O pai que recuperou na Justiça a guarda da filha de 6 anos – e a matou com golpes na cabeça

Por BBC-Um caso envolvendo o assassinato brutal de uma menina de seis anos pelo próprio pai chegou ao fim nesta terça-feira na Inglaterra, após um julgamento dramático.

Ellie foi morta dentro de casa, em outubro de 2013. Por unanimidade, o júri considerou seus pais, Ben Butler e Jennie Gray, culpados. Ele foi condenado a no mínimo 23 anos de prisão, e ela, considerada cúmplice, a 42 meses.

O crime consternou os britânicos pela violência – a criança apresentava lesões no crânio e na coluna comparáveis às encontradas em pessoas que sofrem acidentes de carro em alta velocidade – e também pelo fato de Butler já ter sido acusado de agredir a filha quando ela ainda era um bebê.

Ele havia conseguido reaver a guarda da menina apenas 11 meses antes de ela ser morta, o que levantou discussões sobre a atuação da Justiça no episódio.

‘Pai perfeito’
Em fevereiro de 2007, quando Ellie tinha pouco mais de um mês de vida, exames constataram graves ferimentos em seu corpo.

O pai foi considerado culpado pelas agressões e condenado a 18 meses de prisão em 2009, mas três anos depois a Justiça britânica o inocentou – a conclusão foi de que os machucados na menina haviam sido “acidentais”.

Isso ocorreu após uma pesada campanha pela absolvição de Butler, comandada pelo famoso agente publicitário britânico Max Clifford – que mais tarde seria condenado por assédio sexual.

Pouco antes de conseguir a vitória, o casal participou de programas de TV britânicos – na ocasião, Gray dizia que o marido “estava tentando ser o pai perfeito”.

A decisão de devolver a guarda, no fim de 2012, ocorreu mesmo após assistentes sociais e os próprios avós de Ellie, com quem a menina estava vivendo, tecerem críticas ao pai.

“Ela (a juíza) vai ter sangue em suas mãos se fizer isso”, havia dito Neal Gray, o avô materno – segundo a imprensa britânica, o casal gastou todas as suas economias, que totalizavam 70 mil libras (cerca de R$ 350 mil), lutando contra o pai nos tribunais.

Ao absolver Butler, a juíza Mary Hogg escreveu: “É uma alegria para mim ver o retorno de uma filha para os braços de seus pais. Essa história não acaba hoje, ainda há trabalho a ser feito”.

Com a decisão, o serviço de proteção dos assistentes sociais à garota foi suspenso e substituído por uma agência independente, responsável pelo acompanhamento do retorno da criança ao convívio dos pais.

Na imprensa, foram publicadas várias reportagens sobre a “família injustiçada” e o primeiro Natal que eles passariam juntos – poucos meses depois, ela seria assassinada.

Surto de raiva
A menina de seis anos foi encontrada morta na casa da família em Sutton, a sudoeste de Londres, em 28 de outubro de 2013. Segundo a acusação, Butler teve um surto de raiva e aplicou golpes na cabeça de Ellie até que ela morresse.

Jennie Gray, afirmou a Promotoria, foi chamada pelo companheiro quando estava no trabalho. Ao chegar em casa, viu a filha morta, mas não ligou imediatamente para o serviço de emergência. Ela acabou condenada por crueldade infantil e por ter encoberto o homicídio.

O casal também inventou um plano para tentar destruir as provas do crime e encenar uma queda acidental antes de chamar a ambulância, uma farsa que envolvia o irmão mais novo de Ellie.

Eles mandaram a criança ir ao quarto da menina chamá-la para comer bolo – quando chamaram a emergência, duas horas após a morte da filha, era possível ouvir o menino dizer que “Ellie não estava acordando”.

O juiz do caso, Alan Wilkie, disse a Gray que ela havia sido “excepcionalmente inocente e boba” para acreditar em Butler e aceitar ser cúmplice dele na morte da filha.

Butler e Gray foram a programas de TV para reaver guarda da filha (Foto: Met Police/ BBC)
Butler e Gray foram a programas de TV para reaver guarda da filha (Foto: Met Police/ BBC)

Ele afirmou ainda que a mulher, que era verbal e fisicamente abusada pelo marido, tinha uma dependência tão profunda dele que estava disposta a fazer qualquer coisa pelo companheiro, inclusive participar daquela “farsa grotesca”.

