Papa Francisco surpreende e confessa jovens na Praça de São Pedro

Foto©GIubileo.va-O Papa Francisco surpreendeu hoje ao confessar como um sacerdote comum 15 jovens na Praça de São Pedro.

Vários peregrinos não acreditavam no que viam. Entre os 150 padres que confessavam os jovens nas Colunatas de Bernini, via-se o Papa.

Não é a primeira vez que Francisco faz isso. No Brasil, ele já havia aparecido de surpresa para confessar jovens na JMJ do Rio de Janeiro.

Mensagem ao Jubileu dos Jovens

Perdoar e procurar o “sinal” de Jesus: estes são os conselhos do Papa Francisco aos adolescentes reunidos no Estádio Olímpico de Roma.

A noite de testemunhos, oração e reflexão foi uma das etapas dos três dias de Jubileu que os jovens estão celebrando com o Papa Francisco. Pela manhã, o Pontífice confessou 16 rapazes e moças na Praça S. Pedro.

Na videomensagem veiculada no Estádio, Francisco agradeceu a presença dos jovens e falou dos lenços que muitos deles estavam usando com as Obras corporais de misericórdia. “Coloquem essas Obras na cabeça, porque são o estilo de vida cristão. Como sabem, as Obras são gestos simples, que pertencem à vida de todos os dias, permitindo reconhecer a Face de Jesus no rosto de tantas pessoas. Inclusive jovens! Jovens como vocês que têm fome, sede; que são prófugos ou forasteiros ou doentes e pedem a nossa ajuda e a nossa amizade”.

Ser misericordiosos – prosseguiu o Papa – quer dizer ser capazes de perdoar, quando ofendemos ou somos ofendidos. “E isso não é fácil, eh? Não permaneçamos com o rancor ou com o desejo de vingança! Não serve para nada: é um cupim que come a alma e não nos permite ser felizes. Perdoemos! Perdoemos e esqueçamos a ofensa recebida, assim poderemos compreender o ensinamento de Jesus e ser seus discípulos e testemunhas de misericórdia.”

Francisco deu como exemplo a busca por sinal para falar no celular. “Estou certo de que isso acontece também com vocês, que o celular fica sem sinal em alguns lugares…. Pois bem, lembrem-se que se Jesus não está em nossa vida é como não ter sinal. Não se consegue falar e nos fechamos em nós mesmos. Devemos ficar onde há sinal! A família, a paróquia, a escola, porque deste modo sempre teremos algo de bom e verdadeiro a dizer.”

O Papa concluiu marcando com os adolescentes encontro no domingo (24/04), para a celebração da Santa Missa na Praça S. Pedro – cerimônia que será transmitida ao vivo pela Rádio Vaticano, com comentários em português a partir das 10h20 – hora local (05h20 – horário de Brasília).

(Com Rádio Vaticano)

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Argentina paga suas dívidas e sai da moratória depois de 14 anos

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, participa de uma mesa de debate no 46º Fórum Econômico Mundial que acontece em Davos (Suíça) (Foto: Laurent Gillieron/EFE)

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, conseguiu cumprir uma de suas principais promessas de campanha. Depois de 14 anos de agonia financeira, o país pagou os credores dos títulos públicos do país vencidos em 2001 e saiu da moratória. O juiz federal dos Estados Unidos Thomas Griesa suspendeu nessa sexta-feira (22) suas medidas contra a Argentina.  “Tendo revisado de maneira cuidadosa as apresentações da Argentina, o tribunal encontra agora que as condições precedentes foram cumpridas. Desse modo, as medidas cautelares ficam anuladas em todos os casos”, afirmou Griesa em um texto divulgado pouco depois de ter recebido as provas de que a Argentina efetuou os pagamentos.

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A Argentina havia notificado Thomas Griesa na sexta de manhã sobre o pagamento aos fundos “abutres” e outros demandantes da dívida, sem pagamento desde o calote dado pelo país em 2001. O governo argentino pediu ao juiz a suspensão definitiva das medidas que impedem que o país tenha acesso mercados financeiros. Em uma carta enviada por seu advogado Michael Paskin, o governo do presidente Macri informou que “a República Argentina realizou o pagamento completo conforme os termos específicos de cada acordo” com os demandantes com os quais fechou um acordo em em 29 de fevereiro. Depois de cumprir com este requisito final, a Argentina pediu ao juiz Griesa que assine uma ordem para confirmar a “suspensão das cautelares em todas as causas” e deixe definitivamente o calote de 2001, ficando livre para voltar aos mercados financeiros sem qualquer restrição.

