Dólar tem a maior queda diária desde 2008

A moeda dos EUA caiu 3,89% a R$ 3,2571 na venda

O dólar fechou em queda ontem, em movimento de correção após a forte valorização no dia anterior em meio ao cenário político conturbado, registrando sua maior alta em 18 anos. O dia também foi marcado pela intervenção do Banco Central no mercado de câmbio, que ajudou a puxar a moeda para baixo.

A moeda norte-americana caiu 3,89% a R$ 3,2571 na venda. Foi a maior queda diária desde novembro de 2008, segundo a Reuters. Na semana, o dólar subiu 4,26% em relação ao real. Analistas ouvidos pelo G1 disseram que o mercado viveu ontem um movimento de correção após o “pânico” no dia anterior, quando o dólar subiu 8,15%, a R$ 3,389 na venda.

Thaís Marzola Zara, economista chefe da Rosemberg Associados, explica que a leve recuperação dos mercados na quinta foi um movimento de correção após o tombo no dia anterior. “Está todo mundo esperando para ver realmente quais vão ser as consequências, como vai se desenrolar a crise política. Enquanto tem essa pausa, está tendo alguma correção”.

Lucas Marins, analista da Ativa Investimentos, explica que recuperação desta sexta foi um movimento mais “racional” após a incerteza generalizada. “Quinta-feira foi dia de pânico, ninguém sabia o que ia acontecer com o Brasil. O investidor mais avesso ao risco, a primeira coisa que pensa em fazer é ligar para a corretora dele e mandar vender as ações. Ontem, os investidores já assimilaram os fatos, traçaram os cenários possíveis e tomaram decisões mais racionais.”

Os especialistas apontam ainda que a tendência para os próximos dias é de a volatilidade persista. Zara diz que ainda não é possível descartar a possibilidade de mais volatilidade nos próximos dias, “até porque a gente está começando a ver agora as divulgações das delações”. “O mercado está em ritmo de expectativa, aguardando para saber se as reformas econômicas foram de fato abortadas”.

Marins afirma que, no curto prazo, o mercado pode esperar “muita volatilidade até ter uma definição clara do que vai acontecer”. “Os últimos dias foram fundamentados na expectativa de que o Temer conseguiria aprovar as reformas. Agora, essas expectativas todas ruíram. No radar de curto prazo não há a menor ideia de que os deputados vão votar a reforma da Previdência e, no Senado, a reforma trabalhista também está travada”.

A Bovespa também teve dia de correção ontem, e fechou em alta de 1,69%, aos 62.639 pontos, após ter perdido 8,8% na quinta-feira, na maior queda desde outubro de 2008.

Atuação do BC

A queda do dólar ontem foi puxada ainda pelo reforço na intervenção pelo Banco Central. “O BC tem intervindo para conter essa valorização que o dólar teve quinta-feira. O BC está provendo dólares para o mercado, e isso acalmou um pouquinho a percepção ruim no mercado de câmbio. Foi um fator positivo”, disse ao G1 Rogerio Storelli, gestor da GGR Investimentos.

O BC fez novo leilão de swap cambial tradicional – equivalentes à venda futura de moedas – para rolagem do vencimento de junho, no qual vendeu todos os 8 mil contratos ofertados, segundo a Reuters. E também vendeu o total de 40 mil novos contratos, equivalentes a US$ 2 bilhões, em leilão extra que se repetirá ainda pelos próximos dois pregões.

Além do BC, o Tesouro Nacional também anunciou intervenção em razão da volatilidade e fez leilões de títulos nesta sessão, e repetirá até o dia 23, de compra e venda de títulos.

Fonte: ORMNews.
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Trump: investigação sobre a Rússia é a maior caça às bruxas na história americana

O presidente Donald Trump criticou nesta quinta-feira a investigação sobre o suposto conluio de sua equipe de campanha com a Rússia, que chamou de “maior caça às bruxas” na história dos Estados Unidos.

