OBAMA no Brasil-Público paga até 7.500 reais por palestra de Obama em São Paulo

Líderes empresariais e clientes de um banco pagaram entre 5.000 e 7.500 reais passa assistir a uma palestra conduzida pelo ex-presidente americano Barack Obama nesta quinta-feira, emSão Paulo. Ele é o principal participante do Fórum Cidadão Global, evento realizado pelo jornal Valor Econômico e pelo banco Santander.

Obama desembarcou ontem em São Paulo acompanhado de uma comitiva de 12 pessoas, entre assessores e seguranças – Michelle Obama, a esposa para quem recentemente fez juras de amor em celebração às bodas de prata do casal, não o acompanha. Está é a primeira viagem do ex-presidente ao Brasil desde março de 2011, quando esteve no país pela única vez como chefe da Casa Branca.

Além de Obama, participam do evento o jornalista Martin Wolf, colunista do jornal Financial Times, e Robert Salomon, professor da escola de administração de empresas da Universidade de Nova York. O debate acontece no Teatro Santander, na zona sul da capital.

A agenda de Obama em São Paulo conta também com um ‘encontro secreto’ com 11 jovens lideranças brasileiras, com idade entre 23 e 36 anos. Informações sobre a reunião, organizada pela Fundação Obama, que visa auxiliar na formação de novos líderes nos Estados Unidos e em outros países, não foram divulgadas – os convidados assinaram um termo de confidencialidade no qual se comprometem a não divulgar horários, locais ou até mesmo que participarão do encontro com o ex-presidente.

De São Paulo, Obama embarca para Buenos Aires. Na capital argentina, ele participará nesta sexta-feira de um congresso sobre novos modelos econômicos.

Fonte: MSN.
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Japonesa morre depois de fazer mais de 159 horas extras em um mês

No Japão, 22,7% das empresas admitiram que funcionários faziam mais de 80 horas extras por mês

Uma mulher japonesa morreu por insuficiência cardíaca após trabalhar 159 horas extras em um mês – ela tirou apenas dois dias de folga neste período. O caso aconteceu em julho de 2013, mas a empresa só reconheceu que a causa da morte foi excesso de trabalho nesta semana, a pedido da família da vítima.

Miwa Sado, 31, trabalhava como repórter de política na maior emissora pública do Japão, a NHK. No mês de sua morte, ela cobriu as eleições da Assembleia Metropolitana de Tóquio e da Alta Câmara Nacional do Japão.

De acordo com um alto funcionário do departamento de notícias da NHK, Masahiko Yamauchi, a empresa demorou três anos para divulgar a morte de Miwa em respeito à família da jornalista. Yamauchi afirmou que a morte dela é um “problema para a a organização como um todo, incluindo o sistema trabalhista e como as eleições são cobertas”.

A família de Miwa publicou uma mensagem sobre  a morte dela: “Ainda hoje, quatro anos depois, não podemos aceitar a morte de nossa filha como uma realidade. Esperamos que a tristeza de uma família enlutada não seja desperdiçada “.

O caso de Miwa reabre a discussão sobre como os japoneses equilibram a vida pessoal e o trabalho. Mais de 2.000 japoneses se mataram por problemas relacionados ao trabalho em março de 2016, segundo um relatório divulgado pelo governo – o documento não leva em consideração as mortes por ataques cardíacos, derrames e outras doenças que podem ser engatilhadas por excesso de tempo no trabalho.

No Japão, 22,7% das empresas admitiram que funcionários faziam mais de 80 horas extras por mês. O levantamento do governo considerou os meses de dezembro de 2015 a janeiro de 2016.

Em abril de 2015, Matsuri Takahashi, 24, tirou a própria vida por stress causado pelas longas jornadas de trabalho. No mês anterior à sua morte, ela chegou a fazer mais de 100 horas extras.

Com a repercussão do caso de Matsuri, o governo propôs que os funcionários pudessem fazer no máximo 100 horas adicionais por mês e também sanções as empresas que permitissem que o limite fosse excedido.