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É a primeira vez desde 2001 que a argentina poderá negociar títulos da divida do país livremente no mercado internacional. A Argentina declarou sua moratória em 2001. Entre 2005 e 2010 iniciou as negociações para reestruturar sua dívida. Em 2014, para desespero do govenro Kirchner, que pretendia iniciar novos leilões de títulos públicos, os chamados fundos abutres ganharam da Argentina um milionário litígio na Justiça americana para receber integralmente o valor da dívida de bônus em moratória.

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A NML Capital e a Aurelius eram os principais demandantes da ação. No governo de Cristina Kirchner, a Argentina acusou os fundos de extorsão. Os fundos compraram em 2008 títulos da moratória da dívida argentina em 2001 por um valor nominal de US$ 428 milhões, mas na realidade pagaram por esses papéis, considerados ‘lixo’ no mundo financeiro, muito menos do que isso, cerca de US$ 0,30 ou 0,40 para cada US$ 1 nominal do título, segundo o governo argentino. Desta forma, os fundos abutres esperavam obter pela via judicial o equivalente a 1600% do que investiram.

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Embora o caso tenha dado notoriedade aos fundos abutre, suas práticas predatórias não começaram com a Argentina. O termo “fundo abutre” serve para descrever uma entidade comercial privada que, segundo o especialista Cephas Lumina, compra ou adquire, via outras formas de transação, um título de dívida não pago ou em quebra, com o objetivo de obter lucros exorbitantes a médio ou longo prazo.

Os fundos abutres são “hedgefunds” (fundos de cobertura) que se caracterizam por comprar títulos de dívida desvalorizados no mercado secundário, a um preço muito mais baixo que o do seu valor real, fugir de acordos de reestruturação com o Estado endividado e, por fim, exigir pela via judicial, incluindo embargos e outras penalidades, o pagamento total da dívida, o que pode implicar na soma do valor nominal mais juros e eventuais multas.

Muitos países em desenvolvimento do hemisfério sul já foram vítimas desse tipo de procedimento “abutre”, especialmente os da África e da América Latina. Segundo o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), ao menos 20 países pobres do continente, imensamente endividados, já foram ameaçados com ações legais por credores comerciais e fundos abutres.

No ano 2000, a empresa MNL Capital processou o Peru, e quatro anos depois o país andino foi obrigado a pagar quase US$ 56 milhões por títulos de sua dívida, que os abutres compraram por US$ 11,8 milhões.

Por epoca.globo.com
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Janot diz nos EUA que apresentará mais duas denúncias contra Cunha

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, dá palestra na Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos (Foto: Reprodução / MIT Media Laboratory)

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou nesta sexta-feira (22), logo após dar uma palestra no laboratório de mídia da Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, que apresentará, “em breve”, ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais duas denúncias contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), investigado na Operação Lava Jato.

O peemedebista é acusado de ter recebido propina do esquema de corrupção que atuava na Petrobras. Ele já se tornou réu em uma das ações penais da Lava Jato que tramitam no STF por, supostamente, ter exigido e recebido US$ 5 milhões em suborno de um contrato do estaleiro Samsung Heavy Industries com a estatal do petróleo.

“O que a gente fez em referência a este investigado [Cunha]? Oferecemos uma denúncia que já foi recebida pelo Supremo, oferecemos uma segunda denúncia que está em vidas de ser julgada pelo recebimento ou não, e existem mais – se não me engano – seis inquéritos instaurados, todos com fatos ilícitos diferentes e, desses inquéritos, dois estão bem adiantados e rapidamente, acho, virão aí mais duas denúncias”, declarou Janot nesta sexta, após ser questionado sobre qual o papel da PGR no processo de Cunha.

Por meio de nota, a assessoria de Eduardo Cunha afirmou que o procurador-geral da República “atua de forma seletiva e célere” contra ele. “Seria bom que adotasse a mesma rapidez contra todos os investigados, o que parece não ocorrer”, disse o presidente da Câmara por meio da assessoria.

