

Segundo o documento, a tarifa de 50% será aplicada sobre “todas e quaisquer exportações brasileiras enviadas para os EUA, separada de todas as tarifas setoriais existentes”. Produtos como o aço e o alumínio, por exemplo, já enfrentam tarifas de 50%, o que tem impactado diretamente a siderurgia brasileira.

Déficit comercial?

Ao justificar a medida, Trump também afirmou que a relação comercial dos EUA com o Brasil é “injusta”. “Nosso relacionamento, infelizmente, tem estado longe de ser recíproco”, escreveu.

    “Por favor, entenda que essas tarifas são necessárias para corrigir os muitos anos de tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil, que causaram esses déficits comerciais insustentáveis contra os EUA. Esse déficit é uma grande ameaça à nossa economia e, de fato, à nossa segurança nacional”, disse Trump na carta a Lula.

Apesar do argumento, dados do Ministério do Desenvolvimento mostram o contrário. O Brasil tem registrado déficits comerciais seguidos com os EUA desde 2009 — ou seja, há 16 anos. Isso significa que o Brasil gastou mais com importações do que arrecadou com exportações.

Ao longo desse período, as vendas americanas ao Brasil superaram as importações em US$ 90,28 bilhões (equivalente a R$ 493 bilhões na cotação atual), considerando os números até junho de 2025. Leia mais aqui.

Por isso, analistas afirmam que a postura de Trump com as tarifas tem um forte componente geopolítico, com o objetivo principal de ampliar seu poder de barganha e influência nas relações internacionais.

Na carta, o republicano também afirmou que o Brasil não será atingido pela tarifa em 1º de agosto caso empresas brasileiras decidam “construir ou fabricar produtos dentro dos EUA”. Em caso de retaliação, ele prometeu devolver na mesma medida.

  “Se por qualquer razão o senhor [presidente Lula] decidir aumentar suas tarifas, qualquer que seja o valor escolhido, ele será adicionado aos 50% que cobraremos”, declarou.

Investigação comercial

Trump afirmou, no documento, que determinou a abertura de uma investigação contra o Brasil por práticas comerciais desleais ou injustas.

O republicano justificou a abertura da investigação citando “ataques contínuos do Brasil às atividades comerciais digitais de empresas americanas, bem como outras práticas comerciais desleais”.

  “Estou instruindo o Representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, a iniciar imediatamente uma investigação da Seção 301 sobre o Brasil”, escreveu o presidente.

A Seção 301 é um dispositivo da Lei de Comércio de 1974 dos Estados Unidos. A norma prevê a apuração de práticas estrangeiras desleais que afetam o comércio norte-americano.

Na prática, a medida funciona como um mecanismo de pressão internacional para defender os interesses dos EUA.
O dispositivo estabelece um procedimento conduzido pelo Representante de Comércio dos EUA para verificar se algum governo estrangeiro está adotando práticas abusivas contra o país.
Por fim, a lei prevê que os EUA podem adotar medidas para tentar corrigir essas práticas comerciais desleais, como a aplicação de tarifas ou sanções contra o país alvo da investigação.

O que disse Lula

Após o anúncio, o presidente Lula reiterou a soberania brasileira e afirmou o país “não aceitará ser tutelado por ninguém”.

“O Brasil é um país soberano com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém”, disse, em manifestação oficial após a publicação da carta de Trump nas redes sociais.

“O processo judicial contra aqueles que planejaram o golpe de Estado é de competência apenas da Justiça brasileira e não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça que fira a independência das instituições nacionais”, acrescentou.

O presidente também respondeu às críticas de Trump em relação às plataformas digitais:

“No Brasil, liberdade de expressão não se confunde com agressão ou práticas violentas. Para operar em nosso país, todas as empresas, nacionais ou estrangeiras, estão submetidas à legislação brasileira.”

Lula encerrou a nota reafirmando os princípios que, segundo ele, guiam a política externa do país:

“A soberania, o respeito e a defesa intransigente dos interesses do povo brasileiro são os valores que orientam a nossa relação com o mundo.”

Em reunião nesta quarta-feira (9) no Itamaraty, o governo brasileiro disse a representantes da embaixada dos EUA que devolve a carta de Trump, apurou o blog da Julia Duailibi.

