Papa quebra protocolo e cumprimenta fiéis ao chegar no Chile

Francisco cumpre agenda oficial nesta terça-feira em Santiago

O papa Francisco desembarcou na cidade de Santiago, capital do Chile, nesta terça-feira (16) e, ao chegar à Nunciatura, onde ficará hospedado nos três dias de viagem, já quebrou o protocolo e cumprimentou as pessoas que o aguardavam no local.

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Os seguranças acompanharam Jorge Mario Bergoglio, apesar de provocar um pouco de correria. Algumas das pessoas que o aguardavam, incluindo mães com crianças pequenas, chegaram a esperar até quatro horas para ver o líder católico.

Ao longo do percurso entre o aeroporto e a sede apostólica, o Pontífice foi saudado por milhares de pessoas. Ele fez o caminho com o “papamóvel” aberto e foi seguido pelo arcebispo da capital, cardeal Ricardo Ezzati Andrello.

Hoje será o primeiro dia de agenda oficial de Bergoglio no país, onde terá encontros com representantes políticos, incluindo a presidente Michelle Bachelet e seu sucessor, Sebastián Piñera, e o corpo diplomático.

Ele ainda rezará uma missa no Parque O’Higgins, onde são esperadas cerca de 600 mil pessoas, e à tarde visitará um presídio feminino. À noite, a agenda será mais “religiosa”, com reuniões com padres, seminaristas, freiras e bispos.

Mais de 18 mil seguranças estão atuando na proteção ao Papa. Há o temor de que os ataques contra igrejas ocorridos na última semana se repitam, por isso, o esquema foi reforçado também com a atuação de 15 mil voluntários.

Francisco ficará no Chile até o dia 18, passando ainda pelas cidades de Temuco e Iquique. Depois, parte para uma visita ao Peru, onde fica até dia 22, com compromissos em Lima, Puerto Maldonado e Trujillo.

Fonte: TERRA.
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Casal é preso por manter 13 filhos acorrentados nos EUA

Polícia foi alertada por uma das filhas que conseguiu escapar; autoridades confundiram filhos de até 29 anos com crianças, por causa da desnutrição.

Casal é preso na Califórnia por manter em cativeiro 13 pessoas que seriam filhos deles
Uma mulher e um homem foram presos na noite desta segunda-feira (15) em Perris, na Califórnia, suspeitos de manterem os 13 filhos, com idades entre 2 e 29 anos, acorrentados, famintos e imersos na sujeira na casa dos pais.

Louise Anna Turpin e David Allen Turtpin foram presos depois que uma das filhas do casal, uma jovem de 17 anos, fugiu da casa no domingo (14) e chamou a polícia. A adolescente telefonou para o serviço de emergência 911 de um celular que encontrou na residência.

A adolescente, que estava “magérrima” e parecia ter apenas dez anos, segundo a polícia, “afirmou que seus doze irmãos e irmãs eram mantidos em cativeiro na casa por seus pais, detalhando que alguns estavam acorrentados”.

Ainda não se sabe por quanto tempo os filhos foram mantidos em cativeiro.

A princípio, a polícia pensou que se tratava de 12 menores, “desnutridos e muito sujos”, mas depois percebeu que havia sete adultos, com idades entre 18 e 29 anos.

Seis das 13 vítimas (incluindo a adolescente que fugiu) eram menores, e a mais nova tinha apenas dois anos.

As autoridades fixaram uma fiança de US$ 9 milhões para os pais, denunciados por tortura, cárcere privado e por colocar os filhos em risco.

Interrogados pela polícia, os pais não puderam “dar qualquer explicação razoável sobre por que motivo mantinham os filhos acorrentados”.

As vítimas foram alimentadas e estão recebendo tratamento, enquanto os serviços de defesa da infância abriram uma investigação. Não há informações sobre o estado de saúde dos filhos do casal.

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Vizinhança

Kimberly Milligan, vizinha dos Turpin, disse ao jornal “Los Angeles Times” que muitas coisas eram estranhas “naquela família”: as crianças “eram muito pálidas, tinham o olhar vazio e nunca saíam para brincar, apesar de serem numerosas”.