“Esta é a maior caça às bruxas individual de um político na história americana!”, escreveu Trump no Twitter, um dia depois do ex-diretor do FBI Robert Mueller ter sido designado como investigador especial da suposta interferência russa nas eleições americanas.

Também via Twitter, Trump acusou o antecessor Barack Obama e a rival democrata nas eleições, Hillary Clinton, de “atos ilegais”, que não especificou.

“Com todos os atos ilegais que aconteceram na campanha de Clinton e na administração Obama, eles nunca tiveram um conselheiro especial designado”, escreveu em referência ao investigador especial.

A incerteza política em Washington afetava nesta quinta-feira o dólar e os mercados ao redor do mundo: Wall Street e as Bolsas europeias abriram em baixa, prudentes diante das dificuldades de Trump, assim como o mercado de petróleo em Nova York.

A Bolsa de Tóquio fechou em baixa com a desvalorização da moeda americana e nem os bons números do crescimento do Japão conseguiram reverter a tendência.

– Investigação exaustiva –

O Departamento de Justiça nomeou Mueller como investigador especial, em um ambiente de crescente crise política nos Estados Unidos.

Trump insistiu na quarta-feira em sua inocência e expressou confiança que uma “investigação exaustiva” mostrará que efetivamente sua campanha eleitoral não teve ajuda de nenhuma “entidade estrangeira”.

Desde sua posse, em 20 de janeiro, Trump busca desesperadamente encerrar a polêmica por suas supostas relações com a Rússia durante a campanha, mas desde então o problema não parou de crescer e agora já ameaça paralisar sua presidência.

As investigações se concentram nas suspeitas de interferência da Rússia nas eleições presidenciais para favorecer Trump, e no eventual conluio de seu comitê de campanha com estes esforços.

Na quarta-feira, o procurador-geral interino, Rod Rosenstein, determinou que “é de interesse público que exercite minha autoridade e indique um investigador especial para assumir responsabilidade neste caso”.

Para liderar as investigações, Rosenstein escolheu o advogado Robert Mueller, que foi diretor do FBI entre 2001 e 2013.

Ele disse esperar que “a questão seja concluída rapidamente”.

No mais recente capítulo da interminável crise, agora o presidente americano é suspeito de tentativa de pressionar, em fevereiro, o então diretor do FBI James Comey a encerrar a investigação, uma atitude que, se confirmada, constituiria obstrução de justiça.

Trump surpreendeu Washington ao demitir Comey na semana passada, o que aumentou as críticas a seu governo.

– Flynn informou que era investigado –

Ao mesmo tempo, o jornal New York Times revelou que o general da reserva Mike Flynn, o conselheiro de Segurança Nacional demitido por Trump, havia informado a equipe de transição do então presidente eleito que era alvo de uma investigação federal, mas, ainda assim, foi nomeado para o cargo.

O jornal, citando duas fontes familiarizadas com o caso, informou na quarta-feira à noite que Flynn havia dito ao advogado da equipe de transição presidencial, Don McGahn, sobre a investigação em 4 de janeiro, semanas antes de assumir o cargo sensível.

Flynn, que acabou sendo demitido 24 dias após ter tomado posse, está no centro de uma investigação federal sobre a interferência russa na última eleição presidencial dos Estados Unidos.

Oficialmente, a Casa Branca indicou que Flynn foi demitido por omitir uma conversa por telefone com o embaixador russo, durante a qual supostamente discutiram maneiras de aliviar as sanções americanas sobre a Rússia.

– Informação repassada à Rússia –

Nesta quinta-feira, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, expressou sua confiança “em todos os aliados” para compartilhar informações sensíveis, depois da polêmica sobre dados confidenciais repassados por Trump ao chanceler russo Serguei Lavrov.

“Confio em todos os aliados e estou absolutamente seguro de que são capazes de compartilhar e gerenciar essas informações de forma adequada”, disse Stoltenberg, na chegada a uma reunião dos ministros da Defesa da União Europeia em Bruxelas.