Em dezembro do ano passado, o procurador-geral apresentou ao STF um pedido de afastamento cautelar de Cunha do mandato de deputado federal e do cargo de presidente da Câmara. Para a PGR, a saída é necessária para preservar as investigações contra o parlamentar.

Acusações contra Cunha
Em março, Janot apresentou ao Supremo nova denúncia contra o presidente da Câmara, relacionada às contas secretas atribuídas a ele na Suíça. A acusação é baseada em investigação aberta em outubro do ano passado sobre Eduardo Cunha, sua mulher, Cláudia Cruz, e uma de suas filhas, Danielle Cunha.

O inquérito apontava indícios de que o deputado do PMDB teria cometido evasão de divisas, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Além desses crimes, a denúncia também acusa o peemedebista de crime de falsidade ideológica eleitoral por omissão de rendimentos na prestação de contas. Se a ação for aberta, a Procuradoria pede a perda do mandato parlamentar de Cunha.

Segundo a Procuradoria, o presidente da Câmara recebeu pelo menos US$ 1,31 milhão em uma conta na Suíça. O dinheiro, de acordo com as autoridades suíças, foi recebido como propina pela viabilização da compra, por parte da Petrobras, de um campo de petróleo em Benin, na África.

A outra denúncia, apresentada pela PGR em agosto e já aceita pelo STF, diz que Cunha recebeu, entre 2006 e 2012, “ao menos” US$ 5 milhões para “facilitar e viabilizar” a contratação de dois navios-sonda pela Petrobras, construídos pelo estaleiro sul-coreano Samsung Heavy Industries para operar no Golfo do México e na África.

Os ministros do Supremo acolheram parcialmente a denúncia, na parte em que a PGR acusa Cunha de pressionar, a partir de 2010, o ex-consultor da Samsung Júlio Camargo a retomar os pagamentos de propina que haviam sido interrompidos. A Corte rejeitou parte da denúncia que acusava Cunha de influenciar na contratação dos navios-sonda, entre 2006 e 2007.

Lava Jato
Janot também afirmou nos Estados Unidos que as investigações da Operação Lava Jato continuarão “independentemente” das pessoas e que isso traz “segurança jurídica” aos investidores. A declaração foi dada quando Janot criticava a tese de que a investigação do esquema de corrupção da Petrobras é responsável pela crise política e econômica vivida pelo país.

“A leitura que eu faço é que o investidor queira segurança jurídica. O que a gente está demonstrando é que independentemente das pessoas, privadas ou públicas, essa investigação prossegue. O devido processo legal é respeitado e as instituições funcionam. Convenhamos que a gente não tem esse poder todo [de ser o responsável pela crise]”, afirmou Janot.

Sessão do impeachment
O procurador ainda brincou com o fato de os deputados federais terem feito citações a Deus ao proferirem voto a favor da continuidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff na sessão da Câmara do último domingo (15) – 367 votaram ‘sim’ e 137, ‘não’.

“Daqui a pouco nós vamos mudar o mundo. Tem até a brincadeira que, na votação do processo de impeachment, tanto foi a invocação de Deus que é impossível que uma pessoa mencionada tantas vezes não mereça ser investigada. Aí todo mundo diz: ‘o senhor vai ter que investigar Deus’. Eu digo: ‘Não provoque, vai que ele resolve fazer uma colaboração premiada, esse cara sabe de tudo’”, brincou.

Janot também disse que a crise política do Brasil é “gravíssima”, mas destacou que as instituições continuam funcionando. “A questão da crise política é grave? É grave, é gravíssima, mas as instituições continuam funcionando.”

O procurador também classificou o esquema de pagamento de propina da Petrobras como um “descomunal esquema de corrupção que gerava um círculo nada virtuoso”. “O poder político me permite alcançar ilicitamente recursos públicos. Quanto mais recursos públicos eu alcanço, mais poder político eu ganho e, como eu sou mais poderoso, eu consigo alcançar mais recursos”, descreveu.

