Ação terrestre em Gaza visa destruir túneis do Hamas, diz Netanyahu

‘Não é possível solucionar dos túneis do ar apenas’, disse o premiê.
Ofensiva começou nesta quinta; Israel se prepara para intensificar ação.
A operação militar terrestre israelense na Faixa de Gaza é essencial para destruir os túneis do movimento islamita palestino Hamas, pois os bombardeios eram insuficientes, afirmou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nesta sexta-feira (18).

“Não é possível solucionar (o problema) dos túneis do ar apenas. Nossos soldados também fazem isto no terreno”, disse em uma reunião de gabinete.
O premiê disse que Israel está se preparando para intensificar sua ação. “Minhas instruções são para se preparar para a possibilidade de ampliar significativamente a operação terrestre, e os militares estão se preparando adequadamente”, afirmou ele a repórteres antes da reunião.
De acordo com o primeiro-ministro, a ofensiva não é uma garantia de êxito 100%, mas é necessária depois que Israel testou outras alternativas.
“O Tsahal (exército) opera contra o Hamas e outras organizações terroristas na Faixa de Gaza do mar, ar e agora também por terra. A operação terrestre iniciada por nossas forças ontem (quinta-feira) à tarde pretende destruir os túneis do terror que vão de Gaza a Israel”, completou o premiê.
Pelo menos 24 palestinos, incluindo três crianças e um bebê, foram mortos na Faixa de Gaza desde o início da ofensiva terrestre. Um soldado israelense morreu durante a incursão.
Desde o início dos combates, há 11 dias, pelo menos 265 palestinos morreram. Durante o mesmo período, dois israelenses morreram, segundo o exército.

Túneis e combates
Os túneis subterrâneos de contrabando construídos pelo Hamas, que controla o território, são usados para introduzir mercadorias, dinheiro e armas. Segundo Israel, os túneis também são usados para preparar plataformas de lançamento de foguetes e alguns para entrar em território israelense.
A maioria dos confrontos após a ofensiva terrestre aconteceu no sul do território de 360 quilômetros quadrados, em Khan Yunes e em Rafah, e na zona norte, perto da fronteira com Israel.
O posto de fronteira israelense de Erez, único ponto de passagem para pedestres, foi fechado.

Exército israelense na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza (Foto: AFP)

As autoridades anunciaram na quinta-feira (17) que impediram uma tentativa de invasão através destes túneis.
Logo depois do anúncio da invasão terrestre a Gaza, o Hamas advertiu que Israel vai pagar um “alto preço”.
“O início da ofensiva terrestre israelense em Gaza é um passo perigoso, de consequências que não foram calculadas”, afirmou o porta-voz do Hamas, Fawri Barhum, em um comunicado.
“Israel vai pagar um alto preço e o Hamas está preparado para o confronto”, acrescentou.
O presidente palestino, Mahmud Abbas, afirmou que a ofensiva provocará apenas “mais derramamento de sangue” e complicará os esforços para acabar com o conflito na Faixa de Gaza.

Fonte: G1.

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Ofensiva na Faixa de Gaza mata mais de 20 palestinos

Durante a noite, Exército atingiu mais de cem alvos, entre eles nove túneis

Um soldado israelense foi morto horas depois da entrada das Forças Armadas na Faixa de Gaza na noite da quinta-feira (17). Eitan Barak, de 20 anos, morreu durante a ofensiva terrestre e Tel Aviv investiga se o fogo amigo está envolvido em sua morte. Segundo fontes médicas palestinas, mais de 20 moradores de Gaza foram mortos, entre eles um bebê de 4 meses.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ofereceu condolências à família do soldado nesta sexta-feira e disse que havia alertado os militares para se prepararem para a possibilidade de ampliação da operação terrestre na Faixa de Gaza. Segundo o premier, o foco da ofensiva é eliminar a ameaça apresentada por túneis do Hamas, além de garantir a segurança da população israelense.

— Nós não temos nenhuma garantia de 100% de sucesso, mas estamos fazendo tudo o que pudermos para alcançar o máximo — declarou disse Netanyahu.

Essa foi a primeira ofensiva terrestre desde o início da operação Limite Protetor, há dez dias. Durante a noite, o Exército israelense atingiu mais de cem alvos de Gaza, entre eles 20 mísseis e nove túneis, informaram oficiais.