Fonte: VEJA.
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Nuzman é preso por suspeita de fraude na escolha da Rio 2016

Braço-direito do presidente do COB, Leonardo Gryner também foi preso

Agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal prenderam Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Rio 2016, e Leonardo Gryner, diretor de marketing do comitê Rio 2016 e braço-direito de Nuzman, na manhã desta quinta-feira (5), na Zona Sul do Rio.

Nuzman é suspeito de intermediar a compra de votos de integrantes do Comitê Olímpíco Internacional (COI) para a eleição do Rio como sede da Olimpíada de 2016. Ele foi preso em casa, no Leblon, por volta das 6h. Nuzman é presidente do COB há 22 anos. O pedido de prisão foi decretada pelo juiz Marcelo bretas, da 7ª Vara Federal Criminal.

O pedido de prisão foi decretado porque houve uma tentativa de ocultação de bens no último mês, após a polícia ter cumprido um mandado de busca na casa de Nuzman no mês passado. O esquema de corrupção, segundo os investigadores, tem a participação do ex-governador Sérgio Cabral. O dinheiro teria vindo do empresário Arthur Cesar Soares de Menezes Filho, conhecido como Rei Arthur, que também teve mandado de prisão decretado, mas está foragido da justiça.

A ação é um desdobramento da Unfair Play, uma menção a jogo sujo e que é mais uma etapa da Lava Jato no Rio de Janeiro.

Em março, o jornal francês “Le Monde” havia denunciado que, três dias antes da escolha da cidade, houve pagamento de propina a dirigentes do Comitê Olímpico Internacional.

No mês passado, o Ministério Público Federal (MPF) pediu o bloqueio de até R$ 1 bilhão do patrimônio de Carlos Arthur Nuzman, do empresário Arthur Cesar Soares de Menezes Filho, o “Rei Arthur”, e de Eliane Pereira Cavalcante, ex-sócia do empresário. O objetivo, segundo procuradores, era reparar os danos causados pelo trio devido às proporções mundiais da acusação.

Organização criminosa internacional

De acordo com o Ministério Público, as fronteiras internacionais não limitaram a atuação da organização criminosa do ex-governador Sérgio Cabral. Para os procuradores, “trata-se de um esquema altamente sofisticado, que agia internacionalmente com desenvoltura e uma engenhosa e complexa relação corrupta”. Prova disso é que, para alcançar o atual estágio da investigação, o MPF teve que realizar pedidos de cooperação jurídica internacional com nada menos que quatro países diferentes: Antígua e Barbuda, França, Estados Unidos e Reino Unido.

Durante as investigações, o Ministério Público Francês colheu substancioso material para demonstrar que houve compra de votos para escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Um dos votos foi comprado de Lamine Diack, então presidente da Federação Internacional de Atletismo e então membro do Comitê Olímpico Internacional, por meio de seu filho, Papa Massata Diack.

Fonte: ORMNews.
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Homem vence luta com cobra gigante na Indonésia

Píton de 7,8 metros de comprimento foi morta após atacar indonésio

Uma píton gigante, com 7,8 metros de comprimento, foi morta após atacar um homem na Indonésia. As imagens foram registradas pela polícia de Batang Gansal, na ilha de Sumatra, e divulgadas nesta quarta-feira (4).

De acordo com a agência AFP, os moradores mataram a cobra após o feito do “lutador” e exibiram a cabeça. O cadáver do réptil foi cortado, frito e depois comido pela comunidade. Ainda segundo a agência, o animal quase cortou o braço do homem. O caso ocorreu no último sábado, 30 de setembro.

Fonte: ORMnews.
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Revelado predador marinho pré-histórico antecessor de crocodilos

O animal habitou nosso planeta há 163 milhões de anos

O “monstro de Melksham” era um réptil e distante predecessor de crocodilos. Paleontólogos da Universidade de Edimburgo identificaram uma nova espécie de répteis pré-históricos. O descobrimento foi possível através da análise de fóssil que se encontrava no Museu de História Natural de Londres desde 1875.

O réptil foi batizado como Ieldraan melkshamensis e apelidado de Monstro de Melksham em homenagem à cidade, onde foi encontrado.

