O impressionante momento em que uma águia tenta carregar menino em parque na Austrália

Um menino com idade estimada entre seis e oito anos levou um baita susto em uma reserva ecológica do norte da Austrália: uma águia audax, maior ave de rapina encontrada no país, tentou carregá-lo.
Águia teria levantado menino do chão, segundo relatos
Esses animais podem atingir 2,3 metros de envergadura.
Uma sequência de fotos mostra o momento em que a ave crava suas garras no capuz do casaco usado pelo menino e consegue, segundo testemunhas, levantá-lo do chão, ainda que brevemente.
O incidente ocorreu na última quarta-feira, durante uma apresentação de animais no Alice Springs Desert Park, um reserva com 1,3 mil hectares nos norte do país.
As fotos foram tiradas por Christine O’Connelly, que depois as compartilhou nas rede sociais.
Administração do parque informou que garoto “sofreu apenas arranhões”
Águia não participará mais de espetáculos

Foto: Christine O'Connell/Instagram: 55chris / BBCBrasil.com
Foto: Christine O’Connell/Instagram: 55chris / BBCBrasil.com

O voo da águia era parte de uma demonstração promovida de forma regular pelo Centro de Educação Ambiental do parque.

“Estávamos assistindo à demonstração e esperando o voo da águia audax, que faria parte do encerramento. Mas ela tentou carregar um menino”, contou em entrevista ao jornal NT News Kennan Lucas, um dos espectadores que estavam no parque.

Lucas disse que o garoto pode ter chamado a atenção da águia por tirado e vestido o capuz do casaco repetidamente.

“O menino gritou – e a mãe estava muito alterada.”
Com envergadura de 2,3m, a águia audax é a maior ave de rapina da Austrália

Foto: Getty Images / BBCBrasil.com
Foto: Getty Images / BBCBrasil.com

Segundo a administração do parque, a criança sofreu “apenas arranhões” e está bem.

Um inquérito foi aberto, e o parque anunciou que a águia não participará mais de exibições.
Por BBC BRASIL.

“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
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Teste internacional anticorrupção aprova só uma multinacional brasileira

Avião da Embraer Image copyright AFP- Embraer foi a única companhia brasileira a receber nota acima de 5.
Apenas uma multinacional brasileira foi aprovada em um teste anticorrupção divulgado pela ONG Transparência Internacional nesta segunda-feira.
A Embraer, com 5,6 pontos, foi a única entre as 12 grandes companhias brasileiras analisadas no estudo sobre países emergentes a obter nota acima de 5 em uma escala que vai de 0 (empresa menos transparente) a 10 (mais transparente).
O relatório “Transparência em Relatórios Corporativos: Avaliando Multinacionais de Mercados Emergentes” analisou 100 empresas sediadas em 15 países e que operam em 185 mercados.
Segundo o estudo, 75% das empresas analisadas obtiveram pontuação abaixo de 5 no teste. A nota média foi de apenas 3,4 pontos, levemente abaixo do resultado da última pesquisa, em 2013.
Para a ONG, os resultados “ruins” atestam que a grande maioria das empresas de países emergentes “não mostra bom desempenho em relação à transparência de suas atividades, criando um ambiente que proporciona a proliferação da corrupção nos negócios e nos lugares onde operam”.
A Embraer está entre as 20 empresas consideradas mais transparentes pelo estudo. A fabricante de cosméticos Natura obteve a segunda melhor pontuação (4,7) entre as empresas brasileiras analisadas.
A lista inclui companhias que são alvos da investigação da Lava Jato, como a Odebrecht e o grupo JBS, que obtiveram, respectivamente, 3,6 pontos e 3,1 no teste. Questionada pela BBC Brasil, a JBS preferiu não se pronunciar.
O grupo Camargo Corrêa obteve apenas 2,1 pontos no estudo. Ele possui várias empresas, entre elas a construtora que é alvo da Lava Jato. Em nota, a empresa informou:
“A holding Camargo Corrêa S.A. esclarece que as informações sobre os programas de combate à corrupção das empresas que compõem o seu portfólio de negócios não foram levadas em consideração na referida análise e reitera que exige das empresas nas quais participa o contínuo aprimoramento, com adoção das melhores práticas internacionais de governança e compliance”, se referindo à área que visa a garantir o cumprimento de normas legais e também monitora as atividades da companhia para evitar e detectar irregularidades nos negócios.
A companhia têxtil Coteminas, que pertence à família do ex-vice-presidente José Alencar (1931-2011), é a brasileira com a pior nota no relatório, apenas 1,1 ponto.
Seu presidente, Josué Gomes da Silva, disse à BBC Brasil que a empresa “buscará aperfeiçoar seus relatórios de modo a adotar as melhores práticas quanto a divulgação das ações anticorrupção, criação de canais de denúncia e formas de combate a desvios, já que o recente relatório da Transparência Internacional aponta deficiências de divulgação que a companhia precisa corrigir”.
Malotes da 31ª fase da Operação Lava Jato chegam à Superintendência da Polícia Federal de São Paulo em 4 de julho de 2016