“Eu achava que eles estudavam em casa”, algo relativamente frequente nos Estados Unidos, acrescentou Milligan. “Sentíamos que havia algo estranho mas não queríamos pensar mal daquela gente.

A família

David Turpin aparece no registro do Diretório Escolar da Califórnia como diretor do colégio particular Sandcastle Day School, inaugurado em março de 2011, cujo endereço é o mesmo da residência dos Turpin, segundo a CNN.

A escola teria apenas seis estudantes, com idades entre 10 e 18 anos, segundo os últimos dados do departamento estadual de educação.

Os Turpin declararam falência no mesmo ano em que abriram a escola, com uma dívida acumulada entre US$ 100 mil e US$ 500 mil, revelam documentos judiciais citados pelo jornal “The New York Times”.

O jornal assinala que no momento David Turpin trabalhava como engenheiro para o grupo de defesa Northrop Grumman, com um salário anual de US$ 140 mil. Louise é dona de casa.

Uma página do Facebook com o nome de David-Louise Turpin traz uma foto dos dois no que parece ser uma cerimônia de casamento.

Louise Turpin está com um vestido branco, David aparece de terno e o casal é rodeado por 13 crianças ou jovens. As meninas, de cabelo longo e castanho, estão com o mesmo modelo de vestido púrpura com estampado escocês, excepto uma bebê, vestida de fúcsia. Os meninos aparecem todos como o mesmo corte de cabelo de David Turpin.

O casal aparece diante de um homem vestido como Elvis Presley segurando um microfone, como nas cerimônias de casamento “kitsch” de Las Vegas.

Outra foto, de abril de 2016, revela David e Louise Turpin rodeados de 13 jovens, todos sorridentes, com jeans e camisas vermelhas.

Em uma das fotos, a bebê está vestida com uma camiseta onde se pode ler: “Mamãe me ama”.

Fonte: G1.
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Papa encontra público ‘dividido’ no Chile

Insatisfação contra igreja se acentuou após a repercussão, em 2010, dos crimes de pedofilia do então sacerdote Fernando Karadima

O papa Francisco chegou ao Chile no início da noite desta segunda-feira (15) ciente de que não é um campeão de popularidade por ali. Segundo o instituto Latinobarómetro, trata-se do país latino-americano onde menos se confia neste pontífice (sua nota é de 5,3, ante uma média de 6,8 de sua avaliação na região) e na Igreja Católica, em geral, com apenas 45% dos chilenos se declarando católicos – o índice caiu cerca de 20 pontos percentuais desde 2010.

A Igreja chilena afirma que há mais de 13 milhões de católicos no país, ou seja, 74% da população. Mas pesquisas como as do Latinobarómetro e outra, a Pesquisa do Bicentenário feita em 2014, indicam que esse número estaria agora em torno de 59%.

A queda se acentuou após a divulgação com intensa repercussão midiática em 2010, dos crimes de pedofilia do então sacerdote Fernando Karadima, 87, um dos religiosos mais importantes do país.

O Vaticano realizou uma investigação e o considerou culpado de 75 casos de abusos a menores, afastando-o em 2011. Porém, os chilenos cobram do papa um posicionamento mais condenatório não apenas contra Karadima, mas também contra sacerdotes e bispos acusados de terem encoberto o caso por vários anos.

Há, ainda, desconforto entre os chilenos pelo fato de, até agora, o papa ter mostrado simpatia pela causa da Bolívia em sua reivindicação por um acesso ao mar, recuperando parte de seu território perdido para o Chile, num conflito no século 19.

Apesar de haver um tratado entre os dois países desde 1904, fixando a fronteira como é hoje, o atual presidente boliviano, Evo Morales, tem buscado levar a questão a fóruns e organismos internacionais, como o Tribunal de Haia, como uma espécie de cruzada nacionalista que tem servido também a seus propósitos eleitorais.