A eletricidade foi cortada em diversas localidades de Gaza por causa de cabos caídos que levavam energia a partir de Israel. Fontes palestinas relataram pesado fogo de artilharia em todo o território.

— Eles estão atirando em todas as direções, tudo aqui está tremendo — disse um morador de Gaza ao jornal “Haaretz”.

O sargento Barak foi a segunda vítima israelense do conflito, que começou em 8 de julho. Agências de notícias informaram que o soldado foi baleado perto de Beit Hanoun, no Nordeste de Gaza, possivelmente a partir de fogo amigo. Na noite de terça-feira, um civil de 37 anos foi morto por morteiros a partir de Gaza quando ele distribuía comida para soldados perto da fronteira.

Fonte: ORMNews.

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Após intenso bombardeio, Gaza amanhece envolvida em combates

Número de mortos no conflito poderá passar dos 260.
Israel iniciou operação terrestre na tarde quinta-feira (17).

Forças de artilharia e da Marinha de Israel bombardeiam intensamente, nesta sexta-feira (18), as regiões norte e sul da Faixa de Gaza, cenário de fortes combates ao amanhecer entre milicianos e soldados desde o início da operação terrestre no território palestino, que começou na quinta (17) às 16h (de Brasília).

Imagem feita a partir de vídeo divulgado pelo Exército israelense nesta sexta-feira (18) mostra tropa israelense após cruzar para a Faixa de Gaza, no início de uma ofensiva terrestre (Foto: AP)
Imagem feita a partir de vídeo divulgado pelo Exército israelense nesta sexta-feira (18) mostra tropa israelense após cruzar para a Faixa de Gaza, no início de uma ofensiva terrestre (Foto: AP)
Imagem feita a partir de vídeo divulgado pelo Exército israelense nesta sexta-feira (18) mostra tropa israelense após cruzar para a Faixa de Gaza, no início de uma ofensiva terrestre (Foto: AP)
Imagem feita a partir de vídeo divulgado pelo Exército israelense nesta sexta-feira (18) mostra tropa israelense após cruzar para a Faixa de Gaza, no início de uma ofensiva terrestre (Foto: AP)

As zonas mais castigadas são os bairros mais ao norte de Beit Hanoun e Beit Lahia, locais queIsrael pediu que a população abandonasse há alguns dias. Também foram atingidas localidades no sul da Faixa, como Khan Yunes e Rafah, esta última próxima da fronteira com o Egito.

Ainda não há um balanço oficial de vítimas, mas fontes médicas relataram que pelo menos 11 palestinos, entre eles uma criança de dois anos, morreram por causa dos bombardeios no início da operação terrestre.

  Foguete israelense é disparado no norte da Faixa de Gaza no início na madrugada desta sexta-feira (18). (Foto: Amir Cohen / Reuters)
Foguete israelense é disparado no norte da Faixa de Gaza no início na madrugada desta sexta-feira (18). (Foto: Amir Cohen / Reuters)

Segundo Ashraf al-Qedra, o porta-voz dos serviços de emergência do território palestino, três pessoas, entre elas a criança citada, morreram em um ataque na cidade de Rafah. Outras duas pessoas morreram em um ataque contra o bairro de Beit Hanoun, no norte, acrescentou sem dar mais detalhes.

Se as autoridades confirmarem mais essas mortes, irá a mais de 260 o número de vítimas fatais, dentre as quais estariam 50 crianças e menores, desde o início da operação israelense Limite Protetor contra Gaza, que começou no dia 8 de julho.

A incursão terrestre israelense em Gaza aconteceu após seis horas do cessar-fogo humanitário a pedido da ONU, ao término do qual as milícias lançaram mais de uma centena de foguetes contra o centro e o sul de Israel.

De acordo com responsáveis militares, o objetivo da incursão é destruir a capacidade militar das milícias, em particular a estrutura bélica do Hamas, e evitar o lançamento de foguetes.

Cerca de 120 projéteis foram lançados pelas milícias palestinas contra território israelense nas últimas horas, mais de 70 deles depois do fim da trégua humanitária, mas sem causar vítimas.