Sobre Butler, Wilkie disse: “Você é um homem egoísta, de temperamento difícil, violento e dominador, que considera seus filhos e sua parceira como troféus, como se eles não tivessem qualquer função a não ser satisfazer suas fantasias infantis e sentimentalizadas na vida familiar – com você como patriarca a quem todos deveriam obedecer.”

Revisão
A investigação sobre a morte de Ellie fez com que a Justiça revisasse o caso que absolveu Ben Butler no passado. Com isso, novas informações vieram à tona.

Ao considerar que o pai da menina não havia sido responsável pelos ferimentos em Ellie quando bebê, a juíza Mary Hogg afirmou que havia ocorrido um “erro judicial”.

O efeito disso foi a revogação de qualquer forma de proteção à menina, que retornou à casa dos pais sem qualquer acompanhamento para saber se ela estava sendo bem cuidada.

“A ordem da juíza deu permissão a Butler para apresentar o documento emitido por ela a qualquer escola, médico, assistente social, enfermeiro ou policial que viesse a entrar em contato com a família”, explicou o repórter da BBC que cobriu o caso, Gaetan Portal.

“Butler teve, como efeito disso, a garantia de uma poderosa arma legal contra qualquer um que levantasse questionamentos ou preocupações sobre o bem-estar de Ellie no futuro. A juíza também determinou que os assistentes sociais locais não poderiam mais supervisionar a menina.”

Profissionais independentes ficaram com a missão de acompanhar o caso, mas nunca receberam informações sobre o histórico da família ou sobre as questões que pairavam sobre Butler, que tinha outros históricos de violência.

Eles foram orientados apenas pela decisão de Hogg, que classificava todas as acusações contra o pai como “um erro”.

A equipe de assistentes sociais independentes acompanhou o retorno de Ellie para casa por três meses e não reportou nenhum problema familiar. Eles entregaram o relatório final à Justiça em abril de 2013, seis meses antes do crime.

Segundo funcionários da escola da menina, ela faltou bastante à escola nos meses anteriores a seu assassinato. Ao ser cobrada pelo envio de atestados médicos que comprovassem os motivos das ausências, Grey ficou “brava e agressiva”, disse ao júri a assistente administrativa Kelly Vennard.

O avô materno de Ellie critica o sistema que permitiu a devolução da guarda da neta a seu assassino.

“O sistema falhou com ela, e conosco também. É tarde demais para Ellie, mas não para salvar outras crianças”, afirmou ao jornal The Guardian.

“Quero garantir que isso jamais ocorra com outra criança.”

Ben Butler havia sido condenado por sacudir a filha quando ela era bebê; nesta terça foi condenado pela morte da filha (Foto: Met Police/ BBC)
Ben Butler havia sido condenado por sacudir a filha quando ela era bebê; nesta terça foi condenado pela morte da filha (Foto: Met Police/ BBC)

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Hospital Regional de Santarém recebe visita de estudantes dos EUA

Foto Estudantes dos EUA no HRB-Estudantes Norte Americanos visitaram as instalações do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) para conhecer a estrutura da unidade e os serviços oferecidos de alta e média complexidades. A visita faz parte do intercâmbio promovido pela organização não governamental Amizade, com base nos Estados Unidos. Seis alunos e o professor Brent Bailey chegaram a Santarém no dia 17/06 e vão ficar até o dia 29/06, conhecendo a realidade do serviço público de saúde do município. A primeira parada do grupo foi no Hospital Regional de Santarém.

Ayita Verna, de 23 anos, está no segundo ano de Medicina na Universidade de West Virginia, localizada em Morgantown, nos EUA. Ela ficou surpresa com a estrutura do HRBA e diz ser valiosa essa oportunidade de conhecer novas realidades. “Eu não imaginava encontrar um hospital nessa condição. Notei a atenção primária em saúde e sei a distância que é para chegar a um hospital desta qualidade. É importante ter essa experiência daqui para poder aplicar nos EUA”, diz Ayita.

Estudantes dos EUA no HRB
Estudantes dos EUA no HRB

Outro estudante que se admirou com o que viu no Regional de Santarém foi Corey Keenan, de 21 anos, que se prepara para cursar Medicina. “Eu não tinha muitas expectativas e fiquei muito impressionado com estrutura do hospital, a maneira como os pacientes são tratados e a capacidade de tratarem a alta complexidade”, conta.

