Babá é presa após ser flagrada agredindo bebê dentro de elevador; assista!

Uma babá foi flagrada por câmeras de segurança socando um bebê dentro de um elevador poucos segundos depois de se despedir da mãe da criança. O ataque aconteceu em Zhengzhou, capital da província de Henan, na China, segundo o “Mirror”. Ao deixar a mãe, o bebê começou a chorar.

Nas imagens, a babá de 42 anos, identificada apenas como Li, aparece segurando a criança no colo. Primeiramente, ela ameaça a criança ao levantar a mão e, depois, vira de costas para a câmera e agride a criança com diversos socos. É possível ver as agressões pelo espelho do elevador. O bebê continua a chorar e ela o coloca no carrinho. Em seguida, agride novamente a criança.
De acordo com a polícia local, as cenas foram descobertas pelo segurança do prédio, que mostrou as imagens para a mãe do bebê. A polícia foi acionada e a babá presa.

A agência onde Li trabalhava e que a indicou com “boa reputação” será chamada para depor. A babá recebia R$ 3500 por mês. A imprensa local informou que o bebê passou por atendimento médico, mas não havia informações a respeito de possíveis ferimentos causados pela agressão.

As imagens são chocantes. Veja:

https://youtu.be/DpRdXFs-sZA

 

(Com informações do Extra)
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)   E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Sergio Moro é alvo de protestos na Universidade de Coimbra

(Foto Divulgação) –   Pichação em muro da Universidade de Coimbra, em Portugal, traz mensagem contra o juiz Sergio Moro

A passagem do juiz federal Sergio Moro pela Universidade de Coimbra, uma das mais tradicionais de Portugal, foi marcada por protestos. Muros da instituição amanheceram pichados nesta segunda-feira (4) com mensagens contra o magistrado.

Coimbra é considerada a universidade com a maior quantidade de alunos brasileiros fora do país. São cerca de 2.000 entre alunos de graduação e pós-graduação.

Estudantes brasileiros –e também portugueses– reuniram-se para criticar a presença do juiz da Lava Jato em um seminário sobre combate à corrupção na instituição. A palestra estava marcada para a tarde desta segunda.

Batizado de “Transparência, Accountability, Compliance, Boa Governança e Princípio Anticorrupção”, o evento sai por “dez parcelas de R$ 850,00” e dá direito também a uma série de jantares paralelos.

Além de Moro, o procurador Roberson Pozzobon, membro da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, também participa do encontro.

JUSTIFICATIVA

Em nota, a Apeb (Associação de Pesquisadores e Estudantes Brasileiros em Coimbra) justificou as manifestações.

“Tendo em vista que os métodos de atuação no processo judicial adotados por Sergio Moro são contestados justamente no Comitê de Direitos Humanos das Organizações das Nações Unidas, a Apeb/Coimbra manifesta a sua perplexidade com a escolha desse personagem para participar no evento que trate de tais temáticas na qualidade de conferencista”, diz o texto.

Procurado, Moro ainda não foi localizado pela reportagem.
POR GIULIANA MIRANDA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM LISBOA
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)   E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Fabiana Schneider, a promotora que faz os corruptos do Brasil tremerem

Fabiana Schneider durante sua palestra na conferência Play the Game. (Foto Play the Game ) –

O dia passava devagar na holandesa Eindhoven, cinzenta e sempre iluminada pelas lâmpadas da Philips, fundada ali. Numa das conferências do evento Play the Game, a grande eucaristia do combate à corrupção esportiva, dois promotores relatavam como desvendaram um dos assuntos mais espetaculares do lado oculto do esporte: a relação delitiva entre Lamine Diack, ex-presidente da federação internacional de atletismo (IAAF), e Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e do comitê organizador dos Jogos do Rio-2016. A promotora é brasileira. Chama-se Fabiana Schneider. Seu colega homem é francês, Jean-Yves Lourgouilloux.

De Lamine Diack, sob prisão domiciliar em Paris desde novembro de 2015, e de seu filho Papa Massata Diack, que não sai do Senegal por causa do risco de ser detido se regressar à França, encarrega-se Lourgouilloux, convicto de que “lobby em inglês significa corrupção”. Muito profissional, com jeito de polícia, desentranha a relação deles tanto com a trama de doping russo (supostamente recebiam dinheiro de atletas russos para ocultar exames positivos) como com Nuzman, de quem, segundo a acusação, pai e filho receberam pelo menos dois milhões de dólares para comprar votos africanos no Comitê Olímpico Internacional (COI) quando o Rio foi escolhido como sede olímpica, em 2009.

De Nuzman, em liberdade provisória depois de passar 15 dias em prisão preventiva, encarrega-se Schneider, que persegue a corrupção em parte por obrigação profissional, mas também por opção, ideologia e convicção.