G1

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Discurso -Na ONU, Dilma cita “grave momento” no Brasil e diz que país saberá impedir retrocesso

(Foto- Timothy A. Clary/AFP Discurso Na ONU, Dilma cita "grave momento" no Brasil )
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Timothy A. Clary/AFP
Discurso
Na ONU, Dilma cita “grave momento” no Brasil )

Sem citar o termo “golpe” ou se defender abertamente do processo de impeachment, a presidente Dilma Rousseff fez uma menção à crise política do Brasil no fim de sua fala na cerimônia de assinatura do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima na sede das Nações Unidas, em Nova York, nesta sexta-feira (22), quando disse que o país saberá impedir qualquer retrocesso.

“Não posso terminar as palavras sem mencionar o grave momento que vive o Brasil. É um grande país, com uma sociedade que soube vencer o autoritarismo e construir uma pujante democracia. Nosso povo é trabalhador e com grande apreço pela liberdade. Não tenho dúvidas de que saberá impedir quaisquer retrocessos”, declarou a presidente. No fim, ela se disse “grata” aos líderes que expressaram solidaridade a ela.

A citação à crise política ocupou o minuto final do discurso de Dilma na ONU, que durou cerca de nove minutos e focou no Acordo de Paris. Antes dos discursos, o secretário-geral da entidade, Ban Ki-Moon, recomentou que os chefes de Estado não falassem mais do que três minutos.

Nos arredores do prédio das Nações Unidas, em Nova York, grupos de brasileiros a favor e contra o impeachment protestaram com faixas e cartazes. Do lado pró-impeachment, o grupo defendia a saída de Dilma e afirmava que ela cometeu crime de responsabilidade; do lado contrário, os defensores da presidente alertavam sobre a existência de um “golpe” no país e também pediram a saída do presidente da Câmara, Eduardo Cunha.
Nilton Carauta/UOLGrupos contra e a favor do impeachment de Dilma próximos ao prédio da ONU

Foi a primeira viagem de Dilma ao exterior, deixando a Presidência para Michel Temer (PMDB), desde o início da crise do impeachment. Nas últimas semanas, a presidente cancelou três viagens ao exterior por conta do agravamento da crise política em Brasília, que chegou ao auge com a votação favorável ao encaminhamento do processo de impeachment da mandatária da Câmara dos Deputados para o Senado, no domingo (17).

Antes mesmo do evento, Temer e ministros do Supremo Tribunal Federal revelaram preocupação com a possibilidade de Dilma abordar o impeachment e classificá-lo como “golpe”. Políticos da oposição, como o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) e os deputados federais José Carlos Aleluia (DEM-BA) e Luiz Lauro Filho (PSB-SP), foram a Nova York para rebater o discurso.

Minutos depois de Dilma encerrar o discurso, Cunha divulgou nota reafirmando sua posição de que o atual pedido de impeachment não é golpe. “Além do enquadramento jurídico, a Câmara dos Deputados também concluiu politicamente pela abertura do processo, pela maioria dos deputados ter considerado, entre outros fatores, que o governo não tem mais condições de governabilidade”, diz a nota, distribuída também em inglês.
Acordo de Paris tem recorde de países signatários

Sobre o Acordo de Paris, Dilma se disse orgulhosa “do trabalho desenvolvido pelo meu governo e pelo meu país”. “Hoje, assumo o compromisso da pronta entrada do acordo em vigor. O caminho que temos que percorrer a partir de agora será ainda mais desafiador”, afirmou Dilma, que também destacou que a economia e a sociedade precisam ficar menos dependentes de combustíveis fósseis.

Segundo ela, é preciso tomar medidas corretas para a contenção do aquecimento global, reduzindo também a pobreza e a desigualdade. “O conceito de desenvolvimento sustentável precisa ser referência permanente”, disse Dilma.

O acordo global climático foi assinado na COP-21 (21ª Conferência das Partes) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima em Paris, em dezembro. Após 13 dias de debates, representantes de 195 países chegaram, pela primeira vez na história, a um acordo global sobre o clima.

O Acordo de Paris, como ficou conhecido, prevê limitar o crescimento da emissão de gases de efeito estufa e a criação de um fundo global de US$ 100 bilhões, financiado pelos países ricos, a partir de 2020, para frear o aquecimento global a 1,5 °C.

