EUA esperam protestos de milhares de pessoas no dia da posse de Trump

Manifestantes planejam bloquear postos de controle de segurança, fazer marcha em avenida principal, bloquear ruas na madrugada e organizar atos durante celebrações da tarde

Na capital norte-americana, Washington, são esperadas manifestações de muitos milhares de pessoas em 20 de janeiro, em protesto contra a tomada de posse do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, informa a agência Reuters, citando os organizadores dos protestos.
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Segundo dados da agência, o grupo DisruptJ20 (Faça Frustrar 20 de janeiro) é responsável pela organização da manifestação. Os manifestantes planejam bloquear 12 postos de controle de segurança em Washington, efetuar uma marcha de quatro quilômetros por uma das avenidas principais da cidade, bloquear as ruas na madrugada e organizar manifestações durante as celebrações da tarde. As ações serão coordenadas por cerca de 300 voluntários.

“Queremos frustrar a inauguração. Queremos ver a revolta a arder na cidade e no país”, diz o organizador David Terston, citado pela Reuters.

Após a vitória imprevista de Trump nas eleições presidenciais nos EUA em 8 de novembro, em muitas grandes cidades dos EUA ocorreram manifestações de muitos milhares dos seus adversários. Os focos principais de protestos são Nova York, Atlanta, Portland e San Diego, no estado da Califórnia, e Royal Oak, em Michigan. (Sputnik Brasil)  E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br

Fonte: Notícias ao minuto.
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Milícias armadas invadem ministérios na Líbia

Segundo a imprensa local, os grupos são ligados a Khalifa al Ghwell, ex-primeiro-ministro do governo islâmico rebelde

Milícias armadas invadiram nesta quinta-feira (12) as sedes dos ministérios da Defesa, da Justiça e do Trabalho da Líbia, situadas em Trípoli, capital do país africano.
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Segundo a imprensa local, os grupos são ligados a Khalifa al Ghwell, ex-primeiro-ministro do governo islâmico rebelde que manteve o poder na cidade entre 2014 e 2016 e autor de uma tentativa de golpe de Estado em outubro passado.

A situação ainda está bastante confusa, mas sites líbios falam em “duros confrontos” entre as forças legalistas de Fayez al Sarraj, premier designado pelas Nações Unidas (ONU) para guiar um governo de unidade nacional, e as milícias de Ghwell.

Em outubro de 2016, o ex-premier rebelde chegou a ocupar edifícios públicos e uma emissora de TV, mas acabou derrotado e forçado a voltar para sua cidade natal, Misurata. No entanto, não exclui-se que os responsáveis pelas invasões desta quinta sejam ligados ao general Khalifa Haftar, inimigo de grupos islâmicos inspirados na Irmandade Muçulmana.

Após a Primavera Árabe, que levou à queda e morte de Muammar Kadafi, a Líbia caiu em uma guerra civil que já dura anos e só se aproximou de uma solução com a criação de um governo de unidade nacional, no ano passado.

Contudo, essa coalizão ainda enfrenta oposição no país, principalmente das milícias ligadas a Khalifa al Ghwell e Khalifa Haftar, que, por sua vez, são adversárias. O caos na nação árabe abriu espaço para a atuação do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) e deu mais liberdade para traficantes de seres humanos organizarem as chamadas “viagens da morte” rumo à Itália no Mediterrâneo. (ANSA)   E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br

Fonte: Notícias ao Minuto.
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Mãe dá à luz a bebê com 6,5 quilos e 55 centímetros nos EUA

Menino tem pouco mais de um mês e veste roupas normalmente utilizadas por crianças de nove meses

Um bebê nascido no dia 6 de dezembro, a pouco mais de um mês, nos Estados Unidos, veio ao mundo com nada menos do que 6,5 quilos e 55 centímetros. Loyalty Adonis Grover continua crescendo de forma acelerada, tanto que o menino já veste roupas normalmente utilizadas por crianças de nove meses.
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Em entrevista ao canal de TV norte-americano “WDSU”, a mãe, LaQueena Grover, conta que todos ficaram espantados. “Sério, quando o médico o tirou, o queixo do meu marido literalmente caiu.

A mulher conta que as pessoas achavam que ela estava esperando gêmeos ou trigêmeos por conta do tamanho da sua barriga. Quando ela dizia de se tratava de apenas um bebê, tinha quem insistisse: “talvez tenha outro escondido atrás de um dos bebês”, relata.