A embaixadora brasileira responsável pela América do Norte e Europa, Maria Luisa Escorel, comandou a reunião. Ela queria saber se a carta de Trump era verdadeira, já que o governo ficou sabendo do documento pela imprensa.

Ao receber a resposta positiva do representante norte-americano, o encarregado de negócios da Embaixada dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, a embaixadora disse, então, que o Brasil a devolvia para o governo americano.

Ao blog, fontes do Itamaraty a par da reunião disseram que a embaixadora considerou a carta “ofensiva” e “inaceitável”.

As cartas de Trump

O republicano começou a enviar nesta quarta-feira sua segunda leva de cartas para notificar parceiros comerciais. Ele definiu tarifas mínimas sobre produtos importados, que variam entre 20% e 50%, a depender do país, com validade a partir de 1º de agosto.

Nesta segunda etapa, oito países foram notificados até agora: Argélia, Brasil, Brunei, Filipinas, Iraque, Líbia, Moldávia e Sri Lanka.

Só na segunda-feira, o republicano enviou os documentos a 14 nações. No mesmo dia, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que haveria “cartas adicionais nos próximos dias”.

Veja abaixo a lista de países que já receberam os documentos e as taxas anunciadas por Trump até o momento:

África do Sul: 30%
    Argélia: 30%
    Bangladesh: 35%
    Bósnia e Herzegovina: 30%
    Brasil: 50%
    Brunei: 25%
    Cambodja: 36%
    Cazaquistão: 25%
    Coreia do Sul: 25%
    Filipinas: 20%
    Indonésia: 32%
    Iraque: 30%
    Japão: 25%
    Laos: 40%
    Líbia: 30%
    Malásia: 25%
    Myanmar: 40%
    Moldávia: 25%
    Sérvia: 35%
    Sri Lanka: 30%
    Tailândia: 36%
    Tunísia: 25%

Ameaça a países do Brics

Antes de anunciar a tarifa de 50% sobre o Brasil, o presidente dos EUA já havia afirmado na terça-feira (8) que os países do Brics iriam receber uma tarifa de 10% “muito em breve”.

Segundo o republicano, o Brics estaria tentando prejudicar os EUA e substituir o dólar como moeda padrão global.

  “Se eles quiserem jogar esse jogo, tudo bem, mas eu também sei jogar”, afirmou Trump a jornalistas durante entrevista coletiva na Casa Branca. “Qualquer país que fizer parte do Brics terá uma tarifa de 10%, apenas por esse motivo”, disse, acrescentando que isso deve ocorrer “muito em breve”.

🔎 O Brics é um grupo de países emergentes que inclui Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Egito, Arábia Saudita, Etiópia, Indonésia e Irã.

“O que eles estão tentando fazer é destruir o dólar para que outro país assuma a posição e torne sua moeda o novo padrão. Perder o padrão mundial do dólar seria como perder uma grande guerra mundial. Não seríamos mais o mesmo país. E não vamos deixar isso acontecer”, completou Trump.

Em resposta, o presidente Lula afirmou que os países do Brics são soberanos.

  “Não aceitamos intromissão de quem quer que seja”, disse Lula. “Nós defendemos o multilateralismo”.

A nova ofensiva de Trump veio apenas um dia após o republicano ameaçar aplicar uma taxa adicional de 10% a qualquer país que se alinhasse “às políticas antiamericanas” do Brics, em uma publicação em seu perfil no Truth Social.

Trump não explicou o que entende por “políticas antiamericanas”. Autoridades do governo dos EUA afirmam que não há decreto em elaboração no momento, e que tudo dependerá dos próximos movimentos do bloco.

Veja a carta na íntegra:

9 de julho de 2025
Sua Excelência
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República Federativa do Brasil
Brasília

Prezado Sr. Presidente:

Conheci e tratei com o ex-Presidente Jair Bolsonaro, e o respeitei muito, assim como a maioria dos outros líderes de países. A forma como o Brasil tem tratado o ex-Presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional. Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma Caça às Bruxas que deve acabar IMEDIATAMENTE!

Em parte devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos (como demonstrado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil, que emitiu centenas de ordens de censura SECRETAS e ILEGAIS a plataformas de mídia social dos EUA, ameaçando-as com multas de milhões de dólares e expulsão do mercado de mídia social brasileiro), a partir de 1º de agosto de 2025, cobraremos do Brasil uma tarifa de 50% sobre todas e quaisquer exportações brasileiras enviadas para os Estados Unidos, separada de todas as tarifas setoriais existentes. Mercadorias transbordadas para tentar evitar essa tarifa de 50% estarão sujeitas a essa tarifa mais alta.