Quando visitou a Bolívia em 2015, e há duas semanas, ao receber Morales em Roma, o papa Francisco se declarou simpático à causa. Há tensão em Santiago sobre o que ele poderá dizer sobre o tema aos chilenos. Em especial, à presidente Michelle Bachelet, em seu encontro com a mandatária, no palácio de La Moneda, nesta terça-feira (16).

A posição do Chile é a de que não há volta atrás em relação ao estabelecido pelo tratado, até porque este também criou vantagens para os bolivianos, como a eliminação de impostos para que seus produtos fossem transportados por terra até portos no Chile, onde podem, então, ser embarcados.

Também há protestos contra o gasto com a segurança do pontífice e da declaração de feriado nos dias e nas cidades pelas quais irá passar enquanto estiver no país. Uma pesquisa recente do Instituto Cadem aferiu que apenas 23% dos entrevistados qualifica a visita como “muito importante”, enquanto 50% a considera “pouco ou nada importante”.

Além disso, 54% afirmam estar “em desacordo” com a declaração de feriado durante a presença do pontífice em Iquique, Santiago e Temuco porque o Chile é, oficialmente, um Estado laico.

ATAQUES A IGREJAS

Até agora, o desconforto com a visita papal tem se mostrado por meio de ataques a igrejas nos últimos dias, reivindicados pelo grupo Lautaro -uma guerrilha ativa nos anos 1980 e que realizava atentados contra a ditadura militar (1973-1990).

Nos últimos anos, o grupo vem se rearticulando e abarcando bandeiras como o anarquismo e a causa de grupos indígenas mapuche que reivindicam parte dos territórios chileno e argentino.

Também entre políticos chilenos e simpatizantes da esquerda, a visita do papa é malvista. Está viva na memória de muitos chilenos a visita amigável do papa João Paulo 2º ao país, em 1987, na qual saiu na varanda do Palácio de La Moneda, sede do governo chileno, ao lado do ditador Augusto Pinochet.

TCHAU, ARGENTINA

Ao sobrevoar o território da Argentina, seu país natal, a caminho do Chile, Francisco mandou uma mensagem aos conterrâneos: “Enquanto sobrevoo o espaço aéreo argentino, estendo minhas calorosas predições e envio meus melhores desejos de coração a todo o povo da minha pátria, garantindo-lhes minha proximidade e bênçãos”.

Como costuma fazer, Francisco pediu que os argentinos rezassem por ele. A mensagem segue o protocolo de enviar declarações a todos os países que o papa sobrevoa em suas viagens.

O presidente Mauricio Macri agradeceu publicamente e completou: “Desejo [ao papa] que sua visita aos irmão do Chile e do Peru seja fonte de paz, esperança e inspiração. A Argentina o acompanha com o carinho e o respeito de sempre”.

Com esta viagem, Francisco terá visitado nove países da América Latina desde sua ascensão, em 2013, sem nunca ter voltado à Argentina, onde teme que sua imagem seja usada politicamente.

Fonte: Notícias ao Minuto.
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Ponte em construção desaba e sete pessoas morrem na Colômbia

Um dos lados da estrutura de mais de 400 metros veio abaixo. Segundo jornal, ela seria entregue em março.

Uma ponte em construção desabou na Colômbia na tarde desta segunda-feira (15) na estrada que liga Bogotá a Villavicencio. A construção fica numa localidade chamada Chirajara.

Segundo informou a Defesa Civil a veículos da imprensa colombiana, sete corpos foram retirados dos escombros. Não há informações de mais feridos e os dados sobre desaparecidos são desencontrados.

Com 446 metros de extensão e 280 metros de altura, a ponte estaiada seria entregue em março.

Fonte: G1,.
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Ataque com faca contra escola na Rússia deixa 9 feridos

Incidente ocorreu hoje, na volta às aulas, na cidade de Perm

Dois homens mascarados invadiram uma escola em Perm, na Rússia, e agrediram oito estudantes e um professor nesta segunda-feira (15), no dia de volta às aulas após o Natal. Os autores do ataque, dois jovens, foram presos pela polícia, que investiga o caso.

