Estados Unidos reabastecem armamentos de Israel

Eles (Israel) não pediram, mas demos esses armamentos’, disse funcionário da Defesa americana

Os Estados Unidos permitiram que Israel — atualmente envolvidos na ofensiva militar na Faixa de Gaza — a utilizarem granadas e morteiros de um arsenal americano. Os armamentos estão em território israelense, e fazem parte de um programa comandado pelos Estados Unidos nos países aliados, que podem usá-los em situações de emergência.

Israel não alegou situação de emergência ao fazer seu último pedido de fornecimento de equipamento militar aos Estados Unidos, no último dia 10, mas conseguiu acesso ao arsenal para usar granadas e morteiros. “Eles (Israel) não pediram, mas demos esses armamentos a eles para que pudéssemos renovar nosso estoque”, afirmou um funcionário da Defesa americana, que confirmou que outros pedidos israelenses por munição americana também estariam sendo conduzidos nos Estados Unidos, mas não deu maiores detalhes.

A embaixada israelense em Washington se recusou a comentar sobre os pedidos de fornecimento de armamento.

Paralelamente, no Congresso americano, legisladores buscam transferir milhões de dólares em financiamento adicional ao escudo antimísseis israelense conhecido como Domo de Ferro, e o Senado acrescentou US$ 225 milhões para o escudo israelense a um projeto de lei destinado a recolher fundos para o controle de imigrantes ilegais na fronteira com o México.

Fonte: ORMNews.

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Exército de Israel convoca mais de 16 mil reservistas

Número de tropas da reserva chega a 86 mil, segundo porta-voz militar

O Exército de Israel anunciou nesta quinta-feira (31) o recrutamento de mais de 16 mil reservistas, uma medida que dá aos militares a possibilidade de ampliar substancialmente seus 23 dias de ofensiva em Gaza.

— O Exército emitiu 16 mil ordens adicionais de mobilização para permitir um período maior de descanso para as tropas que combatem em terra, o que eleva o número de reservistas para 86 mil — disse uma porta-voz militar.

O anúncio acontece após outra jornada de intensos combates. Na quarta-feira morreram 116 palestinos e três soldados israelenses.

Mais de 1.360 palestinos foram mortos desde que começaram os combates em 8 de julho, enquanto 56 soldados e três civis morreram no lado israelense.

Os EUA confirmaram na quarta-feira que haviam reabastecido suprimentos de munição de Israel, horas depois de terem condenado fortemente um ataque a uma escola da ONU em Gaza. O Exército israelense pediu a munição adicional em 20 de julho, informou o Pentágono. O Departamento de Defesa dos EUA aprovou a venda três dias depois.

“Os Estados Unidos estão comprometidos com a segurança de Israel e é vital para os interesses nacionais dos EUA ajudar o país a desenvolver e manter uma forte capacidade de defesa”, disse o porta-voz do Pentágono, almirante John Kirby em um comunicado.

Duas das munições solicitadas vieram de um estoque pouco conhecido de munição armazenada pelos militares dos EUA em terreno de Israel para uso de emergência pelo Estado judeu. A reserva de munição para Israel é avaliada em 1 bilhão de dólares. Kirby destacou que essas munições estavam disponíveis há poucos anos, muito antes da atual crise.

Fonte: ORMNews.

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Bebê resgatado do ventre da mãe em Gaza morre em hospital

Mãe estava grávida quando foi morta em bombardeio.
Criança foi enterrada ao lado da mãe.

O bebê recém-nascido que havia sido salvo por médicos ao ser retirado do ventre de sua mãe, morta em um bombardeio na Faixa de Gaza, morreu no hospital, informou a imprensa local nesta quarta-feira (30).

A menina, chamada Shayma Sheikh al-Eid, nasceu depois que sua mãe, uma grávida de 23 anos, morreu em um ataque aéreo em Khan Yunis na última semana. A mulher chegou a ser socorrida, mas não sobreviveu a uma operação. Os médicos resolveram então fazer uma cesariana de emergência, e o bebê sobreviveu.

Shayma ganhou o nome de sua mãe por decisão de sua família. Entretanto, a criança sobreviveu por apenas cinco dias. Ela foi enterrada ao lado da mãe.