O animal habitou nosso planeta há 163 milhões de anos. Ele tinha cerca de três metros de comprimento e vivia em mares quentes e pouco profundos, onde atualmente está localizado território europeu.
Tinha grandes mandíbulas e dentes cruzados, fazendo com que cientistas concluíssem que o monstro caçava calamares pré-históricos.

O estudo científico revelou que a subfamília dos Geosaurini — grupo extinto de crocodilos pré-históricos a que pertence esse animal- teria começado a evoluir milhões anos antes do que os cientistas pensavam. Com informações do Sputnik News.

Fonte: Notícias ao Minuto.
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Las Vegas: 18 armas e explosivos encontrados na casa do atirador

As autoridades americanas encontraram 18 armas, explosivos e muita munição extra na casa do atirador Stephen Paddock, que matou 59 pessoas em um ataque em Las Vegas neste domingo. A polícia já havia apreendido mais de uma dezena de armas de fogo no quarto de hotel de onde o aposentado de 64 anos executou o massacre.

Segundo o xerife Joe Lombardo, os armamentos e explosivos foram encontrados durante uma busca na casa de Paddock, em Mesquite, no Estado de Nevada. Equipamentos eletrônicos também foram apreendidos para análise dos investigadores. No carro do agressor, as autoridades encontraram nitrato de amônia, um composto químico muito utilizado para a fabricação de bombas à base de fertilizantes.

A polícia também recolheu 23 armas no quarto reservado pelo atirador no hotel Mandalay Bay. Segundo o jornal Wall Street Journal, haviam rifles automáticos e modelos de armas AR-15s e AK-47s, que podem disparar mais de 600 tiros por minuto. Grandes quantidades de munição também foram encontradas.

A polícia americana ainda não revelou detalhes ou confirmou as informações divulgadas pela imprensa sobre o tipo de armamento usado por Stephen Paddock. Mas, segundo análises de especialistas baseadas na velocidade dos disparos ouvidos nos vídeos divulgados nas redes sociais, o atirador provavelmente utilizou armas automáticas ou semiautomáticas com um dispositivo extra acoplado, que permite o lançamento de mais balas por minuto.

De acordo com Lombardo, as equipes de segurança americanas também devem fazer buscas em outra casa na região norte de Nevada. O xerife não deu detalhes sobre quem mora no local, porém afirmou que equipes da SWAT, unidade de polícia altamente especializada, já estão preparadas para invadir a residência.
O ataque

Cerca de 22.000 pessoas assistiam a um show no festival de música country Route 91 Harvest quando Paddock abriu fogo de um quarto no 32º andar do hotel Mandalay Bay. Os tiros cruzaram a Las Vegas Strip, onde ficam os mais célebres hotéis e cassinos de Las Vegas, até o local do evento. Segundo as autoridades americanas, 59 pessoas morreram e outras 527 ficaram feridas.

Paddock se matou antes de a polícia entrar no quarto de onde ele estava atirando, afirmou o chefe de polícia do condado Clark, Joseph Lombardo, a repórteres. O homem branco de 64 anos morava em uma comunidade de aposentados em Mesquite, Nevada.

O grupo militante Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo massacre, mas as autoridades americanas expressaram ceticismo em relação à declaração. Segundo o FBI, tudo indica que Paddock não tinha nenhum vínculo com grupos terroristas internacionais.

O irmão do atirador, Eric Paddock, também desmentiu o comunicado do EI e afirmou que Stephen não tinha afiliações políticas ou religiosas. Em entrevistas à imprensa, Eric disse que o irmão “era um cara normal” e que “algo deve ter acontecido, ele surtou ou algo do tipo”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou que as bandeiras americanas sejam colocadas a meio mastro, em uma demonstração nacional de luto, e disse que visitará Las Vegas na quarta-feira. “Foi um ato de pura maldade”, disse Trump em um pronunciamento na Casa Branca.