“A corrupção é uma distorção dentro da nossa cultura que revela muito dramaticamente como nos relacionamos com nosso meio e nosso ambiente”, diz a promotora, uma dos mais de 20 membros da força-tarefa do Ministério Público que trabalham para a Operação Lava Jato no Rio e em Curitiba. “O desmatamento que começou há 500 anos, como a colonização, é outra forma de corrupção. É uma palavra que, como os gregos nos ensinaram, significa degradação. De algo. É também assim a corrupção na nossa sociedade, entre os políticos, os poderosos e os poderes econômicos, e também a corrupção do meio ambiente. Trabalhar com a natureza na Amazônia ou com a corrupção no Rio é parte da mesma preocupação.”

A descrição de seu trabalho, a sua ação e o relato de sua vida são um reflexo puro da construção da realidade brasileira. Fabiana Schneider nasceu em Rondônia, neta de japoneses, italianos e alemães. Vem daí, conta, seu amor pela Amazônia e pela mata. Em Santarém (PA), trabalhou como promotora ambiental em investigações relativas ao desmatamento ilegal, com toda a corrupção que cerca a construção da gigantesca represa de Altamira, a terceira maior do mundo, em plena selva amazônica, e seu grande impacto ambiental, somado à defesa e proteção dos quilombolas. “E, estando ali, no começo de 2017 me recrutaram para trabalhar na Lava Jato, para investigar outra corrupção que, na verdade, é a mesma. Defender a sociedade da corrupção e a natureza do desmatamento são parte da mesma coisa. Natureza e sociedade são uma coisa só. A luta é a mesma, seja para defender a natureza seja para combater grandes grupos de corruptos e corruptores.”

A Lava Jato é um trabalho em equipe que investiga dezenas de casos no Brasil e já conseguiu provar a implicação de mais de 200 pessoas. Isso incluiu a prisão do ex-governador fluminense Sergio Cabral, a partir da qual uma imensa teia de corrupção começou a ser desemaranhada. Coube a Fabiana Schneider o fio Nuzman-Diack, porque ela fala francês e seria a pessoa ideal para se coordenar com o Ministério Público da França.

“Os Jogos Olímpicos foram uma plataforma para cometer outros delitos. Por meio dos Jogos chegou muito dinheiro público e privado para construir o metrô, para construir estradas e muitas outras obras que serviram de instrumento para ganhar mais dinheiro ilícito. Nessa parte da construção entram os políticos e empresários. Só conseguimos investigar este tipo de delito porque investigávamos os que pagavam subornos ao ex-governador Sérgio Cabral. Uma dessas pessoas era um empresário, Arthur Soares, que foi quem deu o dinheiro para Lamine Diack. Foi uma conexão de fatos que permitiu chegar às Olimpíadas”, explica. “Era absolutamente necessário prender Nuzman, até hoje acho que é necessário. Infelizmente o soltaram. Por quê? A prática da corrupção ocorreu em 2009, mas a organização criminosa continuou atuando até a véspera da prisão de Nuzman. Na realidade, seus bens estão desaparecidos. Ainda não conseguimos recuperar o ouro [13 quilos em lingotes] que encontramos na Suíça, e sua atividade continua existindo. É uma pessoa com grande poder político e influência. Do nosso ponto de vista a prisão se justifica.”

A promotora Schneider se comprometeu por um ano com a Lava Jato e o trabalho no Rio. “E não prorrogarei”, disse. “Em 2018 voltarei a Santarém, à floresta, aos quilombolas e contra a hidrelétrica de Altamira.” Voltará à sua natureza, a continuar sempre lutando contra a corrupção, essa distorção da cultura, da relação da sociedade com a natureza, da vida.
EL PAÍS Carlos Arribas
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)   E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Papiro com ‘ensinamentos secretos’ de Jesus é encontrado

Estudiosos britânicos encontraram a mais antiga cópia grega de um texto cristão apócrifo que reúne os “ensinamentos secretos” de Jesus para Tiago, que historiadores acreditam ter sido seu irmão. A cópia foi descoberta em meio ao acervo da Universidade de Oxford, uma das mais antigas do mundo.

O manuscrito é uma edição rara, em língua grega, de uma história apócrifa da época do Novo Testamento chamada “Primeiro Apocalipse de Tiago”, que até agora parecia ter sido preservada apenas na língua copta — uma língua egípcia evoluída de hieróglifos.

O texto foi proibido depois que Atanásio, bispo de Alexandria, definiu o cânone dos 27 livros conhecidos hoje como o Novo Testamento. Todas as outras histórias, como aquelas encontradas na coleção Nag Hammadi, foram consideradas heréticas.

— Textos gnósticos como o “Primeiro Apocalipse de Tiago” foram banidos por causa de sua “compreensão diferente” da importância de Jesus — diz Brent Landau, pesquisador de estudos religiosos de Universidade do Texas em Austin. — Eles entendem Jesus muito mais em termos de ser um revelador da sabedoria humana do que como um messias. De acordo com esses textos gnósticos, Jesus ensinou que o mundo material é realmente uma prisão criada por um ser maligno, algo muito parecido com o filme “Matrix”, essencialmente.