O oncologista do hospital, Carlos Hummes, acompanhou os acadêmicos e mostrou os diversos serviços oferecidos pela unidade. “A importância dos estudantes americanos e de outros países conhecerem nosso hospital é basicamente para mostrar que se pode fazer medicina de qualidade aqui na Amazônia, que nem tudo é só dificuldade. Mostrar que há uma boa possibilidade de termos profissionais de qualidade e equipamentos que possam levar ao usuário do Sistema Único de Saúde o melhor tratamento possível”, explica Hummes.

O médico conta que “eles ficam muito impressionados com a qualidade e com a estrutura do hospital, que é um hospital de primeiro mundo, com todas as necessidades atendidas. A gente vê muita surpresa da parte deles”, revela Carlos Hummes.

Hospital

Gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o HRBA é uma unidade pública e gratuita pertencente ao Governo do Estado. O HRBA é referência para mais de 1,1 milhão de pessoas residentes em 20 municípios do Oeste do Pará.

Fonte: RG 15/O Impacto e Joab Ferreira

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Fotografa filha a treinar para ataque com armas -Mãe ficou surpreendida.Veja a imagem.

Stacey Wehrman Feeley reparou que a sua filha estava de pé em cima da sanita e achou que se tratava de um momento engraçado protagonizado pela criança de três anos óptimo para partilhar com o marido. A surpresa veio quando a norte-americana de Paris, no Texas, perguntou a Chandler o que estava a fazer: a treinar para o caso de ficar fechada na casa de banho e existir um ataque com homens armados. Stacey acabou por partilhar a imagem nas redes sociais e os internautas começaram a reagir. A imagem já foi partilhada mais de 14 mil vezes. No texto que acompanhava a fotografia, a mãe começa por explicar que, no início, tudo não passava de uma brincadeira: “Tirei esta fotografia porque achei ser engraçada. Ia enviar ao meu marido para ver o que a nossa filha estava a fazer”. Depois, a mãe aproveitou para deixar uma mensagem para os políticos: “Vejam bem isto! Estes são os vossos filhos, as vossas crianças, netos, bisnetos e as gerações vindouras. Vão viver as suas vidas e crescer num mundo com base nas vossas decisões”.

Veja no Facebook AQUI
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Por Catarina Correia Rocha -cmjornal

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Sob protestos, começa na China festival

A cidade de Yulin, no sul da China, deu início a seu festival anual de carne de cachorro nesta terça-feira (21) apesar da oposição de ativistas de direitos dos animais, e moradores se queixaram de novas medidas do governo para manter o evento discreto

Festival de Cachorro
Festival de Cachorro

Milhares de cães devem ser mortos para serem consumidos durante o festival

Neste mês, os ativistas entregaram às autoridades de Pequim uma petição com 11 milhões de assinaturas protestando contra a celebração, que dizem ser cruel

Embora só houvesse um pequeno número de cachorros à venda no mercado central da cidade, vários ativistas compraram os animais, que de outra maneira acabariam na grelha

(Nas imagens, protestos contra o festival foram organizados em vários lugares do mundo, como foi o caso da capital italiana, Roma)

“Os cães sãos os melhores amigos do homem, os mais leais. Como podemos comer nossos amigos? Me digam”, questionou Yang Yuhua, um ativista de direitos dos animais que voou de Chongqing, cidade do sudoeste chinês, para comprar alguns dos animais vendidos no festival deste ano

Ativista gastou mais de mil iuanes (150 dólares) para adquirir dois cachorros enjaulados no mercado

Os vendedores dizem que esperam fazer bons negócios este ano

“São muitas, muitas pessoas que gostam (de comer carne de cachorro). É um hábito seu, um hábito meu”, disse o vendedor, cujo sobrenome é Zhou

Apesar das vendas a céu aberto, não se via a palavra chinesa para “carne de cachorro“ em nenhum dos restaurantes especializados em cachorro.

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Casal é flagrado transando no banco de trás de táxi

Um casal foi flagrado fazendo sexo no banco de trás de um táxi em Moscou, na Rússia. A cena foi filmada por um homem que estava no carro ao lado na manhã do último sábado (18).

Após perceber que estava sendo filmada, a mulher coloca metade do corpo para fora do carro e começa a acenar para a câmera. Dentro do carro, o homem pareceu aprovar a atitude, exibindo um polegar erguido. Especula-se que o casal tenha se animado na volta para casa depois de uma noitada.

Fonte: Bocao News

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A ‘árvore da morte’, a mais perigosa do mundo segundo o livro dos recordes –

Placa alerta sobre perigo: “É uma das árvores mais perigosas do mundo”.