De acordo com a agência de notícias russa RIA Novosti, o ataque ocorreu na Escola 127. Um professor e um estudante de 16 anos ficaram gravemente feridos e passaram por cirurgias de emergência.

“As aulas foram canceladas e os estudantes foram mandados para casa. As crianças e familiares estão recebendo apoio psicológico e médico”, disse o porta-voz do Ministério do Interior da Rússia. (ANSA)

Fonte: Notícias ao Minuto.
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Atentados em Bagdá fazem pelo menos 38 mortos e 105 feridos

‘Kamikazes’ se explodiram na praça Tayyaran nesta segunda-feira (15)

Pela segunda vez em menos de três dias, a região central de Bagdá, no Iraque, sofreu com atentados terroristas. Na manhã desta segunda-feira (15) foram dois que deixaram ao menos 38 mortos e 105 feridos.

Segundo informações oficiais publicadas pela Associated Press, dois “kamikazes” se explodiram na praça Tayyaran, informou o general Saad Maan, porta-voz do comando conjunto de operações que integra a polícia e os militares.

Até ao momento, os ataques não foram reivindicados.

Fonte: Notícias ao Minuto.
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Governo chinês destrói igreja cristã não regulamentada

A igreja tinha cerca de 50 mil fiéis

As autoridades chinesas demoliram uma igreja cristã evangélica ao norte do país, em Linfen, na província de Shanxi.

O Partido Comunista costuma desconfiar de movimentos organizados que possam fugir de seu controle, principalmente organizações religiosas.

Pastores e membros da igreja destruída, a Jindengtai (candelabro dourado), já haviam sido presos em 2009 após uma ação violenta da polícia do governo na região.

A província de Shanxi foi uma das primeiras regiões chinesas a receber missões de cristãos protestantes, desde o fim do século 19, sendo atingida também pela rebelião dos Boxers (1899-1901), movimento antiocidental e anticristão que matou mais de 30 mil chineses cristãos.

Segundo o jornal chinês “Global Times”, a demolição faz parte de uma campanha municipal para eliminar construções ilegais. A igreja tinha cerca de 50 mil fiéis.

As religiões oficialmente reconhecidas na China (catolicismo, protestantismo, islamismo, budismo e taoismo) estão estritamente sob controle e regulação.

Há na China, segundo dados de 2014, 5,7 milhões de católicos e 23 milhões de protestantes, porém este número não inclui membros de igrejas não reconhecidas, majoritariamente protestantes. Outras igrejas não oficiais foram destruídas na China nos últimos anos.

Fonte: Notícias ao Minuto.
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Helicóptero desaparece na Índia com sete pessoas a bordo

A aeronave servia a estatal petroleira Oil and Natural Gas Commission

Um helicóptero que servia a estatal petroleira Oil and Natural Gas Commission desapareceu sobre o Mar da Arábia na manhã deste sábado (13), anunciou a marinha indiana. Na aeronave estavam dois pilotos e cinco funcionários da estatal que seguiam para uma plataforma.

De acordo com informações da Associated Press, o porta-voz da marinha, capital D. Sharma, informou que um avião e alguns navios foram enviados para a região para reforçar as buscas.

O piloto perdeu contato com o controle de tráfego aéreo logo após a decolagem do aeroporto Juhu. A aeronave pertence à companhia estatal Pawan Hans.

Fonte: Notícias ao Minuto.
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Papa Francisco vai receber os mais pobres, o lado menos visível do Chile

O papa vai visitar o Lar de Cristo, que atende a cada ano cerca de 37 mil pessoas

O papa Francisco vai se reunir no Chile com os “mais pobres entre os pobres”, o lado menos visível de um dos países com maior desenvolvimento econômico da América Latina, mas que esconde uma profunda desigualdade e segregação social.

Francisco vai visitar o Lar de Cristo, a maior entidade de ajuda social no Chile, que atende a cada ano cerca de 37 mil pessoas – idosos, crianças, sem-teto e dependentes químicos.

“Fazem parte dos mais pobres entre os pobres no Chile”, disse à AFP o sacerdote Pablo Walker, capelão do Lar de Cristo, uma instituição fundada em 1944 pelo jesuíta Alberto Hurtado, primeiro santo chileno.