Logo após o início da operação terrestre, para a qual Israel pediu a mobilização de outros 18 mil reservistas, responsáveis do Hamas afirmaram que o Exército israelense vai se deparar “com uma dura resistência, cheia de surpresas” e que “pagará um alto preço” por sua decisão.

Na operação terrestre participam milhares de unidades de infantaria, tanques e outros veículos blindados, sapadores e engenheiros, estes últimos especialistas em detonações subterrâneas, um dos principais alvos da missão.

As tropas têm o apoio da Marinha de Guerra e da Aviação em uma operação que – segundo responsáveis israelenses – também conta com a participação dos serviços secretos.

Fonte: G1.

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Agência dos EUA confirma que míssil abateu avião

Agências de inteligência dos Estados Unidos confirmaram nesta quinta-feira (17) que o voo MH17, da Malaysian Airlines, foi abatido por um míssil terra-ar. Um sistema de radar teria identificado um míssil ser disparado e ir em direção ao avião comercial, pouco antes da aeronave cair. Um segundo sistema de radar identificou o rastro de calor do míssil no momento em que o Boeing 777 foi atingido.

Avião da Malásia cai na Ucrânia

Antes de voo, passageiro brinca sobre sumiço

A trajetória do míssil está sendo analisada para que seja possível determinar a autoria do disparo.

O premiê da Malásia, Najib Razak, fez a mesma afirmação durante entrevista coletiva sobre o acidente. O governo ucraniano também já havia afirmado que um míssil lançado do solo teria derrubado o avião da Malaysia Airlines.

Um oficial norte-americano, disse ao “Washington Post” que as agências não conseguiram determinar ainda quem atirou o míssil. “Essa é uma área contestada. Vai demorar para conseguirmos alguma informação sobre quem está envolvido”.

“Não deixaremos pedra sobre pedra. Quando confirmarmos que o avião foi mesmo derrubado, vamos insistir para que os autores sejam rapidamente levados à Justiça”, disse Razak.

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, havia afirmado pouco após a queda do avião de que se tratava de um ato terrorista. “Isso não foi um incidente, isso não foi uma catástrofe, foi um ato terrorista”, disse.

Fonte: Diário Online.

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Avião da Malysia Airlines com 295 passageiros cai na Ucrânia

Aeronave é da mesma companhia do avião desaparecido em março entre Kuala Lumpur e China

Um avião de passageiros da Malaysia Airlines caiu nesta quinta-feira (17), na Ucrânia. O acidente aconteceu perto da fronteira com a Rússia e deixou 295 mortos. O ministro de Transportes da Malásia não confirmou o acidente, entretanto o ministro do Interior da Ucrânia assegurou que acidente causou a morte de 280 passageiros e 15 tripulantes da companhia aérea.

FOTOS: Avião cai na Ucrânia e mata 295 pessoas

A Malaysia Airlines é a mesma companhia dona de um avião que desapareceu em março sem deixar vestígios. Na ocasião 239 pessoas estavam a bordo no voo que saiu de Kuala Lumpur para Pequim, na China.

Foto: Reprodução (Twitter)
Foto: Reprodução (Twitter)
Segundo o jornal El Mundo, o Boeing 77-200 fazia a rota entre Amsterdã e Kuala Lumpur, na Ásia, quando desapareceu dos radares ucranianos e perdeu a comunicação com as torres na região de Donetsk, onde atualmente ocorrem confronto entre forças ucranianas e rebeldes pró-Rússia.
Um grupo de resgate do Ministério de Situações de Emergência ucraniano está em deslocamento para o área do acidente.

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Foto: Reprodução (El Mundo)

A Malysia Airlines publicou uma nota no Twitter informando ter perdido o contato com a aeronave que operava o voo MH17. O texto confirma que a última posição da aeronave era sobre o espaço aéro ucraniano.
A agência de notícias russa Interfax informou que o voo MH17 foi derrubado por míssel terra-ar Buk. A Rússia e a Ucrânia dispõe desse tipo de armamento, um sistema de mísseis anti-aéreo desenvolvido pela ex-União Soviética para atacar mísseis guiados, helicópteros e drones.

Foto: Reprodução (Twitter)

Um assessor do ministério do Interior da Ucrânia publicou um vídeo no Facebook atribuindo o acidente ao uso do sistema de missíl da Rússia. Segundo o texto, o avião foi abatido por artefato lançado por meio do sistema Buk.