No texto, Jesus descreve esta prisão terrena para seu “irmão”. Ele revela que o mundo é protegido por figuras demoníacas chamadas “archons”, que estão bloqueando o caminho entre o mundo material e a vida após a morte.

Grande parte dos escritos apócrifos aos quais temos acesso atualmente estão em copta. Até hoje, pouquíssimos textos foram encontrados em grego, seu idioma original de composição: uma coleção de 13 livros gnósticos coptas descobertos em 1945 no Alto Egito, que formam atualmente a biblioteca de Nag Hammadi.

No entanto, Landau e outro pesquisador de estudos religiosos de Universidade do Texas em Austin, Geoffrey Smith, adicionaram à essa lista a descoberta de fragmentos gregos datados do século V do que é conhecido como “Primeiro Apocalipse de Tiago”.

Os estudiosos fizeram a descoberta no início do ano, mas só agora divulgaram o feito em publicação científica. Eles apresentaram suas conclusões no Encontro Anual da Sociedade de Literatura Bíblica, em Boston. O trabalho ainda não foi analisado por outros pesquisadores.

— Dizer que ficamos entusiasmados quando percebemos o que tínhamos encontrado é pouco — disse Smith, professor assistente em estudos religiosos, que encontrou o pequeno fragmento no início deste ano entre os arquivos da Universidade de Oxford. — Nunca suspeitamos que os fragmentos gregos do Primeiro Apocalipse de Tiago tivessem sobrevivido à Antiguidade. Mas lá estavam eles, bem na nossa frente.

Manuscrito foi levado para Oxford no século XIX

A narrativa do texto encontrado descreve o que seriam ensinamentos de Jesus para seu “irmão” Tiago, discorrendo sobre como seria o reino celestial e revelando eventos futuros, incluindo a morte de Tiago.

— O texto complementa o relato bíblico da vida e do ministério de Jesus, permitindo-nos o acesso a conversas que supostamente ocorreram entre Jesus e seu irmão Tiago. Ensinamentos secretos que permitiram que Tiago fosse um bom professor após a morte de Jesus — afirma Smith.

O achado pertence a uma coleção de mais de 200 mil documentos de papiros da Universidade de Oxford, na Inglaterra. Antes de chegarem lá, eles foram escavados de um antigo depósito de lixo egípcio, espalhados entre pilhas de manuscritos do século V, antigos recibos de impostos e contas de venda de vagões e burros. Esse depósito ficava na cidade egípcia de Oxyrhynchus, e os documentos foram retirados de lá e levados para Oxford no final do século XIX. Smith e Landau estudaram os achados Oxyrhynchus por mais de dois anos.

Por: O Globo

“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)   E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Argentina reconhece morte de toda tripulação de submarino ARA San Juan

O submarino desapareceu, sem deixar rastros, após cumprir uma missão na Patagônia. (Foto PABLO VILLAGRA via Getty Images)  – Pela primeira vez, o governo argentino reconheceu que os 44 tripulantes do submarino ARA San Juan, que desapareceu no dia 15 de novembro, “estão todos mortos”.

Segundo o ministro da Defesa do país, Oscar Aguad, disse em uma entrevista à TV “Todo Noticias” que a missão de busca e resgate, encerrada na última quinta-feira (29), “é iniciada quando há desaparecidos no mar e é encerrada quando todos foram salvos ou não há mais condições para que a vida exista”.

De acordo com uma nota da Marinha, recebida pelo governo, as condições ambientais e o tempo que já passou desde o desaparecimento “são incompatíveis com a existência humana”.

“Então estão todos mortos?”, questionou o apresentador do jornal, “Exatamente”, respondeu Aguad.

No entanto, o ministro afirmou que o presidente do país, Mauricio Macri, ordenou a manutenção da busca pelo equipamento por “esse ser um compromisso que assumimos com as famílias”.

“As normas internacionais impõem esses limites. Não podemos continuar a procurar a vida de maneira indefinida quando não há mais condições dela existir”, acrescentou.

Aguad também foi questionado sobre a manutenção do ARA San Juan, que teria “passado com sucesso por todos os controles” e estava em “condições perfeitas para navegar”.

O submarino desapareceu, sem deixar rastros, após cumprir uma missão na Patagônia. No último comunicado, os tripulantes relataram um “princípio de incêndio” em parte das baterias. Um estudo norte-americano detectou que, na área do sumiço, houve um evento similar a uma explosão.
HuffPost Brasil ANSA
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)   E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Paciente com ‘não ressuscitar’ tatuado causa dilema ético nos EUA

Paciente com tatuagem de “Não ressucitar”: Paciente inconsciente chega em hospital de Miami com tatuagem de “Não ressucitar” e sua própria assinatura logo abaixo (Foto Divulgação ) – Um homem de 70 anos, com os dizeres “não ressuscitar” tatuados no peito acompanhados de sua própria assinatura, chegou inconsciente ao hospital da Universidade de Miami, nos Estados Unidos, causando um conflito ético entre o dever médico e o desejo do paciente. O homem tinha histórico de doença pulmonar obstrutiva crônica, diabetes e frequência cardíaca irregular e, no momento do resgate, estava com o nível de álcool no sangue elevado.