Médico cuida de Shayma Sheikh al-Eid neste domingo (27), dois dias após seu nascimento. Sua mãe morreu às 23 semanas de gravidez, mas bebê sobreviveu (Foto: Said Khatib/AFP)
Médico cuida de Shayma Sheikh al-Eid neste domingo (27), dois dias após seu nascimento (Foto: Said Khatib/AFP)
Fonte: G1.

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Exército israelense anuncia trégua humanitária de 4 horas em Gaza

Cessar-fogo provisório vale a partir das 15h locais (9h de Brasília).
Ataques já deixaram mais de 80 palestinos mortos nesta quarta (30).

O Exército israelense anunciou nesta quarta-feira (30) uma trégua humanitária de quatro horas em Gaza, válida a partir das 15h locais (9h de Brasília). O comunicado foi feito por um porta-voz das Forças Armadas de Israel.

“O Exército autorizou uma trégua temporária na Faixa de Gaza. Essa trégua se aplicará das 15h às 19h (hora local) e não se aplicará nas zonas onde os soldados estão realizando operações”, disse um comunicado.

O Exército também pede que “os habitantes não voltem às zonas em que há uma ordem de evacuação” e adverte que responderá a “qualquer tentativa de atentar contra soldados ou civis israelenses”.

A medida foi recebida como “sem valor” pelo movimento islamita palestino Hamas, porque não inclui as zonas de combate onde o Exército está presente no terreno.

O anúncio ocorre em um dia de fortes combates e muitas mortes de palestinos na Faixa de Gaza. O ataque mais grave ocorreu em uma escola da ONU em Jabaliya, com pelo menos 20 mortos.

Muitos civis palestinos se refugiaram nas escolas da UNRWA, a agência da ONU para os refugiados palestinos, especialmente em Jabaliya, após a advertência do Exército hebreu sobre a possibilidade de bombardeios em massa contra seus bairros. No total, cerca de 180 mil habitantes do território palestino estão refugiados, em condições muito precárias, nas 83 escolas geridas pela UNRWA.

A agência da ONU acusou o Exército de Israel de “grave violação do direito internacional” depois do ataque.

Mesquita foi destruída por bombardeio em Gaza nesta quarta-feira (30) (Foto: Mahmud Hams/AFP)
Mesquita foi destruída por bombardeio em Gaza
nesta quarta-feira (30) (Foto: Mahmud Hams/AFP)

“Condeno da forma mais firme esta violação do direito internacional por parte das forças israelenses”, declarou no comunicado Pierre Krahenbühl, chefe de UNWRA. “Peço à comunidade internacional que inicie uma ação política decidida para por fim de imediato ao massacre em andamento”.

O Exército israelense disse, após o ataque, que militantes palestinos haviam disparado bombas de perto da escola, e que Israel respondeu aos ataques. “Mais cedo, militantes dispararam morteiros contra soldados israelenses da vizinhança da escola da ONU em Jabaliya. Em resposta, os soldados dispararam contra a origem do fogo, e ainda estamos revisando o incidente”, informou um porta-voz militar.

Segundo comunicado das Forças de Defesa de Israel, foram realizados ataques contra 75 posições em Gaza nas últimas 24 horas, e três túneis entre o território palestino e Israel foram destruídos. Durante a noite, as forças também atacaram cinco mesquitas que eram utilizadas com “propósitos de terrorismo”, como “esconder armas e acesso a túneis”.

Segundo um balanço provisório dos serviços de emergência, quase 80 palestinos morreram nesta quarta, em sua maioria civis. Segundo a ONU, três quartos dos 1.300 mortos palestinos nos 23 dias de conflito são civis. Já Israel contabilizou 56 mortos, sendo 53 soldados e três civis.

Palestinos inspecionam estragos causados por ataque contra escola da ONU em Gaza; 20 pessoas morreram (Foto: Mahmud Hams/AFP)
Palestinos inspecionam estragos causados por ataque contra escola da ONU em Gaza; 20 pessoas morreram (Foto: Mahmud Hams/AFP)
Fonte: G1.

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Ataque contra mercado em Gaza deixa mortos e dezenas de feridos

Serviços de emergência falam em pelo menos 15 mortos e 150 feridos.
Moradores disseram que israelenses dispararam; Israel está averiguando.