Fonte: MSN.
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Passageiros filmam turbina destruída de avião em pleno voo

Problema ocorreu em voo da Air France que saiu de Paris com destino a Los Angeles

Passageiros do voo 066 da Air France que voava de Paris para Los Angeles, nos último sábado (39), passaram por um grande susto. No meio da viagem, enquanto o A380 sobrevoava o Oceano Atlântico, uma das turbinas se desfacelou devido a um suposto impacto com uma ave. A aeronave transportava 497 passageiros, além dos tripulantes, e conseguiu pousar com segurança no Canadá. O vídeo abaixo mostra o momento do pouso da aeronave. Confira.

https://twitter.com/jacobsoboroff/status/914229073076920320

 Fonte: Notícias ao Minuto.
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Trio americano leva Nobel de Medicina por ‘relógio biológico’

Prêmio anunciado na manhã desta segunda-feira (2) na Suécia foi para três cientistas

O Nobel de Medicina e Fisiologia de 2017 foi para os cientistas norte-americanos Jeffrey C. Hall, Michael Rosbash e Michael W. Young por suas descobertas no ritmo circadiano, espécie de relógio biológico interno que nos ajuda a regular nosso metabolismo às diversas fases do dia. O prêmio foi anunciado na manhã desta segunda-feira (2) na Suécia.

Os laureados conseguiram isolar um gene que controla o nosso ritmo interno. Depois, eles mostraram que esse gene fornece informações para que o corpo fabrique uma proteína que se acumula nas células durante à noite e vai se degradando durante o dia.

O achado responde a uma dúvida que há muito tempo intriga os cientistas: o mecanismo biológico que faz com quê o corpo responda às diversas fases do dia geradas pela rotações da Terra.

A importância da descoberta

Todo o organismo humano sofre influência do circuito claro-escuro. Nossa temperatura, nosso metabolismo, nossos hormônios e nosso sono reagem de acordo com essas mudanças.

Quando esse mecanismo está desregulado temporariamente, em um “jet lag”, por exemplo, nossa saúde e nosso bem-estar são afetados. Pesquisas também demonstram que disfunções nesse sistema contribuem para o surgimento e agravamento de uma série de doenças; entre elas, a depressão.

Veja a lista dos últimos 10 laureados com Nobel de Medicina

2016: Yoshinori Ohsumi (Japão), por suas pesquisas sobre a autofagia, cruciais para entender como as células se renovam e a resposta do corpo à fome e às infecções.

2015: William Campbell (americano nascido na Irlanda), Satoshi Omura (Japão) e Tu Youyou (China), pelo desenvolvimento de tratamentos contra infecções parasitárias e a malária.

2014: John O’Keefe (EUA/Reino Unido) e May-Britt e Edvard Moser (Noruega), por suas pesquisas sobre o “GPS interno” do cérebro, que pode permitir avanços no conhecimento do mal de Alzheimer.

2013: James Rothman, Randy Schekman (EUA) e Thomas Südhof (Alemanha), por seus trabalhos sobre os transportes intracelulares, que ajudam a conhecer melhor doenças como a diabetes.

2012: Shinya Yamanaka (Japão) e John Gurdon (Reino Unido), por suas pesquisas sobe a reversibilidade das células-tronco, que permite criar todo tipo de tecidos do corpo humano.

2011: Bruce Beutler (Estados Unidos), Jules Hoffmann (França) e Ralph Steinman (Canadá), por estudos sobre o sistema imunológico que permite ao organismo humano defender-se contra as infecções, favorecendo a vacinação e a luta contra doenças como o câncer.

2010: Robert Edwards (Reino Unido), pioneiro da medicina reprodutiva, por sua contribuição ao desenvolvimento da fecundação in vitro.

2009: Elizabeth Blackburn (Austrália/EUA), Carol Greider e Jack Szostak (EUA), por suas descobertas sobre os mecanismos da vida e suas aplicações na luta contra o envelhecimento.

2008: Harald zur Hausen (Alemanha), Françoise Barré-Sinoussi e Luc Montagnier (França), por trabalhos sobre o câncer e a aids.

2007: Mario Capecchi (EUA), Oliver Smithies (EUA) e Martin Evans (Reino Unido), pela criação de ratos transgênicos que abriram um novo horizonte para as pesquisas de doenças como o Alzheimer ou o câncer.