De acordo com o estudo do caso, publicado no periódico científico New England Journal of Medicine, a médica responsável decidiu ignorar o pedido, avisando sua equipe sobre a decisão contrária. No entanto, mesmo após diversas tentativas com antibióticos, vasopressores (que aumentam a pressão sanguínea) e ressuscitação por fluido intravenoso, o homem não respondia às intervenções médicas. Depois de contatarem uma equipe ética para discutirem o caso, os médicos decidiram honrar a mensagem da tatuagem.
Dilema

O caso deu abertura à discussão sobre os parâmetros éticos e legais acerca das tatuagens ‘DNR’ (‘do not resuscitate’, em português ‘não ressuscitar’), como é chamado o requerimento legal que garante o desejo do paciente de não ser reanimado em atendimento médico.

Atualmente, nos Estados Unidos e na maioria dos países, tatuagens ‘DNR’ não têm respaldo jurídico. Para garantir que o médico não intervenha em uma emergência, é preciso assinar documentos específicos protegidos por leis de privacidade. Caso o paciente tenha um documento em seu nome, os prontuários médicos precisam disponibilizar essa informação.

“O requerimento tem de ser feito em papel amarelo e tanto o médico quanto o paciente devem ter assinado, a legislação não diz nada sobre tatuagens”, disse Greg Holt, um dos médicos envolvidos no caso, ao Daily Mail. De acordo com informações do tabloide britânico, 80% dos americanos com doenças crônicas não desejam ser reanimados ou mantidos em unidades de tratamento intensivo (UTI) em casos extremos, que existe risco de morte.
Arrependimento

Em outro estudo de caso, cirurgiões encontraram uma tatuagem ‘DNR’ no peito de um diabético que passava por uma cirurgia de amputação. Quando os médicos lhe perguntaram sobre a tatuagem, o homem explicou que aquela não era sua verdadeira vontade. Segundo o paciente, quando ele era mais novo perdeu uma aposta e precisou marcar a frase na pele, mas nunca considerou que algum médico poderia levá-la a sério.

No entanto, o recente caso na Flórida foi bastante diferente. Segundo Holt, os médicos e a equipe ética do hospital decidiram conjuntamente confiar na mensagem da tatuagem, que incluía a própria assinatura do paciente. Além disso, o local onde a frase foi tatuada era o mesmo onde seria feita a compressão cardíaca, sugerindo que o homem tinha conhecimento sobre o assunto.
O caso

Felizmente, duas horas depois da decisão final dos médicos, eles conseguiram encontrar a documentação legal confirmando que a tatuagem do homem realmente condizia com a sua vontade. Dessa forma, os médicos decidiram deixá-lo ir.

“Uma coisa é dizer ‘não sabemos quais são os desejos do paciente, então vamos ressuscitá-lo mesmo assim’. Outra é saber que ele fez uma tatuagem pedindo que o procedimento não seja feito. É difícil saber a vontade de um paciente inconsciente, mas, nesse caso, nós tínhamos aquela informação, literalmente”, disse Holt.

Mesmo com o desfecho do caso, os médicos alertam para a necessidade de formalizar a decisão. “Eu sempre penso que as pessoas podem se arrepender de uma tatuagem. Neste caso, é uma preocupação tanto para os pacientes quanto para os médicos: fazer a escolha que pode ser reversível, não a que gera incerteza.”
Testamento vital

Uma regra publicada em 2012 pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) trouxe a legalidade para o uso do testamento vital no Brasil. O documento, que pode ser feito por qualquer pessoa maior de idade, dá ao paciente o direito de escolher os procedimentos aos quais não quer ser submetido quando se encontrar em estado terminal.

A pessoa que optar pelo documento poderá, por exemplo, escolher se quer ser submetida a procedimentos como ventilação mecânica, tratamentos com medicamentos ou cirúrgicos que sejam dolorosos e à reanimação em casos de parada cardiorrespiratória.  O documento pode ser feito em qualquer momento da vida, mesmo por pessoas que não estão doentes, e pode ser modificado ou revogado a qualquer momento.
Por VEJA.com Marina Felix
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)   E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Mulher encontrada com filha após 10 anos presa em porão

Caso de romena encontrada com filha após 10 anos presa em porão choca Itália

Porão onde mulher sequestrada vivia: Romena de 29 anos foi encontrada pela polícia italiana trancada a chave em um porão sem água, luz elétrica ou sistema de esgoto ( Fonte: polícia italiana )

Um sequestro que durou dez anos, com centenas de episódios de violência e dois filhos frutos de estupros por parte do sequestrador chocou a Itália.

Uma romena de 29 anos foi encontrada pela polícia trancada a chave em um porão, sem água, luz elétrica ou sistema de esgoto, em Gizzeria, na Calábria. Ela estava com a filha de três anos.