Um ataque contra um mercado nos arredores da cidade de Gaza deixou mortos e feridos nesta quarta-feira (30). Ao menos 15 pessoas morreram e 150 se feriram de acordo com informações passadas à AFP pelo porta-voz dos serviços de emergência, Ashraf al-Qudra.
A Reuters cita 17 mortos no ataque, e um total de 96 palestinos mortos durante esta quarta.
O ataque atingiu um mercado muito frequentado em Shejaiya, entre Gaza e a fronteira israelense, e ocorreu durante a trégua anunciada por Israel, segundo al-Qudra.
Moradores disseram à agência Reuters que tropas israelenses dispararam contra o local e que dois mísseis caíram na área também. Uma porta-voz do Exército israelense informou que estava checando o que ocorreu.
Colunas de fumaça negra cobriam a área, enquanto ao menos cinco ambulâncias se apressavam para chegar ao local do ataque, onde corpos jaziam espalhados pelo chão, segundo um correspondente da AFP.
Um prédio vizinho em chamas expelia muita fumaça e a rua estava repleta de destroços, e médicos trabalhavam freneticamente para recuperar os feridos e mortos.
Também nesta quarta, três soldados israelenses morreram em uma operação em Gaza, segundo o exército. Um muro desabou sobre militares que participavam de operação no território controlado pelo movimento Hamas, matando três deles e ferindo outros 15.
Com essas mortes, sobe para 56 o número de soldados israelenses mortos desde o início do conflito em 8 julho.
O Exército israelense havia anunciado uma trégua humanitária de quatro horas em Gaza, válida a partir das 15h locais (9h de Brasília), mas ela não se aplicaria às zonas onde os soldados “estão atualmente em operação”.
O Exército também havia pedido que “os habitantes não voltem às zonas em que há uma ordem de evacuação” e advertiu que responderá a “qualquer tentativa de atentar contra soldados ou civis israelenses”.
A medida foi recebida como “sem valor” pelo movimento islamita palestino Hamas, porque não inclui as zonas de combate onde o Exército está presente no terreno.
Segundo o Exército, durante a trégua os militantes de Gaza dispararam 26 foguetes contra Israel, dois deles interceptados sobre Ashkelon e Netivot.
Outros ataques
Ainda durante a trégua, sete palestinos morreram em um ataque aéreo perto de Khan Yunès, no sul da Faixa de Gaza. As sete vítimas morreram em Abasan.
O dia em Gaza foi de fortes combates e muitas mortes de palestinos. O ataque mais grave até então ocorreu em uma escola da ONU em Jabaliya, com pelo menos 20 mortos.
Muitos civis palestinos se refugiaram nas escolas da UNRWA, a agência da ONU para os refugiados palestinos, especialmente em Jabaliya, após a advertência do Exército israelense sobre a possibilidade de bombardeios em massa contra seus bairros.
No total, cerca de 180 mil habitantes do território palestino estão refugiados, em condições muito precárias, nas 83 escolas geridas pela UNRWA. A agência da ONU acusou o Exército de Israel de “grave violação do direito internacional” depois do ataque.

Fonte: G1.

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Dilma volta a condenar Israel e pede cessar-fogo imediato

Presidente disse na segunda-feira que Israel está cometendo um massacre

imediato e permanente na região. Segundo a presidente, o conflito tem potencial de desestabilizar toda a região. O discurso foi feito durante a cúpula do Mercosul que acontece em Caracas, capital venezuelana.

– Não podemos aceitar impassíveis a escalada de violência entre Israel e Palestina. É necessário ressaltar nossa mais veemente condenação ao uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza, do qual resultou elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças. Acreditamos que o conflito entre Israel e Palestina tem potencial para desestabilizar toda aquela região. Por isso reiteramos a questão do cessar-fogo imediato, abrangente e permanente – disse Dilma, reafirmando que para o Brasil a paz passa pela construção de dois Estados: o israelense, já consolidado, e o palestino.

Esta é a segunda vez que Dilma se manifesta publicamente sobre os bombardeios na região, desde o acirramento do conflito. A primeira vez foi na segunda-feira, durante sabatina em Brasília, quando disse que Israel está cometendo um massacre.

No último dia 23, o Brasil criou uma crise diplomática com Israel, ao convocar de volta o embaixador brasileiro em Tel Aviv, Henrique Sardinha. O ato levou o porta-voz da chancelaria israelense a chamar o Brasil de “anão diplomático”.