De acordo com o jornal Washington Post e outros meios de comunicação, o presidente americano divulgou informações sobre uma operação preparada pelo grupo Estado Islâmico (EI), durante uma reunião com Serguei Lavrov e o embaixador russo nos Estados Unidos, Serguei Kisliak.

Trump teria inclusive mencionado a cidade na Síria onde a ameaça foi detectada, o que poderia pôr em perigo diretamente a fonte. O grande aliado dos Estados Unidos na região, Israel, teria comunicado as informações, que Washington não poderia repassar a outros países

Fonte: MSN.
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Especialistas acreditam que outro ataque cibernético pode ser iminente

Incidente afetou milhares de sistemas em mais de 100 países

Um novo ataque cibernético, ainda mais forte que o de sexta-feira passada, quando 125 mil sistemas de computadores em mais de 100 países foram afetados por um vírus, pode estar iminente, de acordo com especialistas em segurança da informação.

E um dos alertas vem do pesquisador britânico “MalwareTech”, que ajudou a parar o episódio de ransonware (chantagem para desbloquear ou devolver arquivos capturados) conhecido como Wanna Decryptor. Ele crê que esta segunda-feira já poderá marcar uma nova investida.

Também mostrou preocupação o chefe da Europol (a agência policial da União Europeia), Rob Wainwright. Em entrevista à BBC, ele disse que ameaça de ataques cibernéticos é crescente.

Wainright pediu que usuários de computadores ao redor do mundo façam atualizações de segurança em seus sistemas operacionais.

O vírus se aproveita de uma vulnerabilidade do Microsoft Windows que teria sido identificada pela Agência Nacional de Segurança dos EUA, a NSA – e que fez a Microsoft criar um “patch” (nome dado a um programa gratuito para consertos). Mas muitos usuários não o haviam instalado.

“As pessoas precisam urgentemente instalar o programa em seus computadores”, disse o pesquisador, de apenas 22 anos, à BBC.

MalwereTech descobriu, de forma acidental, uma espécide de “botão de emergência” que desativava o vírus para evitar que seu código fosse estudado. Mas ele adverte que uma nova versão do WannaCrypt pode corrigir a falha.

Como os usuários podem se proteger?

Mantenha o computador atualizado

O ransomware aproveitou uma falha na segurança do Windows, para a qual a Microsoft já tinha disponibilizado um “patch” há mais de um mês. É impossível atualizar os computadores automaticamente, então usuários devem instalar atualizações de segurança tão cedo elas apareçam.

Não abra emails suspeitos

Uma das maneiras mais usadas para espalhar um vírus é através de emails com arquivos anexados que, quando abertos, tomam conta de seu computador. Não abra mensagens de pessoas ou instituições desconhecidas e tampouco arquivos anexados que pareçam incomuns, mesmo quando enviados por contatos conhecidos.

Faça cópias de segurança de seus arquivos

Uma operação básica, mas que pode garantir paz de espírito em caso de ataques cibernéticos.

Use antivírus

Um conselho antigo, mas efetivo. Programa deste tipo podem deter um ataque ou identificar uma ameaça.

Responsáveis

Darien Huss, da empresa de tecnologia Proofpoint, também espera novos ataques.

“Suspeito que a quantidade de atenção que esse incidente gerou pode fazer com que haja gente trabalhando para desenvolver este vírus”, diz.

Huss não acredita que tenha sido um ataque patrocinado por algum governo.

“Foi um ataque tão simples e tão pouco sofisticado, que isso me leva a crer que se trata de alguém talentoso, mas amador”.

Investigadores estão tentando rastrear os responsáveis pelo ataque.

“Usaremos todas os nossos meios para levar os responsáveis à justiça”, disse Oliver Gower, da Agênc

Fonte: ORMNews.
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Professora é demitida após arrastar aluno pelo chão da escola

Na imagem, registrada por um colega de profissão de uma pré-escola em Ohio, nos EUA, a professora aparece puxando a criança pelo braço

Uma professora norte-americana foi demitida depois de ser fotografada enquanto arrastava um aluno pelo corredor da escola.