Por: Redação ORM News

 

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Grupo Hamas dispara foguetes e rompe trégua com Israel

Cessar-fogo aconteceria entre 4h e 9h da manhã para permitir entrada de ajuda humanitária

Entrou em vigor nesta quinta-feira (17) o pedido de um cessar-fogo temporário em Gaza proposto pela ONU, mas duas horas após o início da trégua três foguetes foram disparados contra o Sul de Israel, de acordo com informações do jornal israelense “Haaretz”. Israel e o grupo militante islâmico Hamas haviam se comprometido a suspender as hostilidades durante um período de cinco horas para permitir a entrada de ajuda humanitária. A trégua estava prevista para acontecer das 10h às 15h (das 4h às 9h da manhã no horário de Brasília).

As forças militares de Israel alertaram que responderiam “com firmeza e determinação” se militantes em Gaza lançarem ataques durante o período de cinco horas de trégua.Horas antes do início da trégua, o Exército israelense entrou em confronto com palestinos armados que se infiltraram a partir de Gaza. Cerca de doze combatentes palestinos passaram por um túnel sob a fronteira, saindo perto de uma comunidade israelense. Ao menos um deles foi morto depois que uma aeronave israelense bombardeou o grupo, informaram fontes militares.

A pausa de cinco horas em dez dias de combates foi solicitada pela ONU para permitir que moradores reúnam suprimentos e reparem a infraestrutura destruída pelos confrontos que já mataram ao menos 230 palestinos.
Em Israel, um civil foi morto por um dos mais de 1.300 foguetes palestinos disparado e mais de seis pessoas ficaram feridas em ataques frequentes, que fizeram com que virasse rotina a corrida de centenas de milhares de pessoas para abrigos.

Após o enfrentamento ao longo do túnel, sirenes de ataque aéreo soaram em toda Israel, inclusive em Tel Aviv, alertando para um bombardeio pesado de foguetes. Os militares disseram que pelo menos um foguete foi interceptado pelo sistema antimísseis Domo de Ferro e outro caiu em uma cidade perto de Tel Aviv. Não houve relatos de vítimas.

O gesto de boa vontade de aceitar a trégua de cinco horas foi ofuscado por um ataque israelense na quarta-feira que matou quatro crianças, de 9 a 11 anos, que brincavam na Cidade de Gaza. Os militares divulgaram nota afirmando que estão investigando o ataque e que “o Exército não tem intenção de ferir civis”, mas foi “arrastado pelo Hamas para dentro de uma realidade de combate urbano”.

Fonte: ORMNews.

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Israel e Hamas fazem trégua de cinco horas na Faixa de Gaza

Cessar-fogo será até o final da manhã para permitir entrada de ajuda humanitária
Entrou em vigor nesta quinta-feira (17) o pedido de um cessar-fogo temporário de cinco horas em Gaza proposto pela ONU. Israel e o movimento islâmico Hamas se comprometeram a suspender as hostilidades durante um período de cinco horas para permitir a entrada de ajuda humanitária. A trégua acontece das 10h às 15h (das 4h às 9h da manhã no horário de Brasília). Por enquanto, não foram registradas hostilidades.

As forças militares de Israel alertaram que vão responder “com firmeza e determinação” se militantes em Gaza lançarem ataques durante o período de cinco horas de trégua.Horas antes do início da trégua, o Exército israelense entrou em confronto com palestinos armados que se infiltraram a partir de Gaza. Cerca de doze combatentes palestinos passaram por um túnel sob a fronteira, saindo perto de uma comunidade israelense. Ao menos um deles foi morto depois que uma aeronave israelense bombardeou o grupo, informaram fontes militares.
A pausa de cinco horas em dez dias de combates foi solicitada pela ONU para permitir que moradores reunir suprimentos e reparar a infraestrutura destruída pelos confrontos que já mataram ao menos 230 palestinos.

Em Israel, um civil foi morto por um dos mais de 1.300 foguetes palestinos disparado e mais de seis pessoas ficaram feridas em ataques frequentes, que fizeram com que virasse rotina a corrida de centenas de milhares de pessoas para abrigos.