Árvore com alerta Image copyright Gary Price / Flicker via freeforcommercialuse.org
Dizem que, quando os conquistadores chegaram, vários deles se intoxicaram ao comer seus frutos.

Falam que os indígenas usavam a árvore para tortura, amarrando pessoas a seu tronco e deixando-as ali para que sofressem quando chegasse a chuva.

Contam que, além disso, os nativos envenenavam suas flechas com sua seiva.

E que até que foi o motivo da morte do espanhol Juan Ponce de León, o primeiro governador de Porto Rico, que recebeu uma flechada em uma batalha quando tentou conquistar a costa da Florida, em 1521.

É difícil comprovar que esses fatos realmente tenham acontecido, mas o que se diz das propriedades científicas da “árvore da morte” já foi provado.

Placa alerta sobre perigo: "É uma das árvores mais perigosas do mundo".
Placa alerta sobre perigo: “É uma das árvores mais perigosas do mundo”.

Image caption Ponce de León, na terra que batizou de La Florida e que quis conquistar.

A temida planta cresce em paisagens idílicas e pode alcançar grandes alturas.

Seus galhos às vezes repousam sobre a areia e te convidam a descansar sobre sob sua sombra ou se proteger da chuva ou do sol.

Seus frutos, muitos parecidos com maçãs, são cheirosos, doces e saborosos.

Mas ela tem a duvidosa honra de estar registrada no livro dos recordes, o Guiness Book, como a árvore mais perigosa do mundo.

Alerta: todas as partes da mancenilheira são extremamente venenosas e a interação ou ingestão de qualquer parte desta árvore pode ser letal”

Instituto de Ciências de Alimentos e Agricultura da Flórida.

naturgucker.de / enjoynature.net
Como seu nome diz

Hippomane mancinella. Esse é seu nome científico.

Segundo o Instituto de Ciências de Alimentos e Agricultura da Flórida, nos Estados Unidos, Hippomane vem das palavras gregas hippo, que significa “cavalo”, e mane, que deriva de “mania” ou “loucura”.

O filósofo grego Teofrasto (371a.C.-287a.C.) nomeou assim uma planta nativa da Grécia após descobrir que os cavalos ficavam loucos ao comê-la. E o pai da taxonomia moderna, o sueco Carl Linneo, deu o mesmo nome à nociva árvore da América.

Mais precisamente, a que é nativa da América Central e das ilhas do Caribe e cresce da costa da Flórida até a Colômbia – em alguns lugares, sua presença é alertada por cruzes vermelhas e placas.

Hippomane mancinella Image copyright Thinkstock
Hippomane mancinella Image copyright Thinkstock

Ela era uma ameaça para os conquistadores e, hoje, segue amedrontando turistas

Árvore da morte

Esse é um dos seus nomes conhecidos, usado por quem convivem com ela. Também é conhecida como Mancenilheira da Areia ou Mancenilheira da praia – mas árvore da morte é o apelido que melhor descreve a realidade.

Sua seiva leitosa contém forbol, um componente químico perigoso. Só de encostar na árvore, sua pele pode ficar horrivelmente queimada.

Refugiar-se debaixo dos seus galhos durante uma chuva tropical também pode ser desastroso, porque até a seiva diluída pode causar uma erupção cutânea grave.
Hippomane mancinella Image copyright Reinaldo Aguilar / Flicker via freeforcommercialus
Image caption Sombra da árvore pode te convidar para um descanso, mas ficar embaixo dela é perigoso

Queimar essas árvores também é uma má ideia. A fumaça pode cegar temporariamente e causar sérios problemas respiratórios.

Mas, apesar dos efeitos desagradáveis, o contato da pele com esta árvore não é fatal. A ameaça real vem de sua pequena fruta redonda.

Comer este fruto, que parece uma pequena maçã, pode causar vômitos e diarreia tão severos que desidratam o corpo até um ponto em que não há mais cura.
Tanto assim?

A radiologista britânica Nicola Strickland experimentou estes efeitos em 1999 ao passar férias com uma amiga na ilha caribenha de Tobago.

Como boa cientista, ela descreveu o que acontece ao British Medical Journal, para que outros cientistas soubessem o tamanho desta ameaça.

Ela começa contando como, em uma manhã, “encontramos uma dessas idílicas praias desertas… areia branca, palmeiras balançando, o mar turquesa.”