Fonte: ORMnews.
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Governo da Catalunha promete declarar independência

Repressão policial durante referendo teve mais de 840 feridos

Os independentistas ganharam a guerra da imagem. Uma velhinha, caída no chão do colégio Freire, no bairro de Roquetes, em Barcelona, com os cabelos brancos ensanguentados, foi a primeira de uma jornada marcada pela tensão em cada ação da Polícia Nacional e da Guarda Civil para impedir a realização do referendo unilateral de independência, suspenso de maneira cautelar pelo Tribunal Constitucional. O saldo foi de 844 feridos. Do total de 5,3 milhões de eleitores, o governo catalão contabilizou 2,2 milhões de votos, dos quais 2 milhões foram pelo “sim”. E antes mesmo da apuração, Carles Puigdemont, presidente catalão, deu por vitorioso o referendo, e abriu caminho para a declaração de independência unilateral. Grandes sindicatos e organizações sociais convocaram uma greve geral para terça-feira.

Em coletiva de imprensa, Puigdemont afirmou que nos próximos dias entregará os resultados da votação ao Parlamento catalão para que proceda conforme reza a Lei do Referendo. Ao mesmo tempo, mostrou-se receptivo a negociações.

— Ganhamos o direito a ser um Estado independente. O caminho a partir de agora temos que fazer juntos, com civismo e em paz, abertos a propostas de diálogo, que sirvam para respeitar a vontade dos catalães — afirmou, pedindo a mediação da UE e agradecendo a conduta da população. — O governo espanhol escreveu uma página vergonhosa em sua relação com a Catalunha. Lamentavelmente, não é a primeira. Este já não é um assunto interno. É um assunto europeu.

SEM INTERNET NOS CENTROS DE VOTAÇÃO

A apuração demorou mais do que o esperado, já que o sistema construído para a ocasião ficou inutilizado depois que a Guarda Civil cortou a conexão à internet de vários centros de votação. A presidente do Parlamento catalão, Carme Forcadell, convocou para hoje uma reunião para determinar a ordem do dia do próximo plenário. Mas analistas acreditam que o resultado seja o menos relevante:

— O resultado não tem importância. É o de menos. Houve urnas apreendidas, colégios fechados… As imagens, além de evidenciar a violência policial, mostraram uma enorme quantidade pessoas indo votar. O governo central perdeu este referendo — opinou o cientista político Oriol Bartomeus, professor da Universidade Autônoma de Barcelona e da Universidade de Barcelona.

A cena de um idoso sendo arrastado pela orelha por um agente da Policia Nacional foi outra das várias demonstrações de brutalidade. Ele estava sentado no chão da escola Víctor Català, em Barcelona, junto com dezenas de outras pessoas que entoavam o grito “votaremos”. A intenção era impedir o confisco das urnas. Dos 2.315 colégios eleitorais, a polícia interveio em 319, segundo o governo central — ou 336 de acordo com os Mossos D’Esquadra (polícia catalã).

No total, 92 locais foram fechados, de acordo com o Ministério de Interior, que declarou haver 33 policiais feridos e três pessoas detidas, sendo um menor de idade. A resposta policial à resistência pacífica de centenas de catalães ficou registrada em vídeos, que viralizaram e foram reproduzidos por jornais do mundo todo. Após o impacto das imagens, o ministério decidiu reduzir a força policial, segundo fontes do “El País”.

Com os braços estendidos para cima, os eleitores concentrados diante de centros de votação foram alvo, em várias ocasiões, de golpes de cassetete, disparos de balas de borracha — um homem foi levado às pressas para ser operado no Hospital Sant Pau, de Barcelona, por ter recebido um disparo no olho —, ou agredidos diretamente. Como a mulher que, apoiada no corrimão, dentro do Institut Pau Claris foi agarrada pelo braço por um policial, que a empurrou escada abaixo.

Apesar da violência, o presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, só se pronunciou às 20h30m, onze horas depois das primeiras ações. O líder do conservador Partido Popular, que há seis anos vem se mostrando contrário a negociar, disse que mantém a porta aberta para o diálogo, e convocou os partidos com representação parlamentária “para refletir sobre o assunto”.