Image copyright ABr Empresas citadas na Lava Jato foram reprovadas em relatório
Image copyright ABr
Empresas citadas na Lava Jato foram reprovadas em relatório

As outras multinacionais brasileiras que ficaram abaixo da média no estudo são: BRF, Gerdau, Magnesita Refratários, Marcopolo, Votorantim e Weg.

A Latam Airlines (criada após a fusão das companhias aéreas LAN e TAM) também integra o relatório, mas, como sua sede é no Chile, a empresa aparece como chilena no documento.
Corrupção e pobreza

“Níveis patéticos de transparência em grandes empresas de mercados emergentes levantam a questão da importância que o setor privado dá para o combate à corrupção como meio de eliminar a pobreza e reduzir a desigualdade nos lugares onde faz negócios”, afirma José Ugaz, presidente da Transparência Internacional.

“Vemos repetidamente enormes escândalos de corrupção envolvendo multinacionais como o Grupo Odebrecht ou a China Communications Construction, o que traz danos enormes às economias locais”, completa Ugaz.

“Seja a campanha anticorrupção do governo chinês, o grande escândalo de corrupção no Brasil ou as alegações de desvio de fundos envolvendo o primeiro-ministro da Malásia, o impacto da corrupção prejudica seriamente as economias emergentes em um momento em que são fustigadas pela desaceleração do crescimento”, diz o estudo.

A Odebrecht informou que “a empresa recebeu o relatório de forma muito positiva” e informou que “o grupo subiu 47 posições no ranking geral, em comparação com o último relatório”.

“A evolução foi reconhecida pela própria Transparência Internacional como um dos fatores que levou à melhor pontuação das empresas privadas em relação às públicas no item de avaliação dos programas anticorrupção”, diz o grupo.

Prédio com escritório da Odebrecht em Lima, Peru Image copyright Reuters Image caption Presidente da ONG, citou Odebrecht como exemplo negativo Critérios
Prédio com escritório da Odebrecht em Lima, Peru Image copyright Reuters
Image caption Presidente da ONG, citou Odebrecht como exemplo negativo
Critérios

Para atribuir a pontuação, a ONG levou em conta três critérios: programas anticorrupção, divulgação de estruturas e holdings (transparência organizacional) e comunicação das informações financeiras por país onde as empresas atuam.

Cada um desses critérios recebeu uma nota, que resultou na pontuação final entre zero e dez.

O segmento que obteve o pior desempenho foi a divulgação das informações financeiras – como receita, lucro bruto, Imposto de Renda e despesas de capital – detalhadamente por país de atuação.

De acordo com o estudo, 49 companhias obtiveram nota zero nesse quesito. Entre elas, 26 empresas chinesas e sete brasileiras.

“Grande parte da divulgação pública das multinacionais limita-se aos demonstrativos consolidados em vários territórios, mas sem informar detalhadamente as operações por país e por pagamentos”, diz o relatório.

“A informação, quando divulgada, proporciona uma visão geral sobre as informações da empresa em um determinado país e sua contribuição direta para a economia local.”

José Ugaz, presidente da Transparência Internacional, durante evento em Londres em maio Image copyright Reuters Image caption Presidente ONG, José Ugaz fala em "níveis patéticos" de transparência
José Ugaz, presidente da Transparência Internacional, durante evento em Londres em maio Image copyright Reuters
Image caption Presidente ONG, José Ugaz fala em “níveis patéticos” de transparência

A Transparência Internacional informa que as informações sobre as empresas foram coletadas nos sites corporativos e em outras fontes disponíveis ao público entre novembro e dezembro de 2015 e revisadas em janeiro deste ano.