A oeste de Santiago, um lugar pouco visitado pelos turistas que se multiplicam na capital chilena, estão os escritórios centrais do Lar de Cristo, o santuário do padre Alberto Hurtado.

Ali, Francisco vai se reunir na próxima terça-feira com um pequeno grupo de “acolhidos” pela instituição para conhecer, em primeira mão, suas histórias, enquanto tomam um mate e comem as típicas sopaipillas, uma massa frita.

Eles representam o lado mais escondido do Chile, o país com maior receita per capita da região (cerca de 20 mil dólares) e o segundo com menor pobreza, embora seja um dos mais desiguais, como resultado da rigorosa aplicação de políticas neoliberais.

“A pobreza no Chile tem o traço da derrota, porque há uma narrativa de ser um país onde quem quer conseguir algo, pode. Então, os pobres não puderam”, explica Walker.

‘Pobreza disfarçada’

A pobreza no Chile caiu de 40%, no começo dos anos 90, aos 11,7% atuais, muito abaixo da média da América Latina, onde o índice aumentou em 2016, alcançando 30,7% da população (186 milhões de pessoas).

Mas, no Chile, há uma “pobreza disfarçada”, conta à AFP o sacerdote jesuíta Felipe Berríos, que passou uma temporada na África e hoje vive em um dos assentamentos mais pobres do país, erguido sobre um aterro sanitário na região norte.

“Certamente o país tem padrões hospitalares e estabelecimentos educacionais melhores, mas diferentemente do que eu vi na África, onde não havia nada, essa é uma pobreza com coisas. Aqui, as pessoas têm coisas, mas são pobres”, descreve o sacerdote.

E o consumismo – favorecido pelo amplo acesso ao crédito – provocou uma espécie de miragem, em que o Chile teria combatido a pobreza extrema, conta o religioso.

Quem passou anos deixado de lado, catando no lixo ou vivendo de esmolas, hoje pode comprar algo novo, mas em muitas parcelas, exemplifica o sacerdote, fundador da iniciativa Teto, que constrói casas sociais em toda a América Latina.

Segundo dados da Fundação Sol, quase 11 milhões de chilenos (de um total de 17,5 milhões) têm algum tipo de dívida.

Por isso, mesmo trabalhando, alguns continuam pobres, explica Recaredo García, economista e pesquisador da Fundação Sol. Ele calculou que, sem subsídios ou transferências estatais, a pobreza afetaria 26,9% dos chilenos, chegando a 28% no caso das mulheres.

“Quando se fala do crescimento econômico do Chile nas últimas décadas e que o resultado deste modelo neoliberal foi melhorar o poder aquisitivo das pessoas e suas condições de vida, as evidências empíricas nos indicam que não foi assim”, conclui García.

A maioria dos lucros do crescimento econômico no Chile se concentraram nos setores mais ricos do país.

Um estudo recente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) identificou que 33% da receita gerada pela economia chilena fica nas mãos do 1% mais rico da população.

E 0,1% do segmento mais rico, cerca de 10 mil pessoas, concentra 19,5% da receita.

Enquanto 90% dos trabalhadores de classe média alta dizem que seu salário é bom para viver, 47% dos de classe mais baixa lutam para sobreviver.

Fonte: Diário de Pernambuco.
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Países e organizações indignadas com Trump por declarações racistas

Vários países africanos e representantes de organizações internacional criticaram duramente o presidente Donald Trump por se referir ao Haiti, El Salvador e nações africanas como “países de merda”.

Trump recorreu imediatamente a sua arma favorita, o Twitter, para se defender e negar que tenha usado esta expressão, mas rapidamente foi desmentido por um senador do Partido Democrata que estava presente na reunião e confirmou que o presidente proferiu as ofensas.

“O primeiro representante dos Estados Unidos se expressando nesses termos é indigno, preocupante e ofensivo”, afirmou neste sábado no Twitter a secretária-geral da Organização Nacional de Francofonia (OIF), a canadense Michaëlle Jean, de origem haitiana.