“Hoje, 171 países se reúnem em Nova York para assinar o acordo de Paris. Nunca um número tão grande de países assinou um acordo internacional em um único dia”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, ao abrir a cerimônia em Nova York. (Com AFP e Estadão Conteúdo)
Confira a íntegra do discurso de Dilma Rousseff na ONU

Leia a íntegra do discurso de Dilma:

Senhoras e senhores,

Com imensa honra e emoção, venho a Nova Iorque, hoje, no Dia da Terra, assinar o Acordo de Paris sobre a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, um acordo universal.

Sua conclusão exitosa, em dezembro de 2015, representou um marco histórico na construção do mundo que queremos: um mundo de desenvolvimento sustentável para todos, com o cumprimento das metas estabelecidas na Agenda 2030. O êxito deve muito à atuação do governo francês, à judiciosa e paciente construção do acordo pelo presidente François Hollande e também ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Tenho orgulho do trabalho desenvolvido pelo meu governo e pelo meu país para que, coletivamente, chegássemos a esse acordo. Tenho orgulho de nossa contribuição e da contribuição de todos os países e da sociedade internacional. Agradeço o esforço e o trabalho incansável da equipe de negociadores do Brasil, chefiada pela nossa ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Nós, países participantes, demos respostas firmes e decisivas aos imensos desafios apresentados pela construção de um amplo consenso, consenso necessário para o enfrentamento das mudanças do clima.

Hoje, ao lado de todos os chefes de Estado e de governo aqui presentes, assumo o compromisso de assegurar a pronta entrada em vigor do Acordo no Brasil e mais uma vez saúdo a todos por essa histórica conquista da humanidade.

O caminho que teremos de percorrer agora será ainda mais desafiador: transformar nossas ambiciosas aspirações em resultados concretos. Realizar os compromissos que assumimos irá exigir a ação convergente de todos nós, de todos os nossos países e sociedades, rumo a uma vida e a uma economia menos dependentes de combustíveis fósseis, dedicadas e comprometidas com práticas sustentáveis na sua relação com o meio ambiente.

Países em desenvolvimento, como o Brasil, têm apresentado resultados expressivos na redução das emissões e se comprometeram  com metas ainda mais ambiciosas.

O desafio de enfrentar a mudança do clima torna imprescindível o aumento progressivo do nível de ambição dos países desenvolvidos. Exige, de forma contínua, a mobilização de meios de implementação adequados, para que os países em desenvolvimento tenham suporte e sigam contribuindo para os esforços globais de mitigação e adaptação.

É fundamental ampliar o financiamento do combate à mudança do clima para além do compromisso de US$ 100 bilhões anuais.

É indispensável criar meios de reorientar os fluxos financeiros internacionais de modo permanente para apoiar ações que representem soluções para o problema global e promovam também benefícios de adaptação, saúde pública e desenvolvimento sustentável.

É necessário, ainda, que o setor privado desenvolva um esforço robusto de redução de emissões.

Senhoras e senhores,

Ao reiterar o compromisso do Brasil com os objetivos do Acordo de Paris, quero assegurar que estamos perfeitamente cientes que firmá-lo é apenas o começo.  A parte mais fácil.

Meu país está determinado a intensificar ações de mitigação e de adaptação. Anunciei aqui, durante a Cúpula da Agenda de Desenvolvimento 2030, a contribuição brasileira de 37% de redução dos gases de efeito estufa até 2025, assim como a ambição de alcançarmos uma redução de 43% até 2030 – tomando 2005 como ano-base em ambos os casos.

Alcançaremos o desmatamento zero na Amazônia e vamos neutralizar as emissões originárias da supressão legal de vegetação. Nosso desafio é restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas e outros 15 milhões de hectares de pastagens degradadas. Promoveremos também a integração de 5 milhões de hectares na relação lavoura-pecuária e florestas.

Todas as fontes renováveis de energia terão sua participação em nossa matriz energética ampliada até alcançar 45% em 2030.

Continuaremos contando com a contribuição e a participação de todos os setores de nossa sociedade, que estão conscientes da amplitude do desafio, e com a necessidade de deixar este legado às futuras gerações.

Senhoras e senhores,

Meu governo traçou metas ambiciosas e ousadas porque sabe que os riscos associados aos efeitos negativos recaem fortemente sobre as populações vulneráveis de nosso país e do mundo quando nós não tomamos medidas corretas para a contenção da mudança do clima.