Após o enfrentamento ao longo do túnel, sirenes de ataque aéreo soaram em toda Israel, inclusive em Tel Aviv, alertando para um bombardeio pesado de foguetes. Os militares disseram que pelo menos um foguete foi interceptado pelo sistema antimísseis Iron Dome e outro caiu em uma cidade perto de Tel Aviv. Não houve relatos de vítimas.

O gesto de boa vontade de aceitar a trégua de cinco horas foi ofuscado por um ataque israelense na quarta-feira que matou quatro crianças, de 9 a 11 anos de idade, que brincavam numa para da Cidade de Gaza. Os militares divulgaram nota afirmando que estão investigando o ataque e que “o Exército não tem intenção de ferir civis”, mas foi “arrastado pelo Hamas para dentro de uma realidade de combate urbano”.

Fonte: ORMNews.

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Israel alerta 100 mil a deixarem suas casas em Gaza

Ataques desta quarta (16) elevam o número de mortos a mais de 200.
Israel retomou bombardeios após cessar-fogo fracassar.
Israel alertou cerca de 100 mil habitantes de Gaza para que deixem suas casas nesta quarta-feira (16), num claro aviso de que vai intensificar a nova onda de bombardeios na região.

Segundo militares informaram à agências France Presse e à emissora BBC, o aviso foi enviado por mensagens e por chamadas.

A medida afeta os habitantes de Zeitun, Shujaiya e Beit Lahiya.

Eles receberam ligações telefônicas, mensagens SMS e panfletos, segundo um comunicado do exército. Vários correspondentes da AFP tiveram acesso aos panfletos em Zeitun, ao sudeste da cidade de Gaza.

“Apesar do cessar-fogo, o Hamas e outras organizações terroristas continuaram lançando foguetes, muitos deles procedentes destas três zonas”, afirmam as mensagens do exército.

“Para sua própria segurança, solicitamos que abandonem suas residência imediatamente e compareçam a Gaza antes das 8h (2h de Brasília)”, afirmam os panfletos.

A mensagem destaca que o exército ‘não quer fazer dano’ aos habitantes destas cidades.

A operação, que Israel diz ter como objetivo interromper o lançamento de foguetes contra seu território, foi iniciada há oito dias e já deixou mais de 200 palestinos mortos, segundo Ministério da Saúde do território palestino. A ONU advertiu que a maioria das vítimas é civil.

Israel retomou nesta terça (15) os bombardeios contra a Faixa de Gaza, depois de uma breve trégua, intensificando seus ataques após o registro da primeira vítima israelense no conflito. Ataques aéreos mataram mais cinco palestinos na madrugada desta quarta, segundo fontes médicas ouvidas pela AFP.

O bombardeio de uma casa na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, liquidou dois homens, e outro ataque aéreo vitimou um jovem na mesma região, disse à AFP o porta-voz dos serviços de emergência, Ashraf Al Qudra. Em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, a aviação israelense matou um homem e um jovem de 19 anos nesta madrugada, acrescentou Al-Quadra.
Horas antes, aviões israelenses bombardearam a casa de um alto dirigente do Hamas, Mahmoud al-Zahar, na cidade de Gaza, mas não havia ninguém na residência. Ao menos dois mísseis atingiram a casa de quatro andares de Al-Zahar, destruindo o prédio e causando danos a uma mesquita e a residências vizinhas, segundo testemunhas.

Os ataques israelenses também atingiram na cidade de Gaza a casa de Bassem Naim, outro alto dirigente do Hamas, e as residências em Jabalia (norte) do ex-ministro da Saúde Fathi Hammad e do deputado Ismail Al Ashqar.

A rejeição por parte do Hamas da iniciativa egípcia de cessar-fogo obrigou Israel a “expandir e intensificar” suas operações militares em Gaza, declarou na terça o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. “Uma solução diplomática teria sido melhor, é o que tentávamos fazer quando aceitamos a proposta de trégua hoje, mas o Hamas não nos deixa outra opção a não ser expandir e intensificar nossa campanha”, afirmou.
A declaração coincidiu com o anúncio da morte de um civil israelense atingido por um foguete perto da passagem de Erez, na fronteira com Gaza, a primeira vítima israelense em oito dias de hostilidades. Um porta-voz dos serviços de emergência israelense declarou à AFP que o homem de 38 anos estava entregando comida a soldados que atuam na região.