Hoje, Loyalty pesa 6,8 quilos e mede 61 centímetros. Ele passou os seus primeiros 27 dias de vida em observação no hospital onde nasceu, na Luisiana.
Fonte: Notícia ao Minuto.
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Mulher puxa o próprio bebê do útero durante cesariana

A australiana Sarah Toyer viveu uma experiência tão mágica quanto inusitada: ela puxou o próprio bebê do útero durante a cesariana à qual fora submetida.

A mulher contou a experiência na página “Birth Without Fear”, no Facebook, no início deste mês.

Sarah afirmou ter sido “a coisa mais incrível” que já fizera na vida.

A participação ativa da moradora de Queensland havia sido combinada com médicos e enfermeiras. Mas dependia da autorização de quem estivesse de plantão, no caso de uma emergência. Deu certo.

“Estava deita na mesa de cirurgia assistindo à cabeça do meu filho ser puxada do meu útero. Eu me curvei e pus minhas mãos sob os braços dele e levantei o resto do corpo”, relatou.

E foi assim que Spencer veio à vida. Sarah já tinha três filhos: Jay, Ruby e Wyatt.

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Fonte: Notícias ao minuto.
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Autor de massacre racista em Charleston, nos EUA, é condenado à morte

Dylann Roof, o supremacista branco que matou nove pessoas em um massacre em uma igreja de Charleston, nos EUA, foi condenado à morte nesta terça-feira (10), após cerca de duas horas de deliberações dos jurados. Durante o julgamento, Roof afirmou que não se arrepende de nada. “Ninguém me obrigou”, disse ele, que organizou o ataque à igreja, que fica em uma comunidade predominantemente negra.

Em dezembro, o jovem de 22 anos já havia sido considerado culpado pelas 33 acusações contra ele, que incluem crime de ódio. O massacre foi em 15 de junho de 2015. Ele entrou na igreja e ficou no local por 40 minutos participando de uma leitura da Bíblia antes de começar a disparar – foram no total 77 tiros.

O promotor Jay Richardson afirmou que Roof “executou cruelmente pessoas que descreveu em seus escritos como meros animais selvagens”.

Na defesa, Roof afirmou que sente o mesmo ódio que tinha pelas vítimas pelos familiares destas, pessoas em geral e pelo promotor. Disse ainda que sua ação criminosa foi um impulso natural. “Acredito que possamos dizer que ninguém em sã consciência quer ir a uma igreja matar pessoas”, afirmou. “O que digo é que ninguém que odeie alguém tem uma boa razão para fazer isso”.

Em dezembro, o vídeo de confissão de Roof, feito um dia após o ataque, foi exibido ao tribunal. O jovem afirmava que sua ação de ódio era uma resposta a supostos crimes cometidos por negros contra brancos. “Alguém tinha que fazer isso porque os negros estão matando os brancos o tempo todo na rua e estão estuprando as mulheres brancas”, afirma ele a um oficial do FBI.

Ele pediu, no entanto, para ser condenado para prisão perpétua, ao invés da pena de morte.

Fonte: Correio 24hr.
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Morre aos 105 anos a jornalista que noticiou o início da Segunda Guerra

Correspondente de guerra britânica Clare Hollingworth também ajudou milhares pessoas a fugir do nazismo.
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Clare Hollingworth, a ex-correspondente de guerra britânica que noticiou primeiro o início da Segunda Guerra Mundial, morreu aos 105 anos em Hong Kong.

Nascida em Leicester, a cerca de 150 km de Londres em 1911, Hollingworth foi a primeira a informar a invasão alemã à Polônia em agosto de 1939, episódio que marcou o começo do conflito na Europa.

Depois da Segunda Guerra, ela ainda fez reportagens sobre conflitos no Vietnã, na Argélia e no Oriente Médio.

Hollingworth era uma repórter novata no jornal britânico “Daily Telegraph” quando se viu diante do “furo do século”.

Ela percebeu a concentração das tropas alemãs na fronteira polonesa quando viajava da Polônia para a Alemanha em 1939.

Em uma entrevista, afirmou: “Eu tenho um interesse apaixonado por guerra, e se alguém é interessado assim pela guerra não pode evitar estar nela. Eu aprecio cada momento”.

Refugiados

Mas Hollingworth tinha um segredo que só foi divulgado muitos anos depois da Segunda Guerra: ela ajudou milhares de refugiados a fugir do nazismo.

Em seu último, de 105 anos, ela recebeu um presente especial: uma mensagem de agradecimento de uma das refugiadas que ajudou a salvar.

Margo Stanyer tinha 4 anos de idade quando deixou a Polônia. Ela e sua mãe eram de uma família de comunistas da Hungria. Durante sua tentativa de fuga do nazismo na Europa, as duas foram presas na Polônia.