— Hoje (ontem) não houve um referendo de autodeterminação na Catalunha. O estado de direito mantém sua fortaleza e sua vigência. A Espanha é uma democracia madura e avançada, amável e tolerante, mas também firme e determinada — declarou Rajoy, citando “os que promoveram a ruptura da legalidade e da convivência” como únicos responsáveis pelo que aconteceu na Catalunha. — Fizemos o que tínhamos que fazer.

Pablo Iglesias, representante do Podemos, se disse repugnado com a atitude do PP, chamando seus membros de “inúteis, corruptos e hipócritas”. Já o líder do partido Cidadãos, Albert Rivera, pediu eleições antecipadas na Catalunha. Por sua vez, o socialista Pedro Sánchez, líder da oposição, afirmou estar em profundo desacordo com o uso da força policial mostrada ontem na Catalunha:

— O governo superou todos os limites de sua incapacidade.

MOSSOS SÃO ACUSADOS DE PASSIVIDADE

Descrevendo um panorama diferente do registrado pelas câmeras, Soraya Sáenz de Santamaría, vicepresidente do governo, afirmou que a polícia agiu com “profissionalismo e proporcionalidade, e não foi contra as pessoas e sim contra as urnas”.

— Os cidadãos viram como sua liberdade foi defendida e como a convivência foi restabelecida — declarou a número 2 do governo.

A palavra “proporcional” para justificar a atuação policial também foi ouvida da boca de alguns socialistas, como o prefeito de Lleida, Àngel Ros, ao tentar colocar panos quentes na notícia do ataque cardíaco de um homem de cerca de 50 anos diante do comportamento da Polícia Nacional no bairro de Mariola. O líder socialista na Catalunha, Miquel Iceta, no entanto, tentou se distanciar:

— Se Rajoy e Puigdemont não se veem capazes de restabelecer a normalidade e abrir a porta para uma negociação, será melhor que renunciem ou convoquem eleições antecipadas.

Os pedidos de renúncia vieram de diferentes frentes. Artur Mas, ex-presidente da Catalunha, afirmou que Rajoy deveria renunciar imediatamente por “perder as estribeiras” e “dar uma imagem dramática ao mundo”. O mesmo pediu Ada Colau, prefeita de Barcelona, que não é independentista mas defende a autodeterminação dos catalães.

— Se Rajoy não renunciar, as forças devem se organizar para dar uma resposta política. Não entendo o extremo ao que o governo espanhol chegou. É inconcebível que esteja chegando a este limite — disse a prefeita que, no Twitter, chamou Rajoy de “covarde por inundar Barcelona de policiais”.

Os Mossos D’Esquadra, por outro lado, foram acusados de passividade, desobediência e incumprimento de seu dever constitucional e o Ministério Público prometeu que haverá consequências por agirem como uma “polícia política”. Como já se sabia que as filas nos colégios eleitorais começariam a se formar por volta das 5h, a tarefa dos agentes era, antes das 6h, desalojar e fechar os centros de votação. Geralmente em dupla, no entanto, eles se apresentavam, informavam que tinham que apreender urnas e clausurar o local e perguntavam, educadamente, quem era o responsável. Diante da resposta coletiva de que não havia responsáveis, registravam a ocorrência e se despediam. Às vezes eram aplaudidos e outras, inclusive, recebiam flores.

Fonte: ORMNews.
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Ataque em Las Vegas: o que se sabe sobre o mais letal tiroteio da história dos EUA

Pelo menos 58 pessoas morreram e mais de 515 ficaram feridas em um tiroteio durante um show em Las Vegas. Trata-se do mais letal ataque deste tipo na história moderna dos EUA, de acordo com a polícia.

Um atirador abriu fogo na plateia de um festival de música no hotel Mandalay Bay. A polícia informou que ele estava no 32° andar do hotel.

Os policiais usaram explosivos para derrubar a porta do quarto onde o homem estava. O atirador se suicidou. Fontes da polícia disseram à mídia americana que uma “grande quantidade” de armas foi encontrada no quarto.