O caso é semelhante a outros dois episódios que horrorizaram o mundo – o sequestro de Natascha Kampusch, que passou dez anos em um porão no subúrbio de Viena, e os 24 anos de cativeiro vividos por Elisabeth Fritzl, sequestrada e estuprada repetidas vezes pelo pai, Josef Fritzl.

Assim como as duas, a romena encontrada pela polícia italiana vivia trancafiada e em situação precária.

“Quando os agentes entraram, a jovem estava sentada no chão, com uma criança no colo, completamente no escuro, em meio a excrementos, insetos e ratos. Uma situação macabra, difícil de descrever”, disse à BBC Brasil o capitão Pietro Tribuzio, comandante da Polícia Militar da cidade de Lamezia Terme, no sul do país.
A descoberta do cativeiro

A situação deplorável em que a mulher, que não teve a identidade revelada, era mantida foi descoberta quase por acaso.

Durante uma blitz de rotina, realizada no dia 9 de novembro, os policias de Gizzeria, município calabrês com menos de 5 mil habitantes, pararam Aloisio Francesco Rosario Giordano, de 52 anos, por dirigir em alta velocidade.

“Além das péssimas condições do automóvel, os policiais notaram uma criança dormindo no banco traseiro. A grande diferença de idade entre o homem e o menino de nove anos, que ele disse ser seu filho, o comportamento reticente e as respostas evasivas que fornecia suscitaram a suspeita dos agentes”, contou Tribuzio.
 Cativeiro tinha dezenas de objetos acumulados, restos de comida, latas com excrementos e um colchão no chão, onde a jovem dormia com os filhos

Cativeiro tinha dezenas de objetos acumulados, restos de comida, latas com excrementos e um colchão no chão, onde a jovem dormia com os filhos | Fonte: Polícia italiana © BBC
Cativeiro tinha dezenas de objetos acumulados, restos de comida, latas com excrementos e um colchão no chão, onde a jovem dormia com os filhos | Fonte: Polícia italiana © BBC

“Ao levantarem sua ficha criminal, os policiais constataram que Giordano já havia sido condenado por sequestro e violência sexual, e decidiram segui-lo até a sua residência.”

De acordo com o comandante, quando os policiais chegaram ao terreno, em uma localidade isolada e de difícil acesso de Gizzeria, o homem teria dito que a mulher e a filha deles de três anos não estavam em casa naquele momento.

Ainda segundo Tribuzio, os policiais então notaram a porta de um galpão trancada com corrente e cadeado, e ordenaram ao homem que a abrisse.

Segundo a imprensa local, Giordano escondia a chave dentro de seu carro. Ao abrirem a porta, os agentes encontraram um porão, descrito por eles como um local lúgubre: havia dezenas de objetos acumulados, restos de comida, latas com excrementos e um colchão no chão, onde a jovem dormia com os filhos.

Inicialmente a mulher teria afirmado viver naquelas condições de comum acordo com Giordano – e acabou transferida, com as duas crianças, para um hotel da cidade. Mas dias depois, após receber assistência psicológica, a vítima começou a relatar a violência a que teria sido submetida por dez anos.
Uma década de tortura

Os detalhes do período de cativeiro, revelados pela imprensa local, surpreendem pela crueldade do sequestrador.

Entre outras agressões físicas, a jovem contou ter recebido vários golpes na cabeça e cortes no órgão genital, e que os ferimentos eram costurados pelo homem com linhas de náilon, utilizadas para pesca.

A mulher teria dito ainda que os filhos também eram vítimas de agressões físicas, e que Giordano obrigava as crianças a insultar e a cuspir na própria mãe.
Vaso usado como banheiro: O ‘banheiro’ era um balde colocado em baixo de uma cadeira

 BBC O 'banheiro' era um balde colocado em baixo de uma cadeira | Fonte: Polícia italiana
BBC O ‘banheiro’ era um balde colocado em baixo de uma cadeira | Fonte: Polícia italiana

“As duas crianças nasceram no hospital de Catanzaro”, disse o comandante da polícia à BBC Brasil. Depois do parto, a mulher teria sido impedida pelo sequestrador de voltar ao médico, e os pontos teriam sido retirados por ele mesmo, com uma pinça.

“O terreno onde o sequestrador mantinha a vítima e os filhos, herdado da mãe, era isolado e de difícil acesso, e isso o ajudou a mantê-la escondida por tanto tempo.”

“Para não levantar suspeitas, quando os professores começavam a perguntar pela mãe do aluno, Giordano transferia o filho de nove anos de escola”, contou Tribuzio.

Após o relato da vítima, o italiano foi preso no dia 21 de novembro. Em sua ordem de prisão, o juiz definiu as declarações do acusado como “não críveis, porque intrinsicamente inverossímeis, confusas e em parte contraditórias”.

Esta é a segunda vez que Giordano é acusado formalmente de violência contra mulheres. Em 1995, ele foi condenado a cinco anos de prisão por sequestro, violência sexual e lesões corporais contra uma jovem de 23 anos.