Fonte: ORMNews.

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Número de palestinos mortos em Gaza nesta terça chega a 100

Segundo fontes médicas, 26 pessoas morreram em ataque contra 4 casas.
OLP anunciou possível trégua humanitária de 24 horas.

Pelo menos 100 palestinos morreram nesta terça-feira (29) em bombardeios de Israel contra a Faixa de Gaza, em um dia violento no qual o Exército israelense intensificou sua campanha contra símbolos do Hamas no enclave palestino.

 

Segundo a Associated Press, entre os mortos estão 26 pessoas atingidas por bombardeios e disparos de tanques em quatro casas de Gaza, informaram fontes médicas palestinas.

Os números elevam as vítimas fatais do conflito a 1.156 palestinos, segundo o porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, Ashraf al-Kidra.

Desde 8 de julho, quando a ofensiva começou, Israel contabilizou 56 mortos – 53 soldados e três civis.

Nesta terça, uma autoridade da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) anunciou  que os movimentos palestinos – incluindo o Hamas – estão prontos para uma trégua humanitária de 24 horas.

Segundo informou a AP, Yasser Abed Rabbo, secretário-geral da OLP, disse que Israel deve aguentar as consequências caso rejeite o chamado.

“A Autoridade Palestina, o Hamas e a Jihad estão dispostos a uma trégua humanitária de 24 horas e examinam com espírito positivo uma proposta da ONU para um cessar-fogo de três dias no conflito com Israel”, disse ele.

“Em caso de negativa, consideraremos Israel plenamente responsável pelas consequências”, enfatizou. “A ONU sugeriu estender esta trégua para 72 horas. Estudamos esta sugestão com espírito positivo.”

O porta-voz do governo israelense Mark Regev disse que a proposta “não é séria” até que seja dita diretamente pelo Hamas.

Após o anúncio, um porta-voz do Hamas em Gaza, Sami Abu Zuhri, negou que haja um acordo. “As declarações do senhor Abed Rabbo não são verdadeiras e não têm nada a ver com as posições da facção neste momento”, afirmou.

Não ficou claro se a declaração do porta-voz reflete o posicionamento da liderança do Hamas no exílio.

29/7 - Explosão de ataque israelense é vista de longe em Gaza (Foto: Hatem Moussa/Reuters)
Explosão de ataque israelense é vista de longe em Gaza nesta terça-feira (29) (Foto: Hatem Moussa/Reuters)
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Central elétrica atacada
Mais cedo, a única central elétrica da Faixa de Gaza ficou fora de funcionamento após os bombardeios do exército israelense, disse o diretor-adjunto da autoridade de Energia do reduto palestino, interrompendo o suprimento de eletricidade para a Cidade de Gaza e várias outras partes do enclave palestino de 1,8 milhão de habitantes.

“A única central elétrica de Gaza ficou fora de funcionamento após um bombardeio israelense na noite passada, que danificou o gerador de vapor, antes de atingir as reservas de combustível que se incendiaram”, declarou Fathi al-Sheikh Jalil, segundo a Frajnce Presse.

Foram declarados grandes incêndios no setor da central (no centro do território palestino), impedindo o acesso dos veículos de auxílio, constatou um jornalista da AFP.

Esta usina fornece cerca de 30% do consumo de eletricidade de Gaza, de acordo com a agência France Presse. Já a Reuters afirma que a instalação fornece energia para dois terços do enclave palestino.

Além disso, segundo Fathi al-Sheikh Jalil, “cinco das dez linhas elétricas provenientes de Israel para abastecer a Faixa de Gaza foram atingidas pelos bombardeios israelenses, e os serviços de manutenção não conseguem ter acesso à zona para consertá-las”.

Além da falta crônica de água, o reduto palestino, submetido desde 2006 a um bloqueio imposto por Israel, sofre grandes problemas de fornecimento de eletricidade.

A usina já havia sido atingida na semana passada e operava com cerca de 20% de sua capacidade, o que garantia apenas algumas horas por dia de eletricidade para os moradores de Gaza.