Na imagem, registrada por um colega de profissão de uma pré-escola em Ohio, nos EUA, a professora aparece puxando a criança pelo braço. A escola tem alunos com idades entre 3 e 5 anos.

Em entrevista à Fox, o diretor da instituição, Joe Shorokey, disse que o comportamento da professora não reflete os valores da Alta Head Start.

“Pedimos desculpas aos parentes e à comunidade”, disse Joe.

Fonte: Notícias ao Minuto.
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Dezenas de crianças são hospitalizadas após vazamento de gás na Índia

Gás vazou em um depósito de contêineres perto de um colégio em Nova Déli.

Cerca de 100 crianças tiveram de ser hospitalizadas neste sábado (6), após vazamento de gás em um depósito de contêineres, perto de um colégio em Nova Déli, capital da Índia, informaram fontes oficiais.

“Houve um vazamento de gás em um depósito de contêineres na região de Tughlakabad, em Nova Déli, por isso as crianças em um colégio público próximo sofreram muitos problemas”, disse em sua conta no Twitter, o ministro da Educação regional, Manish Sisodia.

Ele explicou que os alunos foram levados para três hospitais diferentes da área, com sintomas de queimação nos olhos, e acrescentou que o estado de saúde deles é “estável”.

As autoridades ordenaram uma investigação para esclarecer detalhes da ocorrência. Como a Agência Efe pôde comprovar, uma equipe da Força Nacional de Resposta a Desastres (NDRF, em inglês) foi até o local para controlar o vazamento e as crianças afetadas, todas elas meninas, estão conscientes e descansam em um quarto comum.

Fonte: ORMNews.
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Eleito na França, Macron diz que irá combater terrorismo

Presidente mais jovem da França fez dois discursos após vitória no 2º turno
Foto: REUTERS/Benoit Tessie – Emmanuel Macron fez seu primeiro discurso como presidente eleito na França pouco depois de as projeções o indicarem como o vencedor deste segundo turno. Em seu comitê de campanha, sem sorrir ou comemorar, o centrista destacou que a França estará à frente da luta contra o terrorismo, tanto em território francês como internacionalmente, e que a moralização da vida pública do país será a primeira prioridade de seu mandato.

Ele afirmou que, nos próximos cinco anos, terá a responsabilidade de apaziguar medos e promover otimismo entre os franceses. Também enfatizou a necessidade de trabalhar para reconciliar a nação, diante dos votos extremos. Em seu discurso, enviou uma “saudação republicana” à candidata derrotada Marine Le Pen.

Depois, em um segundo discurso, desta vez mais acalorado, se dirigiu a apoiadores em um palco montado em frente ao Museu do Louvre. Macron disse ao povo da França que a força, energia e vontade é o que “fez de nós o que somos”. “É isso o que vai conduzir nosso futuro. Não cederemos nada ao medo, nada às divisões, nada à mentira, à ironia, ao amor pelo declínio ou pela derrota”, afirma.

Com 99,99% dos votos recebidos, a apuração oficial confirmou que Emmanuel Macron foi eleito com 66,06% dos votos, contra 33,94% para Marine Le Pen. A líder da extrema-direita reconheceu a derrota na eleição e afirmou que seu partido, a Frente Nacional, conquistou um resultado histórico nas urnas.

Festa pela vitória

Depois de seu primeiro discurso, Macron seguiu para a região do Mudeu do Louvre, onde estava sendo realizada uma festa em comemoração à sua vitória. Entrou ao palco com o hino europeu de fundo, simbolizando seu apoio ao bloco europeu, uma de suas principais bandeiras e fonte de discordância com Le Pen. Então, discursou a apoiadores com um tom mais acalorado, reforçando que respeitará desacordos dos franceses e que vai trabalhar para unir o país.

A festa em comemoração à vitória de Macron começou logo que as pesquisas de boca de urna indicaram que ele seria eleito presidente da França, às 15h (horário de Brasília). Uma multidão se reuniu em frente ao museu Louvre.