Elas passaram fome por cinco dias na cadeia até que a mãe de Stanyer a segurou nas barras da cela e pediu que ela chorasse.

O choro chamou a atenção de uma integrante da resistência polonesa e as duas acabaram sendo resgatadas e levadas a um apartamento – onde foram entrevistadas por uma britânica.

Margo Stanyer, hoje com 81 anos, conta que guardou os documentos que lhe permitiram entrar na Grã-Bretanha – eles haviam sido autorizados por Hollingworth.

Antes de ser jornalista, ela era uma ativista política que trabalhava para o Comitê Britânico de Refugiados.

Em Katowice, na Polônia, ela selecionava refugiados para enviar à Grã-Bretanha. Acredita-se que ela tenha negociado a emissão de vistos para entre 2 mil e 3 mil pessoas.

Muitos vistos requisitados por Hollingworth acabavam, porém, eram negados pelo governo britânico. Talvez por causa disso – sentindo-se triste pelas pessoas que não conseguiu salvar – ela decidiu não revelar nada sobre essa atividade durante muitos anos.

Sua ação com os refugiados foi finalizada de forma abrupta após ela enviar pessoas “não desejáveis” pelo governo britânico.

Logo em seguida, a jornalista iniciou sua atividade como correspondente do Daily Telegraph.

Hong Kong

No fim de sua vida, Hollingworth costumava frequentar o Clube dos Correspondentes Estrangeiros em Hong Kong.

Tara Joseph, presidente do clube, disse que Hollingworth foi “uma grande inspiração” e “membro precioso” do clube.

Uma declaração publicada na página de Hollingworth no Facebook diz: “Com tristeza anunciamos que, após uma carreira ilustre que abrangeu um século de notícias, Clare Hollingworth morreu nesta noite”.

Fonte:BBC.
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Vivendo como mendigo, universitário arrecada R$ 200 mil em um mês

Estudante de medicina vai doar dinheiro a instituição que cuida de moradores de rua

O estudante de medicina James Beavis, de 26 anos, viveu um mês como mendigo nas ruas de Londres e arrecadou 47.641 libras, ou quase R$ 200 mil, em doações. O dinheiro será encaminhado a instituição de apoio a moradores de rua. A experiência terminou na última segunda-feira (9).
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Segundo o “iG”, a meta do estudante inglês foi 100% superada. Ele esperava arrecadar 25 mil libras (pouco mais de R$ 100 mil).

Durante o mês de inverno rigoroso que viveu nas ruas, Beavis reduziu o contato com a família a apenas uma mensagem por dia, para dizer que estava tudo bem.

No entanto, toda a sua experiência, incluindo vídeos e fotos, foi documentada por ele em seu perfil no Facebook.

O inglês revelou ao “Sun” que não teve medo dos desabrigados, mas sim das pessoas que circulavam pela rua. Ele vivenciou como é ser ignorado, viu pais afastando crianças e até levou uma cusparada de um grupo de jovens.

Beavis também relatou casos de empatia e solidariedade, como um homem que deu 20 libras à sua filha pequena para que ela o entregasse. “Tantas pessoas puxaram suas crianças para longe de mim, e esse homem colocou sua filha no meu caminho. Eu chorei”, contou.

Fonte: Notícias ao Minuto.
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Bebê de 6 meses contrai herpes a partir de beijo da mãe

O vírus se alojou no cérebro, causando encefalite viral
Foto: Reprodução / Today Tonight

Pais e mães de bebês sabem que é difícil resistir à fofura sem cobri-los de beijos. Mas o carinho de uma mãe australiana quase levou uma garotinha de seis meses à morte. Sem perceber que estava com herpes, Helen Green transmitiu o vírus para a filha, Bonnie, o que desencadeou sérias complicações neurológicas na criança.

Tudo começou numa viagem da família Green. Helen e o marido, Russell, levaram a pequena Bonnie à Inglaterra. Depois de alguns dias, a mãe da bebê percebeu que estava com herpes labial, provavelmente ocasionada pelo frio no avião. Na semana seguinte, os pais observaram uma lesão parecida na orelha da filha.

Eles a levaram a um médico, que receitou antibióticos. Mas dias depois a menina teve uma convulsão de 20 minutos. Os pais, em pânico, a levaram de volta ao hospital.

“Os médicos pergunraram se alguém com herpes labial havia entrado em contato com ela”, contou Russell durante o programa de TV australiano Today Tonight.