Tobago Image copyright Thinkstock
Tobago Image copyright Thinkstock

Image caption Radiologista teve experiência ruim com fruto quando estava em um lugar paradisíaco

Então, viu as frutas verdes que “aparentemente haviam caído de uma árvore grande”.

“Mordi a fruta e achei agradavelmente doce. Minha amiga fez o mesmo. Um pouco mais tarde, notamos um gosto estranho e picante na boca, que virou ardência e dor, com uma pressão na garganta.”

“Os sintomas pioraram nas duas horas seguintes até que não conseguíamos mais comer alimentos sólidos, pois a dor era insuportável. A sensação era de ter um grande nó abstruindo a garganta.”

Por sorte, oito horas mais tarde os sintomas orais começaram a melhorar, mas os gânglios linfáticos ficaram muito sensíveis.

“Nossa experiência provocou um genuíno terror e incredulidade entre os locais. Tal é a reputação do veneno da fruta”, diz.
“Uma só mata 20 pessoas”

Histórias do tipo não são novas, é claro.

John Esquemeling, autor de um dos mais importantes livros de consulta sobre pirataria no século 17, “Os corsários da América” (1678), escreveu sobre sua experiência com a árvore “chamada mancenilheira , a árvora da maçã anã”, quando esteve na ilha La Española, compartilhada entre o Haiti e a República Dominicana e conhecida por ter abrigado o primeiro assentamento europeu na América no fim do século 15.
Hippomane mancinella Image copyright Thinkstock
Image caption O fruto parece uma maçã, mas é muito perigoso

“Um dia, quando estava extremamente atormentado pelos mosquitos e ainda ignorante sobre a natureza desta árvore, cortei um galho para me abanar. Meu rosto inchou e se encheu de bolhas, como se estivesse queimado, e fiquei cedo por três dias.”

Nicholas Cresswell, cujo diário sobre seus dias nas colônias britânicas na América ficou para história, escreveu sobre a sexta-feira de 16 de setembro de 1774:

“A fruta da mancenilheira tem o aroma e a aparência de uma maçã inglesa, mas é pequena, cresce em árvores grandes, geralmente ao longo da costa. Estão repletas de veneno. Me disseram que uma só é suficiente para matar 20 pessoas.”

“A natureza do veneno é tão maligna que uma só gota de chuva ou orvalho que caia da árvore na sua pele imediatamente causará uma bolha. Nem a fruta nem a madeira podem ser usadas, até onde eu sei.”
Perigosa, mas útil

Surpreendentemente, talvez, a árvore tem seus usos, segundo o Instituto de Ciências da Agricultura e Alimentos da Flórida.

Hippomane mancinella Image copyright J.B. RAPKINS/SCIENCE PHOTO LIBRARY
Hippomane mancinella Image copyright J.B. RAPKINS/SCIENCE PHOTO LIBRARY

arvore arv
Image caption A árvore é imponente, mas talvez seja perigosa para quem frequenta a casa

A mancenilheira da praia é usada para fazer móveis desde a época colonial. Acredita-se que sua seiva venenosa se neutraliza quando seca ao sol. Mas manipular a madeira recém-cortada requer muito cuidado.

Os nativos cobriam suas flechas com o veneno quando iram caçar.

E há documentos que mostram que a borracha da casca já foi usada para tratar doenças venéreas e retenção de líquidos na Jamaica, e as frutas secas foram usadas como diuréticos.

Por –BBC Brasil
Redação BBC Mundo

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Rubén Aguirre, o Professor Girafales de ‘Chaves’, morre aos 82 anos

O ator mexicano Rubén Aguirre Fuentes, conhecido por interpretar o Professor Girafales em “Chaves” (1973-1980), morreu nesta sexta-feira (17) aos 82 anos.

A informação foi publicada no Twitter de Edgar Vivar, que fazia o Senhor Barriga no mesmo programa. Verónica Aguirre, filha do ator, disse à rede de TV Televisa que a causa da morte foi pneumonia.

“Meu professor favorito, descansa em paz… Hoje meu grande amigo Rubén Aguirre parte deste plano. Sentirei muito sua falta”, escreveu Vivar na mensagem. O funeral será em Puerto Vallarta, no México, onde ele morava.

Aguirre, que há duas décadas tomava medição para controlar diabetes e problemas renais, havia passado recentemente 11 dias internado no México por causa de uma pneumonia.