Em poucas horas, o assunto se transformou num escândalo internacional e gerou uma forte onda de indignação.

“Se forem confirmados, são comentários escandalosos e vergonhosos por parte dos Estados Unidos. Lamento, mas a única palavra que se pode utilizar é racista”, afirmou, em Genebra, o porta-voz do Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU, Rupert Colville.

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O governo do Haiti, que na sexta recordou o devastador terremoto de 2010, emitiu uma nota na qual considerou “inaceitáveis” as declarações de Trump “odiosas e abjetas”, por achar que refletem “uma visão simplista e racista completamente equivocada”.

A União Africana condenou as declarações “ofensivas e perturbadoras” do presidente americano.

“Isso é ainda mais ofensivo dada a realidade histórica do número de africanos que chegaram aos Estados Unidos como escravos”, disse à AFP Ebba Kalondo, porta-voz do presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki.

O governo de Botsuana convocou o embaixador americano para explicar se essa nação africana é “considerada um país de merda”.

O governo de El Salvador, por sua vez,também protestou “exigindo respeito à dignidade de seu nobre e corajoso povo”, em comunicado lido pelo presidente Salvador Sánchez Cerén.

As expressões “agridem a dignidade” dos cidadãos salvadorenhos, completou.

– Desmentido de Trump –

Em uma primeira mensagem no Twitter, Trump admitiu que foram ditas coisas “duras” em uma reunião na Casa Branca ontem pra discutir imigração, mas garantiu que “essa não foi a linguagem usada”.

Uma hora mais tarde, Trump voltou ao tema no Twitter para assegurar que nunca disse “qualquer coisa depreciativa sobre os haitianos, além de dizer que o Haiti é, obviamente, um país muito pobre e com muitos problemas”.

Pouco depois, porém, o senador democrata Rick Durbin, que participou da reunião, disse que Trump de fato se referiu a “países de merda” e que fez isso mais de uma vez.

Trump “tuitou esta manhã negando que usou essas palavras. Não é verdade. Ele disse essas coisas cheias de ódio, e as disse repetidamente (…) Deu essas declarações vis e vulgares, chamando essas nações de países de merda”, lamentou Durbin.

Diversas fontes apontam que Trump se referia a nações africanas, ao Haiti e a El Salvador.

“Por que todas essas pessoas de países de merda vêm aqui?”, teria dito Trump, acrescentando que queria imigrantes de países nórdicos, como a Noruega.

O congressista democrata negro Cedric Richmond e seu colega Jerrold Nadler, integrante do Comitê Judicial da Câmara de Representantes, revelaram que planejam promover uma moção de censura contra Trump, na próxima semana.

“Temos que mostrar ao mundo que este presidente não representa os sentimentos da maior parte do povo americano”.

Nos Estados Unidos, as reações também não demoraram a aparecer.

Nascido em Chicago e filho de pais porto-riquenhos, o congressista democrata Luis Gutiérrez comentou que “agora se pode dizer com 100% de certeza que o presidente é um racista”.

“Tenho vergonha do nosso presidente”, acrescentou.

A onda de indignação também imperava entre os republicanos. A legisladora Mia Love, de família haitiana, disse que a declaração de Trump era “divisiva” e defendeu que um pedido de desculpas é imperativo.

Para Tim Scott, o único senador negro entre os republicanos, as declarações de Trump são “decepcionantes”.

Na quinta-feira, Trump recebeu na Casa Branca um grupo de congressistas democratas e republicanos para tentar chegar a um acordo sobre uma lei geral migratória.

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O republicano Lindsey Graham e o democrata Durbin tentavam alinhavar o acordo, mas, ao chegarem à Casa Branca, observaram que Trump estava acompanhado de outros legisladores que defendem “linha dura” com os imigrantes.

O acordo tenta chegar a uma saída para a situação dos cerca de 680 mil jovens que ingressaram de forma irregular no país ainda crianças e que regularizaram seu status com o programa DACA, aprovado durante o governo de Barack Obama e cancelado por Trump.

Fonte: em.com.br
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