Bonnie contraiu herpes a partir dos beijos da mãe. O vírus se alojou no cérebro, causando encefalite viral — um inchaço intracraniano severo. Helen ficou devastada com a notícia.

“Eu sou mãe dela, eu devo protegê-la. O beijo de uma mãe deve curar coisas, não causar danos”, disse ela. “Eu não havia percebido que estava com herpes e devo tê-la beijado. Eu não a beijaria se estivesse com uma lesão”.

De acordo com especialistas, mesmo antes das lesões aparecerem, a herpes pode ser contagiosa. Segundo o neurologista pediátrico Simon Williams, do hospital Princess Margaret, da Austrália, metade da população adulta carrega o vírus, mas ele pode ficar adormecido por anos.

Passado o período mais difícil, a família Green agora batalha pela reabilitação de Bonnie, que ficou com sequelas da herpes. Ela teve hemiplegia, um tipo de paralisia cerebral que atinge um dos lados do corpo. No caso da bebê, o direito.

“Nós cremos que Bonnie vai ter uma grande recuperação, se não total. Você simplesmente tem que acreditar”, disse o pai da bebê.

Fonte: Extra

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Sim, podemos. E fizemos’; veja o adeus de Barack Obama

(Foto: Reprodução/Youtube/White House)
Presidente dos EUA fez em Chicago seu último discurso oficial, dez dias antes de transmitir cargo a Donald Trump

Em um tom positivo e recorrendo a seu antigo slogan de campanha, Barack Obama se despediu do povo americano na noite desta terça (10) em seu último discurso oficial como presidente. “Sim, nós podemos. E nós fizemos”, disse, após enumerar avanços alcançados em seus dois mandatos.

A dez dias de entregar a presidência a Donald Trump, ele falou durante 54 minutos para um público de 20 mil pessoas no McCormick Place, em Chicago, em discurso transmitido ao vivo pela TV.

Aos gritos de “fique”, o presidente foi bastante aplaudido e abriu o pronunciamento com um agradecimento. “Hoje é minha vez de dizer obrigado. Todos os dias, aprendi com vocês. Vocês fizeram de mim um presidente melhor e fizeram de mim um homem melhor.”

Enumerando índices positivos de criação de empregos e redução de pobreza, além de avanços internacionais, como o acordo nuclear com o Irã, Obama disse que seria difícil acreditar que tudo isso um dia seria realizado. “Mas foi isso que fizemos”, ressaltou.

O presidente falou ainda sobre a democracia nos EUA e reforçou a importância da união. Vaias foram ouvidas quando ele falou sobre a transferência do poder em dez dias, mas, cortando os protestos, Obama destacou que o processo eleitoral faz parte da democracia e que a transição será pacífica, assim como quando George W. Bush entregou o cargo a ele há oito anos.

Conforme haviam adiantado seus assessores, o tom do discurso foi basicamente otimista. “Nossa juventude e disposição, nossa diversidade e abertura, nossa incansável capacidade de arriscar e reinventar significam que o futuro deve ser nosso”, disse. “A mudança apenas acontece quando pessoas comuns se envolvem, se comprometem e se unem para exigí-la. Nossa democracia não irá funcionar sem o senso de que todos tenham oportunidades”.

Igualdade racial

A questão racial também teve destaque, com o presidente dizendo que ela “permanece uma força potente e muitas vezes divisiva em nossa sociedade”. Ele incluiu ainda a questão da imigração em sua fala. “Se não estivermos dispostos a investir nos filhos de imigrantes… diminuímos os prospectos de nossos próprios filhos”.

“Avançando, temos que apoiar leis contra a discriminação – em contratações, em moradias, na educação e no sistema judiciário e criminal”, acrescentou.

“Todos nós temos que nos esforçar mais e partir da premissa de que cada um de nossos colegas cidadãos ama este país tanto quanto nós. Para muitos, se tornou mais seguro se recolher dentro de suas próprias bolhas, cercados por pessoas com quem se parecem”, alertou. Mais adiante, ele também deixou claro que é preciso rejeitar a discriminação a muçulmanos, afirmando que isso depõe contra os verdadeiros valores da América.

Obama ressaltou ainda a importância de notícias “reais” e de apoiar e confiar na ciência, citando avanços no combate ao aquecimento global e defendendo o Acordo de Paris, assunto no qual tem grandes discordâncias com o presidente eleito. “Sem ações corajosas, nossos filhos não terão tempo para debater as mudanças climáticas. Eles estarão ocupados lidando com seus efeitos”.