Durante a internação, Aguirre usou o Twitter para agradecer aos fãs e chegou a brincar com boatos de sua morte. “Já começaram os rumores. Digo-lhes que estou vivinho e tuitando. Taaaa, taaa, ta,,, ta!”, escreveu em 1º de junho, usando um bordão do Professor Girafales.

Rubem Aguirre estava aposentado dos palcos desde o fim de 2007, depois que ele e a esposa, Consuelo Reyes, sofreram um acidente de carro. Consuelo perdeu as pernas após a batida. Ela e o marido passaram a usar cadeira de rodas.

Nascido em 15 de junho de 1934, na cidade de Saltillo, no México, Rubén Aguirre Fuentes era formado em engenharia agrônoma e começou a carreira artística como locutor e apresentador de rádio e TV. Antes da fama, também trabalhou como toureiro e piloto.

Seu perfil no Facebook informa que, desde 1976, ele fazia apresentações em circos interpretando o Professor Girafales. Além de “Chaves”, Aguirre atuou em 14 filmes e 10 programas de TV.

Aguirre era casado com Consuelo Reyes desde 1960 e deixa sete filhos, além de netos.

Problemas de saúde e financeiros
Sem poder trabalhar na TV, no teatro ou no circo desde o acidente de 2007, Rubén Aguirre passou a enfrentar também problemas financeiros. Exatamente um ano atrás, em junho de 2015, ele divulgou uma carta em que dizia ter “sérios problemas de saúde” e pedia apoio para pagar seus gastos.

Intitulado “E agora, quem poderá me defender?” (referência ao personagem Chapolin), o texto reivindicava assistência médica da Associação Nacional de Atores do México (Anda).

“Como muitos de vocês sabem, nos últimos tempos meu estado de saúde e de minha esposa se debilitaram (…) Minhas forças se acabaram. Tenho lutado há dez anos por esse direito, porque há dez anos preciso dele. Tenho 81 anos e, repito, tenho sérios problemas de saúde”, escreveu.

Na época, uma de suas filhas, Verónica Aguirre, afirmou à BBC: “Meu pai se aposentou faz nove ou dez anos, mas nunca pediu ajuda à associação. Ele pagou tudo do próprio bolso, mas, de uns tempos para cá, tem precisado do auxílio de seu sindicato”. Dois meses depois, a Anda quitou a dívida, segundo informou o próprio ator.

Em 2014, ele já havia sido internado no México com quadro de desidratação e anemia. Em 2015, foi hospitalizado por causa de cálculos na vesícula e problemas na coluna. Mas os cálculos não puderam ser removidos na época justamente por causa de uma dívida hospitalar.

‘Não temo a morte. Temo estar morrendo’
Em agosto de 2015, dois meses depois da carta aberta pedindo ajuda, Rubén Aguirre comentou seu delicado estado de saúde em entrevista ao canal Telemundo, emissora mexicana nos Estados Unidos.

Fumando charuto, afirmou: “Não estou totalmente bem: uso uma cadeira de rodas, não posso caminhar, não tenho força nas pernas… Não temo a morte. Temo estar morrendo. Isso, sim, me dá muito medo”.

Aguirre disse que um dos filhos de Roberto Bolaños (1929-2014), criador e protagonista de “Chaves”, ofereceu ajuda. Os outros colegas de elenco de “Chaves”, no entanto, não teriam feito o mesmo.

“Nem Carlos [Villagrán, o Quico], nem Maria Antonieta [de las Nieves, a Chiquinha], nem Edgar [Vivar, o Senhor Barriga], ninguém se aproximou para me dar apoio. Mas eu entendo”, declarou.

Autobiografia: ‘Depois de você’
Rubén Aguirre lançou sua autobiografia, “Después de usted – Las memorias del profesor más querido de América Latina”, no começo no começo de 2015. O nome do livro, que ainda não foi traduzido para o português, remete ao jargão do Professor Girafales em “Chaves”, “Depois da senhora”, dita repetidas vezes à Dona Florinda, vivida pela atriz Florinda Meza.

Em entrevista a agência EFE na época em que livro saiu, o ator comentou como o próprio Bolaños (“mais do que um companheiro de trabalho, um amigo”) o convidou para viver Girafales, personagem “pretensioso, vaidoso, prepotente e romântico”.

Outro assunto foram as polêmicas com relação aos direitos dos peronsagens de “Chaves”. María Antonieta de las Nieves,a Chiquinha, e Carlos Villagrán, o Quico, por exemplo, romperam com Bolaños por causa disso.