29/7 - Sinalizadores atirados por Israel iluminam o céu da cidade de Gaza na madrugada (Foto: Khalil Hamra/AP)
Sinalizadores atirados por Israel iluminam o céu da cidade de Gaza na madrugada (Foto: Khalil Hamra/AP)
Fonte: G1.

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Bombardeio israelense deixa cidade de Gaza sem energia

Explosão pode agravar o fornecimento para os 1,8 milhão de habitantes

A única usina de eletricidade da Faixa de Gaza está em chamas após ser atingida nesta terça-feira (29) por fogo israelense, deixando a cidade de Gaza sem energia, informaram jornais locais. O porta-voz da empresa de distribuição de energia elétrica em Gaza, Jamal Dardasawi, assegurou que dois projéteis de tanques israelenses caíram em um dos três tanques de combustível do complexo da planta, o que causou um incêndio. A central, segundo a agência Reuters, já havia sido atingida na semana passada e estava funcionando com 20% de sua capacidade. A explosão pode agravar o fornecimento para os 1,8 milhão de habitantes de Gaza.

Israel retomou na noite de segunda-feira o fogo de artilharia e aéreo na Faixa de Gaza, entre outros alvos a casa do líder do Hamas e ex-primeiro-ministro, Ismail Haniya, sem relatos de vítimas. Em dois ataques nesta noite, um contra a cidade de Rafah e outro contra o campo de refugiados de Bureij, 17 pessoas, oito mulheres e quatro crianças morreram. Fontes palestinas colocam em pelo menos 30 mortos em ataques na Faixa de Gaza na noite de ontem.

Fonte: ORMNews.

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Míssil atinge campo de refugiados em Gaza e causa morte de crianças

Ao menos dez mortes ocorreram no campo Al-Shati; oito eram crianças.
Maior hospital de Gaza também foi atingido, mas não houve vítimas.

A queda de um míssil em um campo de refugiados de Gaza matou ao menos dez pessoas, entre elas oito crianças, e deixou 40 feridos de acordo com a agência de notícias Reuters.

O ataque, que aconteceu nesta segunda-feira (28), foi no campo de refugiados de Al-Shati. A informação foi confirmada por médicos que atendem na região.

Os moradores atribuíram a explosão a um ataque aéreo israelense, mas Israel negou responsabilidade e afirmou que se tratou de uma falha num foguete lançado pelos militantes do grupo Hamas.

“Nós saíamos da mesquita quando vimos as crianças brincando com seus brinquedos. Segundos depois, o foguete caiu”, disse Munther Al-Derbi, morador do campo.

Ainda nesta segunda, um outro míssil caiu no hospital Shifa, em Gaza, o maior do enclave palestino atingido até o momento. Segundo a agência France Presse e fontes médicas, não houve vítimas.

Ainda de acordo com a France Presse, o exército de Israel atribuiu os bombardeios a “terroristas da Faixa de Gaza”. “O hospital Shifa e o campo de refugiados de Shati foram atingidos por ataques fracassados de terroristas de Gaza”, informaram as Forças Armadas israelenses em um comunicado.

Mais tarde, um ataque com morteiros matou ao menos quatro pessoas no Sul de Israel, conforme informações da agência de notícias Reuters, que cita autoridades médicas do país.

Mulher palestina e menina levam flores em um túmulo da família no feriado do fim do Ramadã (Eid al-Fitr) em Gaza.  (Foto: Reuters/Finbarr O'Reilly)
Mulher palestina e menina levam flores em um túmulo
da família no feriado do fim do Ramadã (Eid al-Fitr)
em Gaza. (Foto: Reuters/Finbarr O’Reilly)

Israel e os militantes palestinos em Gaza estão há três semanas envolvidos em confrontos nos quais 1.049 pessoas morreram em Gaza, na maioria civis, atingidos por bombardeios israelenses. Morreram também 43 soldados e três civis israelenses atingidos por foguetes e projéteis de morteiro disparados pelo Hamas.

A explosão de segunda-feira ocorreu durante uma relativa trégua nos combates, com os dois lados baixando a temperatura durante o feriado religioso muçulmano do Eid al-Fitr.

Festa deu lugar ao luto
Um dos dias mais alegres do calendário muçulmano, o feriado de Eid al-Fitr, foi marcado nesta segunda por lágrimas e luto na Faixa de Gaza, após três semanas de um impiedoso confronto entre Israel e militantes do Hamas.