Segundo o xerife de Las Vegas, Joe Lombardo, acredita-se que o autor dos disparos agiu como “lobo solitário” – como são chamados ataques planejados e executados individualmente.

O som do que parecia ser prolongados disparos de arma automática foi registrado em vídeos amadores postados nas redes sociais.

Ao menos 515 pessoas foram levadas a hospitais da cidade após o ataque, segundo as últimas informações da polícia. Mais de 22 mil estavam no festival no momento dos disparos.

Mais tarde, a polícia anunciou que o suspeito era Stephen Paddock, um homem branco de 64 anos que não tem passagens pelas Forças Armadas ou antecedentes criminais. Episódios similares já foram protagonizados por ex-militares.

Paddock foi identificado como morador de uma cidade vizinha, Mesquite. Mas a polícia informou que ele estava hospedado no Mandalay Bay desde quinta-feira.

O Centro Médico Universitário, um dos hospitais que receberam feridos, informou que pelo menos 14 pessoas se encontraram em estado grave. Em nota oficial, o Itamaraty informou que “até o presente momento não há registro de brasileiros entre os mortos e feridos”.
“Pura maldade”

Em pronunciamento na TV, o presidente americano Donald Trump chamou de “ato de pura maldade”.

Trump disse que visitará Las Vegas na quarta-feira para falar com as famílias das vítimas e com a polícia local, a quem ele agradeceu pela “velocidade milagrosa” com que agiu. “Melania e eu estamos rezando por cada americano que foi ferido. Rezamos pelo dia em que o mal será banido e os inocentes serão salvos”.

Dois de seus antecessores, Barack Obama e Bill Clinton, cujas administrações foram marcadas por políticas (ou tentativas) de controle na venda de armas, também usaram a plataforma para expressar seu pesar. Clinton, que ocupou a presidência entre 1993 e 2000, escreveu que “isso (o tiroteio) deveria ser algo inimaginável nos EUA”.

Obama, em cuja administração ocorreram diversos tiroteios em massa, classificou o incidente em Vegas como uma “tragédia sem sentido”.

O tiroteio ocorreu por volta de 22h (horário local). O cantor Jason Aldean estava se apresentando no momento dos disparos e deixou rapidamente o palco.

Testemunhas relataram que centenas de tiros foram disparados. O britânico Mike Thompson, morador de Londres, estava perto do local do show no momento do ataque e diz que ouviu o som dos disparos.

“Estávamos a caminho do nosso hotel, o MGM, após o jantar, quando vimos pessoas correndo em pânico na nossa direção. Um homem tinha sangue por todo o corpo. Foi quando percebemos que algo estava muito errado”, contou.

Referendo na Catalunha: as muitas dúvidas geradas pela vitória do “sim” à independência

“Eu conseguia ouvir os sons de tiros, então puxei meu companheiro e corremos”, completou.

Alguns voos foram desviados do aeroporto Las Vegas McCarran quando surgiram as primeiras notícias sobre o tiroteio.

Logan Cruz and Liberty Psesser, que estavam perto do palco, contaram que houve pânico no momento dos tiros, sobretudo depois de o cantor Jason Aldean, que estava no palco, ter corrido em busca de abrigo.

“As pessoas saíram correndo em despespero e vimos muita gente se pisoteando”, disse Cruz.

Pessoas fugindo dos tiros encontraram abrigo em hotéis, restaurantes e no aeroporto.

O festival de música teve início na sexta-feira, com shows nos terrenos de diferentes hotéis Las Vegas.

Didier Perez, do Texas, disse que viu pessoas chorando pelas ruas quando estava chegando ao hotel onde estava hospedado.

“Perguntamos a uma pessoa o que havia acontecido e ela disse que estavam em um show de música country e que havia um atirador lá,” relatou.

“Foi aí que eu vi algumas pessoas ensanguentadas. Algumas pessoas estavam em choque e chorando. Ouvimos rumores de que haveria outros atiradores, mas era alarme falso. Houve pânico generalizado”, disse.

Fonte: MSN.
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