Além disso, tivemos anos para discutir nosso relacionamento comercial com o Brasil e concluímos que precisamos nos afastar da longa e muito injusta relação comercial gerada pelas tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil. Nosso relacionamento, infelizmente, tem estado longe de ser recíproco.

Por favor, entenda que os 50% são muito menos do que seria necessário para termos igualdade de condições em nosso comércio com seu país. E é necessário ter isso para corrigir as graves injustiças do sistema atual. Como o senhor sabe, não haverá tarifa se o Brasil, ou empresas dentro do seu país, decidirem construir ou fabricar produtos dentro dos Estados Unidos e, de fato, faremos tudo o possível para aprovar rapidamente, de forma profissional e rotineira — em outras palavras, em questão de semanas.

Se por qualquer razão o senhor decidir aumentar suas tarifas, qualquer que seja o valor escolhido, ele será adicionado aos 50% que cobraremos. Por favor, entenda que essas tarifas são necessárias para corrigir os muitos anos de tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil, que causaram esses déficits comerciais insustentáveis contra os Estados Unidos. Esse déficit é uma grande ameaça à nossa economia e, de fato, à nossa segurança nacional!

Além disso, devido aos ataques contínuos do Brasil às atividades comerciais digitais de empresas americanas, bem como outras práticas comerciais desleais, estou instruindo o Representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, a iniciar imediatamente uma investigação da Seção 301 sobre o Brasil.

Se o senhor desejar abrir seus mercados comerciais, até agora fechados, para os Estados Unidos e eliminar suas tarifas, políticas não tarifárias e barreiras comerciais, nós poderemos, talvez, considerar um ajuste nesta carta. Essas tarifas podem ser modificadas, para cima ou para baixo, dependendo do relacionamento com seu país. O senhor nunca ficará decepcionado com os Estados Unidos da América.

Muito obrigado por sua atenção a este assunto!

Com os melhores votos, sou,
Atenciosamente,
DONALD J. TRUMP
PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

Trump manda carta a Lula e anuncia tarifa de 50% sobre produtos brasileiros — Foto: Reprodução
Trump manda carta a Lula e anuncia tarifa de 50% sobre produtos brasileiros — Foto: Reprodução

 

Trump manda carta a Lula e anuncia tarifa de 50% sobre produtos brasileiros — Foto: Reprodução
Trump manda carta a Lula e anuncia tarifa de 50% sobre produtos brasileiros — Foto: Reprodução

 

LEIA TAMBÉM:Tarifa de 50% de Trump acende alerta no setor produtivo do Pará

 

Fonte: g1 — São Paulo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/07/2025/07:43:29

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Criador do Orkut diz que rede social vai voltar

Foto: Reprodução | O Orkut, rede social que marcou a entrada de milhões de brasileiros na internet nos anos 2000, pode estar prestes a voltar.

O Orkut, rede social que marcou a entrada de milhões de brasileiros na internet nos anos 2000, pode estar prestes a voltar. Ao menos é o que promete seu criador, o engenheiro turco Orkut Büyükkökten, há alguns anos.

Em uma publicação no site oficial da plataforma, ele afirma estar “trabalhando duro para trazer o Orkut de volta”. Mas ainda não há data para o relançamento nem detalhes sobre como será a nova versão da rede. E a publicação é de 2022.

“Estamos construindo algo novo e mágico. Algo que coloca a comunidade em primeiro lugar. Onde você é mais do que um número, um algoritmo ou um alvo de anúncios“, diz o texto assinado pelo fundador.

Nesta quarta-feira (9), “Orkut” e “Orkut vai voltar” entrou nos trending topics de redes sociais. Entre memes e lembranças saudosas dos scraps, muitos brasileiros torcem para que a rede volte a funcionar. Mas outros apontam que o sucesso do passado não garante relevância no presente.

“Se tiver depoimento e comunidade tipo ‘me adiciona que eu te adiciono’, eu volto”, brincou uma usuária no X (antigo Twitter). “Mas só volto se der para ver quem visitou meu perfil“, disse outro.