O feriado marca o fim do mês sagrado do Ramadã e normalmente é uma época de banquetes e diversão, presentes e festas, mesmo neste empobrecido e isolado enclave palestino. Mas estes não são tempos normais em Gaza.

Em um Eid normal, as ruas de Gaza estariam cheias de crianças em suas roupas novas e recebendo doces de adultos. Fogos de artifício comemorativos estourariam no ar. Mas nesta segunda as vias estavam relativamente vazias e os nervos, acirrados.

No maior hospital de Gaza, um grupo de jovens distribuiu doces para crianças feridas. “Como uma mãe se sente ao abrir seus olhos neste dia de Eid e não ver seu filho perto dela?”, disse Abir Shammaly, que perdeu um filho durante bombardeiro de Israel no distrito de Shejaia na semana passada.

Em vez de celebrar com os vivos, Shammaly sentou-se perto da recém-cavada cova, acompanhando muitos outros moradores de Gaza que mostravam seu respeito às mais de mil pessoas mortas no confronto, muitas delas civis. Sua filha a acompanhava e, silenciosamente, colocou flores rosas e brancas no monte de terra.

“O mundo está nos vendo, mas não nos sente. Por que eles desperdiçam as vidas de palestinos? Por que fazem isso conosco?”, disse Shammaly, que também perdeu sua casa no bombardeio de Shejaia, área que, segundo Israel, é o bastião do Hamas.

Trégua
Após três semanas de combates, muitas armas foram colocadas de lado nesta segunda-feira, com o Hamas anunciando uma trégua de 24 horas para coincidir com o Eid. Israel disse que atiraria apenas se sofresse ataques.

O Estado judaico lançou sua ofensiva contra Gaza em 8 de julho com o objetivo de deter os disparos de foguetes feitos por militantes palestinos e de destruir uma rede secreta de túneis construída pelo Hamas nas áreas de fronteira.

O Hamas exige o fim de um longo bloqueio egípcio-israelense a Gaza, que trouxe dificuldades econômicas para o território de 1,8 milhão de habitantes, para interromper o lançamento de foguetes contra Israel. Ao todo, 43 soldados israelenses foram mortos na luta e três civis também perderam a vida por conta dos foguetes palestinos.

Fonte: G1.

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Faixa de Gaza vive trégua de 12 horas no conflito entre Israel e Hamas

Pausa humanitária começou às 8h deste sábado (2h no horário de Brasília).
Em reunião com líderes da Europa na França, EUA articulam cessar-fogo.

Começou à 2h (horário de Brasília) deste sábado (26) – 8h no horário local – um prazo de 12 horas de trégua no conflito entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza. A pausa foi comunicada pelo secretário de estado americano, John Kerry, nesta sexta-feira (25), segundo informou a agência de notícias Reuters e o jornal israelense ‘Haaretz’.
Segundo o jornal, a trégua objetiva permitir que os palestinos busquem água e comida e que os hospitais sejam reabastecidos com medicamentos. O grupo palestino Hamas também aceitou a trégua.
O ministro das Relações Exteriores do Egito, Sameh Shukri, e o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, haviam pedido mais cedo a pausa nos confrontos entre Israel e o Hamas.
Uma reunião entre Kerry e líderes da Europa e do Oriente Médio foi marcada para este sábado, em Paris, com o objetivo de alcançar um cessar-fogo “o mais rápido possível”, segundo uma fonte da diplomacia francesa disse à Reuters.

Porém, 20 minutos antes do início da trégua, uma série de explosões e bombardeios foram ouvidos na região. Segundo a agência Reuters, 18 pessoas de uma mesma família que viviam na região sul de Gaza teriam morrido após o bombardeio.

Acordo de cessar-fogo negado
Mais cedo, o gabinete de segurança do premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou o cessar-fogo proposto por Kerry e pediu mudanças no texto.
Segundo a agência Associated Press, a proposta americana pedia uma trégua temporária durante a qual Israel e o Hamas teriam diálogos indiretos sobre o abrandamento do bloqueio nas fronteiras da Faixa de Gaza. O Hamas pede que as fronteiras sejam completamente abertas. O principal motivo da negativa israelense seria que o país teria que interromper a ofensiva que está destruindo os túneis ilegais que ligam Gaza a Israel.
Kerry tem pressionado por uma trégua no conflito de 19 dias entre Israel e o grupo islâmico palestino Hamas em Gaza. Não foram divulgados detalhes da proposta de paz, mas uma fonte oficial disse à agência de notícias Reuters que Israel pediu mudanças antes de concordar com qualquer interrupção.