Impactos da eleição

Na prática, a escolha pelo jovem ex-ministro da Economia do até agora presidente François Hollande é uma opção pela política de engajamento com a União Europeia. Especialistas ouvidos pelo G1 comentam que manter essa política externa deverá ser o menor dos problemas de Macron.

No entanto, para avançar em outros projetos, o novo presidente deverá esperar por um segundo resultado importante: de 11 a 18 de junho ocorrem as eleições legislativas francesas. Filiado a um partido pequeno e recente com menor probabilidade de vencer, o En Marche!, ele deverá traçar uma estratégia para angariar apoio dos mais tradicionais.

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Por: G1

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China envia 100 mil militares para fronteira com a Coreia do Norte

A adoção da medida aconteceu há algumas semanas, enquanto os Estados Unidos apresentavam fortes discursos contra o regime de Kim Jong-un

A China enviou um grupo de 100 mil militares para a sua fronteira com a Coreia do Norte, como parte de uma estratégia preventiva diante das fortes tensões na Península Coreana, informou nesta terça-feira o jornal japonês Yomiuri.

De acordo com uma fonte militar chinesa, a adoção da medida aconteceu há algumas semanas, enquanto os Estados Unidos apresentavam fortes discursos contra o regime de Kim Jong-un, o que gerou forte temor ao governo chinês.

Em mais de uma oportunidade a Casa Branca declarou que “todas as opções estão na mesa” para lidar com o programa nuclear de Pyongyang. Noticiou-se na Ásia que os norte-coreanos teriam levado a cabo mais um teste bélico nesta terça-feira.

No Mar do Japão, o porta-aviões USS Carl Vinson e parte da frota norte-americana se dirigem à península, para a realização de exercícios militares conjuntos com os navios de guerra japoneses Ashagara e Samidare.

As forças da Coreia do Sul também são aguardadas para esses exercícios na região, algo sem precedentes desde o armistício que paralisou a Guerra da Coreia, em 1953. Com informações do Sputnik Brasil.

Fonte: Notícias ao minuto.
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Guerra termonuclear pode começar a qualquer hora, diz Coreia do Norte

Embaixador da Coreia do Norte na ONU, Kim In-ryong descreveu os exercícios militares conjuntos realizados pelos EUA e pela Coreia do Sul como os mais agressivos possíveis

Um alto oficial da Coreia do Norte acusou, nesta terça (18), os EUA de criar “uma situação perigosa na qual uma guerra termonuclear pode explodir a qualquer momento”.

O embaixador da Coreia do Norte na ONU, Kim In-ryong, descreveu os exercícios militares conjuntos realizados pelos EUA e pela Coreia do Sul como os mais agressivos possíveis e disse que seu país estava “pronto para reagir a qualquer tipo de guerra desejado pelos EUA”.

A advertência de Kim ocorre no mesmo dia em que o vice-presidente americano, Mike Pence, em visita à Ásia, garantiu ao Japão que Washington trabalharia em estreita colaboração com seus aliados na região para conseguir uma solução pacífica para a crise e desnuclearizar a península coreana.

A “aliança entre Estados Unidos e Japão é a pedra angular da paz e da segurança no nordeste da Ásia”, declarou Mike Pence em um encontro com o primeiro-ministro nipônico Shinzo Abe.

Abe defendeu a busca de uma solução pacífica na crise com a Coreia do Norte.”É muito importante desenvolver esforços diplomáticos e buscar uma solução pacífica”, declarou o chefe de governo japonês.

“Ao mesmo tempo, apenas o diálogo pelo diálogo carece de valor e é necessário pressionar”, completou.

Pence desembarcou em Tóquio nesta terça-feira (18), após uma visita à Coreia do Sul, para abordar o tema da tensão com a Coreia do Norte após os testes de mísseis em março e abril, decididos pelo dirigente norte-coreano Kim Jong-Un.

As declarações do embaixador norte-coreano ocorrem um dia depois de Mike Pence ter dito que nem seu país nem a Coreia do Sul irão tolerar novos testes nucleares e de mísseis do regime norte-coreano.