“A metodologia e os dados foram compartilhados com todas as empresas, sendo que cada uma teve a oportunidade de rever seus dados, enviar comentários ou propor correções, antes do cálculo das pontuações finais”, ressalta a ONG.

Entre as 100 empresas pesquisadas, apenas 23 enviaram comentários, diz a Transparência Internacional, acrescentando que eles foram validados e que as correções necessárias foram feitas.
China e Índia

As empresas chinesas, que representam pouco mais de um terço das multinacionais analisadas, tiveram o pior desempenho, diz o estudo, alcançando uma média de apenas 1,6 ponto sobre os dez pontos possíveis.

Apenas uma companhia chinesa entre as 37 analisadas, a ZTE, ficou entre as 25 com melhor pontuação.

Já as empresas indianas lideram o ranking: entre as dez com maiores pontuações, nove são da Índia.

A Transparência Internacional atribui à performance do país à regulamentação mais exigente, como a Lei de Empresas, que obriga a divulgação das principais informações financeiras sobre todas as filiais.

Motociclista passa perto de grafite com os dizeres Image copyright AFP Image caption Índia foi o destaque positivo do levantamento da Transparência Internacional
Motociclista passa perto de grafite com os dizeres Image copyright AFP
Image caption Índia foi o destaque positivo do levantamento da Transparência Internacional

O estudo também ressalta que, apesar das previsões mais pessimistas para as economias dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), esses países ainda representam 30% da produção mundial.

Suas multinacionais, como outras grandes companhias importantes, “devem desempenhar seu papel no combate à corrupção e elevar os padrões de integridade e transparência nos negócios”, diz o relatório.
Programas anticorrupção

A Transparência Internacional recomenda a criação de programas anticorrupção nas empresas para evitar riscos de subornos e propinas.

Esses programas podem, inclusive, “fornecer vantagem competitiva às empresas que disputam um negócio”, diz a organização.

A ONG também recomenda a proibição dos chamados pagamentos de facilitação (pequenas quantias de dinheiro e outras vantagens dadas a funcionários públicos para acelerar trâmites administrativos).

Os governos também devem implementar leis rígidas contra a prática de suborno, como a Lei de Suborno adotada no Reino Unido, e devem ainda exigir que as empresas divulguem suas estruturas corporativas, diz o relatório.

Por Daniela Fernandes De Paris para a BBC Brasil

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A história da foto de mulher parada em frente a tropa de elite que virou símbolo de tensão racial nos EUA

Ieshia Evans desafia os policiais Image copyright Jonathan Bachman/Reuters
A imagem de Evans, impassível diante da tropa de choque, correu o mundo

Durante o fim de semana, os Estados Unidos voltaram a ser palco de protestos da comunidade negra contra a polícia. No domingo, dezenas de manifestantes foram presos em Baton Rouge, capital do Estado da Louisiana, onde na terça-feira um homem negro fora a morto a tiros por policiais.
Mas nessa atmosfera de tensão, marcada também por um intenso debate sobre a militarização das forças policiais do país, uma foto se tornou um símbolo da situação: de autoria de Jonathan Bachman, um fotógrafo de Nova Orleans a serviço da agência de notícias Reuters, a imagem mostra uma jovem negra de vestido, de pé e aparentando calma diante do que parece ser a chegada esbaforida de dois policiais armados e trajando equipamento completo de choque.
A foto viralizou nas redes sociais e entre as pessoas proeminentes que a compartilharam está Shaun King, conhecido jornalista da área de justiça que trabalha para o jornal New York Daily News e tem mais de 560 mil seguidores no Facebook.
Seu post com a foto tinha mais de 5 mil compartilhamentos até a manhã desta segunda-feira.
Um dos seguidores classificou a imagem como “lendária” e disse que ela “ficará em livros de história e arte”.
Post de Shaun King já teve milhares de compartilhamentos e curtidas Image copyright Facebook/Shaun King

Image caption Post de Shaun King já teve milhares de compartilhamentos e curtidas
Image caption Post de Shaun King já teve milhares de compartilhamentos e curtidas

A foto foi tirada nas proximidades da sede da polícia de Baton Rouge, onde manifestantes tinham se reunido no sábado, em proteso contra a morte de Alton Sterling. Um vídeo mostrou dois policiais brancos atirando no homem enquanto ele estava imobilizado.