Após o anúncio de Israel, Kerry se pronunciou no Cairo sobre a proposta de cessar-fogo. Disse que ainda há discordâncias quanto à terminologia para uma trégua, mas que está confiante de que existe uma margem de trabalho.
O secretário de Estado disse a jornalistas que “sérios progressos” foram feitos para a trégua, mas que ainda há mais trabalho a ser feito e que ele está certo de que o premiê de Israel está comprometido em trabalhar por um cessar-fogo.
Kerry disse que o gabinete de Israel pode ter rejeitado alguma linguagem quanto à possível trégua, mas que não houve nenhuma “proposta formal”.

Confrontos e protestos

Autoridades de Gaza disseram que ataques de Israel mataram 55 pessoas nesta sexta-feira, incluindo o chefe de mídia do Jihad Islâmico, aliado do Hamas, e também seu filho. Assim, o número de mortos palestinos em Gaza em 19 dias já totaliza 844 pessoas, a maioria civis, segundo informa a Reuters.

Na Cisjordânia ocupada, onde o presidente palestino, Mahmoud Abbas, que tem o apoio dos EUA, governa em uma incômoda coordenação com Israel, cerca de 10 mil manifestantes marcharam em solidariedade com Gaza durante a noite, uma escala que relembra revoltas do passado.
Israel disse que mais cinco dos seus soldados foram mortos em Gaza nesta sexta-feira, elevando o total de militares mortos para 37. Além disso, três civis foram mortos em Israel por ataques de foguetes e morteiros vindos de Gaza.
O país também anunciou que um soldado desaparecido depois de uma emboscada em Gaza há seis dias foi definitivamente morto, embora seu corpo não tenha sido recuperado. O Hamas disse no domingo que tinha capturado o homem, mas não divulgou uma fotografia dele.
O avanço terrestre tem objetivo oficial de destruir dezenas de túneis utilizados para a infiltração de combatentes do Hamas, que ameaçam vilas ao sul do país assim como bases do Exército.
Início do conflito
A mais recente escalada de tensão e violência entre israelenses e palestinos começou com o desaparecimento de três adolescentes israelenses no dia 12 de junho na Cisjordânia. Eles foram sequestrados quando pediam carona perto de Gush Etzion, um bloco de colônias situado entre as cidades palestinas de Belém e Hebron (sul da Cisjordânia) para ir a Jerusalém.
O governo israelense acusou o movimento islamita Hamas, que controla a Faixa de Gaza, do sequestro. O Hamas não confirmou nem negou envolvimento. Israel deslocou um grande contingente militar para a área da Cisjordânia, principalmente na cidade de Hebron e arredores. Dezenas de membros do Hamas foram detidos, e foguetes foram disparados da Faixa de Gaza contra Israel.

Os corpos dos três jovens foram encontrados em 30 de junho, com marcas de tiros. Analistas sustentam que eles foram assassinados na noite de seu desaparecimento. A localização dos corpos aumentou a tensão, com Israel respondendo aos disparos feitos por Gaza. No dia seguinte, 1º de julho, um adolescente palestino foi sequestrado e morto em Jerusalém Oriental. A autópsia indicou posteriormente que ele foi queimado vivo.

Israel prendeu seis judeus extremistas pelo assassinato do garoto palestino, e três dos detidos confessaram o crime. Isso reforçou as suspeitas de que a morte teve motivação política e gerou uma onda de revolta e protestos em Gaza.

No dia 8 de julho, após um intenso bombardeio com foguetes contra o sul de Israel por parte de ativistas palestinos, a aviação israelense iniciou dezenas de ataques aéreos contra a Faixa de Gaza. A operação, chamada “cerca de proteção”, teve como objetivo atacar o Hamas e reduzir o número de foguetes lançados contra Israel, segundo um porta-voz israelense. Os militantes de Gaza responderam aos ataques, disparando foguetes contra Tel Aviv.

Fonte: G1.

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