Durante o processo, essa jovem contou ter sofrido dois abortos provocados pelo agressor e que era submetida a violência física, inclusive na presença da mulher de Giordano, uma cidadã marroquina com a qual o homem tem dois filhos.

Porta do galpão com corrente e cadedo: Porta do galpão estava trancada com cadeado | Fonte: Polícia italiana
Porta do galpão com corrente e cadedo: Porta do galpão estava trancada com cadeado | Fonte: Polícia italiana

A romena recém-libertada do cativeiro chegou à Itália em maio de 2007, quando tinha 19 anos, em busca de trabalho e de uma vida melhor.

Meses depois teria sido contratada por Giordano para cuidar de sua mãe doente – mas a mulher era, na verdade, sua esposa.

Aos policiais, a jovem contou que o percurso entre as cidades de Lamezia Terme, onde vivia, e Falerna (onde Giordano morava com a mulher) foi a última viagem serena da sua vida.

“Sem saber, eu estava indo de encontro com aquilo que se revelou um inferno”, disse ela aos agentes.

Em sua defesa, o italiano afirmou que a jovem era livre para ir onde quisesse. Ele disse ainda que os dois se amam, mas que o relacionamento estava em crise.

“Ainda temos que aguardar o processo, mas os antecedentes criminais do homem, assim como as imagens da casa em total abandono, o extremo degrado em que a vítima e as crianças se encontravam, vivendo em meio a restos de comida e excrementos, e aquela porta fechada por fora dizem muito sobre o que ocorria lá dentro.”

Por BBC Brasil
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)   E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Arquiteta é presa por cortar pênis e testículos de homem

A arquiteta Brenda Barattini, de 26 anos, é acusada de usar tesouras de jardim para cortar o pênis e os testículos de um suposto namorado, na cidade de Córdoba, na Argentina. O homem, identificado como Sergio F., de 40 anos, foi surpreendido pelo ataque na manhã de domingo.

O motivo por trás do ataque ainda não foi esclarecido. De acordo com o advogado de Brenda, o caso teria acontecido depois de uma sequência de violência doméstica contra a arquiteta. O advogado, no entanto, confirma que a denúncia contra ela é grave.

Equipes de polícia e uma ambulância foram acionadas para o local. O homem foi levado para o hospital e está em condição estável, de acordo com a imprensa local. Os médicos chegaram a tentar uma cirurgia de reconstrução do pênis, mas as tentativas falharam.

O advogado da vítima, Carlos Nayi, disse à imprensa local que a informação que ele recebeu é que o homem foi vítima de um ataque sexual.

Brenda passa por exames psicológicos e psiquiátricos que permitirão esclarecer se ela estava ciente dos crimes que cometeu.

As informações são do Jornal Extra.

“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)   E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Grávida aos 10 anos, e obrigada a se casar com o próprio estuprador

Sherry Johnson, aos sete anos de idade.(Foto Fornecido por El Pais) – Ostentando um visual clássico, com um vestido roxo longo e um casaco cinza-claro, séria, mas amável, Sherry Johnson, uma mulher que fala com frases curtas e sem rodeios, começa a entrevista resumindo a sua história, que é como uma martelada na testa: “O primeiro que me estuprou foi o bispo da igreja. Eu tinha oito anos. Aos oito o meu padrasto também me estuprou. Aos nove quem me estuprou foi o diácono, e engravidei. Aos 10 tive uma menina dele, e aos 11 minha mãe me obrigou a casar com ele. Com meu estuprador”.

 Fornecido por El Pais Brasil Sherry Johnson, aos sete anos de idade.
Fornecido por El Pais Brasil Sherry Johnson, aos sete anos de idade.

“Continuo me perguntando como pude ter uma filha aos 10 anos de idade”, diz Johnson, de 58 anos, que hoje trava uma batalha pela proibição, sem exceção, dos casamentos de menores de idade nos Estados Unidos. No gabinete de um congressista em Tallahassee, capital da Flórida, a “sobrevivente e ativista”, como se define, continua recordando. “Quando descobrimos que eu estava grávida, minha mãe jogou a culpa em mim: ‘Como você pôde me fazer algo tão horrível?’. Para ela, o mais importante era a igreja e seu prestígio dentro da comunidade”, conta.

Mal se lembra da sua infância antes dos estupros. Apenas que era uma menina feliz, que gostava da escola e de algodão-doce. Sua memória dos oito anos em diante é “um buraco de dias e dias cuidando das crianças e chorando sozinha. Um pesadelo infinito”, diz. “Quando me perguntam como foi, respondo: ‘As meninas têm bebês de brinquedo. Eu fui uma menina que teve bebês de verdade’”.

Johnson prossegue com a cronologia de suas seis primeiras gestações, todas com o diácono, que tinha 19 anos na primeira vez que a estuprou. É de uma brutalidade que aturde. “Minha primeira menina eu tive aos 10; aos 13, o meu primeiro menino; outro aos 14, outra aos 15, e outro aos 16. Aos 17 fiquei grávida outra vez, me divorciei do meu estuprador, e semanas depois tive a última menina dele.” Seu marido forçoso quase não conviveu com a família. Abandonava-a assim que a adolescente engravidava, e só retornava para fazer mais um filho com ela.