Segundo a Reuters, a mulher da foto foi detida pela polícia, mas a agência não soube identificá-la. De acordo com veículos de mídia nos EUA, trata-se de Ieshia Evans, enfermeira de 35 anos e mãe de um filho. Segundo o New York Daily News, Evans passou a noite de sábado na prisão – segundo as autoridades, mais de 100 pessoas foram presas.

Em sua página no Facebook, Evans agradeceu à preocupação de amigos e do grande público, mas até agora ainda não deu entrevistas.
Em outra foto, tirada por Max Becherer, da agência AP, mostra um ângulo alternativo Image copyright Max Becherer/AP

Image caption Ieshia Evans, enfermeira de 35 anos e mãe de um filho, passou a noite na prisão
Image caption Ieshia Evans, enfermeira de 35 anos e mãe de um filho, passou a noite na prisão

No entanto, sua atitude já foi comparada à do anônimo chinês que, em 1989, obstruiu o caminho de uma coluna de tanques a caminho da Praça da Paz Celestial, em Pequim, para reprimir protestos pró-democracia.

Bachman, em declarações à revista The Atlantic, disse ter a impressão de que Evans quis mostrar não temer a polícia. “Tudo aconteceu muito rápido, mas me pareceu que ela não ia se mover”, contou o fotógrafo.

O jornal britânico Daily Mail entrevistou uma amiga de Evans, Natash Haynes, que deu mais detalhes sobre por que ela estava em Baton Rouge. Segundo a amiga, Evans, que mora em Nova York, viajou para a capital do Lousiana depois de ficar impressionada com a morte do homem negro pela polícia na terça-feira, e por “querer um futuro melhor” para o filho de cinco anos.

Por BBCBRASIL
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Sexo barulhento leva americana para a cadeia

Além do barulho na hora das relações, a mulher ouvia música alta e ameaçava os moradores
Foto© Divulgação/York County Prison= pensilvânia
Uma americana da Pensilvânia foi presa por um “crime” inusitado. Amanda Marie Warfel, moradora de Red Lion, cumprirá uma pena de três meses de prisão por praticar sexo barulhento em sua casa.
Segundo o Daily Star, vizinhos reclavam que os móveis de suas casas tremiam com a sessões feitas por Amanda.
Além do barulho na hora das relações, a mulher ouvia música alta e ameaçava os moradores.
POR Notícias Ao Minuto
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Atirador de Dallas é identificado como militar da reserva

Foto© ReproduçãoMundo U.S. Army – O suspeito acabou por morrer “após a detonação de uma bomba”, que terá sido lançada por um robô policial
A polícia de Dallas abateu, nesta sexta-feira (8), um dos suspeitos responsáveis pelo tiroteio que custou a vida a cinco policiais, nos EUA.

O suspeito identificado é Micah X. Johnson, de 25 anos, que, segundo a Reuters, faz parte da reserva do exército norte-americano.

De acordo com a publicação, ele seria o homem que, após disparos, teria sido encurralado pelas autoridades em um edifício de estacionamento. O suspeito não tem antecedentes criminais nem estará ligado a nenhum grupo terrorista.

As negociações terão durado “várias horas”, segundo revelou o chefe da polícia local, David Brown. Segundo ele, após as negociações não terem êxito, houve uma nova “troca de tiros com o suspeito”.

Em seguida, o suspeito acabou por morrer “após a detonação de uma bomba”, que terá sido lançada por um robô policial.

POR Noticias ao Minuto
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Atiradores matam cinco policiais nos Estados Unidos.

(Foto: Ting Shen / The Dallas Morning News / via AP Photo)-Cinco policiais morreram nesta quinta-feira (7) e outros seis ficaram feridos após franco-atiradores abrirem fogo contra agentes que acompanhavam uma manifestação contra a violência policial em Dallas, no estado do Texas (EUA).