Na Faixa de Gaza, além dos 200 mortos os bombardeios israelenses já deixaram 1.500 feridos.

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Escalada de violência
A mais recente escalada de tensão e violência entre israelenses e palestinos começou com o desaparecimento de três adolescentes israelenses no dia 12 de junho na Cisjordânia. Eles foram sequestrados quando pediam carona perto de Gush Etzion, um bloco de colônias situado entre as cidades palestinas de Belém e Hebron (sul da Cisjordânia), para ir a Jerusalém.

O governo israelense acusou o movimento islamita Hamas, que controla a Faixa de Gaza, do sequestro. O Hamas não confirmou nem negou envolvimento. Israel deslocou um grande contingente militar para a área da Cisjordânia, principalmente na cidade de Hebron e arredores. Dezenas de membros do Hamas foram detidos, e foguetes foram disparados da Faixa de Gaza contra Israel.

Os corpos dos três jovens foram encontrados em 30 de junho, com marcas de tiros. Analistas sustentam que eles foram assassinados na noite de seu desaparecimento.

A localização dos corpos aumentou a tensão, com Israel respondendo aos disparos feitos por Gaza. No dia seguinte, 1º de julho, um adolescente palestino foi sequestrado e morto em Jerusalém Oriental. A autópsia indicou posteriormente que ele foi queimado vivo.

Israel prendeu seis judeus extremistas pelo assassinato do garoto palestino, e três dos detidos confessaram o crime. Isso reforçou as suspeitas de que a morte teve motivação política e gerou uma onda de revolta e protestos em Gaza.

No dia 8 de julho, após um intenso bombardeio com foguetes contra o sul de Israel por parte de ativistas palestinos, a aviação israelense iniciou dezenas de ataques aéreos contra a Faixa de Gaza. A operação, chamada “cerca de proteção”, tem como objetivo atacar o Hamas e reduzir o número de foguetes lançados contra Israel, segundo um porta-voz israelense.

Os militantes de Gaza responderam aos ataques, disparando foguetes contra Tel Aviv. Por enquanto, só houve registro de mortes entre os palestinos – o sistema antimísseis israelense interceptou boa parte dos disparos lançados contra seu território.

Os combates são os mais sérios entre Israel e os militantes de Gaza desde a ofensiva de seis dias em 2012.

Fonte: G1.

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Mortos por tufão nas Filipinas passam de 10

Cerca de 450 mil pessoas tiveram que deixar suas casas.
Pelo menos 13 pessoas morreram, segundo as autoridades.
Pelo menos 13 pessoas morreram durante a passagem do tufão Rammasun nas Filipinas, que atingiu a metade norte do país com rajadas de vento de até 250 km/h, informaram nesta quarta-feira (16) as autoridades locais. O número de mortos pode subir.

O Rammasun, que em tailandês quer dizer “Deus do Trono”, entrou na terça-feira (15) à noite pelo Oceano Pacífico con ventos de 250 quilômetros e devastou pequenos vilarejos pesqueiros no leste das Filipinas. Depois perdeu um pouco de força e cruzou a ilha principal do arquipélago, Luzon.

De acordo com as autoridades, uma mulher de 25 anos morreu na noite desta terça-feira (15) na província de Samar do Norte, no leste do país, após ser atingida por um poste da rede elétrica, enquanto um homem de 49 anos morreu em Bulacan, no norte, esmagado por uma árvore.

Além disso, três pessoas morreram após serem atingidas por diferentes objetos em Cavite, no nordeste do país, entre eles um bebê de 11 meses e um idoso, enquanto outras três, membros da mesma família, morreram após a queda de um muro na província de Quezón, também no nordeste.

O órgão não deu mais detalhes sobre o restante dos mortos pelo tufão, batizado pelas autoridades filipinas como Glenda, e que deixou o país às 12h locais.

Adultos e adolescentes tentam se proteger dos ventos do tufão segurando em uma árvore na capital Manila. (Foto: Romeo Ranoco / Reuters)
Adultos e adolescentes tentam se proteger dos ventos do tufão segurando em uma árvore na capital Manila. (Foto: Romeo Ranoco / Reuters)

Cerca de 450 mil pessoas deixaram suas casas e buscaram abrigo em acampamentos e centros do governo, segundo o Ministério do Bem-Estar Social e Desenvolvimento.