Aguirre afirmou “Cada ator tem suas próprias características e a obrigação de encarnar o personagem, mas isso não significa que seja seu. James Bond é de Sean Connery por tê-lo vivido? Não, é de Ian Fleming. Assim como os atores que interpretaram Hamlet não o ‘tiraram’ de Shakespeare”.

As opiniões custaram a amizade de María Antonieta, por ter dito durante uma entrevista que pretender roubar a personagem do seu criador era uma “canalhice”. “A partir de então não falou mais comigo, ficou muito zangada. Eu sinto muito, porque éramos muito amigos e a conheço desde menina”.

Rubén Aguirre em homenagem recebida em programa de televisão (Foto: Divulgação/Facebook Oficial)
Rubén Aguirre em homenagem recebida em programa de televisão (Foto: Divulgação/Facebook Oficial)

Discreto e no ‘crepúsculo da vida’
Na autobiografia, Aguirre também explicou por que sempre se manteve discreto em sua vida privada. “Fico chocado com os artistas que vendem seu casamento, um divórcio ou o nascimento de um filho para uma revista ou para um programa de TV, é uma coisa muito íntima, eu jamais faria isso”, destacou.

Criticou ainda o humor atual: “Os dias em que os primeiros capítulos de ‘Chaves’ foram gravados, uns em cima dos outros, no mesmo filme, para economizar, ficaram pra trás. Os avanços tecnológicos foram bárbaros desde então, mas é uma pena que os avanços intelectuais não tenham sido os mesmos. Os textos atuais são ruins, há piadas muito antigas, e você vê atores excelentes, mas se pergunta quem está escrevendo suas falas”.

No “crepúsculo de sua vida”, como brincou, Aguirre lamentou nunca ter feito um vilão ou não ter sido juiz de beisebol. Afirmou que ver seus filhos era o que o fazia se sentir mais orgulhoso. Também sentia que não havia sido estigmatizado como Professor Girafales.

Apsar disso, admitiu que “pagam muito melhor por ser o professor Girafales do que por ser Rubén Aguirre”.
Do G1, em São Paulo
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Moradores de Birstall vão fazer uma vigília como último tributo à deputada.

Deputada britânica é morta a tiros, e campanha do ‘Brexit’ é suspensa
A deputada britânica Jo Cox, 41, morreu após ser ferida a tiros nesta quinta-feira (16) em Birstall, no norte do Reino Unido
O assassinato da deputada em plena rua do pacato vilarejo de Birstall, próximo a Leeds, mobilizou adversários políticos e deixou o Reino Unido em choque.
Como um ato de respeito, defensores da permanência e da saída do Reino Unido da União Europeia decidiram suspender temporariamente as campanhas para o plebiscito, marcado para o dia 23 para decidir o futuro dos britânicos em relação ao bloco.

Cox foi atacada a facadas e a tiros por volta das 13h (9h em Brasília) no meio de uma rua em Birstall. Socorrida, ela morreu uma hora depois.

Um homem de 77 anos também foi ferido.

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Enquanto Cox era atendida no hospital, a polícia deteve um suspeito —um homem de 52 anos conhecido na região como Tommy Mair. Um vizinho disse ao jornal britânico “The Guardian” que Mair é uma pessoa quieta, mas simpática, amigável e nada agressiva. Ele tinha o costume de podar voluntariamente a grama da casa de moradores mais idosos.
A polícia informa que não procura nenhum outro suspeito, tampouco outras pessoas com possíveis conexões com o ataque.
Armas foram apreendidas com o suspeito detido, entre elas uma arma de fogo ainda não especificada.
No Reino Unido, a aquisição e o porte de armas de fogo são extremamente controlados. Isso é considerado um privilégio, e não um direito, como ocorre nos Estados Unidos.
MOTIVO
Apesar do grande número de testemunhas, a polícia diz que a investigação ainda está em estágio inicial e evita falar em motivos para o ataque.
Relatos iniciais diziam que, antes do ataque, o agressor teria gritado “Reino Unido primeiro!”, lema da ultradireita britânica.
“Ódio não tem crença, raça ou religião, é venenoso”, lamentou o marido da deputada, Brendan Cox, com quem teve dois filhos.
Birstall era a base eleitoral de Cox, eleita deputada pela primeira vez em 2015. Representante do Partido Trabalhista, ela fez carreira trabalhando com caridade e era uma defensora ferrenha dos refugiados.
“É absolutamente trágico. Perdemos uma grande estrela”, lamentou o premiê britânico David Cameron, que suspendeu um discurso contra a saída do Reino Unido da UE.
Visivelmente emocionado, o líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, não apenas lamentou a morte como fez questão de destacar que Cox dedicou a vida aos direitos humanos. “Ela foi morta na rua na área dela, enquanto trabalhava pelo povo. Violência não é resposta para nada. Deixa duas crianças que vão crescer sem nunca ver a mãe outra vez.”
Há 26 anos não há nenhum registro de assassinatos contra membros do Parlamento britânico. O último membro morto foi Ian Gown, vítima de um ataque a bomba atribuído ao IRA (Exército Republicado Irlandês) em 1990.
Antes dele, Sir Anthony Berry morreu também num atentado, em 1984, num hotel onde a então primeira-ministra Margaret Thatcher estava hospedada.
Por ESTADÃO FERNANDA ODILLA COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM LONDRES