Dezenas de pessoas protestavam pela morte de dois homens negros por policiais brancos nos estados da Luisiana e de Minnesota. Enquanto ocorria o protesto, os franco-atiradores dispararam contra os policiais.

Segundo o chefe de polícia local, David Brown, três suspeitos foram detidos, entre eles uma mulher. Ele também exibiu uma foto de um homem com uma camisa camuflada carregando um fuzil.

Um quarto suspeito foi cercado em um estacionamento em Dallas, de onde gritou que espalhou bombas na cidade, disse a polícia. Segundo a CNN, esse suspeito está morto. Após ele mencionar os explosivos espalhados pela cidade, o aeroporto de Dallas entrou em estado de alerta e voos que chegariam à cidade foram desviados.

Brown disse ainda que não tinha a certeza se há mais pessoas envolvidas, além dos três presos e do homem que tinha ficado entrincheirado.

O presidente americano, Barack Obama, fez um pronunciamento na manhã desta sexta-feira (8). “Estamos horrorizados com as mortes em Dallas. Não há justificativa para os ataques”, declarou, segundo a CNN.

De acordo com a polícia, os atiradores usaram posições elevadas, como prédios, para disparar contra os agentes com rifles ou fuzis. Testemunhas informaram que ocorreram dezenas de disparos. Vídeos na Internet mostram quando os tiros começaram, provocando pânico entre os manifestantes.

Violência policial

Centenas de pessoas participaram do protesto em Dallas, que terminou momentos antes do início do tiroteio, às 21h local (23h em Brasília), segundo a imprensa da cidade.

O protesto em Dallas foi uma das muitas manifestações nos EUA após a morte de dois homens negros em operações policiais, na Luisiana e em Minnesota nesta semana.

Philando Castile, de 32 anos, funcionário de um refeitório escolar, morreu na noite de quarta (6), após uma blitz na cidade de Falcon Heights, no estado de Minnesota.

Já Sterling foi baleado à queima-roupa por policiais que o dominaram no chão em Baton Rouge, Luisiana. Os últimos momentos de vida de Philando Castile foram gravados em um vídeo visto por dois milhões de pessoas nesta quinta.

O presidente Barack Obama defendeu a reforma da polícia americana e reabriu o debate sobre o abuso da força policial nos EUA.

“Essa não é apenas uma questão negra. Não é apenas uma questão hispânica. É questão americana, com a qual todos nós deveríamos nos importar. Cabe a todos nós dizer que podemos fazer melhor do que isso. Somos melhores do que isso”, afirmou.
Por  O Globo
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Papa aceita saída de arcebispo por escândalo de pedofilia

Cidade do Vaticano – O papa Francisco aceitou a renúncia de um bispo brasileiro acusado de fazer vista grossa a supostos padres pedófilos de sua diocese, informou o Vaticano nesta quarta-feira.

O Vaticano disse que Francisco acolheu a abdicação do bispo paraibano Aldo di Cillo Pagotto, de 66 anos, citando uma determinação da lei eclesiástica da Igreja Católica segundo a qual os bispos têm obrigação de se demitir se estiverem doentes ou se houver uma “causa grave”.

Em circunstâncias normais, ele teria continuado na função até completar 75 anos.

No ano passado, a igreja tirou de Pagotto o poder de ordenar padres, enquanto as acusações contra ele eram investigadas.

Pagatto foi acusado de permitir que homens se inscrevessem nos seminários de sua diocese para se tornarem padres, mesmo tendo sido rejeitados em outros locais do país por serem suspeitos de pedofilia.

Em uma carta publicada no site da diocese, Pagotto disse: “Acolhi padres e seminaristas com a intenção de lhes oferecer novas oportunidades na vida. Mais tarde alguns se tornaram suspeitos de terem cometido faltas graves… cometi erros por confiar demais, com misericórdia ingênua.” No mês passado, Francisco emitiu um novo decreto dizendo que no caso de bispos que se descobrir terem sido negligentes ao lidar com casos de abuso sexual podem ser investigados e afastados do ofício se não pedirem para renunciar.

O decreto exige que o Vaticano inicie uma investigação se forem encontrados “indícios sérios” de negligência. O bispo tem chance de se defender. Em última instância, o Vaticano pode emitir um decreto para afastá-lo ou pedir que renuncie dentro de 15 dias.