Depois dele, Johnson casou-se e divorciou-se mais duas vezes. Com o segundo marido teve três filhos. Tanto este como o terceiro a submeteram a abusos, afirma. “O segundo tentou passar por cima de mim com sua caminhonete.” Johnson não diz os nomes de seus maridos, do seu padrasto e do bispo, já falecido e que tinha uns quarenta anos quando a estuprou. “Os EUA são o país dos processos judiciais”, diz. “E eu não quero passar por mais isso. A única coisa que eu quero é que meu depoimento sirva para que nenhuma menina ou adolescente sofra o que sofri. Que haja de uma vez por todas leis que evitem isso.”
Johnson na atualidade. © Fornecido por El Pais Brasil Johnson na atualidade.
Johnson hoje

(Foto fornecida por El Pais Brasil )Johnson na atualidade.
(Foto fornecida por El Pais Brasil )Johnson na atualidade.

Sua família frequentava uma igreja pentecostal de Tampa (Flórida). Ao engravidar, os serviços sociais iniciaram uma investigação, mas sua mãe e o bispo, para blindar a congregação, decidiram casá-la. A menina perguntou à mãe: “O que é casar?”. A mulher não respondeu. Levou-a a um tribunal de Tampa para iniciar os trâmites matrimoniais, mas o juiz se recusou. Foram então a outro condado, Pinellas, onde “um juiz mais velho” aceitou casá-la.

A cerimônia aconteceu na igreja do bispo e do diácono que a haviam estuprado. Uma quarta-feira à noite, depois da celebração religiosa. “Minha mãe me fez o vestido, o véu e o bolo.” Quase nenhum paroquiano ficou para assistir ao enlace. Aquela menina não voltou mais para a escola. Corria o ano de 1970.

Nem na época nem agora, 47 anos depois, havia lei nos EUA que proibisse completamente os matrimônios de menores de 18 anos. Ainda hoje, 27 Estados norte-americanos os permitem sem limite de idade por motivos como idiossincrasias religiosas ou culturais ou gravidez da menor, e em geral apenas com o consentimento paterno e autorização judicial. A principal potência do mundo ainda não resolveu um problema que persiste em nível internacional, sobretudo nos países em desenvolvimento, onde uma de cada quatro mulheres se casa antes dos 18, e uma em cada nove antes dos 15. O Níger, na África subsaariana, é o país do mundo com a maior proporção de menores nas cerimônias nupciais (76%). Na Ásia, o ranking regional é liderado por Bangladesh, com 65%, segundo as Nações Unidas.

Sherry Johnson participa de uma campanha da ONG Unchained at Last (“finalmente sem correntes”) que busca estimular os deputados estaduais dos EUA a proibirem o casamento precoce. Segundo dados obtidos pela ONG, de 2000 a 2010, em 38 dos 50 Estados dos EUA casaram-se 167.000 menores de 18 anos. A maioria era composta de adolescentes, embora tenham sido registrados casos envolvendo meninas de 12 anos. Na Flórida, ainda em 2012 houve três casos de adolescentes de 14 anos casadas com rapazes na faixa dos 20.

“É triste, mas o casamento de menores continua sendo um problema nos EUA. São as mesmas lacunas jurídicas que tornaram possível que Sherry se casasse na época”, diz Fraidy Reiss, diretora da organização. “Às vezes, as famílias acreditam que o correto é casar suas filhas por causa da sua tradição; outras vezes porque ela está grávida, mesmo que tenha sido estuprada. Eventualmente, também se faz isso para que um homem de outro país consiga visto para entrar nos EUA. Há muito tempo os legisladores ignoram o assunto.”

Johnson conta que mais de uma vez se encontrou com políticos da Flórida que desconhecem a realidade. “Puxa, casamentos de menores? Isso não acontece na Flórida, não é permitido!”, parafraseia a ativista. “E explico a eles que é possível. Tanto é que eles têm uma sobrevivente na frente deles.”
Sherry Johnson aos 17 anos, em 1976, com quatro de seus filhos. © Fornecido por El Pais Brasil Sherry Johnson aos 17 anos, em 1976, com quatro de seus filhos.

Em 2013 Johnson publicou suas memórias, Forgiving the Unforgivable (“perdoando o imperdoável”), em que substituía os nomes dos protagonistas, mas narrava sua história real. Como a manhã em que, aos oito anos, o bispo a estuprou. Dois minutos de terror em que a menina, conforme conta no livro, “fechou os olhos enquanto repetia em sua cabeça o salmo 23”. Sem saber exatamente o que haviam feito com ela, mas sentindo-se destroçada, saiu da casa do bispo e foi para a escola. “Foi horrível. Sozinha, sem ninguém ao meu lado, caminhando por um beco até o colégio”, relembra. Nenhum de seus filhos quis ler o livro. “Não podem suportar”.