“A era da paciência estratégica” dos EUA com Pyongyang acabou, afirmou Pence durante visita à zona desmilitarizada, área que divide os territórios da Coreia do Norte e da Coreia do Sul. “Todas as opções estão na mesa para conquistar os objetivos e garantir a estabilidade do povo desse país [Coreia do Norte]”, disse ele aos repórteres. Com informações da Folhapress.

Fonte: Notícias ao minuto.
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Avião cai e mata quatro no norte de Portugal

Aeronave teria explodido no ar e caído na região de um supermercado em Tires, no município de Cascais.

Uma aeronave caiu nesta segunda-feira (17) em zona habitacional de Tires, município de Cascais. De acordo com a Reuters, quatro pessoas que estavam a bordo morreram. O avião teria explodido no ar e caído na região de um supermercado, de acordo com o jornal “Público”.

O avião caiu depois de decolar de um aeroporto próximo. A televisão local mostrou imagens de fumaça que pode ser vista à distância após a queda. Havia mais de 50 trabalhadores empenhados no resgate.

Fonte: G1.
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EUA e Coreia do Norte estão a um passo da guerra, diz China

Após uma semana de trocas de ameaças entre Estados Unidos e Coreia do Norte, a China admitiu nesta sexta-feira (14) que uma guerra pode “começar a qualquer momento” na região. “Existe a sensação de que o conflito pode começar a qualquer momento. Acho que todas as partes envolvidas devem manter alta a vigilância sobre essa situação”, disse o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi.

Demonstrando o apoio da China para qualquer tentativa de diálogo, o chanceler comentou ainda que, em uma eventual guerra entre EUA e Coreia do Norte, “não haverá vencedores”. “Pedimos para todas as partes pararem com as provocações e ameaças e não permitirem que a situação se torne irreparável ou fora de controle”, pediu Wang em uma coletiva de imprensa com o chanceler francês, Jean-Marc Ayrault. A imprensa chinesa informou hoje que os voos entre Pequim e Pyongyang operados pela Air China serão suspendos a partir de segunda-feira (17).

A Rússia, apesar dos conflitos ideológicos com os EUA, também demonstrou preocupação com a situação e está acompanhando os fatos. “É com grande preocupação que seguimos a escalada de tensão na península coreana. Pedimos que todos os países dêem provas de moderação”, comentou Moscou, de acordo com a agência Tass.

Um dos maiores aliados dos EUA na Ásia, o Japão já começou a analisar as possibilidades de uma guerra. “Estudamos qualquer possilidade de ação para responder à crise”, disse o vice-chanceler de Tóquio, Han Song-ryol. As Forças Armadas norte-coreanas anunciaram que estão dispostas a adotar “as medidas mais duras” contra os Estados Unidos, caso o governo de Donald Trump continue “com as provocações”.
As nossas respostas às ações mais duras contra os EUA e seus vassalos serão tomadas sem nenhuma piedade, as quais não permitirão ao agressor sobreviver”, disse um porta-voz do Comando-Geral de Pyongyang, em uma declaração divulgada pela agência oficial de notícias KCNA. Já os EUA tinham dito que estavam prontos para disparar um “míssil preventivo”, com armas convencionais, contra a península coreana.

A tensão entre Estados Unidos e Coreia do Norte existe há anos, mas se intensificou desde que Trump assumiu a Casa Branca, em janeiro. O republicano mantém uma gestão mais combativa que seu antecessor, Barack Obama, e ameaça atacar o país asiático caso o regime de Pyongyang continue com seus testes militares. Ontem, Trump ordenou o lançamento de uma bomba contra o Afeganistão para atingir alvos terroristas do Estado Islâmico. O explosivo tinha quase 11 toneladas e é considerada a bomba mais potente, atrás apenas da nuclear. Especialistas viram no ataque uma tentativa de Washington demonstrar para seus inimigos poder militar. Na semana passada, Trump também bombardeou alvos do regime sírio.

folha-1Fonte: O Impacto.
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