Ao falar sobre terrorismo e segurança, o presidente lembrou que nenhum grande ataque foi cometido nos EUA nos últimos oito anos, embora tenha recordado atos cometidos por indivíduos radicalizados, como em San Bernardino e Orlando e admitido que este é um assunto que requer atenção prioritária.

Ele destacou ainda que a coalizão liderada pelos Estados Unidos atingiu os principais líderes do Estado Islâmico e reconquistou cerca de metade dos territórios que eles haviam tomado.

A parte final do discurso foi dedicada à democracia, com o alerta de que “nossa democracia é ameaçada a cada vez que nós a damos por certo. Todos nós, independente do partido, devemos nos atirar na tarefa de reconstruir nossas instituições democráticas… e quando as taxas de voto estão entre as mais baixas entre as democracias avançadas, deveríamos tornar mais fácil votar, e não mais difícil”.

O presidente também incentivou os cidadãos a participarem mais ativamente da vida pública. “A América não é uma coisa frágil. Mas os ganhos de nossa longa jornada até a liberdade não estão assegurados”, disse. “Apesar de todas as nossas diferenças externas, nós, na verdade, dividimos todos o mesmo título orgulhoso: cidadãos. Nossa democracia precisa de vocês. Não apenas quando há uma eleição, mas durante toda a sua vida”.

Emocionado, Obama chegou a enxugar os olhos ao falar de sua mulher, Michelle Obama, e de suas filhas, Malia e Sasha. O público aplaudiu de pé os elogios dele à família. “Michelle, eu tenho orgulho de você e o país tem orgulho de você… e Malia e Sasha, de tudo o que já fiz em minha vida, meu maior orgulho é ser o pai de vocês”, disse, visivelmente comovido.

O público também se levantou e reagiu com entusiasmo às palavras de Obama a seu vice, Joe Biden. “O determinado garoto de Scranton que se tornou o filho favorito de Delaware: você foi minha primeira escolha como candidato e a melhor. Não apenas porque você foi um grande vice-presidente, mas porque, no processo, eu ganhei um irmão”.

Toda a equipe de seu governo também foi homenageada, e através dela Obama se referiu a todos os americanos que o apoiaram nos últimos oito anos. “A todos os americanos que viveram e respiraram o trabalho duro da mudança: vocês são os melhores apoiadores e organizadores que alguém poderia desejar”.

Encerrando sua fala, Obama recorreu ao slogan de sua primeira campanha, em 2008, e concluiu: “Sim, nós podemos. E nós fizemos. Sim, nós podemos”.

Ao decidir falar em Chicago, Obama quebrou uma tradição de seus antecessores, que discursaram em suas despedidas na própria Casa Branca. Ao justificar a escolha do lugar, ele lembrou que foi em Chicago que fortaleceu sua carreira política, além de ter sido a cidade onde conheceu sua mulher e onde nasceram as filhas do casal.

Segundo a CNN, Obama escreveu pessoalmente seu discurso, com a ajuda de seu principal redator, Cody Keenan. O presidente ditou suas ideias e fez anotações nos rascunhos de Keenan. O texto final foi aprovado após pelo menos quatro rascunhos, ainda de acordo com a emissora.

Fonte: O Liberal.
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Atentados matam pelo menos 53 pessoas no Afeganistão

As informações são da agência de notícias Ansa

Foto: AFP

O Afeganistão sofreu três atentados terroristas ontem (10) que deixaram ao menos 53 mortos e dezenas de feridos.  O primeiro aconteceu em Lashkargah, capital da província de Helmand, e causou a morte de ao menos oito pessoas. As informações são da agência de notícias Ansa.

Depois, um homem entrou na casa que hospedava um oficial da NDS, principal agência de inteligência do país, e se explodiu. A polícia local ainda não divulgou se mais pessoas morreram, mas afirmou, no entanto, que o ataque poderia ter sido pior porque um caminhão cheio de explosivos que estava indo em direção à casa foi detido antes de fazer qualquer estrago.

No entanto, o atentado que mais deixou matou foi o que aconteceu na cidade de Cabul. Um duplo bombardeio suicida foi registrado perto do parlamento do país, matando ao menos 38 pessoas e ferindo mais de 70.

O ataque, reivindicado pelo grupo islâmico afegão Talibã, começou quando um homem-bomba se explodiu no local. Alguns minutos depois, um carro-bomba foi pelos ares.

O último atentado do dia foi na cidade de Kandahar. O ataque foi realizado por um homem que se explodiu durante uma reunião na embaixada dos Emirados Árabe Unidos, que feriu o embaixador do país no Afeganistão e matou ao menos 7 pessoas.s

Fonte: Agência Brasil.

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