O anúncio reacendeu a nostalgia de uma geração que usava o Orkut para interagir em comunidades como “Eu odeio acordar cedo” ou “Tenho preguiça até de ter preguiça”, além de enviar depoimentos e acumular “fãs” no perfil.

O Fim do Orkut e o Que Aconteceu Com os Seus Dados?

A possível volta do Orkut também levanta dúvidas sobre o que será feito com os dados e perfis antigos. O Google permitiu por um tempo o download de arquivos dos usuários após o encerramento da plataforma, mas muitos perderam acesso. Büyükkökten não esclareceu se os dados anteriores serão reaproveitados ou se o novo Orkut começará do zero.

O Orkut foi encerrado oficialmente pelo Google em 2014, quando perdeu espaço para o Facebook e outras plataformas. No Brasil, a rede acumulou cerca de 30 milhões de usuários.

Desde então, Büyükkökten já tentou ressuscitar a proposta com outra rede, a Hello Network, que não ganhou tração e foi desativada em abril de 2022 -seis anos após o início de operação. Desde então, o site oficial traz a mesma mensagem do que o site do Orkut: de que a equipe está trabalhando em algo melhor e pedindo aos usuários que deixem seus e-mails para receber

Fonte: Diário do Pará  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/07/2025/03:24:59

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Tarifa de 50% de Trump acende alerta no setor produtivo do Pará

Foto: Reprodução | O Pará se destaca nas exportações para os Estados Unidos principalmente nos setores de mineração e agronegócio, que são os principais impulsionadores dessas exportações.

O setor produtivo do Pará não teve tempo sequer de digerir a mais nova “bomba” na guerra comercial travada pelo presidente norte-americano Donald Trump na tarde desta quarta-feira (9) onde aplica uma tarifa de 50% extra sobre a importação de produtos brasileiros, que deve entrar em vigor em 1º de agosto.

O DIÁRIO tentou contatar as assessorias das Federações das Indústrias (Fiepa) e da Agricultura do Estado do Pará (FAEPA) para repercutir de que forma a taxação poderia prejudicar o setor produtivo paraense mas os presidentes das duas entidades preferiram ainda não emitir nenhum posicionamento sobre o assunto, o que deve ocorrer ao longo desta quinta-feira.

Empresários ouvidos pela reportagem informalmente veem com preocupação a medida, que pode impactar negativamente a economia do Brasil e por tabela, do Pará, que é grande exportador para os EUA. O estado tem mostrado um aumento significativo nas exportações para os norte-americanos 2025, apesar das taxas impostas pelo governo americano sobre aço e alumínio.

Em uma carta enviada ao presidente Lula (PT), Trump voltou a chamar de “caça às bruxas” o processo no Supremo Tribunal Federal contra Jair Bolsonaro (PL) pela tentativa de golpe de Estado em 2022.

No documento, Trump classifica o tratamento a Bolsonaro como uma “vergonha internacional” e diz que o julgamento “não deveria acontecer”, classificando o tratamento a Bolsonaro como uma “vergonha internacional”, afirmando que o julgamento “não deveria acontecer” deixando bem claro que a decisão é claramente política à medida, travestida de econômica.

Impacto das exportações do Pará

O Pará se destaca nas exportações para os Estados Unidos principalmente nos setores de mineração e agronegócio, que são os principais impulsionadores dessas exportações.

O Pará se destaca nas exportações paraenses, com destaque para o minério de ferro e seus concentrados, além de minério de cobre e alumina. A região de Carajás, no Pará, é conhecida por suas grandes reservas minerais e desempenha um papel crucial nas exportações para os EUA. Cidades como Canaã dos Carajás e Parauapebas são exemplos de municípios paraenses que se destacam nas exportações de minérios.

Agronegócio e outros produtos exportados

Já no agronegócio a carne bovina e a soja são os principais produtos do paraenses exportados para os EUA. Embora a China seja o principal destino das exportações do agronegócio paraense, os EUA também são um mercado importante. A habilitação de novas indústrias paraenses para o mercado chinês, por exemplo, pode impactar positivamente as exportações de carne bovina para os EUA.

O Pará também exporta outros produtos para os EUA, como alumínio e produtos florestais, mas em menor escala comparado aos minerais e ao agronegócio.

Fonte: Diário do Pará  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/07/2025/03:24:59

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