Além disso, 5 milhões de lares estão sem fornecimento de energia elétrica por causa dos problemas causados pelo tufão nas instalações da companhia elétrica Meralco.

O Ministério de Obras Públicas e Estradas do país informou que, até o momento, não ocorreram inundações em Manila, onde as autoridades decidiram fechar, de forma preventiva, seus escritórios e a Bolsa de Valores, além de suspender as aulas em todos os centros educativos.

Tufão ergueu e jogou barco em área da Baía de Baseco. (Foto: Romeo Ranoco / Reuters)
Tufão ergueu e jogou barco em área da Baía de Baseco. (Foto: Romeo Ranoco / Reuters)

Várias regiões do país ficaram sem fornecimento de energia, entre elas o distrito financeiro de Makati, onde a queda de árvores causou danos à rede elétrica.

O tufão tem cerca de 500 km de diâmetro e chegou ao litoral do país na tarde de terça. Está previsto que o sistema de baixa pressão deixe o arquipélago ao meio-dia, mas, ao longo do dia, as intensas chuvas devem continuar no sul da ilha de Luzon, onde se encontra Manila.

O Rammasun chegou às Filipinas enquanto o país ainda se recupera dos danos causados por outro tufão, o Haiyan, que em novembro do ano passado causou 6,3 mil mortes e deixou mais de mil desaparecidos, além de aproximadamente 28,7 mil feridos.

A temporada de tufões nas Filipinas, que começa geralmente em junho e termina em novembro, atrai todos os anos entre 15 e 20 ciclones ao país.

Fonte: G1.

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Acidente no metrô de Moscou deixa 16 mortos e 120 feridos

Trem, que estaria lotado segundo relatos de passageiros, descarrilou na manhã desta terça-feira
Um trem do metrô de Moscou descarrilou nesta terça-feira (15) e deixou pelo menos 12 mortos e 120 feridos, informou o ministério das Situações de Emergência russo. O diretor do Departamento de Saúde da capital russa, Georgi Golujov, afirmou que entre os passageiros hospitalizados, metade estavam com ferimentos graves.

— Até o momento não sabemos de crianças entre as vítimas — afirmou o vice-prefeito de Moscou, Piotr Biriukov. — Há pessoas bloqueadas. Mostram sinais de vida e os especialistas estão trabalhando para retirá-las do local o mais rápido possível. No vagão estão cinco pessoas — acrescentou.

Segundo as primeiras informações, o acidente, um dos piores já registrados no país, ocorreu logo após uma queda na tensão elétrica, que pode ter provocado um erro no sistema de sinalização e parada brusca do trem. Oficialmente, porém, as autoridades não falaram sobre as causas do acidente, e Biriukov informou que há uma investigação em curso.

O descarrilamento ocorreu na manhã desta terça-feira, por volta das 8h30m (horário local), na linha azul do metrô de Moscou, entre as estações de Slavianski Bulvar e Park Pobedy. De acordo com relatos de passageiros, o trem estava lotado no momento do acidente.

— O trem freou bruscamente. Saíram faíscas e havia muita fumaça. Fui empurrado contra algo e todo mundo caiu do mesmo lado — contou ao canal de televisão “Moscou 24” um passageiro, com o nariz ensanguentado.

Até agora, pelo menos 200 pessoas foram retiradas do local do acidente e helicópteros foram usados nas operações de resgate. Alguns dos passageiros conseguiram sair do trem por conta própria, mas as portas de um dos carros ficaram presas e foram abertas apenas pelos serviços de emergência, mais de uma depois do descarrilamento. O motorista, Sergei Osipov de 31 anos, morreu no acidente, segundo a agência russa Interfax.

Neste ano, este é o primeiro acidente que envolve mortes no metrô de Moscou. A última falha aconteceu em junho de 2013, quando 4.500 passageiros foram evacuados devido à combustão de um cabo de alta tensão entre as estações Lenin Library e Ojotnii riad. Na ocasião, 27 pessoas foram hospitalizadas.

O metrô de Moscou é o mais movimentado de todo o Ocidente e, de acordo com dados de 2013, transporta anualmente cerca de 2,5 bilhões de pessoas.

Fonte: ORMNews.

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