Essa preocupação deve ser compartilhada agora e por todos nós. Sem a redução da pobreza e da desigualdade não será possível vencer o combate à mudança do clima. E esse combate tampouco pode ser feito à custa dos que menos têm e menos podem.

Essa é uma das razões pelas quais o conceito de desenvolvimento sustentável precisa ser referência permanente de nosso projeto comum. Incluir, crescer, conservar e proteger: eis a síntese alcançada na Conferência Rio+20, realizada no Brasil em 2012.

Senhoras e senhores,

Não posso terminar minhas palavras sem mencionar o grave momento que vive o Brasil. A despeito disso, quero dizer que o Brasil é um grande país, com uma sociedade que soube vencer o autoritarismo e construir uma pujante democracia. Nosso povo é um povo trabalhador e com grande apreço pela liberdade. Saberá, não tenho dúvidas, impedir quaisquer retrocessos.

Sou grata a todos os líderes que expressaram a mim sua solidariedade.

Muito obrigada.

Por UOL

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Agencia EFE-O FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, pagou mais de US$ 1 milhão para que um grupo de hackers profissionais o ajudasse a desbloquear o iPhone utilizado pelo autor do tiroteio em San Bernardino, na Califórnia, em dezembro do ano passado, que resultou na morte de 14 pessoas.

Ao ser perguntado pelos jornalistas durante uma conferência realizada nesta quinta-feira (21), o diretor do FBI, James Comey, evitou revelar o valor exato que foi pago aos piratas cibernéticos, mas indicou que a quantia é superior ao que ele ganhará durante todo o tempo que lhe resta no cargo.

“O valor foi alto. Mais do que eu ganharei no período que me resta neste trabalho, que são sete anos e quatro meses”, respondeu Comey ao ser perguntado sobre quanto foi pago pela tecnologia que permitiu o desbloqueio do iPhone.

O salário do diretor do FBI é público e chega a US$ 181.500 anuais, por isso o total que Comey tem para receber de hoje até o dia em que deixará o cargo é de aproximadamente US$ 1,331 milhão. Segundo as palavras de Comey, pode-se inferir que o grupo de hackers recebeu um valor superior a essa quantia.

No dia 12 de abril, foi divulgado que o FBI contatou os hackers, que encontraram uma falha de software até então desconhecida e proporcionaram essa informação aos agentes para que eles pudessem criar um hardware que os permitisse ter acesso ao telefone.

Com isso, os investigadores puderam burlar a senha pessoal de quatro dígitos sem ativar um mecanismo de segurança usado pela Apple, que apagaria todo o conteúdo do telefone caso se introduzisse a senha incorreta mais de dez vezes.

Assim, o FBI conseguiu ter acesso ao telefone de Rizwan Farook, o responsável, ao lado de sua esposa, Tashfeen Malik, pela morte de 14 pessoas em dezembro, na Califórnia, após um longo litígio legal com a Apple, que se recusou a colaborar com os agentes.

A companhia alegou que, se acatasse aos pedidos do governo, colocaria em risco a privacidade de todos os seus dispositivos.

Da EFE
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Cabul: Número de mortos em atentado sobe para 64.

Foto-Moradores observam destroços após atentado em Cabul – MOHAMMAD ISMAIL / REUTERS
Paquistão – O presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, prometeu nesta quarta-feira vingar “cada gota de sangue” do ataque suicida desta semana em Cabul, e as autoridades mais que dobraram o número de mortes, que agora foi apontado em 64.

O ataque atingiu um escritório do serviço nacional de segurança, localizado em uma área perto da sede do governo e da zona diplomática. A maioria das baixas, incluindo 347 feridos, foi de civis, segundo o porta-voz do Ministério do Interior Sediq Sediqqi.

Mas cerca de 30 membros do Diretório Nacional de Segurança também morreram no atentado, a maioria baleados por atiradores que invadiram o complexo depois que um veículo com explosivos detonou a entrada do local, de acordo com parlamentares.

O Talibã logo assumiu a autoria do ataque, o incidente isolado mais mortífero em Cabul desde 2011 e levado a cabo poucos dias depois de a insurgência islâmica anunciar o início de sua ofensiva anual de primavera.