O porta-voz do Vaticano disse que o caso de Pagatto foi tratado segundo os procedimentos pré-existentes.

rcebispo: no ano passado, a igreja tirou de Pagotto o poder de ordenar padres, enquanto as acusações contra ele eram investigadas
rcebispo: no ano passado, a igreja tirou de Pagotto o poder de ordenar padres, enquanto as acusações contra ele eram investigadas

Por EXAME
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Brasil foi principal vítima de vírus que infectou 10 mil contas do Facebook

Um malware distribuído via Facebook infectou mais de 10 mil usuários em apenas 48 horas, informou a Kaspersky Lab, que verificou a ação entre os dias 24 e 27 de junho. Os mais afetados pelo ataque foram os brasileiros, que correspodem à fatia de 37% do total de casos. Polônia (8%), Peru (7%), Colômbia (7%) e México (7%) foram os países que também registraram mais ocorrências.

Ainda segundo a empresa, o vírus foi disseminado através de notificações – aquelas exibidas por alertas de marcação em fotos ou em publicações cotidianas, como comentários ou atualização de status.

O phishing funcionava a partir de duas fases: na primeira, um trojan era baixado pelo PC, o que resultava na instalação de uma extensão maliciosa no Chrome. A partir disso, a segunda fase do ataque era então executada; ao acessar a rede social usando o browser comprometido, o controle da conta era tomado.
Na prática, o vírus agiu desta forma: no momento em que o usuário clicava sobre a notificação, o arquivo malicioso passava a encerrar a sessão atual. Em seguida, uma nova página que exigia um novo login para acesso ao Facebook era aberta: quando nome de usuário e senha eram informados, o malware baixado em segundo plano era ativado, roubando e alterando as preferências de privacidade da vítima.

Print do arquivo executável baixado após o acesso ao link infectado.

A extração indevida de scripts e de dados de conta pode ser usada para várias atividades ilegais, tais como roubo de identidade, envio de spams e fraudes bancárias, por exemplo. A distribuição do malware acontecia no momento em que o programa malicioso era baixado, quando a notificação falsa de marcação era enviada aos demais contatos do usuário infectado.
iOS e Android seguros

Os ataques foram feitos principalmente via Google Chrome e Mozilla Firefox. Enquanto o iOS e Android são seguros e não puderam, assim, ser infectados pelo novo vírus, o Windows 10 Mobile correu o risco também de ser comprometido.
Verifique seu Google Chrome

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Abra o navegador, clique sobre o ícone de sanduíche e acesse a opção “Configurações”;
Em “Extensões”, procure pelo arquivo “thnudoaitawxjvuGB”, sem aspas.

A técnica usada pelos hackers é conhecida como “phishing”
Pasta “sequestrada”

Conforme bem observado por Alan S., um dos nossos leitores, o vírus é capaz de fazer com que arquivos do sistema assumam o nome “Mozilla”. Execute o processo descrito abaixo para verificar se as pastas do seu computador foram “sequestradas” pelo malware:

Abra o Menu Iniciar e execute o comando iniciar (ou aperte Win+R);
Em seguida, abra o diretório %AppData%\Mozila e procure pelos arquivos e pastas “ekl.au3” e “autoit.exe”.

Se os arquivos mencionados acima forem encontrados, é provável que sua conta tenha sido atacada.

Google já removeu extensão infectada da Web Store; Facebook bloqueou método de distribuição do malware
Medidas de segurança

Ao menos uma das extensões usadas durante os ataques foi removida pela Google da Web Store. Segundo o Facebook, o método usado para a distribuição do vírus (via notificações) já foi também encerrado. Para combater a prática de cibercriminosos, execute as recomendações de segurança sugeridas pela Kaspersky Lab:

1. Instale uma solução antimalware em todos os dispositivos e mantenha o software do sistema operacional atualizado (veja algumas opções nesta página);
2. Evite clicar em links contidos em mensagens de pessoas que você não conhece ou em mensagens de amigos que você não estava esperando;
3. Sempre tenha cuidado quando estiver on-line e nas redes sociais;
4. Implemente as configurações de privacidade adequadas nas redes sociais, como o Facebook.