deputada
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Grupo que matou traficante na fronteira usou armamento antiaéreo

Rafaat foi morto após o carro blindado em que estava ser atingido por tiros dessa arma (Foto: Direto das Ruas)

O traficante Jorge Rafaat Toumani, executado com vários tiros na noite desta quarta-feira no Centro de Pedro Juan Caballero, cidade que faz fronteira com a brasileira Ponta Porã, foi alvo de disparos de armamento calibre .50, usado em táticas antiaéreas pelas Forças Armadas.
ARMA1
A arma estava acoplada na parte traseira de uma camionete Toyota Hilux SW4, onde estavam os executores do Rafaat. Como os seguranças do traficante e empresário que já foi condenado pela Justiça brasileira por narcotráfico reagiram, houve tiroteio e pessoas de ambos os grupos ficaram feridas.

Os relatos de testemunhas do ocorrido aos jornais paraguaios é de que parecia uma guerra. Rafaat estava em uma Hammer blindada, que não suportou o grosso calibre do armamento usado e foi perfurada. Há a informação que seguranças do traficante também foram mortos, o que ainda não foi confirmado pela Polícia Nacional paraguaia.

Sete pessoas teriam ficado feridas no tiroteio, que aconteceu próximo ao Mercado Municipal de Pedro Juan Caballero, logo depois de cair em uma emboscada. Um dos feridos seria um agente policial local. O crime teria sido motivado por

Rafaat era conhecido como "Rei" da região de fronteira e rotineiramente aparecia na mídia local (Foto: jornal Hoy)
Rafaat era conhecido como “Rei” da região de fronteira e rotineiramente aparecia na mídia local (Foto: jornal Hoy)

Vídeos captados pela vizinhança com aparelhos de celular mostram o momento em que houve tiroteio (veja no fim da matéria) no Centro de Pedro Juan Caballero.

Condenação – Conhecido também por organizar promoções para compras em Pedro Juan – inclusive, com congelamento da cotação do dólar -, Jorge Rafaat foi condenado por Odilon de oliveira, juiz da 3ª Vara Federal de Ponta Porã, em 30 de abril de 2014, quando além dele, outros sete traficantes da fronteira foram sentenciados.

Rafaat foi condenado a várias penas que, somadas, totalizam 47 anos de prisão em regime fechado, além de multa de R$ 403,8 mil. O irmão dele, Joseph Rafaat Toumani, também foi condenado a pena de 15 anos de prisão e multa de R$ 83,2 mil. Aviões, veículos, fazendas e outros imóveis também foram sequestrados pela Justiça Federal.
Por Fronteira News

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Equipes de resgate matam quatro jacarés em busca de bebê na Disney

Pelo menos quatro jacarés foram mortos até o momento nas buscas por uma menino de 2 anos que foi arrastado por um jacaré para o lago artificial do complexo hoteleiro Grand Floridian Resort da Walt Disney em Orlando na noite de terça-feira (14), nos EUA.

O garoto bricava perto da água, na companhia dos pais e da irmã mais velha. O pai da criança lutou para recuperar o filho, mas não conseguiu. O nome da família americana, originária do estado do Nebraska, não foi divulgado.

As autoridades sacrificaram os animais em busca de restos humanos, mas ainda não encontraram vestígios. “Já pegamos quatro jacarés e analisamos, mas não encontramos evidências de que estariam envolvidos no caso. Foi necessário sacrificá-los para fazer a análise”, disse o diretor da Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida, Nick Wiley ao New York Times. Ainda não há previsão de quando as buscas serão encerradas.

Notícias Ao Minuto

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