Em Tallahassee, onde Johnson vive hoje, tem lugar uma batalha crucial no combate ao casamento infantil. Em 2018, o Congresso estadual deve votar um projeto de lei, apresentado neste ano, que faria da Flórida o primeiro Estado dos EUA a barrar 100% os enlaces de menores de idade. A Flórida foi o segundo Estado dos EUA com mais casos de casamentos de crianças e adolescentes entre 2000 e 2010 (14.278 ocorrências), atrás do Texas (34.793), e é um dos que não especificam limite de idade para o matrimônio em caso de gravidez. Isso leva, por exemplo, os homens do vizinho Estado da Geórgia, onde as uniões de menores de 16 são proibidas sem exceções, a atravessarem a divisa e irem até o município de Escambia, já na Flórida, para se casarem com as meninas. Os Estados com o maior índice de casamentos de crianças e adolescentes são Kentucky, Arkansas e Idaho, com amplas zonas rurais e comunidades ultraconservadoras. Há duas semanas, no Alabama, um funcionário público defendia o candidato ao Senado Roy Moore da acusação de ter abusado de uma garota de 14 anos quando ele tinha 32. “Maria era uma adolescente, e José, um carpinteiro adulto, e foram pais de Jesus”, argumentou.

Se na Flórida os congressistas transformarem em lei o veto absoluto ao casamento de menores — em outubro, um comitê do Senado estadual aprovou por unanimidade esse projeto de lei —, os ativistas esperam que seja a primeira peça de um efeito-dominó para acabar com o problema em nível nacional. Isso seria congruente com a descrição, feita pelo próprio Departamento de Estado dos EUA, do matrimônio infantil como uma violação dos direitos humanos e com a lei federal que classifica como estupro o sexo de um adulto com um menor de idade.

Johnson mora sozinha numa casa térrea, pouco iluminada, mas aquecida, com bonitos quadros com temática afro-americana e, numa das paredes, uma legenda que diz: “Uma casa só é um lar quando há amor”. Assim que o visitante entra, fareja um guisado saboroso. Com um trabalho como professora durante a semana e outro como cuidadora de idosos aos sábados e domingos, além de sua intensa atividade como ativista, encontra tempo para a cozinha, seu passatempo “e terapia”, e prepara um livro com suas melhores receitas, intitulado O Livro de Cozinha da Mema (como a chamam seus 34 netos e dois bisnetos).

Dias antes da entrevista, que teve lugar num dia outonal e ensolarado do começo de novembro em Tallahassee, uma pequena cidade administrativa e universitária, Sherry Johnson havia recebido um telefonema enquanto dirigia. Do outro lado, escutou palavras inesperadas. Comovida, precisou frear o carro e parar no acostamento. Era sua mãe, de 78 anos, com quem sempre manteve contato, mas que nunca até então havia lhe dito o que acabava de dizer: “Filha, me perdoe”.

Por EL PAÍS Pablo de Llano
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)   E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Babá fica irritada com bebê de 6 meses e queima seus pés em uma frigideira quente

[ Foto: Reprodução / NCBS ] -Uma babá foi acusada de abuso infantil depois de colocar os pés de uma criança em uma frigideira quente.

De acordo com arquivos do Tribunal Distrital de Maryland (EUA), Ismelda Ramos Mendoza, 36 anos, foi levada sob custódia depois de confessar que ao ficar irritada com Ana Flores Guerrero, uma menina de apenas seis meses por chorar demais, lhe queimou os pés. As informações são da NBC4.

Foi somente na manhã seguinte que a mãe viu que os pés da criança estavam vermelhos. Ela chegou a perguntar à Mendoza o que aconteceu, mas a babá disse não saber de nada.

No dia seguinte, a mãe notou que pequenas bolhas haviam se formado na sola do pé de Ana, o que fez com que a levasse imediatamente a um hospital. Uma vez lá, a criança foi internada com queimaduras graves de segundo grau em ambos os pés.

De acordo com pesquisadores do Departamento de Polícia da cidade de Bladensburg, que interrogaram Mendoza, incialmente ela teria dito que os pés de Ana haviam tocado em uma tortilha quente, recém-tirada de uma panela. No entanto, após uma discussão mais aprofundada com o investigador, Mendoza assumiu o crime, dizendo que teria ficado irritada com Ana porque ela estava chorando demais. Então, colocou os pés da menina em uma panela que estava preparando tortillas, causando as queimaduras.

Ana Flores foi transferida para o Centro Médico Nacional da Criança para tratar as queimaduras. Após ficar hospitalizada por alguns dias, ao passo em que os médicos tiveram que remover manualmente a pele queimada de seus pés, ela foi monitorada para o aparecimento de qualquer infecção e finalmente liberada para ir para casa.

Mendoza, por outro lado, foi presa e encaminhada ao Departamento Correcional de Prince George, em Maryland.
Por NCBS Washington
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)   E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br