A técnica usada pelos hackers é conhecida como "phishing"
A técnica usada pelos hackers é conhecida como “phishing”

PorTec mundo

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Governo que derruba internet viola direitos humanos, diz ONU

A Organização das Nações Unidas condenou que países interrompam o acesso à internet para impedir a circulação de informação e que promovam violações aos direitos humanos (desde detenções arbitrárias até torturas e execuções) em reprimenda a opiniões expressas online.

Emitida pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, a resolução foi votada na última quinta-feira (30). A organização reafirma que “os mesmos direitos que as pessoas possuem ‘offline’ deve ser protegidos online’”, sobretudo o direito à liberdade de expressão, coberto pelo artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos (UDHR, na sigla em inglês).
Resoluções como essa não tem força legal, mas pressionam governos e dão suporte à ação de organizações que defendem os direitos humanos.
A resolução foi aprovada por consenso. Mas, por abrir uma nova frente de pressão social, alguns governos se opuseram a algumas de suas passagens.
Regimes autoritários como Rússia, China, Cuba e Arábia Saudita, e democracias África do Sul, Indonésia, Equador, Bolívia e Índia, queriam a exclusão de pedidos a países para uma abordagem mais humana da internet e de menções à UDHR e a expressões que se referissem à liberdade de expressão.

Essa era uma forma indireta de remover do texto umas das passagens em que a ONU é mais enfática: “O Conselho de Direitos Humanos (…) condena inequivocamente medidas para intencionalmente impedir ou quebrar o acesso a/ou a disseminação de informação online, em uma violação da lei internacional dos direitos humanos, e pede que todos os Estados se abstenham de fazer isso ou interrompam essas práticas”. O excerto foi mantido.

Segundo o Access Now, grupo defensor dos direitos digital, governos bloquearam o acesso à internet em 15 ocasiões em 2015. Em 2016, foram, pelo menos, 20.

Outras ONGs, como o Article 19, também se manifestaram. “Nós estamos desapontados que democracias como a África do Sul, Índia e Indonésia votaram a favor dessa emenda hostil, para fragilizar as proteções ao direito de expressão online”, afirmou Thomas Hugues, diretor-executivo da organização.

A ONU faz outra condenação. “O Conselho de Direitos Humanos (…) condena inequivocamente todos os abusos e violações aos direitos humanos, como tortura, execução extrajudicial, desaparecimento forçado e detenção arbitrária, expulsão, intimidação e constrangimento, assim como violência baseada no gênero, cometidas contra pessoas por exercerem seus direitos humanos e liberdades fundamentais na internet, e convoca todos os Estados a garantir que se responsabilizem a respeito disso.”
Por G1

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Homem planta sozinho uma floresta inteira na Índia.

Foto: Reprodução- Há 34 anos Jadav Payeng e dedica ao plantio de árvores para recuperar a biodiversidade na região em que mora

A história de Jadav Payeng é um verdadeiro exemplo de persistência e cuidado com a natureza. Há 34 anos o indiano se dedica ao plantio de árvores para recuperar a biodiversidade na região em que mora, em Assam, Índia. Sozinho ele já plantou uma floresta maior do que o Central Park, em Nova York.

Tudo começou em consequência da sabedoria popular dos anciãos da aldeia em que Payeng vive. Mesmo sem acesso a estudos científicos, eles já haviam percebido que o desmatamento estava ocasionando degradação no solo e perda da biodiversidade na ilha de Majuli. Para solucionar o problema, eles sugeriram que novas árvores fossem plantadas.

Payeng, que ainda era um adolescente quando ganhou as primeiras mudas de bambu, identificou uma área degradada em uma ilha próximo à sua comunidade e começou a sua missão. Desde então, todos os dias ele planta um pouquinho. Aos poucos, as espécies de árvores foram variando e com isso a biodiversidade local também foi resgatada.

Tanto esforço foi recompensado. Mais de três décadas depois, a floresta plantada pelo indiano hoje possui, em média, 550 hectares de terra, onde são encontrados elefantes, tigres, rinocerontes e muitas outras espécies. A história de Payeng já foi tema de documentários e notícias no mundo inteiro. Na Índia, ele já ficou conhecido como o “Homem-Floresta” pelo próprio presidente.
Por O Globo
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