Mas o grupo rejeitou os relatos sobre as vítimas civis, acusando o governo de “propaganda mal intencionada”. O Talibã afirmou que 92 agentes de seguranças foram mortos na ação, embora muitas vezes exagere o número de baixas.
G1
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Fidel fala de morte em discurso do Partido Comunista

Por Reuters – O líder cubano aposentado Fidel Castro deixou a reclusão nesta terça-feira para contemplar sobre a morte e dar incentivo a seus seguidores, em um discurso raro no encerramento de um congresso do Partido Comunista em Havana.

“Em breve vou estar com 90 anos de idade”, disse ele. “A hora de todo mundo chega”, afirmou Fidel, cujo aniversário é 13 de agosto, a 1.300 militantes do partido que se reuniram em um centro de convenções de Havana onde já fez vários discursos e de longa duração durante seu governo.

Gritos de “Fidel, Fidel”, mais uma vez foram ouvidos no momento em que o agora frágil ex-líder cubano fez sua mais extensa aparição pública em anos, falando com uma voz forte, mas ligeiramente rouca.

“Talvez esta seja uma das últimas vezes que falo nesta sala”, disse Fidel, com uma jaqueta de agasalho azul, óculos e barba grisalha.

“As ideias dos comunistas cubanos permanecerão”, afirmou, “como prova de que neste planeta, se você trabalhar duro e com dignidade, você pode produzir bens materiais e culturais de que os seres humanos precisam.”

Assim como aconteceu em outras aparições nos últimos anos, ele não é mostrado de pé. Seu irmão, o presidente Raúl Castro, e todos os delegados levantaram-se em sua homenagem. Mas ele parecia mais saudável, depois de uma grave doença que o levou a abandonar o poder há 10 anos.

Fidel Castro tomou o poder na revolução de 1959 e comandou o país até 2006, quando adoeceu. Ele agora vive em relativa reclusão, mas ocasionalmente escreve artigos ou aparece em reuniões com dignitários visitantes.
Brasil 24/7
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Noivo aluga Ferrari para o dia do casamento e destrói carro

Usman Ali deve ter um prejuízo de R$ 245 mil
O noivo Usman Ali alugou uma Ferrari Spider, avaliada em cerca R$ 1,3 milhão (no mercado local), para celebrar o casamento com Sakina Parveen em grande estilo.
Só que, apenas um dia após a cerimônia, Usman acabou perdendo o controle do carrão e colidindo contra a fachada de uma casa em Burnley (Lancashire, Inglaterra).
De acordo com amigos de Usman, o recém-casado pode ter que pagar o equivalente a R$ 245 mil pelo prejuízo.
Usman, que ainda mora com o pai, não tem condições de arcar com os custos, informou o “Metro”.

Por: Pagenotfound
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Pescadores fisgam tubarão de 5 metros e 1 tonelada

Espécie é rara e desde os anos 70 só foram encontrados 60 exemplares

Pescadores fisgaram na última sexta-feira (15), nas água de Owase (Japão), um exemplar do raro tubarão-boca-grande, de 5 metros de comprimento e pesando 1 tonelada, segundo o ‘Independent’.

O tubarão-boca-grande se alimenta de plâncton e vive, geralmente, a pelo menos 160 metros de profundidade.

Desde os anos 1970, quando foi avistado pela primeira vez, só foram encontrados 60 exemplares da espécie.

O animal foi vendido a um comerciante da região.
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Por: Pagenotfound
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Papa chega à ilha grega de Lesbos para visita aos refugiados

Avião aterrissou na ilha às 4h, pelo horário de Brasília.
Francisco foi recebido pelo primeiro-ministro da Grécia.
Foto-O primeiro ministro grego Alexis Tsipras (direita) e o arcebispo de Constantinopla recebem o Papa Franscico na chegada a ilha de Lesbos, na Grécia (Foto: Louisa Gouliamaki/ AFP)
O papa Francisco chegou neste sábado (16) à ilha de Lesbos, na Grécia, para uma curta visita “humanitária”, na qual visitará os refugiados e honrará o trabalho dos cidadãos gregos na gestão desta crise.

O avião do papa aterrissou no aeroporto de Mitilene, capital da ilha, às 10h05 (horário local, 4h05 em Brasília).

Francisco foi recebido pelo primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, e pelo patriarca ecumênico Bartolomeo, que lhe deram as boas-vindas.

Por Agencia EFE
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